Aula 03

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Aula ministrada nos cursos de Pós-Graduação da FACIERC. Didática e Metodologia da Educação Superior, sob a perspectiva da atividade do Professor.

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Aula 03

  1. 1. DIDÁTICA E METODOLOGIA DA EDUCAÇÃO SUPERIOR Definições e reflexões sobre as dinâmicas de sala de aula
  2. 2. Plano de Vôo <ul><li>2º Encontro: 30 de setembro e 01 de outubro </li></ul><ul><li>Ensino ou Aprendizagem? </li></ul><ul><li>O que é Didática na Educação Superior? </li></ul><ul><li>Qual é o lugar da Didática na Formação do Professor? </li></ul><ul><li>O fio condutor do processo de aprendizagem? </li></ul><ul><li>Considerações sobre a Pedagogia e a Andragogia </li></ul>
  3. 3. Plano de Vôo <ul><li>2º Encontro: 30 de setembro e 01 de outubro </li></ul><ul><li>Quem é e como classificar o estudante da Educação Superior? </li></ul><ul><li>Quem é e como se prepara o Professor da E.S no Brasil? </li></ul><ul><li>Quais são os papéis do Professor na E.S? </li></ul><ul><li>Características do Professor Eficaz e os desafios da contemporaneidade </li></ul><ul><li>Ciclo de vida do Professor. </li></ul>
  4. 4. Breve Reflexão <ul><li>Durante o seu primeiro caso como Magistrado, a acusação fez um relato tão contundente e argumentou de forma tão persuasiva que Narsudin, embevecido pela retórica, exclamou: “Creio que o Senhor tem razão! </li></ul><ul><li>O Seu assistente jurídico se apressou em pedir-lhe que se contivesse, pois a defesa ainda não havia sido ouvida. </li></ul><ul><li>Narsudin pôs-se então a ouvir a defesa. Sentiu-se tão envolvido pela vividez de sua descrição dos fatos e pela sua argumentação lógica e fluente que exclamou: </li></ul><ul><li>“ Creio que o Senhor tem razão! </li></ul>
  5. 5. Breve Reflexão <ul><li>O Funcionário da corte, entendendo que, para um Magistrado, este tipo de manifestação era inadmissível, falou com firmeza: </li></ul><ul><li>“ Meritissimo, ambos não podem estar certos!! </li></ul><ul><li>“ Creio que o Senhor tem razão!!! – respondeu Narsudin. </li></ul><ul><li>Adaptado de Idries Shah </li></ul><ul><li>Como deve ser o Professor da E.S? </li></ul>
  6. 6. Resgatando... <ul><li>Quebrando os Paradigmas: </li></ul><ul><li>88,3% dos docentes do segmento privado não receberem nenhum tipo de curso especializado </li></ul><ul><li>Mais de 90% dos Mestrados e Doutorados do Brasil não possuem NENHUMA disciplina direcionada a formação do Professor </li></ul><ul><li>O Professor, na era do conhecimento, é o facilitador do aprendizado – Aprendizagem situada </li></ul><ul><li>Com aT.I, o professor passa a ser um especialista em relações humanas </li></ul>
  7. 7. Resgatando... <ul><li>Quebrando os Paradigmas: </li></ul><ul><li>No segmento privado: mais de 70% dos docentes lecionam disciplinas que não dominam. </li></ul><ul><li>Em 90% das IES, os docentes não conhecem o conjunto de disciplinas relacionadas com o curso. </li></ul><ul><li>Nas IES privadas os docentes mal avaliados são aqueles que não se envolvem com a estrutura da IES. </li></ul><ul><li>Os docentes da Educação Superior são profissionais que compartilham experiências. </li></ul>
  8. 8. Ensino ou Aprendizagem Mas será que acadêmicos e Professores sabem a Definição...
  9. 9. Algumas Reflexões <ul><li>Na Educação Superior– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>A acadêmico deve construir o seu conhecimento </li></ul><ul><li>A IES deve fomentar valores e construir princípios nos estudantes. – Formação integral </li></ul><ul><li>Professor: facilitador e condutor – É agente passivo do processo. </li></ul><ul><li>Papel Predominante: Ajudar a Aprender, Ajudar a Pesquisar – Construir – Sócio-Interacionismo. </li></ul><ul><li>APRENDIZAGEM </li></ul>
  10. 10. Algumas Reflexões <ul><li>Aprendizagem na E.S – (Gil, 2009) </li></ul>PROFESSOR / FACILITADOR/ NORTEADOR/ ORIENTADOR DIDÁTICA
  11. 11. O que é Didática da Educação Superior? Mas será que acadêmicos e Professores sabem a Definição...
  12. 12. Etimologia e Definição <ul><li>O que é Didática? </li></ul><ul><li>Tem fundamento na Filosofia </li></ul><ul><li>Etimologia Grega: Τεχνή διδακτική ( techné didaktiké) </li></ul><ul><li>Se ocupa do oficio de ensinar </li></ul><ul><li>Leva em considerações diversas variáveis! </li></ul><ul><li>Na E.S: qual o suporte para compreender estas variáveis? </li></ul>
  13. 13. Didática na Educação Superior <ul><li>Considerações Iniciais – (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Pensamento errôneo - Comunicação Fluente e Sólidos Conhecimentos relacionados a disciplina. </li></ul><ul><li>Pedagogia: Grego Paidos (criança) e Gogein (conduzir). </li></ul><ul><li>Leciona para adultos: Não há a necessidade do auxilio da Pedagogia – Andragogia </li></ul><ul><li>Estudantes Universitários: Personalidade Formada??? </li></ul><ul><li>Professor: deve ter conhecimentos para sanar dúvidas </li></ul>
  14. 14. Didática na Educação Superior <ul><li>Algumas Hipóteses – (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Poucas Pessoas são envolvidas com a formação do Professor na E.S </li></ul><ul><li>O Professor universitário não precisa de habilidades pedagógicas. </li></ul><ul><li>As habilidades pedagógicas não tornam o ensino eficaz na educação superior.. </li></ul><ul><li>O Professor Universitário precisa ter uma visão de mundo para contextualizar o que produz. </li></ul>
  15. 15. Didática na Educação Superior <ul><li>Algumas Confirmações– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>São grandes as criticas ao Professor da E.S.: O Principal Critico é o Acadêmico – Porque? </li></ul><ul><li>“ Falta de Didática” </li></ul><ul><li>Aumenta o número de profissionais que fazem um curso de Didática e Metodologia do Ensino Superior </li></ul><ul><li>MAS SERÁ QUE ISSO É O SUFICIENTE? </li></ul>
  16. 16. Qual é o lugar da Didática na Formação Docente? O QUE É DIDÁTICA?????
  17. 17. Definições <ul><li>Didática na Contemporaneidade– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Ciência, técnica ou arte de ensinar – Ciência da Educação. </li></ul><ul><li>“ O estudo do processo de ensino e aprendizagem em sala de aula e seus resultados ” ( Libâneo, 1994). </li></ul><ul><li>Direção deliberada e planejada do ensino – sem formas de intervenção espontâneas – lógica reversa a da Educação Superior. </li></ul><ul><li>É possível ensinar sem contribuições espontâneas? </li></ul>
  18. 18. Resgate Histórico <ul><li>Movimento escolanovista– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Surge no pós-guerra: tratar os problemas da educação e rever formas tradicionais do ensino. </li></ul><ul><li>Nova Escola: movimento técnico de renovação pedagógica. </li></ul><ul><li>Princípios: Liberdade e Individualização. </li></ul><ul><li>Na essência: O acadêmico deveria ser um agente passivo. A escola nova vem para mudar este pensamento. </li></ul>
  19. 19. Resgate Histórico <ul><li>Movimento escolanovista– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Buscou a incentivar o ensino pelas diferenças individuais. </li></ul><ul><li>O ensino (ou a aprendizagem) centrada no aluno. </li></ul><ul><li>O centro da proposta acadêmica não é mais a escola e seus interesses próprios – Será? </li></ul><ul><li>A escola deveria tratar o acadêmico como sendo o principal construtor de seu aprendizado. </li></ul><ul><li>Paradoxo com o conceito de Educação como Mercadoria. </li></ul>
  20. 20. Didática do Professor??????
  21. 21. Evolução do Conceito <ul><li>Sequência do Movimento– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>1940 – críticas de conservadores – Exigia dos alunos. </li></ul><ul><li>Na educação superior – Até 1950 acompanhou o desenvolvimento das Universidades </li></ul><ul><li>1950 a 1970 – O tecnicismo passa a envolver o processo didático. </li></ul><ul><li>Após 1970 – Didática era uma estratégia – Confundia-se com Metodologia </li></ul>
  22. 22. Didática na Educação Superior <ul><li>Sequencia do Movimento– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>A didática passa a ser instrumental – Sem relação com o Projeto social </li></ul><ul><li>Deveria considerar o Projeto educacional - Diversas formas de ensinar. </li></ul><ul><li>Na modernidade – qual é o papel da tecnologia? </li></ul><ul><li>Quais são os instrumentos preconizados? </li></ul><ul><li>Surge o papel da IES na proposta de construção pedagógica e de formação </li></ul>
  23. 23. Didática na Educação Superior <ul><li>Uma única certeza– (Gil, 2009) </li></ul>
  24. 24. Didática na Educação Superior <ul><li>Algumas reflexões– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>IES e “Empresários” entendem que Didática é um processo intrínseco do profissional. </li></ul><ul><li>A própria instituição não sabe “qual dever ser a melhor didática a ser utilizada” – Processo instrumental </li></ul><ul><li>Docentes e Acadêmicos não sabem o que é didática </li></ul><ul><li>Professores sabem ensinar, alunos sabem aprender, professores sabem educar, alunos são educados... </li></ul><ul><li>MAS A PROPRIA IES NÃO CONSEGUE SUSTENTAR ESTE FIO CONDUTOR </li></ul>
  25. 25. O QUE É O FIO CONDUTOR? Abordagens do Processo de Aprendizagem
  26. 26. Didática na Educação Superior <ul><li>Abordagem Tradicional– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Privilegia o Professor como especialista na transmissão de conhecimentos. </li></ul><ul><li>Aluno – receptor passivo. </li></ul><ul><li>Ensino – Verbalismo do Professor e memorização do aluno </li></ul><ul><li>Resumo da opera: Dar lição e tomar lição </li></ul><ul><li>QUAIS AS RESULTANTES DESTAS OPERAÇÕES? </li></ul>DECOREBA Provas se resumem em 10 questões Aluno – Paga, senta, escuta, faz a prova e vai embora Professor: Sem compromisso com a IES Aluno: Sem compromisso com o Professor
  27. 27. Didática na Educação Superior <ul><li>Abordagem Comportamentalista– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Conhecimento é resultante da experiência. </li></ul><ul><li>Professor: Planejador educacional </li></ul><ul><li>O aluno é produto do meio: Controlado e Manipulado </li></ul><ul><li>Modelo de instrução programada </li></ul><ul><li>O estudante ainda não tem autonomia para produzir. </li></ul><ul><li>MAS SERÁ QUE O ESTUDANTE ESTÁ PREPARADO PARA SER AUTONOMO? </li></ul>
  28. 28. Didática na Educação Superior <ul><li>Abordagem Humanística – (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Foco na personalidade dos indivíduos </li></ul><ul><li>O Professor não transmite os conteúdos, mas da assistencia aos estudantes – FACILITADOR DA APRENDIZAGEM. </li></ul><ul><li>O conteúdo emergem das experiências dos estudantes – processo continuo de descoberta. </li></ul><ul><li>A IES DEVE OFERECER CONDIÇÕES PARA A AUTONOMIA DOS ALUNOS..... </li></ul>
  29. 29. Didática na Educação Superior <ul><li>Abordagem Cognitivista – (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Interacionista – Cada um aprende de um jeito. </li></ul><ul><li>Conhecimento: Produto da interação entre o sujeito e o objeto. </li></ul><ul><li>Individuo – Sistema aberto </li></ul><ul><li>O Ensino se consolida pela Pesquisa. – Solução de Problemas. </li></ul><ul><li>O ENADE parte deste pressuposto – Teoria de Resposta ao Item. </li></ul>A IES ESTÁ NO CAMINHO INVERSO – POR NÃO SABER COMPREENDER A ESTRUTURA COGNITIVA DO INDIVIDUO
  30. 30. Didática na Educação Superior <ul><li>Abordagem Sociocultural– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Ênfase interacionista: O sujeito é o criador do próprio conhecimento. </li></ul><ul><li>Educação: para formar consciência crítica – Bourdier. </li></ul><ul><li>O ensino deve promover o estudante e não ajustá-lo a sociedade. </li></ul><ul><li>Conhecimento: transformação continua de conteúdos programáticos. </li></ul>
  31. 31. Didática na Educação Superior <ul><li>Algumas Inferências– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Abordagem tradicional – PUCs e Confessionais. </li></ul><ul><li>Abordagem Sociocultural e Cognitivista: IES públicas e Estaduais. </li></ul><ul><li>NO SEGMENTO PRIVADO: Ausência da compreensão das abordagens: O professor deve consolidar sua identidade a partir de uma percepção.... </li></ul>
  32. 32. MAS AFINAL... ALUNOS E DOCENTES SABEM O QUE, DE FATO, DEVE SER DIDÁTICA ?????
  33. 33. PEDAGOGIA E ANDRAGOGIA Breves Considerações sobre as diferenças...
  34. 34. Didática na Educação Superior <ul><li>Pedagogia X Andragogia– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>O docente não tem o domínio de fatores relacionados ao estudante. </li></ul><ul><li>Falta relação com a gestão institucional – Se houver... </li></ul><ul><li>O Professor: Assume responsabilidade sobre o aprendizado do acadêmico. </li></ul><ul><li>The modern practice of adult education – Malcon Knowles (1970) </li></ul><ul><li>Consolida a Andragogia como fator de consolidação da aprendizagem. </li></ul>
  35. 35. Didática na Educação Superior <ul><li>Pedagogia X Andragogia– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Conceito de Aprendente : aquele que aprende – autodirigido e responsável pela própria aprendizagem </li></ul><ul><li>Necessidade do conhecimento: Os adultos sabem o que devem e querem aprender. </li></ul><ul><li>Motivação para aprender: Motivações externas, auto-estima, realização pessoal... </li></ul><ul><li>O papel da Experiência: Os insumos do aprendizado são secundários - Experiência </li></ul>
  36. 36. Didática na Educação Superior <ul><li>Pedagogia X Andragogia– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Prontidão para o aprendizado: O adulto é pragmático. Ele deve decidir aprender e sua realização com o aprendizado é natural. Diz não a “receita de bolo” </li></ul><ul><li>Aprendizado sem imposição!!!!!! </li></ul>
  37. 37. Didática na Educação Superior <ul><li>Requisições da Educação no Contexto Andragógico: </li></ul>ESTUDANTE Diagnóstico das necessidades Definição de objetivos e tarefas planejadas e participativas Clima Cooperativo, informal e de suporte a aprendizagem Seleção de conteúdos significativos Definição de contratos e Projetos de Aprendizagem Aprendizagem Orientada Pesquisas e estudos independentes Discussão e solução de problemas em grupo AVALIAÇÃO
  38. 38. Didática na Educação Superior <ul><li>Tornando a Aprendizagem Eficaz– (Gil, 2009) </li></ul>
  39. 39. Didática na Educação Superior <ul><li>Variáveis relacionadas aos Alunos– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Talentos e aptidões </li></ul><ul><li>Relativização dos desempenhos. </li></ul><ul><li>Planejamento na condução das aulas </li></ul><ul><li>Motivação do estudante: Despertar nele a necessidade de aprender – Alunos motivados aprendem mais . </li></ul><ul><li>Alunos que planejam seu futuro – o Docente deve auxiliar o aluno a encontrar o seu rumo profissional </li></ul>
  40. 40. Didática na Educação Superior <ul><li>Variáveis relacionadas aos Professores– (Gil, 2009) </li></ul>
  41. 41. Didática na Educação Superior <ul><li>Relacionadas aos professores– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Conhecimentos específicos: Segurança </li></ul><ul><li>Habilidades pedagógicas: Titulação, Cursos especializados e autodidatismo. </li></ul><ul><li>Motivação dos Professores: ???????? </li></ul>
  42. 42. Didática na Educação Superior <ul><li>Relacionadas ao Curso– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Os cursos devem ter OBJETIVOS...Ou pelo menos deveriam ter... </li></ul><ul><li>Perfil do Egresso: Ações convergentes de professores e alunos. Plano de ensino adequado. </li></ul><ul><li>Organização do Curso. </li></ul><ul><li>Crenças e Valores dos dirigentes de IES. </li></ul><ul><li>ENCANTAR OS ALUNOS, GANHAR A SIMPATIA DOS ALUNOS...?????? </li></ul>
  43. 43. MAS DE MODO CORRETO! “ Professor Sim!! Palhaço Não!...”
  44. 44. QUEM É O ESTUDANTE DA EDUCAÇÃO SUPERIOR? O estudante.....
  45. 45. O Aluno da E.S
  46. 46. Dados do Censo Matrículas na Graduação Presencial (2009): 5.115.896 (100%) Pública: 1.351.168 (26,4%) Federal: 752.847 (55,7%) Estadual: 480.145 (35,5%) Municipal: 118.176 (8,7%) Privada: 3.764.728 (74,6%) Particular : 2.899.763 ( 77,1) Comunitárias, Confessionais Filantrópicas: 864.965 (22,9)
  47. 47. O acadêmico na E.S
  48. 48. Bases do Perfil <ul><li>Bases para compreender o Perfil do Estudante– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Se distribuem em diferentes características: Sexo, idade, peso, $$, nível intelectual, religião... </li></ul><ul><li>Expectativas profissionais. </li></ul><ul><li>Nas IES: faltam informações sobre a gestão de sala de aula – falta base para o Professor. </li></ul><ul><li>O diagnostico inicial, muitas vezes é realizado pelo Professor. </li></ul><ul><li>Variáveis adquiridas e inatas: como isso impacta no ensino da graduação??? </li></ul>
  49. 49. Aluno da Educação Superior <ul><li>Bases para compreender o Perfil do Estudante– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>“ O Professor que procura antecipar os traços e os comportamentos dos alunos com base em uma investigação prévia, certamente vai encontrar um número menor de desvios”. </li></ul><ul><li>Mas quais são os aspectos que devem ser levantados??? </li></ul>
  50. 50. COMO CLASSIFICAR OS ESTUDANTES É uma massa homogênea?
  51. 51. Classificações <ul><li>Perfil do Estudante– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Importante para lidar com os grupos que se formam. </li></ul><ul><li>As tentativas de classificar os estudantes são incipientes – Por parte da IES. </li></ul><ul><li>1960: EEUU e Europa: Pesquisas Empíricas que delimitaram diversas possibilidades de classificação. </li></ul>
  52. 52. Classificações <ul><li>Perfil do Estudante– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>A classificação de Astin (1993): Aplicadas aos estudantes americanos </li></ul><ul><li>A classificação de Kuh, Hu e Vesper (2000): Padrões de engajamento na atividade acadêmica </li></ul><ul><li>A classificação de Mann (1970): Desenvolvida sob o ponto de vista Emocional – O Prof. é especialista em relações humanas. </li></ul>
  53. 53. Classificação de Mann <ul><li>Complacentes– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Tarefeiros e dependentes do Professor </li></ul><ul><li>Aprende apenas o que o professor ensina </li></ul><ul><li>Falam pouco/ Pouco questionadores e críticos – apenas para concordar com o Professor </li></ul><ul><li>Preferem leitura à discussão </li></ul><ul><li>Vão bem nas provas: Pouco criativos </li></ul><ul><li>Estudantes convencionais </li></ul><ul><li>Função do Professor: Encorajá-los! </li></ul>
  54. 54. Classificação de Mann <ul><li>Ansiosos - Dependentes– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Categoria mais ampla – excessivo interesse às aulas. </li></ul><ul><li>Aprendem exatamente o que o professor quer </li></ul><ul><li>Anotam até o “espirro do professor”. </li></ul><ul><li>Desconfiados: Corrigem as questões da prova após a divulgação da nota. </li></ul><ul><li>Avaliam negativamente seu desempenho, mas estudam de madrugada.... </li></ul><ul><li>Nas provas: São os últimos a sair </li></ul><ul><li>Papel do Professor: auxiliar a compreensão de conceitos complexos </li></ul>
  55. 55. Classificação de Mann <ul><li>Trabalhadores Desanimados– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Atitude depressiva e fatalista com relação a si mesmos – “Sou burro mesmo”! </li></ul><ul><li>Sentem-se como pessoas que tem pouco controle sobre o seu aprendizado. </li></ul><ul><li>Esforçaram-se demais: Não encontram mais prazer no ato de estudar. </li></ul><ul><li>Pertencem a Geração Baby Boomers e Geração X. </li></ul><ul><li>Função do Professor: Inspirá-los!!!!!! </li></ul>
  56. 56. Classificação de Mann <ul><li>Estudantes Independentes– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>São orientados para a aprendizagem – atentos ao Professor. </li></ul><ul><li>Perseguem suas próprias metas. </li></ul><ul><li>Sentem-se bem em fazer as tarefas e quando são provocados. </li></ul><ul><li>Amigos dos Professores: Professor X Orientador </li></ul><ul><li>Maduros: fases finais do Curso ou IES Federais! </li></ul><ul><li>Porta-voz da sala de aula </li></ul><ul><li>Papel do Professor: Ministrar sua aula! </li></ul>
  57. 57. Classificação de Mann <ul><li>Heróis– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Trabalho independente e criativo </li></ul><ul><li>Carentes por atenção!!! </li></ul><ul><li>Se decepcionam por um momento ruim em aula. </li></ul><ul><li>No primeiro encontro: Marcam território. </li></ul><ul><li>São adeptos das leituras complementares. </li></ul><ul><li>Não admitem uma ausência a aula. </li></ul><ul><li>Faltam mais do que os outros alunos – Especialmente quando percebem seu baixo desempenho. </li></ul><ul><li>Papel do Professor: Colocá-lo em seu quadrado! </li></ul>
  58. 58. Classificação de Mann <ul><li>Franco-atiradores– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Hostis aos professores: cínicos! </li></ul><ul><li>Tem expectativas de uma boa imagem de si mesmo. </li></ul><ul><li>Tem pouca esperança de que o mundo reconheça que ele é um “cara bom”!. “Nunca vou ter uma oportunidade mesmo”. </li></ul><ul><li>Rebeldes e sentam-se longe do professor. </li></ul><ul><li>Costuma se retirar quando questionados pelas suas atitudes. </li></ul><ul><li>Papel do professor: Resgatar a confiança do estudante! </li></ul>
  59. 59. Classificação de Mann <ul><li>Estudantes que procuram atenção– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Gostam de vir as aulas para ter contato social. </li></ul><ul><li>Gostam de falar, mesmo quando estão errados. </li></ul><ul><li>As necessidades sociais são mais importantes do que o aprendizado. </li></ul><ul><li>Realizam um bom trabalho, mas deixam claro para o professor que se esforçaram. </li></ul><ul><li>São pouco intelectuais – de fácil influência. </li></ul><ul><li>Papel do Professor: Interessá-lo pelos estudos. </li></ul>
  60. 60. Classificação de Mann <ul><li>Silenciosos– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Desejam um relacionamento próximo com o Professor. </li></ul><ul><li>Medo de rejeição – reagem com o silêncio ao invés da hostilidade. </li></ul><ul><li>São receptivos às sugestões dos Professores. </li></ul><ul><li>Papel do Professor: Manter um registro do desempenho destes alunos - E CONSIDERÁ-LO ! </li></ul>
  61. 61. E OS PROBLMÁTICOS? E A DIVERSIDADE?
  62. 62. Problemáticos <ul><li>Alguns aspectos: (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Comportamentos prejudiciais. </li></ul><ul><li>Os estudantes adotam uma atuação desgastante com relação a postura do Professor. </li></ul><ul><li>Pode ter relação com o comportamento do Professor. </li></ul><ul><li>Ocorre por ausência de expectativas esclarecidas. </li></ul><ul><li>“ O Professor deve compreender este estudante e buscar a essência do problema!” </li></ul>
  63. 63. Problemáticos <ul><li>Algumas classificações– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Irritados, agressivos e desafiadores: manifestam de forma verbal e não verbal. </li></ul><ul><li>Que chamam a atenção e dominadores: Exibidos e oportunistas – querem sempre estar em evidência. </li></ul><ul><li>Desatentos: Geralmente sentam nas ultimas fileiras – não se envolvem com as aulas. </li></ul><ul><li>Que não se preparam: Não leem o que é solicitado e não acompanham o ritmo. </li></ul>
  64. 64. Problemáticos <ul><li>Algumas classificações– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Desanimados: demonstram pouco interesse pelas aulas – chegam atrasados e fazem poucas anotações – Quando chegam as férias???? </li></ul><ul><li>Lisonjeadores e trapaceiros: “Puxa Saco”. </li></ul><ul><li>Lutam com dificuldades: de todas as ordens! </li></ul><ul><li>Com desculpas: “Argumentos fraudulentos”. </li></ul><ul><li>Céticos: Sim é Sim, Não é Não – Mínimos detalhes. </li></ul><ul><li>Problemas Psicológicos: Drogas, e outros problemas! </li></ul>
  65. 65. REFLEXÃO.... A educação superior da suporte para isso?
  66. 66. Reflexão... <ul><li>Algumas Evidências– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Mais de 80% das IES não possuem um programa de qualificação do ensino. </li></ul><ul><li>As informações do relatório do ENADE são subutilizada pelas IES. </li></ul><ul><li>Com o fim da obrigatoriedade do Vestibular, as IES abriram mão do levantamento do perfil de seus alunos. </li></ul><ul><li>O Professor passa a ser o responsável direto pelo perfil de seus acadêmicos. </li></ul><ul><li>Com a avaliação: O professor passa a estar alienado aos desejos do Diretor da IES ou do Coordenador do Curso </li></ul>
  67. 67. Questões sem respostas <ul><li>Questões Importantes– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Como lidar com a diversidade? – Não há nenhum programa. </li></ul><ul><li>Como lidar estudantes com Problemas de Aprendizagem? Não há suporte. </li></ul><ul><li>Como promover o aprendizado de acadêmicos de diversos perfis? Não há a orientação. </li></ul><ul><li>Como desenvolver uma aula customizada? Não há formação direta para isso nas IES Privadas. </li></ul>
  68. 68. PORTANTO... Confirma-se o Autodidatismo do Professor
  69. 69. That’s All Folks! Reflexo de uma expansão sob a orientação do PNE
  70. 70. DIDÁTICA E METODOLOGIA DA EDUCAÇÃO SUPERIOR Quem é o Professor Universitário no Brasil?
  71. 71. Caminhando Juntos <ul><li>“ Um dia, Nasrudin encontrou um gavião doente, deitado sobre a janela de sua casa. Ele nunca tinha visto um pássaro como aquele. - “Pobre”, pensou. “Como pôde ser sido reduzido a isto?” E então cortou as garras do gavião, endireitou o bico e e encurtou as penas. - “Agora você tem aparência de um pássaro”, disse Nasrudin!” </li></ul>
  72. 72. O Professor da E.S <ul><li>O Professor da E.S no Brasil– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Deve entender os fatores relacionados ao aluno, aos próprios professores e em relação ao curso. </li></ul><ul><li>A avaliação atribui uma carga muito pesada e incoerente a titulação do professor </li></ul><ul><li>Ele continua presente em todos os níveis de ensino, mas.... </li></ul><ul><li>“ Ensinar é uma atividade relativamente sem importância e vastamente supervalorizada” </li></ul>
  73. 73. Como se prepara o Professor? O resgate de alguns dados...
  74. 74. ENADE Nota Ingressantes 15% 0,75 Nota Concluintes 15% 0,75 IDD 30% 1,50 INSUMOS (40%) Distribuição Corpo Docente (30%) Titulação: Doutores 20% 1,00 Titulação: Mestres 5% 0,25 Regime: TI e TP 5% 0,25 Infra Estrutura e Instalações Físicas 5% 0,25 Recursos Didático-Pedagógicos 5% 0,25
  75. 75. O Professor da E.S <ul><li>O Professor da E.S no Brasil– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>88,3% dos docentes do segmento privado não receberem nenhum tipo de curso especializado </li></ul><ul><li>Mais de 90% dos Mestrados e Doutorados do Brasil não possuem NENHUMA disciplina direcionada a formação do Professor </li></ul><ul><li>O Professor, na era do conhecimento, é o facilitador do aprendizado – Aprendizagem situada </li></ul><ul><li>Com aT.I, o professor passa a ser um especialista em relações humanas </li></ul>
  76. 76. O Professor da E.S <ul><li>O Professor da E.S no Brasil– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>No segmento privado: mais de 70% dos docentes lecionam disciplinas que não dominam. </li></ul><ul><li>Em 90% das IES, os docentes não conhecem o conjunto de disciplinas relacionadas com o curso. </li></ul><ul><li>Nas IES privadas os docentes mal avaliados são aqueles que não se envolvem com a estrutura da IES. </li></ul><ul><li>Os docentes da Educação Superior são profissionais que compartilham experiências. </li></ul>
  77. 77. O Professor da E.S <ul><li>O Professor da E.S no Brasil– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Desde a LDB de 1968 não há uma preocupação com a formação do docente para a Educação Superior. </li></ul><ul><li>Falácias da Profissão: É quem sabe ensinar – Ele nasce feito – Fez um Mestrado - É pesquisador. </li></ul><ul><li>Atualmente: A seleção é determinada pela competência do exercício profissional. </li></ul><ul><li>Precursores na mudança de pensamento: Engenharia, Medicina e Direito. </li></ul><ul><li>Última iniciativa para a formação de Professores: Estatuto das universidades brasileiras - 1930 </li></ul>
  78. 78. O Professor da E.S <ul><li>O Professor da E.S no Brasil– (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Pós-Graduação: 1965 – lato-sensu e stricto sensu. </li></ul><ul><li>Lato-Sensu: Dominio científico e técnico de uma determinada área do saber </li></ul><ul><li>Stricto sensu: Funções inerentes a Educação Superior. </li></ul><ul><li>LDB 1968: Brechas para a educação por meio das atividades dos “Especialistas” </li></ul>
  79. 79. O Professor da E.S <ul><li>Trajetória da Formação - (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>1968 - CFE - para aceitação de docentes </li></ul><ul><li>Título de Doutor ou Mestre </li></ul><ul><li>Aproveitamento em disciplinas da área de concentração – Lecionar o que domina. (360 hs) </li></ul><ul><li>Exercício efetivo de atividades técnicas relacionadas a área. </li></ul><ul><li>“ TRABALHOS PÚBLICADOS DE REAL VALOR” </li></ul>
  80. 80. O Professor da E.S <ul><li>Trajetória da Formação - (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>1983 - CFE - validade de certificados de especialização </li></ul><ul><li>360 horas – mínimo de 60 horas de formação pedagógica </li></ul><ul><li>Até 2000 – Se mantém essa estrutura </li></ul><ul><li>2001 – retira-se a exigência das 60 horas </li></ul><ul><li>“ O Professor passa a ser um reprodutor de conhecimentos” </li></ul>
  81. 81. O Professor da E.S <ul><li>Trajetória da Formação - (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>1996 - LDB </li></ul><ul><li>Art. 66 - Mestrado e Doutorado </li></ul><ul><li>Notório saber </li></ul><ul><li>% de docentes titulados para as universidades </li></ul><ul><li>“ Os Mestrados e Doutorados deixam de contemplar disciplinas de formação pedagógica” </li></ul>
  82. 82. O Professor da E.S <ul><li>Criticas a CAPES e ao Stricto Sensu- (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Os Mestrados não contemplam formação para docência na educação superior </li></ul><ul><li>Alegação: a CAPES entende o mestrado como uma pesquisa aprofundada, mas que não pode durar mais do que 24 meses – Não Há tempo. </li></ul><ul><li>Mestrado: Forma o pesquisador </li></ul><ul><li>Mestrados – Abriram a discussão sobre o “abismo da formação do Professor”. </li></ul><ul><li>MEC/ INEP: “Um Mestrado vai tornar melhor professor na educação superior” </li></ul>
  83. 83. O Papel da “Didática e Metodologia” <ul><li>Didática e Metodologia da E.S (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Nível de especialização – 360 H/A. </li></ul><ul><li>Oportunidade de suprir as lacunas deixadas pela formação do professor. </li></ul><ul><li>Suprem as deficiências da Pós-Graduação após 2001. </li></ul><ul><li>Porém..... </li></ul><ul><li>“ Esbarram na dificuldade de compreender a estrutura da educação superior” </li></ul><ul><li>“ Surgem para atender interesses próprios” </li></ul>
  84. 84. O Professor da E.S <ul><li>Algumas Inferências (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>O Professor da E.S precisa de formação consistente – Avaliação </li></ul><ul><li>Existe cobrança de IES e da sociedade </li></ul><ul><li>As práticas adotadas são incipientes. </li></ul><ul><li>Os mestrados e doutorados não são direcionados a formação do professor. </li></ul><ul><li>As IES não entendem a estrutura central do processo de formação do professor, mas... </li></ul><ul><li>Mesmo assim o Professor assume diversos papeis na IES” </li></ul>
  85. 85. Os Papéis do Professor O Professor...
  86. 86. Papéis do Professor <ul><li>Na Educação Superior (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Base fundamental para uma avaliação coerente – criticas aos PDIs. </li></ul><ul><li>Profissão complexa: “Mas você trabalha professor?” </li></ul><ul><li>Dinamismo da Profissão e regulação: Os papéis se alteram com freqüência. </li></ul><ul><li>Definir o papel do professor: depende do conhecimento que a IES tem relacionado a sua conjuntura. PDI </li></ul><ul><li>“ Comprovado: a IES que coloca o professor no papel de Ensinar tem altos índices de rotatividade” </li></ul>PRINCIPAL FUNÇÃO DO PROFESSOR AJUDAR O ESTUDANTE A APRENDER
  87. 87. 27 Papéis <ul><li>Na Educação Superior (Gil, 2009)/ (Goodyear et. al. 2001) </li></ul><ul><li>Administrador: P.D.C.O. A o processo de aprendizagem. </li></ul><ul><li>Especialista: É inadmissível que professor não pode possuir conhecimentos superficiais sobre o que leciona. </li></ul><ul><li>Aprendiz: Era do conhecimento – Constantemente aprendendo por meio de cursos e da relação com os estudantes </li></ul>
  88. 88. 27 Papéis <ul><li>Na Educação Superior (Gil, 2009)/ (Goodyear et. al. 2001) </li></ul><ul><li>Membro de equipe: A docência é um espaço colaborativo – DCNs. </li></ul><ul><li>Participante: Não é o condutor das aulas, é construtivista. </li></ul><ul><li>Didata: MAIORIA DOS PROFESSORES DA E.S NO SEGMENTO PRIVADO. </li></ul><ul><li>Educador: Paciência, sabedoria, crítica e solidez de valores. </li></ul>
  89. 89. 27 Papéis <ul><li>Na Educação Superior (Gil, 2009)/ (Goodyear et. al. 2001) </li></ul><ul><li>Diagnosticador de necessidades: A motivação dos estudantes depende do atendimento das necessidades. </li></ul><ul><li>Conferencista: Aula expositiva – permite discussão a todo o momento. </li></ul><ul><li>Modelo Profissional: Educam pelo exemplo – compartilham experiências. </li></ul><ul><li>Modelo de Professor: Despertam a atenção dos estudantes para a docência. </li></ul>
  90. 90. 27 Papéis <ul><li>Na Educação Superior (Gil, 2009)/ (Goodyear et. al. 2001) </li></ul><ul><li>Facilitador de aprendizagem: Postura centrada nos estudantes e produtor de conhecimentos. </li></ul><ul><li>Assessor do estudante: Em todos os sentidos – perfil do acadêmico atual. </li></ul><ul><li>Mentor: Dirige o acadêmico para o sucesso profissional. </li></ul><ul><li>Avaliador: é crítico em relação ao processo de aprendizagem </li></ul><ul><li>Assessor de Currículo: NDEs, DCNs, Colegiados </li></ul>
  91. 91. 27 Papéis <ul><li>Na Educação Superior (Gil, 2009)/ (Goodyear et. al. 2001) </li></ul><ul><li>Preparador de Material: Utilização de diversos recursos de ensino – (Cuidado!!!!) </li></ul><ul><li>Elaborador de guias de estudo: Materiais que auxiliam o desenvolvimento de C.H.H.A. </li></ul><ul><li>Líder ou Gestor: Muito mais do que Autoridade Formal – Dá o Exemplo! </li></ul><ul><li>Agente de socialização: Socialização DO QUE? </li></ul><ul><li>Instrutor: Disciplinas técnicas </li></ul><ul><li>Animador de Grupos: Vale-se de jogos e simulações – muitas vezes conhecido como “Matão” </li></ul>
  92. 92. 27 Papéis <ul><li>Na Educação Superior (Gil, 2009) / (Goodyear et. al. 2001) </li></ul><ul><li>Pesquisador: Produtor de conhecimento – pode apresentar dificuldades na hora de ensinar. </li></ul><ul><li>Pessoa: Relações extra-sala com os estudantes. </li></ul><ul><li>Planejador de Disciplinas: Dinâmico e, muitas vezes, mal avaliado. </li></ul><ul><li>Coach: Conduz o acadêmico também no desempenho profissional – Poucos alunos o procuram </li></ul><ul><li>Conselheiro: Na conjuntura atual: os preferidos do segmento privado. </li></ul>
  93. 93. Qual é o Papel ideal do Professor na E.S???? NÃO SEI.... QUEM VAI DIZER É A IES! E ELA TEM QUE DIZER PARA ALUNOS E PROFESSORES!!!!!!!
  94. 94. CARACTERISTICAS DO PROFESSOR EFICAZ Alicerce para a consolidação na Profissão!
  95. 95. O Docente Eficaz <ul><li>Na Educação Superior (Gil, 2009) / (Goodyear et. al. 2001) </li></ul><ul><li>Como saber com tantos papéis? </li></ul><ul><li>Base na religião - La Salle (1719) / McEwan (2002) </li></ul><ul><li>Pouquíssimos autores escreveram sobre isso. </li></ul><ul><li>Em linhas gerais: </li></ul><ul><li>Quantidade de Artigos nos Principais eventos do País:........... </li></ul><ul><li>Traços pessoais, resultados pretendidos e vida intelectual </li></ul><ul><li>“ O que determina, de fato, a eficácia do Professor são as expectativas esclarecidas” </li></ul>
  96. 96. O Docente Eficaz <ul><li>Na Educação Superior (Gil, 2009) / (Goodyear et. al. 2001) </li></ul>
  97. 97. O Docente Eficaz <ul><li>Traços Pessoais (Gil, 2009) / (Goodyear et. al. 2001) </li></ul><ul><li>É apaixonado pelo que faz: paixão por ajudar a aprender. </li></ul><ul><li>É positivo e real: justo no relacionamento com os estudantes. </li></ul><ul><li>Líder ou Gestor: Afeta de modo positivo a vida dos estudantes. </li></ul>
  98. 98. O Docente Eficaz <ul><li>Vida Intelectual (Gil, 2009) / (Goodyear et. al. 2001) </li></ul><ul><li>Conhecimento Teórico – Amplo domínio dos conteúdos que leciona </li></ul><ul><li>Sabedoria das ruas: Conhece a estrutura da escola e da sociedade </li></ul><ul><li>Capacidade Intelectual: Metacognitivo, Pública, Participa de eventos e congressos relacionados com a disciplina. </li></ul><ul><li>“ Provavelmente os traços que mais consolidam os professores da E.S. Eles tem argumentos....” </li></ul>
  99. 99. O Docente Eficaz <ul><li>Resultados pretendidos (Gil, 2009) / (Goodyear et. al. 2001) </li></ul><ul><li>Alerta com o que ocorrem em sala: Sintonizado com a turma e com a gestão do curso. </li></ul><ul><li>Estilo: Entusiasmado, carismático, humorista, ator... </li></ul><ul><li>Motivador: Faz diferença na vida dos estudantes. </li></ul><ul><li>Eficácia Institucional: Os alunos esperam 4 anos para ter aula com este professor </li></ul><ul><li>As IES não investem nestes traços – Vejamos os motivos......” </li></ul>
  100. 100. O Docente Eficaz <ul><li>Alguns dos Motivos (Gil, 2009) / (Goodyear et. al. 2001) </li></ul><ul><li>É caro. </li></ul><ul><li>O Professor ganha autonomia dentro da IES. </li></ul><ul><li>Os empresários da educação não concordam com este perfil profissional. </li></ul><ul><li>A “Avaliação Institucional”........ </li></ul><ul><li>Muitos alunos não estão preparados para receber este perfil de professor. </li></ul><ul><li>“ Muitas IES não estão preparadas para receber este professor.” </li></ul>
  101. 101. CICLO DE VIDA DO PROFESSOR E os principais desafios
  102. 102. Ciclos de Vida
  103. 103. Ciclos de Vida <ul><li>Entrada na Carreira (1 a 3 anos) (Gil, 2009) / (Goodyear et. al. 2001) </li></ul><ul><li>Sobrevivência e o Descobrimento. </li></ul><ul><li>Os que continuam: mantém um relacionamento positivo com os estudantes. </li></ul><ul><li>Causas da desistência: Dificuldade de adaptação a vida acadêmica e relacionamento ruim com os estudantes. </li></ul><ul><li>No inicio: o relacionamento positivo com os estudantes é fundamental </li></ul>
  104. 104. Ciclos de Vida <ul><li>Estabilização ( 4 a 6 anos) (Gil, 2009) / (Goodyear et. al. 2001) </li></ul><ul><li>Compromisso deliberado com a Profissão. </li></ul><ul><li>Sentimento crescente de crescimento “pedagógico” </li></ul><ul><li>Facilidade de relacionamento com os alunos. </li></ul><ul><li>“ Tem jogo de cintura”. </li></ul><ul><li>Bem integrados com os colegas. </li></ul><ul><li>“ No segmento privado: começam a pensar em um Mestrado”. </li></ul>
  105. 105. Ciclos de Vida <ul><li>Diversificação (7 a 25 anos) (Gil, 2009) / (Goodyear et. al. 2001) </li></ul><ul><li>Se subdivide em 3 fases </li></ul><ul><li>Diversificação: dos métodos de ensino </li></ul><ul><li>Ativismo: Busca de promoção pessoal – Coordenador, outras disciplinas, etc... </li></ul><ul><li>Questionamentos: Gradativa diminuição de seus compromissos profissionais. </li></ul><ul><li>Momento de reflexão sobre a importância da carreira </li></ul>
  106. 106. Ciclos de Vida <ul><li>Serenidade (25 a 35 anos) (Gil, 2009) / (Goodyear et. al. 2001) </li></ul><ul><li>Marcada pelo posicionamento – “aposentadoria” </li></ul><ul><li>Distanciamento afetivo da sala de aula – a Docência é uma profissão e só!!! </li></ul><ul><li>Conservadorismo e lamentação. </li></ul><ul><li>Já conhece os atalhos da profissão </li></ul><ul><li>Deve possuir uns 5 ou 6 estagiários docente. Se dedica apenas a pesquisa, consultorias e a publicação </li></ul>
  107. 107. Ciclos de Vida <ul><li>Desinvestimento (35 a 40 anos) (Gil, 2009) / (Goodyear et. al. 2001) </li></ul><ul><li>Libertação progressiva do trabalho </li></ul><ul><li>Se dedicam a um papel social fora da escola </li></ul><ul><li>3 características </li></ul><ul><li>Positivo: reciclagem constante </li></ul><ul><li>Defensivo: Sem otimismo para continuar </li></ul><ul><li>Desencantamento: Frustração </li></ul><ul><li>Este professor compreendeu todos os seus desafios </li></ul>
  108. 108. Os Desafios do Professor na Educação Superior
  109. 109. Desafios <ul><li>Principais Desafios (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Possuir conhecimentos técnicos </li></ul><ul><li>Ter visão de futuro </li></ul><ul><li>Ser o mediador do Processo de Aprendizagem </li></ul><ul><li>Construir, organizar e dirigir situações de aprendizagem </li></ul><ul><li>Gerar sua própria formação continuada </li></ul><ul><li>Ser um Transformador de ambientes </li></ul><ul><li>Ser multi e intercultural </li></ul>
  110. 110. Desafios <ul><li>Principais Desafios (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Ser REFLEXIVO </li></ul><ul><li>Ser capaz de trabalhar em equipe </li></ul><ul><li>Ser capaz de enfrentar os deveres e dilemas éticos da profissão </li></ul><ul><li>Ser capaz de utilizar as novas tecnologias. </li></ul><ul><li>Estar aberto para compreender o que se passa na sociedade. </li></ul>
  111. 111. Desafios <ul><li>Desafios Adjacentes (Gil, 2009) </li></ul><ul><li>Dominar a WEB 2.0: Mídias Sociais </li></ul><ul><li>E também a 3.0: Plataforma Smartphone </li></ul>
  112. 112. That’s All Folks! Reflexo de uma expansão sob a orientação do PNE
  113. 113. ESTRUTURA DO PLANO DE ENSINO Aspectos importantes no decurso das aulas na E.S.

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