Biografia eça de queiroz

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Biografia eça de queiroz

  1. 1. 2011BiografiaEça de QueirozCULTURA, LÍNGUA E COMUNICAÇÃO Margarida Rodrigues
  2. 2. Cultura, Língua e Comunicação Eça de Queirós BiografiaJosé Maria de Eça de Queirós nasceu em 25 de Novembro de 1845, numa casada praça do Almada na Póvoa de Varzim, no centro da cidade; foi baptizado naIgreja Matriz de Vila do Conde. Filho de José Maria Teixeira de Queirós, nascidono Rio de Janeiro em 1820, e de Carolina Augusta Pereira dEça, nascida emMonção em 1826.Eça de Queirós foi baptizado como "filho natural de José Maria dAlmeida deTeixeira de Queiroz e de Mãe incógnita", fórmula comum que traduzia a soluçãousada em caso similar nos registos de baptismo quando a mãe pertencia aestratos sociais elevados.Uma das teses para tentar justificar o facto dos pais do escritor não se teremcasado antes do nascimento deste sustenta que Carolina Augusta Pereira de Eçanão teria obtido o necessário consentimento da parte de sua mãe, já viúva docoronel José Pereira de Eça.De facto, seis dias após a morte da avó que a isso se oporia, casaram-se os paisde Eça de Queirós, quando o menino tinha quase quatro anos. Por via dessascontingências foi entregue a uma ama, aos cuidados de quem ficou até passarpara a casa de Verdemilho em Aradas, Aveiro, a casa da sua avó paterna que em1855 morreu.Nessa altura, foi internado no Colégio da Lapa, no Porto, de onde saiu em 1861,com dezasseis anos, para a Universidade de Coimbra onde estudou direito.Em Coimbra, Eça foi amigo de Antero de Quental. Os seus primeiros trabalhos,publicados avulsos na revista "Gazeta de Portugal", foram depois coligidos emlivro, publicado depois da sua morte sob o título Prosas Bárbaras.Em 1869 e 1870, Eça de Queirós fez uma viagem de seis semanas ao Oriente (de23 de Outubro de 1869 a 3 de Janeiro de 1870), em companhia de D. Luís deCastro, 5.º Conde de Resende, irmão da sua futura mulher, Emília de Castro,tendo assistido no Egipto à inauguração do canal do Suez. Visitaram,igualmente, a Palestina. Aproveitou as notas de viagem para alguns dos seusMargarida Rodrigues 2
  3. 3. Cultura, Língua e Comunicaçãotrabalhos, o mais notável dos quais o “O mistério da estrada de Sintra”, em1870, e “A relíquia”, publicado em 1887. Em 1871, foi um dos participantes daschamadas Conferências do Casino.Quando foi despachado mais tarde como administrador municipal de Leiria,escreveu a sua primeira novela realista, O Crime do Padre Amaro, que apareceuem 1875.Tendo entrado na carreira diplomática, Eça de Queirós passou os anos maisprodutivos de sua vida em Inglaterra, como cônsul de Portugal em Newcastle eem Bristol. Escreveu então alguns dos seus trabalhos mais importantes, ACapital, escrito numa prosa hábil, plena de realismo. Suas obras maisconhecidas, Os Maias e O Mandarim, foram escritas em Bristol e Paris,respectivamente.Seu último livro foi A Ilustre Casa de Ramires, sobre um fidalgo do séc. XIX comproblemas para se reconciliar com a grandeza de sua linhagem.Morreu em 16 de Agosto de 1900 em Paris. Teve funerais nacionais. Estásepultado em Santa Cruz do Douro.Seus trabalhos foram traduzidos em aproximadamente vinte línguas.Principais obras de Eça de Queiroz: A Cidade e as Serras A Ilustre Casa de Ramires A Relíquia A Tragédia da Rua das Flores As Farpas Contos e Prosas Bárbaras O Crime do Padre Amaro O Mandarim O Mistério da Estrada de Sintra O Primo Basílio Os Maias Uma Campanha AlegreMargarida Rodrigues 3
  4. 4. Cultura, Língua e ComunicaçãoRealismoEça de Queirós definiu o Realismo como "uma base filosófica para todas asconcepções de espírito - uma lei, uma carta de guia, um roteiro do pensamentohumano, na eterna região do belo, do bom e do justo (...) é a crítica do Homem(...) para condenar o que houver de mau na nossa sociedade (...) É nãosimplesmente o expôr (o real) minudente, trivial, fotográfico (...) mas sim partirdele para a análise do Homem e sociedade."As características gerais do Realismo são: a análise e síntese da realidade comobjectividade, em oposição à subjectividade romântica; exactidão, veracidade eabundância de pormenores, com o retrato fidelíssimo da natureza; totalindiferença perante o "Eu" subjectivo e pensante perante a natureza (o "Eu"romântico); neutralidade de coração perante o bem e o mal, o feio e o bonito,vício e virtude; análise corajosa de vícios e podridão da sociedade;relacionamento lógico entre as causas desse comportamento (biológicas ousociais, e a natureza interior e exterior da personagem); admissão de temascosmopolitas na literatura; uso de expressões simples e sem convencionalismos(por oposição ao tom declamatório romântico).O Realismo é uma forma de expressão artística que procura reproduzir de formamais ou menos evidente e naturalista o mundo e os objectos da realidadeenvolvente, surgindo de forma cíclica ao longo da história e tendo como grandeimpulsionadora a França.O Realismo apresenta-se como uma doutrina filosófica e uma corrente estética eliterária que procura a conformação com a realidade. As suas característicasestão intimamente ligadas ao momento histórico, reflectindo as novasdescobertas científicas, as evoluções tecnológicas e as ideias sociais, políticas eeconómicas da época.O Realismo preocupa-se com a verdade dos factos, a realidade concreta, aexplicação lógica dos comportamentos. Procura ver a realidade de formaobjectiva e surge como reacção ao idealismo e ao subjectivismo emocionalromânticos. Como movimento da arte e da literatura, procura representar omundo exterior de uma forma fidedigna, sem interferência de reflexõesintelectuais nem preconceitos, e voltada para a análise das condições políticas,económicas e sociais.Eça de Queirós, na 4.ª Conferência do Casino Lisbonense afirma que "ORealismo é uma reacção contra o Romantismo: O Romantismo era a apoteosedo sentimento; - o Realismo é a anatomia do carácter. É a crítica do homem. É aarte que nos pinta a nossos próprios olhos - para nos conhecermos, para quesaibamos se somos verdadeiros ou falsos, para condenar o que houver de mauna nossa sociedade".Margarida Rodrigues 4

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