Aves mata ronda ao_156_20

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Aves mata ronda ao_156_20

  1. 1. Aves endêmicas e ameaçadas As aves também foram classificadas em categorias quanto a sua sensitividade em relação aos distúrbios causados pelas atividades humanas: alta (A), média (M) e baixa (B), conforme sugerido por hamnus mentalis, Herpsilochmus atricapillus e T. caerulescens per- nambucensis. Neste mesmo período, foi observado outro bando mis- to compostos por M. ruficauda soror, M. axillaris e P. leuconota per- Parker III et al. (1996). Quanto ao uso do hábitat, as espécies foram nambucensis. A observação de bandos mistos compostos por insetí- de extinção em fragmento de classificadas nas categorias sugeridas por Roda (2002): a) indepen- dente de floresta (espécie associada à vegetação aberta como cam- voros de sub-bosque demonstra o estágio de conservação em que se encontra a Mata da Ronda. Alguns autores sustentam a impossibili- pos e pastagens); b) semi-dependente de floresta (espécie que ocor- dade da formação de bandos mistos em pequenos fragmentos Mata Atlântica, Município de re em ambientes abertos como em florestas e suas bordas; c) depen- dente de floresta (espécie associada a florestas e em ambientes de (Stouffer & Bierregaard 1995, Maldonado-Coelho & Marini 2000). Ainda assim, mesmo que ocorram tais bandos em ambientes frag- borda). A nomenclatura científica lineana utilizada seguiu a Lista mentados, estes serão formados por espécies menos importantes Pombos, Pernambuco das Aves do Brasil, estabelecida pelo Comitê Brasileiro de Regis- tros Ornitológicos (CBRO 2009). que aquelas que ocorrem em matas contínuas (Develey 2001). Entre os frugívoros, Saltator fuliginosus vocalizou durante todos os meses de amostragem, observado sempre nas copas das árvores 1 Gilmar Beserra de Farias Resultados e Discussão durante todo o período da pesquisa. Igualmente, nas copas das árvo- 1 Angélica Maria Kazue Uejima Em aproximadamente 22 horas de esforço amostral, foram iden- res, foram registradas Tangara fastuosa, em fevereiro e março de Glauco Alves Pereira 2 tificados 11 táxons endêmicos da Mata Atlântica e dez considera- 2008, e Tangara cyanocephala corallina alimentando-se de frutos dos ameaçados de extinção (Tabela 1). Entre estes, 72,7% (N = 8) de Clusia nemorosa (Clusiaceae), em abril de 2008. De forma A Mata Atlântica é apontada como um dos hotspots da biodiversi- são de insetívoros de sub-bosque e/ou escaladores de tronco, sendo recente, Tangara fastuosa e Tangara cyanocephala corallina têm dade mundial devido à sua riqueza biológica e níveis de ameaça que a maioria dependente de floresta e com sensitividade média para dis- sido observadas em diversos fragmentos na Mata Atlântica per- sofrem suas populações (Myers et al. 2000). Esse bioma estende-se túrbios antrópicos. nambucana (Farias et al. 2002, Silveira et al. 2003ª, Silveira et al. do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul com grandes varia- No levantamento quantitativo, em 40 amostras (13 h e 20 min), 2003b, Lyra-Neves et al. 2004, Farias et al. 2007), principalmente ções no relevo, regimes pluviométricos e mosaicos de unidades fito- Thamnophilus caerulescens pernambucensis (Figura 1) foi o durante a época de frutificação, o que favorece sua distribuição geográficas (Pinto et al. 2006) e vem sendo fragmentada historica- táxon mais abundante (IPA = 1,43), seguido por Myrmeciza rufica- pelos fragmentos nessa região (obs. pess.). mente para diversos usos (Câmara 2005). A fragmentação é a que- uda soror (IPA = 0,43) e Saltator fuliginosus (IPA = 0,42), todas Espécies que toleram ou utilizam a matriz circundante são capa- bra de um hábitat e a mudança de sua configuração (Fahrig 2003), dependentes de floresta, não sendo observadas em áreas de borda. zes de persistirem em fragmentos pequenos e explorarem um núme- sendo considerada uma das principais causa da extinção de espécies Altos valores de abundância para T. caerulescens também foram ro maior de hábitats (Antunes 2005). Isto provavelmente se aplica a (Laurence & Bierregard 1997, Pimm & Raven 2000). Alguns estu- observado por Farias et al. (2007) em áreas na Zona da Mata Norte Picumnus exilis pernambucensis, considerada semi-dependente de dos realizados em regiões de Mata Atlântica documentaram alguns Figura 1. Thamnophilus caerulescens pernambucensis (fêmea), táxon de Pernambuco. floresta, que ocupou as capoeiras, bordas da floresta e a vegetação dos efeitos da fragmentação sobre comunidades de aves, como a com maior Índice Pontual de Abundância (IPA), registrado na Mata Na Mata da Ronda, T. caerulescens pernambucensis forrageou aberta da matriz circundante, podendo ser considerado um dos ampliação do efeito de borda, a diminuição da riqueza de espécies, da Ronda, município de Pombos, Pernambuco. (Foto: Gilmar Farias) no solo, ramos e folhas, ocupando diferentes estratos da floresta, táxons menos suscetível a extinção local. Em Pernambuco, esta ave o aumento do número de espécies generalistas e o desaparecimento para certas aves exclusivas de algumas regiões que se encontram como sub-bosque e estrato médio da mata. Myrmeciza ruficauda tem sido observada em áreas verdes nas cidades de Recife e Olinda, de espécies dependentes de floresta ou que forrageiam em estratos sob fortíssima pressão antrópica, como as aves do Centro de Ende- soror utilizou apenas o estrato inferior da mata, forrageado no solo. apresentando relativa plasticidade para o aproveitamento de ambi- específicos (Willis 1979, Aleixo & Vielliard 1995, Anjos 1998, mismo Pernambuco (Silveira & Straube 2008). No estado de Alagoas, em um inventário realizado em 20 fragmen- entes antrópicos, desde que estejam próximos a fragmentos flores- Anjos & Boçon 1999, Marini 2000, Aleixo 2001). Associada a frag- Ações para evitar futuras extinções e a manutenção da integridade tos, esse táxon foi registrado em apenas três áreas (Silveira et al. tais (G. A. Pereira e M. Periquito, obs. pess.). Apesar de não ter a mentação, a perda de hábitat, que é a redução da sua cobertura, inde- dos ecossistemas dependem de informações científicas atualizadas 2003a). A ausência de M. ruficauda soror nos outros fragmentos mesma plasticidade de P. exilis pernambucensis, T. caerulescens pendentemente do grau de fragmentação (Fahrig 2003), é também sobre espécies ameaçadas (Bencke et al. 2006). Desse modo, o obje- pode estar relacionada à exigência dessa subespécie por locais mais pernambucensis também é uma subespécie relativamente comum uma das principais ameaças para as aves no continente Americano tivo deste trabalho foi o de identificar espécies endêmicas e ameaça- preservados como uma condição indispensável para a sua existên- na floresta atlântica nordestina, mesmo nos fragmentos menores. (Wege & Long 1995), principalmente na Mata Atlântica. das de extinção em um remanescente de Mata Atlântica em Pernam- cia em fragmentos florestais (Silveira et al. 2003a). Este táxon, juntamente com P. leuconota pernambucensis são os A Mata Atlântica abriga uma parcela significativa da riqueza de buco e determinar a sua composição e suas respectivas abundâncias. Analisando a importância dos Passeriformes como bioindicado- mais largamente distribuídos entre as aves endêmicas do Centro Per- aves existentes, com pelo menos 682 espécies registradas (Stotz et res da fragmentação florestal no sudeste do Brasil, a maior parte das nambuco (Silveira et al. 2003a). Possivelmente, T. caerulescens al. 1996). Destas, 207 são consideradas endêmicas (Brooks et al. Metodologia espécies indicadoras da boa qualidade ambiental é composta por pernambucensis utiliza os pequenos fragmentos como trampolins 1999) e 83 táxons (espécies e subespécies) se encontram em alguma O estudo foi desenvolvido na Mata da Ronda, município de Pom- aves insetívoras de sub-bosque (Pitarelli et al. 2008). Na Mata da ecológicos, no intuito de achar outras áreas de mata com melhores categoria de ameaça de extinção (Olmos 2005). Dessa forma, a Mata bos, Pernambuco. Este fragmento de 512 ha de Mata Atlântica está Ronda, a presença de Pyriglena leuconota pernambucensis pode condições de conservação ou até mesmo permanecer nestes por Atlântica pode ser considerada como o bioma mais crítico no que se inserido nas terras do Engenho Ronda (08°12’51"S e 35°22’34"W), ser considerada um indicador da qualidade desse fragmento, pois a algum tempo a procura de algum recurso alimentar. refere à conservação de aves no Brasil (Marini & Garcia 2005). com altitude variando entre 450 e 550m. Em 1998, o Engenho Ron- perda de hábitat pode resultar no desaparecimento de aves insetívo- Estudos que identifiquem e mostrem a abundância de aves endê- O extremo nordeste é, possivelmente, a porção mais ameaçada da foi desapropriado para fins de reforma agrária e sua área de mata ras de sub-bosque, dependentes de floresta e seguidoras de formiga mico-ameaçadas são importantes quando se objetiva preservar a desse Bioma (Brooks & Rylands 2005), com arquipélagos de passou a ser preservada, principalmente por proteger a nascente do de correição (Stouffer & Bierregaard 1995). Roda (2005) considera biodiversidade característica da região. Algumas aves endêmico- pequenos fragmentos florestais, inseridos em uma matriz de planta- Rio Pirapama (Brasileiro 2006). A matriz circundante é composta Thamnophilus aethiops distans, P. leuconota pernanbucensis, M. ameaçadas ocorrem em ambientes restritos e apresentam certa vul- ções de cana-de-açúcar e pastagens, que mostram alterações na sua por pastos, plantações de cana-de-açúcar, frutas e leguminosas. ruficauda soror, Xiphorhynchus atlanticus e Platyrinchus mystace- nerabilidade, demandando esforços dos tomadores de decisão para estrutura e composição florística devido ao efeito de borda e à perda De abril a agosto de 2007, foi realizado o inventário das espécies us niveigularis como bioindicadores, sendo essas subespécies inse- a criação de uma Unidade de Conservação, por exemplo, com o de espécies dispersoras de sementes (Ranta et al. 1998, Viana et al. endêmicas da Mata Atlântica e ameaçadas de extinção no fragmento tívoras de sub-bosque ou com alta sensitividade, todas presentes na objetivo de diminuir o risco de extinção local dessas espécies. 1997, Silva & Tabarelli 2000). Entre os Estados de Alagoas e Paraí- e, de setembro de 2007 a maio de 2008, um levantamento quantitati- área de estudo. Espécies com alta sensitividade a perturbações ba, essa vegetação torna-se mais aberta, com uma pequena parcela vo dessas espécies. A referência aos táxons ameaçados de extinção humanas também podem indicar boas condições de conservação Referências Bibliográficas de florestas ombrófilas, que resistiram ao forte desflorestamento na seguiu a Lista Oficial de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada (Parker III et al. 1996). Na Mata da Ronda, as subespécies que apre- Aleixo, A. & J. M. E. Vielliard (1995) Composição e dinâmica da avifauna da sentaram alta sensibilidade a distúrbios humanos foram T. aethiops Mata de Santa Genebra, Campinas, São Paulo, Brasil. Rev. Bras. Zool. década de 1970 por conta do impulso ao extenso plantio de cana-de- de Extinção (MMA 2003). Para determinar as espécies endêmicas 12(3):493-511. açúcar (Câmara 2005). Para o Centro de Endemismo Pernambuco, do bioma Mata Atlântica foram utilizadas as referências de Parker distans e X. atlanticus, ambos com baixa abundância (0,07). Tham- Aleixo, A. (2001) Conservação da avifauna da Floresta Atlântica: efeitos da frag- nas florestas localizadas entre Alagoas e o Rio Grande do Norte, III et al. (1996) e Sick (1997). Os dados quantitativos foram coleta- nophilus aethiops distans foi observada vocalizando intensamente, mentação e a importância de florestas secundárias, p.199-206. In: Albuquer- existem 38 táxons endêmicos (Silveira et al. 2003a), enquanto que dos mensalmente por meio do método de pontos de escuta. O Índice em abril de 2007 e maio de 2008, no sub-bosque da floresta, em área que, J. L. B., J. F. Cândido-Júnior, F. C. Straube & Roos, A. L. (Eds.). Ornito- na Mata Atlântica de Pernambuco, 41 táxons se encontram ameaça- Pontual de Abundância (IPA) de cada espécie foi obtido dividindo- com fisionomia mais sombreada e árvores altas (> 15 m), com logia e Conservação: da ciência às estratégias. Tubarão: Unisul. menor perturbação antrópica e mais conservada. Xiphorhynchus Anjos, L. (1998) Conseqüências biológicas da fragmentação no norte do Paraná. dos de extinção (Farias et al. 2008). O número de táxons na última se o número total de contatos obtidos pelo número total de pontos Inst. de Pesq. e Est. Florestais 12 (32): 87-94. Lista das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção amostrados (Vielliard & Silva 1990). Para as amostragens quantita- atlanticus foi observada principalmente nas bordas da floresta e em Anjos, L. & Boçon, R. (1999) Bird communities in natural forest patches in sout- (MMA 2003) aumentou consideravelmente decorrente da inclusão tivas foram marcados quatro pontos equidistantes 200 m em trilhas áreas abertas, como as capoeiras próximas aos canaviais. Em um tra- hern Brazil. Wilson Bull. 111: 397-414. de algumas subespécies, objetivando dar proteção imediata a popu- pré-existentes, na área mais conservada da floresta, nos quais foram balho realizado com espécies de aves escaladoras de troncos e Antunes, A. Z. (2005) Alterações na composição da comunidade de aves ao longo galhos, no Paraná, esta espécie se mostrou com uma baixa abundân- do tempo em um fragmento florestal do sudeste do Brasil. Ararajuba 13(1): lações que ficaram seriamente desprotegidas no passado, uma vez realizadas amostragens entre 5 h e 9 h da manhã. As observações em 47-61. que se enquadravam formalmente em espécies mais comuns em cada ponto duravam 20 minutos e a sequência das amostras foi esta- cia e muito sensível à fragmentação (Soares & Anjos 1999). Bencke, G. A., G. N. Maurício, P. F. Develey & J. M. Goerck (2006) Áreas impor- outras regiões. Esse procedimento mostrou-se importante uma vez belecida por meio de sorteio. O esforço amostral foi de 22 horas Em fevereiro de 2008, Xenops minutus alagoanus foi abservado tantes para a conservação das aves no Brasil. Parte I – Estados do domínio que acabou por transformar-se em medida emergencial de proteção para o levantamento qualitativo e 13,33 horas para o quantitativo. compondo um bando misto com Myrmotherula axillaris, Dysit- da Mata Atlântica. São Paulo: SAVE Brasil. 20 Atualidades Ornitológicas Nº 156 - Julho/Agosto 2010 - www.ao.com.br Atualidades Ornitológicas Nº 156 - Julho/Agosto 2010 - www.ao.com.br 21
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