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Praia acessível manual operacional

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Praia acessível manual operacional

  1. 1. MANUAL OPERACIONAL DO PROGRAMA PRAIA ACESSÍVEL .rec_3.2/12PREÂMBULOO Programa Praia Acessível-PPA atende o Direito ao Lazer do cidadão,conforme o Artigo 30 da Convenção da Organização das Nações Unidas-ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Tratado ratificadointegralmente como Emenda Constitucional pelo Brasil em 2008.1-EQUIPAMENTOS DO PROGRAMA PRAIA ACESSÍVEL - PPA São equipamentos básicos necessários ao PPA as Cadeiras Anfíbias (CAs), concebidas para superar a areia e adentrar na água, e o Abrigo, a ser instalado no local da execução do PPA.2-PROCEDIMENTOS PARA O ATENDIMENTO2.1-Recepção A recepção do usuário e de seu acompanhante deverá ser realizada no Abrigo, sempre de forma cordial, de acordo com as orientações passadas no treinamento. 2.1.1-Apresentação do PPA aos usuários O Programa deve ser apresentado ao usuário e seu acompanhante, de forma detalhada e esclarecedora. 2.1.2-Apresentação dos procedimentos para uso da CA: a) O equipamento deve ser utilizado apenas para lazer e diversão do usuário, sendo indispensável a presença do facilitador, sem prejuízo da companhia de familiares e amigos do usuário. b) O usuário deverá estar em traje de banho e deve ser mantido em níveis seguros de imersão na água, conforme orientação do facilitador. c) O usuário deve sair da água imediatamente, se solicitado pelo facilitador. d) Deverá ser obedecida a alternância de usuários.2.2-Registro do usuário O registro do usuário e de seu acompanhante deverá ser realizado em formulário próprio, mediante a apresentação dos respectivos documentos de identificação, devendo constar nome, endereço, telefone e pessoa de contato para situações de emergência. Sec retaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência Coordenadoria de Acessibilidade/GSA 1/6
  2. 2. MANUAL OPERACIONAL DO PROGRAMA PRAIA ACESSÍVEL .rec_3.2/123-PROCEDIMENTOS PARA O DESLOCAMENTO NA AREIA/ABRIGO Os procedimentos constantes neste Manual, associados às informações oferecidas no treinamento ministrado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência – SEDPcD, visam eliminar todo e qualquer risco de acidente com o usuário participante do PPA.3.1-Transferência para a Cadeira Anfíbia (CA): a) Após o registro do usuário é iniciado o procedimento de transferência para a Cadeira Anfíbia (CA). O facilitador deverá verificar o estado geral da Cadeira Anfíbia (CA) para não colocá- la em uso se a mesma não estiver limpa ou se apresentar risco ao usuário. b) O facilitador deverá se apresentar e sempre perguntar ao usuário qual a melhor forma de transferi-lo para a CA. Caso o mesmo não tenha condições de informar, o facilitador deverá se dirigir ao acompanhante. c) Durante todo o procedimento deverá haver a melhor interação possível entre o facilitador e o usuário.3.2-Procedimentos e posicionamentos da Cadeira Anfíbia (CA) Ao transferir o usuário para a CA o facilitador deverá observar as seguintes orientações: -Verificar se a CA está com os freios travados -Afastar o braço da CA para trás do encosto -Movimentar o usuário para a CA, utilizando a ajuda do acompanhante ou de familiares do usuário, se necessário -Recolocar o braço da CA na sua posição original -Verificar se o usuário está em posição confortável e se não há contato do seu corpo com as rodas da CA -O uso dos cintos toráxico e das pernas poderá ser dispensado, dependendo da condição física do usuário. Sec retaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência Coordenadoria de Acessibilidade/GSA 2/6
  3. 3. MANUAL OPERACIONAL DO PROGRAMA PRAIA ACESSÍVEL .rec_3.2/123.3-Deslocamento na areia da praia O facilitador deverá ficar atento ao posicionamento e às reações do usuário, zelando sempre pelo conforto e pela segurança do mesmo. 3.3.1-Deslocamento sobre areia compacta: Em areia compacta, o deslocamento deverá ser realizado com a CA deslizando sobre as três rodas, propulsionada pelo facilitador ou pelo acompanhante do usuário Se o usuário tiver peso acima da capacidade de propulsão do facilitador, deverá ser utilizado o procedimento para deslocamento em areia fofa 3.3.2-Deslocamento sobre areia fofa: a) Para o deslocamento em areia fofa ou no caso de sobrepeso do usuário, o procedimento deverá ser realizado por 2 (dois) facilitadores ou um facilitador e o acompanhante do usuário, se este tiver condições de fazê-lo. b) Antes de iniciar o deslocamento, o usuário deverá ser informado do procedimento que será realizado. c) O facilitador fará a alavanca com a barra de condução, empinando a CA e seguirá nessa posição, propulsionando a CA sobre as rodas traseiras e o outro facilitador, ou acompanhante do usuário, puxará a CA, segurando-a pela barra de suporte da roda dianteira. 3.3.3-Condução da Cadeira Anfíbia (CA) -- giro e mudança de direção: a) A roda dianteira da CA é fixa para impedir a autocondução e evitar qualquer possibilidade de dispensa do facilitador quando o usuário tiver independência de locomoção. b) Para mudar de direção, a CA deve ser alavancada pela barra de propulsão sobre as rodas traseiras e girada para a direção desejada. Sec retaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência Coordenadoria de Acessibilidade/GSA 3/6
  4. 4. MANUAL OPERACIONAL DO PROGRAMA PRAIA ACESSÍVEL .rec_3.2/124-PROCEDIMENTOS DE ENTRADA, PERMANÊNCIA E SAÍDA DO MAR4.1- Procedimentos para a entrada no mar: a) O facilitador deve sempre buscar o melhor canal de comunicação com o usuário, de acordo com a idade, os limites físicos, o nível de entendimento e independência do usuário. b) Deverá ser informado ao usuário e ao seu acompanhante que o PPA não fornecerá protetor solar, boné ou toalha, devendo tais itens serem providenciados pelo próprio usuário. c) A entrada no mar deve ser um momento prazeroso para o usuário, respeitando-se as limitações, temores, inseguranças e crenças pessoais do usuário, desde que não comprometam a segurança do usuário. d) Quando se tratar de usuário com dificuldade de comunicação ou com controle de tronco prejudicado, a entrada no mar deverá ser realizada de costas, para que as ondas não alcancem o rosto do usuário ou provoquem uma sensação de afogamento, dificultando a sua respiração.4.2-Lazer na água com a Cadeira Anfíbia (CA) O objetivo do Programa Praia Acessível - PPA é possibilitar às pessoas com deficiência e mobilidade reduzida momentos de lazer e diversão nas praias do litoral paulista, na companhia de seus familiares e amigos, com a assistência do facilitador. O principal equipamento do Programa é a Cadeira Anfíbia (CA), equipamento de Tecnologia Assistiva que permite flutuabilidade e submersão de forma segura e ao mesmo tempo agradável para o usuário, devendo ser atendidas as seguintes orientações: a) Se o acompanhante do usuário tiver condições de seguir as normas de segurança, o facilitador poderá se afastar, ficando em situação de monitoramento, a uma distância que lhe permita rápida intervenção, se necessário. b) No banho de mar, a CA deve ser posicionada para o usuário receber as ondas nas costas, com a CA flutuando ao movimento das ondas, sempre com o rosto do usuário fora da água. Essa posição de costas para o mar, com a frente voltada para a praia, é a mais adequada para esses momentos. b.1) Se não houver ondas altas e a situação for de fácil saída da água, a CA poderá ficar com a submersão total das rodas traseiras, caracterizando nível seguro de posicionamento. Com ondas altas, o nível seguro é a água até a altura da cintura do usuário. Sec retaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência Coordenadoria de Acessibilidade/GSA 4/6
  5. 5. MANUAL OPERACIONAL DO PROGRAMA PRAIA ACESSÍVEL .rec_3.2/124.3- Banho de mar fora da Cadeira Anfíbia (CA) O usuário pode desejar tomar o banho de mar sem a CA. Nesse caso deverão ser observados os seguintes procedimentos: a) A saída do usuário da CA deverá necessariamente ser acompanhada pelo facilitador. b)Os braços da CA deverão ser afastados para trás, facilitando a saída do usuário. c) O facilitador deverá deixar a CA em local próximo para possibilitar o retorno rápido e seguro do usuário. d) O facilitador deverá manter sua atenção no usuário e nas condições do mar. e) Ocorrendo alteração nos fatores de segurança ou verificado qualquer descontrole do usuário, o facilitador deverá solicitar o imediato retorno do usuário à CA e, se for o caso, proceder a sua saída do mar. f) O retorno do usuário para a CA deverá ser realizado com a água em nível seguro (logo acima do braço da CA), afastando-se os braços da CA para trás, de forma a facilitar a acomodação do usuário.4.4-Procedimentos para a saída do mar: a) A saída do mar deverá ser realizada de forma agradável e segura para o usuário. b) Nesse momento a CA deverá ficar mais pesada, por estar submersa, exigindo-se maior força de propulsão no percurso de saída do mar.5-LAZER NA AREIA COM A CADEIRA ANFÍBIA (CA) A Cadeira Anfíbia (CA) é parte integrante do mobiliário de praia e, como tal, poderá ser usada para banho de sol, desde que seja respeitado o tempo limite de uso do usuário.5.1-Uso da CA no banho de sol, como cadeira de praia Se a CA for utilizada pelo usuário para o banho de sol, o facilitador deverá passar as informações e os procedimentos necessários para a correta proteção contra a radiação solar, ressaltando que o guarda sol serve apenas para sombreamento e não para proteção contra os raios solares. Sec retaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência Coordenadoria de Acessibilidade/GSA 5/6
  6. 6. MANUAL OPERACIONAL DO PROGRAMA PRAIA ACESSÍVEL .rec_3.2/126-DEVOLUÇÃO DA CADEIRA ANFÍBIA (CA)6.1-Transferência de saída da Cadeira Anfíbia (CA) A retirada do usuário da CA deverá ser realizada com a Cadeira freiada, observando-se os mesmos cuidados de segurança e conforto quando do momento de embarque.6.2-Devolução da Cadeira Anfíbia (CA) No momento de devolução da Cadeira Anfíbia (CA) o facilitador deverá verificar as condições técnicas da CA e registrar a opinião do usuário sobre o PPA, principalmente eventuais críticas ou sugestões de melhoria.7-ALTERNÂNCIA OBRIGATÓRIA DE USUÁRIOS Para que o PPA possa ser usufruído pelo maior número de interessados, será concedido tempo máximo de 30 (trinta) minutos de uso a cada usuário. Excepcionalmente, não havendo outros usuários registrados para a utilização da CA, o tempo acima poderá ser prorrogado, desde que não venha trazer prejuízo ao horário do PPA.8-MATERIAIS E EQUIPAMENTOS A SEREM UTILIZADOS PELOS FACILITADORES ATUANTES DO PPA8.1-Deverá ser disponibilizado aos facilitadores bonés e camisetas, de acordo com o padrão definido pela SEDPcD, identificando-os como agentes do Programa Praia Acessível - PPA.8.2-Igualmente deverá ser fornecido pelo Município Convenente os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para uso dos facilitadores.9-GUARDA DO MATERIAL UTILIZADO NO PROGRAMA PRAIA ACESSÍVEL Todos os equipamentos e materiais utilizados no PPA ficarão sob aresponsabilidade do Município Convenente ou do terceiro indicado. Para serem guardados, os equipamentos e materiais deverão serlavados com água doce para que não sofram os danos decorrentes daação da água do mar. * * * * * Sec retaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência Coordenadoria de Acessibilidade/GSA 6/6

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