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Maquiavel

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Aula Da Professora Carla Galvão De Ciência Política e Teoria Do Estado

Maquiavel

  1. 1. MAQUIAVEL 1469-1527 Fundador da Teoria de Estado Análise inovadora do “fazer política”. Obra - O Príncipe A ordem política não é natural ou Divina e sim produto do homem
  2. 2. O realismo <ul><li>A filosofia de Maquiavel não interroga sobre os fundamentos abstratos do Estado mas sobre a maneira concreta de se governar. </li></ul><ul><li>Ele estava preocupado em dar soluções para instabilidade das cidades italianas na virada do século XVI. </li></ul>
  3. 3. Uma ética sobre a eficácia da política <ul><li>Maquiavel não é moralista , como um fino observador da política do seu tempo estava preocupado em responder aos problemas políticos dos principados italianos . Sua ambição é restaurar a estabilidade e a independência das cidades italianas. </li></ul><ul><li>EFICÁCIA DA POLÍTICA: ESTADO ESTÁVEL ONDE OS MONARCAS PODEM GOVERNAR GARANTINDO A ORDEM. </li></ul>
  4. 4. Poder e realidade x Poder e moral <ul><li>POLÍTICA:CONTRÁRIO DA VIDA IDEAL </li></ul><ul><li>Segundo Maquiavel a história mostra que as reflexões metafísicas sobre o poder nunca conduziram ao estabelecimento de governos virtuosos. </li></ul><ul><li>“ Aquele que deixa o que se faz por aquilo que se deveria fazer aprende mais a destruir-se que a se preservar” </li></ul>
  5. 5. O Estado – A realidade Concreta – Política Real <ul><li>Rejeita o Pensamento Clássico sobre a natureza prescritiva da política: “ dever ser” (Platão, Aristóteles) . </li></ul><ul><li>Rejeita a ligação da moral cristã como fundamento e finalidade da política </li></ul>
  6. 6. POLÍTICA TEM UMA ÉTICA E LÓGICA PRÓPRIA <ul><li>MORAL X POLÍTICA </li></ul><ul><li>“ Não deve (...) importar ao príncipe a qualificação de cruel para manter os seus súditos unidos, e com fé, porque, com raras exceções, é ele mais piedoso do que aqueles, que por muitas clemência, deixam acontecer desordens” </li></ul>
  7. 7. Moral da política <ul><li>BASEIA-SE NA MANUTENÇÃO DO PODER CUSTE O QUE CUSTAR ÀS PESSOAS </li></ul><ul><li>JUSTIFICAÇÃO DO PODER É </li></ul><ul><li>MANTER-SE NO PODER. </li></ul>
  8. 8. O PESSIMISMO SOBRE A NATUREZA HUMANA <ul><li>Por que a sociedade não pode ser regulada por princípios éticos? </li></ul><ul><li>Porque na realidade os homens são naturalmente maus, egoístas, violentos, cruéis, corruptos, volúveis, ingratos, fracos, etc </li></ul><ul><li>Por isso a política só pode ser a imagem dos homens. Ela é dominada pela força e pela paixão é um lugar do confronto de clãs que lutam por interesses, ai reina a astúcia, a corrupção e o desejo de conquista. </li></ul>
  9. 9. Os fins da política <ul><li>A única prioridade do dirigente é conservar o poder. </li></ul><ul><li>“ Cabe ao príncipe encontrar as regras que lhe permitam proteger-se e preservar a sua autoridade.” </li></ul>
  10. 10. ESTADO <ul><li>Maquiavel distingue o Estado do Governo </li></ul><ul><li>O governo é o agente da atividade política do Estado </li></ul><ul><li>Para ser governo é preciso se subordinar à lógica própria da atividade de Estado em todas as suas nuances </li></ul>
  11. 11. O PRINCIPE <ul><li>Para Maquiavel o ideal virtuoso do Príncipe deve ser saber mobilizar suas atitudes à exatidão da medida para garantir, a qualquer custo, a manutenção do Estado e do bem comum . </li></ul><ul><li>“ Os fins justificam os meios” </li></ul><ul><li>Em política, só o resultado permite apreciar a justeza da ação. O príncipe deve buscar a maneira mais eficaz de exercer o poder e utilizar todos os meios para chegar aos seus fins , inclusive aqueles que parecem condenáveis no plano moral. </li></ul>
  12. 12. CATEGORIAS CENTRAIS <ul><li>VIRTU – Predicados – conjunto de qualidades cuja aquisição o príncipe deve ter para conquistar o poder e consolidá-lo .Essas virtudes não envolvem valores morais. </li></ul><ul><li>FORTUNA – É a sorte, o destino . </li></ul>OS QUE DEPENDEM MENOS DA FORTUNA TENDEM A SE MANTER MAIS NO PODER .
  13. 13. O ACESSO À ATIVIDADE POLÍTICA <ul><li>Através do seu agente- O GOVERNO- a atividade política do Estado realiza-se concretamente . </li></ul><ul><li>ASSIM, O ACESSO Á ATIVIDADE POLÍTICA DEPENDE DA CAPACIDADE DE SE TORNAR AGENTE. </li></ul><ul><li>POLÍTICA: “ A arte do possível” </li></ul>
  14. 14. O povo <ul><li>Maquiavel garante que é necessário governar com ele.A força popular é forte demais para poder ser ignorada. </li></ul><ul><li>” Com um povo hostil, um príncipe nunca pode estar em segurança” </li></ul><ul><li>Cabe ao príncipe encontrar o equilíbrio entre o apoio dos grandes e a aceitação das multidões. O soberano prudente é aquele que sabe alternar a força bruta e a inteligência astuta. </li></ul>
  15. 15. A VIDA POLÍTICA <ul><li>“ Se o indivíduo , na sua existência privada, tem o direito de sacrificar o seu bem pessoal imediato e até sua ´própria vida a um valor moral superior , ditado pela sua consciência, pois em tal hipótese estará empenhando apenas seu destino particular, o mesmo não acontece com o homem de Estado , sobre o qual pesam a pressão e a responsabilidade dos interesses coletivos; este, de fato, não terá o direito de tomar uma decisão que envolva o bem estar ou a segurança da comunidade , levando em conta tão somente as exigências da moral privada; casos haverá em que terá o dever de violá-la para defender as instituições que representa ou garantir a própria sobrevivência da nação.” </li></ul>

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