5 05 a o legado do liberalismo na primeira metade do seculo xix alunos

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O legado do liberalismo na primeira metade do século XIX

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5 05 a o legado do liberalismo na primeira metade do seculo xix alunos

  1. 1. História A - Módulo 5 O Liberalismo – ideologia e revolução, modelos e práticas nos séculos XVIII e XIX Unidade 5 O legado do Liberalismo na primeira metade do século XIX História A, Módulo 5, História A 1 http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
  2. 2. História A, Módulo 5, História A 2 O Estado como garante da ordem liberal Durante o século XIX implantou-se um novo sistema político, económico, cultural e social, o Liberalismo; A implantação do Liberalismo levou ao desaparecimento do Antigo Regime e ao início da Idade Contemporânea; O Liberalismo defende os direitos do indivíduo, são os direitos naturais, são inerentes à condição humana;
  3. 3. História A, Módulo 5, História A 3 Os direitos naturais: Direito à liberdade – o mais importante pois engloba todos os outros (liberdade de expressão, liberdade de reunião, liberdade religiosa, etc.; Direito à igualdade – todos são iguais perante a lei. A distinção social é baseada na riqueza dos indivíduos. A questão da escravatura (contrária aos direitos naturais colocou-se em muitos países); Direito à segurança e à propriedade - a burguesia dá importância à posse de bens e propriedades. Os mais ricos são os mais instruídos, é uma ideia típica dos liberais que levou ao sufrágio censitário que excluía os mais pobres da vida apolítica
  4. 4. História A, Módulo 5, História A 4 O cidadão (interveniente na política) substitui o súbdito do Antigo Regime; O cidadão intervém na governação, é um ator político; O cidadão participa na vida política como eleitor, como detentor de cargos políticos;
  5. 5. História A, Módulo 5, História A 5 O cidadão participa nas assembleias e clubes, nos grupos de discussão, escrevendo livros ou artigos nos jornais; A defesa dos direitos individuais previa o direito à liberdade religiosa dos indivíduos; Os liberais defendem a liberdade individual (civil, religiosa, política, económica);
  6. 6. História A, Módulo 5, História A 6 No entanto esta cidadania política tinha restrições, só os cidadãos com uma razoável situação económica tinham a possibilidade de ocupar cargos públicos; Considerava-se que estes cidadãos tinham mais oportunidades de se instruírem e por conseguinte poderiam governar melhor;
  7. 7. História A, Módulo 5, História A 7 A burguesia aproveitou-se da situação para dominar o poder político através do sufrágio censitário; O liberalismo moderado fez do Estado um defensor da ordem social burguesa; Para o Liberalismo moderado a soberania nacional não era igual a soberania popular, por isso Liberalismo e Democracia são duas conceções diferentes;
  8. 8. História A, Módulo 5, História A 8 O Liberalismo político; A secularização das instituições O Liberalismo pretende um Estado neutro que respeite e proteja as liberdades dos cidadãos e aplique uma lei igual para todos; O poder era limitado pela Constituição, pela separação dos poderes do estado, pela soberania nacional exercida por uma representação e pela secularização das instituições;
  9. 9. História A, Módulo 5, História A 9 O constitucionalismo Os Liberais legitimam o seu poder através da Constituição (conjunto das leis fundamentais), é um regime assente na ordem jurídica que substitui o Antigo Regime que estava baseado no costume; Os regimes liberais podem ser monarquias ou repúblicas; As constituições liberais podem resultar de dois processos diferentes: votadas pelos representantes da Nação (Constituição) ou outorgadas por um rei (Carta Constitucional); Os liberais moderados defendiam que devia ser o rei a outorgar um documento à Nação.
  10. 10. História A, Módulo 5, História A 10 Os liberais moderados defendem a divisão dos poderes do Estado (judicial, executivo e legislativo) como forma de evitar que um destes poderes concentre a totalidade das competências políticas caindo assim no despotismo; Os liberais moderados defendem o reforço do poder executivo tal como existe em Inglaterra; O reforço do poder executivo foi executado em França (Carta de 1814) e em Portugal com a Carta Constitucional (1826);
  11. 11. História A, Módulo 5, História A 11 Os liberais moderados defendem a soberania nacional entregue a uma representação (deputados) dos mais cultos e inteligentes que eram aqueles que eram mais abastados; Só os cidadãos com um determinado grau de fortuna podiam eleger e ser eleitos para o parlamento, que exercia as funções legislativas; Os liberais moderados, eram, na sua maioria, defensores do bicameralismo; Bicameralismo – existência de duas câmaras no parlamento: Câmara Baixa – deputados eleitos; Câmara Alta – nobres e personalidades escolhidas pelo soberano;
  12. 12. História A, Módulo 5, História A 12 Para os liberais o Estado é laico, o temporal separa-se do espiritual e as instituições são secularizadas; Para os liberais a questão religiosa é íntima e pessoal e não pode ser imposta pelo Estado às pessoas, por isso propõem a separação entre o Estado e a Igreja;
  13. 13. História A, Módulo 5, História A 13 Criaram o registo civil (nascimentos, casamentos, óbitos. No Antigo Regime esta responsabilidade era exercida pela Igreja; Desenvolveram uma rede de ensino e de assistência (hospitais) laica; A escola pública foi um instrumento de divulgação das virtudes cívicas (fraternidade, patriotismo, tolerância) que se pretendia substituir à fé, subserviência e caridade cristã pregadas pelo padres;
  14. 14. História A, Módulo 5, História A 14 As expropriações e nacionalizações das propriedades das ordens religiosas debilitaram o poder económico da Igreja; A Igreja submeteu-se ao poder político; Foram publicadas numerosas leis que retiraram ao clero privilégios; No século XIX e inícios do século XX assiste-se à descristianização dos costumes e até a alguns episódios de anticlericalismo (a Igreja, é muitas vezes associada ao Antigo Regime); Devido à secularização (sujeição às leis da Nação) a Igreja perdeu os seus privilégios;
  15. 15. História A, Módulo 5, História A 15 O Liberalismo económico; O direito à propriedade privada e à livre iniciativa O Liberalismo económico opõe-se à intervenção do Estado na economia; O liberalismo económico é o produto das ideias de Adam Smith (1723-1790), Quesnay (1694-1774) e Gournay (1712-1759);
  16. 16. História A, Módulo 5, História A 16 Quesnay foi o criador do fisiocratismo, teoria económica que defende que a base da riqueza de um país reside na agricultura; Os agricultores devem cultivar e comercializar os seus produtos livremente; O fisiocratismo foi a base ideológica da revolução agrícola inglesa do século XVIII;
  17. 17. História A, Módulo 5, História A 17 Gournay defendeu a liberdade de concorrência que se traduz na expressão “laissez faire, laissez passer” (deixai fazer, deixai passar); É o ideal do liberalismo económico;
  18. 18. História A, Módulo 5, História A 18 Adam Smith defende que o trabalho é a verdadeira fonte de riqueza; A riqueza do Estado depende da existência do direito individual à propriedade privada e à busca de fortuna; A vantagem pessoal identifica-se com o interesse da coletividade;
  19. 19. História A, Módulo 5, História A 19 Adam Smith afirmou que “Quando o indivíduo trabalha para si próprio, serve a sociedade com mais eficácia do que quando trabalha para o interesse social”; Só a livre iniciativa em busca da riqueza promoveria o trabalho, a acumulação de capital e o investimento, isto é, o progresso económico;
  20. 20. História A, Módulo 5, História A 20 Segundo este economista o Estado deve abster de participar na economia, pois o mercado rege-se por leis próprias, a lei da oferta e da procura que se encarregariam de equilibrar o consumo e a produção; Não deve existir nenhum entrave à livre concorrência;
  21. 21. História A, Módulo 5, História A 21 Adam Smith foi o grande teórico do liberalismo económico; O Estado não devia de ter qualquer intervenção na economia, não devia impor limites de produção, criar monopólios, lançar impostos, ou tabelar preços ou salários;
  22. 22. História A, Módulo 5, História A 22 O Estado apenas deveria facilitar a produção, estabelecer a ordem, proteger a propriedade e fazer funcionar a justiça; Adam Smith foi o grande defensor da iniciativa privada; Foi a afirmação dos interesses da burguesia e do capitalismo, e foi posta em prática na maior parte dos países de regime liberal;
  23. 23. História A, Módulo 5, História A 23 Os limites da universalidade dos Direitos Humanos; A problemática da abolição da escravatura Os liberais definiram a liberdade, a igualdade e a propriedade como direitos humanos universais; Mas na realidade o Estado Liberal nem sempre garantiu essa universalidade;
  24. 24. História A, Módulo 5, História A 24 A propriedade nunca foi um direito natural; A igualdade nunca foi uma realidade, o voto censitário transformava a esmagadora maioria dos cidadãos em “cidadãos passivos”; O princípio da liberdade, o mais sagrado para os liberais, chocava frontalmente com a prática da escravatura;
  25. 25. História A, Módulo 5, História A 25 Em França os primeiros debates em relação à escravatura tiveram lugar na Assembleia Constituinte, em maio de 1791, e foram concedidos direitos civis aos homens livres de cor, em setembro foi abolida a escravatura na metrópole mas continuou nas colónias; A polémica entre abolicionistas e defensores da escravatura vai subindo de tom;
  26. 26. História A, Módulo 5, História A 26 Em São Domingos (Antilhas) eclodiu uma revolta de escravos; O governo da Convenção decreta a abolição da escravatura nas colónias (fevereiro de 1794); Perante as pressões dos grandes proprietários, em maio de 1802, Napoleão restabelece a escravatura nas colónias; Só a revolução republicana de fevereiro de 1848 irá acabar definitivamente com a escravatura;
  27. 27. História A, Módulo 5, História A 27 Nos Estados Unidos da América a escravatura, pela Constituição, estava ao critério dos diversos estados; Em meados do século XIX, o Congresso americano declarou a intenção de proibir a escravatura nos novos territórios que iriam ser convertidos em estados;
  28. 28. História A, Módulo 5, História A 28 Os estados do Sul, onde a economia assentava no cultivo de algodão e tabaco eram contra a abolição; Os do norte cuja economia dependia das atividades industriais e comerciais apoiavam as ideias abolicionistas; Em 1860, é eleito presidente dos EUA, Abraham Lincoln, um defensor do abolicionismo;
  29. 29. História A, Módulo 5, História A 29 Onze estados do sul formam uma confederação e saíram da União; De 1861 a 1865, trava-se a Guerra da Secessão, que devastou o país; Em 1963, foi proclamada a abolição da escravatura nos EUA; Em dezembro de 1865, a 13ª emenda à Constituição dos EUA pôs fim à escravatura nos EUA; A 15ª emenda à Constituição (fevereiro de 1869) reconhece direitos políticos aos negros;
  30. 30. História A, Módulo 5, História A 30 Em Portugal a questão da abolição da escravatura começou pela questão de proibir o tráfico negreiro; O visconde de Sá da Bandeira (governo setembrista, dezembro de 1836) decreta a proibição de tráfico de escravos nas colónias portuguesas a sul do equador; Esta medida foi tomada depois da independência do Brasil e surgiu da necessidade de promover a colonização de África;
  31. 31. História A, Módulo 5, História A 31 A Inglaterra pressionava o país para abolir a escravatura (interesse económico britânico); Em fevereiro de 1869, o rei D. Luís assinava o decreto emanado do governo do Marquês de Sá da Bandeira que abolia a escravatura em todo o território nacional;
  32. 32. História A, Módulo 5, História A 32 O Romantismo, expressão da ideologia liberal O início do século XIX foi caracterizado pelo surgir de uma nova corrente artística e cultural, o Romantismo; Valorizam a sensibilidade, os sentimentos e as emoções; Para eles a arte não é um conjunto de regras académicas, mas uma “revelação da alma”, produto da inspiração e do génio;
  33. 33. História A, Módulo 5, História A 33 O Romantismo é uma corrente que valoriza os sentimentos, a sensibilidade, a fuga às regras, exalta a liberdade; Foi um movimento cultural e artístico mas também um estado de espírito que dominou a primeira metade do século XIX; Manifestou-se nas artes plásticas, arquitetura, literatura e na música;
  34. 34. História A, Módulo 5, História A 34 Caspar David Friedrich, Viajante junto a um mar de névoa
  35. 35. História A, Módulo 5, História A 35 Os românticos concentravam a sua atenção no indivíduo; Um indivíduo sentimental e arrebatado, que se abandona à solidão e à dor; Surge o culto do eu; Do idealismo revolucionário, surge o herói romântico; O Romantismo defende os seguintes princípios: A interioridade, o mundo complexo dos sentimentos e das emoções, os sonhos, os devaneios e as fantasias;
  36. 36. História A, Módulo 5, História A 36 As viagens dentro de si mesmo, numa incansável fuga ao real (que desilude e magoa); Desilusão causada pelo facto de a burguesia no poder ter virado as costas ao povo e se ter transformado numa nova elite dominadora; O avanço da industrialização e urbanização e dos problemas sociais daí decorrentes;
  37. 37. História A, Módulo 5, História A 37 Os românticos defendem o isolamento da alma na comunhão com a Natureza, na exaltação do mundo rural, puro, e no interesse pelas sociedades primitivas ou exóticas, não maculadas pela civilização oriental;
  38. 38. História A, Módulo 5, História A 38 A valorização do passado de cada nação, cujas raízes mergulhavam na Idade Média, agora idealizada através da literatura e das suas ruínas; Fuga para o exótico Oriente;
  39. 39. História A, Módulo 5, História A 39 Os heróis românticos estão em constante luta contra o mundo, sentem-se incompreendidos e permanentemente insatisfeitos; É o mal do século, é o mal de viver; Eugéne Delacroix, Mulheres de Argel
  40. 40. História A, Módulo 5, História A 40 A Revolução Industrial dos finais do século XVIII, transformou o Mundo; Os homens emigraram para as cidades onde se sentiam desenraizados; As cidades crescem e tornam-se lugares anónimos e cinzentos; As revoluções liberais tinham trazido consigo muita violência e destruição;
  41. 41. História A, Módulo 5, História A 41 Perante este quadro desenvolveu-se um espírito de instabilidade e de inquietação; Existe uma fuga ao racionalismo e do Humanismo; O homem do romântico é subjetivo, apaixonado e valoriza os sentimentos;
  42. 42. História A, Módulo 5, História A 42 O movimento romântico defende o ideal da liberdade política, social, artística, cultural, religiosa e económica; Defendem a liberdade dos povos, defendem as minorias étnicas contra o poder dos Estados; Os românticos comprometem-se na luta política; Eugéne Delacroix, A liberdade guiando o povo
  43. 43. História A, Módulo 5, História A 43 O poeta inglês, Lorde Byron morreu a lutar pela libertação da Grécia; Muitas obras artísticas e literárias defendem os ideais de liberdade; No século XIX vários povos libertaram-se ou conseguiram a sua unificação: Grécia (1832); Itália (1870); Alemanha (1871); Muitas nacionalidades nasceram nessa época; Há um grande interesse pela Idade Média porque foi nessa época que nasceram a maior parte das Nações europeias; Viollet-le-Duc afirmou que “O Gótico é superior ao classicismo, da mesma forma que o cristianismo é superior ao paganismo”;
  44. 44. História A, Módulo 5, História A 44 Os românticos procuram descobrir o património cultural; A Idade Média tinha sido desvalorizada pelos Humanistas como a Idade das Trevas; Walter Scott
  45. 45. História A, Módulo 5, História A 45 Os românticos valorizam-na pois é a época em que nasceram as Nações europeias, a sua identidade cultural e nacional e as suas raízes históricas, por isso as tradições, as lendas são valorizadas e nasce o romance histórico; O nacionalismo romântico promoveu o interesse pela Idade Média;
  46. 46. História A, Módulo 5, História A 46 Uma revolução artística O movimento romântico valorizou: O individuo; A procura do exótico; A Natureza; A Idade Média (Romance Histórico); A poesia emotiva; As emoções; As literaturas nacionais; Opôs-se: Ao racionalismo do neoclássico.
  47. 47. História A, Módulo 5, História A 47 O romantismo procurou libertar o artista de todas as regras, cultivou a inspiração e a originalidade como os valores fundamentais da arte; Procura os sentimentos, os sonhos a fuga à realidade; As primeira sobras românticas surgiram no século XVIII: James MacPherson, Poemas d’Ossian; Goethe, Os sofrimentos do Jovem Werther; Schiller, Os Bandidos; Goethe
  48. 48. História A, Módulo 5, História A 48 Poesia: Lord Byron, Shelley, Keats, Chateaubriand; Teatro: Victor Hugo, com a peça “O Hernani”, 1830, quebrou com a tradicional divisão entre tragédia e comédia, criando um novo género, o drama (é um peça teatral de caráter sério, não cómico, que apresenta um desenvolvimento de factos e circunstâncias compatíveis com os da vida real);
  49. 49. História A, Módulo 5, História A 49 Romance: Surge o romance histórico (mistura de História e ficção, reconstrução ficcionada de acontecimentos históricos); Walter Scott, Madame de Staël, Victor Hugo, George Sand, Alexandre Dumas (pai);
  50. 50. História A, Módulo 5, História A 50 A pintura romântica reage contra o racionalismo e a frieza do neoclassicismo; Théodore Géricault, A jangada da Medusa
  51. 51. História A, Módulo 5, História A 51 É uma pintura emocional, colorida, vibrante plena de movimento; Os pintores românticos lutaram pela livre expressão; Defendiam a imaginação, o sonho, os sentimentos, a sensibilidade; Henri Füssli, O pesadelo
  52. 52. História A, Módulo 5, História A 52 Vão-se emancipar da encomenda, pintando segundo a inspiração; Surge uma pintura individualizada: quer a nível temático, quer a nível estilístico;
  53. 53. Históricas: preferência por temas medievais, com uma leitura exaltada dos acontecimentos e a valorização do herói; Literárias: inspiração na literatura do passado, sobretudo medieval (romances de cavalaria); Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 53 As temáticas românticas:
  54. 54. História A, Módulo 5, História A 54 Mitológicas: relevo para a mitologia cristã e nórdica; Retrato: não apenas os retratos oficiais mas também de pessoas anónimas, tentativa de realizar o retrato psicológico; Costumes populares: feiras, romarias, festas, etc.; Vida animal: animais selvagens;
  55. 55. Temas inspirados no mundo do sonho (onírico): inspiração no mundo interior, na imaginação, na fantasia, no subconsciente, no absurdo; Paisagens: retratada de uma forma bucólica ou dramática; Temas exóticos: inspiração em civilizações não europeias, África, China, Índia, etc.; Temas da atualidade político-social da época: naufrágios, revoltas sociais, lutas nacionalistas e independentistas; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 55
  56. 56. Existe uma grande diversidade estilística; A pintura romântica é caracterizada pela espontaneidade e individualismo; Apresenta um tratamento realista da forma e a cor é utilizada de uma forma livre, emocional; Alguns autores apresentam significativas inovações: Simplificação do desenho das formas e no tratamento do claro- escuro; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 56 Os modos de execução (características estilísticas)
  57. 57. História A, Módulo 5, História A 57 William Turner, Funeral no mar
  58. 58. Traços estilísticos comuns: Prevalece a cor sobre o desenho: paleta cromática variada, fortes contrastes cromáticos, intensos efeitos de claro-escuro; A luz foi, frequentemente, focalizada para o assunto que se queria evidenciar, iluminando sentimentos; Utilizam, por vezes, sombras coloridas, conseguidas com cores opostas, que ajudam a definir esta pintura vigorosa e dinâmica; O assunto base era, muitas vezes, envolvido por um cenário natural dramático, animado pela violência dos elementos, de modo a reforçar a emotividade da cena principal; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 58
  59. 59. História A, Módulo 5, História A 59 Goya, Nu
  60. 60. Pincelada larga, fluida, espontânea, definindo formas menos nítidas (ao contrário dos nítidos contornos da pintura neoclássica); Composição com estruturas agitadas, movimentadas, linhas obliquas e sinuosas que reforçam o dramatismo; Figura humana por vezes representada em atitudes contrastadas, reforçando o dramatismo; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 60
  61. 61. História A, Módulo 5, História A 61 Caspar David Friedrich, O caçador na floresta
  62. 62. História A, Módulo 5, História A 62 Eugéne Delacroix, Massacre de Quios
  63. 63. História A, Módulo 5, História A 63 Goya, O 3 de Maio em Madrid, 1814
  64. 64. Principais pintores: França: Théodore Géricault (1791-1824); Eugéne Delacroix (1798- 1863); Alemanha: Caspar David Friedrich (1774-1840); Espanha: Francisco Goya (1746-1828); Inglaterra: William Blake (1757-1827); John Constable (1776-18379; William Turner (1755-1851); Suíça: Henri Füssli (1741-1825); Estados Unidos: Benjamim West (1738-1820); John Singleton Copley (1738-1815); Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 64
  65. 65. História A, Módulo 5, História A 65 Na arquitetura a procura de uma nova estética, não conduziu a um novo estilo; Levou à reprodução de estilos de outros tempos e outros lugares; Sobretudo os não influenciados pelo Classicismo (Idade Média e países do Oriente e África); John Nash, Pavilhão Real de Brighton, Inglaterra, 1821
  66. 66. História A, Módulo 5, História A 66 Ao longo do século XIX, foram-se desenvolvendo os revivalismos históricos na arquitetura romântica: neorromânico, neogótico, neoárabe, neobarroco, etc.; Procuram alimentar a imaginação romântica; Em meados do século surgem os ecletismos: combinação de vários estilos no mesmo edifício; F. Bau e T. Ballu, Igreja de Santa Clotilde, Paris
  67. 67. História A, Módulo 5, História A 67 Os arquitetos românticos procuraram a irregularidade, o organicismo das formas, os efeitos de luz, o movimento, a decoração pitoresca e exótica; Tudo o que provocasse: encantamento, evasão, estimulasse os sentidos e a imaginação, fosse um convite ao sonho e à fantasia, evocação de realidades imaginárias ou distantes; A arquitetura devia provocar emoções, motivar estados de espírito e transmitir ideias; G. Von Dollmann, Castelo de Neuschanstein, 1870, Baviera, Alemanha
  68. 68. História A, Módulo 5, História A 68 O gosto pelas culturas exóticas deu origem aos exotismos; É uma forma de alimentar o espírito romântico de fuga, de viagens, a procura de terras e ambientes estranhos; Desenvolve-se o colecionismo de estampas japonesas;
  69. 69. História A, Módulo 5, História A 69 Por exigência dos materiais em que se exprime (mármore, bronze, madeira, etc.) a escultura tem uma conceção mais lenta e por isso menos espontânea; Esta situação opunha-se à espontaneidade defendida pelos artistas românticos; A escultura ocupou um lugar secundário no movimento romântico; François Rude, A Marselhesa
  70. 70. História A, Módulo 5, História A 70 A escultura romântica teve um maior desenvolvimento em França; As temáticas mais usadas: Inspiradas na Natureza; Carácter alegórico e fantasista; Temas históricos e literários; Retrato; Procuram o sentido dramático, as emoções, os contrastes de luz e sombra e cheio/vazio; As composições são movimentadas; Exaltação da expressividade; August Préault, Massacre, Bronze
  71. 71. História A, Módulo 5, História A 71 A música do romantismo desenvolveu a expressividade e subjetividade das emoções; Desenvolveu a melodia; Surge a tendência para o teatral e grandioso (sinfonia), destaca-se Beethoven; Inspiração na poesia (Schubert); Revivalismo do folclore musical (Sibelius); Procura do virtuosismo musical (Chopin); Afirmação da ópera (Puccini, Verdi, Wagner)
  72. 72. História A, Módulo 5, História A 72 Wagner foi o maior expoente do romantismo. Tristão e Isolda http://www.youtube.com/watch?v=1CNBIJj1CFM
  73. 73. História A, Módulo 5, História A 73 O Romantismo em Portugal Almeida Garrett e Alexandre Herculano foram os introdutores do Romantismo em Portugal; O Romantismo em Portugal apresenta as mesmas características do europeu: valorização do indivíduo, das emoções, da Idade Média, procura o popular, o folclore;
  74. 74. História A, Módulo 5, História A 74 Os poemas Camões (1825) e D. Branca (1826) de Garrett iniciam o romantismo em Portugal; Frei Luís de Sousa revolucionou o teatro português; Escreveu romances históricos: Arco de Sant’Ana e as Viagens da Minha Terra; Pesquisou sobre as raízes populares da literatura portuguesa (O Cancioneiro, O Romanceiro); Foi um político liberal, esteve refugiado em França e Inglaterra;
  75. 75. História A, Módulo 5, História A 75
  76. 76. História A, Módulo 5, História A 76 Alexandre Herculano, foi um político, defensor da Carta Constitucional e um escritor que se notabilizou sobretudo no romance histórico (O Monge de Cister, O Bobo, Eurico, o Presbítero); Também foi historiador e escreveu uma História de Portugal; Esteve exiliado em França;
  77. 77. História A, Módulo 5, História A 77 Camilo Castelo Branco foi outro dos grandes autores românticos; A sua obra prima foi Amor de Perdição; Camilo também teve uma vida pessoal agitada e dramática; No último quartel do século XIX começa a desenvolver-se uma corrente contra o Romantismo, a Geração de 70 (Antero Quental, Teófilo Braga, Eça de Queirós) que defendiam o Realismo;
  78. 78. História A, Módulo 5, História A 78 Na arquitetura o romantismo entrou em Portugal pela mão do príncipe D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, marido de D. Maria II; Encomendou ao engenheiro, barão de Eschwege, o Palácio da Pena, em Sintra (1838-1868/1885);
  79. 79. História A, Módulo 5, História A 79 Palácio da Pena, salão árabe O Palácio de Sintra é um dos exemplos do ecletismo (mistura de estilos) nacional;
  80. 80. História A, Módulo 5, História A 80 Em Portugal os revivalismo tiveram um carácter marcadamente nacionalista, revivendo o período áureo dos Descobrimentos – surge o Neomanuelino; Luigi Manini, Palácio-Hotel do Buçaco, 1888-1907
  81. 81. História A, Módulo 5, História A 81 L. Manini, Palácio da Regaleira, Sintra José Luís Monteiro, Estação do Rossio, Lisboa
  82. 82. História A, Módulo 5, História A 82 A. J. Dias da Silva, Praça de Touro do Campo Pequeno, 1892, Lisboa Os exotismos tiveram uma preferência pelo estilo Neoárabe, como consequência da nossa história;
  83. 83. A estética romântica entrou tardiamente na pintura portuguesa; Nunca possuiu um programa concreto nem objetivos bem definidos; Os temas pintados foram sobretudo cenas de género, e paisagens, pintura histórica (sobretudo medieval) e festas populares; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 83
  84. 84. Principais autores: Augusto Roquemont (1804-1852); Luís Pereira Meneses (1817-1878), excelente retratista; Tomás da Anunciação (1818-1879), pintor de temas rurais e campestres; João Cristino da Silva (1829-1877), paisagista e pintor de género; Leonel Marques Pereira (1828-1892), pintor de costumes populares; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 84
  85. 85. Augusto Roquemont, Festa popular Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 85 Luís Pereira Meneses, retrato de D. Carlota
  86. 86. João Cristino da Silva, Cinco Artistas Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 86 Tomás da Anunciação, Vista d’Amora
  87. 87. Leonel Marques Pereira, Cena de Aldeia Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 87
  88. 88. Em Portugal, na escultura, apesar da forte tradição neoclássica, distinguem-se os seguintes escultores românticos: Vítor Bastos (1828-1894); Costa Mota Tio (1861-1930); Anatole Camels (1822-1906), francês estabelecido em Portugal; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 88 Vítor Bastos, Monumento a Camões
  89. 89. Costa Mota Tio, Monumento a Afonso de Albuquerque Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 89
  90. 90. Anatole Camels, estátua equestre de D. Pedro IV Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 90
  91. 91. História A, Módulo 5, História A 91 Esquema in “Preparação para o Exame Nacional, História A 11, Porto Editora
  92. 92. História A, Módulo 5, História A 92 Esta apresentação foi construída tendo por base a seguinte bibliografia: FORTES, Alexandra; Freitas Gomes, Fátima e Fortes, José, Linhas da História 11, Areal Editores, 2014 COUTO, Célia Pinto, ROSAS, Maria Antónia Monterroso, O tempo da História 11, Porto Editora, 2011 SANCHES, Mário, História A, Edições ASA, 2006 2015/2016

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