Clima e as alterações climáticas

6,257 views

Published on

Published in: Education
0 Comments
3 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total views
6,257
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
14
Actions
Shares
0
Downloads
0
Comments
0
Likes
3
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Clima e as alterações climáticas

  1. 1. Trabalho realizado por:Filipa Henriques nº4Francisca Santos nº6João Marques nº9
  2. 2. Introdução -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 3Clima ------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 4,5 e 6Alterações climáticas ---------------------------------------------------------- 7,8,9,10,11,12,13,14,15,16,17Conclusão------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 18 2
  3. 3. O clima é o conjunto de condições atmosféricas que caracterizamuma zona ampla da superfície terrestre durante um determinado período detempo. Dentro do Clima vamos falar também das alterações Climáticas e dassuas causas e efeitos. 3
  4. 4. Clima O clima é o conjunto de condições atmosféricas que caracterizamuma zona ampla da superfície terrestre durante um determinado período detempo. Estas condições atmosféricas incluem: a temperatura, asprecipitações, os ventos, as nuvens, a humidade, a pressão atmosférica aradiação solar. 4
  5. 5.  Tipos de Clima Clima equatorial – Corresponde às regiões situadas logo depois doEquador, para norte e para o sul,cerca de 5º de latitude. Apresentauma só estação com altastemperaturas (27º C) e chuvastorrenciais. Grandes oscilaçõestérmicas diárias (10º C). Aprecipitação encontra-se entreos1.500 mm aos 4.000 mm ao ano. Clima tropical – Corresponde às regiões tropicais dos doishemisférios, tem duas estações: uma seca; outra chuvosa. As temperaturassão elevadas (26º C), precipitaçõesentre os 600 mm e os 1.000 mm. Àmedida de que nos distanciamos doEquador, aqui com cerca de 3 mesesem estação seca, este valor aumentaaté os 9 meses. São característicosdeste clima furacões, temperaturasviolentas e ciclones. Clima desértico – Existe nasáreas subtropicais do planeta. Há uma ausência de precipitação quase natotalidade, com amplitudes térmicas diárias muito elevadas. 5
  6. 6. Clima temperado – Dá-se nas latitudes médias. Possui quatroestações, dependendo das temperaturas e precipitações. Existem 4 tipos: Clima mediterrâneo – Os invernos são suaves e húmidos e os verõesquentes e secos. Há 150º C de oscilação térmica anual com 400 mm depluviosidade. Clima atlântico – As temperaturas são suaves todo o ano e háchuvas constantes (2.000 mm por ano em média). A oscilação térmica anualé de 10º C. Clima continental – Os invernos são frios e verões muito quentes.A oscilação térmica anual é de 20º C. A pluviosidade está entre os 500 mm eos 1.000 mm. Clima temperado frio – É idêntico ao anterior mas comtemperaturas mais baixas. Clima Polar – Este clima é próprio das zonas polares dos doishemisférios. As temperaturas são extremas pois não passam de 10º C nomês mais quente. As neves são quase perpétuas. O verão é muito curtosendo sempre dia e no inverno, uma estação longa, sendo quase semprenoite. A oscilação térmica anual é de 25º C a 30º C. As precipitações nãopassam dos 350 mm, que caem sempre em forma de neve. A Gronelândia e aAntárctida estão permanentemente cobertas de gelo, possuem um clima umpouco diferente do anterior, pois os invernos são perpétuos (temperaturassempre abaixo de zero) e existência de furacões e fracas precipitações(cerca de 50 mm anuais). 6
  7. 7. Alterações Climáticas O termo alterações climáticas refere-se à variação do clima emescala global ou dos climas regionais da Terra ao longo do tempo. Estasvariações dizem respeito de temperatura, precipitação, nebulosidade eoutros fenómenos climáticos em relação às médias históricas. Tais variaçõespodem alterar as características climáticas de uma maneira a alterar suaclassificação didáctica. Podem estar em causa mudanças no estado médio da atmosfera emescalas de tempo que vão de décadas até milhões de anos. Estas alteraçõespodem ser causadas por processos internos ao sistema Terra - atmosfera,por forças externas (como, por exemplo, variações na actividade solar) ou,mais recentemente, pelo resultado da actividade humana. Portanto, entende-se que a mudança climática pode ser tanto umefeito de processos naturais ou decorrentes da acção humana. 7
  8. 8.  As suas causas e efeitos Esfera Sintoma CausasAtmosfera Aumento da temperatura Acentuação do efeito de estufa média da atmosfera Aumento da concentração de GEE.Atmosfera Fenómenos meteorológicos Modificações no sistema de extremos mais frequentes e distribuição do calor na atmosfera e mais intensos (ciclones, nos oceanos. tufões, furacões, inundações, secas)Criosfera Degelos no Árctico, Aquecimento global Antárctico, glaciares.Hidrosfera Aumento da temperatura dos Aquecimento global oceanos; diminuição das calotes polares e dos glaciares Biosfera Alterações no regime de Aquecimento global migração das aves.Litosfera Desertificação. Seca; Aquecimento global Incêndios florestais Alteração do relevo e da composição da atmosfera Vulcanismo 8
  9. 9. Causas Naturais Há alterações climáticas naturais que se produzem ao longo degrandes períodos de tempo. São causados por:  Ciclos solares;  Variação da excentricidade da órbita terrestre em volta do Sol;  Variação da inclinação do eixo da Terra;  Procissão do eixo de rotação terrestre.  Vulcanismo  Queda de meteoritos Não se conhece evidência de que estas alterações tenham significado emtermos de alterações climáticas, à escala da duração da vida humana,quando comparadas com as causas Humanas. Uma das mais importantes causas naturais é a do vulcanismo que, sendoresponsável por grandes emissões de dióxido de carbono para a atmosfera,bem como de poeiras, interfere com os padrões climáticos. 9
  10. 10. Causas Humanas O efeito de estufa é um fenómeno natural. A terra emite para o espaço a mesma quantidade de energia querecebe de radiação solar, com vista à manutenção do seu equilíbrio térmico.No entanto, devido à actividade do homem, resulta um adicionamento deGEE, ampliando a concentração de energia, o que reduz a eficiência com quea terra se resfria. São considerados os Gases de Efeito de Estufa, GEE: Dióxidode Carbono (CO2), Metano (CH4), óxido de Azoto (NO2), ohexafluorcarbonetos de enxofre (SF6), acompanhados porhexafluorcarbonetos (HFCs) e Perfluorcarbonetos (PFCs). Dos GEE, assumeparticular importância o CO2, uma vez que o volume das suas emissões par aatmosfera representa algo em torno de 55% do total das emissões de GEE eo tempo da sua permanência na atmosfera é de pelo menos 100 anos. O CO2 aumentou de volume de 280 partes por milhão antes daRevolução Industrial (meados séc. XVIII), para quase 360 partes por 10
  11. 11. milhão nos dias de hoje. A velocidade e a intensidade observada nesseperíodo são incompatíveis com os tempos necessários à adaptação naturaldos ecossistemas. Evolução do CO2 Fonte: Introdução ao Desenvolvimento Económico e Social, 12ºano, de SILVA, Elsa e outros Os sectores responsáveis de GEE, são: da indústria, energia, transportes, residencial, agricultura e agro-pecuária (sendo as principais fontes de emissões: queima de combustíveis fósseis, queimadas e derrube de florestas, produção de cimento). 11
  12. 12. Consequências das alterações climáticas Aquecimento Global / efeito de estufa da atmosfera, aumento do contraste térmico entre as regiões quentes e frias, alteração dos regimes térmicos, degelo, subida do nível médio das águas do mar, submersão de áreas fluviais-marítimas ocupadas por fortes densidades populacionais com funções urbanas e industriais; Mudanças na circulação atmosférica (ex: aumento de frequência das situações de bloqueio do Anticiclone dos Açores) e oceânica: emergência de El Niños, alteração da regulação termohalina, diminuição da corrente Deriva do Atlântico Norte, alteração de localização dos centros de pressão atmosférica e dos ventos, mudanças nos regimes pluviométricos; Alterações na Biosfera e Pedosfera: desequilíbrios nos ecossistemas, diminuição da biodiversidade, degradação dos solos, diminuição da resiliência de algumas espécies, extinção de espécies, surgimento de espécies adaptativas; Aumento de catástrofes naturais: furacões, inundações, secas/desertificação, fogos; Alterações no ciclo Hidrológico: alteração no suprimento de água doce mudanças nos ecossistemas naturais e na agricultura; Discussão sobre políticas mundiais: emergência de instrumentos internacionais tais como: Reunião Ambiental/72, Cimeira do Rio/92, Protocolo de Quioto/97, programas (Programa Nacional de Alterações Climáticas, PNAC), legislação (Despachos ex: n.º 686- E/2005), na economia (Comércio Europeu de Licenças de Emissão, CELE); Necessidade de diminuir os Gases com Efeito de Estufa, GEE, diminuição das fontes emissoras, como a queima de combustíveis 12
  13. 13. fósseis, nomeadamente o petróleo; portanto emergência de fontes de energia limpas; Reflexão sobre a forma de organização da sociedade global numa visão globalizante do sistema Terra, onde cada subsistema (Noosfera, Atmosfera, Hidrosfera, Litosfera / Pedosfera, Biosfera) funciona como uma célula de um organismo vivo – GAIA. 13
  14. 14. Alguns aspectos das consequências das alterações climáticas No aquecimento global é de considerar a evolução datemperatura média do globo, sendo a média actual à superfície de 15ºC. Senão existissem emissões de Gases de Efeito de Estufa, GEE, a temperaturaseria mais baixa do que a actual 2ºC, o ritmo de maior aumento no passadoregistou-se a partir de 1850, com o valor a 0,6ºC; nos últimos 70 anos foide 0,6º a 2ºC nomeadamente a partir da segunda metade do século XX. Osaumentos previstos para os próximos 100 anos são entre 1º a 3,5ºC, sem aimplementação de políticas específicas de redução de GEE, segundo o PainelIntergovernamental sobre Mudança de Clima, IPCC.  Gelos da Antárctica Portanto, qualquer mudança no balanço radioactivo da terra tenderá aalterar as temperaturas atmosféricas e oceânicas e os correspondentespadrões de distribuição de circulação e tempo, bem como o ciclo hidrológico(alterações na distribuição da evaporação, nebulosidade, condensação,precipitação, com mudança dos regimes térmicos e pluviométricos) portantode climas. Alteração da circulação das correntes marítimas – do Golfo / Derivado Atlântico Norte – DAN e de Humboldt / El Niño - EN e da Atmosfera: Aumento de furacões (baixas pressões tropicais muitointensas/ciclones tropicais, ex: Katrina, Stan e Vince). Sob o efeito do calorintenso, o ar dilata-se, torna-se mais leve e sobe, deixando atrás de si umaregião de baixas pressões. A atmosfera circundante é aspirada, girando 14
  15. 15. como um pião devido à rotação da Terra. É assim que nasce um ciclonetropical. Trata-se de um vento horizontal ao nível do mar, que se deslocarapidamente ao longo de um centro calma (o olho); o movimento verticalcorresponde à aspiração do ar para cima. A diferença de temperatura entrea superfície do oceano que se evapora e arrefece e o ar quente situado porcima, cria condições favoráveis à formação de ciclones. Quando a humidadetransportada pelos alísios se transforma em chuva, este fenómeno libertaenergia e o ar aquece ainda mais. A partir deste momento o ciclone crescepor si mesmo à medida que aumenta a temperatura entre as suas partesinferiores e superiores. O ar húmido sobe, formando espessas nuvens que secondensam originando chuvas arrasadoras, ventos cada vez mais fortes sãoaspirados para a depressão formada na coluna de ar ascendente. Ao longodo seu trajecto sobre o oceano, acumula energia e ganha velocidade… atéentão depois se dissipar no continente causando danos catastróficos. Imagem de satélite de um ciclone tropical 15
  16. 16. Secas Aumento das secas, fenómenos à escala regional, são consequênciade anomalias da circulação geral da atmosfera, as secas são uma parte domesmo problema das mudanças globais. Exemplo, o caso de PortugalContinental: a situação geográfica de Portugal é favorável à ocorrência deseca, uma vez que se situa na faixa de separação entre os anticiclonessubtropicais e as baixas pressões subpolares, com oscilações latitudinais aolongo do ano (devido ao movimento de translação da terra). Esses centrosde pressão deslocam-se com as respectivas massas de ar, criando uma faixade separação entre elas, superfície frontal polar e suas respectivasperturbações (no verão sobem para Norte, no Inverno descem para Sul, emsimultâneo deslocam-se segundo o fluxo de oeste. A seca resulta de uma situação meteorológica de bloqueio doanticiclone-subtropical do Atlântico Norte se mantém numa posição queimpede que as perturbações da frente polar atinjam a Península Ibérica.  Carta Sinóptica de 2 Out. 2005 16
  17. 17. Acção do homem No sentido de atenuar o ritmo do aquecimento global de origemantropogénica, o homem tem vindo a desencadear acções a nível mundial,tais como:  1972 1ª Reunião do Ambiente 1987 Protocolo de Montreal, redução dos clorofluorcarbonetos, CFC;  1992 Cimeira da Terra no Rio, negociada e assinada por 175 países mais a União Europeia, a Convenção Quadro das Nações Unidas em Mudança Global do Clima, CQNUMC / (Conferência das partes, COP), tem o objectivo de reduzir as Emissões de Gases de Efeito de Estufa, GEE;  1997 Protocolo de Quioto, PQ (175 países), renegociação da Convenção para reforçar as medidas de redução de GEE, de 5% até 2008 a 2012;  1978 Painel Intergovernamental sobre a Mudança do Clima, IPCC = Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, PNUMA + Organização Mundial de Meteorologia, OMM;  2005 16 De Fev. entrada em vigor do Protocolo de Quioto, depois de ratificado, com assinatura da Rússia e sem assinatura dos EUA e Austrália. Os EUA reafirmam a orientação autoritária de não- alinhamento do compromisso. Início da sua monitorização Países signatários comprometem-se a desenvolver projectos paradiminuir a taxa de emissão poluidora a níveis de 1990, ou seja de 5,2%abaixo dos níveis emitidos na época, no prazo de 2008 a 2012. Assim o homem convencionou, através do PQ medidas para reduçãodas emissões dos GEE, com o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, MDL,instrumento comercial onde o poluidor paga. Para tal foi criado o comércioEuropeu de Licenças de Emissões, CELE, ver Despacho nº686 – E/2005; com 17
  18. 18. aprovação da lista das licenças de emissões (244 instalações industriais),por os Ministérios do Ambiente e de Economia. A degradação ambiental passa a ter um valor de mercado, será quetal conduz a um avanço seguro na qualidade do ambiente? O Protocolo pressupõe: uma execução conjunta, comércio deemissões e desenvolvimento limpo. Para tal prevê os Planos Nacionais deAcção: de redução de GEE e mecanismos de mercado com o princípio daflexibilização: comércio de emissões e transacção financeira de quotas deemissão convertidas em licenças e direitos. Os projectos de investimentoem Países em Vias de Desenvolvimento, são financiados e dão direito acréditos ao país investidor, esses projectos são para reflorestação, novascentrais energéticas e investimento em tecnologias limpas. Tendo em conta o ciclo do carbono, verifica-se que este sustenta avida e que as áreas verdes, nomeadamente as florestas e os oceanos não sãosó reservatórios de carbono, mas também excelentes sumidouros de CO2,embora existam ainda muitas incertezas sobre o balanço dos seusmecanismos em relação ao carbono cabe ao homem a preservação do planetaTerra. 18
  19. 19. Interacções Ambientais Segundo Tavares, L. V., o Homem é o principal utilizador do ambiente,e igualmente o que mais prejudica omesmo, provocando assim gravesconsequências sobre ele próprio e suaqualidade de vida. O problema ambiental quepreocupa a nossa sociedade, resulta docrescente desequilíbrio entre osRecursos Ambientais (água, ar, solo eecossistemas), Utilizadores (Homem) eUtilizações (directas ou indirectas), queentre si compõem o Sistema Ambiental.Isto é, enquanto os Recursos Ambientaistêm uma capacidade de renovação nula ou limitada, os Utilizadores têmvindo gradualmente a aumentar (seja em número e em exigências) e asUtilizações têm vindo cada vez mais a intensificar-se e a diversificar-se. Podemos verificar que as mudanças ambientais têm sido factor deobservação, sendo que, a título de exemplo, o Aquecimento global tem sidoapontado como um dos principais factores para as mesmas. As consequências do Aquecimento Global, podem afectar não só aactividade humana, mas também os ecossistemas. Assim sendo, de forma a preservarmos o nosso ambiente énecessário “melhorar a prestação do estado neste domínio, fomentar umasociedade mais consciente e preparada e criar condições para aconsolidação do tecido empresarial do mercado do ambiente.” (Tavares, L.V.) 19
  20. 20. Com este trabalho desenvolvemos as nossas capacidades sobre oclima e as alterações climáticas (As suas causas e os efeitos). 20
  21. 21.  Livro do 8ºano de Ciências Físico-Químicas. 21

×