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Ciência e realidade científica

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Trabalho Acadêmico

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Ciência e realidade científica

  1. 1. VIVIANE LOIOLA GUERRA A CRISE DAS EXPLICAÇÕES RELIGIOSAS E O TRIUNFO DA CIÊNCIA CIÊNCIAS SOCIAIS E SOCIOLOGIA A REALIDADE CIENTÍFICA Trabalho apresentado à disciplina Sociologia e Antropologia I da Faculdade Batista de Vitória da Serra, como requisito parcial para avaliação. Professor: Flávio Valdir Kirst Serra
  2. 2. 2008 RESUMO O presente trabalho tem por objetivo mostrar o entendimento de como a ciência se difundiu desde a antiguidade na sua evolução pela busca de novos conhecimentos e como suas descobertas projetaram enriquecimento na cultura e no desenvolvimento da sociedade. Palavra-chave: Ciência, Ciências Sociais. INTRODUÇÂO A ciência surgiu com a ruptura do mundo antigo, quando o homem começou a colocar em dúvida a crença no sobrenatural, ou seja, naquilo que não compreendia. Tudo que existia no mundo tinha vindo antes do homem, portanto passaram a procurar respostas para sua existência, dando inicio a busca do pensamento racional e estudo do objeto, entendendo que a construção humana somente cresceria com o conhecimento obtido nas explicações científicas e filosóficas. Porém, com o domínio da Igreja Católica na Idade Média, a busca pelo conhecimento foi paralisada com o processo de transição que obscureceu a sociedade em seu desenvolvimento político, cultural e social. Esse retrocesso se findou com a desestruturação da Idade Média e o início da Idade Moderna, onde surgiu o Renascentismo marcando o movimento cultural, abrindo novos caminhos para o conhecimento científico e desenvolvimento social. É um novo tempo, em que o raciocínio estimulado e com base na experimentação, na observação e na crítica, a ciência concentra-se no estudo do Homem e da Natureza buscando atender as suas necessidades como ser social e entender os grupos em que vivem. Desde então, cada descoberta foi influenciada pelas anteriores e também a será pelas posteriores na medida em que os estudos dos objetos sejam aprofundados. 2
  3. 3. É um ciclo multiplicativo, assim como as ciências se dissiparão ainda mais na incansável busca do saber. A CRISE DAS EXPLICAÇÕES RELIGIOSAS E O TRIUNFO DA CIÊNCIA Com a crise das explicações religiosas, deu-se abertura para a exploração de novos conhecimentos científicos, visando buscar novos caminhos pra o controle das leis da natureza, o conhecimento científico aflorou e com os homens mais esclarecidos, houve necessidade de explicar a sociedade nessa natureza. Para tanto, foram utilizados os métodos indutivos de Bacon que cria leis a partir da observação e generalização do comportamento observado e os dedutivos de Descartes que se baseiam na aplicação da lógica garantindo uma maior veracidade dos fatos, pois ambos possuíam elementos para se chegar a uma conclusão, apesar de o raciocínio poder levar a uma direção ou situação contrária, ou seja, ser verdadeira ou falsa. Os cientistas iniciaram seus questionamentos sobre a Igreja Católica e suas idéias sobre o poder divino, suas explicações sobre o contexto político e econômico, os levando as descrenças e as buscas por mais conhecimento sobre a instituição da Igreja. Estes estudos propiciaram a dúvida sobre a existência de DEUS, sua criação e o poder da Igreja na sociedade. Neste período, com o desenvolvimento das ciências humanas e sociais e o início da perda da sacralidade, inicia-se o processo de desmistificação da Igreja Católica, onde a ciência conquista parte do conhecimento que apontava o homem à direção a verdade, enriquecendo também os estudos sobre as relações do homem na sociedade em geral, suas crenças, suas opiniões e julgamento humano. CIÊNCIAS SOCIAIS E SOCIOLOGIA A ciência desponta como um conjunto de atividades racionais que buscam explicações através da verificação e estudo aprofundado dos fatos, tendo como principal característica a distinção, o aperfeiçoamento e a objetividade no estudo 3
  4. 4. de um material, sendo possível à descoberta de novas ciências no enfoque desse estudo. O conhecimento científico estabelece então 03 níveis de conhecimento: o inogârnico (Ciências Físicas), o orgânico (Ciências Biológicas) e o superôrganico (Ciências Sociais), todas interdependentes e de transição, sendo o último responsável pelo estudo do homem em sociedade. As ciências sociais e humanas são classificadas através da Antropologia Cultural, do Direito, da Economia, da Política, da Psicologia Social e da Sociologia, estudando os aspectos culturais e comportamentais do individuo a qualquer lugar e tempo, as normas que regulamentam o comportamento social e como atingem efetivamente o individuo, o desenvolvimento do homem na busca de bens materiais e a distribuição direta em suas necessidades humanas. Também estuda a disseminação do poder na sociedade, investigando os métodos empregados para a execução da prática do governo, bem como a personalidade, valores e comportamento do indivíduo nas suas relações sociais e forma de interação na sociedade. A REALIDADE CIENTÍFICA Ao contrário do que acontecia antigamente onde a Teologia dominava as leis dos homens dando a interpretação de “verdade”, a tendência de hoje é darmos credibilidade aos fatos que podem ser cientificamente comprovados, isso graças às transformações que conseguiram acrescentar ao mundo, apresentando formas de construir e entender a realidade. Porém, o homem se tornou criador de seu próprio mundo, dando a ele as suas próprias interpretações, de acordo com a percepção de como as coisas se apresentam. A ciência vem revelar alguns aspectos desse mundo através do valor explicativo de determinados fatos. Estas pesquisas científicas visavam chegar à afirmação da verdade, ou seja, atestar se o experimento funciona e se pode ser adequado aos propósitos humanos. 4
  5. 5. No entanto, continua constantemente estudando estes fatos, buscando essa verdade, seja no contexto da história dos conhecimentos ou em setor específico, aprimorando assim, a realidade pela percepção humana. Na divisão das ciências encontraremos as ciências naturais e humanas que vêm estudar o mundo físico e a vida de um modo de geral. Na ciência física os estudos são baseados em cálculos matemáticos que possibilitam uma análise mais exata e precisa, devido o objeto do estudo ser de origem regular e repetitiva, não sofrendo modificações no decorrer do tempo. Já na ciência que estuda a vida (Biológicas e Humanas), apenas alguns aspectos são parecidos com as ciências físicas, pois apesar de nem todas serem necessariamente estudadas pelos métodos de precisão matemática, alguns fatores são de ordem precisiva e outras oscilam de acordo com a necessidade do homem. Nesse ramo da ciência, estuda-se basicamente o sujeito, porém as descobertas efetuadas nos estudos dos animais não sofrerão alterações, enquanto que nos homens estes estudos se darão de forma a agregar em sua maneira de viver e compreender a vida, apresentando características exclusivamente humanas e que ajudarão no desenvolvimento da cultura na sociedade. A “verdade” se encontra na realidade de cada cientista no mundo natural, quando na procura de atender a condição humana, a ciência vai se fragmentando para que possam estudar diversas áreas mais específicas, encontrando as soluções necessárias. A “realidade” então, passa a ser objeto de estudo de outra ciência: a Filosofia, que inclusive deveria ser de interesse de outras ciências, porém como as maiorias dos estudos se baseiam nas verificações dos fatos através dos métodos de comprovação, se encontrava sem situação desfavorável por necessitar de pesquisas oriundas de outros setores como a Antropologia, a Sociologia,... e por não conseguir abranger a realidade do ser humano em questões de comportamento mais polemizadas, na qual podem ser exemplificadas pela religião e artes. Portando, conclui-se que a ciência não é única, é indivisível e que a realidade está na compreensão da cultura e dos grupos sociais, onde cada grupo de desenvolve socialmente, politicamente e economicamente dentro da cultura existente em sua etnia e a ciência paralelamente trabalha para atender as diferentes necessidades da humanidade no mundo em que vivem. 5
  6. 6. ANÁLISE GERAL Analisando os três textos acima, concluímos que os autores se relacionam com a ciência sob pontos de vistas semelhantes. O texto de Cristina Costa relata a opressão imposta pela Igreja, impedindo o progresso e delegando obstáculos para que a ciência pudesse se desenvolver e explicar os acontecimentos que envolvem a sociedade dentro de sua própria natureza. Eva Lakatos nos oferece em seu texto a ciência como fonte de objetividade e aperfeiçoamento no estudo dos objetos, separando-as pelos níveis de conhecimento e definindo sua classificação e aplicações nos diversos setores da sociedade. No texto de João Francisco Duarte Jr., fica claro que a realidade científica está na visão de cada cientista, onde os fatos podem ser comprovados através de verificação ou não, podendo ser objetos de novos estudos e abrir caminhos para a disseminação de novas ciências. Nos três textos, encontramos características claras de que o todo o longo processo de desenvolvimento da ciência foi unicamente pensando na evolução humana, para que o homem compreenda a si próprio, criando condições de adaptabilidade, bem-estar, segurança e prazer. O homem é um ser natural e criou a ciência a partir da sua natureza. E mesmo que entre em contradição negando parte de si mesmo, a verdade é que a ciência é apenas parte dele. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: COSTA, Cristina. Introdução a Ciência da Sociedade, São Paulo, Moderna, 1997. LAKATOS, Eva Maria. Sociologia Geral, São Paulo, Atlas, 1982. DUARTE JR., João Francisco, O que é realidade, São Paulo, Brasiliense, 1986. 6
  7. 7. ANÁLISE GERAL Analisando os três textos acima, concluímos que os autores se relacionam com a ciência sob pontos de vistas semelhantes. O texto de Cristina Costa relata a opressão imposta pela Igreja, impedindo o progresso e delegando obstáculos para que a ciência pudesse se desenvolver e explicar os acontecimentos que envolvem a sociedade dentro de sua própria natureza. Eva Lakatos nos oferece em seu texto a ciência como fonte de objetividade e aperfeiçoamento no estudo dos objetos, separando-as pelos níveis de conhecimento e definindo sua classificação e aplicações nos diversos setores da sociedade. No texto de João Francisco Duarte Jr., fica claro que a realidade científica está na visão de cada cientista, onde os fatos podem ser comprovados através de verificação ou não, podendo ser objetos de novos estudos e abrir caminhos para a disseminação de novas ciências. Nos três textos, encontramos características claras de que o todo o longo processo de desenvolvimento da ciência foi unicamente pensando na evolução humana, para que o homem compreenda a si próprio, criando condições de adaptabilidade, bem-estar, segurança e prazer. O homem é um ser natural e criou a ciência a partir da sua natureza. E mesmo que entre em contradição negando parte de si mesmo, a verdade é que a ciência é apenas parte dele. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: COSTA, Cristina. Introdução a Ciência da Sociedade, São Paulo, Moderna, 1997. LAKATOS, Eva Maria. Sociologia Geral, São Paulo, Atlas, 1982. DUARTE JR., João Francisco, O que é realidade, São Paulo, Brasiliense, 1986. 6

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