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Redes Sociais na Internet e a Economia Étnica - um estudo sobre o Afroempreendedorismo no Brasil

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Apresentação utilizada na defesa de dissertação no Programa de Ciências Humanas e Sociais da UFABC, aprovada.

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Redes Sociais na Internet e a Economia Étnica - um estudo sobre o Afroempreendedorismo no Brasil

  1. 1. Redes Sociais na Internet e a Economia Étnica: um estudo sobre o Afroempreendedorismo no Brasil Taís Silva Oliveira PPGCHS
  2. 2. Ao observar a crescente manifestação do Afroempreendedorismo no Brasil, sobretudo nas mídias sociais, despertou-se o questionamento empírico a respeito do tema. Portanto, buscamos responder se é possível aplicar a Teoria da Economia Étnica na análise do Afroempreendedorismo e elencar as aproximações e distanciamentos entre os dois tópicos.
  3. 3. INTERDISCIPLINARIDADE: (PENTEADO et al, 2015; FAZENDA, 1994; 2018)
  4. 4. BASE TEÓRICA / CONCEITUAL
  5. 5. Pressupõe uma rede estratégica para circular negócios, oportunidades de emprego e capacitação técnica entre a comunidade e o reforço e valorização da identidade étnica (BONACICH, 1973; LIGHT, 2003, 2005, 2013; GOLD, 1989; GARRIDO & OLMOS, 2006). BASE TEÓRICA / CONCEITUAL
  6. 6. BASE TEÓRICA / CONCEITUAL
  7. 7. Da subsistência ao Afroempreendedorismo: uma outra economia é possível? No estado da arte sobre Afroempreendedorismo há a demarcação territorial, estudos que tem como ponto de partida a atuação de grupos ou associações e grande parte dos trabalhos foram publicados muito recentemente. Não há trabalhos que relacionam o Afroempreendedorismo à Teoria da Economia Étnica e nem com viés da tecnologia e internet. BASE TEÓRICA / CONCEITUAL
  8. 8. Como afirma Moura (1992), a trajetória da população negra no Brasil confunde-se com a formação histórica e social da própria nação. Marcos históricos: período escravista, pós abolição, políticas de incentivo à imigração (para outros grupos étnicos), comunidades e movimentos negros, políticas públicas de reparação. BASE TEÓRICA / CONCEITUAL
  9. 9. A apropriação da internet, plataformas e tecnologia como suporte para a formação de comunidades e de manifestações a partir do fator racial. Formação de identidade de modo geral (GILROY, 2007; CANCLINI, 2015; CESAIRE apud MOORE, 2010; QUIJANO, 2005; MUNANGA, 2012; GOMES, 2005). Discussões estabelecidas na Black Digital Humanities (GRAY, 2016; GALLON, 2016; FREELON et al (2016a; 2016b; 2018), NOBLE & TYNES, 2016; DANIELS, 2012). BASE TEÓRICA / CONCEITUAL
  10. 10. METODOLOGIA: Qualitativa com triangulação de métodos (DUARTE, 2009; ROMANCINI, 2011).
  11. 11. taisoliveira.me/redes/dissertais/ Uma rede de atributos diversos, não homogêneos e com representações que demonstram especificidades. Valorização da estética negra, aproximação com questões sociais, veículos de comunicação com demarcador racial, artistas negros. Elementos que não permeiam especificamente a prática Afroempreendedora, mas que sugere um entrelaçamento com a própria identidade e vivência da população negra. Estrutura e relações do Afroempreendedorismo a partir da Análise de Redes Sociais na Internet
  12. 12. Período de circulação: 15 de abril a 09 de maio 141 respostas. 69,5% de mulheres; Idade entre 26 e 41 anos (58,6%); 29,8% com grau Superior Completo e 22% com Pós-Graduação Completa. 58,2% são profissionais autônomos; 60,3% oferecem serviços; 62,4% tinham um emprego formal; 49,6% tem outras formas de obter renda. Perfil e percepções dos Afroempreendedores A maioria dos respondentes são mulheres, adultos entre 26 e 41 anos e com grau de escolaridade acima de superior completo. São autônomos formalizados e oferecem serviços. Grande parte tinha um emprego formal anteriormente, porém ainda mantém outras formas de obter renda. 72,5% são formalizados; A formalização de 74,3% é de MEI; 73% não tem funcionários; Faturam até 5 mil reais/mês (72,3%). 51,1% tem foco em temática negra 51,8% não tem foco em consumidores negros 92,2% tem interesse em movimentos sociais. Têm foco na temática negra, mas não necessariamente só em clientes negros. Se interessam por movimentos sociais.
  13. 13. Perfil e percepções dos Afroempreendedores 85,1% sabem o que é o Black Money; 84,4% mantém contato; 94,3% preferem utilizar serviços ou comprar; 57,4% conhecem pessoas ou organizações.61,7% afirmam que enfrentam dificuldades em ser um Afroempreendedor. 98,5% afirmam utilizar a internet para atividades de sua empresa . Eles sabem o que é e praticam o Black Money. Grande parte diz conhecer pessoas ou organizações que promovem o Afroempreendedorismo. Entre as dificuldades estão a falta de credibilidade com possíveis clientes, fornecedores ou em visitas a lugares, acesso ao crédito bancário e o racismo explícito. Usam internet para o envio de mensagens, redes sociais, para participar de grupos, site ou blog da empresa, pesquisas de mercado e tendências, organização e gestão, reuniões, entre outras.
  14. 14. Espaço de mobilização do Afroempreendedorismo; Escolas de idiomas; Pesquisa de mercado; Consultorias; Produção cultural; Conta digital (fintech); Clube de assinaturas; Estabelecimentos estéticos negra; Confecção e vendas de moda e acessórios. O próprio Afroempreendedorismo; Atividades relacionadas à educação; Movimento negro; Feminista; Mulheres negras; Movimentos relacionados à arte e estética; Movimento hip hop. Emprego formal; Atividades autônomas; Consultorias; Atividades relacionadas à espiritualidade; Apoio de renda da família; Estágio; Aposentadoria; Bolsistas; Aluguel de imóveis; Usufruto do FGTS. Busca por propósito; A realização de um sonho; Autonomia e flexibilidade; Oportunidade; Necessidade; Idade avançada. Perfil e percepções dos Afroempreendedores Razão Alternativa Movimentos Atividades
  15. 15. Perfil e percepções dos Afroempreendedores Adriana Barbosa; Monique Evelle; Nina Silva; Luana Teoffilo; Maitê Lourenço; Paulo Rogério. Movimento Black Money; Feira Preta; Afrobusiness; BlackRocks Startups. Aparecem ainda citações a grupos originados no Facebook, como A Ponte para Pretx, Preta comprando de Preta e Publicitários Negros.
  16. 16. Jaciana Melquiades Era Uma Vez o Mundo Rio de Janeiro/RJ Wanessa Yano Ayê Acessórios São Paulo/SP Michele Fernandes Boutique de Krioula São Paulo/SP Evandro Fióti Laboratório Fantasma São Paulo/SP Trajetórias e vivência do Afroempreendedorismo pelos nós em destaque
  17. 17. São citados os mesmos problemas em relação ao acesso financeiro, situações de racismo e a descrença em perspectivas ao contexto político. Há um contraponto entre os resultados do formulário sobre a relação estabelecida entre os Afroempreendedores. Há o resgate de valores, representação de identidades, ícones históricos negros e laços afetivos. As mulheres são destaque, os negócios partem de uma problemática racial ou por falta de referência representativas e existe uma aproximação com temas políticos e sociais. Todos apontam a internet e suas ferramentas como essencial para a existência, crescimento e permanência dos negócios (relevância e hackear o sistema). Sobre a luta antirracista ser uma luta anticapitalista, os entrevistados discordam e afirmam que empreendimentos de não negros que estabelecem suas práticas no mesmo sistema, embora concordem que o racismo estrutural é inerente ao capitalismo. Trajetórias e vivência do Afroempreendedorismo pelos nós em destaque
  18. 18. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Reforço e orgulho identitário; Senso de comunidade; Auto emprego e consumo; Respostas a uma sociedade hostil. Formação da população negra no país. Discurso empreendedor num contexto de pejotização; Necessidade de políticas públicas; Racismo estrutural. Aproximações Distanciamentos Pontos de atenção
  19. 19. DESDOBRAMENTOS POSSÍVEIS:  A relação entre as políticas educacionais e o estímulo ao Afroempreendedorismo. Bem como se o grau de escolaridade interfere diretamente nos serviços e produtos oferecidos;  O destaque, a relação e a importância de artistas na formação da rede do Afroempreendedorismo, sobretudo do gênero do rap e hip hop;  A massiva participação de aspectos estéticos e de beleza negra;  A formação, a relação e a importância de uma comunidade de veículos de comunicação alternativos e independentes, sobretudo os que carregam demarcadores étnicos;  A importância dos grupos e associações no Afroempreendedorismo;
  20. 20.  A consideração que se leva a respeito de grupos formados nas mídias sociais como representantes do movimento Afroempreendedor;  A própria inclusão do Afroempreendedorismo como um movimento social e qual o impacto disso na percepção do que é um movimento social;  A atuação e importância das mulheres negras como grupo massivamente presente e determinante no Afroempreendedorismo;  Questões problemáticas no porte e faturamento dos Afroempreendimentos;  A forte ligação dos entrevistados com o interesse em movimentos sociais. DESDOBRAMENTOS POSSÍVEIS:
  21. 21. Obrigada! Taís Silva Oliveira

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