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Eugênio, o gênio - Ruth Rocha

Literatura Infantil

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Eugênio, o gênio - Ruth Rocha

  1. 1. ,f . .Í . .s. -.! .§. J _ , M ilustrações NlARlANA IVlASSABANI
  2. 2. RUTH ROCHA - l' _ RÊÂÊÍÀNA MASSARANI ° ' t: : 2.1.7.1. É. ) . _. «T
  3. 3. ,/ ' í». k T' rj . , “h . v w n Eugénio, o génio, é o burro mais inteligente do mundo. Sabe quase tudo o que há nos livros. 's
  4. 4. Sabe falar burrés, que é a língua dos burros. Sabe @lar bichés, que e' a língua dos bichos. Sabe falar macaqués, que é a língua dos macacos. Só nâo sabe falar camalionês, que é a língua dos camaleões. Mas, também, esta é uma língua muito difícil. Está sempre mudando de cor. .. r~ K , 7¡ &à; _f *É ', 1 rx É l nã? "
  5. 5. Antigamente, Eugénio tinha um defeito. Até parecia gente. .. Apesar de ser nm génio, o burrinho tinha um génio. .. É verdade que muitos burros são emburradores e ernpacadores. Mas são burros burros, não são burros geniais. Os burros inteligentes devem ser burros legais.
  6. 6. Desde pequeno, Eugénio era assim. Empacava para comer. Empacava para dormir. Empacava demais para vestir: - Esta calça eu não visto porque tem bolinhas. .. - Este colete e'u não gosto porque tem listrinhas. .. - Este boné eu não ponho porque tem Horzinhas. c*
  7. 7. A mãe comentava: - Este menino tem um génio. .. O pai conñrmava: - igualzinho ao avô. .. x7 Eugênio só desempacava depois que o pai suplicava: - Meu filhinho, bonitinho, faz a vontade do papai. .. A mãe pedia, chorava: - Seia bonzinho, filhinho. Eugênio fazia pose e declarava: - Como é para o bem de todos. .. - e desempacava.
  8. 8. Um dia, ' z' na pracinha da floresta, o alto-falante falava: - Grande concurso de perguntas e respostas da Radio Jovem Floresta! Ganhe o concurso e faça uma festa! Prémios e mais prémios! Se você é sabido, inteligente, venha para este concurso diferente! "x Todo mundo logo quis que Eugênio se ínscrevesse no concurso: - Se Eugénio não empacar, é ele quem vai ganhar - dizia Zebrinho, que era amigo de Eugénio desde pequenininho. _ um
  9. 9. sit? ” - , o a E “ l ; i . ' -, _ . e *à . _ 7 45 . 4 r Mas Eugénio 5- 4* já estava empacado: - Ah, não sei se vou, não. Não estou com vontade. .. A mãe de Eugênio pediu. 0 pai de Eugénio falou. Todo mundo argumentou. “472 . . . É_ rr: / ' Até que Eugenio, com muito mau génio, concordou: - Está bem, eu vou, eu vou, não falem mais, por favor. ..
  10. 10. Quando chegou o dia _ , Í do concurso, que alegria! ' ' “ A clareira da lloresta . _ Í _ estava tão enfeitada ' , i 36'* que até parecia _ _ . . J “' uma floresta encantada. h h à . u " S' H1' o animador do concurso, 7'* o papagaio Tibúrcio. " E os concorrentes iam passando, c n perguntador ia perguntando, c os mais szibidos iam sc classificando. No palco, irá;
  11. 11. 1 . 4' _ k L, ie Í "l ' í 7- , ' É ~ Até que no palco ñcaram o Burro, o Leão, a Coruja e o Pavão. E Tibúrcio perguntou: - De que cor era o cavalo branco de Napoleão? Cada um começou a dar tratos à bola. Cada qual começou a espremer a cachola.
  12. 12. Quem quis responder primeiro foi a Coruja. Vocês sabem, a coruia não enxerga de dia e, de noite, todos os bichos parecem cinzentos. Então ela pensou: - Este tal de Tibúrcio pensa que me tapeou. Disse que o cavalo é branco. mas não me enganou. E. dando um passo à frente. declarou. cheia de vento: - Está claro que era cinzento! A platéia não gostou. Todo mundo vaiou. .. amam¡
  13. 13. Era a vez do Leão, que pensou, lá consigo: - Deve ser algum rei, _ , este Napo-Leão. ~ ' . ' N , ,t Portanto, seu cavalo, seia ele quem for, tem que fazer a vontade do rei, H em materia de cor. ' t_ f E falou: . - Já sei, este cavalo não tem uma cor qualquer, __ o cavalo é da cor . r que Napoleão quiser. n _. ~ _ v ' E todo mundo vaiou. ..
  14. 14. Chegando a sua vez, o Pavão se adiantou. Olhando suas penas azuis, logo falou: - Em materia de belo, eu sei o que é bom. O cavalo era azul, não era de outro tom. E toda a platéia vaiou: - 000000000!
  15. 15. Mas Eugénio, - empacado, _n -_ , g , _ _ mostrava o seu mau génio. N " ' ' Todo mundo sabia que Eugénio era capaz. Por isso todo mundo gritava pro rapaz: - Vamos, Eugénio, vamos! O que é que está esperando? Vá falando! ru", E chegou, finalmente, a vez do nosso Eugênio, f. que, empacado, não dava nem sinal do seu gênio. Todo mundo gritava: - Eugénio, Eugénio, mostra o seu génio!
  16. 16. li que Eugénio, acostumado a ser sempre mimado, olhava para todo lado: - Cadê mamãe e papai? Será que não vão pedir, implorar e até rogar, para eu desempacar? Mas o pai dizia à mãe, com voz de grande mágoa: - Desta vez o nosso filho vai dar com os burros n'água. .. porque neste concurso não posso me meter. Até que vai ser bom para ele aprender.
  17. 17. 15 QUIIUÓO 51185050 Vi" - Viva! Graças a Deus, z_ que o tempo ia acabar ele desempacou! c que ele ia perder, A» - Viva Eugénio, o génio, _. somente por teimar, f', n_ que só ele acertou. .. › 'Í , f resolveu que não era J : g a 1 bom negócio empacar: ' - Era branco, era p . . 4 , ¡ branco! - gritou. . n¡ r . k y . l . . _ p L E' l* D y '/ › . .__ V ' . 3"' ' * ic; ' / a . . , . , , 1_ . v . ' 45" . -F w . .W 0X3. '¡ A: u w , l '_ ' * 'v * k «ea . 1 r” x' '* o A A à L y _ / íí/ e V": V' x . A , _, x Í rw f' , 2/ O. l¡ x” w 'y J o* e ›' f . z X -Z› à / f / n V ' "C . x Ã: 'V 1
  18. 18. E foi assim, meus senhores e minhas senhoras, que Eugênio, o gênio, perdeu o seu maugênio. E nunca mais empacou, V! nem emburrou. 5 Ficou sendo um burro legal, genial. Ficou sendo Eugênio, o bom génio. . .

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