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Portugal um retrato social nós e os outros

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Portugal um retrato social nós e os outros

  1. 1. ESCOLA SECUNDÁRIA SEBASTIÃO DA GAMA Portugal, um retrato social “Nós e os outros” 1 Por Albertina Maria Seroido Branco Lima – N.º 1 – TAV – 1º Ano - Disciplina CLC.7 (2) Durante o período salazarista, os portugueses viviam numa sociedade fechada, conhecia-se muito pouco do que se passava nos outros países e raramente se viajava. Praticava-se uma só religião – a católica – e os partidos políticos eram proibidos pelo governo. Os livros, filmes, teatro e música eram submetidos à censura. A imprensa e a televisão eram controladas. A polícia podia escutar os telefones e abrir a correspondência, sendo o povo controlado ao ponto de se sentir sufocado. Existiam preconceitos terríveis, nomeadamente a nível dos afetos, não sendo permitidas quaisquer manifestações públicas. Vivia-se num clima de medo! Nos anos 60, a sociedade portuguesa sofreu diversas mudanças, nomeadamente um acentuado crescimento económico, começando os portugueses a desejar mais do que conheciam até então. Começou-se a conhecer mais dos outros países, através dos turistas estrangeiros que começaram a vir para Portugal, trazendo novas ideias, novos costumes e comportamentos, nomeadamente o uso de biquínis e a demonstração de afetos em público, sendo estes procedimentos um modo de ver o mundo lá fora. Os portugueses começaram também a emigrar para o estrangeiro (mais de um milhão e meio), sendo que muitos deles emigravam clandestinamente. Os trabalhos que iam desempenhar, na grande maioria, eram de baixo prestígio social, pouco exigentes em termos de qualificação profissional, de grande esforço físico e mal remunerados, embora superiores aos salários portugueses. Da emigração resultou uma vida melhor para as famílias mais pobres e quando vinham de férias já não eram as mesmas pessoas, pois tinham vivido outras vivências.
  2. 2. ESCOLA SECUNDÁRIA SEBASTIÃO DA GAMA Portugal, um retrato social “Nós e os outros” 2 A guerra no ultramar também originou uma grande mudança na sociedade portuguesa, onde cerca de um milhão de homens passaram pelo serviço militar, abrindo-se perspetivas a milhares de jovens que aprenderam ofícios e a conduzir, colocando-os ainda em contacto com outras sociedades mais evoluídas, como Luanda e Lourenço Marques. No período pós-revolução de Abril, a imigração tornou a sociedade portuguesa uma sociedade plural, aberta às ideias que chegaram do mundo inteiro. Com a descolonização em 1975, cerca de 600 mil portugueses (muitos já nascidos em Africa) vêm para Portugal que, depois de algumas dificuldades, conseguem integrar-se na sociedade sem conflitos. Nos anos 80, brasileiros e africanos dos novos países de língua portuguesa, começam a vir para Portugal, para trabalhar. Nos anos 90, devido ao fim da União Soviética, começam a chegar pessoas dos países de leste (russos ucranianos e romenos), também para trabalhar em Portugal, sendo mais qualificados que os portugueses, sujeitando-se a fazer qualquer trabalho. Também milhares de asiáticos chegam ao nosso país, sendo notável através do comércio chinês, visível um pouco por toda a parte. Outros europeus, principalmente espanhóis, ligados a empresas estrangeiras, também se encontram hoje em Portugal, sendo hoje o nosso país composto por muitas pessoas oriundas de outras partes do mundo. Centenas de milhares de estrangeiros vivem e trabalham no meio dos portugueses, os quais trouxeram ao nosso país novas culturas, religiões, maneiras de ser, pensar e de estar. A chegada dos imigrantes a Portugal foi positiva para a economia portuguesa, tendo este fenómeno aumentado a produção. Os imigrantes substituíram os portugueses nos trabalhos mais duros, contudo devido à crise começa a surgir o preconceito. Outro problema é a questão dos imigrantes que não se encontram legalizados, que apenas conseguem trabalhos ilegais, trabalhos esses que não fazem crescer a economia.
  3. 3. ESCOLA SECUNDÁRIA SEBASTIÃO DA GAMA Portugal, um retrato social “Nós e os outros” 3 Estando ilegais, vivem normalmente em casas clandestinas, e se estas comunidades vivem agrupadas, pode este facto constituir uma fonte de problemas e conflitos, uma vez que se sentem marginalizadas, perdendo as novas gerações a sua identidade. Na minha opinião, a imigração em Portugal poderá passar por duas vertentes: uma positiva, outra menos positiva, pois não lhe quero chamar negativa… A positiva é permitir a possibilidade de uma sociedade aberta, com diversas culturas e costumes, através da convivência com povos estrangeiros, onde a aprendizagem é uma constante! A menos positiva, e porque o país se encontra a viver numa crise profunda, é a ocupação dos postos de trabalho pelos imigrantes, que poderiam pertencer aos portugueses que se encontram desempregados… Contudo, na minha opinião, a imigração é uma mais-valia para a sociedade portuguesa! Bibliografia/Webgrafia http://www.youtube.com/watch?v=hF-ykNnJg2M

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