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Humanidades Digitais Negras

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Aula introdutória do curso "Humanidades Digitais Negras" - Tarcízio Silva

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Humanidades Digitais Negras

  1. 1. Humanidades Digitais Negras Tarcízio Roberto da Silva Mestre em Comunicação e Cultura Contemporâneas (Universidade Federal da Bahia) Doutorando em Ciências Humanas e Sociais (Universidade Federal do ABC)
  2. 2. Humanidades Digitais Negras: nosso curso TARCÍZIO SILVA tarciziosilva.com.br 2/10. Humanidades Digitais Negras: Tecnologias de Resgate 3/10. Contornando Invisibilidades: curadoria e resgate de conhecimentos negros 4/10. Textualidades e Visualidades Digitais: da literatura à política da estética Morena Mariah Taís Oliveira Fernanda Sousa Larisse Pontes Tarcízio Silva
  3. 3. Tarcízio Silva • Doutorando em Ciências Humanas e Sociais pela UFABC • Curador e pesquisador da Desvelar – Conhecimento Afrodiaspórico • Mestre em Comunicação pela UFBA • Cofundador do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados • Editor de livros como “Estudando Cultura e Comunicação com Mídias Sociais” (Editora IBPAD, 2018); “Monitoramento e Pesquisa em Mídias Sociais: metodologias, aplicações e inovações” (Uva Limão, 2016); e “Para Entender o Monitoramento de Mídias Sociais (Bookess, 2012). • No forno: “Racismo Algorítmico” (livro) e “Raça e Tecnologias da Comunicação: Perspectivas Afrodiaspóricas (coletânea) tarciziosilva.com.br
  4. 4. Humanidades Digitais Negras: uma introdução ▪ Humanidades Digitais e Pesquisa ▪ Humanidades Digitais Negras ▪ Tecnologias do Resgate ▪ Projetos de Humanidades Digitais Negras ▪ Algoritmização e Racialização TARCÍZIO SILVA tarciziosilva.com.br
  5. 5. Viradas computacionais nas ciências humanas e sociais O que o “computacional” fez com as ciências sociais e humanidades? TARCÍZIO SILVA tarciziosilva.com.br
  6. 6. Viradas computacionais nas ciências humanas e sociais O que o “computacional” fez com as ciências sociais e humanidades? TARCÍZIO SILVA tarciziosilva.com.br “Processo pelo qual técnicas e metodologias originárias da ciência da computação e campos relacionados – como visualização interativa de informação, ciência da visualização, processamento de imagens, representação geoespeacial, análise estatística de dados, análise de redes e a mineração, agregação, gerenciamento e manipulação dos dados – são usados para criar novos modos de abordar e entender textos nas humanidades” Gary Hall
  7. 7. Humanidades Digitais “Humanidades Digitais é um termo para uma grande variedade de práticas de criação, implementação e interpretação de novas tecnologias digitais e informacionais. Estas práticas não estão limitadas a departamentos tradicionais de humanidades, mas afetam cada campo humanístico nas universidades. [...] E ao mesmo tempo, Humanidades Digitais representa um crescimento e expansão do escopo tradicional das Humanidades, não uma substituição ou rejeição da investigação humanística.” Todd Prester, Chris Johanson
  8. 8. Quatro “fases” das humanidades digitais (01) (02) (03) (04) Foco no quantitativo e infraestrutura - mobilização de busca em arquivos, do poder das bases de dados e automação de linguística de corpus. Segunda onda qualitativa e interativa – avanço das ferramentas quantitativas e geração e experimentação com ambientes e ferramentas para curadoria, interação com conhecimento e dados nativos digitais – “Digital Humanities 2.0”. Terceira onda reflexiva – reflexão sobre relações epistemológicas e de poder na cultura e a própria academia com a “computadorização” da geração do conhecimento. Quarta onda crítica – humanidades digitais enquanto ferramenta crítica para questões sociais, culturais, políticas e econômicas.
  9. 9. Quatro “fases” das humanidades digitais (01) Foco no quantitativo e infraestrutura - mobilização de busca em arquivos, do poder das bases de dados e automação de linguística de corpus. Fotos de trabalho e divulgação de projeto do padre italiano Roberto Busa em parceria com a IBM. A obra de Tomás de Aquino foi transformada em uma base de dados para pesquisa linguística.
  10. 10. Quatro “fases” das humanidades digitais (01) Foco no quantitativo e infraestrutura - mobilização de busca em arquivos, do poder das bases de dados e automação de linguística de corpus. Projeto “Historical Papers Research Archive” – arquivo de documentos históricos da Unviersidade de Witwatersrand. Documento da Constituição Pan-Africanista de 1959.
  11. 11. Quatro “fases” das humanidades digitais (02) Segunda onda qualitativa/interativa - geração e experimentação com ambientes e ferramentas para curadoria, interação com conhecimento e dados nativos digitais – “Digital Humanities 2.0”. Prism, ferramenta para “intepretação colaborativa” (crowdsourced interpretation)
  12. 12. https://fathom.info/traces/
  13. 13. Gremlins (1984) http://moviegalaxies.com Magnolia (1999)
  14. 14. Digital Humanities 2.0 Manifesto ▪ Não é um campo unificado, mas uma coleção de práticas convergentes ▪ Digital é o reino do open source, recursos abertos, portas abertas ▪ Co-criação é chave e o processo pode ser mais importante que o produto ▪ Curadoria como uma característica central das disciplinas humanas ▪ As teorias são/nascem de fazeres ▪ Conhecimento é composto de muitas formas e modalidades
  15. 15. Quatro “fases” das humanidades digitais (03) Terceira onda reflexiva – reflexão sobre relações epistemológicas e de poder na cultura e a própria academia com a “computadorização” da geração do conhecimento.
  16. 16. A coleta rotineira de dados em ambientes como plataformas de mídias sociais não é democrática. O exemplo acima é de um estudo inédito sobre os padrões de preferências de livros a partir de corrente com 130 mil posts no Facebook – que só a própria plataforma tem acesso.
  17. 17. https://www.ibpad.com.br/blog/comunicaca o-digital/10-coisas-que-o-facebook-ja- estudou-sobre-voce-a-nona-e-assustadora/
  18. 18. Quatro “fases” das humanidades digitais (04) Quarta onda crítica – humanidades digitais enquanto ferramenta crítica para questões sociais, culturais, políticas e econômicas.
  19. 19. Quatro “fases” das humanidades digitais
  20. 20. Camadas das Humanidades Digitais (Berry e Fagerjord)
  21. 21. Camadas das Humanidades Digitais
  22. 22. Camadas das Humanidades Digitais (Berry e Fagerjord)
  23. 23. Camadas das Humanidades Digitais
  24. 24. Camadas das Humanidades Digitais
  25. 25. Camadas das Humanidades Digitais
  26. 26. Camadas das Humanidades Digitais (Berry e Fagerjord)
  27. 27. Humanidades Digitais x Pesquisa Digital x Métodos Digitais Nas Humanidades Digitais, duas abordagens se aproximam da perspectiva dos métodos digitais: Culturomics e analítica cultural. Culturomics é o uso da ferramenta de Google Books para performar estudos longitudinais do uso de linguagem em textos escritos, inferindo tendências culturais amplas. Analítica cultural é a prática de pesquisa que levanta e extrai padrões e mudanças não em palavras, mas nas propriedades formais da mídia, como tom, brilho e saturação.
  28. 28. Humanidades Digitais x Pesquisa Digital x Métodos Digitais Timeline: 4535 Time Magazine Covers, 1923-2009
  29. 29. Humanidades Digitais x Pesquisa Digital x Métodos Digitais Timeline: 4535 Time Magazine Covers, 1923-2009
  30. 30. Humanidades Digitais x Pesquisa Digital x Métodos Digitais
  31. 31. Humanidades Digitais x Pesquisa Digital x Métodos Digitais
  32. 32. Humanidades Digitais x Pesquisa Digital x Métodos Digitais
  33. 33. Visualização, estatística e transformação social TARCÍZIO SILVA tarciziosilva.com.br W. E. B. Dubois (1868-1963) foi o primeiro sociólogo negro que Harvard teve a oportunidade de formar como doutor. Autor de livros como "Almas da Gente Negra", foi também Fundador do NAACP (National Association for the Advancement of Colored People), apoiou o Congresso Pan- Africano e teve prolífica produção até 1963. Seus projetos de visualizações na virada do século mostraram o poder dos gráficos e imagens na divulgação e argumentação científica para a transformação social.
  34. 34. Visualização, estatística e transformação social W. E B. Du Bois levou sua pesquisa sobre os negros americanos, sobretudo de Atlanta, para diversas exposições mundiais, com destaque para a Exposição Universal de Paris de 1900. Através de curadoria fotográfica, bibliográfica e visualizações de dados, Du Bois mostrou toda a complexidade e intelectualidade negra americana mesmo em condições ainda tão desfavoráveis. Os displays das fotografias e visualizações permitiram que os visitantes lessem dado por dado sobre questões econômicas,
  35. 35. “A inovação retórica nas ciências sociais combinada com uma estética visual no início do século XX tornou a exposição um material presciente de trabalho em design. Estas visualizações ofereceram um protótipo de práticas de design que não foram amplamente usadas até um século depois, antecipando as tendências – hoje vitais no mundo contemporâneo – de design para inovação social, visualização de dados em serviço de justiça social e a decolonização da pedagogia” (Silas Munro)
  36. 36. Ida B. Wells-Barnett – estatística e campanhas
  37. 37. Ida B. Wells-Barnett – estatística e campanhas Alguns motivos alegados para linchamento em 1894 (Peebles-Wilkins & Francis, 1990) "Usando uma abordagem lógica, científica e focada em fatos (raciocínio dedutivo), ela apresenta estatísticas sobre linchamento para apelar aos valores americanos de justiça e direitos a um julgamento por júri e investigação cuidadosa. Ela usava um estilo autoritativo e objetivo e argumentava efetivamente sem projetar o estereótipo feminino"
  38. 38. Censo Brasileiro e o Movimento Negro "O movimento negro o tem empregado [categoria “negro”] em mais de um modo: para definir a população brasileira composta de descendentes de africanos (pretos e pardos); para designar esta mesma população como aquela que possui traços culturais capazes de identificar [...] os que descendem de um grupo cultural diferenciado e coeso, tanto quanto, por exemplo, o dos amarelos; para reportar a condição de minoria política desta população e a situar dentro de critérios inclusivos de pertinência dos indivíduos pretos e pardos no seu grupo de origem“ (Piza e Rosemberg)
  39. 39. Humanidades Digitais Negras “As humanidades digitais negras refletem menos uma "coisa" específica e mais um espaço construído para considerar as interseções entre o digital e a negritude" Kim Gallon “Em busca da transformação do conceito em realidade física enquanto aplica a linguagem ao trabalho dos digerati negros dentro e fora da academia”
  40. 40. Humanidades Digitais Negras “Se racialização é entendida não como um descritor biológico ou cultural mas como um conglomerado de relações sociopolíticas que disciplinam a humanidade em humanos plenos, não-tão-humanos e não-humanos, então a negritude designa um sistema cambiante de estruturas desiguais de poder que reparte e delimita quais humanos podem clamar status de humanos plenos e quais não” Alexander Weheliye
  41. 41. Humanidades Digitais Negras “Se racialização é entendida não como um descritor biológico ou cultural mas como um conglomerado de relações sociopolíticas que disciplinam a humanidade em humanos plenos, não-tão-humanos e não-humanos, então a negritude designa um sistema cambiante de estruturas desiguais de poder que reparte e delimita quais humanos podem clamar status de humanos plenos e quais não” Alexander Weheliye “o racismo só pode ganhar vida a partir do momento em que essas nações, que inicialmente pensaram a si mesmas como raça, lançaram seu olhar imperialista a outros povos de modo a submetê-los mais facilmente. A ciência, dessa forma, torna-se o artifício que justifica a dominação e que cria uma nova necessidade”. Giselene dos Santos
  42. 42. Tecnologia do Resgate “qualquer conexão entre humanidades e o digital então requer uma investigação de como processos computacionais podem reforçar a noção de humanidade desenvolvida a partir de sistemas racializantes, ainda que elas demandem esforços para reunir ou construir modalidades humandas alternativas” “Essa tensão é performada através do que eu chamo de ‘tecnologia do resgate’, caracterizada pelos esforços em levar adiante a plena humanidade de povos marginalizados através do uso de plataformas e ferramentas digitais”
  43. 43. Black Press Research Collective Projeto Black Press Research Collective resgata a imprensa negra da afrodiáspora, sobretudo estadunidense.
  44. 44. Black Press Research Collective O Chicago Defender incentivou negros do Sul dos EUA, mais violento e ressentido com a derrota na Guerra Civil, a migrar para cidades urbanas como Chicago e Nova Iorque. A visualização
  45. 45. Black Press Research Collective
  46. 46. Resgate, acesso, conexão, contra-hegemonia • Resgate – contra o epistemicídio, levantamento de histórias, dados e relatos invisibilizados ou destruídos • Acesso e Disponibilização – superação de barreiras econômicas e tecnológicas para possibilitar contato com o conteúdo, história e cultura • Conexão – uso das capacidades em rede e mapeamentos para criar pontes entre comunidades e indivíduos às vezes atomizados • Desconstrução do Padrão – o digital como lembrança de que o padrão ou o universal é apenas uma reprodução da hegemonia TARCÍZIO SILVA tarciziosilva.com.br
  47. 47. Colchas e resgate pela oralidade registrada A cientista da informação Deimosa Webber-Bey desenvolveu o Runaway Quilt Project para analisar a prática de costura de quilts (colchas de retalho). As materialidades dos quilts se ligaram a simbologias e códigos específicos no contexto social-histórico das rebeliões e resistência à escravidão em diversos locais, como Estados Unidos.
  48. 48. Runaway Quilt Project
  49. 49. Runaway Quilt Project Exemplos de análise de referências a quilt e quilting em livros e documentos registrados pelo Google N-Gram. A busca por “a quilting” é um exemplo de uso criativo da ferramenta, ao identificar as referências à palavra como substantivo, usada para falar do evento social.
  50. 50. https://books.google.com/ngrams/
  51. 51. Runaway Quilt Project Symmetrical freedom quilts - the ethnomathematics of ways of communication, liberation, and art - Milton Rosa, Daniel C. Orey
  52. 52. Digital Harlem
  53. 53. Digital Harlem Prisões nos anos 1920 de organizadores de casas de jogos de “Numbers”, um jogo de azar proibido e ligado sobretudo a comunidade afro-americana. O mapa da direita mostra os locais de moradia das pessoas presas.
  54. 54. Digital Harlem
  55. 55. Frederick Douglass no Reino Unido
  56. 56. Frederick Douglass no Reino Unido
  57. 57. Frederick Douglass no Reino Unido
  58. 58. Frederick Douglass no Reino Unido Para combater arquivos desestruturados e no lugar de placas e estátuas, os mapas são monumentos visuais ao ativismo Afro-Americano e sua consistência desafia a supramacia branca. Também servem como lembranças essenciais que ativistas Afro-Americanos tiveram um enorme impacto no público britânico e irlandês de pequenas cidades a capitais. Hannah-Rose Murray
  59. 59. Humanidades Digitais Negras – em África • As Humanidades Digitais em países africanos como Nigeria estão florescendo em perspectivas particulares, com potenciais e problemas únicos • Debate e projetos sobre humanidades digitais na África geralmente são iniciados e/ou executados na Europa / USA • Humanidades Digitais no continente é um campo conservador devido a sistemas construídos em currículos escolares padronizados • Desafios de infraestrutura, como pouca cobertura de banda larga (Aiyegbusi, 2018)
  60. 60. Humanidades Digitais Negras – em África
  61. 61. Humanidades Digitais Negras – em África
  62. 62. Humanidades Digitais Negras – em África With the goal of attaining cross-cultural understandings that provide insight into the levers of influences across the globe, the research enabled by technologies such as R-Shief allows research on large-scale, open-ended, interactive, international collaborative ventures in which scholars, activists, technical experts, librarians, and academics work together. Laila Shereen Sakr A Digital Humanities Approach: Text, the Internet, and the Egyptian Uprising
  63. 63. Humanidades Digitais Negras – em África Accra Mobile
  64. 64. Humanidades Digitais Negras – em África
  65. 65. Humanidades Digitais Negras – em África
  66. 66. Mapa da Rede Antirracista de SP
  67. 67. Mapa da Rede Antirracista de SP “A ideia do mapa era pensar a cidade de São Paulo, e principalmente sua região central, como um espaço em que a presença negra tem uma história e um papel. E nós educadores nem sempre acessamos essa história, nem sempre pisamos esse chão com esse olhar”, explica Edneia Gonçalves, socióloga e diretora executiva adjunta da Ação Educativa.
  68. 68. The Haitian Atlantic: a literary geography
  69. 69. The Haitian Atlantic: a literary geography “Pensar sobre o estudo histórico digital como um processo de entrada nas encruzilhadas de Legba, o lugar onde os vivos e os mortos, o passado e o presente devem encontrar-se, é importante não apenas porque fornece linguagem que resgata a história intellectual haitiana mas também porque, como a vèvè de Legba mostra ao lado, as encruzilhadas não são apenas diretas. […] Se “não há centro”, o motivo é que cada lugar é o centro para algo ou alguém, uma ideia enraizada nas concepções de historiadores haitianos do que chamei de “Atlântico Haitiano” Marlene L. Daut
  70. 70. Tecnologias do Resgate: conteúdo digital nativo “As humanidades digitais negras, então, podem ser definidas como uma episteme digital da humanidade que é menos orientada a ferramentas e mais engajada em dissecar o digital como progenitor e hospedeiro de novas – embora relacionadas – formas de racialização. Estas formas de uma só vez tentam abolir e fortificar uma taxonomia da humanidade predicada em hierarquias raciais” Kim Gallon
  71. 71. BlackLives Matter - relatório
  72. 72. BlackLives Matter - relatório
  73. 73. BlackLives Matter - relatório “Não podemos ignorar o papel e poder das imagens no compartilhamento das mensagens sobre BLM. O poder das imagens circuladas em massa em combater injustiça racial é bem documentado em relatos históricos das lutas por justiça nos Estados Unidos. Imagens circulam proeminentemente no corpus de twitter do BLM, com muitos dos mais retuitados conteúdos incluindo uma ou mais imagens”
  74. 74. BlackLives Matter - relatório Questões de Pesquisa, Níveis de Abstração e dados no Twitter:
  75. 75. BlackLives Matter
  76. 76. BlackLives Matter
  77. 77. DocNow DocNow é uma ferramenta e comunidade desenvolvida para apoiar a coleta, uso e preservação ética de conteúdo em mídias sociais.
  78. 78. DocNow - ferramentas
  79. 79. DocNow - ferramentas Segundo as Regras de Uso (“Terms of Use” ou ToS) do Twitter, é proibido compartilhar datatsets completos com outras pessoas. A combinação de iniciativas de ferramentas como Tweet Catalog e Hydrator permite contornar parte das limitações e restrições impostas tecnologicamente e economicamente a pesquisadores com recursos limitados.
  80. 80. DocNow - ferramentas
  81. 81. DocNow - ferramentas
  82. 82. DocNow - ferramentas IDs JSON Dados tabulares (“planilha”)
  83. 83. BlackLives Matter - relatório “Many participants referred to creating a sense of generational safety, commenting that their labor was motivated by the desire to see a better world or different circumstances for the children in their lives.” “Twitter onlookers who were previously unaware of the extent of the tensions between police and Black communities expressed bewilderment at the brutality of the police response in Ferguson.”
  84. 84. Puerto Rico Syllabus
  85. 85. Puerto Rico Syllabus
  86. 86. Puerto Ricans Underwater https://remezcla.com/features/culture/ puerto-ricans-underwater-photos-adal- maldonado/
  87. 87. Puerto Rico Syllabus
  88. 88. Tecnologias do Resgate e Crítica Algorítmica “As humanidades digitais podem profundamente alienar pessoas negras de participar em seus projetos devido a seus silenciamentos e recusas em enfrentar as dimensões intersecionais de políltica, economia e opressão racial e de gênero que são parte da sociedade onde vivemos; este enfrentamento não deve ser relegado apenas a humanistas digitais negros. Estamos vivendo um momento no qual as vidas de pessoas negras podem ser documentadas e digitalizadas, mas não podem ser empoderadas ou respeitadas na sociedade” Safiya Noble
  89. 89. Plataformização (VAN DIJCK, POELL & DE WALL, 2018)
  90. 90. Plataformização O sistema de plataformas é baseado em paradoxos entre práticas e discursos. Vende- se como igualitário, mas é hierárquico. É altamente corporativo, mas aparente servir aos valores públicos. Parece neutro e agnóstico, mas seu desenho carrega um conjunto de valores. Parece substituir a direção “top down” de governos e estado, mas a substitui com estrutura centralizada e mais opaca ainda a seus usuários Djick, Poell & De Wall, 2018 “Paradoxos” egualitário x hierárquico corporações x valor público neutro x valores ideológicos local x global top-down x bottom-up abertura x opacidade
  91. 91. Inteligência Artificial e Algoritmos: viés, racismo e necropolítica O caso da Tay da Microsoft é um dos mais famosos. Lançado em 2016, foi uma persona no Twitter que a empresa buscou usar para mostrar o suposto potencial de um chatbot.
  92. 92. Inteligência Artificial e Algoritmos: viés, racismo e necropolítica
  93. 93. Inteligência Artificial e Algoritmos: viés, racismo e necropolítica
  94. 94. Inteligência Artificial e Algoritmos: viés, racismo e necropolítica https://www.propublica.org/article/machine-bias-risk-assessments-in-criminal-sentencing
  95. 95. Inteligência Artificial e Algoritmos: viés, racismo e necropolíticaRéusnegrosRéusbrancos O Procurador Geral Eric Holder declarou que “Apesar de que estas medidas são criadas com as melhores intenções, estou preocupado como elas inadvertidamente minam nossos esforços para garantir justiça individualizada e igualitária”, além de que “podem exacerbar disparidades injustificadas que já são muito comuns em nossos sistema criminal e sociedade”
  96. 96. Inteligência Artificial e Algoritmos: viés, racismo e necropolítica A hipersexualização e hiper-visibilidade de garotas negras como objetos sexuais torna outros tipos de representações de garotas negras não- existentes Safiya Noble
  97. 97. Inteligência Artificial e Algoritmos: viés, racismo e necropolítica gendershades.org
  98. 98. Inteligência Artificial e Algoritmos: viés, racismo e necropolítica gendershades.org
  99. 99. Inteligência Artificial e Algoritmos: viés, racismo e necropolítica gendershades.org
  100. 100. Racismo Algorítmico
  101. 101. Racismo Algorítmico
  102. 102. White Collar Crime Zones http://www.wordsinspace.net/urbanintel/spring2018/2018/04/03/white-collar-crime-risk- zones/
  103. 103. Racismo Algorítmico
  104. 104. Racismo Algorítmico Racismo algorítmico é um termo que busca entender como interfaces e sistemas automatizados com o apoio de inteligência artificial, tais como plataformas de mídias sociais, podem reforçar e, pior, ocultar as dinâmicas racistas das sociedades onde são usados e empregados. Mais -> https://twitter.com/tarushijio/status/1157347501298606081
  105. 105. Referências / Pra ler mais AIYEGBUSI, Babalola Titilola. Decolonizing Digital Humanities. Bodies of Information: Intersectional Feminism and the Digital Humanities, 2019. BERRY, David M. Introduction: Understanding the digital humanities. In: Understanding digital humanities. Palgrave Macmillan, London, 2012. p. 1-20. BERRY, David M.; FAGERJORD, Anders. Digital humanities: knowledge and critique in a digital age. John Wiley & Sons, 2017. BERRY, David. Critical digital humanities. Conditiohumana. io [Weblog article, 15 January 2019], 2019. DAUT, Marlene L. Haiti@ the Digital Crossroads: Archiving Black Sovereignty. sx archipelagos, n. 3, 2019. FIORMONTE, Domenico; SORDI, Paolo. Humanidades Digitales del Sur y GAFAM. Para una geopolítica del conocimiento digital| Humanidades digitais do sul e GAFAM. Para uma geopolítica do conhecimento digital| Digital Humanities of the South and GAFAM. For a Geopolitics of Digital Knowledge. Liinc em Revista, v. 15, n. 1, 2019. GALLON, Kim. Making a case for the Black digital humanities. Debates in the Digital Humanities, p. 42-49, 2016. HALL, Gary. Toward a postdigital humanities: Cultural analytics and the computational turn to data-driven scholarship. American Literature, v. 85, n. 4, p. 781- 809, 2013. HIGUCHI, Suemi; RIBEIRO, Cláudio José Silva. Anais do I Congresso Internacional em Humanidades Digitais no Rio de Janeiro. 2018. MURRAY, Hannah-Rose. ‘With almost electric speed’: mapping African American abolitionists in Britain and Ireland, 1838–1847. Slavery & Abolition, v. 40, n. 3, p. 522-542, 2019. NIEVES, Angel David et al. Black Spatial Humanities: Theories, Methods, and Praxis in Digital Humanities (A Follow-up NEH ODH Summer Institute Panel). In: DH. 2017.
  106. 106. Referências / Pra ler mais NOBLE, Safiya Umoja. Toward a Critical Black Digital Humanities. In: GOLD, Mathew; KLEIN, Lauren (orgs). Debates in the Digital Humanities. University of Minnesota Press, 2019. PEEBLES-WILKINS, Wilma; FRANCIS, E. Aracelis. Two outstanding black women in social welfare history: Mary Church Terrell and Ida B. Wells- Barnett. Affilia, v. 5, n. 4, p. 87-100, 1990. PIZA, Edith; ROSEMBERG, Fúlvia. Cor nos censos brasileiros. Revista USP, n. 40, p. 122-137, 1999. PRESNER, Todd; JOHANSON, Chris. The promise of digital humanities. Digital Humanities and Media Studies, UCLA: United States of America, 2009. RISAM, Roopika. Beyond the margins: Intersectionality and the digital humanities. DHQ: Digital Humanities Quarterly, Volume 9, Number 2, 2015. ROJAS CASTRO, Antonio. Las Humanidades Digitales: principios, valores y prácticas. 2013. SAKR, Laila Shereen. A digital humanities approach: Text, the Internet, and the Egyptian Uprising. Middle East Critique, v. 22, n. 3, p. 247-263, 2013.

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