Currículo de ciências da natureza e suas tecnologias see.sp.final

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Currículo de ciências da natureza e suas tecnologias see.sp.final

  1. 1. Secretaria de Educação do Estado de São Paulo Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas Maio- 2011
  2. 2. Objetivos <ul><li>Integrar ações de formação continuada entre Equipes CENP e DE. </li></ul><ul><li>Propiciar um espaço de discussão, análise e reflexão: </li></ul><ul><li>- Dinâmica do planejamento e execução do currículo escolar como um todo e da Área de CNT e nas disciplinas (Ciências/Biologia); </li></ul><ul><li>Concepções, projetos* e ações de CNT, das disciplinas (Ciências/Biologia) ; </li></ul><ul><li>temas transversais (Ed. Ambiental, Ed. Saúde, outros...); </li></ul>
  3. 3. Iniciando as discussões... <ul><li>Integrar ações de formação continuada entre Equipes CENP e DE: </li></ul><ul><li>Conhecer a dinâmica da OP quanto a organização, planejamento e ações de formação continuada; </li></ul><ul><li>A partir do 1º Encontro CENP “Por uma Educação de Qualidade – Implementação do Currículo , que encaminhamentos foram e/ou serão realizados com as escolas? </li></ul><ul><li>Há momentos de Formação continuada integrando áreas (CNT,CHT,LCT e Matemática)? </li></ul>
  4. 4. <ul><li>SENSIBILIZAÇÃO </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Estratégia: </li></ul><ul><li>Uso do diálogo , para uma “tomada de consciência” das representações que os envolvidos possuem sobre algo ou alguma coisa ... </li></ul>Exercício do professor REFLEXIVO:
  6. 7. Segundo Alarcão (2007), o TRIPLO DIÁLOGO será relevante no contexto formativo quando: - há um diálogo consigo próprio; -há um diálogo com os outros, incluindo os conhecimentos dos referenciais; -diálogo com sua própria situação, ou seja a situação que nos fala (sobre uma situação ou contexto de trabalho). Schon em sua linguagem metafórica, num contexto de situação não se deve falar em apenas um nível meramente descritivo, mas também nos níveis explicativo e crítico, que permitam aos profissionais do ensino agir e falar com o poder da razão, no intuito de desenvolver a capacidade de pensar autônoma e sistematicamente .
  7. 8. Visão esquemática dos aspectos envolvidos nas diferentes dimensões do Currículo. Equipe Técnica de Ciências e Biologia SEE/SP – CENP -2011
  8. 9. Marlucy Alves Paraíso Professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais e Coordenadora do GECC: Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Currículos e Culturas da UFMG
  9. 10. Representações de Currículo, Intervenções e Acompanhamento. Equipe Técnica de Ciências e Biologia SEE/SP – CENP -2011
  10. 11. Uma escola de sua Diretoria de Ensino elaborou um projeto de Educação Ambiental sobre a temática “Mudanças Climáticas”, conforme segue: 1) Os professores das primeiras aulas da segunda-feira, de todos os períodos, deverão mostrar e explicar a charge abaixo para todos os alunos da escola; 2) Depois da leitura e interpretação da charge, os professores de todas as disciplinas desenvolverão, em sua respectiva sala, uma atividade sobre a temática (Mudanças Climáticas) do projeto; http://divulgarciencia.com/categoria/charge/
  11. 12. 3) Ficou definido um tipo de produção diferente para cada sala, da seguinte forma: as 5ªs séries farão desenho livre; as 6ªs - cartazes; as 7ªs - paródias; as 8ªs – jornal; as 1ªs EM – História em Quadrinhos; as 2ªs EM – artigo de opinião; as 3ªEM – vídeos; 4) Ao final do semestre, cada sala escolherá a melhor produção para ser apresentada na Semana Cultural da escola. Foi solicitado pelo PC dessa escola que você, PCOP, o ajude a elencar os conteúdos de sua disciplina relacionados a este Projeto. Pergunta-se: Que conteúdos de sua disciplina você sugeriria a esse PC, para cada série? Qual a concepção de ensino presente na situação descrita para essa escola? A situação retratada acima está articulada com a ideia de um trabalho interdisciplinar? Comente. Você faria alguma interferência nessa situação? Qual (is)? Por quê? Equipe Técnica de Ciências e Biologia SSEE/SP – CENP -2011
  12. 16. 1- Conceitos 1.1 Disciplina <ul><li>Segundo Berger, disciplina é o conjunto de conhecimentos específicos que têm as suas características próprias no terreno de ensino , da formação, dos mecanismos, dos métodos e dos materiais. </li></ul>Segundo Piaget, as relações entre as disciplinas podem se dar em três níveis: Multidisciplinaridade, Interdisciplinaridade e Transdisciplinaridade. Segundo Furtado um grau de interação entre disciplinas próximas sempre acontece , porém a forma e a intensidade desse processo pode variar.
  13. 17. 1.2 Multidisciplinaridade <ul><li>Berger define multidisciplinaridade como a justaposição de disciplinas diversas, ás vezes sem aparente relação entre elas . </li></ul><ul><li>Na visão de Piaget, multidisciplinaridade ocorre quando a solução de um problema requer a obtenção de informações de uma ou mais ciências ou setores do conhecimento , sem que as disciplinas que são convocadas por aqueles que as utilizam sejam alteradas ou enriquecidas por isso. </li></ul>1.3 Interdisciplinaridade Ainda segundo Berger, interdisciplinaridade é a interação que existe entre duas ou mais disciplinas, podendo integrar mútuos conceitos diretivos até a uma simples comunicação das idéias. Segundo Piaget, interdisciplinaridade é o intercâmbio mútuo e integração recíproca entre várias ciências, tendo com resultado um enriquecimento recíproco. Figura 01: Esquema ilustrando o sentido de interdisciplinaridade. Fonte:www.educador.brasilescola.com
  14. 18. 1.4 Transdisciplinaridade <ul><li>Piaget define Transdisciplinaridade como uma etapa superior a interdisciplinaridade que não só atingiria as interações ou reciprocidades, mas situaria essas relações no interior de um sistema total. </li></ul><ul><li>Piaget também define Transdisciplinaridade como a interação global das várias ciências. </li></ul>Segundo Fazenda seria um horizonte inalcançável. Segundo Silva seria a única forma válida de interação superando os limites da interdisciplinaridade.
  15. 19. Figura 02: Modelo de Jantsch (adaptado de Silva, 2001) ilustrando os conceitos de Multi, Inter e Trandisciplinaridade. Fonte: www.scielo.br/img/revistas/icse/v11n22/05f1.gif Etapa avançada relativamente á interdisciplinaridade (Jantsch). Grau maior de interação e troca. As várias disciplinas são colocadas lado a lado, sem o estabelecimento de relações entre os profissionais representantes de cada área. Não há uma simples justaposição ou complementaridade entre os elementos disciplinares (Furtado). 2. Grau e modos de interação disciplinar
  16. 20. 3 - Possíveis opções ou prováveis descaminhos? Interdisciplinaridade: Segundo Gusdorf os especialistas das diversas disciplinas devem estar animados de um vontade comum e de uma boa vontade . Cada qual aceita esforçar-se fora do seu domínio e da sua própria linguagem técnica para se aventurar num domínio de que não é proprietário exclusivo. Segundo Berger um grupo interdisciplinar compõe-se de pessoas que recebem formação nos diferentes domínios do conhecimento (disciplinas) tendo cada um conceitos, métodos, dados e temas próprios. Segundo Girardelli o ensino baseado na interdisciplinaridade proporciona uma aprendizagem muito mais estruturada e rica, pois os conceitos estão organizados em torno de unidades mais globais, de estruturas conceituais e metodológicas compartilhadas por várias disciplinas.
  17. 24. Educação Ambiental <ul><li>Qual educação ambiental queremos? </li></ul><ul><li>Emancipatória ou que mantenha o status quo? </li></ul>
  18. 25. Grandes linhas de propostas para a educação: <ul><li>Uma vinculada aos interesses populares de emancipação, de igualdade social e melhor qualidade de vida que se reflete em melhor qualidade ambiental e, </li></ul><ul><li>Outra ... </li></ul>
  19. 26. <ul><li>Que assume prioritariamente os interesses do capital, da lógica do mercado, defendida por grupos dominantes e, nesse caso, reforça a exclusão social . </li></ul>
  20. 27. Causas geradoras de problemas ambientais <ul><li>Socioeconômicas, políticas e culturais – engloba ciências específicas. </li></ul><ul><li>Trata-se de estabelecer relação de causa e efeito dos processos de degradação com a dinâmica dos sistemas sociais... </li></ul>
  21. 28. Paulo Freire <ul><li>Formação de sujeitos sociais emancipados, isto é, autores de sua própria história. </li></ul><ul><li>Indivíduos e sociedade só fazem sentido se pensados em relação. </li></ul>
  22. 29. Paulo Freire <ul><li>Abordagem sociocultural: </li></ul><ul><li>Ser humano como agente e objeto da história, que pode transformar a sociedade ao mesmo tempo que é influenciado pelos seus fatores sociopolíticos, econômicos e culturais. </li></ul>
  23. 30. SUSTENTABILIDADE <ul><li>1997 – Conferência Internacional Ambiente e Sociedade: Educação e Sensibilização do Público para a Sustentabilidade (Grécia): </li></ul><ul><li>Proposta de reorientação da educação para a sustentabilidade, devendo abarcar: </li></ul>
  24. 31. <ul><li>meio ambiente, pobreza, habitação, segurança alimentar, direitos humanos, saúde, democracia, paz, resultando em um imperativo moral e ético , no qual o conhecimento tradicional e as diferenças culturais deveriam ser respeitados. </li></ul>
  25. 32. <ul><li>SUSTENTABILIDADE REQUER A MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA PARA TODOS OS SERES VIVOS. </li></ul>
  26. 33. <ul><li>Exige: </li></ul><ul><li>reflexão crítica – a práxis </li></ul><ul><li>“ ação-reflexão-ação” </li></ul>
  27. 34. Educação Ambiental <ul><li>Para Mello e Souza (2000): </li></ul><ul><li>Síntese criativa de uma abordagem nova, de caráter transdisciplinar, sustentada pelas informações e saber acumulados, dispersos pelas diversas especialidades. Teria de ser um ponto de cruzamento e não de dispersão dessas informações. </li></ul>
  28. 35. Transdisciplinar? <ul><li>Aspectos que envolvem a Educação Ambiental Crítica e permeiam todo o processo educativo , ou seja, devem ser abordados por todas as disciplinas: </li></ul>
  29. 36. <ul><li>Trata-se de um rompimento com a visão tecnicista, difusora e repassadora de conhecimentos, convocando a educação para assumir a mediação na construção social de conhecimentos. </li></ul>
  30. 37. Princípios curriculares <ul><li>Uma escola que também aprende </li></ul><ul><li>O currículo como espaço de cultura </li></ul><ul><li>As competências como referência </li></ul><ul><li>Prioridade para a competência da leitura e da escrita </li></ul><ul><li>Articulação das competências para aprender </li></ul><ul><li>Articulação com o mundo do trabalho </li></ul>
  31. 38. Educação Ambiental Disciplinas
  32. 39. Para reflexão... <ul><li>Os princípios curriculares contemplam a Educação Ambiental? </li></ul><ul><li>As temáticas, conteúdos e competências propostos englobam todos os aspectos que permeiam a proposta de uma Educação Ambiental Crítica? </li></ul>
  33. 40. Bibliografia <ul><li>Identidades da Educação Ambiental Brasileira. Ministério do Meio Ambiente. Diretoria de Educação Ambiental. Philippe Pomier Layrargues (coord.). Brasília. Ministério do Meio Ambiente, 2004. 156 p. </li></ul><ul><li>Textos: </li></ul><ul><li>Educação Ambiental Crítica – Mauro Guimarães. </li></ul><ul><li>Educação Ambiental Crítica: nomes e endereçamentos de educação – Isabel Cristina de Moura Carvalho. </li></ul>
  34. 41. Educação em Saúde <ul><li>Qual Educação em Saúde queremos? </li></ul>
  35. 45. DOENÇA X SAÚDE* PREVENÇÃO Educação em Saúde

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