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A Revolução Farroupilha1835-1845<br />
Motivos<br />Sem Incentivo ao crescimento econômico do Rio Grande do Sul.<br />Altas taxas sobre os produtos rio-grandense...
A Revolta<br />Nomeado como presidente da Província Fernandes Braga, que apesar de inicialmente ter agradado aos liberais,...
Bento Gonçalves, que planejou o ataque, empossou no cargo, o vice Marciano Ribeiro. O governo imperial então  nomeou José ...
Com isso, as tropas imperiais começaram a planejar a retomada de Porto Alegre.<br />O Tenente Henrique Mosye, conseguiu fu...
A República<br />Bento Gonçalves recebe a notícia da proclamação da República e da indicação de seu nome como candidato ún...
Bento Gonçalves foi escolhido presidente da República, mas enquanto não retornasse, Gomes Jardim assumiria o governo, orga...
Sede do Governo                              em Piratini<br />
Chega Garibaldi ...<br />Ao chegar em Piratini,  ele recebe uma missão: construir barcos e fazer frente contra navios do i...
Travessia dos lanchões                         sobre rodas.<br />Foram postas gigantescas rodas nos barcos, e eles foram t...
República Juliana<br />Em 29 de julho de 1839 é proclamada a República Juliana, instalada em um casarão da cidade.<br /> M...
Anita Garibaldi<br />Em terras catarinenses foi que Giuseppe Garibaldi conheceu Ana Maria de Jesus Ribeiro, a Anita, que a...
O Declínio<br />Em 1840 começou a decadência da revolução.<br />Enquanto a maioria das forças rio-grandenses se concentrav...
A Vitória de Caxias <br />A partir de novembro 1842 o conflito é dominado pelo Luís Alves de Lima e Silva, o Barão de Caxi...
O Fim<br />Os farrapos queriam assinar um Tratado de Paz, mas os imperiais rejeitavam, porque tratados se assinam entre pa...
Principais Tópicos do Tratado do Ponche Verde<br />— Os republicanos escolheriam o presidente da província (foi escolhido ...
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A Revolução Farroupilha

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A Revolução Farroupilha

  1. 1. A Revolução Farroupilha1835-1845<br />
  2. 2. Motivos<br />Sem Incentivo ao crescimento econômico do Rio Grande do Sul.<br />Altas taxas sobre os produtos rio-grandenses, como charque, erva-mate, couros, sebo, graxa, gado,etc.<br />Ao mesmo tempo o aumento da taxa de importação do sal, insumo básico para a fabricação do charque.<br />Quando as tropas que lutavam nas guerras eram gaúchas, seus comandantes vinham do centro do país.<br />Incentivo apenas para a importação do charque dos países do Prata.<br />Rebanho esgotado.<br />Sem indenizações de guerra.<br />Estâncias produzindo pouco.<br />Sequências de guerras.<br /> Sem incentivo ao crescimento social do Rio Grande do Sul.<br />
  3. 3. A Revolta<br />Nomeado como presidente da Província Fernandes Braga, que apesar de inicialmente ter agradado aos liberais, aos poucos se mostrou pouco digno de confiança. <br />No dia em que tomou posse, Fernandes Braga fez uma séria acusação de separatismo contra os estancieiros rio-grandenses, chegando a citar nomes, o que praticamente liquidou as chances de conviver em paz com os seus governados.Houveram vários protestos seguidos. Fernandes Braga ainda tentou se corrigir e acalmar os ânimos, mas era tarde demais.<br /> Então, em uma reunião no dia 18 de Novembro de 1835, alguns líderes separatistas decidiram por unanimidade que tomariam Porto Alegre militarmente em dois dias e afastariam o presidente da província Fernandes Braga.<br />Foi então, no dia 20 de Novembro de 1835, que Bento Gonçalves e suas tropas invadiram Porto Alegre, obrigando Fernandes Braga a fugir para Rio Grande ( única cidade que não estava em posse dos farrapos ).<br />
  4. 4. Bento Gonçalves, que planejou o ataque, empossou no cargo, o vice Marciano Ribeiro. O governo imperial então nomeou José de Araújo Ribeiro para o lugar de Fernandes Braga, mas este nome não agradou os farroupilhas .O principal objetivo da revolta era a nomeação de um presidente que defendesse os interesses rio-grandenses.<br />Araújo Ribeiro, então, decidiu partir para Rio Grande e tomou posse no Conselho Municipal da cidade portuária. Bento Manoel, um dos líderes do 20 de setembro, decidiu apoiá-lo e rompeu com os farroupilhas.<br />Bento Gonçalves então decidiu conciliar. Convidou Araújo Ribeiro a tomar posse em Porto Alegre, mas este recusou. Com a ajuda de Bento Manoel, Araújo conseguiu a adesão de outros líderes militares, como Osório. <br />Em resposta, os farrapos prenderam em Pelotas o major Manuel Marques de Souza, levando-o para Porto Alegre e confinando-o no navio-prisão, ancorado no Guaíba.<br />
  5. 5. Com isso, as tropas imperiais começaram a planejar a retomada de Porto Alegre.<br />O Tenente Henrique Mosye, conseguiu fugir da prisão com mais 30 soldados. Este grupo conquistou pontos importantes da cidade e conseguiram libertar Marques de Souza e outros oficiais presos no navio-prisão.<br />Liderados por Marques de Souza, os soldados do império (conhecidos como Chimangos) tomaram a cidade.<br />Então, Marciano Ribeiro foi preso, e em seu lugar foi empossado o marechal João de Deus Menna Barreto. <br />Porto Alegre esteve sitiada por 1.283 dias pelos farrapos, mas estes não conseguiram tomá-la dos imperiais novamente.<br />Em 9 de setembro de 1836 os farrapos, comandados pelo General Netto, impuseram uma violenta derrota ao coronel João da Silva Tavares no Arroio Seival, próximo a Bagé.<br /> Empolgados pela grande vitória, os chefes farrapos no local, já que o impasse político em que o conflito havia chegado era demais, decidiram pela proclamação da República Rio-Grandense. <br /> O movimento deixava de ter um caráter corretivo e passava ao nível separatista.<br />
  6. 6. A República<br />Bento Gonçalves recebe a notícia da proclamação da República e da indicação de seu nome como candidato único a presidente. <br />Decide então ir para a capital da província para se juntar aos vitoriosos comandados de Netto. <br />Quando vai atravessar o rio Jacuí na altura da ilha de Fanfa, tem seus mais de mil homens emboscados por Bento Manuel .<br />Bento Gonçalves, Onofre Pires, Pedro Boticário, Corte Real e Lívio Zambeccari, os principais chefes no local, são presos.<br />O governo imperial, após esta vitória, oferece anistia aos rebeldes para acabar de vez com o conflito. Mas, o comandante Netto concentrou suas tropas ao redor de Piratini, a capital da República, e decidiu continuar a luta.<br />
  7. 7. Bento Gonçalves foi escolhido presidente da República, mas enquanto não retornasse, Gomes Jardim assumiria o governo, organizando a estrutura dos ministérios.<br />Foram criados seis ministérios : Fazenda, Justiça, Exterior, Interior, Marinha e Guerra.<br />Bento Gonçalves consegue fugir da prisão na Bahia e vem assumir a presidência. <br />A diminuição dos combates, a estruturação dos serviços básicos, davam a impressão de que o Estado Rio-Grandense estava indo muito bem.<br /> Mas não era o ano da vitória como esperavam os farrapos. Apesar de mais uma vitória em Rio Pardo, o fracasso na tentativa de tomar Rio Grande e a falta de condições de conquistar Porto Alegre abatem as esperanças dos republicanos. <br />
  8. 8. Sede do Governo em Piratini<br />
  9. 9. Chega Garibaldi ...<br />Ao chegar em Piratini, ele recebe uma missão: construir barcos e fazer frente contra navios do império.<br />Dois meses depois, ele apresenta dois lanchões: o "Rio Pardo" e o "Independência". Mas havia um grande problema: a ausência de portos.<br />Com Rio Grande e São José do Norte ocupadas pelo inimigo, e Montevidéu pressionada pelo governo imperial, os farrapos planejam a tomada de Laguna, em Santa Catarina. A idéia era um ataque simultâneo por mar e por terra.<br />Mas como sair da Lagoa dos Patos ? Depois de ter estaleiro farrapo atacado, Garibaldi consegue fugir com os lanchões "Farroupilha" e "Seival" pelo rio Capivari, a nordeste da Lagoa.<br />Daí resultou um fantástico acontecimento da guerra, Travessia dos lanchões sobre rodas.<br />
  10. 10. Travessia dos lanchões sobre rodas.<br />Foram postas gigantescas rodas nos barcos, e eles foram transportados por terra, levados por juntas de bois, até Tramandaí, a aproximadamente 80km do ponto de partida. O transporte foi feito através de campos enlameados pelas chuvas de inverno.<br />O ataque é feito de surpresa, com Davi Canabarro por terra e Garibaldi a bordo do "Seival" (o Farroupilha naufragou em Araranguá-SC) e resulta na conquista da cidade e na apreensão de 14 navios mercantes, que são somados ao "Seival",  e armas, canhões e fardamentos. <br />
  11. 11.
  12. 12. República Juliana<br />Em 29 de julho de 1839 é proclamada a República Juliana, instalada em um casarão da cidade.<br /> Mas a felicidade durou apenas 4 meses.<br />Com a vitória de Laguna, os farrapos resolveram tentar a conquista de Desterro, na ilha de Santa Catarina. <br />Os farrapos são surpreendidos e Laguna é reconquistada pelos imperiais. <br />As embarcações rebeldes são destruídas, somente Garibaldi escapa. <br />A cavalaria de Canabarro foge pelo litoral escondendo-se em Torres. <br />Sofreram com pesadas perdas materiais.<br />
  13. 13. Anita Garibaldi<br />Em terras catarinenses foi que Giuseppe Garibaldi conheceu Ana Maria de Jesus Ribeiro, a Anita, que abandonou sua terra natal e se transformou na companheira de batalhas de Giuseppe. <br />Anita Garibaldi lutou ao lado do marido, teve seu primeiro filho, em terras gaúchas.<br /> Acompanhou Garibaldi na campanha do Uruguai e com ele se tornou heroína na luta pela unificação da Itália. <br />
  14. 14. O Declínio<br />Em 1840 começou a decadência da revolução.<br />Enquanto a maioria das forças rio-grandenses se concentrava no sítio a Porto Alegre, a capital, Caçapava, era atacada de surpresa.<br />Os líderes farrapos consideravam Caçapava quase intocavel, a cidade tinha um difícil acesso. <br />A partir daí, os arquivos da República foram colocados em carretas de bois pelas estradas. <br />Foi o tempo da "República andarilha", até que Alegrete foi escolhida como nova capital. <br />Em Taquari, farroupilhas e imperiais travaram a maior batalha da guerra, com mais de dez mil homens envolvidos. <br />Em julho, novo fracasso farroupilha, desta vez em São José do Norte. Bento Gonçalves começa a pensar na pacificação. <br />Em novembro é a vez de Viamão cair, morrendo no combate o italiano Luigi Rossetti, o criador do jornal "O Povo" órgão de imprensa oficial da república. <br />Para piorar a situação, em janeiro de 1841, Bento Manoel discordou de algumas promoções de oficiais e abandonou definitivamente os farrapos.<br />
  15. 15. A Vitória de Caxias <br />A partir de novembro 1842 o conflito é dominado pelo Luís Alves de Lima e Silva, o Barão de Caxias.<br />Nomeado presidente da província como a esperança do Imperador para a paz.<br />Priorizou a cavalaria, e espalhou intrigas entre os farrapos sempre que pôde. <br />Tratou bem a população dos povoados ocupados e empurrou os farroupilhas para o Uruguai. <br />Em dezembro de 1842 reuniu-se em Alegrete a Assembléia Constituinte, sob forte discussão política. Era forte a oposição a Bento Gonçalves.<br /> Durante 1843 e 1844, sucederam-se brigas entre os farrapos.<br />O impasse só foi resolvido após as duas últimas derrotas dos farroupilhas, conhecidas como "o massacre dos Porongos" e a "batalha de Ponche Verde".<br /> O exército farroupilha ficou muito desfalcado após estas duas derrotas, não tendo outra alternativa a não ser aceitar os termos do Império para evitar um massacre ainda maior.<br />
  16. 16. O Fim<br />Os farrapos queriam assinar um Tratado de Paz, mas os imperiais rejeitavam, porque tratados se assinam entre países, e o Império não considerava a República um Estado autônomo . <br />Caxias contornou a situação, agradando os interesses dos farroupilhas sem criar constrangimentos para o Império. <br />Mas no final das contas os farrapos já não tinham outra saída senão aceitas as condições de Caxias. <br />   A pacificação foi assinada em 1º de Março de 1845 em Ponche Verde.<br />
  17. 17. Principais Tópicos do Tratado do Ponche Verde<br />— Os republicanos escolheriam o presidente da província (foi escolhido Caxias)— Anistia geral para todos os farrapos; — Libertação de todos os prisioneiros; — Pagamento da dívida pública farroupilha (com viúvas, ex-soldados, inválidos e outros) pelo Império; — Os atos das autoridades civis republicanas seriam revalidados sempre que neles se observassem as leis então vigentes; — Os atos do vigário apostólico da República seriam revalidados; — Ficava garantida a liberdade dos escravos que serviram nas tropas republicanas; — Os oficiais republicanos não estavam constrangidos ao serviço militar; mas os que quisessem servir seriam aceitos no Exército em seus respectivos postos; — Os soldados republicanos estavam dispensados do recrutamento; — Só os generais deixavam de ser admitidos em seus postos, mas gozariam de todas as imunidades concedidas aos oficiais; — O direito de propriedade era garantido em toda a sua plenitude; — Ficavam perdoados os desertores do exército imperial. <br />

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