Curso de Interpretação de Exames Laboratoriais - Aula 1

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Curso de Interpretação de Exames Laboratoriais - Introdução e Função Renal - realizado em Teresópolis 22/03/2014

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Curso de Interpretação de Exames Laboratoriais - Aula 1

  1. 1. Interpretação de exames laboratoriais Rafael Corrêa VetLab Laboratório de Referência
  2. 2. Interpretação de exames laboratoriais Valores de referência
  3. 3. Exemplo • Canino Fosfatase Alcalina (20 a 150) • 2010 - 30 • 2011 - 35 • 2012 - 31 • 2013 - 30 • 2014 - 146 normal ?
  4. 4. Interpretação de exames laboratoriais Controle de qualidade
  5. 5. Interpretação de exames laboratoriais Controle de qualidade
  6. 6. Interpretação de exames laboratoriais Controle Pré analítico
  7. 7. Coleta Jejum Repouso Outros www.vetlaboratorio.com.br
  8. 8. Interpretação de exames laboratoriais Controle Analítico
  9. 9. Interpretação de exames laboratoriais Controle Pós analítico
  10. 10. Digitação Tradução Transcrição Interpretação
  11. 11. Interpretação de exames laboratoriais Paciente Renal
  12. 12. Análise funcional Uréia e Creatinina Ca/P Proteína e albumina Colesterol Excreção fracionada Provas de Clearance Cistatina C Outras...
  13. 13. Interpretação de exames laboratoriais
  14. 14. Interpretação de exames laboratoriais EAS
  15. 15. EAS deve ser o primeiro exame!
  16. 16. PU/CU
  17. 17. COMPARAÇÃO DE MÉTODOS COLORIMÉTRICOS PARA AVALIAÇÃO DA PROTEINÚRIA EM CÃES Karoline Vanelli 1 Carolina Zaghi Cavalcante 2 Medicina Veterinária - Centro de Ciências Agrárias e Ambientais - Ccaa Resumo Introdução: A proteinúria patológica é definida como sendo uma quantidade anormal de proteína na urina, que pode ser classificada de acordo com o local ou com os mecanismos que induziram a perda da proteína na urina, conforme Lees et al. (2005). A mensuração da concentração de proteína na urina, segundo Finco (1995), pode ser realizada por métodos semiquantitativos e quantitativos. O método quantitativo, segundo Hohnadel (1989) e Toledo (2001), é confeccionado por reações colorimétricas como o azul brilhante de Coomassie® e o vermelho de pirogalol. Objetivos: O presente estudo teve como objetivo comparar meios de diagnóstico, por meio de métodos espectofotométricos e colorimétricos, que garantissem sensibilidade e especificidade na detecção da proteinúria. Método: Foram utilizadas amostras de urina de 34 cães, machos ou fêmeas, de idades e raças variadas. As amostras foram avaliadas pela técnica do vermelho de pirogalol e pelo método do azul brilhante de Coomassie®, sendo esse método considerado a técnica padrão para avaliação da proteína na urina. Resultados: Foi constatada uma diferença significativa (p < 0,05) entre os dois métodos utilizados, mostrando um aumento no resultado da razão proteína urinária creatina urinária (RPC) utilizando a técnica do vermelho de pirogalol, que apresentou uma média e um desvio padrão igual a 0,3566 ± 0,4435, e a RPC realizada por meio do azul brilhante de Coomassie® apresentou uma média e um desvio padrão igual 0,1558 ± 0,4030. Conclusão: Baseando-se nos resultados obtidos da RPC a partir das análises laboratoriais e comparando-os com os dados presentes em literatura, conclui-se que a técnica do vermelho de pirogalol mostrou ser ineficaz à detecção da proteinúria renal patológica em cães quando comparada com a técnica padrão de avaliação (azul brilhante de Coomassie®). Desse modo, conclui-se que, em face do parâmetro qualidade x sensibilidade, a metodologia de azul brilhante de Coomassie® é a mais indicada para a detecção da proteinúria renal patológica. Palavras-chave : Proteinúria; Cães; Métodos; Colorimétricos; MEDVET01.
  18. 18. Proteinuria can be measured and this is useful in the diagnosis of CKD – renal proteinuria shows that there is damage to the glomerulus. However, proteinuria also causes further damage to the kidneys, and increasing proteinuria suggests progression of CKD.
  19. 19. Ração de gatos • Normal Para estruvita Para oxalato Cálcio (mín.) (mg/kg) 6400.0 Cálcio (mín.) (mg/kg) 9100.0 Cálcio (mín.) (mg/kg) 4800.0 Cálcio (máx.) (mg/kg) 9600.0 Cálcio (máx.) (mg/kg) 13700.0 Cálcio (máx.) (mg/kg) 7200.0 Potássio (mín.) (mg/kg) 4800.0 Potássio (mín.) (mg/kg) 8000.0 Potássio (mín.) (mg/kg) 7200.0 Magnésio (mín.) (mg/kg) 700.0 Magnésio (mín.) (mg/kg) 400.0 Magnésio (mín.) (mg/kg) 600.0
  20. 20. J Vet Intern Med. 2000 Nov- Dec;14(6):619-26. Idiopathic hypercalcemia in cats. Midkiff AM1, Chew DJ, Randolph JF, Center SA, DiBartola SP. Author information 1Department of Veterinary Clinical Sciences, College of Veterinary Medicine, Ohio State University, Columbus 43210, USA. Abstract Unexplained hypercalcemia has been increasingly recognized in cats since 1990. In some instances, hypercalcemia has been associated with calcium oxalate urolithiasis, and some affected cats have been fed acidifying diets. We studied the laboratory findings, clinical course, and treatment of 20 cats with idiopathic hypercalcemia. Eight (40%) of the cats were longhaired and all 14 cats for which adequate dietary history was available had been fed acidifying diets. Clinical signs included vomiting (6 cats), weight loss (4 cats), dysuria (4 cats), anorexia (3 cats), and inappropriate urinations (3 cats). Hypercalcemia was mild to moderate in severity. and serum parathyroid hormone concentrations were normal or low. Serum concentrations of phosphorus, parathyroid hormone-related peptide, 25- hydroxycholecalciferol, and calcitriol were within the reference range in most cats. Diseases commonly associated with hypercalcemia (eg, neoplasia, primary hyperparathyroidism) were not identified despite thorough medical evaluations and long-term clinical follow-up. Azotemia either did not develop (10 cats) or developed after the onset of hypercalcemia (3 cats), suggesting that renal failure was not the cause of hypercalcemia in affected cats. Seven of 20 cats (35%) had urolithiasis, and in 2 cats uroliths were composed of calcium oxalate. Subtotal parathyroidectomy in 2 cats and dietary modification in 11 cats did not result in resolution of hypercalcemia. Treatment with prednisone resulted in complete resolution of hypercalcemia in 4 cats.
  21. 21. Interpretação de exames laboratoriais
  22. 22. Familial nephropathies in dogs and cats DOGS Renal dysplasia Lhasa Apso, Shih Tzu, Standard Poodle, Soft-Coated Wheaten Terrier, Chow-Chow, Alaskan Malamute, Miniature Schnauzer, Dutch Kooiker, Golden Retriever Primary glomerulopathies Samoyed (X linked), English Cocker Spaniel (autosomal recessive), Bull Terrier (autosomal dominant), Dalmatian (autosomal dominant), Doberman, Bull Mastiff, Newfoundland, Rottweiler, Pembroke Welsh Corgi, Beagle Polycystic kidney diseases Bull Terrier (autosomal dominant), Cairn Terrier and West Highland White Terrier (autosomal recessive) Amyloidosis Shar Pei, English Foxhound, Beagle Immune-mediated glomerulonephritis Soft-Coated Wheaten Terrier, Bernese Mountain Dog (autosomal recessive suspected), Brittany Spaniel (autosomal recessive) Miscellaneous Basenji - Fanconi Syndrome; German Shepherd - multifocal cystoadenocarcinoma (autosomal dominant); Pembroke Welsh Corgi-telangiectasia CATS Polycystic kidney diseases Persian (autosomal dominant) Amyloidosis Abyssinian (autosomal dominant with incomplete penetrance suspected), Siamese, Oriental
  23. 23. Diseases associated with glomerular disease in dogs Infectious causes Canine adenovirus 1, bacterial endocarditis, brucellosis, borreliosis, dirofilariasis, erhlichiosis, leishmaniasis, hepatozoonosis, Rocky mountain spotted fever, bartonellosis, babesiosis, blastomycosis, coccidiomycosis, trypanosomiasis, chronic bacterial infections (periodontal diseases, pyoderma, pyometra, septicaemia, prostatitis) Neoplasia Leukaemia, lymphosarcoma, mastocytosis, primary erythrocytosis, systemic hisitiocytosis, others Inflammatory causes Pancreatitis, prostatitis, systemic lupus erythematosus, other immune-mediated diseases Other causes Idiopathic, hyperadrenocorticism, excessive corticosteroid administration, familial, diabetes mellitus, cyclic hematopoiesis (grey collies), trimethoprim-sulfa therapy, hyperlipidemia
  24. 24. Diseases associated with glomerular disease in cats Infectious causes Chronic bacterial infections, mycoplasmal polyarthritis, feline immunodeficiency virus, feline infectious peritonitis, feline leukaemia virus Neoplasia Leukaemia, lymphosarcoma Inflammatory causes Pancreatitis, cholangiohepatitis, systemic lupus erythematosus, other immune- mediated diseases, chronic progressive polyarthritis Miscellaneous Acromegaly, mercury toxicity, familial, idiopathic
  25. 25. Interpretação de exames laboratoriais Casos clínicos
  26. 26. Canino, SRD, 8 anos, emagrecimento, apatia
  27. 27. Outros exames • Cultura de urina: Não houve crescimento bacteriano • Ultra: Esplenomegalia • Dirofilariose: negativo
  28. 28. Fosfatase Alcalina Total e Frações - canino Fosfatase Alcalina Total: 201,0 U/l (Método: Colorimétrico Labtest Vet) Fração óssea 66,0 U/l Fração induzida por glicocorticóides 107,0 U/l Fração hepática 28,0 U/l Valores de Referência: Cães com mais de 7 anos de idade Fração óssea < 60 Fração induzida por glicocorticóides < 60 Fração hepática < 120
  29. 29. Canino, Mastif, 4 anos, apatia, letargia, histórico de Erlichiose a 2 anos atrás
  30. 30. • A alta concentração sérica de paratormônio intacto (PTHi) nos cães com doença renal crônica confirma a condição de hiperfuncionalidade das paratireóides nesses animais. Sem essa avaliação torna-se difícil estabelecer o diagnóstico clínico de hiperparatireoidismo secundário renal, pois nem sempre a desmineralização óssea é detectada clinicamente ou por meio de imagens radiológicas. Isto é possível somente quando ocorre a perda de 30% a 50% da massa óssea. Referência para PTH em: • Cães com hipercalcemia: < 2,0 PTH independente; entre 2,0 e 8,0 repetir em 2 semanas e > 8,0 PTH dependete. • Gatos com hipercalcemia: < 2,3 PTH independente; entre 2,3 e 4,6 repetir em 2 semanas e > 4,6 PTH dependete.
  31. 31. Felino, 13 anos, macho, castrado, apatia, perda de peso, diarreia esporádica e intolerância ao exercício. Diagnosticado a 1 ano com IRC estágio 1. T4 total normal. No momento não está em nenhum tratamento
  32. 32. Outros exames: Cultura e antibiograma – Sem crescimento FIV, FeLV, PIF, Toxoplasmose, Giardia – negativos Cryptosporidium - Positivo
  33. 33. Se é uma azotemia renal, por que o fósforo está normal ?
  34. 34. Aldosterona (ng/mL): 11,6 (5 a 13,9) Renina (ng/mL/h): 2,5 (0,3 a 3,0) Relação Renina / Aldosterona plasmática: 0,21 (0,3 a 3,8) Classicamente, o hiperaldosteronismo é caracterizado pela produção excessiva de aldosterona, supressão da atividade plasmática de renina e presença de hipertensão arterial, hipocalemia e alcalose. Relação Renina / Aldosterona plasmática Adicionalmente a perda de potássio, a aldosterona causa perda renal de cálcio resultando em baixo nível de Cai no sangue.
  35. 35. Canino, 5 anos, depressão, pulso fraco
  36. 36. Canino, 10 anos, diarreia, vômitos

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