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Redes de Solidariedade e Indignação na Internet: o caso “Liberdade para Rafael Braga”

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Apresentação realizada a partir do artigo Redes de Solidariedade e Indignação na Internet: o caso “Liberdade para Rafael Braga” apresentando no GP de Comunicação e Cultura Digital no Congresso Intercom 2017 sob orientação dos Professores/as Doutores/as Silvia Dotta e Ramatis Jacino da UFABC.

Artigo disponível em:http://www.intercom.org.br/sis/eventos/2017/resumos/R12-0654-1.pdf

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Redes de Solidariedade e Indignação na Internet: o caso “Liberdade para Rafael Braga”

  1. 1. Arte por Wellington Martins Redes de Solidariedade e Indignação na Internet: o caso “Liberdade para Rafael Braga” Taís Silva Oliveira Prof.ª Dr.ª Silvia Dotta Prof. Dr. Ramatis Jacino ProgramadePós-GraduaçãoemCiênciasHumanaseSociais Universidade Federal do ABC
  2. 2. O artigo tem como objetivo analisar o conteúdo publicado nas páginas do Facebook relacionadas ao caso Rafael Braga, para tentar entender a motivação ideológica contida no material exposto e verificar como se dão as organizações de movimentos sociais nas redes sociais na internet.
  3. 3. JUNHO 2013 OUTUBRO 2014 JANEIRO 2016 ABRIL 2017 Linha do tempo dos fatos:
  4. 4. Contexto: Rafael Braga, jovem, negro, era catador de materiais recicláveis e pessoa em situação de rua durante a semana. Aos fins de semana voltava para casa, na favela da Vila Cruzeiro na cidade do Rio de Janeiro.
  5. 5. Contexto: No dia 20 de junho de 2013, no contexto das jornadas de junho pelo passe livre, Rafael foi abordado por policiais militares enquanto portava duas garrafas de produtos de limpeza vazias. Mesmo não tendo participado da manifestação, Rafael foi acusado de transportar material para confecção de explosivos.
  6. 6. Contexto: Rafael foi o único condenado em relação a junho de 2013. Em outubro de 2014 ganha progressão de regime e passa a usar tornozeleira. Em 12 de janeiro de 2016 é abordado por policiais militares que, segundo testemunhas, forjam um flagrante (0,6 gramas de maconha, 9,6 gramas de cocaína e um rojão).
  7. 7. Contexto: Rafael Braga é preso novamente, sem o direito a ampla defesa, sem análise da câmera da viatura e do GPS da tornozeleira. Sua condenação se deu baseada somente nos depoimentos controversos dos policiais. Em 20 de abril de 2017 é condenado a 11 anos de prisão. (Movimento Pela Liberdade de Rafael Braga, 2017)
  8. 8. Referencial teórico: o Avanço das TIC's e movimentos sociais; Castells (2009, 2013) o Redes e redes sociais na internet; Barabási (2009) e Recuero (2009) o Questões identitárias a partir das diferenças. Canclini (2015)
  9. 9. Metodologia: o Viés qualitativo; o Análise do conteúdo (BARDIN, 2011); o Busca de páginas com o termo “Rafael Braga” via Netvizz (RIEDER, 2013), 11 páginas listadas com o tema; o Conteúdo analisado: Pela Liberdade de Rafael Braga Vieira (17 de abril a 29 de maio) e 30 dias por Rafael Braga (01 a 30 de junho).
  10. 10. 1. Pela Liberdade de Rafael Braga Vieira; 2. Campanha Nacional pela Liberdade de Rafael Braga Vieira; 3. Novembro Negro - Pela Liberdade de Rafael Braga Vieira; 4. 30 Dias Por Rafael Braga; 5. Comitê Porto Alegre pela Liberdade de Rafael Braga Vieira; 6. Sarau Pela Liberdade de Rafael Braga; 7. Liberdade PARA Rafael BRAGA; 8. Pela Liberdade de Rafael Braga - Comitê de Santa Maria; 9. Apoio ao Rafael Braga Vieira; 10.DF pela Liberdade de Rafael Braga Vieira; 11.Chapa - Rafael Braga. As 11 páginas encontradas
  11. 11. 1. Pela Liberdade de Rafael Braga Vieira; 2. Campanha Nacional pela Liberdade de Rafael Braga Vieira; 3. Novembro Negro - Pela Liberdade de Rafael Braga Vieira; 4. 30 Dias Por Rafael Braga; 5. Comitê Porto Alegre pela Liberdade de Rafael Braga Vieira; 6. Sarau Pela Liberdade de Rafael Braga; 7. Liberdade PARA Rafael BRAGA; 8. Pela Liberdade de Rafael Braga - Comitê de Santa Maria; 9. Apoio ao Rafael Braga Vieira; 10.DF pela Liberdade de Rafael Braga Vieira; 11.Chapa - Rafael Braga. Estratificação regional
  12. 12. 1. Pela Liberdade de Rafael Braga Vieira; 2. Campanha Nacional pela Liberdade de Rafael Braga Vieira; 3. Novembro Negro - Pela Liberdade de Rafael Braga Vieira; 4. 30 Dias Por Rafael Braga; 5. Comitê Porto Alegre pela Liberdade de Rafael Braga Vieira; 6. Sarau Pela Liberdade de Rafael Braga; 7. Liberdade PARA Rafael BRAGA; 8. Pela Liberdade de Rafael Braga - Comitê de Santa Maria; 9. Apoio ao Rafael Braga Vieira; 10.DF pela Liberdade de Rafael Braga Vieira; 11.Chapa - Rafael Braga. Aproximação com o movimento negro
  13. 13. 1. Pela Liberdade de Rafael Braga Vieira; 2. Campanha Nacional pela Liberdade de Rafael Braga Vieira; 3. Novembro Negro - Pela Liberdade de Rafael Braga Vieira; 4. 30 Dias Por Rafael Braga; 5. Comitê Porto Alegre pela Liberdade de Rafael Braga Vieira; 6. Sarau Pela Liberdade de Rafael Braga; 7. Liberdade PARA Rafael BRAGA; 8. Pela Liberdade de Rafael Braga - Comitê de Santa Maria; 9. Apoio ao Rafael Braga Vieira; 10.DF pela Liberdade de Rafael Braga Vieira; 11.Chapa - Rafael Braga. Aproximação com jovens em idade escolar
  14. 14. Análise de conteúdo
  15. 15. Considerações finais: A rede de solidariedade e indignação utiliza as redes sociais na internet e outras mídias de conteúdo independente para defender seus interesses, reforçar os valores produzidos diante das circunstâncias e realizar atos populares e políticos nos vários espaços da sociedade, no Brasil e em outros países.
  16. 16. Considerações finais: Os movimentos sociais “Muitas vezes são desencadeados por emoções derivadas de algum evento significativo que ajuda os manifestantes a superar o medo e desafiar os poderes constituídos apesar do perigo inerente às suas ações” (CASTELLS, 2013, p. 162)
  17. 17. Considerações finais: Os movimentos sociais utilizam de maneira estratégica a articulação de pessoas e grupos por meio da internet buscando, talvez, aquilo que conclui Castells (2013, p. 179) "os movimentos sociais em rede de todo o mundo têm exigido uma nova forma de democracia" por meio de suas variadas conexões.
  18. 18. Considerações finais: Há um forte envolvimento do movimento negro, ressaltando a indignação por identificação e reforçando que não há nem homogeneização dos cidadãos em termos culturais e de identidade (CANCLINI, 2015) e nem em termos de justiça quando aspectos identitários são levados a júri.
  19. 19. Considerações finais: Os movimentos sociais se mostram ativos e criativos em relação aos meios de comunicação disponíveis para a circulação de informações e entretenimento, dessa maneira não são reféns dos conglomerados que dominam os mercados (CANCLINI, 2015).
  20. 20. Bibliografia: BARABÁSI, Albert-László. Linked – a nova ciência dos networks. São Paulo: Leopardo, 2009. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. 1ª ed. 1ª reimp. São Paulo: Edições 70, 2011. CANCLINI. Nestor A. Diferentes, desiguais e desconectados: mapas da interculturalidade. 3ª ed. 1ª reimp. Rio de Janeiro: UFRJ, 2015. CASTELLS, Manuel. Comunicación y Poder. Madrid: Alianza, 2009. __________, Manuel. Redes de indignação e esperança – movimentos sociais na era da internet. Rio de Janeiro: Zahar, 2013. DOMINGUES, Petrônio. (2007). Movimento negro brasileiro: alguns apontamentos históricos. Tempo, 12(23), 100-122. Disponível em: <https://dx.doi.org/10.1590/S1413- 77042007000200007>. Acesso em: 13 mai. 2017. FRAGOSO, Suely; RECUERO, Raquel; AMARAL, Adriana. Métodos de Pesquisa para internet. Porto Alegre: Sulina, 2011 RECUERO, Raquel. Redes Sociais na Internet. Porto Alegre: Sulinas, 2009. RIEDER, Bernhard. Studying Facebook via Data Extraction: The Netvizz Application. Disponível em: <http://thepoliticsofsystems.net/permafiles/rieder_websci.pdf>. Acesso em: 13 mai. 2017. SILVA, Débora Maria; DARA, Danilo (2015). Mães e familiares de vítimas do Estado: a luta autônoma de quem sente na pele a violência policial. Disponível em: <https://xa.yimg.com/kq/groups/15665882/1987194618/name/Artigo_Livro_Bala_Perdida.docx>. Acesso em: 13 mai. 2017.
  21. 21. #LiberdadeParaRafaelBraga

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