Plantas Raras do Brasil
Plantas Raras do Brasil
Conservação Internacional (CI-Brasil)


 Presidente
   Roberto Brandão Cavalcanti

 Vice-Presidente de Operações
   Carlos...
Conservação Internacional


Universidade Estadual de Feira de Santana




  Plantas Raras do Brasil




               Org...
Coordenação Editorial
       Isabela de Lima Santos

Projeto Gráfico
       Lúcia Nemer

Designer Assistente
       Fábio ...
Sumário
                                      Sumário




Prefácio                              11        BALANOPHORACEAE ...
Sumário




CONVOLVULACEAE                   147             LENTIBULARIACEAE   238


CUCURBITACEAE                    150...
Sumário




PICRAMNIACEAE      316             SYMPLOCACEAE                     380


PIPERACEAE         317             T...
10
PrefácioPrefácio
                                                                                                         ...
Agradecimentos Agradecimentos
                                                                                            ...
Colaboradores e InstituiçõesColaboradores e Instituições
                                                                 ...
16                                           ColaboradoreS e inStituiçõeS




Ariane Luna Peixoto - Instituto de Pesquisa ...
ColaboradoreS e inStituiçõeS                   17




Fábio de Barros - Instituto de Botânica de São Paulo, SP, Brasil

Fá...
18                                            ColaboradoreS e inStituiçõeS




Josafá Carlos de Siqueira - Pontifícia Univ...
ColaboradoreS e inStituiçõeS                        19




Marcelo Trovó - Universidade de São Paulo, SP, Brasil

Marcos d...
20                                            ColaboradoreS e inStituiçõeS




Milena Ferreira Costa - Universidade Estadu...
ColaboradoreS e inStituiçõeS                            21




Rosangela Simão Bianchini - Instituto de Botânica de São Pa...
IntroduçãoIntrodução
                                                                                                     ...
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cursos, eliminação e fragmentação dos ambientes nat...
introdução                                                       25




co e focar esforços exclusivamente neles deixaria ...
26                                                      introdução




de 55 instituições de pesquisa nacionais e internac...
introdução                                                      27




Estados brasileiros relativamente bem amostrados co...
28                                                       introdução




Paulo –, e da Amazônia Central. Apesar de apresent...
introdução                                                          29




Mittermeier, R.A., Robles-Gil, P. & Mittermeier...
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Tabarelli, M. & Vicente, A. 2004. Conhecimento ...
introdução                   31




Myrtaceae          26                1.000   5.000
Gesneriaceae       23              ...
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     Campanulaceae       3                    53       2.319
     Lentibula...
introdução                                                33




tabela 2. Famílias analisadas que não apresentaram espéci...
34                                                introdução




     Limnocharitaceae                                    ...
introdução                                                      35




tabela 4. Número de espécies raras e extensão terri...
C
37




Catálogo de Plantas Raras do Brasil
       Catálogo de Plantas Raras do Brasil
Acanthaceae
                                              ACANTHACEAE
                                                    ...
40                                                    aCantHaCeae




Aphelandra margaritae e.morr.        3
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Extinção

  1. 1. Plantas Raras do Brasil
  2. 2. Plantas Raras do Brasil
  3. 3. Conservação Internacional (CI-Brasil) Presidente Roberto Brandão Cavalcanti Vice-Presidente de Operações Carlos Alberto Bouchardet Diretores Guilherme Fraga Dutra Isabela Santos Luiz Paulo Pinto Patrícia Baião Paulo Gustavo Prado Ricardo Bomfim Machado Universidade Estadual de Feira de Santana Reitor José Carlos Barreto de Santana Diretor do Departamento de Ciências Biológicas Carlos Costa Bichara Filho Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Botânica Luciano Paganucci de Queiroz
  4. 4. Conservação Internacional Universidade Estadual de Feira de Santana Plantas Raras do Brasil Organizadores Ana Maria Giulietti Alessandro Rapini Maria José Gomes de Andrade Luciano Paganucci de Queiroz José Maria Cardoso da Silva Belo Horizonte, MG – 2009
  5. 5. Coordenação Editorial Isabela de Lima Santos Projeto Gráfico Lúcia Nemer Designer Assistente Fábio de Assis Fotografias da Capa M.Trovó A. Rapini A. Chautems Ficha catalográfica elaborada pela bibliotecária Nina C. Mendonça CRB6/1288 P713 Plantas raras do Brasil / organizadores, Ana Maria Giulietti ... [et al.]. – Belo Horizonte, MG : Conservação Internacional, 2009. 496 p. : il., fots. color., mapas; 26 cm. Co-editora: Universidade Estadual de Feira de Santana. Inclui referências. ISBN: 978-85-98830-12-4. 1. Plantas raras – Brasil. 2. Diversidade biológica – Conservação. I. Conservação Internacional. II. Giulietti, Ana Maria. CDU : 582
  6. 6. Sumário Sumário Prefácio 11 BALANOPHORACEAE 90 Agradecimentos 13 BEGONIACEAE 91 BERBERIDACEAE 95 Colaboradores e Instituições 15 BIGNONIACEAE 96 Introdução 23 BORAGINACEAE 101 Catálogo de Plantas Raras do Brasil 37 BRASSICACEAE 102 ACANTHACEAE 39 BROMELIACEAE 103 ACHARIACEAE 44 BURMANNIACEAE 115 ALISMATACEAE 45 BURSERACEAE 116 ALLIACEAE 46 CACTACEAE 118 ALSTROEMERIACEAE 47 CALYCERACEAE 127 AMARANTHACEAE 48 CAMPANULACEAE 128 AMARYLLIDACEAE 51 ANNONACEAE 52 CANELLACEAE 130 APOCYNACEAE 54 CARYOPHYLLACEAE 131 APODANTHACEAE 65 CELASTRACEAE 132 AQUIFOLIACEAE 66 CHRYSOBALANACEAE 134 ARACEAE 67 CLUSIACEAE 139 ARALIACEAE 71 COMBRETACEAE 142 ARECACEAE 74 COMMELINACEAE 143 ASTERACEAE 76 CONNARACEAE 145
  7. 7. Sumário CONVOLVULACEAE 147 LENTIBULARIACEAE 238 CUCURBITACEAE 150 LOGANIACEAE 239 CUNONIACEAE 153 LORANTHACEAE 240 CYPERACEAE 154 LYTHRACEAE 243 DILLENIACEAE 159 MALPIGHIACEAE 252 DROSERACEAE 161 MALVACEAE 262 EBENACEAE 162 MELASTOMATACEAE 263 ERICACEAE 165 MELIACEAE 280 ERIOCAULACEAE 166 MOLLUGINACEAE 281 ERYTHROXYLACEAE 181 MONIMIACEAE 282 EUPHORBIACEAE 183 MORACEAE 284 GENTIANACEAE 185 MYRISTICACEAE 287 GESNERIACEAE 187 MYRSINACEAE 288 HYPERICACEAE 191 MYRTACEAE 289 LAMIACEAE 192 OCHNACEAE 293 LAURACEAE 201 OLACACEAE 297 LECYTHIDACEAE 208 OLEACEAE 298 LEGUMINOSAE 212 ORCHIDACEAE 299 SUBFAMÍLIA CAESALPINIOIDEAE 212 OROBANCHACEAE 310 SUBFAMÍLIA MIMOSOIDEAE 221 OXALIDACEAE 312 SUBFAMÍLIA PAPILIONOIDEAE 228 PASSIFLORACEAE 314
  8. 8. Sumário PICRAMNIACEAE 316 SYMPLOCACEAE 380 PIPERACEAE 317 THISMIACEAE 382 PLANTAGINACEAE 324 THYMELAEACEAE 383 POACEAE 326 TRIURIDACEAE 384 PODOCARPACEAE 341 TURNERACEAE 385 POLYGALACEAE 342 URTICACEAE 391 POLYGONACEAE 346 VELLOZIACEAE 392 PORTULACACEAE 347 VERBENACEAE 399 PROTEACEAE 348 VIOLACEAE 406 QUIINACEAE 349 VITACEAE 407 RHABDODENDRACEAE 350 VOCHYSIACEAE 408 RUBIACEAE 351 XYRIDACEAE 411 RUTACEAE 358 ZINGIBERACEAE 416 SABIACEAE 362 Acervo Fotográfico 417 SALICACEAE 363 Áreas-Chave para Espécies Raras de SANTALACEAE 364 Fanerógamas 433 SAPOTACEAE 366 SCHOEPFIACEAE 371 SCROPHULARIACEAE 372 SIMAROUBACEAE 374 SOLANACEAE 375
  9. 9. 10
  10. 10. PrefácioPrefácio 11 Um dos maiores desafios deste século é desenvolver modelos de desenvolvimento social e econômico que tenham como sua base a conservação da biodiversidade. Esses modelos são especialmente importantes em países como o Brasil, detentores de grande parte das espécies existentes no planeta. O desenvolvimento sustentável de um país requer planejamento sistemático de conservação, com objetivos bem defini- dos e métodos consistentes de análise. Para isso, informações precisas sobre a distribuição das espécies são fundamentais. Nesse processo, nem todas as espécies são iguais. As espécies com distribuição restrita têm muito mais possibilidades de serem extintas por um evento catastrófico qualquer ou simplesmente pela ocupação humana desordenada do que espécies amplamente distribuídas. Por isso, elas recebem maior atenção por parte dos conservacionistas. O argumento é simples: se protegermos as áreas onde estas espécies ocorrem, estaremos protegendo também populações de outras espécies que possuem distribuições mais extensas e, assim, maximizando os esforços de conservação. Este livro é uma contribuição fantástica para a conservação da biodiversidade no Brasil e no mundo. Produto de uma par- ceria entre a Universidade Estadual de Feira de Santana e a Conservação Internacional, da qual orgulhosamente faço parte do seu Conselho Global, ele sintetiza o trabalho intenso de mais de 170 cientistas de 55 instituições e nos revela o mundo das plantas raras do Brasil. Plantas raras foram definidas como aquelas espécies que possuem distribuição menor do que 10.000 km2. O número final deste esforço impressiona. Foram reconhecidas 2.291 espécies de plantas raras brasileiras, cerca de 4 a 6% de todas as espécies de plantas do país, muitas das quais se encontram à beira da extinção. As distribuições das espécies de plantas raras ajudam também a delimitar 752 áreas que são chaves para garantir a conservação da diversi- dade de plantas brasileiras. Essas áreas deveriam ser rapidamente reconhecidas por todos como prioridade imediata para um trabalho intenso de preservação. Conservar o capital natural brasileiro e promover o uso sustentável dos recursos é um dever de todos os setores da socie- dade nacional. Sem o esforço conjunto dos cientistas e sem livros de síntese como este, às vezes torna-se difícil imaginar a magnitude do desafio que ainda temos pela frente. Espero que esta obra sirva de inspiração para um pacto nacional mais amplo que tenha como objetivo desenvolver ações concretas para evitar a extinção das espécies no Brasil. André Esteves Membro do Conselho Diretor Conservação Internacional
  11. 11. Agradecimentos Agradecimentos 13 Agradecemos a todas as instituições cujos pesquisadores colaboraram no estudo das famílias relacionadas no livro. Em especial, à Universidade Estadual de Feira de Santana por ter fornecido toda a infra- estrutura necessária ao projeto. Agradecemos ao Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio) e ao Instituto do Milê- nio do Semi-Árido (IMSEAR), ambos do Ministério da Ciência e Tecnologia, pelos recursos para o trabalho de campo que serviu de base para a avaliação de várias espécies raras. A.M. Giulietti, A. Rapini, L.P. Queiroz e J.M.C. Silva agradecem ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pela bolsa de produtividade em pesquisa. M.J.G. Andrade agradece à Conservação Internacional (CI-Brasil) pela bolsa recebida por meio da Fundação Instituto para o Desenvolvimento da Amazônia (FIDESA) para se dedicar à organização do livro. Este projeto foi desenvolvido graças ao apoio da Gordon and Betty Moore Foundation, baseada em Palo Alto (EUA), e de André Esteves, membro do Conselho da Conservação Internacional. Por fim, um agradecimento especial a todos os autores, que demonstraram envolvimento e muita paciência ao longo deste projeto que, como qualquer grande trabalho de síntese, mostrou-se muito mais complexo do que tínhamos inicialmente imaginado. Comissão Organizadora
  12. 12. Colaboradores e InstituiçõesColaboradores e Instituições 15 A lista a seguir inclui as pessoas que colaboraram para a produção deste livro: autores dos capítulos, pesquisadores que contribuíram com a revisão do conteúdo e também aqueles que analisaram determinadas famí- lias e não encontraram espécies raras segundo os critérios adotados neste trabalho. Abel Augusto Conceição - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Adilva de Souza Conceição - Universidade do Estado da Bahia, BA, Brasil Alain Chautems - Jardin Botanique de laVille de Genève, Genebra, Suíça Alessandro Rapini - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Alessandro Silva do Rosário - Museu Paraense Emílio Goeldi, PA, Brasil Alexa Araújo de Oliveira Paes Coelho - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Alexandre Quinet - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, Brasil Aline Costa da Mota - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Ana Cláudia Araújo - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, RS, Brasil Ana du Bocage - Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária, PE, Brasil Ana Luiza Andrade Côrtes - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Ana Maria Giulietti - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Ana Maria Goulart Azevedo Tozzi - Universidade Estadual de Campinas, SP, Brasil Ana Paula Fortuna Pérez - Universidade Estadual de Campinas, SP, Brasil Ana Paula M. Santos - Universidade Federal de Uberlândia, MG, Brasil Anderson Alves-Araújo - Universidade Federal de Pernambuco, PE, Brasil Anderson F. P. Machado - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Museu Nacional, RJ, Brasil Andrea Karla A. Santos - Universidade Estadual de Feira de Santana e Universidade Federal da Bahia, BA, Brasil Andrea O. de Araujo - Universidade Estadual Paulista, SP, Brasil Angela Borges Martins - Universidade Estadual de Campinas, SP, Brasil Antônio Elielson S. Rocha - Museu Paraense Emílio Goeldi, PA, Brasil
  13. 13. 16 ColaboradoreS e inStituiçõeS Ariane Luna Peixoto - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, Brasil Aristônio M. Teles - Universidade Federal de Goiás, GO, Brasil Armando Carlos Cervi - Universidade Federal do Paraná, PR, Brasil Carlos Henrique Reif de Paula - Universidade Santa Úrsula, RJ, Brasil Carmen Sílvia Zickel - Universidade Federal Rural de Pernambuco, PE, Brasil Carolyn E. B. Proença - Universidade de Brasília, DF, Brasil Cássio van den Berg - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Cecília O. Azevedo - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Cíntia Kameyama - Instituto de Botânica de São Paulo, SP, Brasil Claudenir Simões Caires - Universidade de Brasília, DF, Brasil Cláudia Elena Carneiro - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Claudio Augusto Mondin - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, RS, Brasil Claudio Nicoletti de Fraga - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, Brasil Cristiana Koschnitzke - Universidade Federal do Rio de Janeiro, RJ, Brasil Denise Monte Braz - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, RJ, Brasil Domingos Benício Oliveira Silva Cardoso - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Douglas C. Daly - The New York Botanical Garden, NY, EUA Eduardo Bezerra de Almeida Jr. - Universidade Federal Rural de Pernambuco, PE, Brasil Efigênia de Melo - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Eliane de Lima Jacques - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, RJ, Brasil Elnatan B. Souza - Universidade EstadualVale do Acaraú, CE, Brasil Elsa L. Cabral - Universidad Nacional del Nordeste, Córdoba, Argentina Elsie Franklin Guimarães – Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, Brasil Élvia Rodrigues de Souza - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Eric de Camargo Smidt - Universidade Federal do Paraná, PR, Brasil
  14. 14. ColaboradoreS e inStituiçõeS 17 Fábio de Barros - Instituto de Botânica de São Paulo, SP, Brasil Fábio Vitta - Universidade Federal dosVales do Jequitinhonha e Mucuri, MG, Brasil Fabrício Moreira Ferreira - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Fátima Regina Gonçalves Salimena - Universidade Federal de Juiz de Fora, MG, Brasil Fernando Regis Di Maio - Universidade Estácio de Sá, RJ, Brasil Fiorella F. Mazine - Universidade de São Paulo, SP, Brasil Flávio França - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Frank Almeda - California Academy of Sciences, San Francisco, CA, EUA Gardene Maria de Sousa - Universidade Federal do Piauí, PI, Brasil Geórgia R. G. Figueirêdo - Universidade Federal da Paraíba, PB, Brasil Gleidineia Leite Campos - Colégio Estadual Luiz Pinto de Carvalho, BA, Brasil Gustavo Heiden - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, Brasil Guy R. Chiron - Université Claude Bernard, Lyon, França Hilda Maria Longhi-Wagner - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, RS, Brasil Heleno dias Ferreira - Universidade Federal de Goiás, GO, Brasil Inês da Silva Santos - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, Brasil Jarênio Rafael Ozeas de Santana - Universidade Federal de Goiás, GO, Brasil Jimi Naoki Nakajima - Universidade Federal de Uberlândia, MG, Brasil João B. A. Bringel Jr. - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, DF, Brasil João Batista Baitello - Instituto Florestal do Estado de São Paulo, SP, Brasil João Luiz M. Aranha Filho - Universidade Estadual de Campinas, SP, Brasil João Renato Stehmann - Universidade Federal de Minas Gerais, MG, Brasil John D. Mitchell - The New York Botanical Garden, NY, EUA Jorge Antônio Silva Costa - Universidade Federal da Bahia, BA, Brasil Jorge P. P. Carauta - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Museu Nacional, RJ, Brasil
  15. 15. 18 ColaboradoreS e inStituiçõeS Josafá Carlos de Siqueira - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, RJ, Brasil José Floriano B. Pastore - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil José Iranildo Miranda de Melo - Universidade Estadual da Paraíba, PB, Brasil José Maria Cardoso da Silva - Conservação Internacional, PA, Brasil José Rubens Pirani - Universidade de São Paulo, SP, Brasil Juan Tun-Garrido - Facultad de MedicinaVeterinaria y Zootecnia,Yucatán, México Juliana de Paula-Souza - Universidade de São Paulo, SP, Brasil Júlio Antonio Lombardi - Universidade Estadual Paulista, SP, Brasil Karina Fidanza Rodrigues Bernado - Universidade Estadual de Campinas, SP, Brasil Laura Cristina Pires Lima - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Leandro Jorge Telles Cardoso - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, Brasil Leila Macias - Universidade Federal de Pelotas, RS, Brasil Leilane Naiara Pedreira Sampaio - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Leonardo de Melo Versieux - Instituto de Botânica de São Paulo, SP, Brasil Leonardo Pessoa Felix - Universidade Federal da Paraíba, PB, Brasil Leslie R. Landrum - School of Life Sciences, AZ, EUA Ligia S. Funch - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Lívia G. Temponi - Universidade Estadual do Oeste do Paraná, PR, Brasil Lúcia G. Lohmann - Universidade de São Paulo, SP, Brasil Luciano Paganucci de Queiroz - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Luisa Ramos Senna - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Mara Ritter - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, RG, Brasil Marccus V. S. Alves - Universidade Federal de Pernambuco, PE, Brasil Marcelo D. M. Vianna Filho - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Museu Nacional, RJ, Brasil Marcelo Fragomeni Simon - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, DF, Brasil Marcelo Reginato - Universidade Federal do Paraná, PR, Brasil
  16. 16. ColaboradoreS e inStituiçõeS 19 Marcelo Trovó - Universidade de São Paulo, SP, Brasil Marcos da Costa Dórea - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Marcos Gonzalez - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, Brasil Marcos Sobral - Universidade Federal de Minas Gerais, MG, Brasil Marcos José da Silva - Universidade Estadual de Campinas, SP, Brasil Marcus A. N. Coelho - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, Brasil Maria Bernadete Costa-e-Silva - Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária, PE, Brasil Maria das Graças Lapa Wanderley - Instituto de Botânica de São Paulo, SP, Brasil Maria de Fátima Agra - Universidade Federal da Paraíba, PB, Brasil Maria de Fátima Freitas - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, Brasil Maria do Carmo Amaral - Universidade Estadual de Campinas, SP, Brasil Maria do Socorro Pereira - Universidade Federal de Campina Grande, PB, Brasil Maria Fernanda Calió - Universidade de São Paulo, SP, Brasil Maria Iracema Bezerra Loiola - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, RN, Brasil Maria José Gomes de Andrade - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Maria Mercedes Arbo - Universidad Nacional del Nordeste, Córdoba, Argentina Maria Natividad Sanchez de Stapf - Instituto Smithsonian de Investigaciones Tropicales, Panamá Maria Regina de Vasconcelos Barbosa - Universidade Federal da Paraíba, PB, Brasil Maria Rita Cabral Sales de Melo - Universidade Federal Rural de Pernambuco, PE, Brasil Mariana Saavedra - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, Brasil Mário Barroso Ramos-Neto - Conservação Internacional, DF, Brasil Marla Ibrahim Uehbe de Oliveira - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Marlon C. Machado - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Marta Camargo de Assis - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, SP, Brasil Massimilliano Dematteis - Instituto de Botánica del Nordeste, Corrientes, Argentina Matheus Fortes Santos - Universidade de São Paulo, SP, Brasil
  17. 17. 20 ColaboradoreS e inStituiçõeS Milena Ferreira Costa - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Milene M. Silva-Castro - Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia e Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Milton Groppo - Universidade de São Paulo, SP, Brasil Nathan Smith - The New York Botanical Garden, NY, EUA Patrícia Luz Ribeiro - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Paula Dib de Carvalho - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Paulo Takeo Sano - Universidade de São Paulo, SP, Brasil Pedro Fiaschi - Virginia Commonwealth University, VA, EUA Pedro Germano Filho - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, Brasil Pedro Lage Viana - Universidade Federal de Minas Gerais, MG, Brasil Pedro Luís Rodrigues de Moraes - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Peter W. Fritsch - California Academy of Sciences, CA, EUA Rafael A. Xavier Borges - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, Brasil Rafael Batista Louzada - Instituto de Botânica de São Paulo, SP, Brasil Raymond Mervyn Harley - Royal Botanic Gardens, Kew, Reino Unido Regina Andreata - Universidade Santa Úrsula, RJ, Brasil Renato de Mello-Silva - Universidade de São Paulo, SP, Brasil Renato Goldenberg - Universidade Federal do Paraná, PR, Brasil Reyjane Patrícia de Oliveira - Universidade Federal da Bahia, BA, Brasil Ricardo de Souza Secco - Museu Paraense Emílio Goeldi, PA, Brasil Rita Cristina Seco Lee - Universidade Estadual de Campinas, SP, Brasil Rita de Cássia Araújo Pereira - Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária, PE, Brasil Rita Fabiana de Souza Silva - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Roberto Salas - Universidad Nacional del Nordeste, Córdoba, Argentina Rodrigo B. Singer - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, RS, Brasil Rosana Romero - Universidade Federal de Uberlândia, MG, Brasil
  18. 18. ColaboradoreS e inStituiçõeS 21 Rosangela Simão Bianchini - Instituto de Botânica de São Paulo, SP, Brasil Roseli Torres - Instituto Agronômico de Campinas, SP, Brasil Roxana Cardoso Barreto - Universidade Federal de Pernambuco, PE, Brasil Scott Mori - The New York Botanical Garden, NY, EUA Sebastião José da Silva Neto - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, Brasil Sergio Eustáquio Noronha - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, DF, Brasil Sergio Romaniuc Neto - Instituto de Botânica de São Paulo, SP, Brasil Sheila R. Profice - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, Brasil Silvana Aparecida Pires de Godoy - Universidade de São Paulo, SP, Brasil Silvana H. N. Monteiro - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Simon J. Mayo - Royal Botanic Gardens, Kew, Reino Unido Simone Fiuza Conceição - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, BA, Brasil Taciana Barbosa Cavalcanti - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, DF, Brasil Tânia Regina Santos Silva - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Tarciso de Souza Filgueiras - União Pioneira de Integração Social Faculdades Integradas, DF, Brasil Tatiana Tavares Carrijo - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, Brasil Teonildes Sacramento Nunes - Universidade Estadual de Feira de Santana, BA, Brasil Thais Pacheco Kasecker - Conservação Internacional, PA, Brasil Thais Trindade de Lima - Instituto de Botânica de São Paulo, SP, Brasil Vanessa L. Rivera - Universidade de Brasília, DF, Brasil Vera Lúcia Gomes Klein - Universidade Federal de Goiás, GO, Brasil Vidal de Freitas Mansano - Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ, Brasil Vinicius Castro Souza - Universidade de São Paulo, SP, Brasil Volker Bittrich - Universidade Estadual de Campinas, SP, Brasil Wellington Forster - Universidade Estadual de Campinas, SP, Brasil William Antonio Rodrigues - Universidade Federal do Paraná, PR, Brasil
  19. 19. IntroduçãoIntrodução 23 alessandro rapini, maria José Gomes de andrade, ana maria Giulietti, luciano Paganucci de Queiroz & José maria Cardoso da Silva Uma flora pouco conhecida e bastante ameaçada exigem atenção especial ao longo do ano todo. Para se ter uma idéia, cerca de 40% da área de Caatinga nunca foi Acredita-se que mais de 90% das espécies de angios- coletada e 80% dela é subamostrada (Tabarelli & Vicente, permas já estejam descritas, mas a grande maioria delas 2004). Floristicamente, a Amazônia brasileira é especial- continua praticamente desconhecida (Heywood, 2001) e mente subamostrada, possuindo uma intensidade de cole- boa parte da flora tropical permanece subamostrada (e.g. tas menor do que nos países vizinhos. Suas coletas estão Prance et al., 2000). Assim, diferente do que acontece concentradas basicamente nas proximidades de grandes com grupos relativamente bem conhecidos, como aves e cidades, como Manaus e São Gabriel da Cachoeira, esten- mamíferos, cujo número de espécies pode ser considera- dendo-se pelas principais rotas de acesso ao longo dos rios do estável (Diamond, 1985; May, 1986), as estimativas mais importantes, de modo que uma porção considerável para o número de espécies de fanerógamas ainda podem de sua área nunca foi coletada (Schulman et al., 2007). variar consideravelmente. Baseados em extrapolações a partir da taxa média de sinônimos em determinados Ainda assim, vale ilustrar a diversidade da flora brasileira grupos, Govaerts (2001) e Scotland & Wortley (2003) a partir de um conhecimento que, apesar de incipiente, chegaram a números discrepantes: 422.127 e 223.300 tem avançado consideravelmente desde a Flora Brasilien- espécies, respectivamente. Wilson (1988) havia sugerido sis. Dada a fase exploratória que ainda domina os estudos cerca de 290.000 espécies vegetais, sendo 248.500 só de taxonômicos no Brasil, qualquer estimativa para o nú- angiospermas. Entre 130.000 e 155.000 dessas espécies mero de espécies brasileiras de angiospermas será ine- são tropicais e quase metade delas estará ameaçada nas vitavelmente imprecisa e os números têm girado entre próximas décadas, uma proporção bem maior do que os 35.000 e 55.000 (Groombridge, 1992; Govaerts, 2001; 10% estimados para a flora temperada (Prance, 1977; Ra- Shepherd, 2003; Lewinsohn & Prado, 2005; Giulietti et ven, 1987). Os Neotrópicos, com 15,8 milhões de km2, al., 2005), o que deve corresponder a um índice em tor- incluem seis dos 17 países considerados megadiversos no de 15% de toda a flora mundial. O Brasil é o quinto (Mittermeier et al., 1997) e cerca de 90.000 espécies de maior país em extensão territorial, mas esses números angiospermas (Prance & Campbell, 1988), 85.000 só na superam o de qualquer outro país: a China (o terceiro América do Sul (Groombridge, 1992). país em extensão territorial) possui em torno de 30.000 espécies de angiospermas, duas vezes mais do que as O Brasil é o país que abriga a flora mais rica do planeta, floras dos Estados Unidos (quarto país em extensão ter- o que certamente está relacionado à sua extensão terri- ritorial) e do Canadá (segundo) juntas (http://www. torial, mais de 8.500.000 km², associada à enorme di- foc.org/china/mss/intro.htm); a Austrália (sexto país versidade edáfica, climática e geomorfológica, levando a em extensão territorial) e a Rússia (primeiro) possuem uma ampla gama de tipos vegetacionais. Como em outras em torno de 20.000 espécies cada, destacando-se a alta partes do mundo, no Brasil as angiospermas também do- proporção (cerca de 90%) de endemismos na Austrália minam praticamente todos os ambientes terrestres. Es- (Chapman, 2006); e a Índia, um país essencialmente tro- timativas para o número de espécies de fanerógamas no pical e o sétimo em extensão territorial, possui cerca de país, no entanto, ainda são deficientes. Isso se deve em 15.000 espécies de angiospermas (Molnar et al., 1995). parte à falta de estudos taxonômicos e florísticos em esca- la nacional, em vez de regional, e em parte à necessidade A falta de conhecimento da flora brasileira é especialmen- de mais coletas intensivas, especialmente em áreas de difí- te preocupante frente à atual crise ambiental e estima-se cil acesso, como regiões montanhosas, pontos remotos da que cerca de metade das espécies de plantas pode estar Amazônia e ambientes com sazonalidade marcada, como ameaçada de extinção (Pitman & Jorgensen, 2002). Extin- as caatingas, as florestas semideciduais e o pantanal, que ções são processos naturais, mas a superexploração dos re-
  20. 20. 24 introdução cursos, eliminação e fragmentação dos ambientes naturais, que elas ainda são insuficientes para proteger a maior par- introdução de espécies exóticas e liberação de poluentes te das espécies ameaçadas. Algumas dessas áreas não saí- têm aumentado em mais de 1.000 vezes a taxa natural ram do papel ou não foram planejadas cuidadosamente, e de extinção (Pimm et al., 1995; Gallagher & Carpenter, uma grande parcela delas está localizada em porções re- 1997). Em 2008, a lista vermelha da IUCN (http:// motas e pouco diversas, como regiões polares, tundras e www.iucnredlist.org) apontou 87 espécies de plantas ex- desertos (Mulongoy & Chape, 2004). A seleção de novas tintas (incluindo cinco espécies brasileiras) e 28 extintas áreas para a conservação, portanto, continua sendo foco na natureza (uma delas do Brasil), além de indicar 8.457 de atenção especial. Mas, como eleger áreas relevantes espécies de plantas ameaçadas (mais de 90% são angios- biologicamente a partir de um conhecimento tão incom- permas), sendo 32 brasileiras. Esses números mostram-se pleto? E quais critérios devem ser considerados durante alarmantes se considerarmos que apenas 3% das plantas uma tomada de decisão desse tipo? As respostas a estas descritas foram avaliadas e que dessas, 70% foram consi- questões ainda são controversas (e.g. Vane-Wright et al., deradas ameaçadas. A lista oficial das espécies brasileiras 1991; Freitag & Jaarsveld, 1997; Prendergast et al. 1999; ameaçadas de extinção, publicada em setembro de 2008 Szumik et al., 2002; Hortal & Lobo, 2006). pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), no entanto, considerou 472 espécies ameaçadas, um número quase 15 A seleção de áreas com base exclusivamente no número de vezes maior do que aquele apresentado pela IUCN. Ele é espécies não necessariamente atingirá de maneira eficien- bem maior do que aqueles indicados pelo MMA em maio te seus objetivos, já que a riqueza observada em algumas de 1968 (13 espécies) e em janeiro de 1993 (108 espé- regiões pode denotar apenas a sobreposição de espécies cies), mas ainda ficou muito abaixo do resultado do le- comuns e não ameaçadas (Reid, 1998). Biodiversidade vantamento feito pelo consórcio de 300 especialistas, que também não deve ser encarada apenas como número de apontou 1.472 espécies para a lista atual (2008), muitas espécies; a discrepância entre elas, seu patrimônio evolu- das quais não foram reconhecidas pelo MMA. tivo, é um fator que precisa ser considerado (Vane-Wright et al., 1991; Forest et al., 2007; Mooers, 2007). Quaisquer Buscando evitar que espécies nativas sejam ameaçadas que sejam os critérios para o planejamento de unidades de pelo comércio internacional, aproximadamente 29.000 conservação é imprescindível que se tenha um bom co- espécies de plantas já estão sob a proteção da Convenção nhecimento sobre a distribuição das espécies e que se pos- sobre o Comércio Internacional de Espécies Selvagens sa apontar aquelas com distribuição restrita a sítios pon- da Fauna e da Flora, a CITES (http://www.cites.org/ tuais (Prance, 1994). É necessário que sejam realizadas, eng/disc/species.shtml). Cerca de 450 espécies brasilei- então, avaliações quantitativas sobre biodiversidade e que ras foram incluídas em um dos três apêndices da CITES, essas medidas possam ser mapeadas de modo a apontar porém essa lista se restringe basicamente a Orchidaceae, áreas que mereçam atenção especial e mais investimentos Cactaceae e espécies de samambaias arbóreas (Cyathea para sua conservação (Margules & Pressey, 2000). spp. e Dicksonia sellowiana, o xaxim). Além desses grupos, apenas quatro espécies brasileiras de Euphorbia (Euphor- Uma das alternativas mais difundidas para a seleção de re- biaceae), três de Tillandsia (Bromeliaceae), três de Zamia giões prioritárias biologicamente são os hotspots, áreas in- (Zamiaceae), duas de Leguminosae e duas de Meliaceae substituíveis pela alta concentração de espécies exclusivas foram incluídas nessa lista. e sob forte ameaça de desaparecerem por já terem perdi- do uma grande proporção de sua área original. Myers et A redução da biodiversidade está em grande parte rela- al. (2000) apontaram 25 hostpots espalhados pelo mundo, cionada à eliminação dos habitats naturais. Unidades de áreas que abrigam pelo menos 0,5% de espécies de plantas conservação são reconhecidas internacionalmente como endêmicas (cerca de 1.500 espécies de plantas exclusivas) o instrumento mais poderoso de proteção da biodiversi- e com mais de 70% de sua área original devastada. Dois dade (UNEP-WCMC, 2008). Atualmente, existem mais deles foram considerados para o Brasil: a Mata Atlântica, de 102.000 áreas protegidas. Elas ocupam 18.764.958 com cerca de 20.000 espécies de plantas e 92,5% de sua km2 (3,4% da superfície da Terra), abrangendo 11,57% área original perdida, e o Cerrado, com 10.000 espécies da porção terrestre (pouco mais de 1.500.000 km2 no de plantas e 80% de sua área original modificada. Quase Brasil) e 0,45% dos oceanos. Todavia, existe uma grande 3% das espécies de plantas do mundo todo estão restritas desproporcionalidade de área protegida entre os biomas, à Mata Atlântica e 1,5% ao Cerrado. Proteger todos os desde 4,6% a 26,3% (Hoekstra et al, 2005), de modo remanescentes desses dois biomas talvez ainda seja utópi-
  21. 21. introdução 25 co e focar esforços exclusivamente neles deixaria desam- bastante restrita, as mais suscetíveis a distúrbios antró- paradas formações também relevantes biologicamente, picos ou eventos estocásticos naturais. Por isso, devem como áreas da Amazônia, da Caatinga ou do Pantanal. Por ser tratadas como vulneráveis. O mapeamento dessas esta razão, foi sugerido também a adoção do conceito de espécies raras, portanto, revelará sítios que são biologi- Regiões Naturais de Alta Biodiversidade (High Biodiversity camente insubstituíveis e, na maioria dos casos, com vá- Wilderness Regions, em inglês) que são áreas grandes (mais rias espécies ameaçadas (Callamander et al., 2005). Com de 750.000 km2), com alta concentração de espécies en- isso em mente, surgiu a idéia de se preparar um catálogo dêmicas (pelo menos 1.500 espécies endêmicas) e com das espécies raras de fanerógamas do Brasil que pudesse mais de 70% de sua área original ainda intacta. No Brasil, servir de base para a identificação de ACBs (Catálogo de apenas a Amazônia, com 30.000 espécies endêmicas de Plantas, neste volume). plantas e 80% de sua área intacta, foi classificada nesta categoria (Mittermeier et al., 2002). Certamente, existem regiões que podem apresentar um conjunto maior de espécies exclusivas de plantas em decorrência da especialização em resposta a fatores edá- E spécies raras como base para detecção de Áreas- ficos ou topográficos particulares ou devido a restrições à dispersão ou ainda associadas a processos recentes de Chave para Biodiversidade (ACBs) diversificação responsáveis pela ampliação do número de Um dos objetivos da Convenção sobre Diversidade Bio- espécies neoendêmicas que ainda não ocuparam toda sua lógica (Convention on Biological Diversity, CBD) é estabe- distribuição potencial (Lesica et al., 2006). Essas áreas lecer e fortalecer sistemas regionais de áreas de proteção apresentam relevância biológica particular e devem ter sí- dentro de um âmbito global, tendo como metas para tios de tamanho suficiente à manutenção das espécies con- 2010 a proteção de pelo menos 10% de cada uma das sideradas durante o planejamento de uma rede de áreas de ecorregiões do mundo, que segundo Olson et al. (2001) proteção nacional. No entanto, a percepção dessas áreas totalizam 867 unidades distribuídas em 14 biomas ter- com composição florística singular, como os refúgios na restres, e proteger as áreas de relevância biológica. Nesse Amazônia, vem sendo questionada (Nelson et al., 1990). sentido, a detecção de Áreas-Chave para Biodiversidade Elas freqüentemente denotam áreas mais exploradas pelos (ACBs, mas Key Biodiversity Areas, KBAs, em inglês; Eken botânicos, estando geralmente associadas a centros urba- et al., 2004; Langhammer et al., 2007) tem surgido como nos (Moerman & Estabrook, 2006), mas não necessaria- uma estratégia prática em escalas menores do que aque- mente são diferenciadas biologicamente. Mapear as espé- las delineadas pelos hotspots e compatível com implanta- cies raras em países megadiversos, amplos e heterogêneos ção de unidades de conservação. Essas ACBs são sítios de como o Brasil, portanto, não é uma tarefa simples e seus interesse global que devem ser identificados e protegidos resultados devem ser constantemente reavaliados. em âmbito regional ou nacional através de uma rede de áreas de proteção. Em se tratando de plantas, destacam- Uma espécie geralmente é considerada rara quando seus se entre esses sítios aqueles que abrangem as populações representantes estão confinados a uma pequena área (área de uma proporção relativamente alta de espécies amea- de ocorrência restrita), quando ocorrem sob condições çadas e/ou com distribuição restrita e que por isso são específicas (área de ocupação restrita) e/ou quando são insubstituíveis e estão vulneráveis à extinção, precisando escassos ao longo de sua distribuição (baixa densidade) de proteção imediata. (Rabinowitz, 1981; Kruckeberg & Rabinowitz, 1985). Cerca de 20% da flora mundial, no entanto, é caracteri- A maioria das espécies de plantas pode ser considerada zada por dados deficientes, e os estudos em conservação rara e são poucas as espécies cosmopolitas; um quarto dependem da complementação e da atualização constante da Terra, no entanto, é ocupado por cerca de 200 espé- dos dados taxonômicos (Callamander et al., 2005). Diante cies apenas (Kruckeberg & Rabinowitz, 1985). A maioria da atual lacuna no conhecimento da flora brasileira, a área dos estudos indica que a preservação de algumas poucas de ocorrência é o critério mais objetivo para se classificar espécies comuns pode ser suficiente para manter os prin- uma espécie como rara com base em materiais de herbá- cipais processos biológicos de um ecossistema; porém, rio, na literatura e na experiência dos especialistas. Dessa pouco se sabe sobre a funcionalidade das espécies raras maneira, foram estabelecidos limites de distribuição geo- neste contexto (Lyons et al., 2005). Por outro lado, são gráfica restritivos para o enquadramento das espécies nes- as espécies raras, especialmente aquelas com distribuição te levantamento e consultados mais de 170 especialistas
  22. 22. 26 introdução de 55 instituições de pesquisa nacionais e internacionais. próximo, o que as enquadraria também na categoria Vul- Com essa vultosa colaboração foi possível, então, aces- nerável (VU) de acordo com o critério D2. Muitas das sar obras raras ou pouco conhecidas, teses e trabalhos no espécies mais ameaçadas, no entanto, não foram incluídas prelo, bancos de dados pessoais, além de observações de no catálogo. São aquelas que ainda não foram descritas ou campo de vários pesquisadores. cujo conhecimento parco impede que sua identidade seja estabelecida com segurança. Desamparadas, várias delas Neste catálogo, foram incluídas apenas espécies exclu- serão extintas antes mesmo de serem descobertas. sivamente brasileiras e com distribuição pontual. A lista se restringe às espécies com registros até 150 km distan- Os sítios de relevância biológica detectados a partir tes entre si, o equivalente a cerca de 1º de latitude e 1º dessa flora de espécies raras não devem ser automati- de longitude de diferença entre eles. Isso corresponde a camente igualados às IPAs (Important Plant Areas, IPAs; uma área de ocorrência de até 10.000 km2. Espécies com Anderson, 2002), conforme definido para os países da distribuição linear, ao longo da costa brasileira ou de ca- Europa a partir de fungos, algas, liquens e embriófitas. deias montanhosas, por exemplo, estarão restritas a áreas Diferente daquela proposta, eles não abordam número bem menores que essa, no entanto. Esse limite foi estabe- de espécies, nem espécies ameaçadas ou biomas únicos lecido de maneira arbitrária, visando uma detecção práti- de maneira direta; além disso, para as IPAs, os endemis- ca e objetiva das espécies raras. Ele é bem menor do que mos foram definidos com base em limites políticos. A os 50.000 km2 sugerido com base na congruência global presença de espécies endêmicas com distribuição restri- de centros de endemismos de aves, anfíbios e mamíferos ta é um dos vários critérios utilizados para a identifica- (Eken et al., 2004), mas coincide com aquele utilizado ção de ACBs (Langhammer et al., 2007). Desse modo, em outros levantamentos de espécies de plantas com dis- os 752 sítios detectados neste estudo como importan- tribuição restrita, próximo a 100 milhas (e.g. Sivinki & tes para as plantas raras brasileiras (Kasecker et al., este Knight, 1996). Na realidade, a definição dos limites para volume) representam um subconjunto das informações endemismos pontuais em plantas e invertebrados ainda necessárias para a definição de todas as ACBs do país. exige análises mais detalhadas, já que eles possuem, em Estes sítios têm um valor imenso por dois motivos. Pri- sua maioria, áreas de distribuição relativamente menores meiro, eles devem servir de base tanto para análises de e mais específicas (Langhammer et al., 2007). lacunas e complementaridade utilizadas na seleção de novas áreas para conservação e, como muitos deles são Como o catálogo refere-se exclusivamente às espécies definidos por espécies com áreas de ocorrência menores endêmicas restritas de fanerógamas, extrapolações des- de 1.000 km2, eles devem ser protegidos em sua inte- ses resultados para outros grupos taxonômicos ou para gridade (Rodrigues et al., 2004). Segundo, esses sítios o número total de espécies devem ser vistas com reserva devem ser percebidos pelos órgãos ambientais como os (Prendergast et al., 1993; Reid, 1998). Também não se setores mais frágeis do território brasileiro e que por pode assumir que essas espécies estejam necessariamente isso exigem uma atenção maior no que diz respeito ao ameaçadas. No entanto, com exceção de 2% das espé- licenciamento ambiental, dado que um planejamento cies com dados deficientes (não contam com localidade inadequado poderá levar à perda de espécies únicas do de coleta), as demais possuem limites restritos de ocor- patrimônio biológico brasileiro. rência (<10.000 km2), se enquadrando no critério B1 da IUCN (2001; IUCN Standards and PetitionsWorking Group, As espécies raras estão organizadas segundo a classifica- 2008), e poderão ser classificadas como ameaçadas de- ção proposta pela APG II (2003; Souza & Lorenzi, 2008) pendendo do número de localidades ou fragmentação (a) e os registros estão sustentados em revisões taxonômicas e se apresentarem declínio (b) e/ou flutuações extremas e floras recentes, mas dados de herbários e a experiência (c) dos: limites de ocorrência (i), área de ocupação (ii), dos especialistas também foram considerados. Nem to- condições ambientais (iii), número de localidades ou das as famílias foram avaliadas de maneira homogênea. subpopulações (iv) e/ou número de indivíduos madu- Entretanto, a detecção de ACBs está baseada em valores ros (v). A grande maioria das espécies é composta por individuais e não no seu significado comparativo (Lan- até cinco subpopulações (e possivelmente apresentam ghammer et al., 2007) e portanto essas lacunas não de- área de ocupação reduzida) e muitas poderão estar cri- verão prejudicar os resultados. Espécies novas continuam ticamente ameaçadas ou mesmo extintas em um futuro sendo descritas a partir de coletas recentes, mesmo em
  23. 23. introdução 27 Estados brasileiros relativamente bem amostrados como espécies brasileiras dessa família foram indicadas como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Em muitos raras, o que corresponde a praticamente um quarto das casos, essas espécies apresentam distribuição pontual e espécies de Turneraceae. Além de 11 famílias com pou- representarão acréscimos importantes ao catálogo. Estu- ca representatividade na flora brasileira (menos de 100 dos mais abrangentes e levantamentos em áreas pouco espécies), Lythraceae, Velloziaceae, Malpighiaceae, Cac- exploradas botanicamente, por outro lado, poderão re- taceae e Verbenaceae se destacam por possuírem pelo velar representantes de espécies atualmente consideradas menos um quinto de suas espécies brasileiras apontadas raras, mas que então serão desenquadradas em relação como raras. No caso de Lythraceae, tal montante repre- aos critérios utilizados aqui. Estes resultados, portanto, senta quase metade das espécies brasileiras e 11,5% da não são absolutos; eles refletem um momento do conhe- família como um todo e, no de Velloziaceae, um pouco cimento dessa combinação particular de especialistas que mais 21% da família. Por outro lado, sem ter sido avaliada gentilmente se comprometeram com o projeto. por um especialista, Malvaceae se destaca negativamente, com apenas uma das 400 espécies brasileiras (0,025%) indicada como rara (Tabela 1). Entre as famílias avaliadas, Espécies raras de fanerógamas do Brasil 69 não apresentaram espécies raras (Tabela 2). A partir dos comentários de cada família, a estimativa para Existe, em média, uma espécie rara de angiosperma para o número de fanerógamas estaria próxima daquela suge- cada 3.730 km2 do território brasileiro (1:3.730). Ob- rida por Scotland & Wortley (2003), cerca de 225.000, viamente, elas não estão homogeneamente distribuídas enquanto o total de espécies de angiospermas brasileiras – muito pelo contrário. Com mais de 1.000 espécies ra- seria em torno de 30.000, mais próximo das 35.000 es- ras, a Região Sudeste apresenta a maior média (1:876), pécies sugeridas por Govaerts (2001). De acordo com es- destacando-se os Estados do Rio de Janeiro (1:175) e sas estimativas, portanto, o Brasil abriga cerca de 13,5% do Espírito Santo (1:342), com uma quantidade relati- de toda a flora mundial. Esses dados, no entanto, estão vamente alta de espécies raras em relação às respectivas baseados apenas nas famílias com espécies raras indicadas, extensões territoriais. A Região Norte, ocupando 45,3% não incluindo dezenas de famílias de angiospermas que, do território nacional, por outro lado, apresenta a menor apesar de pouco significativas individualmente, podem relação espécie rara: extensão territorial (1:16.466). No alterar consideravelmente essa perspectiva quando inclu- Nordeste, estão os menores Estados brasileiros e tam- ídas coletivamente nesse cálculo. Nove famílias apresen- bém aqueles com a menor quantidade de espécies raras; tam pelo menos 1.000 espécies brasileiras e podem ser o Rio Grande do Norte foi o único Estado sem espécies consideradas hiperdiversas no país: Leguminosae (3.200 raras indicadas, enquanto a Paraíba e o Sergipe apresen- espécies), Orchidaceae (2.650), Bromeliaceae (2.150), taram apenas uma espécie rara cada. A Região Sul pos- Asteraceae (2.000), Rubiaceae (2.000), Poaceae (1.368), sui o menor número de espécies raras, o que pode estar Euphorbiaceae (1.000), Melastomataceae (1.000) e Myr- associado ao clima subtropical e a sua menor extensão taceae (1.000). Apenas Bromeliaceae, com distribuição territorial (Tabelas 3 e 4). essencialmente neotropical, não desponta entre as 11 maiores famílias de angiospermas, com pelo menos 5.000 Os Estados com maior quantidade de espécies raras fo- espécies, ao passo que Lamiaceae é a única dentre elas que ram Minas Gerais (550) e Bahia (484), seguidos por Rio não alcança 500 espécies brasileiras (Tabela 1). de Janeiro (250), Goiás (incluindo Distrito Federal, 202), Amazonas (164), Espírito Santo (135) e São Paulo (123) O Catálogo de Plantas Raras do Brasil inclui 2.291 espé- (Tabela 4). Essa ordem de representatividade reflete a cies de fanerógamas. Elas representam 108 das 177 fa- grande quantidade de endemismos pontuais nos campos mílias avaliadas e correspondem entre 4 e 6,5% da flora rupestres da Cadeia do Espinhaço, em Minas Gerais e brasileira. Cinco famílias apresentaram mais de 100 espé- Bahia, e na Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Uma gran- cies raras: Leguminosae (190), Melastomataceae (120), de concentração de endemismos pontuais pode ser nota- Asteraceae (109), Eriocaulaceae (109) e Bromeliaceae da também nas florestas úmidas da Mata Atlântica, desde (107). Por outro lado, 21 famílias apresentaram apenas o Sul da Bahia até o Paraná – passando pela reserva da uma espécie rara e 61 até 10 espécies raras. Turneraceae Companhia Vale do Rio Doce, no Espírito Santo, a Serra se destaca pela alta proporção de espécies raras: 60% das dos Órgãos, no Rio de Janeiro, e a Serra do Mar, em São
  24. 24. 28 introdução Paulo –, e da Amazônia Central. Apesar de apresentarem Giulietti, A.M., Harley, R.M., Queiroz, L.P., Wanderley, fitofisionomias distintas, tanto os campos rupestres quan- M.G.L. & van den Berg, C. 2005. Biodiversity and con- to as florestas úmidas da costa brasileira e da Amazônia servation of plants in Brazil. Conserv. Biol. 19: 632-639. Central, especialmente na região próxima a Manaus, Govaerts, R. 2001. How many species of seed plants are compartilham condições que podem favorecer uma alta there? Taxon 50: 1085-1090. biodiversidade com elevadas taxas de endemismos pontu- Groombridge, B. (ed.) 1992. Global biodiversity: Status of the ais. Elas são áreas tropicais com alta incidência luminosa earth’s living resources. London, Chapman and Hall, 585p. e sem restrições hídricas severas, geralmente associadas Heywood, V. 2001. Floristic and monography – an uncer- a condições edáficas heterogêneas e barreiras geográficas tain future? Taxon 50: 361-380. de diferentes ordens, associadas à topografia acidentada Hoekstra, J.M., Boucher, T.M., Ricketts, T.H. & Roberts, ou a uma rede hidrográfica profusa. Além disso, são áreas C. 2005. Confronting a biome crisis: global disparities próximas a importantes centros urbanos, percorridas por of habitat loss and protection. Ecol. Letters 8: 23-29. naturalistas e botânicos desde o século XIX e algumas de- Hortal, J. & Lobo, J.M. 2006. Towards a synecological las sujeitas a levantamentos sistemáticos durante décadas. framework for systematic conservation planning. Biodiv. Informat. 3: 16-45. IUCN. 2001. IUCN Red List Categories and Criteria: Ver- sion 3.1. IUCN Species Survival Commission. IUCN, Referências Gland & Cambridge, ii + 30p. IUCN Standards and Petitions Working Group. 2008. Anderson, S. 2002. Identifying Important Plant Areas. Lon- Guidelines for using the IUCN Red List Categories and don, Plantlife International, 52p. Criteria. Version 7.0. Prepared by the Standards and APG II. 2003. An update of the Angiosperm Phylogeny Petitions Working Group of the IUCN SSC Biodiversity Group classification for the orders and families of flow- Assessments Sub-Committee in August 2008. Down- ering plants: APG II. Bot. J. Linn. Soc. 141: 399-436. loadable from http://intranet.iucn.org/webfiles/doc/ SSC/RedList/RedListGuidelines.pdf. Callamander, M.W., Schatz, G.E. & Lowry II, P.P. 2005. IUCN Red List and the global strategy for plant conser- Kruckeberg, A.R. & Rabinowitz D. 1985. Biological aspects vation: taxonomist must act now. Taxon 54: 1047-1050. of endemism in higher plants. Ann. Rev. Ecol. Syst. 16: 447-479. Chapman, A.D. 2006. Numbers of living species in Australia and the world. Canberra, Australian Government, De- Langhammer, P.F., Bakarr, M.I., Bennun, L.A., Brooks, T.M., Clay, R.P., Darwall, W., Silva, N., Edgar, G.J., partment of the Environment and Heritage, 64p. Eken, G., Fishpool, L.D.C., Fonseca, G.A.B., Foster, Diamond, J.M. 1985. How many unknown species are yet M.N., Knox D.H., Matiku, P., Radford, E.A., Rodrigues, to be described? Nature 315: 538-538. A.S.L., Salaman, P., Sechrest, W. & Tordoff, A.W. 2007. Eken, G., Bennun, L., Brooks, T.M., Darwall, W., Fishpool, Identification and gap analysis of key biodiversity areas: L.D.C., Foster, M., Knox, D., Langhammer, P., Matiku, Targets for comprehensive protected area systems. In P. P., Radford, E., Salaman, P., Sechrest, W., Smith, M.L., Valentine (ed.) World commission on protected areas: Spector, S. & Tordoff, A. 2004. Key biodiversity areas as Best practice protected area guidelines series 15. Gland, site conservation targets. BioScience 54: 1110-1118. IUCN, xiv + 116p. Forest, F., Greyner, R., Rouget, M., Jonathan Davies, T., Lesica, P.,Yurkewycz, R. & Crone, E.E. 2006. Rare plants are Cowling, R.M., Faith, D.P. Balmford, A., Manning, J.C., common where you find them. Am. J. Bot. 93: 454-459. Proches, S., Bank, M., Reeves, G., Hedderson, T.A. & Lewinsohn, T.M. & Prado, P.I. 2005. How many species are Savolainen,V. 2007. Preserving the evolutionary potential there in Brazil? Conserv. Biol. 19: 619-624. of floras in biodiversity hotspots. Nature 445: 757-760. Lyons, K.G., Brigham, C.A., Traut, B.H. & Schwartz, M.W. Freitag, S. & Jaarsveld, A.S. 1997. Relative occupancy, en- 2005. Rare species and ecosystem functioning. Conserv. demism, taxonomic distinctiveness and vulnerability: Biol. 19: 1019-1024. priorizing regional conservation actions. Biodiv. Con- Margules, C.R. & Pressey, R.L. 2000. Systematic conserva- serv. 6: 211-232. tion planning. Nature 405: 243-253. Gallagher, R. & Carpenter, B. 1997. Human-dominated May, R.M. 1986. How many species are there? Nature 324: ecosystems (editorial). Science 277: 485-525. 514-515.
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  26. 26. 30 introdução Tabarelli, M. & Vicente, A. 2004. Conhecimento sobre Vane-Wright, R.J., Humphries, C.J., Williams, P.H. 1991. plantas lenhosas da Caatinga: lacunas geográficas e eco- What to protect: Systematics and the agony of choice. lógicas. In J.M.C. Silva, M. Tabarelli, M. Fonseca & L. Biol. Conserv. 55: 235-254. Lins (eds) Biodiversidade da Caatinga: áreas e ações Wilson, E.O. 1988. Biodiversity. 538 pp. National Academy prioritárias para a conservação. Brasília, Ministério do of Science/Smithsonian Institution. Washington, DC. Meio Ambiente, p. 101-110. UNEP-WCMC. 2008. State of the world’s protected areas: an annual review of global conservation progress. Cam- bridge, UNEP-WCMC, 36p. tabela 1. Relação do número de espécies raras brasileiras e total de espécies por família. FamÍlia nº de espécies raras nº de espécies no brasil nº total de espécies Leguminosae 190 3.200 20.000 Melastomataceae 120 1.000 5.000 Asteraceae 109 2.000 23.000 Eriocaulaceae 109 800 1.200 Bromeliaceae 107 2.150 3.100 Poaceae 94 1.368 10.000 Apocynaceae 85 750 5.000 Orchidaceae 72 2.650 25.000 Malpighiaceae 71 300 1.300 Lamiaceae 69 475 7.180 Lythraceae 69 150 600 Piperaceae 63 500 2.500 Rubiaceae 53 2.000 13.000 Cactaceae 52 240 1.400 Verbenaceae 50 250 1.150 Turneraceae 48 80 190 Velloziaceae 48 200 221 Chrysobalanaceae 41 250 500 Acanthaceae 40 500 3.200 Lauraceae 40 400 2.750 Cyperaceae 35 664 5.000 Bignoniaceae 33 350 800 Sapotaceae 33 207 1.250 Xyridaceae 31 170 430 Solanaceae 30 500 3.000 Rutaceae 28 160 1.900 Araceae 27 350 3.750 Begoniaceae 27 200 1.400
  27. 27. introdução 31 Myrtaceae 26 1.000 5.000 Gesneriaceae 23 230 3.500 Polygalaceae 22 250 975 Vochysiaceae 22 150 200 Lecythidaceae 20 109 300 Cucurbitaceae 19 200 900 Ochnaceae 19 120 500 Amaranthaceae 17 100 2.300 Moraceae 17 230 1.100 Ebenaceae 16 67 550 Loranthaceae 16 100 800 Araliaceae 15 85 1.900 Convolvulaceae 15 300 1.650 Clusiaceae 14 150 1.000 Connaraceae 13 70 200 Gentianaceae 13 90 1.650 Passifloraceae 12 120 700 Celastraceae 11 100 1.000 Euphorbiaceae 10 1.000 6.000 Orobanchaceae 10 100 1.700 Oxalidaceae 10 114 950 Plantaginaceae 10 120 2.500 Annonaceae 9 250 2.500 Symplocaceae 9 40 325 Monimiaceae 8 77 200 Commelinaceae 7 60 650 Erythroxylaceae 7 114 240 Santalaceae 7 80 100 Loganiaceae 6 100 400 Alstroemeriaceae 5 42 180 Arecaceae 5 200 2.500 Burseraceae 5 60 650 Scrophulariaceae 5 23 1.500 Aquifoliaceae 4 50 400 Dilleniaceae 4 69 310 Myrsinaceae 4 100 1.500 Salicaceae 4 80 1.000 Thismiaceae 4 7 45 Triuridaceae 4 10 80 Alismataceae 3 40 80 Amaryllidaceae 3 150 850
  28. 28. 32 introdução Campanulaceae 3 53 2.319 Lentibulariaceae 3 60 280 Meliaceae 3 100 550 Myristicaceae 3 65 400 Oleaceae 3 42 400 Quiinaceae 3 26 52 Violaceae 3 70 900 Zingiberaceae 3 17 1.300 Apodanthaceae 2 10 25 Boraginaceae 2 150 2.740 Canellaceae 2 6 20 Caryophyllaceae 2 42 2.000 Cunoniaceae 2 20 300 Olacaceae 2 60 150 Picramniaceae 2 20 44 Urticaceae 2 80 1.200 Vitaceae 2 45 800 Achariaceae 1 15 150 Alliaceae 1 10 600 Balanophoraceae 1 11 44 Berberidaceae 1 5 670 Brassicaceae 1 50 4.000 Burmanniaceae 1 30 100 Calyceraceae 1 5 650 Combretaceae 1 60 600 Droseraceae 1 12 100 Ericaceae 1 100 3.000 Hypericaceae 1 30 600 Malvaceae 1 400 4.200 Molluginaceae 1 90 100 Podocarpaceae 1 8 105 Polygonaceae 1 100 1.100 Portulacaceae 1 15 450 Proteaceae 1 40 1.600 Rhabdodendraceae 1 3 3 Sabiaceae 1 10 80 Schoepfiaceae 1 3 150 Simaroubaceae 1 30 180 Thymelaeaceae 1 30 750 total 2.291 30.017 223.848
  29. 29. introdução 33 tabela 2. Famílias analisadas que não apresentaram espécies raras no Brasil e os respectivos autores das análises. FamÍliaS autor(a) da análise Achatocarpaceae Patricia Luz Ribeiro Adoxaceae Patricia Luz Ribeiro Agavaceae Patricia Luz Ribeiro Aizoaceae Alexa Araújo O. Paes Coelho Anacardiaceae John D. Mitchell Anisophylleaceae Patricia Luz Ribeiro Basellaceae Patricia Luz Ribeiro Bataceae Patricia Luz Ribeiro Bixaceae Patricia Luz Ribeiro Bonnetiaceae Maria José Gomes de Andrade Cabombaceae Patricia Luz Ribeiro Calceolariaceae Patricia Luz Ribeiro Cannabaceae Patricia Luz Ribeiro Cannaceae Maria José Gomes de Andrade Cardiopteridaceae Patricia Luz Ribeiro Ceratophyllaceae Maria José Gomes de Andrade Chloranthaceae Maria José Gomes de Andrade Cistaceae Maria José Gomes de Andrade Clethraceae Maria José Gomes de Andrade Costaceae Ana Maria Giulietti Crassulaceae Maria José Gomes de Andrade Cyclanthaceae Maria José Gomes de Andrade Cymodoceaceae Maria José Gomes de Andrade Cyrillaceae Maria José Gomes de Andrade Elatinaceae Maria José Gomes de Andrade Euphroniaceae Maria José Gomes de Andrade Gelsemiaceae Maria José Gomes de Andrade Goodeniaceae Maria José Gomes de Andrade Goupiaceae Maria José Gomes de Andrade Griseliniaceae Maria José Gomes de Andrade Haloragaceae Maria José Gomes de Andrade Heliconiaceae Maria José Gomes de Andrade Hydrocharitaceae Maria do Carmo Amaral Hydroleaceae Maria José Gomes de Andrade Hypoxidaceae Maria José Gomes de Andrade Juncaceae Patricia Luz Ribeiro Juncaginaceae Patricia Luz Ribeiro Krameriaceae Ana Maria Giulietti Laxmanniaceae Maria José Gomes de Andrade
  30. 30. 34 introdução Limnocharitaceae Maria José Gomes de Andrade Linaceae Maria José Gomes de Andrade Linderniaceae Maria José Gomes de Andrade Magnoliaceae Maria José Gomes de Andrade Marcgraviaceae Maria José Gomes de Andrade Martyniaceae Ana Maria Giulietti Mayacaceae Maria José Gomes de Andrade Menyanthaceae Maria José Gomes de Andrade Nyctaginaceae Alessandro Silva do Rosário Peridiscaceae Maria José Gomes de Andrade Plumbaginaceae Ana Maria Giulietti Pontederiaceae Marccus V. S. Alves Quillajaceae Maria José Gomes de Andrade Ranunculaceae Maria José Gomes de Andrade Rhizophoraceae Maria José Gomes de Andrade Rosaceae Maria José Gomes de Andrade Ruppiaceae Ana Maria Giulietti Sarraceniaceae Maria José Gomes de Andrade Siparunaceae Ariane Luna Peixoto Smilacaceae Regina Andreata Sphenocleaceae Maria José Gomes de Andrade Staphyleaceae Maria José Gomes de Andrade Stemonuraceae Maria José Gomes de Andrade Strelitziaceae Maria José Gomes de Andrade Surianaceae Maria José Gomes de Andrade Theaceae William Antonio Rodrigues Thurniaceae Ana Maria Giulietti Tropaeolaceae Juliana de Paula-Souza Winteraceae Ana Maria Giulietti Zygophyllaceae Ana Maria Giulietti tabela 3. Número de espécies raras, extensão territorial e número de espécies raras por km2 em cada Região. reGião nº de espécies raras extensão territorial (km2) espécie rara: área (km2) Sudeste 1058 927.286 1:876,5 Nordeste 565 1.558.200 1:2.758 Centro-Oeste 273 1.612.088 1:5.905 Norte 235 3.869.638 1:16.466 Sul 125 577.214 1:4.618
  31. 31. introdução 35 tabela 4. Número de espécies raras e extensão territorial dos Estados brasileiros. eStado nº de espécies raras extensão territorial (km2) Acre 14 153.150 Alagoas 3 27.933 Amapá 15 143.454 Amazonas 164 1.577.820 Bahia 484 567.295 Ceará 13 146.348 Goiás & Distrito Federal 202 341.300 Espírito Santo 135 46.184 Maranhão 13 333.366 Mato Grosso 53 363.981 Mato Grosso do Sul 18 906.807 Minas Gerais 550 588.384 Pará 68 1.253.164 Paraíba 1 56.585 Paraná 39 199.709 Pernambuco 34 98.938 Piauí 17 252.378 Rio de Janeiro 250 43.910 Rio Grande do Norte 0 53.307 Rio Grande do Sul 31 282.062 Rondônia 13 238.513 Roraima 7 225.116 Santa Catarina 55 95.443 São Paulo 123 248.809 Sergipe 1 22.050 Tocantins 22 278.421
  32. 32. C
  33. 33. 37 Catálogo de Plantas Raras do Brasil Catálogo de Plantas Raras do Brasil
  34. 34. Acanthaceae ACANTHACEAE 39 1 Cíntia Kameyama, 2ana luiza a. Côrtes, 3Sheila r. Profice, 4denise monte braz & 5douglas C. daly Ervas ou arbustos, raramente trepadeiras ou árvores. Folhas decussadas, geralmente com cistólitos, sem estípula. Inflorescências com brácteas folhosas, geralmente vistosas. Flores actinomorfas a zigomorfas, mais comumente bilabiadas, pentâmeras, gamopétalas, monoclinas; androceu com 2 ou 4 estames, às vezes com estami- nóides, geralmente com anteras biloculares; gineceu com ovário súpero, bilocular, e estilete filiforme. Cápsulas loculici- das, geralmente com poucas sementes e deiscência elástica, raramente drupas. Acanthaceae compreende cerca de 250 gêneros e 3.200 espécies, possuindo distribuição pantropical, com centros de di- versidade na região da Indo-Malásia, África (incluindo Madagascar), Brasil, Andes e América Central (Wasshausen, 2004). Inclui várias espécies de valor ornamental e algumas espécies de Justicia também têm importância forrageira e ecológica (Ezcurra, 2002). No Brasil, é representada por 44 gêneros, destacando-se Justicia e Ruellia, e cerca de 500 espécies (Souza & Lorenzi et al., 2008), sendo pelo menos 40 raras. Aphelandra acrensis lindau 5 Comentários: Subarbusto com até 70 cm de altura. In- florescência com brácteas amarelas, passando a verme- distribuição: ACRE: Assis Brasil, Alto Rio Acre lhas no ápice, e flores amarelas. (Wasshausen, 1975) (10º56’S, 69º34’W). Comentários: Erva terrestre. Conhecida apenas da ba- cia do rio Purus. Encontrada com flores entre setembro e Aphelandra espirito-santensis Profice & Wassh. 3 fevereiro e com frutos em fevereiro. (Lindau, 1914; Daly distribuição: ESPÍRITO SANTO: Linhares, Reserva Na- et al., no prelo) tural da CompanhiaVale do Rio Doce (19º10’S, 39º53’W). Comentários: Erva com caule rasteiro. Inflorescência Aphelandra bahiensis (nees) Wassh. 3 com flores amarelas. Ocorre na Mata Atlântica do norte do Espírito Santo. (Profice & Wasshausen, 1993) distribuição: BAHIA: Porto Seguro, Reserva Florestal de Porto Seguro (16º26’S, 39º04’W). Comentários: Subarbusto com até 1 m de altura. Espiga Aphelandra grazielae Profice 2 com brácteas e flores amarelas. Espécie conhecida apenas distribuição: ESPÍRITO SANTO: Ibiraçu, Estação pelo material-tipo e por uma coleta em floresta de tabu- Ecológica do Morro da Vargem (19º53’S, 40º23’W). leiro, no sul da Bahia. (Profice, inéd.) Comentários: Subarbusto com até 1 m de altura. Inflo- rescência com brácteas e flores róseas. Conhecida apenas Aphelandra blanchetiana (nees) Hook. 3 pelo material-tipo, coletado em Mata Atlântica, entre 300 e 400 m s.n.m. (Profice, 2005) distribuição: BAHIA: Ilhéus (14º47’S, 39º04’W). Comentários: Subarbusto com até 60 cm de altura. In- florescência com brácteas avermelhadas e flores amare- Aphelandra hymenobracteata Profice 2 las. (Wasshausen, 1975) distribuição: ESPÍRITO SANTO: Santa Teresa, Alto do Julião (19º56’S, 40º36’W). Aphelandra bradeana rizzini 2 Comentários: Subarbusto com até 1 m de altura. Brác- teas e bractéolas membranáceas, as brácteas com as ner- distribuição: RIO DE JANEIRO: Itatiaia (22o29’S, vuras evidentes. Conhecida apenas pelo material-tipo, 44o33’W). coletado em Mata Atlântica. (Profice, 2005)
  35. 35. 40 aCantHaCeae Aphelandra margaritae e.morr. 3 Aphelandra stephanophysa nees 2 distribuição: ESPÍRITO SANTO: SantaTeresa (19º56’S, distribuição: RIO DE JANEIRO: Macaé, Alto de Macaé 40º34’W). (22º22’S, 41º47’W); Nova Friburgo (22o28’S, 42o53’W). Comentários: Subarbusto. Espiga com flores alaranjadas. Comentários: Arbusto ereto, com até 1 m de altura. Ocorre em Mata Atlântica. (Profice & Wasshausen, 1993) Inflorescência com brácteas amarelo-pálidas e flores ver- melhas. Ocorre na Serra do Mar, em florestas até 1.100 m s.n.m. (Wasshausen, 1975) Aphelandra maximiliana (nees) benth. 3 distribuição: ESPÍRITO SANTO: Domingos Martins Dyschoriste smithii leonard 2 (20º21’S, 40º39’W); Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia (19º56’S, 40º36’W). distribuição: SANTA CATARINA: Concórdia, Vale do Comentários: Subarbusto a arbusto com até 3 m de al- Rio Uruguai (27º14’S, 52º01’W). tura. Inflorescência com brácteas e flores róseas. Ocorre Comentários: Erva com até 25 cm de altura. Flores na Mata Atlântica, em lugares úmidos e sombrios, entre roxas, vistosas. Ocorre apenas nas ilhas rochosas do rio 550 e 800 m s.n.m. (Profice, 2003) Uruguai, na altura da Barra do Arroio do Veado, onde forma densas aglomerações. (Wasshausen & Smith, 1969) Aphelandra nuda nees 3 Justicia clivalis Wassh. 1 distribuição: PERNAMBUCO: Recife (08º05’S, 34º54’W). distribuição: DISTRITO FEDERAL: Brasília (15º45’S, Comentários: Subarbusto. Espiga laxa, com flores ver- 47º45’W). melhas. Conhecida apenas pelo material-tipo e uma cole- Comentários: Subarbusto a arbusto ereto, de 1 a 3 m de ta da metade do séc. 19. (Profice, 1997/1998) altura. Espigas com flores vermelhas. Ocorre em aflora- mentos de calcário e matas de galeria. (Wasshausen, 1989) Aphelandra paulensis Wassh. 2 Justicia concavibracteata lindau 5 distribuição: SÃO PAULO: Cunha (23º04’S, 44º57’W). Comentários: Arbusto ereto. Inflorescência com brácteas distribuição: ACRE: Marechal Thaumaturgo, Reserva vermelhas e flores amarelas. Conhecida apenas pelo mate- Extrativista do Alto Juruá, (09º07’S, 72º42’W). rial-tipo, coletado na Mata Atlântica. (Wasshausen, 1975) Comentários: Erva terrestre, com cerca 80 cm de al- tura. Inflorescências com brácteas verdes e flores verdes com estrias lilás internamente. Conhecida apenas da ba- Aphelandra phrynioides lindau 3 cia do rio Juruá. Encontrada com flores em maio. (Lin- dau, 1904; Daly et al., no prelo) distribuição: BAHIA: Ilhéus (14º47’S, 39º02’W). Comentários: Erva. Espiga com flores amarelas. Co- nhecida apenas pelo material-tipo (Wasshausen, 1975) Justicia cyrtantheriformis (rizzini) Profice 2 distribuição: RIO DE JANEIRO: Itatiaia (22º29’S, Aphelandra rigida Glaz. ex mildbr. 2 44º33’W); Parati (23º21’S, 44º07’W). Comentários: Erva. Espiga unilateral, laxa, peduncula- distribuição: RIO DE JANEIRO: Macaé, Frade de da, dispostas no ápice do ramo. Ocorre na Mata Atlânti- Macaé (22º22’S, 41º47’W); Nova Friburgo, Alto de ca. (Profice, 1997a) Macaé (22º16’S, 42º31’W); Santa Maria Madalena (21º57’S, 42º00’W). Comentários: Subarbusto a arbusto, com até 2 m de Justicia meyeniana (nees) lindau 2 altura. Inflorescência com brácteas vermelhas e flores distribuição: RIO DE JANEIRO: Angra dos Reis vermelhas com fauce amarela. Ocorre na Mata Atlântica. (23º00’S, 44º19’W); Parati (23º13’S, 44º43’W). SÃO (Wasshausen, 1975) PAULO: Ubatuba (23º26’S, 45º04’W).

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