Cantigas

1,337 views

Published on

0 Comments
2 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total views
1,337
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
2
Actions
Shares
0
Downloads
27
Comments
0
Likes
2
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Cantigas

  1. 1. cantigas líricas De amor De amigo sátiricas De escárnio De maldizer
  2. 2. De amor - As cantigas eram cantadas por um cavalheiro; - O homem por sua vez tenta cortejar a dama á quem se refere; - Os poemas são caracterizados por palavras sofridas; - O homem se refere a dama como “senhor”; - A mulher era caracterizada como “senhor”, revelando no poema a sua condição hierárquica superior.
  3. 3. Um exemplo de uma cantiga lírica de amor de Bernal de Bonaval: "A dona que eu am'e tenho por Senhor amostrade-me-a Deus, se vos en prazer for, se non dade-me-a morte. A que tenh'eu por lume d'estes olhos meus e porque choran sempr(e) amostrade-me-a Deus, se non dade-me-a morte. Essa que Vós fezestes melhor parecer de quantas sei, a Deus, fazede-me-a veer, se non dade-me-a morte. A Deus, que me-a fizestes mais amar, mostrade-me-a algo possa con ela falar, se non dade-me-a morte."
  4. 4. De amigo - Nas cantigas líricas de amigo quem canta o poema é sempre uma mulher; - O homem apenas compõe a cantiga; - A proposta do texto é mostrar o ponto de vista feminino do relacionamento amoroso; - Os ciúmes, dor do amor não correspondido, saudades eram um exemplo do que retratado;
  5. 5. Logo abaixo tem-se um exemplo de uma cantiga lírica de amigo de D. Dinis: “Ai flores, ai flores do verde pino, se sabedes novas do meu amigo! ai Deus, e u é? Ai flores, ai flores do verde ramo, se sabedes novas do meu amado! ai Deus, e u é? Se sabedes novas do meu amigo, aquel que mentiu do que pôs comigo! ai Deus, e u é? Se sabedes novas do meu amado, aquel que mentiu do que mi há jurado! ai Deus, e u é?”
  6. 6. De escárnio - O eu lírico no caso, , no caso faz indiretamente uma critica pessoal á alguém, apresentando duplos sentidos; - A técnica de apresentar a critica leva ao ouvinte á uma reflexão, deixando-o representar do modo que quiser; - Essa linguagem é caracterizada como sutil, repleta de trocadilhos e peculiaridades. Um exemplo de uma cantiga satíricas de escárnio: Ai, dona fea, foste-vos queixar que vos nunca louv[o] em meu cantar; mais ora quero fazer um cantar em que vos loarei toda via; e vedes como vos quero loar: dona fea, velha e sandia!
  7. 7. De Maldizer - Nas cantigas de maldizer a critica, não apresenta duplos sentidos, isto é, o contrário das cantigas de escárnio; - No poema o nome da pessoa retratada, pode ou não ser apresentada; - É característico nessas cantigas a linguagem informal, o uso de agressões verbais e palavrões.
  8. 8. Logo abaixo está exemplo dessas cantigas, de Joan Garcia de Guilhade: "Ai dona fea! Foste-vos queixar Que vos nunca louv'en meu trobar Mais ora quero fazer un cantar En que vos loarei toda via; E vedes como vos quero loar: Dona fea, velha e sandia! Ai dona fea! Se Deus mi pardon! E pois havedes tan gran coraçon Que vos eu loe en esta razon, Vos quero já loar toda via; E vedes qual será a loaçon: Dona fea, velha e sandia! Dona fea, nunca vos eu loei En meu trobar, pero muito trobei; Mais ora já en bom cantar farei En que vos loarei toda via; E direi-vos como vos loarei: Dona fea, velha e sandia!"
  9. 9. Aluno: Thiago Moraes Simbol Numero: 24 Série: 1 A Matéria: HCAL (História Critica da Arte e Literatura) Professora: Ingrid Galleazzo

×