(1907-1995) escola secundária gil eanes  .  literatura portuguesa II  .  professora antónia mancha  .  ano lectivo 2008/2009
Biografia A origem do pseudónimo A dimensão poética torguiana: perfil literário e estilístico O Telurismo; A problemática ...
Filho de Francisco Correia Rocha e Maria da Conceição Barros, gente humilde do campo do concelho de Sabrosa (Alto Douro). ...
Em 1928 entra para a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e publica o seu primeiro livro de poesia,  Ansiedade...
escola secundária gil eanes  .  literatura portuguesa II  .  professora antónia mancha  .  ano lectivo 2008/2009 Em 1934, ...
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Miguel Torga

  1. 1. (1907-1995) escola secundária gil eanes . literatura portuguesa II . professora antónia mancha . ano lectivo 2008/2009
  2. 2. Biografia A origem do pseudónimo A dimensão poética torguiana: perfil literário e estilístico O Telurismo; A problemática religiosa; O desespero humanista; O drama da criação poética. Esquema – Síntese escola secundária gil eanes . literatura portuguesa II . professora antónia mancha . ano lectivo 2008/2009
  3. 3. Filho de Francisco Correia Rocha e Maria da Conceição Barros, gente humilde do campo do concelho de Sabrosa (Alto Douro). Em 1917, aos dez anos, vai para uma casa apalaçada do Porto, habitada por parentes da família. Fardado de branco servia de porteiro, moço de recados, regava o jardim, limpava o pó e polia os metais da escadaria nobre e atendia campainhas. Foi despedido um ano depois, devido à constante insubmissão. Em 1918 vai para o Seminário de Lamego, onde viveu um dos anos cruciais da sua vida, tendo aí ganho familiaridade com os textos sagrados. No fim das férias comunicou ao pai que não seria padre. Emigrou para o Brasil em 1919, com doze anos, para trabalhar na fazenda de um tio, na cultura do café. O tio apercebe-se da sua inteligência e patrocina-lhe os estudos liceais, em Leopoldina. Distingue-se como um aluno dotado. Em 1925, na convicção de que ele havia de vir a ser doutor em Coimbra, o tio propôs-se pagar-lhe os estudos como recompensa dos cinco anos de serviço - o que levou ao seu regresso a Portugal. escola secundária gil eanes . literatura portuguesa II . professora antónia mancha . ano lectivo 2008/2009
  4. 4. Em 1928 entra para a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e publica o seu primeiro livro de poesia, Ansiedade . Em 1929, com 22 anos, deu início à colaboração na revista “Presença”, folha de arte e crítica, com o poema “Altitudes”. A revista, fundada em 1927 pelo grupo literário de José Régio, Gaspar Simões e Branquinho da Fonseca, era bandeira literária do grupo modernista. Em 1930 rompe definitivamente com a revista “Presença”, por &quot;razões de discordância estética e razões de liberdade humana&quot;. Ama a cidade de Coimbra, onde viria também a exercer a sua profissão de médico a partir de 1939 e onde escreve a maioria dos seus livros. Em 1933 concluiu a formatura em Medicina, com apoio financeiro do tio do Brasil. Exerceu, no início, nas agrestes terras transmontanas, de onde era originário e que são pano de fundo da maior parte da sua obra. Casa com Andrée Crabbé em 1940, estudante de nacionalidade belga - aluna de Estudos Portugueses, ministrados por Vitorino Nemésio em Bruxelas - que viera a Portugal para frequentar um curso de férias na Universidade de Coimbra. A sua filha, Clara Rocha, nasce a 3 de Outubro de 1955. escola secundária gil eanes . literatura portuguesa II . professora antónia mancha . ano lectivo 2008/2009 In Wikipédia, adaptado
  5. 5. escola secundária gil eanes . literatura portuguesa II . professora antónia mancha . ano lectivo 2008/2009 Em 1934, aos 27 anos, Adolfo Correia Rocha autodefine-se pelo pseudónimo que criou, &quot;Miguel&quot; e &quot;Torga&quot;. Miguel, em homenagem a dois grandes vultos da cultura ibérica: Miguel de Cervantes e Miguel de Unamuno. Já Torga é uma planta brava da montanha, que deita raízes fortes sob a aridez da rocha, de flor branca, arroxeada ou cor de vinho. A sua campa rasa em São Martinho de Anta tem uma torga plantada a seu lado.
  6. 6. escola secundária gil eanes . literatura portuguesa II . professora antónia mancha . ano lectivo 2008/2009 <ul><li>Torga é considerado a voz de Trás-os-Montes, a voz de um povo rude e melancólico, mas de carácter firme e nobre, mostra-se preocupado com a autenticidade criadora, projectando na sua escrita as suas preocupações com o ser humano, a sua necessidade de transcendência . É visível, na sua obra, um sofrimento magoado, que se transforma em desassossego, e que tanto permite a esperança como conduz ao desespero. </li></ul><ul><li>A poesia de Torga apresenta três grandes linhas orientadoras: </li></ul><ul><ul><ul><ul><li>um sentimento telúrico; </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>uma problemática religiosa; </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>um desespero humanista. </li></ul></ul></ul></ul>Contudo, é possível percepcionar-se outra preocupação, como, por exemplo, o drama da criação poética . Contudo, é possível percepcionar-se outra preocupação, como, por exemplo, o drama da criação poética . Contudo, é possível percepcionar-se outra preocupação, como, por exemplo, o drama da criação poética .
  7. 7. escola secundária gil eanes . literatura portuguesa II . professora antónia mancha . ano lectivo 2008/2009 O telurismo de Torga exprime-se no seu apego à terra, na sua fidelidade ao povo, na sua consciência de ser português. Em Diário II afirma: “ ... devo à paisagem as poucas alegrias que tive no mundo. Os homens só me deram tristezas (...) a terra, com os seus vestidos e as suas pregas, essa foi sempre generosa. (...) Vivo a natureza integrado nela, de tal modo que chego a sentir-me, em certas ocasiões, pedra, orvalho, flor e nevoeiro. Nenhum outro espectáculo me dá semelhante plenitude e cria no meu espírito um sentido tão acabado do perfeito e do eterno.”
  8. 8. escola secundária gil eanes . literatura portuguesa II . professora antónia mancha . ano lectivo 2008/2009 E o seu apego à terra fá-lo invocar o mito de Anteu e declarar, em Diário XI , que : “ De todos os mitos de que tenho notícia, é o de Anteu que mais admiro e mais vezes ponho à prova, sem me esquecer, evidentemente, de deduzir o tamanho do gigante à escala humana, e o corpo divino da Terra Olímpica ao chão natural de Trás-os-Montes. (...) Sempre que, prestes a sucumbir ao morbo do desalento, toco uma destas fragas, todas as energias perdidas começam de novo a correr-me nas veias. É como se recebesse instantaneamente uma transfusão de seiva. Sei, contudo, que o prodígio não aconteceria sem a força amorosa do meu apelo, que as virtudes terapêuticas da fonte estão também na certeza da sede de quem bebe.”
  9. 9. escola secundária gil eanes . literatura portuguesa II . professora antónia mancha . ano lectivo 2008/2009 A revolta da inocência humana contra a transcendência A ausência de um Deus mais humano e imanente é o que realmente perturba o poeta. Por isso, prefere questionar a verdade de Deus para afirmar o Homem e a necessidade de este procurar a verdade na Terra. Por sentir constantemente as provações da vida, própria e alheia, é que Torga entra em conflito interior, causando-lhe o desespero religioso que o leva a um constante monólogo com Deus, palavra que assume como obsessão . Sente que precisa de Deus, mas as suas conclusões racionalistas tornam-no inatingível. Esperança e desesperança surgem como expressão de um conflito íntimo, bem patente no poema “Desfecho”, onde o poeta tenta negar a divindade, mas sente a sua existência.
  10. 10. escola secundária gil eanes . literatura portuguesa II . professora antónia mancha . ano lectivo 2008/2009 Um dos aspectos mais significativos da temática torguiana é o desespero humanista, que o poeta apresenta, algumas vezes, sob a forma de protesto, de revolta e de inconformismo. Na sua condição de artista, Torga vive inquieto com a vida humana, a existência, o destino, o sentido da morte, a condição terrena. Verdadeiramente humanista, problematiza a criação, as limitações do homem, que o existencialismo desenvolverá. É nesta perspectiva que surge o aproveitamento do mito de Orfeu . Torga compara a descida de Orfeu aos Infernos, para ir buscar Eurídice , com a descida que o próprio faz ao mais fundo de si, ao inferno do seu ser, onde enfrentou o medo, a vergonha e o assombro. Em Orfeu Rebelde , por exemplo, a rebeldia do poeta é diferente da de Orfeu, pois não se trata da perda da amada, mas da revolta em fúria, “como um possesso”, contra a morte e a passagem inexorável do tempo. Torga recusa a poesia lamecha dos românticos e recorre a uma expressão violenta, agressiva, para vencer aquilo que o instinto adivinha e o sujeito recusa. Não lhe interessa se o canto é de “terror ou de beleza”; ele assume-se, como os clássicos, como alguém que se defende e procura encontrar a eternidade na realização poética.
  11. 11. escola secundária gil eanes . literatura portuguesa II . professora antónia mancha . ano lectivo 2008/2009 “ De quantos ofícios há no mundo, o mais belo e o mais trágico é o de criar arte. É ele o único onde um dia não pode ser igual ao que passou. O artista tem a condenação e o dom de nunca poder automatizar a mão, o gosto, os olhos, a enxada. Quando deixa de descobrir, de sofrer a dúvida, de caminhar na incerteza e no desespero – está perdido” , Diário I . Relembre-se o mito de Sísifo, rei de Corinto, temido pelas suas crueldades; este, depois de morrer, foi condenado a rolar uma pedra até ao cimo de um monte. Quando deste ponto a pedra se aproximava, voltava a cair e Sísifo era obrigado a recomeçar. Em literatura, esta figura mítica é utilizada para caracterizar um trabalho extenuante, que exige esforços sempre continuados, um trabalho sem fim que tão bem serve o dramatismo da criação poética que Torga incute em muitos dos seus textos.
  12. 12. escola secundária gil eanes . literatura portuguesa II . professora antónia mancha . ano lectivo 2008/2009 Sentimento Telúrico Mito de Anteu Drama da Criação Poética Mito de Sísifo Desespero humanista Mito de Orfeu Problemática Religiosa

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