76211504 doencas-exantematicas

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76211504 doencas-exantematicas

  1. 1. Greyce Mara R. de Medeiros • DOENÇAS EXANTEMÁTICAS As doenças exantemáticas podem ser classificadas pelocomprometimento clínico em: • exantema maculopapular  morbiliforme : SARAMPO; RUBÉOLA; MONONUCLEOSE INFECCIOSA; ENTEROVIROSES; TOXOPLASMOSE; REAÇÕES A DROGAS  escarlatiniforme: ESTREPTOCOCCIAS; ESTAFILOCOCCIAS; MONONUCLEOSE INFECCIOSA; REAÇÕES A DROGAS • exantema vesicobolhoso  VARICELA / HERPES ZOSTER; HERPES SIMPLES 1 e 2 ; ESTREPTOCOCCIAS; ESTAFILOCOCCIAS; REAÇÕES A DROGAS • exantema petequial  MENINGOCOCCEMIA; DENGUE; FEBRE MACULOSA; REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE (vasculites) Para o diagnóstico diferencial das doenças exantemáticas é importante considerar: Epidemiologia; Período prodrômico; Característica do exantema; Sinais característicos; Imunização prévia (por doença ou vacina). • VARICELA é uma infecção viral primária, aguda, caracterizada por surgimentode exantema de aspecto MACULOPAPULAR, de DISTRIBUIÇÃO CENTRÍPETA,que, após algumas horas, adquire aspecto VESICULAR, evoluindorapidamente para PÚSTULAS e, posteriormente, formando CROSTAS em 3 a4 dias. Pode ocorrer febre moderada e sintomas sistêmicos. A principalcaracterística clínica é o POLIMORFISMO DAS LESÕES CUTÂNEAS, que seapresentam nas diversas formas evolutivas, acompanhadas de PRURIDO.Em crianças, geralmente, é doença benigna e autolimitada. O herpes zoster,geralmente, é decorrente da reativação do vírus da varicela em latência,ocorrendo em adultos e pacientes imunocomprometidos, como portadoresde doenças crônicas, neoplasias, aids e outras.
  2. 2. Greyce Mara R. de Medeiros EPIDEMIOLOGIA: Faixa etária mais acometida 2-8anos, e é mais raraem menores de 3 meses de idade. Maior prevalência na primavera e noinverno. AG. ETIOLÓGICO: vírus DNA, o Varicella-zoster( HERPESVIRUSVERICELLAE) PERÍODO DE INCUBAÇÃO: 14 a 21 dias. Período que compreende aviremia primária e secundária e vai desde a exposição do suscetível ao vírusaté o início do exantema cutâneo. Pode ser mais curto em pacientesimunodeprimidos e mais longo após imunização passiva. PERÍODO PRODRÔMICO: 1 a 3 dias. Manifestações discretas- febre,cefaléia, irritabilidade e mialgia. PERÍODO EXANTEMÁTICO: 8 a 10 dias. Carcteriza-se por erupçãogeneralizada,de DISTRIBUIÇÃO CENTRÍPETA, onde máculas eritematosas pápulasvesículas pústulas crostas(as crostas não contêm vírusviáveis) podem estar presentes ao mesmo tempo. A evolução de pápulasaté crostas ocorre em até 8 a 48 hs. Sensação pruriginosa tb ocorre.EVOLUÇÃO RÁPIDA. POLIMORFISMO REGIONAL. LESÕES EM MUCOSA ECOURO CABELUDO. PERÍODO DE CONTÁGIO: 1 a 2 dias antes do exantema até a últimacrosta. Enquanto houver vesículas, a infecção é possível. Altacontagiosidade. TRANSMISSÃO: contato direto (GOTÍCULAS); vias indiretas(mãos e roupas). CARACTERÍSTICAS: IMUNIDADE PERMANETE, DISTRIBUIÇÃOCENTRÍPETA, EM SURTOS, POLIMORFISMO REGIONAL. LESÕES EM MUCOSA ECOURO CABELUDO. LESÕES RESTRITAS À PELE ou acometendo diversosórgãos (esôfago, fígado, pâncreas, rins, ureteres, útero e supra-renais). NÃODEIXA CICATRIZES RESIDUAIS. Crianças que tiveram varicela com menos de1 ano de idade podem desenvolver herpes zoster, pois não houve memória.Varicela acima de 1ano,procurar causas de imunocomprometimento. COMPLICAÇÕES: INFECÇÃO BACTERIANA SECUNDÁRIA DE PELE(impetigo, absesso, celulite, erisipela – causada por S. aureus,Streptococcus pyogenes, que podem levar a quadros sistêmicos de sepse,com artrite, pneumonia,endocardite; encefalite ou meningite eglomerulonefrite); PNEUMONIA (febre, dispnéia, cianose e hemoptise; surgena 1ª semana da doença; uma ausculta pobre e quadro radiológico cominfiltrado nodular difuso em ambos campos pulmonares; mais freqüente emadultos; SNC (ataxia cerebelar aguda ou encefalite); SISTEMAHEMATOPOIÉTICO(púrpura trombocitopenica, leucopenia, trombosedisseminada); SÍNDROME DE REYE(encefalopatia hepática). TRATAMENTO: Varicela em crianças é uma doença benigna, nãosendo necessário tratamento específico. É sintomático na maioria dos casos.
  3. 3. Greyce Mara R. de MedeirosISOLAMENTO RESPIRATÓRIO. Para o prurido, uso de anti histamínicos VO.Pacientes em uso de corticosteróides, deve-se reduzir a dose a níveisfisiológicos. Deve-se tratar os imunocomprometidos, adolescentes > de 13anos e adultos, neuronato infectado (<1 mês) e contactante infectado docaso índice. O aciclovir pode ser usado. • SARAMPO O sarampo é uma doença AGUDA, de etiologia VIRAL, altamenteCONTAGIOSA, caracterizada por FEBRE ALTA, TOSSE, CORIZA,CONJUNTIVITE e um EXANTEMA ESPECÍFICO (sinal de KOPLIK), seguido deerupção MACULOPAPULAR GENERALIZADA. Embora a maioria dos casostenha evolução favorável, o sarampo não pode ser considerado uma doençabenigna, dado seu potencial para complicar-se, especialmente em criançasdesnutridas. As complicações incluem PENUMONIA, OTITE MÉDIA, diarréia,cegueira e encefalite. EPIDEMIOLOGIA: Doença de distribuição universal, endêmica nosgrandes conglomerados urbanos e epidemias a cada 2 ou 4 anos. Desde1968 é uma doença de NOTIFICAÇÃO OBRIGATÓRIA (de todo caso suspeito*)no Brasil e de investigação epidemiológica obrigatória imediata. Énecessário estar sob estrita vigilância dada a possibilidade de importaçãodos casos. Faixa etária mais comumente afetada é a pré-escolar e a escolar.*caso suspeito= todo aquele que apresente FEBRE, EXANTEMA, TOSSE e/ouCORIZA e/ou CONJUNTIVITE. ETIOLOGIA: vírus RNA, pertencente ao gênero Morbillivirus, famíliaParamyxoviridae. Vasculite generalizadana viremia. TRANSMISSÃO: a principal fonte de infecção é o próprio doente,sendo a transmissão DIRETA, mediada por GOTÍCULAS na saliva(tosse,espirro) e secreções catarrais. A maior contagiosidade ocorre duranteos períodos PRODRÔMICO e inicial EXANTEMÁTICO. Crianças menores de 5anos são as mais atingidas. DIAGNÓSTICO: Clínico, laboratorial e epidemiológico. • D. LABORATORIAL: a) Elisa (IgM e IgG), fixação do complemento, inibição dehemaglutinação ou imunofluorescência indireta; IgG e IgM –fase aguda,detectados no sangue desde os primeiros dias após o início do exantema.IgM elevados por 6 semanas. IgG detectáveis após anos. b) isolamento do vírus em cultura de células, a partir de secreçãonasofaríngea e urina, até o 7º dia do início do exantema.
  4. 4. Greyce Mara R. de Medeiros • D. CLÍNICO: período de incubação: 7 a 14 dias período prodrômico: duração de 3 - 5 dias. FEBRE de intensidade moderada a alta e sintomas catarrais-RINORRÉIA (coriza, lacrimejamento, diarréia e tosse seca), CONJUNTIVITE e fotofobia. Os linfonodos estão pouco aumentados na região cervical e, algumas vezes, os intra-abdominais dão reações dolorosas à palpação do abdome. Nas últimas 24 horas deste período surge, na altura dos pré- molares, o sinal de Koplik – pequenas manchas branca com halo eritematoso, consideradas sinal PATOGNOMÔNICO do sarampo. período exantemático: 5-7 dias. Ocorre a acentuação de todos os sintomas anteriormente descritos, com prostração importante do paciente e surgimento do exantema característico: MACULOPAPULAR, de COR AVERMELHADA, com distribuição em sentido CÉFALO- CAUDALl, que SURGE na região RETRO-AURICULAR e FACE. Dois a três dias depois ESTENDE-SE AOS TRONCOS E ÀS EXTREMIDADES, persistindo por 5-6 dias; Após atingir os membros, o exantema começa a regredire uma descamação fina aparece, também de maneira descendente (período descamativo), e as lesões tomam uma cor mais escura e hiperpigmentada. DESCAMAÇÃO LEVE, NUNCA EM MÃOS E PÉS. período de contágio: de 4-6 DIAS ANTES(INCUBAÇÃO) DO EXANTEMA ATÉ 5 DIAS APÓS. alta contagiosidade CARACTERÍSTICAS: MANCHAS DE KOPLIK E IMUNIDADE DURADOURA DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: deve ser feito ppalmente com rubéola,escarlatina, exantema súbito (roseola infantum),eritema infeccioso,farmacodermias, dengue, enteroviroses, sífilis secundária, riquetsioses, D.de kawasaki e meningococemia, etc. Durante a evolução da rubéola ospródromos, qnd presentes, são menos acentuados. A febre é de menorintensidade e o exantema tem duração menor. O achado de gânglioslinfáticos suboccipitais e retroauriculares ingurgitados e dolorosos é muitosugestivo desta virose. Na escarlatina observa-se, juntamente com o iníciodo exantema, amigdalite aguda, com presença de exsudato purulento nascriptas, sugerindo infecção estreptocócica. Facilitam o diagnóstico a “línguaem framboesa”, caracterizada por hipertrofia das papilas, palidez perioral eexantema de cor escarlate, que não deixa pele sã entre uma lesão e outra.A roseola infantum, causada pelo herpesvirus humano tipo 6, é uma doençacomum na infância , que geralmente evolui em febre alta de início agudo,irritabilidade, com duração de 3 a 4 dias, e o aparecimento de exantemamaculopapular após a queda da febre. Com freqüência tem evoluçãobenigna, embora o envolvimento do SNC tenha sido relatado em algunscasos. O eritema infeccioso (parvovirose humana) ocorre ppalmente em
  5. 5. Greyce Mara R. de Medeiroscrianças de 5 a 14 anos de idade, sendo caracterizado por exantemamaculopapular, algumas vezes com aparência reticular, que pode recorrerapós exercícios ou exposição ao sol.Tb são descritas manifestaçõescatarrais, febre e, especialmente em adultos, comprometimento articular(artralgia e artrite). COMPLICAÇÕES: virais (pneumonia intersticial, encefalite, laringiteobstrutiva-crupe do sarampo, miocardite, estomatite,lesões oculares ediarréia), bacterianas(pneumonias, gastrenterite e otite média) e deetiologia desconhecida. Geralmente pela manutenção ou retorno da febreno final do período exantemático. TRATAMENTO: é sintomático, podendo ser utilizado antitérmicos,hidratação oral, terapia nutricional com incentivo ao aleitamento materno ehigiene adequada dos olhos, pele e vias aéreas superiores. Atentar para areposição hídrica e de sais minerais. A OMS recomenda o uso de uma doseelevada e única de vit.A em populações onde é reconhecido a deficiênciadessa vit. Tratar com ATB as complicações bacterianas. PREVENÇÃO: VACINA de vírus vivos atenuados - esquema básico:uma dose da vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) aos 12meses de idade.Segunda dose: 4-6 anos de idade ou num intervalo de 4meses após a primeira. Contra-indicação: gestantes; imunossuprimidos;crianças que fizeram uso recente de gamaglobulina(menos de 3 meses) ouque apresentam quadro febril agudo. • RUBÉOLA É uma infecção viral aguda de crianças e adultos. A doença écaracterizada clinicamente pela presença de EXANTEMA, FEBRE ELINFADENOPATIA e, eventualmente, pode ser confundida com formas maisatenuadas do sarampo. Em adultos, especialmente os do sexo feminino,tende a provocar artropatias (artralgias e artrites). A infecção apresenta,com relativa freqüência, evolução subclínica. Mesmo quando não determinamanifestações clínicas na gestante, o vírus da rubéola pode causar infecçãofetal, trazendo como conseqüência malformações congênitas. EPIDEMIOLOGIA: incidência maior na primavera, em crianças de 5 a 14anos de idade. PERÍODO DE INCUBAÇÃO: 14 a 21 dias PRÓDROMOS: geralmente não há. EXANTEMA: MACULAR DISCRETO (que se inicia na face, couro cabeludo epescoço, espalhando-se para o tronco e membros, acompanhada porlinfadenopatia generalizada, principalmente subocipital, pós-auricular ecervical posterior, geralmente precedendo o exantema, em 5 a 10 dias.
  6. 6. Greyce Mara R. de MedeirosAdolescentes e adultos podem apresentar poliartralgia, poliartrite,conjuntivite, coriza e tosse), SEM CONFLUÊNCIA, SEM DESCAMAÇÃO PERÍODO DE CONTÁGIO: 7 dias antes a 7 dias depois do exantema.Pouco contagiosa. CARACTERÍSTICAS: Consequências danosas para o feto. Linfadenopatiacervical posterior e retroauricular. Petéquias no palato. Imunidadeduradoura. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL: O diagnóstico sorológico pode serrealizado através da detecção de anticorpos IgM específicos para rubéola,até o 28o dia do início do exantema. A sua presença indica infecçãorecente. A detecção de anticorpos IgG ocorre, geralmente, após odesaparecimento do exantema, alcançando pico máximo entre 10 e 20 dias,permanecendo detectáveis por toda a vida. • EXANTEMA SÚBITO OU ROSEOLA INFANTUM Doença infectocontagiosa que causa febre, de evolução benigna e afeta crianças (6 meses a 3 anos). ETIOLOGIA: alguns vírus da espécie herpes vírus humano sendo mais freqüente o do tipo 6 PERÍODO DE INCUBAÇÃO: 10 a 14 dias PRÓDROMOS: 3-4 dias; Manifesta-se com febre alta e irritabilidade. EXANTEMA: 1-3 dias ou horas; MACULAR e fugaz, com início no tronco e sem descamação PERÍODO DE CONTÁGIO: é desconhecido e há baixa contagiosidade. Mas pode ser transmitido pelo contato com crianças infectadas. CARACTERÍSTICAS: a erupção surge quando a febre cai, em crise. Pode ser recorrente. • ERITEMA INFECCIOSO – SÍNDROME DA BOFETADA Também conhecido como quinta doença, é uma doença infecciosageralmente inócua da infância causada pelo parvovírus B19. FAIXA ETÁRIA: 5 – 12 anos PERÍODO DE INCUBAÇÃO: 6 – 14 dias PRÓDROMOS: geralmente ausentes EXANTEMA: 7 – 21 dias. MACULAR recorrente, sem descamação
  7. 7. Greyce Mara R. de Medeiros PERÍODO DE CONTÁGIO: é desconhecido. Pode ocorrer intradomiciliar ouna escola. TRANSMISSÃO: contato direto DIAGNÓSTICO: O diagnóstico é por detecção de anticorpos especificoscontra o vírus, por imunofluorescência. CARACTERÍSTICAS: exantema facial em forma de borboleta “CRIANÇAESBOFETADA” e palidez perioral (SINAL FILATOV) • ESCARLATINA Doença infecciosa causada pelo estreptococo beta hemolítico do grupo A(Streptococcus pyogenes), que atinge principalmente as crianças, em suamaioria meninos, não sendo, no entanto uma doença perigosa atualmente,pois a bactéria é sensível à penicilina, entre outros antibióticos. Aescarlatina é quase sempre uma complicação da amigdalite/faringiteestreptocócica, aparecendo cerca de 2 dias após o início dos sintomasdesta. FAIXA ETÁRIA: 3-12 anos PERÍODO DE INCUBAÇÃO: 2- 4 dias PRÓDROMOS: 12hs a 2 dias. FEBRE, FARINGITE, TOSSE E VÔMITOS EXANTEMA: ERITEMATOSO E PUNTIFORME. É GENERALIZADO. Com inícionas zonas de flexão. Descamação tardia de mãos e pés. PERÍODO DE CONTÁGIO: 1-2 dias após o início do exantema. CARACTERÍSTICAS: palidez perioral (Filatov), lesões mais intensas empregas cutâneas (Pastia) e língua em framboesa (hipertrofia das papilaslinguais). (A língua inicialmente é amarela devido à inflamação, mas depoisdescama e torna-se vermelho-viva, com aparência de um morango.Emalguns casos a língua fica com bolhas pequenas) A aplicação do manguito do esfingmomanômetro no braço do paciente,mantendo-se a pressão entre a máxima e a mínima durante 5 minutos, levaao aparecimento de numerosas petéquias na face anterior do antebraço(sinal de RumpelLeede) TRANSMISSÃO: através da saliva, por via nasal, tosse, espirros erespiração ou ainda através do contacto com vestuário e objetoscontaminados
  8. 8. Greyce Mara R. de Medeiros TRATAMENTO: administração de antibióticos, constituindo a penicilina,ainda hoje, o fármaco de primeira linha, dada a ausência de resistênciadocumentada. Nas formas graves (hipertóxicas e sépticas) podem instalar-se váriostipos de complicações: comprometimento intenso do estado geral,insuficiência cardíaca, renal e/ou respiratória, icterícia, CID e choque. • ENTEROVIROSES A síndrome exantemática mais conhecida causada pelos enterovírus,geralmente associada aos enterovírus 71 e coksackie A16, é a “doença demãos-pés e boca”. As crianças, na faixa etária de 1 a 5 anos, são o ppalgrupo de risco. QUADRO TÍPICO: aparecimento de múltiplas lesões macularesavermelhadas e discretas, medindo cerca de 4mm de diâmetro. Estaslesões estão localizadas ppalmente na palma das mãos, sola dos pés, enádegas. O exantema é similar àquele presente na herpangina. Narealidade, os mesmos sorotipos de enterovírus podem causar tantoherpangina qnt “doença de mãos-pés e boca”. A ppal diferença é q naúltima há uma tendência das lesões ocorrerem na cavidade oral anterior. Asíndrome pode ser completa ou incompleta com manifestação das mãos,pés ou boca somente ou uma combinação destas. Qnd presentes , as lesõesnas nádegas praticamente confirmam o diagnóstico. Rashes tb são comunsmanifestações por infecções por enterovírus. Ag. ETIOLÓGICO: são vírus RNA incluindo 23 grupos de CoxsackievírusA (tipos A1-A24,exceto A23); 6 grupos de Coxsackie B (tipos B1-B6); 28Echovírus (tipos 1-33, exceto tipos 8, 10, 22, 23 e 28) e 5 Enterovírus (tipos68, 71 e 73). SAZONALIDADE: em regiões de clima temperado, são mais comunsno verão e início da primavera; padrões de sazonalidade são raros nostrópicos. EPIDEMIOLOGIA: a disseminação se dá por via fecal-oral, de mãepara RN na hora do parto e por meio de objetos contaminados. A taxa deinfecção é maior em crianças pequenas, de baixo nível socioeconômico,regiões tropicais e de higiene deficiente. FAIXA ETÁRIA: menores de 2 anos. PERÍODO DE INCUBAÇÃO: de 4 a 7 dias. PRÓDROMOS: geralmente ausentes; às vezes febre e faringite MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: os enterovírus são responsáveis por umgrande número de doenças em lactentes e crianças: manifestaçõesrespiratórias (herpangina, pneumonia,etc); manifestações cutâneas:exantema geralmente não característico, podendo ser maculopapular,vesicular, petequial, morbiliforme, urticariforme, escarlatiniforme,
  9. 9. Greyce Mara R. de Medeirosrubeoliforme e pustular (Echovírus 9: exantema petequial; Coxsackie A16 eEnterovírus 71: síndrome mão-pé-boca); manifestações neurológicas;manifestações GI; manifestações oculares; manifestações cardíacas:miopericardite (Coxsackie B1 a B15). PERÍODO DE CONTÁGIO: variável DIAGNÓSTICO: isolamento de partícula viral (extraído de garganta,fezes e swab retal; LCR e sangue); IFI; PCR; FC; ensaio imunoenzimático. TRATAMENTO: medidas de suporte em pacientes sintomáticos,exceto imunodeprimidos, que podem receber gamaglobulina. PRECAUÇÕES: precauções de contato. CARACTERÍSTICAS: isolamento de vírus em fezes, sangue, faringe eliquor. SÍNDROME MÃO-PÉ-BOCA • MONONUCLEOSE INFECCIOSA – (DOENÇA DO BEIJO ou ANGINA MONOCÍTICA) É uma doença linfoproliferativa sistêmica, viral aguda causada pelovírus Epstein-Barr(VEB)(herpes vírus humano 4, HVH4), que se caracterizapor FEBRE PROLONGADA + LINFADENOPATIA adenomegalia +FARINGOAMIGDALITE EXSUDATIVA (TRÍADE), cefaléia, mialgia, fadiga,odinofagia, esplenomegalia, e rash máculo-papular. Intensa LINFOCITOSECOM LINFÓCITOS ATÍPICOS. EPIDEMIOLOGIA: acomete crianças(acima de 2 anos) e adolescentes.É uma doença cosmopolita. No Brasil, revela maior prevalência em criançasdo que em adultos, porém a suscetibilidade é geral. Seu reconhecimento énecessário pela forte associação com neoplasias. TRANSMISSÃO: Inter-humano, pelo contato íntimo de secreções orais(saliva). É rara a transmissão através de transfusão sangüínea ou contatosexual. PRÓDROMOS: 1-2 semanas. Mal-estar, fadiga, cefaléia e dorabdominal. EXANTEMA: 2-7 dias. O rush cutâneo ocorre em cerca de 3 a 8%, emgeral é MACULOPAPULAR difuso, eritematoso, com textura de lixa fina,podendo ainda ser urticariforme, escarlatiniforme, morbiliforme,hemorrágico ou petequial. O uso de ampicilina leva a exantema em 70 a100% dos casos. PERÍODO DE INCUBAÇÃO: varia de 30 a 50 dias.
  10. 10. Greyce Mara R. de Medeiros PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE: pode durar 1 ano ou mais. Baixacontagiosidade DIAGNÓSTICO: Clínico, associado ao leucograma, que revelaleucocitose com elevada linfocitose atípica. Para confirmação laboratorial,pode-se usar: testes rápidos para a detecção de anticorpos heterófilos e/oude anticorpos específicos para o vírus Epstein-Barr. CARACTERÍSTICAS: TRÍADE (faringite exsudativa + adenomegalia +febre prolongada)e LINFOCITOSE ATÍPICA COMPLICAÇÕES: Anemia hemolítica, trombocitopenia,granulocitopenia,meningite, encefalite, síndrome de Guillain-Barré, ruturaesplênica, infecção crônica pelo VEB, etc. TRATAMENTO: Sintomático - O uso de corticoterapia pode ser útil nocaso de complicação com obstrução de vias aéreas por hipertrofia tonsilar,na trombocitopenia grave e na anemia hemolítica. PREVENÇÃO: Não se faz necessário o isolamento do paciente na faseaguda; vacinas ainda estão em desenvolvimento; evitar contato com salivade pessoas portadoras do VEB, durante o período de transmissibilidade. PRECAUÇÕES PADRÃO em hospitalizados. • DOENÇA DE KAWASAKI É uma vasculite que pode provocar aneurismas, principalmente dasartérias coronárias. É uma enfermidade que envolve a boca, a pele enódulos linfáticos e afeta, tipicamente, crianças abaixo de 5 anos de idade.Sua causa ainda é desconhecida, mas se seus sintomas forem reconhecidoslogo, as crianças com esta doença podem se recuperar completamente empoucos dias. Se não tratada, pode levar a sérias complicações que podemenvolver o coração. FAIXA ETÁRIA: 6 meses a 5 anos PRÓDROMOS: febre alta, prolongada; exantema; edema palmo-plantar;conjuntivite, linfadenopatia, artrite, alterações cardiovasculares,trombocitose; VHS,MUCO E PROTEÍNA C ELEVADOS EXANTEMA: Polimorfo generalizado –morbiliforme, maculopapular ouescarlatiniforme. Irritações na pele se situam-se principalmente o tronco,virilhas e nádegas PERÍODO DE CONTÁGIO: Não é uma doença contagiosa.
  11. 11. Greyce Mara R. de Medeiros CARACTERÍSTICAS: Diagnóstico clínico (possível comprometimentocoronariano –aneurismas); alterações multissistêmicas; Leucocitose comdesvio a esquerda, eosinofilia e plaquetose. TRATAMENTO: Durante quase 5 dias os médicos administram altas dosesde imunoglobulina via endovenosa e aspirina pela via oral. Cessando afebre, são prescritas doses baixas de aspirina, durante vários meses paraevitar aparecimento de coágulos e proteger contra risco de lesãocoronariana. Os aneurismas do coração são tratados com anticoagulantes easpirina. Já aneurismas de menor monta, utiliza-se somente aspirina. Paraevitar a síndrome de Reye, em casos de gripe e varicela, podem ser usados,no lugar da aspirina dipiridamol.

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