Itu

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  1. 1. Infecção urinária na gestação Msc. Arnildo A. Hackenhaar
  2. 2. Infecção urinária na mulher <ul><li>Comprimento da uretra é mais curto </li></ul><ul><li>O terço inferior da uretra encontra-se constantemente contaminado por patógenos da vagina e do reto </li></ul><ul><li>Pela eventual dificuldade de encontrar local adequado para urinar, as mulheres tendem a reter a urina por longos períodos As mulheres têm maior dificuldade de esvaziar completamente a bexiga comparando com os homens </li></ul>
  3. 3. Na gestação - Hidronefrose <ul><li>A dilatação do trato urinário superior na gestação é considerada um fenômeno fisiológico. </li></ul><ul><li>Manifesta-se de forma evidente a partir da 20 a semana. </li></ul><ul><li>Desaparece algumas semanas após o parto. </li></ul><ul><li>A causa é mecânica e hormonal. </li></ul><ul><li>Acomete mais o lado direito, em torno de 75%, podendo ser bilateral. </li></ul>
  4. 4. Modificações na gestação <ul><li>A gestação ocasiona modificações, mediadas por hormônios que favorecem as transformação da BA em pielonefrie: </li></ul><ul><li>Redução do peristaltismo ureteral - estase urinária </li></ul><ul><li>Aumento da produção de urina, </li></ul><ul><li>Glicosúria </li></ul><ul><li>Aminoacidúria </li></ul>
  5. 5. Infecção do Trato Urinário (ITU) <ul><li>É a complicação clínica mais freqüente na gestação - 20% das gestantes. </li></ul><ul><li>Mais comum em gestantes: </li></ul><ul><li>Jovens </li></ul><ul><li>Com menor nível de escolaridade </li></ul><ul><li>Multiparas </li></ul><ul><li>Presença de infecções genitais </li></ul><ul><li>Diabetes </li></ul><ul><li>Hipertensão arterial </li></ul><ul><li>Anemia </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Germes envolvidos </li></ul><ul><li>Os microorganismos envolvidos são aqueles da flora perineal normal, principalmente a Escherichia coli , (80 a 90% dos casos) </li></ul><ul><li>Outros gram negativos, como Klebsiela , Enterobacter e Proteus , além do enterococo e do estreptococo do grupo B </li></ul><ul><li>A bacteriúria assintomática é a mais freqüente – bactérias com adesinas </li></ul>Infecção do trato urinário
  7. 7. Virulência dos microorganismos <ul><li>As fímbrias </li></ul><ul><li>O microrganismo adere ao epitélio vesical, dificultando assim a sua remoção mecânica através do ato de urinar </li></ul><ul><li>O antígeno capsular K </li></ul><ul><li>Aumenta a capacidade invasiva, dificultando os processos de fagocitose </li></ul>
  8. 8. Virulência dos microorganismos <ul><li>Produção de endotoxinas bacterianas </li></ul><ul><li>Favorece a ascensão bacteriana </li></ul><ul><li>Paralisa a musculatura lisa ureteral e bloquea seu peristaltismo. </li></ul><ul><li>As hemolisinas </li></ul><ul><li>Promovem a lise das células do epitélio para favorecer a penetração dos microrganismos invasores. </li></ul>
  9. 9. Bacteriúria Assintomática (BA) <ul><li>Dois a 10% das gestantes apresentam bacteriúria assintomática. </li></ul><ul><li>Urocultura positiva, com mais de 100 mil colônias por ml. com único germe, em urina de jato médio </li></ul><ul><li>Se não tratada, 25% das mulheres desenvolverão pielonefrite. </li></ul><ul><li>O rastreamento da bacteriúria assintomática deve ser feito obrigatoriamente pela urocultura. </li></ul>
  10. 10. As complicações da BA <ul><li>Ameaça de trabalho de parto prematuro - Prematuridade </li></ul><ul><li>Anemia </li></ul><ul><li>Restrição do crescimento intra-uterino </li></ul><ul><li>Doença Hipertensiva da gestação </li></ul>
  11. 11. Cistite <ul><li>É caracterizada pela presença de sintomas clínicos: </li></ul><ul><li>disúria, polaciúria, urgência urinária, dor baixo ventre, hematúria e mau cheiro </li></ul><ul><li>Obs: se corrimento vaginal, investigar vaginites </li></ul><ul><li>A análise do sedimento urinário evidencia leucocitúria (acima de 10 leucócitos por campo) bactérias e hematúria </li></ul><ul><li>Nas sintomáticas, iniciar tratamento antes do resultado da urocultura </li></ul>
  12. 12. Tratamento da cistite e BA <ul><li>O tratamento guiado pela suscetibilidade no antibiograma, com um dos esquemas terapêuticos: </li></ul><ul><li>• Amoxicilina 500mg, vo, três vezes ao dia </li></ul><ul><li>• Ampicilina 2g/dia, vo, quatro vezes ao dia </li></ul><ul><li>• Cefalosporina 1ª geração 2g/dia, vo, quatro vezes ao dia </li></ul><ul><li>• Nitrofurantoína 300mg/dia, vo, três vezes ao dia </li></ul><ul><li>Fosfomicina Trometamol 3 g, vo, dose única </li></ul><ul><li>Àcido nalidíxico 400 mg vo, quatro vezes ao dia </li></ul>
  13. 13. Depois da Cistite e BA <ul><li>Se duas infecções do trato urinário, manter profilaxia de nova ITU até o fim da gestação com: </li></ul><ul><li>nitrofurantoína 100mg/dia, 1 comprimido/dia, ou </li></ul><ul><li>amoxicilina 250mg/dia </li></ul><ul><li>Urocultura: </li></ul><ul><li>Três a sete dias após o término do tratamento </li></ul><ul><li>Realizar uroculturas de controle a cada seis semanas </li></ul>
  14. 14. Pielonefrite aguda <ul><li>É uma das complicações mais sérias durante a gestação, ocorrendo em 1 a 2% das gestantes. </li></ul><ul><li>Clinicamente, a sintomatologia é evidente, com febre alta , calafrios e dor na loja renal . </li></ul><ul><li>Podem sugerir evolução para quadro séptico a presença de: </li></ul><ul><li>náuseas e vômitos </li></ul><ul><li>taquicardia </li></ul><ul><li>dispnéia </li></ul><ul><li>hipotensão </li></ul>
  15. 15. Loja renal - sinal de Giordano
  16. 16. Pieolonefrite <ul><li>O tratamento inicial deve ser hospitalar </li></ul><ul><li>Monitorização dos sinais vitais, incluindo débito urinário </li></ul><ul><li>O controle da dor com analgésicos e antiespasmódicos </li></ul><ul><li>Hemograma - desvio à esquerda, independente da alteração dos leucócitos </li></ul><ul><li>Ultrassonografia de vias urinárias se suspeita de cálculo renal/ureteral </li></ul>
  17. 17. Pielonefrite <ul><li>Terapêutica antimicrobiana (14 dias) das pielonefrites por via parenteral </li></ul><ul><li>Passar para via oral quando existe remissão do quadro clínico agudo por mais de 24-48 horas </li></ul><ul><li>Antimicrobianos indicados são: </li></ul><ul><li>Cefalotina 1 g a cada seis horas e </li></ul><ul><li>Ampicilina 1 g a cada seis horas </li></ul><ul><li>(só se forem baseadas em antibiograma) </li></ul><ul><li>Cefuroxima 750 mg, a cada oito horas, (Opção de passar para via oral e assim término do tratamento no domicílio) </li></ul><ul><li>Ceftriaxona 1 g ao dia </li></ul>
  18. 18. Pielonefrite <ul><li>A eficácia do tratamento é: </li></ul><ul><li>a melhora clínica, </li></ul><ul><li>a negativação da bacteriúria e leucocitúria no sedimento urinário ou negativação da urocultura em 48 horas. </li></ul>
  19. 19. Recomendações do pré-natal para realização do exame de urina <ul><li>Exame comum de urina </li></ul><ul><li>Primeira consulta de pré-natal e outro por volta da 30ª semana de gestação </li></ul><ul><li>Solicitar urocultura se o exame de urina for infeccioso </li></ul><ul><li>Recomendado IDEALMENTE Urocultura </li></ul><ul><li>(Ministério da saúde – 2006) </li></ul>
  20. 20. EUA <ul><li>Um exame de urina com urocultura entre a 6ª e 8ª semana de gestação. </li></ul><ul><li>1% de chance de apresentar infecção urinária com a primeira urocultura negativa. </li></ul>
  21. 21. Defendendo a urocultura <ul><li>Por que: </li></ul><ul><li>O exame de urina tipo I pode ser normal e haver infecção assintomática </li></ul><ul><li>O exame de urina tipo I pode ser infeccioso e ser contaminação </li></ul><ul><li>Bacteriúria assintomática – 02 uroculturas apresentando crescimento da mesma bactéria </li></ul><ul><li>(G. Duarte - 2002) </li></ul>
  22. 22. <ul><li>Habitualmente é considerada urocultura positiva se acima de 100.000 UFC </li></ul><ul><li>Se presença de sintomas urinários – considerar urocultura positiva se acima de 30.000 UFC </li></ul>Defendendo a urocultura
  23. 23. Rio Grande 2007 <ul><li>Na cidade de Rio Grande, no estudo perinatal de 2007, das 2.556 gestantes: </li></ul><ul><li>34,2% trataram, pelo menos, um episódio de infecção urinária na gestação </li></ul><ul><li>3,4% internaram em hospital por este motivo </li></ul><ul><li>70,7 % realizaram pelo menos dois exames de urina </li></ul><ul><li>Imaturidade 17 % em Rio Grande em 2007 </li></ul>
  24. 24. <ul><li>Por que estudar a infecção urinária? </li></ul>
  25. 25. Perguntas <ul><li>Será que tem tanta infecção urinária? </li></ul><ul><li>E se há anta infecção, será que essa infecção está relacionada com a alta taxa de prematuridade? </li></ul><ul><li>Faz diferença realizar dois exames comum de urina </li></ul><ul><li>Ou uma urocultura? </li></ul><ul><li>Gastos? </li></ul>
  26. 26. <ul><li>Mortalidade neonatal: descrição e efeito do hospital de nascimento após ajuste de risco. </li></ul><ul><li>Aluísio J D Barros, Alicia Matijasevich, Iná S Santos, Elaine P Albernaz, Cesar G Victora. </li></ul><ul><li>Rev Saúde Pública 2008;42(1):1-9 </li></ul><ul><li>OBJETIVO: Avaliar o efeito de hospital de nascimento na ocorrência de mortalidade neonatal. </li></ul>
  27. 27. Métodos: <ul><li>Uma coorte de nascimentos foi iniciada em Pelotas, em 2004. </li></ul><ul><li>Todos os nascimentos hospitalares foram estudados em visitas diárias às maternidades da cidade, incluindo-se 4.558 recém-nascidos. </li></ul><ul><li>As mães foram entrevistadas sobre fatores de risco em potencial e as mortes, monitoradas com visitas regulares aos hospitais, cemitérios e cartórios. </li></ul>
  28. 28. Métodos: <ul><li>Dois pediatras classificaram a causa básica da morte, de forma independente, a partir de informações obtidas no prontuário hospitalar e em entrevista com a família. </li></ul>
  29. 29. Resultados: <ul><li>A taxa de mortalidade neonatal foi de 12,7‰. (57 mortes) </li></ul><ul><li>O risco esteve fortemente influenciado pelo peso ao nascer, idade gestacional e variáveis socioeconômicas. </li></ul><ul><li>Causas das mortes: </li></ul><ul><li>Imaturidade: (65%) 37 </li></ul><ul><li>Anomalias congênitas: (12%) 7 </li></ul><ul><li>Infecções: (9%) 5 </li></ul><ul><li>Asfixia intraparto: (9%) 5 </li></ul><ul><li>Causa não identificada: (5%) 3 </li></ul>
  30. 30. <ul><li>Obrigado pela atenção! </li></ul>

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