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Revista164

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Revista164

  1. 1. ANO 17 NO 164 janeiro 2011 produÇÃo em série Petrobras dá início ao processo de construção de oito plataformas – todas réplicas de um só projeto – que vão operar no pré-sal da Bacia de Santos a partir de 2014 Técnicos trabalham na montagem da plataforma P-50 no Estaleiro Mauá-Jurong, em Niterói (RJ): encomendas da Petrobras estão revitalizando a indústria naval do país
  2. 2. arquiVo pessoal rogério reis Banco de imagens petroBras ENTREVISTA CAPA EDUCAÇÃO RETRANCA Com o mesmo vigor com que encara Começa em março, no polo naval A Petrobras fecha parceria com ANP, altas ondas mundo afora, o surfista de Rio Grande (RS), a construção dos universidades e escolas técnicas para Rico de Souza assume o papel de cascos de oito plataformas que vão a formação de mão de obra qualificada “embaixador” do surfe brasileiro, operar no pré-sal da Bacia de Santos destinada a atuar no pré-sal: é o organizando o mais importante a partir de 2014. Feitas com base Programa Petrobras de Recursos campeonato do esporte no país, em um só projeto, as plataformas Humanos, que concede bolsas do com patrocínio da Petrobras. vão produzir, juntas, 1,2 milhão ensino técnico à pós-graduação. de barris por dia. pág. 4 pág. 10 pág. 18 geraldo FalcÃo GESTÃO Compartilhar o conhecimento é o principal objetivo do Projeto Mentor, já 22 em curso nas áreas de Exploração e Produção (E&P) e Abastecimento. pág.diVulgaÇÃo transpetro QUALIFICAÇÃO Um jogo de perguntas e respostas vem mobilizando os empregados da Transpetro em busca de atualização profissional: é o Desafio PQGN. pág. 24 ismar ingBer CULTURA Todas as regiões do país tiveram projetos aprovados pelo Programa Petrobras Cultural 2010. pág. 28E mais... 6 Petrorama 8 Força de Trabalho 32 Fique por Dentro 7 Mural do Leitor 26 Gente 36 Máquina do Tempo | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 Revista Petrobras 164 • ano 17 • Janeiro de 2011 Av. República do Chile, 65, sala 1.202 • Rio de Janeiro – RJ – CEP: 20035-900 E-mail: revistapetrobras@petrobras.com.br Gerente Executivo de Comunicação Institucional Wilson Santarosa • Gerente de Relacionamento Gilberto Puig • Gerente de Relacionamento com o Público Interno Luiz Otávio Dornellas • Comitê Editorial Ana Luísa Feijó Abreu (Financeiro), Cláudia Del Souza (E & P), Abílio Mendes Soares Filho (Transpetro), Maurício Lopes Ferreira (RH), Elizete Vazquez (Serviços Compartilhados), Débora Luiza Coutinho do Nascimento (Abastecimento), Giana Grazziotin (SMES), Marcelo Siqueira Campos (Petrobras Distribuidora), José Carlos Cidade (Internacional), Georgia Valverde Leão (Jurídico), Wanderley Bezerra (Gás e Energia), Carmen Vilar Prudente (Engenharia) • Editor Responsável Alexandre Medeiros (Ofício de Letras), Mtb 16.757 • Editor de Fotografia Geraldo Falcão • Editoras Nádia Ferreira e Patrícia Alves • Editora assistente Claudia Lima • Produtor Executivo Albano Auri • Diagramação e Infografia Azul Publicidade • Colaboradores Celia Abend, Fernanda Pedrosa, Francisco Luiz Noel, Julia Viegas, Luciana Conti e Márcia Leoni •Bruno Veiga Copidesque Bella Stal 3
  3. 3. 2 Rico se prepara para carioca Rico de Souza, 58 anos, é um dos sím­ Como empresário bem­sucedido do surfe, entrar no tubo na praia O bolos do surfe nacional. Campeão brasileiro por acha que o Brasil dá valor ao esporte? de Lances Left, noENTREVISTA ENTREVISTA arquipélago de Mentawai, seis vezes e ganhador de diversos prêmios interna­ Sim. Nós, brasileiros, temos consciência do quan­ paraíso do surfe na Indonésia, em 2005 cionais, especialmente na categoria longboard, transformou to é importante a formação de ídolos no esporte. seu nome em marca e aproveitou o status de lenda mun­ Gustavo Kuerten e Ayrton Senna, por exemplo, dial para liderar a batalha pela revitalização do esporte desempenharam papéis importantes no passado. no Brasil, recebendo o título de “embaixador do surfe”. Hoje, a natação e o vôlei têm papel destacado Criador da primeira escola para o esporte no país, Rico é devido ao alto desempenho dos atletas. Acho, responsável pela promoção do Circuito Petrobras de Long­ inclusive, que estamos preparados para realizar board Classic, realizado com o apoio da empresa desde eventos de grande porte como a Copa do Mundo 2002. A 10a edição do campeonato será realizada nos dias e as Olimpíadas. Nossos maiores desafios são as 29 e 30 de abril e 1o de maio, em Salvador, e 18, 19 e 20 de carências no setor de infraestrutura, em especial 5 7 novembro, no Rio de Janeiro, e terá a participação de cerca nas áreas de transportes e de serviços. De que forma estar associado a uma empresa Além de Phil Rajzman, algum outro atleta de 100 atletas. como a Petrobras, que tem forte preocupação conhecido frequentou a Escola de Surf? 3 A prática do surfe está crescendo no Brasil? ambiental, ajuda a manter essa saudável rela­ O carioca André Luiz, o Deka, morador da co­ 1 Qual a importância de patrocínios como o da Acho que está indo em boas direções. Tanto a ção entre o surfista e a natureza? munidade do Terreirão, no Recreio dos Bandei­ Petrobras no Campeonato Brasileiro de Surf? Abrasp (Associação Brasileira de Surfistas Profis­ Sem sombra de dúvida, o surfe é um dos espor­ rantes, foi iniciado no surfe por mim há 17 anos, Eles são fundamentais para o desenvolvimento sionais) quanto a CBS (Confederação Brasilei­ tes que mais interagem com a natureza. A re­ por meio do projeto social que desenvolvo na do surfe no Brasil. A Petrobras é hoje a maior ra de Surf), que cuida do surfe amador, estão lação do surfista com o mar é direta e essencial. Escola de Surf Rico. Inicialmente, meu objeti­ patrocinadora do surfe brasileiro, financiando desenvolvendo bons trabalhos e aprendendo a Costumo dizer que somos sentinelas do mar. vo era trazer pra ele uma oportunidade de vida três modalidades: Longboard, Surfe Feminino administrar cada vez melhor o esporte. Preci­ Aprendemos a preservar a natureza cuidando melhor através do esporte, mas, aos poucos, ele e Surfe Profissional. Esse tipo de suporte faz com samos centrar esforços para aumentar a cota de da praia, que é a nossa casa. Por isso, acredito mostrou talento e dedicação, ganhando títulos que nossos atletas tenham melhores condições patrocínios, vital para o esporte. que, ao investir nessa atividade, a Petrobras aju­ importantes, como o Campeonato Brasileiro de de treinamento e mais visibilidade na mídia. da a manter uma relação saudável entre o es­ Longboard Profissional de 2010 e o Campeonato 4 Quando será a próxima edição do Petrobras porte e a população, com preservação ambien­ Sul­Americano de Longboard Profissional de Longboard Classic? tal e desenvolvimento sustentável. 2009. O Deka foi o maior troféu que eu já con­ A primeira etapa ocorrerá em Salvador entre os quistei em toda a minha vida. O esporte tem o 6 dias 29 de abril e 1o de maio. Já a última etapa Além da questão ambiental, o esporte tam­ poder de transformar meros cidadãos em gran­ será realizada entre os dias 18 e 20 de novembro bém desempenha papel fundamental na for­ des campeões. na Praia da Macumba, no Rio de Janeiro. Serão mação dos atletas. De que ma neiras o surfe 8 aproximadamente 100 participantes das catego­ pode ser utilizado em programas de responsa­ Quais são os planos e sonhos do surfista Rico rias Profissional Masculina, Profissional Femi­ bilidade social? para 2011? nina e Super Legends, categoria dedicada so­ O surfe é uma ótima ferramenta de inclusão Um deles é criar uma organização que apoie mente aos pioneiros do esporte no Brasil, para social. É um esporte que tem uma grande rela­ todas as escolas de surfe no Brasil. Dessa forma, fortalecer e resgatar a história do surfe brasileiro. ção com o meio ambiente e que traz educação, teríamos a mesma metodologia em todas essas Rico de Souza, Atletas de nível internacional, como Phil Rajzman, hábitos saudáveis e novas culturas, sendo um escolas e alcançaríamos resultados surpreenden­ surfista Danilo Rodrigo “Mullinha”, Carlos Bahia, Eduar­ ótimo exemplo na formação de atletas e das pes­ tes na formação de atletas de regiões carentes do Bagé, Roger Barros, Marcelo Freitas e André soas em geral. E pode ser utilizado de diversas e de novos campeões. Outro sonho é criar um Luiz “Deka”, iniciaram suas carreiras neste circui­ formas. As escolas de surfe, por exemplo, ajudam Museu do Surfe do Rio de Janeiro, juntamente to. O ano de 2007 ficou marcado como histórico a fomentar a base do esporte. Em 1982, formei a com um espaço social que valorize a cultura no circuito mundial de longboard, pois entre os primeira escola de surfe do Brasil, no Arpoador de praia, que é tão forte na vida do carioca. dez melhores surfistas do mundo, seis eram atletas (RJ), e hoje já existem mais de 300 escolas no Tenho um acervo de 150 pranchas, camisetas brasileiros, incluindo Phil Rajzman, que foi cam­ país. Por meio delas, podemos educar as pessoas de todos os eventos da Petrobras, fotografias Fotos: arquiVo pessoal peão mundial e teve sua carreira iniciada na Es­ e formar bons atletas de comunidades carentes. e pôsteres que narram a história do surfe bra­ cola de Surf Rico (pioneira no Brasil), junto com a São escolas que atuam não só na formação de atle­ sileiro e que tem sido exibido em exposições | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 criação do Circuito Petrobras Longboard Classic. tas, mas também na construção da cidadania. itinerantes. 4 O ‘embaixador’ do surfe brasileiro 5 “A relação do surfista com o mar é direta e essencial. Costumo dizer que somos sentinelas do mar”
  4. 4. MURAL DO LEITOR BATE-BOLA ESTRELAS DA CASA A árvore da vidaPETRORAMA Em busca de oportunidades RETRANCA geraldo FalcÃo A engenheira de produção Lucia­ o FEL1 (Front End Loading) do pro­ No terreno da Estação de Bombeamento de Atibaia, em japonês Hiroshi Ono, falecido há cinco anos. Sua paixão pela na Mattar acompanha um dos Feeds jeto de instalação de uma unidade de São Paulo, uma bela árvore chama a atenção na paisagem árvore foi respeitada pela mulher e pelos filhos, que cumpriram (Front End Engineering and Design) processamento e liquefação para os árida. O cuidado com a planta de espécie desconhecida está a vontade de Hiroshi ao garantir a sobrevivência da planta do projeto de construção da planta de campos de gás do Peru. garantido no contrato de compra do terreno, assinado pela mesmo depois de se desfazerem da propriedade. O projeto liquefação de gás natural embarcada família que era proprietária antes de a estação ser construída original de obras foi alterado, já que a estrada de acesso (GNLE). Projeto inédito no mundo, a No final de 2009, foi convidada pela pela Implementação de Empreendimentos de Terminais da passaria sobre as raízes da árvore – hoje protegidas por unidade flutuante operará nos blocos Gerência de Projetos e Ativos de GNL, Engenharia. A preservação é uma homenagem ao floricultor uma contenção de terra, bem ao lado da Estação. do polo pré­sal da Bacia de Santos. do G&E, a participar do acompa­ nhamento de um dos três Feeds para Origem construção de uma unidade de lique­ São Fidélis, RJ. fação de gás natural embarcada, des­ tinada a viabilizar o transporte do gás Esquadra Mentor que será produzido no pré­sal. Essa “Meus pais, que foram sempre muito unidade será instalada perto das uni­ no mar dedicados, incentivadores, e me ensi­ dades flutuantes de produção, esto­ naram o valor do trabalho e a impor­ cagem e escoamento (FPSOs) de óleo No caminho sem volta de bus- tância da ética”. e gás e receberá até 14 milhões de me­ car petróleo em regiões cada vez tros cúbicos de gás associado por dia. mais profundas do mar, a Petrobras Principais projetos acaba de dar um passo de gigante Formada em Engenharia de Produ­ Tempo de empresa para o desenvolvimento das reser- ção pela Universidade Federal Flumi­ Sete anos. vas do pré-sal. De uma só tacada, na nense (UFF), com especialização em maior encomenda do gênero já fei- Engenharia Econômica e Financeira, Onde está hoje ta na história da indústria petrolífe- Gestão de Projetos e mestrado em Consultora da Inter­TEC/EPD/IP ce­ ra mundial, assinou os contratos para Engenharia de Produção, entrou pa­ dida à Diretoria de G&E, está lotada a construção de oito navios-plata- ra a Petrobras em 2004, como enge­ em Paris, no escritório da Technip, forma baseados em um mesmo pro- nheira júnior. empresa contratada para desenvol­ jeto, que vão operar, a partir de 2014, Após o curso de formação, foi selecio­ vimento dos Feeds relativos à uni­ nos blocos exploratórios BMS-09 e nada pela Área Internacional, em dade de liquefação. BMS-11, na Bacia de Santos. 2005, para trabalhar na recém­cria­ A construção dos oito cascos da Gerência de Suporte Técnico à Conselho pessoal das plataformas começa em mar- Área de Desenvolvimento de Negó­ “Acredite sempre que é capaz e faça ço, no Estaleiro Rio Grande, com cios de Gás e Energia Internacional, sempre o que é correto e o que gosta­ conteúdo nacional mínimo de 70%. a Inter­TEC/GE, sendo a primeira in­ ria que fizessem por você, mesmo que, “Meu marido gostava muito de árvore, porque para ele tegrante da equipe. num primeiro momento, isto lhe pa­ Fotos: Banco de imagens petroBras Do polo naval do município gaúcho significava vida. Quando comprou o terreno, há mais ou me- de Rio Grande vão partir em série Entre os projetos de maior destaque reça pessoalmente desvantajoso”. nos 20 anos, ela já existia. É uma planta nativa e não sabe- as plataformas que darão sustenta- estão o Mariscal Sucre, junto com a mos qual é a espécie. O terreno fica a 45 minutos de onde Luciana estuda ção à produção em larga escala do PDVSA, a estatal venezuelana de pe­ alternativas a gente morava. A intenção dele era construir uma casa e pré-sal: a primeira será a P-66, em tróleo, para avaliar a oportunida­ de transporte, depois morar lá, mas o sonho acabou não sendo realizado. processamento 2014, e a última, a P-73, em 2017. de de construção de uma unidade de e liquefação Para ele, a árvore tinha um grande sentido, fazia parte da Cada uma vai acrescentar 150.000 processamento e liquefação de gás de gás natural casa. Meu marido gostava tanto que me pediu para cuidar | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 arquiVo pessoal ||REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 barris diários à produção da com- natural na Venezuela; o projeto de da árvore mesmo se a gente vendesse o sítio”. panhia, totalizando 1,2 milhão de construção de um terminal de rega­ barris quando a encomenda for con- seificação no Uruguai; e o Grupo de Sakae Tanio Ono, viúva de Hiroshi Ono cluída. Os detalhes dessa odisseia Trabalho de análise de oportunida­ nos mares estão em nossa matéria des de E&P e GNL no Sudeste da A Revista Petrobras está em permanente processo de aperfeiçoamento para ser, cada vez mais, uma publicação imprescin- de capa, que começa na página 10. Ásia e na Oceania. dível à força de trabalho. Para isso contamos com a sua colaboração. Sugestões, críticas, elogios – tudo será recebido com Coordenou, em 2008, pela Inter­ carinho por nossa equipe. Para participar é fácil: por carta, Av. República do Chile, 65, sala 1.202, Rio de Janeiro – RJ – 20035-900; por fax, (21) 2220-8761; ou por e-mail: revistapetrobras@petrobras.com.br 6 TEC/EPD/IP (antiga Inter­TEC­GE), 7
  5. 5. FORÇA DE TRABALHO IDEIAS FORÇA DE TRABALHO compartilhadas TRANSPETRO INOVA COM UM PROGRAMA DE ESTíMULO à CRIAÇÃO E à ADOÇÃO DE SOLUÇõES SUGERIDAS POR SUA FORÇA DE TRABALHO. AS MELHORES PROPOSTAS CONCORREM A PRêMIOS F azer algo como não era fei­ inventar. Às vezes, é usar uma ideia O Inovar foi criado em 2004 com ” to antes”. Esta definição do existente em outra aplicação, inovar o apoio da presidência, estimulou o iVan storti dicionário é a melhor para o processo. O mais importante é dis­ desenvolvimento do programa. De lá a palavra Inovar – nome do progra­ seminar a cultura da inovação na para cá, o programa foi aperfeiçoado: Equipe do Creduto, de Garulhos (SP), que criou o teleférico, tendo à direita o gerente Mucio: experiência premiada ma de incentivo à participação da companhia através da nossa força de cadastro informatizado, clareza nos força de trabalho da Transpetro na trabalho”, define Sergio Machado, critérios de premiação e divulgação rado ao gás. Depois de quatro meses Fred Baloni criação de soluções para os problemas presidente da Transpetro. Para ele, é ativa foram mudanças cruciais que per­ de experiência, o resultado foi a reten­ do dia a dia. Ideias que melhorem o fundamental valorizar o conhecimen­ mitiram atingir a meta anual de parti­ ção eficiente das impurezas, que pro­ ambiente de trabalho, reduzam riscos, to e a habilidade de cada um, que po­ cipação de 2% da força de trabalho vocavam o mau funcionamento dos aperfeiçoem processos de qualidade dem ser potencializados no trabalho antes mesmo do término de 2010. pilotos das válvulas de controle de ou gerem economia são cadastradas em equipe. Até o momento, o Programa Ino­ pressão (PCVs) e falhas nos pontos pelos autores num sistema informatiza­ “A gente quer que todas as pessoas var premiou 24 ideias de 40 traba­ de entrega de gás natural. do, acessível aos cerca de 9.000 traba­ se sintam valorizadas: o marítimo, o lhadores, e também vem estimulan­ “O importante não é apenas o lhadores da empresa. Além de serem engenheiro, o auxiliar de escritório, a do o registro de patentes. Depois de prêmio, mas o reconhecimento do tra­ reconhecidas, as melhores propos­ auxiliar de limpeza. Todos podem ter analisadas previamente por um co­ balho”, afirma Leandro. A inovação tas recebem garantia de implantação e uma ideia boa para melhorar algum mitê multissetorial, as ideias cadas­ deverá ser adotada inicialmente em concorrem a prêmios em dinheiro. processo da companhia”, completa tradas são submetidas à avaliação de 40 pontos de entrega, com investimen­ Os resultados são animadores. En­ Isaías Quaresma Masetti, gerente­ge­ técnicos da companhia para verifica­ to de R$ 160 mil e economia anual de tre janeiro e dezembro de 2010, 290 ral de Desenvolvimento e Inovação ção da viabilidade ou não da sua im­ R$ 400 mil, e depois poderá ser esten­ participantes cadastraram 321 pro­ Tecnológica da Transpetro (Gedit), plantação. As propostas, aprovadas dida aos demais 103 pontos, aumen­ jetos. “Inovar não é necessariamente responsável pela gestão do programa. pelas avaliações técnicas e das poten­ tado a confiabilidade da malha. O dispositivo para instalar braçadeiras foi outra ideia inovadora dos técnicos do Creduto ciais áreas beneficiadas, ficam dispo­ No Centro Nacional de Reparo iVan storti níveis para consulta e são candidatas de Dutos da Petrobras (Creduto), em acidentes e agilizar os serviços, já nais distantes, quando é explicada a aos prêmios. Guarulhos (SP), o prêmio foi para que reduz o número de pessoas en­ definição que a palavra inovação tem Os profissionais recebem a premia­ uma solução criada pela equipe for­ volvidas. A ideia foi inscrita no pro­ para a Transpetro, e a força de traba­ ção do presidente da empresa, Sergio mada por Francisco Ferreira dos San­ grama pelo gerente Mucio Eduardo lho é incentivada a pensar em solu­ Machado, numa cerimônia transmi­ tos, Samuel Martins da Silva, Daniel Amarante Costa Pinto. “A equipe é ções para suas dificuldades operacio­ tida por videoconferência e com am­ José dos Santos, Thiago Soares dos de pessoas com muita experiência, nais. A análise mensal dos resultados, pla divulgação. Foi o caso de Leandro Santos e Benedito Romão: o “Telefé­ que já passaram por várias dificul­ discriminada por regiões, direciona | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 Soares da Veiga, engenheiro de Auto­ rico para Transporte de Equipamen­ dades em campo”, afirma, ressaltando as ações de incentivo da companhia. mação da Gerência Técnica e Opera­ tos e Materiais”. os resultados tão importantes de uma Os participantes receberão reconhe­ cional da Diretoria de Gás Natural O teleférico foi criado para ser solução simples e com grande poten­ cimento na sua ficha profissional. (DGN), premiado pelo projeto do utilizado em locais de difícil acesso, cial de expansão. A ideia será adotada Com foco na abrangência do Pro­ “Filtro Coalescedor para Pilotos das como rampas inclinadas, vales e cur­ inicialmente em 18 locais no Brasil. grama Inovar, a proposta é ampliar PCVs”. A inovação foi utilizar um sos d’água, e para áreas remotas, Sempre procurando atrair profis­ cada vez mais a interação com a força filtro de outro equipamento para a como florestas. O trabalho foi premia­ sionais, os gestores promovem o Ino­ de trabalho, transformando a ino­ 8 As cerimônias de premiação do Inovar são transmitidas por videoconferência filtragem de óleo lubrificante mistu­ do por diminuir a possibilidade de var Itinerante. São visitas aos termi­ vação em desafio pessoal. 9
  6. 6. UM Só PROJETO, UM Só DESTINO:CAPA CAPA O polo gaúcho de Rio Grande, onde foi construída a P-53 (na foto de 2008, em fase final de montagem), é hoje uma referência para a indústria naval do país produzir OITO PLATAFORMAS, CONSTRUíDAS A PARTIR DA MESMA CONCEPÇÃO PARA OPERAR NO PRé-SAL DA BACIA DE SANTOS, PODERÃO ELEVAR A CAPACIDADE DE PRODUÇÃO DA PETROBRAS EM 1,2 MILHÃO DE BARRIS POR DIA geraldo FalcÃo | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 10 11
  7. 7. primeira, em 2014, será a por dia à capacidade da companhia, sar seis milhões de metros cúbicos de cificamente para processar óleo mais A P­66, seguida, em quatro anos, de mais sete pratica­ correspondentes a mais da metade do volume produzido hoje no país. gás por dia. leve que o da Bacia de Campos. A opção pelo tipo FPSO vai permi­ mente iguais, até a P­73 – uma por A arrancada para a fabricação das Nova geração tir à Petrobras iniciar no menor tempoCAPA CAPA semestre, agregando a cada entrega unidades – navios­plataformas do ti­ Os FPSOs formam a primeira leva possível as operações em escala comer­ a capacidade de 150.000 barris diá­ po FPSO, que produzem, armazenam da nova geração de plataformas da Pe­ cial nas reservas gigantes do pré­sal da rios à produção da Petrobras. A cons­ e transferem óleo e gás – foi dada em trobras, concebidas de acordo com cri­ Bacia de Santos. Na escolha, foi de­ trução das primeiras oito plataformas novembro passado. No dia 11, a Pe­ térios técnico­operacionais que prio­ terminante a flexibilidade operacional para as operações em larga escala no trobras e as afiliadas brasileiras da in­ rizam a simplificação de projetos e a desses sistemas de produção, graças à pré­sal da Bacia de Santos entrou em glesa BG Group, da portuguesa Galp padronização de equipamentos. A fa­ possibilidade de armazenar o petró­ contagem regressiva, na maior enco­ Energia e da espanhola Repsol assi­ bricação seriada proporcionará mais leo, depois transferido para navios­ menda simultânea do gênero na his­ naram com a brasileira Engevix En­ rapidez aos trabalhos de construção, tanques, que farão o transporte até o tória mundial do petróleo. Com o genharia os contratos de construção gerando ganhos de escala e consequen­ continente. “Vamos antecipar a pro­ início da fabricação a partir de mar­ dos oito cascos, no valor de US$ 3,46 te redução dos custos. A empreitada dução sem ter que esperar a instalação ço, os novos sistemas de produção bilhões. Na sequência desse primei­ dos oito FPSOs tem importância estra­ de infraestrutura de escoamento de estarão todos em operação em 2017 ro passo, a companhia já prepara a tégica para o cumprimento das metas óleo, necessitando apenas da insta­ nos campos dos blocos exploratórios aquisição dos módulos e equipamen­ fixadas para o Polo Pré­Sal da Bacia lação de infraestrutura para o gás”, BMS­09 e BMS­11 do pré­sal da Ba­ tos que farão parte dos FPSOs, tra­ de Santos pelo Plano de Negócios da explica o coordenador de Desenvol­ cia de Santos, incluindo os campos tados como série por serem réplicas companhia. As plataformas, que serão vimento de Projeto do E&P Pré­Sal, de Lula, Cernambi, Guará e Carioca, de um só projeto, que, além do pe­ ancoradas em lâminas d’água de até Leonardo Vieira Ferreira. “Outro tipo acrescentando 1,2 milhão de barris tróleo, terão capacidade para proces­ 2.100 metros, foram projetadas espe­ de plataforma requisita­ Um projeto, oito plataformas em série Peso leve do casco: Capacidade de armazenamento: 46.000 toneladas 1,67 milhão de barris O navio-plataforma Cidade de São Vicente, geraldo FalcÃo sem os módulos que já opera no Campo de Lula, em breve terá 71.000 toneladas a companhia de novas unidades do tipo FPSO com os módulos na Bacia de Santos ria oleoduto até o continente ou uni­ cascos com o mesmo arranjo estrutu­ 25 anos Capacidade diária de produção dade de estocagem interligada.” Para a padronização dos equipa­ ral para encaixar em todos eles os módulos da plataforma, que tam­ de vida útil (gás e petróleo): mentos, a decisão de fabricar cascos bém terão fabricação em série. 150.000 bpd de óleo novos projetados especialmente para Outra vantagem da produção se­ Altura do casco: 6 milhões de metros a plataforma foi indispensável, como alternativa à conversão de petroleiros, riada são os ganhos na manutenção. “Com diversas plataformas usando 31,5 metros cúbicos de gás feita pela Petrobras na fabricação de equipamentos iguais, vamos reduzir (em construção naval, outros FPSOs. “A construção seriada custos com sobressalentes, armaze­ chama-se “pontal”) de oito unidades viabilizou a utiliza­ namento de peças e treinamento de | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 Comprimento total do casco: ção de cascos novos, pois é a repeti­ pessoas”, adianta Ibsen. A empreita­ Largura do casco: 306 metros ção do projeto que vai gerar o grande ganho de escala”, destaca o gerente­ da das oito replicantes é, por isso, um exemplo que a Petrobras pretende se­ Calado máximo 54 metros do casco: Acomodações: geral de Instalações e Processos de Pro­ guir em sua estratégia para as opera­ (em construção naval, chama-se “boca”) 23,2 metros 110 pessoas + dução do E&P, Ibsen Flores Lima. Para garantir a repetibilidade, a con­ ções no pré­sal. “Sempre que houver demanda para várias unidades e as 12 50 temporárias versão exigiria que a Petrobras vascu­ lhasse o mercado mundial atrás de oito características dos reservatórios per­ mitirem, poderá ser considerada a 13
  8. 8. “com diversas construção seriada, que traz ganhos para a Petrobras, para as empresas mado com BG (25%) e Galp (10%). As outras duas unidades vão produzir e renderá os esperados dividendos em escala, produtividade e tempo, este um plataformas usando contratadas e os trabalhadores”, afir­ em Guará e Carioca, no bloco BM­S­9, quesito vital para a largada da pro­ ma o gerente­geral de Instalações e Pro­ onde a companhia também é opera­ dução comercial nas novas reservas.CAPA CAPA equipamentos cessos de Produção. dora, com 45% na parceria com a BG O fato de o número previsto de (30%) e a Repsol (25%). contratadas ser o mesmo de platafor­ iguais, vamos Fábrica de plataformas Na maior encomenda de platafor­ mas não significa que cada empresa Com costado duplo, por medida mas da história, o desafio lançado pela vai construir um FPSO, explica o ge­ reduzir custos com de segurança ambiental, e conteúdo Petrobras é acompanhado com aten­ rente da Iepsa, Márcio Ferreira Alen­ sobressalentes, nacional previsto de no mínimo 70%, os oito cascos serão construídos no ção por outras grandes empresas do mercado global de óleo e gás, a co­ car. “A estratégia é que cada empresa irá repetir o seu trabalho oito vezes”, armazenamento Estaleiro Rio Grande (ERG), no polo meçar pelas parceiras nos consórcios. destaca, ilustrando com a construção naval desse município gaúcho. Os car­ Tendo como conceito básico a repe­ de todos os cascos, que ocorrerá ex­ de peças e regamentos de aço aportam no local tibilidade dos processos e equipamen­ clusivamente no ERG. Das outras fu­ desde o início de fevereiro para que as tos, a Engenharia projetou um com­ turas contratadas, quatro fornecerão treinamento obras comecem em março, a fim de plexo sistema de linha de montagem os módulos das plataformas e três, que os dois primeiros cascos sejam que envolverá oito empresas contra­ incluída uma das moduleiras, farão a de pessoas.” entregues em 2013. Seis FPSOs serão tadas, sob o comando da recém­criada montagem dos sistemas modulares ibsen Flores lima, gerente-geral ancorados nos campos de Lula e Cer­ Gerência de Implementação de Em­ nos cascos e a integração entre eles, andré Valentim de instalações e processos nambi, no bloco BM­S­11 da Bacia de preendimentos de Plataformas para o além do quinto conjunto de módulos. de produção do e&p Santos, operado pela Petrobras, que Pré­Sal (Iepsa). A empreitada permiti­ No caso dos moduleiros, a cada fabri­ participa com 65% no consórcio for­ rá a construção seriada dos FPSOs cante caberá construir oito conjuntos Os oito cascos das novas plataformas serão construídos no Estaleiro Rio Grande geraldo FalcÃo o domínio sobre Tecnologia em evolução permanente a conversão de com os Fpsos do pré-sal, a petrobras atinge novo de campos. construída em cingapura, seu projeto foi ad- patamar na evolução de suas plataformas. o início da pro- petroleiros permitiu dução na Bacia de campos, em 1977, deu partida a essa quirido da empresa sueca gVa e adaptado pelo centro de pesquisas e desenvolvimento leopoldo américo mi- a construção da p-50, escalada, com sucessivos ganhos em eficiência, custo e tempo de fabricação. o acervo tecnológico que dá reco- guez de mello (cenpes). a aquisição incluiu a transferência de tecnologia, vital para a companhia acumular conheci- que, em 2006, virou nhecimento internacional à companhia pelas operações mento sobre a fabricação de potentes e modernos siste- em águas ultraprofundas foi construído em pouco mais de mas de produção marítima. símbolo da conquista quatro décadas. em 1968, foi preciso importar uma pla- outro divisor de águas foi, para os campos de Barra- taforma fixa, tipo jaqueta, para ativar o primeiro campo cuda e caratinga, a fabricação da p-43 e da p-48. Fpsos da autossuficiência offshore do país, guaricema, em sergipe, a apenas 15 idênticos, com capacidade diária de 150.000 barris, foram brasileira em petróleo metros de profundidade d´água. simples, leves e fixas, outras pequenas plataformas entregues em 2003 e 2004, para que a petrobras chegas- se à marca de um milhão de barris por dia. na p-48, pela compradas fora, no mar do norte, ampliaram a incipiente primeira vez foi convertido um casco no país, abrindo produção no mar. À medida que as operações avança- nova fronteira para a indústria naval nacional. o domínio vam para profundidades maiores, os modelos fixos deram da conversão de petroleiros permitiu a construção da p-50, lugar aos semissubmersíveis e aos Fpsos. cada vez mais que, em 2006, virou símbolo da conquista da autossufici- complexas e pesadas, as unidades foram subindo de pre- ência brasileira em petróleo. | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 ço e passaram a demandar mais tempo de fabricação, a “em todo esse processo de construção de platafor- ponto de se tornarem antieconômicas para certos cam- mas, pudemos aprender, sofisticamos um pouco e agora pos, pois o retorno comercial não compensava os custos. entramos num caminho de retorno à simplificação, bus- o marco do início da fabricação das grandes semis- cando uma disciplina de controle de alterações de um submersíveis da petrobras foi a p-18, que produz 100.000 projeto para outro”, salienta, na engenharia, o gerente da barris diários desde 1993 no campo de marlim, na Bacia iepsa, márcio Ferreira alencar. 14 15

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