Ensino tradicional na educação médica

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Ensino tradicional na educação médica

  1. 1. <ul><li>Universidade Federal do Rio Grande </li></ul><ul><li>FAMED </li></ul><ul><li>Seminário Sobre Desenvolvimento Docente na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande </li></ul><ul><li>Coordenador: Professor Obirajara Rodrigues </li></ul><ul><li>Organizadores : Tânia Vieira da Fonseca e Hugo Cataud P. Pereira </li></ul>
  2. 2. <ul><li>O Modelo Tradicional de Ensino na Educação Médica:Precisamos Mudar para Ensinar no Século XXI? </li></ul><ul><li>Professor Hugo Cataud P. Pereira: Docente da FAMED e Doutorando do PPG em Educação em Ciências : Química da Vida e Saúde </li></ul>
  3. 3. “ Medicina desumana pode ser qualquer coisa, menos Medicina” Professor Magno Spadari
  4. 4. Educação X Educação Médica <ul><li>Será que precisamos de tantas teorias? </li></ul><ul><li>Espontaneismo </li></ul><ul><li>Beahvorismo </li></ul><ul><li>Construtivismo </li></ul><ul><li>Sócio Construtivismo </li></ul><ul><li>Educação Libertadora </li></ul><ul><li>Educação Humanística </li></ul><ul><li>outras </li></ul>
  5. 5. TEÓRICOS DA EDUCAÇÃO <ul><li>Piaget </li></ul><ul><li>Vygostick </li></ul><ul><li>Emília Ferreiro </li></ul><ul><li>A.S. Neill </li></ul><ul><li>Carl Rogers </li></ul><ul><li>Paulo Freire </li></ul><ul><li>Entre tantos outros </li></ul>
  6. 6. Um conceito de educador <ul><li>“ Embora o termo educador seja utilizado com frequência como sinônimo de professor, na realidade são diferentes. O papel de educador é um dos mais complexos. São mais raros que os professores, porque agregam tudo o que se espera de um mestre: a paciência, a sabedoria, a crítica, a solidez de valores” </li></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Gil,AC. Didática do Ensino Superior, p. 23 </li></ul></ul></ul></ul></ul>
  7. 7. Despertar
  8. 9. Referencial teórico Carl Rogers Paulo Freire
  9. 10. Paulo Freire <ul><li>Um brasileiro a </li></ul><ul><li>serviço da educação </li></ul><ul><li>Pedagogia do Oprimido </li></ul><ul><li>Pedagogia da Tolerância </li></ul><ul><li>Pedagogia da Autonomia </li></ul><ul><li>Pedagogia da Esperança </li></ul>blogdocrato.blogspot.com
  10. 11. Carl Rogers ( 1902-1987)‏ <ul><li>Um Psicólogo a serviço do estudante que discute o centro do processo de ensino e aprendizagem. </li></ul>
  11. 12. Algumas obras de Rogers <ul><li>De Pessoa para Pessoa. O Problema de Ser Humano. </li></ul><ul><li>Psicoterapia e Relações Humanas. </li></ul><ul><li>A pessoa como centro. </li></ul><ul><li>Grupos de Encontro. </li></ul><ul><li>Um Jeito de Ser. </li></ul><ul><li>Terapia Centrada no Paciente. </li></ul><ul><li>Liberdade de Aprender em Nossa década. </li></ul><ul><li>Liberdade para Aprender . </li></ul><ul><li>Tornar-se Pessoa . </li></ul>
  12. 13. Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional Sobre Educação para o Século XXI <ul><ul><li>Aprendendo a conhecer, </li></ul></ul><ul><ul><li>Aprendendo a fazer, </li></ul></ul><ul><ul><li>Aprendendo a viver em conjunto e </li></ul></ul><ul><ul><li>Aprendendo a ser. </li></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>(Jaques Delors, Educação um Tesouro a Descobrir)‏ </li></ul></ul></ul></ul></ul>
  13. 14. <ul><li>“ Sabe-se que não há como começar uma profunda reforma na educação ou na sociedade se esse processo não tiver seu início, de algum modo, pelos professores” . </li></ul><ul><li>“ Qualquer reforma no pensamento só se desencadeia se começar, antes, por uma “reforma” dos professores ”. </li></ul><ul><ul><ul><li>Formação de Professores. Caminhos e Descaminhos da Prática. ( Ghedin, E., Almeida,MI e Leite, YUF)‏ </li></ul></ul></ul>
  14. 15. Quando ingressamos na educação médica <ul><li>Somos contratados devido (apenas) aos nossos saberes técnicos </li></ul><ul><li>Não recebemos orientação didático pedagógica </li></ul><ul><li>Não conhecemos nenhuma teoria ou teórico da educação </li></ul>
  15. 16. Nós, professores do ensino médico, atuamos de forma intuitiva e empírica e forjamos a nossa prática profissional
  16. 17. A arte da medicina <ul><li>Curar e Aliviar o </li></ul><ul><li>Sofrimento </li></ul><ul><li>Formação técnica </li></ul><ul><li>e humanística </li></ul>
  17. 18. <ul><li>“ Não posso ser professor sem me por diante dos alunos, sem revelar com facilidade ou relutância minha maneira de ser, de pensar politicamente. Não posso escapar à apreciação dos alunos. E a maneira como eles me percebem tem importância capital para o meu desempenho. Daí, então, que uma das minhas preocupações centrais deva ser a de procurar a aproximação cada vez maior entre o que digo e o que faço, entre que pareço ser e o que realmente estou sendo” </li></ul><ul><li>( Paulo Freire. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa)‏ </li></ul>
  18. 19. Que professor necessitamos para o ensino médico humanista?
  19. 20. Ensinar exige – conforme Rogers e Freire <ul><li>Segurança </li></ul><ul><li>Competência técnica </li></ul><ul><li>Generosidade </li></ul><ul><li>Humildade </li></ul><ul><li>Coerência </li></ul><ul><li>Autenticidade </li></ul>
  20. 21. O professor deve evitar <ul><li>A arrogância do saber </li></ul><ul><li>O autoritarismo </li></ul><ul><li>A libertinagem </li></ul><ul><li>Omissão </li></ul><ul><li>A ditadura dos conteúdos </li></ul>
  21. 22. <ul><li>“ ... não é a minha arrogância intelectual a que fala de minha rigorosidade científica. Nem a arrogância é sinal de competência nem a competência é causa de arrogância. Não nego a competência, por outro lado, de certos arrogantes, mas lamento neles a ausência de simplicidade que, não diminuindo em nada seu saber, os faria gente melhor. Gente mais gente” </li></ul><ul><ul><ul><ul><li>( Paulo Freire – Pedagogia da Autonomia, p. 146) </li></ul></ul></ul></ul>
  22. 23. “ A profissão continua falhando no essencial - humanidade. Por ausência do que nesta é essencial – humildade. Por excesso do que nela é mais incontrolável - vaidade”
  23. 24. <ul><li>Se queremos formar médicos humanistas,como devemos nos comportar como professores ? </li></ul><ul><li>Quais os meios usados para formar um médico humanista? </li></ul><ul><li>Qual o valor dos meios tecnológicos no ensino médico? Esses desumanizam o ensino médico? </li></ul>
  24. 25. Método tradicional de ensino
  25. 26. O estudante é visto como sujeito passivo não comprometido com a sua aprendizagem
  26. 27. <ul><li>“ Os professores são os possuidores de conhecimento, os alunos são supostos recipientes” ( Rogers)‏ </li></ul><ul><li>“ O educador é o que educa, os educandos os que são educados” ( P. Freire)‏ </li></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Rogers, CR. Um jeito de Ser, 1980 </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Freire, P. Pedagogia do Oprimido, 2002 </li></ul></ul></ul></ul></ul>
  27. 28. <ul><li>“ Os professores são os detentores do poder, os alunos os que obedecem” (Rogers)‏ </li></ul><ul><li>“ O educador é o que sabe, os educando os que não sabem” (Paulo Freire)‏ </li></ul>
  28. 29. <ul><li>“ Dominar através da autoridade é a política vigente na sala de aula” (Rogers)‏ </li></ul><ul><li>“ O educador identifica a autoridade do saber com sua autoridade funcional, que se opõe, antagonicamente, à liberdade dos educandos; estes devem adaptar-se às determinações daqueles” (Paulo Freire)‏ </li></ul>
  29. 30. <ul><li>“ Não há lugar para pessoas inteiras no sistema educacional, só há lugar para seus intelectos” ( Rogers)‏ </li></ul><ul><li>“ O educador escolhe o conteúdo programático, os educandos jamais são ouvidos nesta escolha, acomodam-se a eles” </li></ul><ul><li>( Paulo Freire)‏ </li></ul>
  30. 31. <ul><li>“ Os sujeitos ( os alunos) são mais bem governados num estado intermitente ou constante de medo” </li></ul><ul><li>( Rogers)‏ </li></ul><ul><li>“ O educador, finalmente, é o sujeito do processo, os educandos, meros objetos” ( Paulo Freire)‏ </li></ul>
  31. 32. Algumas características do método tradicional <ul><li>Aula centrada no professor </li></ul><ul><li>Aula expositiva </li></ul>
  32. 33. <ul><li>Ênfase na memorização </li></ul><ul><li>Passividade do aluno e falta de atitude crítica </li></ul>
  33. 34. <ul><li>Falta de problematização da realidade </li></ul><ul><li>Pouca relação entre teoria e prática </li></ul>
  34. 35. <ul><ul><li>Pedagogia autoritária </li></ul></ul><ul><ul><li>Falta de contato com os alunos </li></ul></ul>
  35. 36. <ul><ul><li>Falta de diálogo e de discussões </li></ul></ul><ul><ul><li>Incapacidade de ouvir </li></ul></ul>
  36. 37. <ul><li>“ Saber que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção. Quando entro em uma sala de aula devo estar sendo um ser aberto a indagações, à curiosidade, às perguntas dos alunos, a suas inibições; um ser crítico e inquiridor, inquieto em face da tarefa que tenho – a de ensinar e não a de transferir conhecimento. </li></ul><ul><li>( Paulo Freire. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa)‏ </li></ul>
  37. 38. Cenário de aula teórica <ul><li>O processo de ensino e aprendizagem persistirá focado no professor, mas não necessariamente centrado nele </li></ul><ul><li>Mas podemos mudar o nosso modo de atuação </li></ul>
  38. 39. Tecnologias da informação e comunicação - TICs <ul><li>Qualquer meio tecnológico, complexo ou não, que ajuda os professores e alunos no processo de ensino e aprendizagem. </li></ul><ul><li>Ferramentas que nos dão apoio na sala de aula </li></ul>
  39. 40. <ul><li>Quadro de giz </li></ul><ul><li>Slides </li></ul><ul><li>Retroprojetor </li></ul><ul><li>Computador e multimídia </li></ul><ul><li>Softwares </li></ul><ul><li>Simuladores </li></ul><ul><li>Manequins </li></ul>
  40. 41. Fica a questão <ul><li>Os meios tecnológicos são responsáveis pelo processo de desumanização no ensino médico? </li></ul>
  41. 42. Cenário de aula prática
  42. 43. <ul><li>Não podemos atuar no modelo tradicional </li></ul><ul><li>O centro do processo </li></ul><ul><li>de ensino deve ser o </li></ul><ul><li>aluno ( e o paciente)‏ </li></ul>
  43. 44. Permitir <ul><li>O desenvolvimento do raciocínio </li></ul><ul><li>O trabalho em equipe </li></ul><ul><li>A interação aluno-aluno e aluno professor </li></ul><ul><li>As discussões </li></ul><ul><li>O erro </li></ul><ul><li>A participação ativa do aluno </li></ul>
  44. 45. <ul><li>não repousa nas habilidades de lecionar do líder, nem no conhecimento erudito do assunto, nem no planejamento curricular, nem na utilização de auxílios audiovisuais, nem na aprendizagem programada que é utilizada, nem nas palestras e apresentações e nem na abundância de livros, embora qualquer um dos meios acima possa, numa ocasião ou noutra, ser utilizado como recurso de importância. Não, a facilitação da aprendizagem significativa repousa em certas qualidades de atitude que existem no relacionamento pessoal entre o facilitador e o estudante (ROGERS,1986 p. 127). </li></ul>
  45. 46. <ul><li>Quanto mais vá “enchendo” os recipientes com seus “depósitos”, tanto melhor educador será. Quanto mais se deixem docilmente “encher”, tanto melhores educandos serão. Desta maneira, a educação se torna um ato de depositar, em que os educandos são os depositários e o educador o depositante (FREIRE, 1985 p.66). </li></ul>
  46. 47. <ul><li>Nesta tendência pedagógica, as ações de ensino estão centradas na exposição dos conhecimentos pelo professor. O professor assume funções como vigiar e aconselhar os alunos, corrigir e ensinar a matéria. É visto como a autoridade máxima, um organizador dos conteúdos e estratégias de ensino e, portanto, o único responsável e condutor do processo educativo (PEREIRA, 2003, p. 2). </li></ul>
  47. 48. No ensino médico é diferente?
  48. 49. <ul><li>“ pode o sistema educacional como um todo – a mais tradicional, conservadora, rígida e burocrática instituição de nosso tempo ( e uso essas palavras antes descritiva que mesmo criticamente)- atacar, corpo a corpo, os reais problemas da vida moderna? Ou continuará a ser impelido pelas tremendas pressões sociais em favor do conformismo e do retrocesso, aliados ao seu próprio tradicionalismo.” </li></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Carl R. Rogers </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>la Jolla, California, Fevereiro de 1969 </li></ul></ul></ul></ul></ul>
  49. 50. Carl Rogers - Mudança de paradigma
  50. 51. <ul><li>Aprendizagem centrada no aluno </li></ul><ul><li>Aprendizagem significativa </li></ul>
  51. 52. Fundamentos de um centro de aprendizagem centrado na pessoa <ul><li>Confiar na capacidade das outras pessoas de pensar, sentir e aprender por si mesmas. </li></ul><ul><li>Compartilhar com as pessoas a responsabilidade pelo processo de aprendizagem. </li></ul>
  52. 53. <ul><li>Criar um clima facilitador de aprendizagem. </li></ul><ul><li>Como facilitador oferecer meios e recursos para aprendizagem. </li></ul><ul><li>Os estudantes desenvolvem seus programas de aprendizagem, individualmente ou em combinação. </li></ul>
  53. 54. <ul><li>A disciplina necessária à consecução das metas dos estudantes é a autodisciplina. </li></ul><ul><li>( Rogers, CR. Um Jeito de Ser, p. 96-97)‏ </li></ul>
  54. 55. <ul><li>“ o papel do professor não é o de ensinar, mas o de ajudar o estudante a aprender” </li></ul><ul><ul><ul><ul><li>C. R. Rogers </li></ul></ul></ul></ul>
  55. 56. Qualidades do professor conforme Rogers <ul><li>Autenticidade – conquistar o respeito dos alunos </li></ul><ul><li>Apreço, aceitação e confiança. Acima de tudo carinho pelo estudante </li></ul><ul><li>Compreensão empática </li></ul>
  56. 57. <ul><li>Permitir e incentivar o diálogo </li></ul><ul><li>Ouvir e aceitar opiniões </li></ul><ul><li>Estimular a participação </li></ul><ul><li>Agir como um facilitador </li></ul>Ações necessárias para o docente mudar seu comportamento :
  57. 58. Ser coerente com o seu discurso
  58. 59. <ul><li>“ Tão importante quanto o ensino dos conteúdos é a minha coerência na classe. A coerência entre o que digo, o que escrevo e o que faço” </li></ul><ul><ul><ul><ul><li>( Paulo Freire, Pedagogia da autonomia, p. 103)‏ </li></ul></ul></ul></ul>
  59. 60. Formar mais do que informar
  60. 61. Ensinar valores éticos e morais
  61. 62. O professor deve tratar o seu aluno com <ul><li>Amor </li></ul><ul><li>Carinho </li></ul><ul><li>Afeto </li></ul><ul><li>Atenção </li></ul>
  62. 63. O professor deve ser <ul><li>Instigante </li></ul><ul><li>Estimulante </li></ul><ul><li>Emocionante </li></ul><ul><li>Empolgante </li></ul><ul><ul><li>Deve levar seus alunos literalmente ao delírio </li></ul></ul>
  63. 64. Ramsden define outras características para o bom desempenho docente <ul><li>Desejo de compartilhar com os estudantes seu amor pelos conteúdos da disciplina; </li></ul><ul><li>Habilidade para fazer com que o material que deve ser ensinado seja estimulante e interessante; </li></ul>
  64. 65. <ul><li>Facilidade de contato com os estudantes e busca de seu nível de compreensão </li></ul><ul><li>Capacidade de explicar o material de maneira clara </li></ul>
  65. 66. <ul><li>Demonstração de interesse e respeito pelos estudantes </li></ul><ul><li>Responsabilidade de estimular a autonomia dos estudantes </li></ul><ul><li>Capacidade de improvisar e se adaptar às novas demandas </li></ul><ul><li>outras </li></ul>
  66. 67. Alguns traços do professor eficaz, conforme Elaine McEwan <ul><li>É apaixonado e dirigido para a missão </li></ul><ul><li>É positivo e real </li></ul><ul><li>É um professor líder </li></ul><ul><li>Está alerta ao que ocorre na classe </li></ul><ul><li>Tem estilo </li></ul><ul><li>É motivador </li></ul><ul><li>Apresenta eficácia instrucional </li></ul>
  67. 68. Características do professor eficaz <ul><li>Bem humorado e empático </li></ul><ul><li>Ouve os estudantes, paciente e respeita os estudantes </li></ul><ul><li>Gentil </li></ul><ul><li>Organizado </li></ul><ul><li>Tem apreço pelos estudantes e reconhece as diferenças individuais </li></ul><ul><li>Ajuda os estudantes a pensar </li></ul><ul><li>Trata os estudantes igualmente </li></ul><ul><li>Entusiasmado, estimulante e amigável </li></ul><ul><li>Questionador, desafiador e inovador </li></ul><ul><li>Sensível as necessidades dos alunos </li></ul><ul><li>Não se mostra superior </li></ul><ul><li>outras </li></ul>
  68. 69. Capacitação Técnica e Formação Humana - Maturana
  69. 70. <ul><li>“ O que nos faz ser bons professores, ensinar bem ou formar bons alunos?” </li></ul><ul><li>“ Poucos professores universitários assumem seu compromisso profissional como docentes de fazer ( propiciar, facilitar, acompanhar) com que os alunos aprendam.” </li></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Zabalza,MA, O Ensino Universitário e seus protagonistas ( p. 123)‏ </li></ul></ul></ul></ul></ul>
  70. 71. <ul><li>“ o bom professor é o que consegue, enquanto fala, trazer o aluno até a intimidade do movimento de seu pensamento. Sua aula é assim um desafio e não uma “cantiga de ninar”. Seus alunos cansam, não dormem . Cansam porque acompanham as idas e vindas de seu pensamento, surpreendem suas pausas, suas dúvidas, suas incertezas” </li></ul><ul><ul><ul><ul><li>( P. Freire, Pedagogia da Autonomia, p. 86)‏ </li></ul></ul></ul></ul>
  71. 72. Nossa tarefa de ensinar <ul><li>Novas tecnologias </li></ul><ul><li>Novos procedimentos terapêuticos </li></ul><ul><li>Novos procedimentos invasivos </li></ul><ul><li>Valores éticos e morais </li></ul><ul><li>Valores humanísticos </li></ul>
  72. 74. Que médico desejamos formar ? <ul><li>Não viva em função de : poder, dinheiro, e fama ( modelo PDF)‏ </li></ul><ul><li>Evite o individualismo, o consumismo e o egoísmo </li></ul>
  73. 75. <ul><li>Não viva em função do ter e sim do ser ( Ter ou Ser?, Erich Fromm)‏ </li></ul><ul><li>Ajude o próximo e seja solidário </li></ul>
  74. 76. Que seja um tomador de decisões e um cuidador
  75. 77. <ul><li>Que veja o paciente como um todo e não como um órgão ou sistema </li></ul>
  76. 78. Que goste de estudar e de aprender
  77. 79. Tenha boa relação médico paciente
  78. 80. <ul><li>Use o seu conhecimento para tomar as melhores decisões para os seus pacientes </li></ul><ul><li>Um profissional com grande capacidade técnica e acima de tudo um humanista </li></ul>
  79. 81. <ul><li>“ ... é possível mudar. O que vale dizer, então, que, para mim, é impossível ser professor sem o sonho da mudança permanente das pessoas, das coisas e do mundo. Mas como a gente não muda as pessoas primeiro, para depois mudar o mundo, este é um sonho em linguagem técnica e filosófica, eu diria , um sonho idealista. Quer dizer, você primeiro transforma o coração das pessoas e fazer um coração bonito e, quando as pessoas ficam angelicalmente bonitas, então elas mudam o mundo e fazem um mundo bonito.” </li></ul><ul><ul><ul><ul><li>( P. Freire. Pedagogia da Tolerância, p. 147-148)‏ </li></ul></ul></ul></ul>
  80. 82. Fica a questão <ul><li>O Modelo Tradicional de Ensino na Educação Médica: Precisamos Mudar para Ensinar no Século XXI? </li></ul>
  81. 83. Agradecimentos <ul><li>A todos os meus alunos </li></ul><ul><li>Aos meus mestres </li></ul><ul><li>A todos os professores que me servem de exemplo </li></ul><ul><li>Ao PPG em Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde </li></ul><ul><li>E especialmente </li></ul>

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