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2. geossistema

  1. 1. O ecossistema humano
  2. 2. Sistema • Do grego systema – reunião, grupo, conjunto • “conjunto de partes interligadas” – J. BRIAN McLOUGHLIN (Urban and regional planning, 1971) • “conjunto de elementos que se encontram em interação” (von BERTALANFFY)
  3. 3. Sistema • Cada parte pode ser considerada isoladamente, sem jamais perder a noção do conjunto • As partes são divididas em conjuntos menores (subsistemas) e se inserem em conjuntos maiores
  4. 4. O sistema deve conter • Elementos ou unidades - são suas partes componentes • Relações – os elementos integrantes do sistema encontram-se interrelacionados, um dependendo do outro, através de ligações que denunciam os fluxos • Atributos – qualidades que se atribuem aos elementos a fim de caracterizá-los • Entrada (input) – constituída por aquilo que os sistemas recebem • Saída (output) – transformações que as entradas sofrem no interior do sistema e que, depois, são encaminhadas para fora CHRISTOFOLETTI, 1979
  5. 5. Entradas, saídas Os sistemas recebem inputs que são processados e geram outputs, que são os produtos para o consumo, e seus dejetos retornam ao ambiente
  6. 6. Ecossistema
  7. 7. Teoria Geral dos Sistemas • necessidade de compartimentar a realidade do meio físico terrestre em unidades homogêneas (sistemas ambientais), havendo a ampla concepção de que são completamente interdependentes • HALL & FAGEN (Definition of systems, General Systems, Yearbook, 1 : 18-26, 1956) – “sistema é o conjunto dos elementos e das relações entre eles e entre os seus atributos”
  8. 8. Ecossistema uma entidade ou unidade natural, que inclui as partes animadas e inanimadas para produzir um sistema estável no qual a troca entre as duas partes inscrevem-se em encaminhamentos circulares ODUM, 1983
  9. 9. A cidade • Pode ser interpretada como um ecossistema cujas partes componentes são as zonas de atividade (zonas de uso da terra) e cujas comunicações ou conexões são canais de comunicação (vias de autoveículos) • Os canais de comunicação não desempenham papel passivo: modificam e criam zonas de atividades ao mesmo tempo em que são modificados por elas
  10. 10. No ecossistema urbano • Ambiente de saída é geralmente menor do que o de entrada • Ambiente urbano pode ser considerado um “parasita” dos ecossistemas associados (rurais, florestados) pelas atuais formas de administração • Modelo atual não prevê nenhum tipo de produção de alimentos nem purifica o ar ou recicla materiais e água
  11. 11. A cidade Pode ser entendida como um ecossistema urbano formado por dois sistemas relacionados: 1. Sistema natural 2. Sistema antrópico
  12. 12. Milton Santos, 1985 o espaço deve ser entendido como sendo a natureza mais a sociedade, e classifica os elementos do espaço em: 1. homens (fornecedores e candidatos ao trabalho) 2. firmas (produção de bens, serviços e ideias) 3. instituições (produção de normas, ordens e legitimações) 4. meio ecológico (conjunto de complexos territoriais, base física do trabalho humano) 5. infraestrutura (trabalho humano materializado e geografizado na forma de casa, plantações, caminhos, etc)
  13. 13. A cidade é um ecossistema... • Urbanismo orgânico (LE CORBUSIER, planejadores americanos e escandinavos) – a cidade tem a estrutura de um ser vivo, procurando-se organizar os núcleos urbanos de forma escalonada atribuindose às funções urbanas (MORAR, TRABALHAR, CIRCULAR, RECREAR) o papel de criar as formas urbanas
  14. 14. Ecossistema incompleto • Delpoux (1974) não considera como um ecossistema, mas lembra que isso seria possível considerando-se a cidade como um ecossistema desequilibrado • Ecossistema incompleto ou heterotrófico relativo aos organismos que não conseguem sintetizar seu próprio alimento, necessitando de substâncias orgânicas fornecidas pelo ambiente
  15. 15. O Geossistema 1. Modelização de geossistemas à base de sua dinâmica espontânea e antropogênica e do regime natural a ela correspondente 2. Análise de axiomas e outros princípios de uma teoria especial de geossistemas como parte da teoria geral (metateoria) dos sistemas 3. Investigação de métodos racionais para a avaliação quantitativa de geossistemas e processos formadores da paisagem, particularmente do aparatus matemático adequado à sua descrição 4. Análise sistêmica das conexões espaciais no âmbito geográfico, em níveis planetário, regional ou topológico
  16. 16. O Geossistema 5. Pesquisas sobre a condição (ou estado) espacial-temporal dos geossistemas e montagem dos seus modelos geográficos, principalmente dos mapas doambiente em conexão com os problemas de sua conservação e optimização 6. Estudo da influência dos fatores sócio-econômicos no ambiente natural e prognose dos geossistemas do futuro 7. Exame geográfico de projetos para o complexo utilizaçãoconservação do ambiente geográfico 8. Seleção, processamento e sistematização de informações referentes à paisagem natural para fins educacionais ou de pesquisa
  17. 17. BERTRAND, 1968, 1972 • Estudar uma paisagem é, antes de tudo, uma questão de método, e seus estudos devem ser estruturados segundo: 1. 2. 3. 4. 5. Análise das paisagens Síntese das paisagens Dinâmica das paisagens Tipologia das paisagens Cartografia das paisagens
  18. 18. Análise das paisagens • Para analisar as paisagens, é essencial a noção de escala, não só espacial como também temporal. Nessa análise, tomar cuidado com a tendência generalizada que se tem para proposição de classificações elementares (climáticas, pedológicas, bio-ecológicas)
  19. 19. GEOSSISTEMA • Está em clímax quando há um equilíbrio entre o potencial ecológico e a exploração biológica. Eles são, porém, instáveis. • Lembrar “fatores limitantes” e “mobilidade ecológica” • Dinâmica da paisagem – os elementos participam de uma dinâmica comum • Tipologia das paisagens – designar as U.P. pela vegetação correspondente • Tipologia segundo a dinâmica (progressiva, regressiva, estável)
  20. 20. Tipologia das paisagens • Antes de classificar, é preciso dar nome aos Geossistemas (Geossistema das florestas tropicais úmidas) • Traços ou associações geográficas características + conjunto regional ao qual pertence o Geossistema • Tipologia dinâmica (sistema de evolução, estágio em relação ao clímax, sentido geral da dinâmica (progressiva, regressiva, estável) • 6 tipos de geossistemas em 2 conjuntos dinâmicos
  21. 21. Quadro 1 Proposta de classificação da paisagem em níveis tempoespaciais e a relação de grandeza das unidades de paisagem FONTE: Adaptado de Bertrand (1968). As correspondências entre as unidades são muito aproximadas e dadas somente a título de exemplo: (1) Conforme Cailleux, Tricart e Viers. (2) Conforme Sorre, M . (3) Conforme Brunet.
  22. 22. Níveis de planejamento na Alemanha (modificado por NUCCI, 2001) Planning levels Comprehensive planning Federal State development programs/plan Scale Federal development plan State Landscape planning Region: administrative District County Community/Town Regional plan Land use / Master Plan Landscape program Regional landscape plan 1:50.000 a 1:25.000 Local landscape plan 1:10.000 a 1:5.000 Urban open space plan Site 1:1.000.000 a 1:500.000 “construction plan” 1:1.000
  23. 23. Níveis de planejamento no Brasil Nível Abrangência do plano Planejamento da paisagem Escala Federal Planos nacionais (PAC, Real, PND) Regional Superintendências regionais de desenvolvimento 1:100.000 a 1:1.000.000 Estadual Programas de desenvolvimento estadual 1:50.000 a 1:100.000 Municipal PDDUA 1:10.000 a 1:5.000 Plano de arborização urbana Local Planta da casa 1:1.000
  24. 24. a interferência do homem no ecossistema deve ser considerada como algo natural e normal, da mesma forma que ocorre a interferência de outras espécies, inclusive os microorganismos. Acontece que a participação humana no ecossistema é muito mais ditada por imperativos econômicos do que biológicos
  25. 25. a cidade representa um complexo ecossistema humano, mas longe de ser um deserto para outras formas de vida, ela cria, deliberadamente ou não, uma variedade de ambientes que são colonizados por criaturas vivas. Alguns deles são variantes de condições naturais (parques e jardins), mas outros são anti-naturais por completo. As espécies adaptáveis conseguem viver nas cidades e, em certos casos, proliferam, a exemplo dos ratos e das moscas.
  26. 26. Referências • • • • • • • • • • • • • ARIZA, C. G.; SANTOS, Douglas G. Qualidade ambiental e Planejamento urbano. Revista Caminhos de Geografia, Uberlândia, v. 9, n. 26, jun/2008, p. 224-242 BERNALDEZ, F. G. Ecologia y paisaje. Madrid: H. Blume Ediciones, 1981 BERTRAND, G. Paisagem e Geografia Física Global: esboço metodológico. Revista Ra’E Ga, Curitiba, n. 8, p. 141-152, 2004. Disponível em: http://www.nepa.ufma.br/Producao/importantes/paisagem%20bertrand.pdf CHRISTOFOLETTI, A. Análise de sistemas em Geografia. São Paulo: Ed. da Univ. de São Paulo, 1979 DEFFONTAINES, J.-P. Analyse des situations dans différentes régions de France. Freins à l’adoption d’innovations techniques, Études Rurales, n. 52, pp.81-90, 1972 FERRARI, C. Curso de planejamento municipal integrado: urbanismo. 7ª edição, São Paulo: Pioneira, 1991 FRANCO, Maria A. R. Planejamento ambiental para a cidade sustentável. São Paulo: Annablume: FAPESP, 2001 MARCUS, M.G.; DETWYLER, T. R. Urbanization and environment. Belmont, Califórnia: Duxbury Press, 1972 MONTEIRO, Carlos Augusto de F. Geossistemas: a história de uma procura. São Paulo : Contexto, 2000 MOTA, J. A., O Valor da Natureza: Economia e política dos recursos ambientais. Rio de Janeiro: Garamond, 2001 MOTA, S. Urbanização e Meio Ambiente. Rio de Janeiro: ABES 1999. NUCCI, J. C. Qualidade ambiental & adensamento urbano: um estudo de ecologia e planejamento da paisagem aplicado ao distrito de Santa Cecília (MSP). São Paulo: Humanitas/FFLCH/USP, 2001 ODUM, E. Ecologia. Rio de Janeiro: Guanabara, 1988

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