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Afroempreendedorismo e Economia Étnica - FESP/SP

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Apresentação utilizada na III Semana Preta da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo organizada pelo Coletivo 21N.

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Afroempreendedorismo e Economia Étnica - FESP/SP

  1. 1. III Semana Preta | Coletivo 21N | FESP/SP Afroempreendedorismo e Econômica Étnica Afroempreendedorismo e Economia Étnica: A Diversidade das Fontes de Renda da População Negra
  2. 2. III Semana Preta | Coletivo 21N | FESP/SP Afroempreendedorismo e Econômica Étnica Taís Oliveira RP, mestrandaemCiênciasHumanase SociaispelaUFABC, pesquisadora membradoNEAB-UFABC(Núcleode EstudosAfricanoseAfro-brasileiros), co- fundadoradoblogVersátilRPe atualmenteAnalistadeMétricas Digitaisna AssociaçãoCidadeEscola Aprendiz. @tais_so Pesquisa“RedesSociaisnaInternetea EconomiaÉtnica: umestudosobreo AfroempreendedorismonoBrasil”.
  3. 3. III Semana Preta | Coletivo 21N | FESP/SP Afroempreendedorismo e Econômica Étnica
  4. 4. III Semana Preta | Coletivo 21N | FESP/SP Afroempreendedorismo e Econômica Étnica POPULAÇÃO NEGRA NO BRASIL A mão de obra negra era utilizada como meio para enriquecer determinados grupos étnicos com a força dominante de poder. Todavia o trabalho era um momento propício para forjar laços de solidariedade (ALBURQUERQUE & FRAGA FILHO, 2006). Os quilombos eram os grandes redutos de resistência negra, lugar do movimento de luta contra a escravidão, de humanização dos negros, de organização social e reafirmação dos valores e identidade africanos. No pós-escravidão a marginalização social da população negra foi uma opção dos detentores de poder econômico e do Estado brasileiro.
  5. 5. III Semana Preta | Coletivo 21N | FESP/SP Afroempreendedorismo e Econômica Étnica POPULAÇÃO NEGRA NO BRASIL Em meados do Séc. XX destacam-se movimentos de mídia, arte e cultura responsáveis por trazer à tona a consciência étnica dos negros e movimentar pautas relacionadas à causa do povo negro. Na década de 70 nasce Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial (MNUCDR), mais tarde nominado de Movimento Negro Unificado (MNU). Sem apoio do estado, os negros tomam para si mesmos a tarefa de galgar espaços, oportunidades e a construção de políticas que fossem capazes de trazer dignidade (FERNANDES, 1989).
  6. 6. III Semana Preta | Coletivo 21N | FESP/SP Afroempreendedorismo e Econômica Étnica POPULAÇÃO NEGRA NO BRASIL “Não é o racismo estranho à formação social de qualquer Estado capitalista, mas um fator estrutural, que organiza as relações políticas e econômicas” (ALMEIDA, 2018, p. 141).
  7. 7. III Semana Preta | Coletivo 21N | FESP/SP Afroempreendedorismo e Econômica Étnica ECONOMIA ÉTNICA | CONCEITO São as movimentações econômicas de imigrantes e minorias étnicas instalados e organizados em comunidades em outros países que não os de origem. Pressupõe uma rede de empreendimentos pertencentes a um determinado grupo étnico e que esse grupo se organize de maneira a circular negócios e oportunidades de emprego entre a comunidade. Dessa forma a teoria propõe que exista integração, solidariedade, valorização da identidade étnica, suporte para fontes de capital, trabalho e informação compartilhados prioritariamente entre os membros do grupo co-étnico. (LIGHT, 2005, 2013; GOLD, 1989)
  8. 8. III Semana Preta | Coletivo 21N | FESP/SP Afroempreendedorismo e Econômica Étnica Perspectiva Culturalista: diz respeito ao auto emprego por questões religiosas, solidariedade em resposta a uma sociedade hostil, redes de solidariedade a partir do grupo co-étnico, negócios familiares e capital social. Perspectiva Ecológica: trata dos pequenos negócios em que grandes organizações não atendem ou apropriações de grupos étnicos em nichos que eram atendidos por determinadas empresas e agora não são mais pois estas avançaram na economia global ( ver Teoria dos Dois Circuitos da Economia Urbana [SANTOS, 2008]). ECONOMIA ÉTNICA | CONCEITO Perspectiva Interativa: os bens culturais relacionados ao país de origem são os mais recorrentes entre negócios étnicos, a exemplo da culinária, livros, música, roupas e assim por diante. (GARRIDO & OLMOS, 2006)
  9. 9. III Semana Preta | Coletivo 21N | FESP/SP Afroempreendedorismo e Econômica Étnica ECONOMIA ÉTNICA | CONCEITO A estrutura socioeconômica e política institucional da sociedade é de suma importância para economias étnicas, pois empreendedores étnicos precisam vencer diversos obstáculos para conseguir se estabelecer e prosperar em suas iniciativas empresariais (GARRIDO & OLMOS, 2006). Também se trata de comunidades diaspóricas globalmente dispersas, mas socialmente integradas, então pessoas de comunidades transnacionais transicionam entre seu país de origem e sua localidade atual e faz desse movimento oportunidades empreendedoras, pois se fortalece nas possibilidades culturais e capital social internacional (LIGHT, 2013).
  10. 10. III Semana Preta | Coletivo 21N | FESP/SP Afroempreendedorismo e Econômica Étnica ECONOMIA ÉTNICA | ESTADO DA ARTE Recorte temporal: 1997-2017 Banco de dados: Scielo, Periódicos Capes e Google Acadêmico Palavras-chave: Economia Étnica, ethnic economy, ethnic economies e economía étnica Resultado: 59 trabalhos entre artigos, teses, dissertações e capítulos de livros
  11. 11. III Semana Preta | Coletivo 21N | FESP/SP Afroempreendedorismo e Econômica Étnica ECONOMIA ÉTNICA | ESTADO DA ARTE Trabalhos com grupos étnicos especificados.
  12. 12. III Semana Preta | Coletivo 21N | FESP/SP Afroempreendedorismo e Econômica Étnica ECONOMIA ÉTNICA | ESTADO DA ARTE Quais grupos étnicos foram estudados.
  13. 13. III Semana Preta | Coletivo 21N | FESP/SP Afroempreendedorismo e Econômica Étnica ECONOMIA ÉTNICA | ESTADO DA ARTE Tipo de metodologia aplicada.
  14. 14. III Semana Preta | Coletivo 21N | FESP/SP Afroempreendedorismo e Econômica Étnica AFROEMPREENDEDORISMO Pesquisa Projeto Brasil Afroempreendedor (MICK, 2016) Expressiva presença de mulheres; 64% tem ao menos ensino superior incompleto; 55,3% estão engajados em partidos políticos ou movimentos sociais; 53% afirma já ter vivido situações de racismo no contexto de suas práticas profissionais; Como obtém verba: recursos próprios (78,1%) com empréstimo de familiares ou amigos (7,8%) apenas 3,7% obtiveram financiamento bancário
  15. 15. III Semana Preta | Coletivo 21N | FESP/SP Afroempreendedorismo e Econômica Étnica AFROEMPREENDEDORISMO Tratativas da SEPPIR entre 2009 e 2016 Estatuto da Igualdade Racial e o estímulo ao empreendedorismo negro; Apoio à Feira Cultural Preta e outros eventos relacionados; Parcerias com agências de fomento e assessoria técnica para micro e pequenas empresas e para atividades com iniciativas da sociedade civil para estabelecer diálogo com empreendedores negros; Discussões sobre os grandes eventos que ocorreriam no Brasil, como Olímpiadas e Copa do Mundo de Futebol; Protocolo de Intenções entre a SEPPIR e SEBRAE para a implementação de ações específicas.
  16. 16. III Semana Preta | Coletivo 21N | FESP/SP Afroempreendedorismo e Econômica Étnica AFROEMPREENDEDORISMO Acesso ao microcrédito produtivo (PAIXÃO, 2015) 22,2% dos entrevistados pretos afirmam que "discriminação de distintas naturezas" foram razão para a não aprovação de crédito (os únicos entre brancos e pardos que assinalaram essa alternativa); 29,6% dos MEI’s consideram muito difícil (maior índice entre brancos e pardos) e 31,2% difícil ter acesso ao crédito produtivo; Pretos e pardos são os que mais verbalizaram incômodos com a forma como são olhados e com constrangimento sentido com a porta giratória tanto em bancos públicos quanto em bancos privados.
  17. 17. III Semana Preta | Coletivo 21N | FESP/SP Afroempreendedorismo e Econômica Étnica O QUE TEM SIDO PRATICADO
  18. 18. III Semana Preta | Coletivo 21N | FESP/SP Afroempreendedorismo e Econômica Étnica O QUE A REDE NOS MOSTRA
  19. 19. III Semana Preta | Coletivo 21N | FESP/SP Afroempreendedorismo e Econômica Étnica PROBLEMÁTICAS Não há um marco teórico de Afroempreendedorismo; Empreendedorismo discutido em demasia em campos técnicos; O debate sobre Afroempreendedorismo é interdisciplinar; Empreendedorismo por necessidade versus por oportunidade; Criticar a repetição da lógica do sistema e o esvaziamento de discurso político; Políticas Públicas de incentivo; Escalabidade e possibilidade de sobrevivência (negócio); Black Money nos EUA versus Black Money no Brasil (Texto de Suzane Jardim). Para debater Economia Étnica no Brasil deve-se levar em consideração a história;
  20. 20. III Semana Preta | Coletivo 21N | FESP/SP Afroempreendedorismo e Econômica Étnica Obrigada!  Referências em: http://bit.ly/EconomiaEtnica contato@taisoliveira.me

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