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VIDEO PARA TODOS Bem Te Vi NCE-ECA/USP MinC
AULA 10 Edição e  Montagem
Nesta Aula: Princípios de E&M EDIÇÃO  E  MONTAGEM  História da E&M
PRINCÍPIOS
Esses  termos referem-se a:   <ul><li>TÉCNICA </li></ul><ul><li>“ Junção” de duas ou mais partes imagéticas e sonoras de u...
Seus elementos ordenadores podem  ser entendidos como: <ul><li>TEMPO - determinação inicial e final da duração dos planos....
<ul><li>TEMPO -  FATORES DE OBSERVAÇÃO: </li></ul><ul><li>a)  A COMPLEXIDADE VISUAL : </li></ul><ul><li>Os planos mais abe...
b)   ESTRUTURA DRAMÁTICA : <ul><li>O plano deve fornecer o  máximo de informação  com o  mínimo de exposição . </li></ul><...
<ul><li>CONTINUIDADE </li></ul><ul><li>ELEMENTOS A OBSERVAR: </li></ul><ul><ul><li>Continuidade  visual , direcional e ang...
<ul><li>CLAREZA NARRATIVA </li></ul><ul><li>a) INFORMAÇÕES DRAMATICAMENTE I NTERESSANTES </li></ul><ul><ul><li>Elementos e...
UMA DISTINÇÃO   IMPORTANTE! <ul><li>O termo EDIÇÃO é geralmente empregado no universo da Televisão e do Vídeo.  </li></ul>...
<ul><li>O termo MONTAGEM é geralmente empregado no universo do Cinema; </li></ul><ul><li>Ele se refere a um processo mais ...
Porém ... <ul><li>Pelo fato da Montagem ter precedido cronologicamente a Edição e devido á sua importância, é dela que tra...
HISTÓRIA
HISTÓRIA DA MONTAGEM: FASES <ul><li>PERÍODO MUDO: na verdade, o cinema nunca foi uma experiência silenciosa, mas aqui exis...
DESENVOLVIMENTOS MAIS IMPORTANTES: <ul><li>Maturidade da montagem: em oposição à estética de “Teatro Filmado” dos primórdi...
MONTAGEM E LINGUAGEM:  Diretores mais importantes <ul><li>Edwin S. Porter </li></ul><ul><li>D. W. Griffith </li></ul><ul><...
Edwin Stanton  Porter (EUA: 1870-1941) <ul><li>CONCEITO-CHAVE </li></ul><ul><li>Continuidade fílmica. </li></ul><ul><li>PR...
D. W. Griffith  (EUA: 1875-1948) <ul><li>CONCEITO-CHAVE </li></ul><ul><li>Montagem Cinematográfica (no sentido moderno). <...
Vsevolod I. Pudovkin  (UNIÃO SOVIÉTICA: 1893-1953) <ul><li>CONCEITO-CHAVE </li></ul><ul><li>Busca de um processo formal qu...
Serguei M. Eisenstein - I   (UNIÃO SOVIÉTICA: 1898-1948)   <ul><li>PROCEDIMENTOS ADOTADOS </li></ul><ul><li>MONTAGEM MÉTRI...
<ul><li>OBRAS REPRESENTATIVAS </li></ul><ul><li>“ A Greve” (1924) </li></ul><ul><li>“ O Encouraçado Potemkin” (1925) </li>...
Dziga Vertov  (UNIÃO SOVIÉTICA: 1896-1954) <ul><li>CONCEITO-CHAVE </li></ul><ul><li>“ Cinema-olho”. </li></ul><ul><li>PROC...
Aleksandr Dovzhenko   (UNIÃO SOVIÉTICA: 1894-1956) <ul><li>CONCEITO-CHAVE </li></ul><ul><li>“ Poema visual” </li></ul><ul>...
Luis Buñuel   (ESPANHA: 1900-1983) <ul><li>CONCEITO-CHAVE </li></ul><ul><li>Cinema Surrealista. </li></ul><ul><li>PROCEDIM...
Fim da Aula X <ul><li>ATENÇÃO: </li></ul><ul><li>Não deixe de baixar o caderno EXERCÍCIOS e responder as questões! </li></...
Fonte <ul><li>Os conteúdos desta aula foram produzidos pelos Profs. Drs. Marciel Consani e Paulo Teles, colaboradores do N...
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Aula 10 EdiçãO Rev2[1]

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Aula 10 EdiçãO Rev2[1]

  1. 1. VIDEO PARA TODOS Bem Te Vi NCE-ECA/USP MinC
  2. 2. AULA 10 Edição e Montagem
  3. 3. Nesta Aula: Princípios de E&M EDIÇÃO E MONTAGEM História da E&M
  4. 4. PRINCÍPIOS
  5. 5. Esses termos referem-se a: <ul><li>TÉCNICA </li></ul><ul><li>“ Junção” de duas ou mais partes imagéticas e sonoras de um filme. </li></ul><ul><li>HABILIDADE </li></ul><ul><li>“ Junção” de duas ou mais partes [imagéticas e sonoras] de um filme para produzir um sentido além dos panos iniciais. </li></ul><ul><li>ARTE </li></ul><ul><li>A “combinação” leva o[s] sentido[s] do espectador para um outro nível – excitação, discernimento, choque . </li></ul>
  6. 6. Seus elementos ordenadores podem ser entendidos como: <ul><li>TEMPO - determinação inicial e final da duração dos planos. </li></ul><ul><li>CONTINUIDADE - ações relacionadas entre um plano e outro de modo a não confundir a seqüência “lógica” do espectador. </li></ul><ul><li>CLAREZA NARRATIVA - a montagem nunca deve confundir os espectadores, mas sim, mantê-los informados e envolvidos na história. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>TEMPO - FATORES DE OBSERVAÇÃO: </li></ul><ul><li>a) A COMPLEXIDADE VISUAL : </li></ul><ul><li>Os planos mais abertos (planos gerais e médios) são visualmente mais complexos que os mais fechados (closes e super-closes). </li></ul><ul><li>Eles normalmente, possuem mais elementos visuais o que requer um maior tempo de exposição para sua melhor compreensão. </li></ul>
  8. 8. b) ESTRUTURA DRAMÁTICA : <ul><li>O plano deve fornecer o máximo de informação com o mínimo de exposição . </li></ul><ul><ul><li>O tempo real pode ser reconstituído com o tempo dramático . </li></ul></ul>
  9. 9. <ul><li>CONTINUIDADE </li></ul><ul><li>ELEMENTOS A OBSERVAR: </li></ul><ul><ul><li>Continuidade visual , direcional e angular; </li></ul></ul><ul><ul><li>Combinação das tonalidades luminosas e cromáticas; </li></ul></ul><ul><ul><li>Composição dos protagonistas e objetos de cena. </li></ul></ul>
  10. 10. <ul><li>CLAREZA NARRATIVA </li></ul><ul><li>a) INFORMAÇÕES DRAMATICAMENTE I NTERESSANTES </li></ul><ul><ul><li>Elementos e detalhes que ressaltam a expressividade de um protagonista, objeto ou ação. </li></ul></ul><ul><li>b) INFORMAÇÔES DRAMATICAMENTE NECESSÁRIAS </li></ul><ul><ul><li>Elementos que, sem os quais, não há uma condução adequada na narrativa e o espectador pode perder o rumo da estória. </li></ul></ul>
  11. 11. UMA DISTINÇÃO IMPORTANTE! <ul><li>O termo EDIÇÃO é geralmente empregado no universo da Televisão e do Vídeo. </li></ul><ul><li>Ele se refere aos mesmos procedimentos de cortes e transições – como o corte seco e as fusões – do cinema. </li></ul><ul><li>O termo deriva do jornalismo. Oriundo do meio impresso, passou pelo rádio e “aportou”na televisão e no vídeo. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>O termo MONTAGEM é geralmente empregado no universo do Cinema; </li></ul><ul><li>Ele se refere a um processo mais antigo e artesanal no qual as películas eram “cortadas” e “coladas”. </li></ul><ul><li>A EDIÇÃO TELEVISIVA ainda pode ser feita “ao vivo” aproveitando a simultaneidade de um número maior de câmeras de TV conectadas ao aparelho editor (Switcher). </li></ul>UMA DISTINÇÃO IMPORTANTE!
  13. 13. Porém ... <ul><li>Pelo fato da Montagem ter precedido cronologicamente a Edição e devido á sua importância, é dela que trataremos no histórico . </li></ul><ul><li>Vale dizer que a cada dia as fronteiras entre e o Cinema, a TV e o Vídeo estão menos distintas e é possível que, num futuro próximo, elas se constituam em uma única Linguagem Audiovisual. </li></ul>
  14. 14. HISTÓRIA
  15. 15. HISTÓRIA DA MONTAGEM: FASES <ul><li>PERÍODO MUDO: na verdade, o cinema nunca foi uma experiência silenciosa, mas aqui existia uma separação entre os elementos fílmicos de som e imagem., Os diálogos eram representados por intertítulos e as trilhas sonoros executadas ao vivo. </li></ul><ul><li>PERÍODO SONORO: caracterizado pela inclusão, na montagem, dos elementos sonoros de Trilha, Diálogos e Sonoplastia. Tanto o som quanto a imagem já podiam, desde os primórdios do cinema, sofrer uma manipulação parcial para gerar efeitos especiais (“trucagem”). </li></ul><ul><li>PERÍODO DAS NOVAS TECNOLOGIAS: o advento da tecnologia digital possibilitou a manipulação total do áudio e vídeo nas produções. A partir da produção “disneyana” TRON (de Steven Lisberger, Cor, 96 min., EUA, 1982) ficou evidente o potencial do computador na criação de cenários, elementos e até atores, </li></ul>
  16. 16. DESENVOLVIMENTOS MAIS IMPORTANTES: <ul><li>Maturidade da montagem: em oposição à estética de “Teatro Filmado” dos primórdios. </li></ul><ul><li>Continuidade Visual: pela introdução do conceito de “Eixo”, considerando o ponto de vista do espectador. </li></ul><ul><li>Desconstrução da cena em planos: direcionando o olhar do espectador para a leitura de elementos que o realizador especificamente deseja. </li></ul><ul><li>Montagem paralela: contrapondo-se à narrativa linear dos eventos. </li></ul><ul><li>Superação do tempo real pelo tempo dramático: com o uso de elipses (abreviações), câmera lenta e flashbacks, </li></ul>
  17. 17. MONTAGEM E LINGUAGEM: Diretores mais importantes <ul><li>Edwin S. Porter </li></ul><ul><li>D. W. Griffith </li></ul><ul><li>Vsevolod I. Pudovkin </li></ul><ul><li>Serguei M. Eisenstein </li></ul><ul><li>Dziga Vertov </li></ul><ul><li>Alexander Dovzhenko </li></ul><ul><li>Luis Buñuel </li></ul>
  18. 18. Edwin Stanton Porter (EUA: 1870-1941) <ul><li>CONCEITO-CHAVE </li></ul><ul><li>Continuidade fílmica. </li></ul><ul><li>PROCEDIMENTO ADOTADO </li></ul><ul><li>Organização dos planos a fim de apresentar uma continuidade narrativa. </li></ul><ul><li>OBRA REPRESENTATIVA </li></ul><ul><li>“ O Grande Roubo do Trem” (1903 ) </li></ul>
  19. 19. D. W. Griffith (EUA: 1875-1948) <ul><li>CONCEITO-CHAVE </li></ul><ul><li>Montagem Cinematográfica (no sentido moderno). </li></ul><ul><li>PROCEDIMENTOS ADOTADOS </li></ul><ul><li>Variação de planos para criar impacto ( grande plano geral, close-up, inserts; travellings ); </li></ul><ul><li>Montagem paralela; </li></ul><ul><li>Variações de ritmo. </li></ul><ul><li>OBRAS REPRESENTATIVAS </li></ul><ul><li>“ O Nascimento de uma Nação” (1915); </li></ul><ul><li>“ Intolerância” (1916). </li></ul>
  20. 20. Vsevolod I. Pudovkin (UNIÃO SOVIÉTICA: 1893-1953) <ul><li>CONCEITO-CHAVE </li></ul><ul><li>Busca de um processo formal que pudesse transmitir idéias através de narrativas; </li></ul><ul><li>PROCEDIMENTOS ADOTADOS </li></ul><ul><li>Fragmentação da cena em planos para criar uma força que ultrapassa a característica original da cena. </li></ul><ul><li>OBRA REPRESENTATIVA </li></ul><ul><li>“ A mãe” (1926). </li></ul>
  21. 21. Serguei M. Eisenstein - I (UNIÃO SOVIÉTICA: 1898-1948) <ul><li>PROCEDIMENTOS ADOTADOS </li></ul><ul><li>MONTAGEM MÉTRICA : Baseada na duração dos planos; </li></ul><ul><li>MONTAGEM RÍTMICA : Continuidade visual baseada na ação e nas entradas e saídas de cena; </li></ul><ul><li>MONTAGEM TONAL : Busca estabelecer uma característica emocional à cena. “Montar é como compor uma música” (Bergman). </li></ul>CONCEITO-CHAVE A Teoria da Montagem.
  22. 22. <ul><li>OBRAS REPRESENTATIVAS </li></ul><ul><li>“ A Greve” (1924) </li></ul><ul><li>“ O Encouraçado Potemkin” (1925) </li></ul><ul><li>“ Outubro” (1928). </li></ul>Serguei M. Eisenstein - II (UNIÃO SOVIÉTICA: 1898-1948) <ul><li>PROCEDIMENTOS ADOTADOS (cont.) </li></ul><ul><li>MONTAGEM ATONAL : Manipulação do tempo no plano; </li></ul><ul><li>MONTAGEM INTELECTUAL : composição metafórica. </li></ul>
  23. 23. Dziga Vertov (UNIÃO SOVIÉTICA: 1896-1954) <ul><li>CONCEITO-CHAVE </li></ul><ul><li>“ Cinema-olho”. </li></ul><ul><li>PROCEDIMENTOS ADOTADOS </li></ul><ul><li>Completa separação do cinema em relação ao teatro e à literatura; </li></ul><ul><li>Experimento com o realismo; </li></ul><ul><li>“ Verdade documental”; </li></ul><ul><li>OBRA REPRESENTATIVA </li></ul><ul><li>“ Um homem com uma Câmera” (1929) </li></ul>
  24. 24. Aleksandr Dovzhenko (UNIÃO SOVIÉTICA: 1894-1956) <ul><li>CONCEITO-CHAVE </li></ul><ul><li>“ Poema visual” </li></ul><ul><li>PROCEDIMENTOS ADOTADOS </li></ul><ul><li>Montagem por associação visual; </li></ul><ul><li>Ausência de narrativa lógica; </li></ul><ul><li>OBRA REPRESENTATIVA </li></ul><ul><li>“ Terra” (1930) </li></ul>
  25. 25. Luis Buñuel (ESPANHA: 1900-1983) <ul><li>CONCEITO-CHAVE </li></ul><ul><li>Cinema Surrealista. </li></ul><ul><li>PROCEDIMENTOS ADOTADOS </li></ul><ul><li>Descontinuidade visual; </li></ul><ul><li>Destruição do sentido; </li></ul><ul><li>Choque ocasional de imagens dirigidos ao inconsciente da platéia; </li></ul><ul><li>Assincronismo baseado na dissociação visual; </li></ul><ul><li>Perturbação e roubo do sentido, abalo na segurança do conhecimento </li></ul><ul><li>OBRA REPRESENTATIVA </li></ul><ul><li>“ Um Cão Andaluz” (1929) </li></ul>
  26. 26. Fim da Aula X <ul><li>ATENÇÃO: </li></ul><ul><li>Não deixe de baixar o caderno EXERCÍCIOS e responder as questões! </li></ul><ul><li>Tenha um excelente curso! </li></ul><ul><li>A Coordenação </li></ul>
  27. 27. Fonte <ul><li>Os conteúdos desta aula foram produzidos pelos Profs. Drs. Marciel Consani e Paulo Teles, colaboradores do NCE-ECA/USP. </li></ul><ul><li>As obras de referência desta aula são: </li></ul><ul><li>DANCYNGER, Ken. Técnicas de Edição para Cinema e Vídeo. São Paulo: Campus, 2003. </li></ul><ul><li>Para eventual reprodução, solicitar permissão via e-mail para [email_address] e [email_address]   </li></ul>

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