ATM - BIOMECÂNICA

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Aula ministrada para os alunos da Liga Acadêmica de Disfunção Temporomandibular da PUCGoiás

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ATM - BIOMECÂNICA

  1. 1. Biomecânica Craniocervical e da Articulação Temporomandibular Vinícius Nascimento Silva
  2. 2. O QUE É BIOMECÂNICA? <ul><li>É a disciplina científica que procura medir, modelar, explicar, equacionar, categorizar e catalogar os padrões dos movimentos das criaturas vivas. (Adrian e Cooper, 1998) </li></ul>
  3. 3. Biomecânica do Osso Hióideo Quando o hióideo está acima da área do Triângulo Hióideo, significa hiperatividade dos músculos inframandibulares e pré-cervicais Qual a função do hióideo além de auxiliar na deglutição?
  4. 4. Relação Craniocervical <ul><li>Relação entre occipital, atlas e axis </li></ul><ul><li>50% da função cervical ocorre a este nível </li></ul><ul><li>Espaço C0-C1-C2, pode ser diminuído por rotação posterior de crânio ou por inclinação cervical </li></ul>
  5. 7. CARACTERÍSTICAS DE ROTAÇÃO DO ATLAS E AXIS <ul><li>Não acontece rotação pura </li></ul><ul><li>Testes de rotação </li></ul><ul><ul><li>Rotação de C1: rotação com cervical fletida (limitação contralateral) ou palpação do processo transverso (contralateral) </li></ul></ul><ul><ul><li>Rotação de C2: fixação de C2, pede-se inclinação de cervical (limitação ipsilateral) </li></ul></ul>
  6. 9. Biomecânica da ATM <ul><li>Para uma melhor compreensão da biomecânica da articulação temporomandibular é necessário conhecer os movimentos intra-articulares do disco sobre o côndilo. As forças biomecânicas que controlam a posição do disco incluem a tensão dos ligamentos posteriores, a tração e ou relaxamento do pterigóideo lateral superior, o próprio movimento mandibular e as pressões internas (MOLINA apud FAVERO,1999). </li></ul>
  7. 10. <ul><li>Alterna de uma relação côncavo-convexa para biconvexa (estável para instável) </li></ul><ul><li>Duas articulações distintas (supra e infra) onde as alterações também são distintas. </li></ul><ul><li>Rotação (conceito fisiológico) </li></ul><ul><li>Translação </li></ul>Biomecânica da ATM
  8. 11. FISIOLOGIA ARTICULAR DA ATM MÁXIMA INTERCUSPIDAÇÃO 0 mm MÁXIMA ABERTURA 25mm 35mm 50mm TRANSLAÇÃO ROTAÇÃO TRANSIÇÃO
  9. 12. Biomecânica da ATM <ul><li>Pressões internas: A largura do disco articular varia de acordo com a pressão interarticular. </li></ul>
  10. 14. Biomecânica da ATM <ul><li>Movimento mandibular e o disco: Relação entre ligamento posterior e pterigóideo lateral na movimentação discal. </li></ul><ul><ul><li>PLANO SAGITAL </li></ul></ul>
  11. 15. <ul><ul><li>Movimento mandibular e o disco </li></ul></ul><ul><ul><li>PLANO CORONAL </li></ul></ul><ul><ul><li>(DESENHO NO QUADRO) </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>MOVIMENTOS DE LATERALIZAÇÃO DO CÔNDILO (ABERTURA, PROTUSÃO E LATERALIZAÇÃO) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>LIGAMENTO TEMPORODISCAL OU DE TANAKA </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>RELAÇÕES COM LESÃO DE COLATERAL LATERAL E LUXAÇÃO MEDIAL DO DISCO </li></ul></ul></ul>Biomecânica da ATM
  12. 16. Biomecânica da ATM <ul><li>Movimento do disco: </li></ul><ul><li>O movimento do disco é limitado pelo estiramento do músculo, resistência do ligamento e pela FALTA DE SUPERFÍCIE ARTICULAR DISPONÍVEL (Barros & Rode apud TAKAYAMA, 2003) </li></ul>
  13. 17. RELAÇÃO DOS MOVIMENTOS CERVICAIS COM OS MOVIMENTOS MANDIBULARES <ul><li>EXTENSÃO DE CERVICAL / PROTUSÃO DE CABEÇA / ROTAÇÃO POSTERIOR DE CRÂNIO - RETRUSÃO DE MANDÍBULA E FECHAMENTO DO ESPAÇO RETRODISCAL </li></ul><ul><li>FLEXÃO DE CERVICAL / RETRUSÃO DE CABEÇA / ROTAÇÃO ANTERIOR DE CRÂNIO – PROTUSÃO DE MANDÍBULA E AUMENTO DO ESPAÇO RETRODISCAL </li></ul>
  14. 18. ALTERAÇÃO BIOMECÂNICA E DISFUNÇÃO <ul><li>TENSIONAMENTO DO LIGAMENTO TEMPORODISCAL </li></ul><ul><li>LESÃO DE COLATERAL LATERAL </li></ul><ul><li>LESÃO DE ZONA BILAMINAR (Compressão) – RETRODISCITE </li></ul><ul><li>HIPERMOBILIDADE </li></ul><ul><li>ALTERAÇÃO OCLUSAL </li></ul><ul><li>ROTAÇÕES CERVICAIS (C1 / C2) </li></ul><ul><li>POSIÇÃO DA CABEÇA (Protusa ou Retrusa) </li></ul><ul><li>HIPERATIVIDADE MUSCULAR </li></ul>
  15. 19. CONSIDERAÇÕES FINAIS Fica claro que a ATM é uma articulação instável e dependente de inúmeros mecanismos de estabilização estática e dinâmica. A sua Biomecânica mostra quão complexo é seu mecanismo de atuação e sua interferência nas atividades funcionais. Sendo assim, sabemos que qualquer anormalidade, por menor que seja, pode desencadear uma série de alterações estruturais e funcionais na ATM, partes adjacentes e no organismo.
  16. 20. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS TAKAYAMA, Sabrina. Relação entre disfunção temporomandibular e alterações posturais : relato de caso clínico. São Luis, 2003 FAVERO, Erika Favero. Disfunções da articulação temporomandibular uma visão etiológica e terapêutica multidisciplinar . São Paulo, 1999 BÚRIGO, Michele. Tratamento fisioterapêutico da articulação temporomandibular pós-trauma. Tubarão, 2006 AMANTÉA, Daniela Vieira et al. A importância da avaliação postural no paciente com disfunção da articulação temporomandibular . ACTA Ortop. Bras. 12(3) - JUL/SET, 2004 RODRIGUES, Ana Maria M.; BÉRZIN, Fausto. SIQUEIRA, Vania C. V. Análise eletromiográfica dos músculos masseter e temporal na correção da mordida cruzada posterior . Dental Press. Ortodon. Ortop. Facial. Maringá, v. 11, n. 3, p. 55-62, maio/jun. 2006 AMANTÉA, Daniela Vieira et al. A importância da avaliação postural no paciente com disfunção da articulação temporomandibular . ACTA Ortop. Bras. 12(3) - JUL/SET, 2004
  17. 21. OBRIGADO!

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