O gato e o rato

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O gato e o rato

  1. 1. Era uma vez…Biblioteca/CREEB Dr. João Rocha - Pai2012/2013 1Biblioteca/CRE
  2. 2. O Gato e o RatoTexto de LUÍSA DUCLA SOARESIlustrações de CATHERINE LABEY2012/2013 2Biblioteca/CRE
  3. 3. 2012/2013 3Biblioteca/CRE
  4. 4. Era uma vez uma senhora velha,anafada, muito enfeitada quetinha um gato novo muitolustroso, com fita verde em redordo pescoço e um guizo dourado,2012/2013 4Biblioteca/CRE
  5. 5. onde estava gravado o seu nome – Felício!2012/2013 5Biblioteca/CRE
  6. 6. 2012/2013 6Biblioteca/CREEra um gato de salão, se assim se lhe podia chamar, tinhaboas maneiras, miar delicado e fino, unhas cortadas,dormia numa almofada de veludo e só comia peixe sempele e sem espinha. As suas patas almofadadas nuncatinham pisado a rua, nunca tinham trepado aos telhados,percorriam apenas as salas alcatifadas.
  7. 7. 2012/2013 Biblioteca/CRE 7Certo dia, estava o gato refastelado a descansar de não fazernada quando viu, mesmo à sua frente, um rato a comer-lhedo prato.Deu um pulo, o guizo tocou, o rato subiu pelos cortinados.Felício ficou a cheirá-lo, de nariz no ar, à espera que o ratodescesse. Mas não descia. Dançava lá em cima, chiava,cantarolando:
  8. 8. Ó gato Felício,tu vem-me apanharÉs gato de sala,Não sabes caçar!2012/2013 8Biblioteca/CRE
  9. 9. 2012/2013 9Biblioteca/CRE
  10. 10. 2012/2013 10Biblioteca/CRE
  11. 11. 2012/2013 11Biblioteca/CREÓ gato Felício,tu vem-me apanharÉs gato de sala,Não sabes caçar!
  12. 12. Ao ver-se troçado, deixou-se ogato cair em tal tristeza que nãomais comeu nem dormiu.2012/2013 12Biblioteca/CRE
  13. 13. Enrolado em mantas, levou-o adona ao veterinário, que oobservou da cabeça até àspatas, tirando-lhe o guizo paralhe apalpar o pescoço.2012/2013 13Biblioteca/CRE
  14. 14. - Este gato não tem dentes furados, nem espinhasna garganta, nem dores de barriga, nem seja o quefor. Deve sofrer algum desgosto.- Sofrer de um desgosto, o gato Felício, se não lhefalta nada?2012/2013 14Biblioteca/CRE
  15. 15. 2012/2013 15Biblioteca/CREEntão ouviu-se uma voz fininha, achiar, dentro da algibeira da dona:
  16. 16. 2012/2013 16Biblioteca/CREÓ gato Felício,tu vem-me apanharÉs gato de sala,Não sabes caçar!
  17. 17. A senhora quase desmaiou, o veterinárioabriu a boca, e enquanto o diabo esfrega umolho o rato saltou para o chão, do chão para ajanela, desta para a rua. Atrás dele o gato, atrás asenhora, depois o veterinário.O rato esgueirou-se, o gato fugiu, asenhora voltou para casa a chorar, o veterináriofoi para o consultório a rir.2012/2013 17Biblioteca/CRE
  18. 18. Pela cidade, pelos campos, pelosjardins, pelos telhados, corriam o ratoe o gato, até que treparam ao alto dachaminé da casa onde moravam.2012/2013 18Biblioteca/CRE
  19. 19. O gato abriu a boca, esticou quanto pôde as unhascortadas e zás… ia agarrar o rato quando este caiu pelachaminé abaixo.- Desta vez não me escapas! – gritou-lhe o gato, eatirou-se também.2012/2013 19Biblioteca/CRE
  20. 20. Pobre rato, pobre gato!Mergulharam num panelão.Nadava o rato contente no meioda sopa, afogava-se o gato, quenão sabia nadar.2012/2013 20Biblioteca/CRE
  21. 21. Então duas gordas lágrimastombaram dos olhos do rato e logoduas patitas empurraram o Felíciopara a borda, ajudando-o a sair.O gato pingado, reconhecido, abraçou o ratopingão, e ambos, pingando sopa, atravessaram acozinha, o corredor,2012/2013 21Biblioteca/CRE
  22. 22. e foram deitar-se lado a lado, na almofada de veludo. E desdeessa hora ficaram amigos.2012/2013 22Biblioteca/CRE
  23. 23. FIM2012/2013 23Biblioteca/CRE

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