A Entrevista quês e porquês

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A Entrevista quês e porquês

  1. 1. A entrevista Quês e porquês…
  2. 2. “ A entrevista é uma conversa com um objectivo ” ( Bingham & More 1924)
  3. 3. DEFINIÇÃO <ul><li>Entrevista é uma técnica de pesquisa onde: </li></ul><ul><ul><li>Se pretende obter informações de interesse para a uma investigação </li></ul></ul><ul><ul><li>o pesquisador formula perguntas orientadas, com um objectivo definido, frente a frente com o entrevistado e dentro de uma interacção social. </li></ul></ul>
  4. 4. IMPORTÂNCIA <ul><li>A entrevista e o questionário são as técnicas de colecta de dados mais utilizadas no âmbito das ciências sociais: </li></ul><ul><ul><ul><li>Além da enorme flexibilidade permitem: </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>identificar variáveis e suas relações </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>comprovar hipóteses </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>orientar outras fases da pesquisa </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>colecta de dados para uma pesquisa preliminar ... </li></ul></ul></ul></ul></ul>
  5. 5. VANTAGENS <ul><li>Possibilita obtenção de dados referentes aos mais diversos aspectos da vida social; </li></ul><ul><li>Pode fornecer informação aprofundada e de pormenor </li></ul><ul><li>Os dados obtidos podem ser classificados e quantificados . </li></ul><ul><li>Não exige que o inquirido saiba ler ou escrever </li></ul><ul><li>Pode fornecer informação sobre os significados internos e maneiras de pensar dos inquiridos ; </li></ul><ul><li>  A entrevista com questões do tipo fechado e de resposta directa, permite a obtenção de informação exacta ; </li></ul><ul><li>A entrevista por telefone e por e-mail é particularmente adequada quando o prazo disponível impõe grandes restrições de tempo; </li></ul><ul><li>Proporciona maior flexibilidade no trabalho de investigação (pode-se explicar o significado das perguntas, captar expressões corporais, tonalidade de voz e ênfase das respostas) </li></ul><ul><li>Fiabilidade e validade razoavelmente elevadas face a guiões de entrevista bem construídos e testados; </li></ul><ul><li>Geralmente revela elevadas taxas de adesão por parte dos entrevistados; </li></ul><ul><li>Útil em exploração (abordagem indutiva) ou confirmação (abordagem dedutiva). </li></ul>
  6. 6. LIMITAÇÕES <ul><li>A entrevista presencial tem mais custos financeiros e maior utilização de tempo associado </li></ul><ul><li>Falta de motivação do entrevistado para responder; </li></ul><ul><li>Veracidade das respostas </li></ul><ul><li>Efeitos reactivos , já que os entrevistados podem acabar por revelar apenas aquilo que é socialmente desejável/correcto; </li></ul><ul><li>Inabilidade ou incapacidade do entrevistado para responder (o s entrevistados podem não se recordar de informação importante/relevante) </li></ul><ul><li>influência exercida pelo entrevistador ; </li></ul><ul><ul><ul><li>Aspecto pessoal </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>opiniões do entrevistador sobre as respostas do entrevistado   </li></ul></ul></ul><ul><li>A percepção da garantia do anonimato da entrevista , por parte dos entrevistados, pode ser baixa </li></ul><ul><li>A análise dos dados pode ser demorada, particularmente naqueles relativos a questões de resposta aberta </li></ul><ul><li>validação ; </li></ul>
  7. 7. Por detrás da entrevista… <ul><li>há um propósito bem definido </li></ul><ul><ul><ul><li>Tema </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Objectivos </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Dimensões </li></ul></ul></ul><ul><li>é essencial ter uma imagem do entrevistado , procurando caracterizar sucintamente a sua pessoa </li></ul><ul><li>Só então se secciona a amostra dos indivíduos a entrevistar segundo um método representativo da população ou de oportunidade. </li></ul>
  8. 8. Que entrevista? Economiza tempo Mostra pontos de vista diferentes Ocasião informal e descontraida para, individualmente ou em grupo avaliar um ou mais indivíduos. <ul><li>Indivíduo é entrevistado por várias pessoas em conjunto </li></ul>Em grupo <ul><li>Individual </li></ul>De painel On-line TIC Social
  9. 9. Tipos de entrevista <ul><li>Estruturada (aberta) </li></ul><ul><li>Semi-estruturada </li></ul><ul><li>Não-estruturada (fechada) </li></ul>
  10. 10. Entrevista não estruturada <ul><li>É aquela em que é deixado ao entrevistado decidir-se pela forma de construir a resposta </li></ul>
  11. 11. Entrevista não estruturada <ul><li>semelhante a uma conversa entre duas pessoas sem que seja necessário um guião rígido, embora estejam presentes os objectivos e as grandes questões de referência que surgem normalmente no decorrer da conversa. </li></ul><ul><li>A entrevista será orientada em função da resposta obtida </li></ul><ul><li>tal como a conversa, assume o seu próprio curso , embora o entrevistador tenha em mente os tópicos ou assuntos que quer abordar e os objectivos que quer atingir ou desenvolver </li></ul>
  12. 12. Entrevista não estruturada <ul><li>Tema proposto pelo entrevistador desenvolve-se e enriquece no fluir da conversa. </li></ul><ul><li>Questões podem advir do contexto imediato </li></ul><ul><li>Entrevistador promove, orienta a participação do sujeito </li></ul>
  13. 13. Entrevista semi-estruturada <ul><li>Existe um guião previamente preparado que serve de eixo orientador ao desenvolvimento da entrevista </li></ul><ul><li>Pretende a garantia de que todos os entrevistados respondem às mesmas questões </li></ul><ul><li>Não há rigidez na ordem das questões </li></ul><ul><li>Desenvolvimento da entrevista é adaptável ao entrevistado </li></ul><ul><li>Elevado grau de flexibilidade na elaboração de questões </li></ul><ul><li>Para orientar essa flexibilidade, o entrevistador deverá, em permanência, procurar respostas para aquilo que realmente o &quot;intriga&quot;, bem como para aquilo que precisa de saber, de forma a dar resposta às questões investigativas </li></ul>
  14. 14. Preparação dum guião de entrevista <ul><li>Aspectos a ter em conta: </li></ul><ul><ul><ul><li>Criar alguma ordem nas áreas/tópicos principais , de modo a que as questões sobre estas áreas/tópicos sejam fluidas, mas estar preparado para alterar a ordem das questões durante a entrevista; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Formular questões ou tópicos de entrevista que contribuam para dar resposta às questões investigativas (mas sem tornar as questões muito específicas); </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Utilizar uma linguagem que seja facilmente compreendida e relevante para as pessoas a entrevistar; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>não colocar questões que possam influenciar determinada resposta; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Recolher alguns dados extra , que permitam caracterizar os entrevistados de forma a melhor compreender e contextualizar as suas respostas. </li></ul></ul></ul>
  15. 15. Na entrevista semi-estruturada o entrevistador segue, de forma aleatória, um conjunto de questões provenientes de um quadro teórico, de modo a aprofundar ou ver a evolução daquele domínio na população que está a investigar. Fernandes, Rui , http://rfmcemmie09.blogs.sapo.pt/5473.html
  16. 16. Entrevista semi-estruturada <ul><li>V </li></ul><ul><li>A </li></ul><ul><li>N </li></ul><ul><li>T </li></ul><ul><li>A </li></ul><ul><li>G </li></ul><ul><li>E </li></ul><ul><li>N </li></ul><ul><li>S </li></ul><ul><li>A possibilidade de acesso a uma grande riqueza informativa (contextualizada e através das palavras dos actores e das suas perspectivas); </li></ul><ul><li>A possibilidade do/a investigador/a esclarecer alguns aspectos no seguimento da entrevista, o que a entrevista mais estruturada ou questionário não permitem; </li></ul><ul><li>É geradora, na fase inicial de qualquer estudo, de pontos de vista, orientações e hipóteses para o aprofundamento da investigação , a definição de novas estratégias e a selecção de outros instrumentos. </li></ul>
  17. 17. Entrevista semi- estruturada <ul><li>P </li></ul><ul><li>O </li></ul><ul><li>N </li></ul><ul><li>T </li></ul><ul><li>O </li></ul><ul><li>S </li></ul><ul><li>F </li></ul><ul><li>O </li></ul><ul><li>R </li></ul><ul><li>T </li></ul><ul><li>E </li></ul><ul><li>S </li></ul><ul><li>Optimização do tempo disponível </li></ul><ul><li>Tratamento de dados mais sistemático </li></ul><ul><li>Aconselhável em entrevistas a grupos </li></ul><ul><li>Fornece dados para aprofundamento de temáticas </li></ul><ul><li>Permite a introdução de novas questões </li></ul>
  18. 18. Entrevista semi-estruturada <ul><li>P </li></ul><ul><li>O </li></ul><ul><li>N </li></ul><ul><li>T </li></ul><ul><li>O </li></ul><ul><li>S </li></ul><ul><li>Sucesso ou insucesso depende da preparação do entrevistador </li></ul>FRACOS
  19. 19. Entrevista estruturada <ul><li>Muito adequada quando se torna importante minimizar variações de resposta </li></ul><ul><li>obedece a um plano sistemático , ou estruturado,constituído por uma série de questões previamente escolhidas e integradas num guião. </li></ul><ul><li>Composta por questões fechadas </li></ul><ul><li>Mais uniforme no tipo de informação recolhida </li></ul><ul><li>Questões colocadas seguem ao que foi previamente escrito </li></ul><ul><li>Categorias de resposta previamente definidas </li></ul><ul><li>Avaliação reduzida das respostas durante a entrevista </li></ul>pode ser muito útil, por exemplo, para avaliar os processos de pensamento de um aluno durante uma aula de resolução de problemas
  20. 20. entrevista estruturada <ul><li>Pontos fortes </li></ul><ul><li>Facilita a análise de dados </li></ul><ul><li>Permite a replicação do estudo </li></ul>
  21. 21. Entrevista estruturada <ul><li>Pontos fracos: </li></ul><ul><li>Flexibilidade e espontaneidade reduzidas. </li></ul><ul><li>Pouca ou nenhuma possibilidade de aprofundamento de questões que não tenham sido previamente programadas </li></ul><ul><li>Não são tomadas em consideração circunstâncias pessoais </li></ul>
  22. 22. Entrevista/Objectivo de estudo <ul><li>Estruturada </li></ul><ul><li>Semi estruturada </li></ul><ul><li>Não estruturada </li></ul><ul><li>Controlo </li></ul><ul><li>Verificação </li></ul><ul><li>Aprofundamento </li></ul><ul><li>Exploração </li></ul>
  23. 23. Plano de entrevista <ul><li>Selecção dos participantes </li></ul><ul><li>Determinação do propósito e das variáveis de estudo </li></ul><ul><li>Formulação de questões tendo em conta os objectivos a atingir </li></ul>
  24. 24. Preparação do guião <ul><li>R </li></ul><ul><li>E </li></ul><ul><li>G </li></ul><ul><li>R </li></ul><ul><li>A </li></ul><ul><li>S </li></ul><ul><li>questões com linguagem clara , sem palavras ambíguas e adequadas ao entendimento do entrevistado. </li></ul><ul><li>enunciado da questão deve dispensar qualquer tipo de informação adicional. </li></ul><ul><li>a transição entre as questões deve vir explicitada no texto, por ex. “Agora, gostaríamos de saber...”. </li></ul><ul><li>Ordem das perguntas deve favorecer a rápida adesão do entrevistado e a manutenção do seu interesse . </li></ul>G E R A I S
  25. 25. Etapas na elaboração do guião de entrevista <ul><li>Descrição do perfil do entrevistado </li></ul><ul><ul><ul><ul><li>(nível etário, escolaridade, nível socio-cultural, personalidade,...); </li></ul></ul></ul></ul><ul><li>Selecção da população e da amostra de indivíduos a entrevistar; </li></ul><ul><li>Definição do propósito da entrevista </li></ul><ul><ul><ul><ul><li>(tema, objectivos e dimensões); </li></ul></ul></ul></ul><ul><li>Estabelecimento do meio de comunicação (oral, escrito, telefone, e-mail, …), do espaço (sala, jardim, …) e do momento (manhã, duração, …); </li></ul>
  26. 26. Etapas na elaboração do guião de entrevista <ul><li>Elaborar perguntas dos itens , de acordo com o definido nos pontos anteriores; </li></ul><ul><li>Considerar as expectativas do entrevistador ; </li></ul><ul><li>Considerar as possíveis expectativas dos leitores/ouvintes ; </li></ul><ul><li>Formular perguntas abertas (O que pensa de...?) e fechadas (Gosta de...?); </li></ul><ul><li>Discriminação dos itens ou características para o guião; </li></ul><ul><li>Evitar influenciar as respostas; </li></ul><ul><li>Apontar alternativas para eventuais fugas à pergunta; </li></ul><ul><li>Estabelecer o número de perguntas e proceder à sua ordenação , dentro de cada dimensão; </li></ul><ul><li>Adequar as perguntas ao entrevistado, seleccionando um vocabulário claro, acessível e rigoroso (sintaxe e semântica); </li></ul><ul><li>(in:http://www.prof2000.pt/users/folhalcino/ideias/comunica/entrevista.htm, visitado em 6/12/09 ) </li></ul>
  27. 27. Formulação das perguntas <ul><li>Estruturadas: </li></ul><ul><ul><ul><li>a formulação segue o guião </li></ul></ul></ul><ul><li>Não estruturadas : </li></ul><ul><ul><ul><li>o desenvolvimento das perguntas depende do contexto da conversação . </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>só devem ser feitas perguntas directas quando o entrevistado estiver pronto para dar a informação desejada e na forma precisa; </li></ul></ul></ul><ul><li>Em ambos os casos as perguntas devem ser padronizadas , na medida do possível, pois só assim será possível comparar as respostas dos entrevistados entre si. </li></ul><ul><li>em primeiro lugar devem ser feitas as perguntas que não conduzam a recusa em responder , ou que possam provocar algum negativismo ; </li></ul><ul><li>deve ser feita uma pergunta de cada vez; </li></ul><ul><li>as perguntas não devem deixar implícitas as respostas ; </li></ul>
  28. 28. Referências <ul><li>Interviewing in qualitative research http://fds.oup.com/www.oup.co.uk/pdf/0-19-874204-5chap15.pdf ( visitado em 8-12-2009) </li></ul><ul><li>Valdete Boni e Sílvia Jurema Quaresma, Aprendendo a entrevistar: como fazer entrevistas em Ciências Sociais , Revista Eletrônica dos Pós-Graduandos em Sociologia Política da UFSC Vol. 2 nº 1 (3), janeiro-julho/2005, p. 68-80 http:// www.emtese.ufsc.br / ( visitado em 8-12-2009) </li></ul><ul><li>Perguntar para compreender melhora entrevista In: “Pensar avaliação, melhorar a aprendizagem”/IIE lisboa: IIE, 1994 www.dgidc.min-edu.pt/secundario/Documents/ entrevista .pdf </li></ul><ul><li>(visitado em 3-12-2009) </li></ul><ul><li>Fernandes Domingos; NOTAS SOBRE OS PARADIGMAS DA INVESTIGAÇÃO EM EDUCAÇÃO www.educ.fc.ul.pt /docentes/ ichagas /mi2/ Fernandes.pdf (visitado em 3-12-2009) </li></ul><ul><li>www.cienciaviva.pt/projectos/esat/materiais/guiao.pdf </li></ul><ul><li>L'ENQUETE PAR QUESTIONNAIRE. ec.europa.eu/europeaid/evaluation/.../too_qst_res_fr.pdf (visitado em 8-12-2009) </li></ul>
  29. 29. Trabalho elaborado por: Teresa Rafael UA – Dezembro 2009 M E T I N V O N L I N E MPEL 2 0 0 9

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