Jogos olímpicos

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Jogos olímpicos

  1. 1. Da Antiga Grécia à atualidade
  2. 2. Foi na antiga civilização Grega ( 776 a.C) que surgiram os Jogos Olímpicos. O povo grego apesar de falar a mesma língua e de ter as mesmas crenças religiosas, apresentava alguns conflitos entre si . Os jogos eram uma forma de apaziguar esses desentendimentos. Prof. Susana Simões
  3. 3. Estátua de Afrodite (ou deusa romana Vénus de Milo), Musée du Louvre) Busto de Zeus. Copia romana do original grego do séc. IV a.C. Apolo - Original grego atribuído a Leocarés, hoje nos Museus Vaticanos Os gregos eram politeístas, acreditavam em vários deuses que imaginavam semelhantes aos seres humanos. Prof. Susana Simões
  4. 4. Atena - cópia romana de original grego atribuído a Fídias. Museus Vaticanos Poseidon, estátua atribuída a Milos, 2nd century BC (National Archaeological Museum of Athens) Prof. Susana Simões
  5. 5. Uma das formas dos gregos prestarem culto aos deuses consistia em organizar competições artístico-desportivas em sua honra – os jogos. Ao mais famosos foram os Jogos Olímpicos, que se celebravam em Olímpia, de 4 em 4 anos, em honra de Zeus. Os jogos eram uma forma de devoção tipicamente grega – para os atletas, vencer as provas a que concorriam era símbolo de prestigio. As primeiras Olimpíadas ter-se-ão realizado em 776 a.C. e terão continuado até ao ano 394, altura em que foram suprimidas pelo Imperador romano Teodósio, por considerá-las uma forma de culto pagão. Prof. Susana Simões
  6. 6. A cidade escolhida foi Olímpia, uma cidade de fácil acesso por via marítima. Essa era uma das grandes preocupações dos gregos, uma vez que, tanto participantes, como espetadores, deslocavam- se de diferentes cidades do mundo grego. Prof. Susana Simões
  7. 7. “Herácles, meus senhores, é digno de memória, por muitas e belas ações e, em especial, por ter sido o primeiro a instituir este concurso (…) Até àquele tempo, as cidades gregas viviam isoladas umas das outras. Então, ele criou uma competição física e uma parada de inteligência no lugar mais belo da Grécia, a fim de que nos reuníssemos no mesmo sítio, por amor dessas manifestações. Entendia ele que esta reunião seria o começo da amizade entre todos os Helenos”. Lísias (orador do séc. IV a.C.), Discurso em Olímpia Representação de Héracles num vaso grego no século V a.C. Museu do Louvre, Paris Segundo a mitologia, o início dos Jogos Olímpicos deve-se a Herácles. Com eles pretendia, por um lado, homenagear Zeus pela ajuda que lhe dera na conquista de Elis e na guerra contra Augias, por outro, contribuir para a pacificação do povo, razão pela qual durante a realização dos jogos, era decretada a trégua sagrada. Prof. Susana Simões
  8. 8. Olímpia ficou conhecida pela gigantesca estátua de Zeus, feita em marfim e ouro, criada pelo escultor Fídias para o templo localizado no centro do santuário. Reconstituição da estátua de Zeus O que resta do santuário na atualidade Prof. Susana Simões
  9. 9. Santuário da Cidade-estado de Olímpia A- Templo de Zeus B- Templo de Hera C- Estádio (192,27 m) D- Ginásio E- Palestra F- Instalações para os visitantes importantes Prof. Susana Simões
  10. 10. Reconstituição da entrada para o “stadium” O que resta do “stadium” na atualidade Prof. Susana Simões
  11. 11. Dez meses antes de sua realização, eram enviados arautos (mensageiros) que anunciavam a todo o mundo grego a data concreta em que se desenrolariam os jogos e convidavam atletas e espetadores a participar. Anunciavam também a trégua sagrada, que proibia a guerra durante o período dos jogos, a fim de proteger todos os participantes durante a vinda, permanência e regresso. “Os jogos são um costume que nos leva a celebrar tréguas (entre cidades inimigas) e a renunciar aos ódios para nos reunirmos num mesmo lugar, em que as orações e os sacrifícios, feitos em conjunto, nos recordam a nossa origem comum.” Isócrates (orador do séc.IV a.C.) Prof. Susana Simões
  12. 12. As pessoas dos lugares mais distantes deslocavam-se a Olímpia para assistir aos jogos. As mulheres não podiam participar nos jogos que se realizavam no santuário de Zeus, uma área consagrada aos homens. Elas só podiam assistir às corridas realizadas fora do recinto sagrado. Representação de uma corrida de quadriga, num vaso grego no século V a.C. Prof. Susana Simões
  13. 13. Dia 1 Orações e sacrifícios dedicados a Zeus. Cerimónia de juramento dos atletas e dos juízes. Palestras públicas de filósofos e historiadores. Recitais de poesia. Dia 2 a 5 Provas no stadium e na palestra: corridas a pé, luta, pugilato, pentatlo. Provas no hipódromo: corridas de carros e corridas a cavalo. Dia 6 Banquete em honra dos vencedores, que recebiam como prémio coroas de folhas de oliveira. Cerimónias em honra de Zeus e Hera. Os jogos olímpicos realizavam-se durante 6 dias. Prof. Susana Simões
  14. 14. Os atletas podiam ser de qualquer cidade, mas tinham de ser homens ou adolescentes livres e de ascendência grega. A maioria pertencia aos grupos mais abastados e tinham sido iniciados no desporto desde muito novos. Prof. Susana Simões
  15. 15. Se alguém, no santuário de Zeus em Olímpia, alcançar a vitória na corrida, graças à velocidade dos seus pés, ou no pentatlo ou na luta (…), tornar-se-á mais ilustre aos olhos dos seus concidadãos, terá o lugar de honra nos jogos e será sustentado durante toda a vida pela sua cidade. Xenófanes (filósofo do sec. V a.C.) Vaso grego do século V a.C. Prof. Susana Simões
  16. 16. Os Jogos Olímpicos eram supervisionados por juízes, sorteados dez meses antes do início do concurso. Os juízes eram responsáveis por: - garantir o bom estado dos edifícios do santuário; - garantir o policiamento e segurança; - intervir nas provas, sorteando os atletas, arbitrando e proclamando os vencedores, os quais coroavam. - julgar de forma imparcial os concorrentes. - ordenar a execução dos castigos aos que não cumprissem as regras da organização. Prof. Susana Simões
  17. 17. Luta Corridas equestres Corridas pedestres Lançamento do disco Pentatlo (corrida, lançamento do disco, salto em comprimento, lançamento do dardo e luta) Prof. Susana Simões
  18. 18. Os atletas vencedores recebiam uma coroa de glória feita com folhas de oliveira, símbolo de glória e respeito por parte da população. As vitórias eram perpetuadas na poesia, pintura, escultura, o que transformava os atletas em heróis, dignos de honras múltiplas na sua cidade. Prof. Susana Simões
  19. 19. Em 426 o Imperador romano Teodósio II, mandou queimar o santuário de Zeus para se certificar que não se realizariam mais jogos, pelo que esta data assinala o fim dos Jogos Olímpicos da Antiguidade. Prof. Susana Simões
  20. 20. Pierre de Fredy, Barão de Coubertin ficou internacionalmente conhecido por ter criado os Jogos Olímpicos da Era Moderna. Organizou um congresso internacional em Paris (1894), onde propôs que se recuperasse a tradição de realizar um evento desportivo internacional, inspirado no que se fazia na Grécia Antiga. Foi constituído o Comité Olímpico Internacional, (do qual o barão seria secretário geral), e decidiu-se que os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna teriam lugar em Atenas, na Grécia e que a partir daí, seriam realizados de 4 em 4 anos (uma Olimpíada). Prof. Susana Simões
  21. 21. Dois anos depois realizaram-se os Jogos Olímpicos de Verão de 1896. O lema: Citius, Altius, Fortius, (Mais rápido, mais alto e mais forte) chamava a atenção para que o mais importante na vida não é o triunfo, mas a luta; O essencial não é ter ganho, mas ter lutado bem. Apesar dos jogos terem contado sempre com a presença de atletas oriundos de diferentes países, só em Estocolmo, em 1912, é que conseguiram reunir-se participantes dos 5 continentes. Prof. Susana Simões
  22. 22. Em 1913, o barão idealizou a bandeira olímpica e apresentou-a ao congresso no ano seguinte. Nela constariam 5 arcos entrelaçados representando a união entre os continentes. Seria estreada em 1920, nas Olimpíadas de Antuérpia. Em 1931, Pierre de Coubertin, explicava o significado da bandeira: “A bandeira Olímpica […] tem um fundo branco, com cinco anéis entrelaçados no centro: azul, amarelo, preto, verde e vermelho. […]. Este desenho é simbólico; ele representa os cinco continentes do mundo, unidos pelo Olimpismo, enquanto as seis cores são aquelas que aparecem em todas as bandeiras nacionais do mundo de Hoje.” Prof. Susana Simões
  23. 23. - O Acendimento Em memória das origens dos Jogos, a chama é acesa em Olímpia (Grécia), alguns meses antes da abertura dos Jogos. - A Tocha É criada uma nova tocha por cada edição dos Jogos. Cada corredor da estafeta carrega-a e não pode deixá-la apagar-se. A chama Olímpica é um dos mais conhecidos símbolos dos Jogos Olímpicos desde a Antiguidade. Recuperada em 1928, a chama e o seu transporte através dos vários países, simboliza a amizade entre os povos. Prof. Susana Simões
  24. 24. A chegada da chama Olímpica ao estádio, transportada por estafeta, é um dos pontos altos da cerimónia de abertura. O último corredor da estafeta, transfere a chama da tocha para o lugar onde ela continuará a arder durante toda a duração dos Jogos. A chama é extinta no último dia, no fecho da cerimónia de encerramento. - A Rota da Estafeta Levada por estafeta desde Olímpia até à cidade anfitriã dos Jogos, a chama atravessa diversas regiões, países e continentes. Prof. Susana Simões
  25. 25. Pro. Susana Simões Nos últimos Jogos Olímpicos, a tocha olímpica foi transportada por por 12 000 carregadores em 83 cidades brasileiras (incluindo as capitais dos 26 estados e do Distrito Federal). Após a fase grega (de Olímpia a Atenas), a tocha passou pelas cidades suíças de Genebra e Lausanne, onde visitou a sede das Nações Unidas e a sede do Comité Olímpico Internacional, juntamente com o Museu Olímpico, ficando exposta por um dia. A fase brasileira começou na capital, Brasília, e terminou no Rio de Janeiro durante a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos.
  26. 26. Pro. Susana Simões
  27. 27. Pro. Susana Simões
  28. 28. Todas as imagens utilizadas neste trabalho foram retiradas de sítios na Internet. Prof. Susana Simões

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