Teoria pedagógica moderna: Corrente racional tecnológica e a Cibercultura

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A corrente racional-pedagógica: uma das teorias pedagógicas modernas aprensentada no contexto da Cibercultura e sua utilização na educação.

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Teoria pedagógica moderna: Corrente racional tecnológica e a Cibercultura

  1. 1. TEORIA PEDAGÓGICA MODERNA A corrente racional-tecnológica e a Cibercultura Suelen Sant’ Ana - NTEM - UFF
  2. 2. “A pedagogia constitui-se como campo de investigação específico cuja fonte é a própria prática educativa e os portes teóricos providos pelas demais ciências da educação e cuja tarefa é o entendimento global e intencionalmente dirigido dos problemas educativos.” (Libâneo, 2002)
  3. 3. As teorias modernas da educação são aquelas gestadas em plena modernidade ligadas a acontecimentos cruciais, elas existem e aos poucos vão ocupando espaços na prática de professores embora, como de costume, com fortes traços de reducionismo ou modismo. As teorias pedagógicas modernas
  4. 4. Correntes Modalidades 1. Racional-tecnológica Ensino de excelência Ensino Tecnológico 2. Neocognivistas Construtivismo pós-piagetiano 3. Sociocríticas Sociologia crítica do currículo Teoria histórico-cultural Teoria sócio-cultural Teoria sócio-cognitiva Teoria de ação comunicativa. 4. “Holísticas” Holismo Teoria de Complexidade Teoria naturalista do conhecimento Ecopedagogia Conhecimento em rede 5. “Pós-modernistas” Pós estruturalismo Neo-pragmatismo QUADRO DAS CORRENTES PEDAGÓGICAS CONTEMPORÂNEAS
  5. 5. A corrente racional-tecnológica Está associada a uma pedagogia a serviço da formação para o sistema produtivo. Voltada para a formulação de objetivos e conteúdos, padrões de desempenho, competências e habilidades com base em critérios científicos e técnicos.
  6. 6. Fundamentada na racionalidade técnica e instrumental, visando a desenvolver habilidades e destrezas para formar o técnico.
  7. 7. Metodologia Sua metodologia caracteriza-se pela introdução de técnicas mais refinadas de transmissão de conhecimentos incluindo os computadores, as mídias.
  8. 8. Habilidade Uma derivação dessa concepção é o currículo por competências, na perspectiva economicista, em que a organização curricular resulta de objetivos assentados em habilidades e destrezas a serem dominados pelos alunos no percurso de formação.
  9. 9. Modalidades • ensino de excelência, para formar a elite intelectual e técnica para o sistema produtivo; • ensino para formação de mão-de-obra intermediária, centrada na educação utilitária e eficaz para o mercado.
  10. 10. Outros pontos dessa corrente: centralidade no conhecimento em função da sociedade tecnológica, transformação da educação em ciência (racionalidade científica), produção do aluno como um ser tecnológico (versão tecnicista do “aprender a aprender”), utilização mais intensiva dos meios de comunicação e informação e do aparato tecnológico.
  11. 11. A cibercultura é a cultura contemporânea estruturada pelo uso das tecnologias digitais em rede nas esferas do ciberespaço e das cidades.
  12. 12. “Redes educativas são espaçostempos que se instituem em múltiplos contextos, nos quais vamos tecendo o conhecimento.” (Alves, 2010) “Cibercultura, é o conjunto de técnicas, de materiais, de atitudes, de modos de pensamento, de valores, que vão se constituindo e crescendo exponencialmente junto com o desenvolvimento do ciberespaço.” (Levy, 1999)
  13. 13. “O ciberespaço é todo e qualquer espaço informacional multidimensional que, dependente da interação do usuário, permite a este o acesso, a manipulação, a transformação e o intercâmbio de seus fluxos codificados de informação”.(Santaella, 2014) Ciberespaço
  14. 14. Os espaços multirreferenciais de aprendizagem são aqueles que contemplam e articulam diversos espaços, tempos, linguagens, tecnologias para além dos espaços legitimados pela tradição da ciência moderna.
  15. 15. Interatividade é um conceito de comunicação e uma atitude intencional de se comunicar com o outro. Interatividade
  16. 16. Textos que se conectam a outros textos dando sentidos e significados e são criados nos contextos online e offline. Hipertextos
  17. 17. Professor na cibercultura É necessário investimentos na formação inicial e continuada de professores para uso das tecnologias digitais na educação, visando maneiras de articular questões e práticas dos cotidianos com os estudos da cibercultura e suas interfaces com a educação.
  18. 18. Reflexões Em uma sociedade contemporânea a velocidade da informação é surpreendente. As mudanças acontecem muito rápidas e, consequentemente, as pessoas se tornam interativas não só recebendo informações, mas participando da construção com os outros.
  19. 19. As tecnologias estão mudando a maneira de pensar e aprender e se faz necessária uma mudança na parte pedagógica alinhando as tecnologias no processo pedagógico, visando um grau de autonomia e também de cooperação coletiva e participativa por parte dos alunos.
  20. 20. Com o uso da internet no ambiente escolar, se torna possível explorar a interatividade dos alunos com escolas locais ou com outros países de diferentes culturas. Além de beneficiar os estudos com bibliotecas online, jogos interativos que facilitam a memorização de tabuadas ou sílabas, permitindo o aluno ser autor transformando a informação em algo novo.
  21. 21. Porém, mesmo com inúmeros benefícios para a aprendizagem, é necessário avaliar as capacidades dos alunos com o uso das tecnologias além de levar em consideração a precariedade ou a escassez de acesso à internet em diversas escolas.
  22. 22. No Ensino de Educação à Distância (EAD) encontramos uma modalidade educacional onde se encontrar disperso geograficamente não significa se encontrar distante. A educação está próxima ao universo cultural dos alunos longe dos espaços formais de aprendizagem.
  23. 23. Os alunos buscam informações, formam grupos, produzem e articulam mídias não só individualmente, mas em grupos se tornando participantes da cibercultura.
  24. 24. O professor tem papel principal de fazer a mediação do grupo no ambiente de aprendizagem, provocando novas discussões, arquitetando novos percursos sendo o incentivador no processo de ensinar e aprender.
  25. 25. “Não quero de forma alguma dar impressão de tudo o que é feito com as redes sociais seja “bom”. Isso seria tão absurdo quanto supor que todos os filmes sejam excelentes. Peço apenas que permaneçamos abertos, benevolentes, receptivos em relação à novidade.” Pierre Levy
  26. 26. Referências Bibliográficas LIBÂNEO. J.C, As teorias pedagógicas modernas designadas pelo combate contemporâneo na educação. In: Educação na era do conhecimento em rede e transdisciplinaridade. São Paulo: Alínea, 2005. SANTOS, E. A cibercultura e a educação em tempos de mobilidades e redes sociais: conversando com os cotidianos. Práticas Pedagógicas Linguagem e Mídias: desafios à Pós-graduação em educação em suas múltiplas dimensões. Rio de Janeiro: ANPED Nacional, 2011. TEIXEIRA, Marcelo M. A cibercultura na educação. Disponível em: < https://www.grupoa.com.br/revista-patio/artigo/9258/a-cibercultura- na-educacao.aspx > Acesso em 27 ago. 2014.

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