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por Scott Rains

Design for All India
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Cada cidade deve garantir que eles tenham pelo menos um itinerário totalmente
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Turismo Inclusivo no Brasil - Revista Reação ed.94

  1. 1. 110 por Scott Rains Design for All India Turismo Inclusivo é a aplicação sistemática dos sete princípios do Desenho Universal pela indústria de viagens e hospitalidade. Abordam a idealização, desenvolvimento, marketing e supervisão de todos os seus produtos e serviços. Desenho Universal inclui sempre a acessibilidade para pessoas com deficiência. No entanto, ele sempre supera a acessibilidade, apontando até o objetivo da atitude da inclusão. Esta filosofia de projetar visa a inclusão da mais ampla gama de pessoas sob a mais ampla gama de circunstâncias. Resumindo os objetivos em uma só palavra, eles abrangem os temas de: I magine que você foi a um restaurante com algumas pessoas. Você ficaria se descobrisse que não havia cadeiras suficientes para todos do seu grupo de amigos ? Se todas as luzes do estabelecimento estivesse apagadas ? Se você fosse proibido de falar dentro do ambiente ? Você provavelmente iria embora e nunca mais voltaria, não é mesmo ? Algo publicado este mês pela Dra. Regina Cohen colocou a indústria do turismo do Brasil em estado de alerta, pois dizia que o país era visto como um restaurante que não tinha o essencial. Esse momento é ideal para nós, como pessoas com deficiência. Imaginem novamente: e se o nosso restaurante imaginário for de comida japonesa, tailandesa ou afegão, onde sentar em almofadas no chão é tradicional ? Ou se este é um dos vários restaurantes boutiques do mundo, onde todos os cozinheiros e empregados são cegos e compartilhar essa experiência sensorial junto com a comida boa é a sua especialidade ? Ou se você tiver escolhido um teatro e depois um jantar ? Cultura, atitude e definições de lazer guiam um negócio, uma indústria, ou mesmo um país inteiro na construção da experiência que eles consideram normal. Não conseguem entender que o “normal” não é universal, e eles simplesmente nunca vão ver aqueles que optaram por não vir por terem sido excluídos da imaginação daqueles que tem o poder de construir a realidade social. Viagens para pessoas com deficiência é o tema da edição recente da Design for All India, revista que a professora Regina Cohen, da UFRJ escreve. Especificamente, na seção “Turismo Inclusivo: Perspectivas Internacionais, Acessibilidade e Inclusão no Turismo Brasileiro”, este é o nome da edição com 183 páginas de artigos em Inglês. O que trago aqui é uma rápida revisão. * Desenho para corpos atuais * Conforto * Consciência * Entendimento * Integração social * Personalização * Adequação A partir desta perspectiva de renome mundial Regina Cohen junta com 5 outros autores, inclusive eu, para analisar os resultados do seu trabalho abrangente dos últimos 10 anos e orientar a indústria para o que é necessário na proxima etapa. E o que é necessário agora ? O que é necessário agora é chamado de cadeia de fornecedores ?
  2. 2. 111 Cada cidade deve garantir que eles tenham pelo menos um itinerário totalmente acessível disponível para cada uma das três principais classes de turistas com deficiência: cegos, surdos e pessoas com mobilidade reduzida. Eles devem incluir: transporte adequado, opções para comer, alojamento e acesso aos seus destinos turísticos, como praias, museus e estádios da Copa 2014. Felizmente, a recente edição da “Design for All India” fornece a base de conhecimento para lançar estas cadeias de fornecedores regionais e alia-las a nível nacional e internacional. Ela contém artigos como: - Acessibilidade no lazer e turismo: Reflexão de uma Nova Sociedade - Ricardo Shimosakai - A cidade do Rio de Janeiro, Inclusive Turismo e megaeventos - Augusto Cardoso Fernandes - Acessibilidade e Turismo Inclusivo em Cidades Históricas. O Caso de Ouro Preto/MG - Brasil - Natália Rodrigues de Mello, Cristiane Rose Duarte e Regina Cohen - Perspectivas Internacionais - a experiência de Scott Rains Pense nisso como a rede movimentada que o nosso restaurante precisa para permanecer no negócio: os agricultores, os caminhoneiros, os mercados, os fabricantes de utensílios de cozinha, até mesmo as pessoas que vendem cadeiras e lâmpadas, porque não? O Brasil deve unir os seus fornecedores distintos de conhecimentos, serviços e produtos, que possibilitam o turismo para pessoas com deficiência. Três autores deste jornal, Regina Cohen, seus colegas de pesquisa: Cristiane Rose Duarte e Natalia Rodrigues de Mello, juntos com o Grupo Pro Acesso da UFRJ, fazem um dos mais fortes motores de conhecimento no Brasil neste campo. Autores: Augusto Cardoso Fernandes, do Comitê Paraolímpico Brasileiro e Ricardo Shimosakai, da Turismo Adaptado, colocam esse conhecimento em prática através de serviços, como oficinas. De fora do Brasil, eu ajudo em ambas as áreas de conhecimento e de serviços, bem como direcionando produtos de turismo e reabilitação do exterior para o mercado brasileiro. Mas é necessário ainda mais. Para crescer nessa cadeia, ajudaria se cada uma das 12 cidades-sede da Copa 2014 pensasse em si como um produto, que é montado por cada turista que a visita. Esse produto é uma experiência de lugar. Algumas pessoas que vêm a ter essa experiência terão deficiência. Quem dá o ritmo dessa experiência, de antemão, é normalmente chamado de itinerário. Itinerários acessíveis e inclusivos são os “produtos”, que uma cadeia de fornecedores inclusiva no Brasil torna possível. No coração desta edição da revista está uma peça escrita por Regina Cohen e Duarte chamada: INCLUSÃO NO TURISMO BRASILEIRO. Ela abrange sustentabilidade, características do mercado de pessoas com deficiência que viajam, a importância da imagem de acessibilidade para um destino turístico, e uma metodologia para a criação de um guia de acessibilidade para os destinos. Algum dia, toda esta revista de 183 páginas poderá ser traduzida em Português - ou talvez não. O que importa agora é que este tesouro de pesquisa e visão traduzida em ação e absorvido pelo DNA cultural do Brasil. Scott Rains é cadeirante, americano, escritor e palestrante, mora na Califórnia, e é um dos maiores consultores mundiais sobre acessibilidade, uma verdadeira referência. Foi o fundador do Fórum Global em Turismo Acessível e escreve artigos para várias publicações em diversos países falando sobre o tema da pessoa com deficiência. E-mail: srains@oco.net

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