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Dia Internacional da Mulher

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Dia Internacional da Mulher

  1. 1. DIA INTERNACIONAL DA MULHER 8 DE MARÇO
  2. 2. ORIGEM DO DIA DA MULHERAté as primeiras décadas do século XX, as mulheres eram submetidas a um sistema desumano de trabalho.Longas jornadas de trabalho ultrapassando 12 horasCondições de trabalho precárias, sendo algumas submetidas a espancamentos e humilhaçõesSalários até 60% menores aos dos homensO Dia Internacional da Mulher, 08 de março, está desta forma ligado aos movimentos feministas quebuscavam mais dignidade para as mulheres, reclamando participarem de uma sociedade mais justa eigualitária.Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres ,realizada na Dinamarca, surgiu a ideia deuma data comemorativa, não tendo sido escolhida nenhuma data em concreto.
  3. 3. 1975 foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher, uma homenagem às operárias de NovaIorque. Dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar asconquistas sociais, políticas e económicas das mulheres, mas também a discriminação e a violência a quemuitas delas foram e ainda são submetidas em todo o mundo. A partir de então esta data começou a ser comemorada no mundo inteiro como homenagem às mulheres.
  4. 4. AS CONQUISTAS DEMOCRÁTICAS DA MULHER PORTUGUESA A SITUAÇÃO DA MULHER PORTUGUESA NO SÉCULO XIXA situação da mulher portuguesa, condicionada pelos costumes e pelas leis, era idêntica à das mulheres daEuropa e, tal como as suas congéneres, procurou melhorar as suas condições de vida.Em pleno século XIX, a situação da mulher na família era precária.Só o marido exerce o poder, tendo autoridade para maltratar a mulher, que lhe deve obediência.Só ao chefe de família, ou seja, ao homem, compete exercer autoridade sobre os filhos.O Código Civil de 1867 melhora um pouco este quadro ao conceder à mãe o poder sobre os filhos quase emequivalência com o pai, mas tudo o resto permanece.A mulher casada não pode assumir qualquer compromisso ao exercer uma profissão e, no caso de ter umaocupação fora do lar, não lhe é permitido dispor do seu salário.
  5. 5. SÉCULO XXEm 1909 foi criada pela médica Adelaide Cabete, a escritora Ana de Castro Osório e a professora MariaVeleda a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas.Com a proclamação da Primeira República em 1910, dão-se alterações fundamentais no Código Civil,nomeadamente:Novas leis sobre o casamento, baseado na igualdade .Aprovação da lei do divórcio, tendo o marido e a mulher os mesmos direitos.Outras vantagens são conseguidas com a Constituição de 1911:A mulher pode aceder à função pública.O acesso à escolaridade obrigatória (dos 7 aos 11 anos) abrange os dois sexos. (Com a Constituição de 1933esta vitória volta a trás).
  6. 6. Mas no plano político continua a ser negado à mulher o direito de voto, reservado apenas aos chefes de família do sexo masculino, como se verificou em 1912 nas eleições municipais.As mulheres não desistem: 1914 Adelaide Cabete funda o Concelho Nacional das Mulheres Portuguesas, que é um ramo do Conselho Internacional de Mulheres com representação em vários países. Mas o estado fascista de Salazar estava vigilante e encerra o Concelho após o sucesso e a repercussão que teve a “Exposição de Livros Escritos por Mulheres de todo o Mundo”, que ocorreu na sociedade Nacional de Belas Artes, em 1947.Pois a Constituição de 1933 continuava a enquadrar a mulher num esquema rígido de comportamento.A Constituição de 1933, ao afirmar a igualdade dos cidadãos, abre uma exceção para as mulheres “pelasdiferenças que resultam da sua natureza e do bem da família”As regras estabelecidas colocam a mulher na dependência do homem, pai ou marido.
  7. 7. A mulher deve assegurar o futuro da raça no lar.A instrução é um perigo e por isso suprime-se a coeducação, e a orientação do ensino primário, noconcernente às raparigas, deve ter em conta a economia doméstica e os cursos de costura.O trabalho realizado pelo homem, mesmo que seja penoso, é sempre uma alegria, e existe a melhor harmoniaentre dirigentes e dirigidos. A mulher só é feliz se estiver à guarda do homem.No interior do lar o homem detém a autoridade e a mulher deve receá-lo, servi-lo e obedecer-lhe.O Código Civil de 1939 concede ao marido o poder de obrigar a mulher a regressar ao domicílio conjugal.A mulher não pode ter passaporte nem viajar para o estrangeiro sem a autorização do marido, mesmo queestejam separados.
  8. 8. Os casados pela Igreja não podem divorciar-se (Concordata com a Santa Sé, 1940). Pelo que todas as cri-anças nascidas de uma nova relação, posterior ao primeiro casamento, eram consideradas ilegítimas, haviaentão duas alternativas no acto do registo: a mulher ou dava à criança o nome do marido anterior ou assumiao estatuto de "mãe incógnita". O que não podia era dar o seu nome e o do marido actual.O Novo Código Civil de 1966, , traz algumas melhorias, tais como:A mulher casada já pode exercer uma profissão liberal sem autorização do marido e pode dispor do seusalário, o que é um passo importante para a sua autonomia. Mas o marido pode denunciar o contrato detrabalho da mulher.Em 1968 a mulher adquire a igualdade política podendo votar, desde que saiba ler e escrever, mas estaclausula não se aplica às eleições municipais. Sem dúvida que os limites impostos procuraram impedir a caminhada para a emancipação da mulher portuguesa que, na época, entre as mulheres da Europa era a que tinha menos direitos.
  9. 9. AS CONQUISTAS DE ABRIL Com a implantação da democracia conquistou-se a liberdade de pensamento e de expressão, aliberdade de imprensa, e foram reconhecidos direitos e deveres iguais para homens e mulheres. O direito à educação, à cultura e à saúde foram garantidos constitucionalmente a todos os cidadãos, sem discriminação de sexo, etnia ou religião.Num curto período a mulher conseguiu conquistas legislativas de grande alcance:Ainda em 1974 as mulheres passam ter acesso a todos os cargos da carreira administrativa local, à carreiradiplomática e à magistratura.A partir de 1975 a mulher possui o direito de voto sem qualquer restrição, tendo podido exercer esse direito jánas eleições para a Assembleia Constituinte.Em 1976 é abolido o direito do marido abrir a correspondência da mulher.
  10. 10. É reconhecido o valor social da maternidade, assegurando-se o direito, antes e depois do parto, a uma licençasem perda de remuneração ou de outras vantagens.As mulheres portuguesas viam consagradas nas leis reivindicações pelas quais tinham lutado ao longo de muitos anos, contribuindo com a sua acção para denunciar situações de humilhação pautadas por códigos rígidos de conduta e sugerindo alterações às leis ainda em vigor.A 1 de abril de 1978,entram em vigor novas medidas:O restabelecimento do divórcio.A valoração do casamento baseado na igualdade de direitos e deveres dos conjugues.A partilha, na família, do poder paterno entre o marido e a mulher.A igualdade de tratamento no casamento, em que tanto o homem como a mulher estão ligados pelos deveresde respeito, fidelidade, coabitação e assistência.
  11. 11. Gradualmente surgem outras mudanças:O Código Penal de 1983 introduz importantes alterações no que respeita aos maus-tratos entre conjuges econtra menores, penalizando-se a falta de assistência materna à família dentro e fora do casamento.Sem dúvida que, conquistada a liberdade e iniciada a vida democrática, o estatuto das mulheresportuguesas na sociedade foi melhorando, mediante a concretização progressiva dos princípios e direitos consagrados na Constituição da República.Mas não basta a consagração na lei para que se verifiquem na prática os princípios enunciados e se evitem situações discriminatórias, que reflectem a influência da pesada herança do passado.
  12. 12. MULHERES PORTUGUESAS QUE FIZERAM HISTÓRIASão muitas as mulheres que ao longo de 8 séculos fizeram parte da história de Portugal. RAINHA D. LEONOR – A PRINCESA PERFEITA Nasceu: Beja, 2 de maio de 1458 Faleceu: Lisboa, 17 de novembro de 1525 Casada: Seu primo, D. João II de Portugal, o Princípe PerfeitoFomentou e financiou as Misericórdias por todo o reino. Projecto que existe ainda nos nossos dias. MARIA AMÁLIA VAZ DE CARVALHO Nasceu: Lisboa, 2 de fevereiro de 1847 Faleceu: Lisboa, 24 de março de 1921Foi poetisa, ensaísta, biógrafa e escritora.Primeira mulher a ingressar na Academia das Ciências de Lisboa.
  13. 13. CAROLINA MICHAËLIS DE VASCONCELOSNasceu: Berlim, 15 de março de 1851Faleceu: Porto, 22 de outubro de 1925Foi a primeira mulher a lecionar numa universidade portuguesaFoi crítica literária, escritora, lexicógrafa e investigadoraTeve grande importância como mediadora entre a cultura portuguesa e a cultura alemã ADELAIDE CABETENasceu: Elvas, 25 de janeiro de 1857Faleceu: Lisboa, 14 de setembro de 1935Foi uma das principais feministas portuguesas do séc. XX. Republicana convicta, foi a primeira médica obstetra, professora, publicista, defensora dos animais e humanista portuguesa.Foi pioneira na reivindicação dos direitos das mulheres, e durante mais de 20 anos , presidiu o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, nessa qualidade reivindicou para as mulheres um mês de descanso antes do parto.Em 1912 reivindicou o direito ao voto feminino, sendo em 1933, a primeira e única mulher a votar a Constituição Portuguesa (em Luanda, onde viveu).
  14. 14. ANA DE CASTRO OSÓRIONasceu: Mangualde, 18 de junho 1872Faleceu: Setúbal, 23 de março de 1935Foi pioneira na luta pela igualdade de direitos entre homem e mulher.Colaborou com o ministro da Justiça, Afonso Costa, na elaboração da LEI DO DIVÓRCIO.É considerada a criadora da literatura infantil em Portugal. CAROLINA BEATRIZ ÂNGELONasceu: Guarda, 16 de abril de 1878Faleceu: Lisboa, 3 de outubro de 1911Concluiu o curso de medicina em 1902, tendo sido a primeira médica cirurgiã em Portugal.Foi a primeira mulher a exercer o voto em Portugal em 1911, por ser viúva e chefe de família, sendo de imediato a lei mudada para que as mulheres, mesmo que chefes de família como era o seu caso, não o pudessem voltar a fazer.Foi sufragista, militante da Liga Republicana das Mulheres, Fundadora e presidente da Associação da Propaganda Feminista.
  15. 15. MARIA LAMAS Nasceu: Torres Novas, 6 de outubro de 1893 Faleceu: Lisboa, 6 de dezembro de 1983 Foi escritora, tradutora, jornalista e conhecida activista política feminista portuguesa. MANUELA DE AZEVEDONasceu: Lisboa, 31 de agosto de 1911 Foi a primeira mulher a receber, em Portugal, a carteira profissional de jornalista. Foi professora, crítica de arte e escritora. Publicou dezenas de livros de poesia, contos, novelas, ensaios, biografias, crónicas, romances e peças de teatro.
  16. 16. AMÁLIA RODRIGUES Nasceu: Lisboa, 1 de julho de 1920 Faleceu: Lisboa, 6 de outubro de 1999Foi a maior fadista do século XX, atriz de teatro, de cinema e também poeta.1939, estreia-se no Retiro da Severa, como fadista profissional.1943, primeira atuação no estrangeiro. Atuou em toda a Europa e também nas Américas, em Hollywood e Nova Iorque, Alemanha do Leste...1996, parou de cantar devido a doença grave. MARIA DE LURDES PINTASSILGO Nasceu: Abrantes, 18 de janeiro de 1930 Faleceu: Lisboa, 10 de julho de 2004Foi engenheira química, dirigente eclesial e política.Foi a única mulher que desempenhou o cargo de primeiro-ministro em Portugal, tendo chefiado o V Governo Constitucional, em funçoes de julho de 1979 a janeiro de 1980.Foi também a segunda mulher primeiro-ministro em toda a Europa, dois meses depois da tomada de posse de Margaret Thatcher.
  17. 17. PRIMEIRAS MULHERES MILITARESA Força Aérea recebeu as primeiras militares do sexo feminino, as enfermeiras para-quedistas, em 1961 e foi também o primeiro ramo das forças armadas a abrir as portas da Academia da Força Aérea a candidatas em 1988.Regina Ramos, cursou medicina e ingressou na Força Aérea em 1988 para fazer a recruta como qualquer militar, foi incorporada em Abril de 1989.Dois anos depois, a Academia Militar incorporou as primeiras cadetes femininas.Em 1992, realizou-se a primeira incorporação feminina, no Batalhão de Informações e Reconhecimento das Transmissões, na Trafaria. Universidade senior Entroncamento 8 de março de 2012

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