Newsletter junho 2013

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Newsletter junho 2013

  1. 1.   Olhando, hoje, para a aposta nacional no programa de bi‐ bliotecas escolares feita desde 1996 e para o percurso fei‐ to desde o nascimento da Rede de Bibliotecas Escolares  (RBE), constatamos que este programa permitiu dotar as  escolas portuguesas de espaços e serviços de bibliotecas  ao  nível  do  melhor  que  se  faz  nos  países  desenvolvidos.  Paulatinamente a “REDE” foi dotando as nossas bibliote‐ cas de espaços, de fundos documentais e de recursos tec‐ nológicos, culminando com a aposta numa gestão e renta‐ bilização pedagógicas desses recursos através da criação  da figura de professor bibliotecário, em 2009. Considerando este processo discreto, aquilo em que se torna‐ ram as nossas bibliotecas escolares e o papel que passaram a desempenhar na escola pública, parece até que  toda esta crise que deprime o país e as famílias dos nossos alunos estava a ser antecipada e a escola a prepa‐ rar respostas para as necessidades deste escuro tempo.  Hoje, mais do que nunca, as BE são espaços que oferecem um ambiente acolhedor, o contacto com os recur‐ sos que começam a faltar em casa, a presença de uma equipa pedagógica que proporciona aos utilizadores o  apoio que muitos tinham antes fora da escola.  Em tempo de crise, com muito pouco investimento, a BE pode ser o esteio para que não se perca a verdadei‐ ra dimensão da escola, aquela que ultrapas‐ sa o ensino. Mais do que nunca, a escola tem  que ser democrática, tem que proporcionar  igualdade de oportunidades, tem que permi‐ tir o acesso ao conhecimento global e não só  curricular, tem de estimular a formação do  cidadão, seja qual for a sua proveniência so‐ cial.  As  BEs  podem  fazer  a  diferença  entre  uma  escola  pública  de  qualidade,  mesmo  com cortes, e uma escola de serviços míni‐ mos.  Antes, quase todos os nossos alunos tinham  Uma espécie de editorial….      Junho  2013  Setembro 2010  Biblioteca /CRE           newsletter             junho  2013  Página 1   Junho  2013 Newsletter  biblioteca/CRE  EB Dr. João Rocha—Pai 
  2. 2. Uma espécie de editorial…. Página 2  Newsletter  biblioteca/CRE   Junho  2013  Página 2  Newsletter  biblioteca/CRE   Junho  2013  acesso à Internet em casa, tinham, pelo menos, alguns livros, tinham televisão por cabo. Hoje, para  muitos, os computadores ainda existem, mas a Internet acabou, a televisão está lá, mas a assinatura  “cabo” expirou. Os livros podem permanecer, mas já não acompanham o seu crescimento.  Então,  procura‐se  mais  a  BE.  Os  recursos  que  antes  eram  “desdenhados”  (“‐  Que  filme  tão  antigo,  professora!”),  são  agora  apreciados  (“‐  Já cá tem este filme? Fixe!”).  Os livros voltam a ser motivo de surpresa e ins‐ trumentos de trabalho. “Professora arranje‐me  aí um livro sobre educação sexual que eu tenho  que fazer um trabalho e não tenho Internet!”  A Be é um espaço acolhedor, bom para tudo: “‐  Professora, vá lá, deixe‐nos conversar. Está‐se  aqui tão bem!”  As próprias atividades organizadas pela BE são acolhidas com ou‐ tra recetividade. Este ano realizámos duas feiras do livro. As ven‐ das  diminuíram  notoriamente,  mas  o  número  de  visitantes  au‐ mentou na proporcionalidade inversa e o tempo que cada um fi‐ cava a ver e a ler também se esticou ao máximo. É essa a função  da feira na BE, como diria alguém, cujo nome agora não recordo,  “Que se lixem as vendas!”.  Este ano termina o primeiro ciclo de vigência da figura de professor bibliotecário, criada pela Portaria  776/2009 de 14 de julho.   Se, por causa de poupar umas horas por agrupamento, a função deixar de existir, as bibliotecas podem  sofrer um rude golpe. Sem orçamento para atualização dos fundos, sem uma gestão pedagógica a  rentabilizar os recursos disponíveis, a criar novos recursos, a renovar a oferta, a impedir que as BE se‐ jam engolidas pelo sistema de substituições,  ocupada como sala de aula ou espaço de arma‐ zenamento de alunos nos dias de chuva, esta  poupança pode traduzir‐se, de facto, numa per‐ da significativa da qualidade da escola pública,  pois a verdade é que hoje as nossas BEs são oá‐ sis neste deserto que atravessamos.     Teresa Casal das Neves  professora bibliotecária 
  3. 3.         BE/CRE                                                                                          2012/2013   Página 3  Newsletter  biblioteca/CRE   Junho  2013                Página 3  Newsletter  biblioteca/CRE   Junho  2013  EXPOSIÇÕES  CONCURSOS  ENCONTRO COM ESCRITORES  DRAMATIZAÇÔES  OFICINAS 
  4. 4. BE ‐ DESTAQUE                                                           Página 4  Newsletter  biblioteca/CRE   Junho  2013  Banco de Empréstimo de Manuais ‐  2013/2014  Página 4  Newsletter  biblioteca/CRE   Junho  2013      O “Banco de Empréstimo de Manuais” funciona desde o ano letivo de 2008/2009 para os alunos do 2º e 3º ci‐ clos da Escola Básica Dr. João Rocha—Pai;  Os alunos que receberam manuais emprestados pela biblioteca devem devolvê‐los até 14 de Junho;  Os encarregados de educação que pretendam fazer parte do sistema deverão entregar os manuais usados na  Biblioteca até ao dia 12 de Julho;  A requisição de manuais é feita pelos E.E. na Biblioteca da escola de 8 a 12 de Julho (das 9h às 12h);   Os manuais que poderão ser entregues são os adotados pela escola nos seguintes anos:    •A Biblioteca recebe estes manuais, prepara‐os para serem reutilizados, podendo depois ser requisitados pelo  prazo de um ano letivo, a fim de serem usados por outros alunos;  •Caso os pedidos excedam a capacidade de resposta, a seleção faz‐se pelos seguintes critérios:  1º ‐ Alunos cujos agregados familiares contribuíram com a entrega de manuais usados (ainda em vigor);  2º ‐ Agregados familiares mais carenciados;  3º ‐ Agregados familiares com mais alunos a frequentarem a escolaridade obrigatória;  •O requisitante compromete‐se a devolver os manuais até ao final do ano letivo a que respeita o empréstimo.  DADOS DO PROJETO:  No 1º ano de funcionamento (2008/2009), a BE emprestou treze conjuntos completos de manuais.   No 2º ano de funcionamento (2009/2010), foram emprestados 37 conjuntos de manuais (390), tendo este número corres‐ pondido à totalidade das requisições.     No ano letivo de 2010/2011 foram emprestados 34 conjuntos de manuais (354). Estes dados representam um crescimen‐ to significativo da adesão e serviço prestado, já que no ano letivo 2010/2011 entraram em vigor novos manuais para o 5º  ano e o Banco não pôde dar resposta aos pedidos para esse ano de escolaridade. Também nos restantes anos de escolari‐ dade os pedidos de empréstimo excederam a capacidade do Banco.  No ano letivo 2011/2012 foram emprestados 265 manuais. Este decréscimo justifica‐se pelo facto de terem entrado em  vigor novos manuais para o 6º ano o que fez com que o Banco não conseguisse dar resposta aos pedidos para esse ano de  escolaridade.  No ano letivo 2012/2013 foram emprestados 115 manuais.    ANO  VIGÊNCIA  5º  Desde 2010/2011  6º  Desde 2011/2012  7º  Desde 2012/2013  8º  Desde 2007/08  ANO  VIGÊNCIA  5º  Desde 2010/2011  6º  Desde 2011/2012  7º  Desde 2012/2013  8º  Desde 2007/08 

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