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Influenza e Doenças Respiratórias do Inverno 2016

 Entrevista à Revista Super Saudável - Ago 2016

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Panorama mundial
doenças respiratórias
afetam indivíduos de
todas as idades e
são consideradas
um grave problema
de saúde pública
D
oençasrespiratóriascrô­­­­­­­­­nicas
representamumdosmaiores­
problemas de saúde pública
mundial e milhões de pes­
soas, de todas as idades, sofrem dessas
enfermidades ao redor do planeta, com
aproximadamente 500 milhões vivendo
em países em desenvolvimento, como
o Brasil. No País, as pneumonias são a
principalcausadeinternaçãonoSistema
ÚnicodeSaúde(SUS),comaproximada­
mente 700 mil casos por ano. Além dis­
so, cerca de 30 milhões de pessoas são
acometidas por asma, 7 milhões têm
doença pulmonar obstrutiva crôni­
ca (DPOC) e, apesar de não existir
levantamento epidemiológico de
precisão da fibrose pulmonar idio­
pática(FPI),estima-sequeadoença
atinjade13mila18milbrasileiros.
Esses números dão a dimensão do
grave quadro de acometimento de
doenças respiratórias no Brasil,
gerandolimitaçõeseforteim­
pactoeconômicoesocial.
Asenfermidadespodemserclassifica­
das como agudas, com maior prevalên­
cia de gripes, resfriados e pneumonias;
e crônicas, com destaque para asma e
DPOC,ambascomaltaprevalência,par­
ticularmente entre crianças e idosos. As
doençasrespiratóriasafetamaqualidade
de vida dos pacientes e podem provocar
limitações físicas, emocionais e intelec­
tuais, com sérias consequências para a
vida pessoal e profissional. O médico
pneumologistaMauroGomes,professor
da disciplina de Pneumologia da Facul­
dadedeCiênciasMédicasdaSantaCasa
deSãoPauloecoordenadordaComissão
de Infecções Respiratórias e Micoses da
Sociedade Brasileira de Pneumologia e
Tisiologia (SBPT), alerta que tanto as
doenças respiratórias agudas como as
crônicas são preocupantes, pois podem
levar à limitação respiratória e ao óbito.
Cada doença tem uma característi­
ca em especial, com diferentes grupos
de risco. As pneumonias, por exemplo,
podem­ocorrer em qualquer idade, mas
os idosos são os que possuem o maior
risco de óbito pela doença. Já a asma
tem alta prevalência desde a infância,
enquanto a DPOC apresenta maior risco
para indivíduos que fumam e têm mais
de40anos.Afibrosepulmonaridiopáti­
cacostumaacometerpessoascommais
de50anosdeidadeenãopossuiainda
uma causa definida. O médico Mauro
Gomes lembra que a DPOC custa aos
cofres públicos aproximadamente
R$ 100 milhões por ano e as inter­
nações por pneumonia consomem,
em média, R$ 500 milhões anuais
doSUS.“SeaDPOCnãofordevida­
mente tratada, os pacientes podem
desenvolverexacerbações,também
conhecidas como crises de falta de
ar, com a consequente ida ao pronto-­
Elessandra Asevedo
AndreyPopov/stock.adobe.com
capa
preocupantesocorro,­internações e até o óbito”, pon­
tua (leia mais na página 6).
A pneumonia, mesmo sendo uma
doençacurávelcomantibióticos,éaprin­
cipalcausadehospitalizaçõesnoBrasile
a terceira em mortalidade, com cerca de
70milóbitosporano.“Asvacinascontra
gripeepneumoniapodemajudararedu­
zir as mortes”, afirma o pneumologista
Mauro Gomes. Já a FPI, doença rara,
de causa idiopática, progressiva e fatal,
ocasiona um tipo de ‘enrijecimento’ dos
pulmões, que perdem a capacidade de
realizar a captação de oxigênio do am­
biente. A taxa de diagnósticos para a FPI
é extremamente baixa, pois os sintomas
típicos na fase inicial da doença, como
falta de ar e tosse crônica seca, são con­
fundidoscomquestõesprópriasdoenve­
lhecimento,doençascardíacas,enfisema
pulmonar, bronquite crônica ou outras
enfermidades inflamatórias do pulmão.
O especialista afirma que, mesmo sem
dados de incidência no Brasil, a doença
também preocupa porque, após recebe­
remodiagnóstico,emgeral,ospacientes
têmmédiadetrêsanosdevida,sobrevida
menordoqueemmuitostiposdecâncer.
O câncer de pulmão é outra doença
respiratória relacionada ao tabagismo e
uma das principais neoplasias malignas
no País. Neste ano, de acordo com as es­
timativasdoInstitutoNacionaldeCâncer
(INCA), o Brasil deverá registrar 17.330
casosnovosentrehomens–incluindotra­
queia, brônquios e pulmões – e 10.890
entre mulheres. Esses números corres­
pondemaumriscoestimadode17,49ca­
sosnovosacada100milhomense10,54
paracada100milmulheres.Ocâncerde
pulmão leva a uma rápida deterioração
da função respiratória e possui alta taxa
de mortalidade, pois geralmente é diag­
nosticado em estágio avançado e com
poucas chances de cura. “Para o suces­
so no tratamento do câncer de pulmão
é fundamental o diagnóstico precoce. A
únicaprevençãoexistenteéacessaçãodo
tabagismo”, ressalta o especialista.
Com objetivo de reduzir o núme­
ro de pessoas com câncer, entre outras
doenças crônicas não transmissíveis, o
Ministério da Saúde tem investido for­
temente no con­trole do tabagismo, com
atualização das diretrizes de cuidado à
pessoa tabagista e ampliação do acesso
aotratamento.Alémdisso,foramcriados
Centros de Referência em Abordagem e
Tratamento dos Fumantes nas unidades
de saúde de maior densidade tecnoló­
gica e nos hospi­tais capacitados segun­
do o modelo do Programa Nacional de
Controle do Tabagismo (PNCT). Os in­
teressadospodemrecebergratuitamente
medicamentos,comoadesivos,pastilhas,
gomas de mascar (terapia de reposição
de nicotina) e bupropiona.
Asma
Quarta causa de internação hospita­
lar no Brasil, a asma começa a se mani­
festar ainda na infância, sendo mais pre­
Regina Maria de Carvalho Pinto Mauro Gomes
valente nos meninos até a adolescência,
enquanto na fase adulta o perfil muda e
asmulheressãomaisacometidas.Doen­
ça crônica e inflamatória dos brônquios,
de causa alérgica, a asma provoca prin­
cipalmente falta de ar e chiado do peito,
resultando em sérios impactos na vida
cotidiana. A doença pode causar queda
naqualidadedosonoesintomasdiurnos,
levando ao comprometimento das ativi­
dades de vida diárias, com consequente
necessidade de faltar na escola e no tra­
balho.Dadosdeuminquéritoepidemio­
lógicorecentemostramqueaprevalência
nainfânciaéde18%a20%,enquantona
fase adulta é de 10% a 12%. No Brasil, a
prevalência fica acima de 10%, patamar
semelhanteaodeEstadosUnidos,Cana­
dá, Austrália e Reino Unido.
“A asma é mais frequente em regiões
industrializadas e com maior exposição­
ambiental à poluição e aos agentes
alergêni­cos, e ainda tem alta taxa de
mortalidade, considerando-se a ocor­
rência de 6 a 8 óbitos por dia no Brasil”,
informa a médica Regina Maria de Car­
valho Pinto, pneumologista do Instituto
do Coração do Hospital das Clínicas da
julho a setembro 2016 I Super Saudável5
A doença pulmonar obstrutiva crônica, denominação que engloba a bron­
quitecrônicaeoenfisemapulmonar,écausadaprincipalmentepelo tabagismo
e acomete as faixas etárias acima dos 40 anos, com taxas de mortalidade muito
preocupantes: atualmente, é a terceira causa de morte no mundo e a quinta no
Brasil. Historicamente, a enfermidade é mais prevalente nos homens pelo vício
dotabagismo,masoaumentodefumantesentreapopulaçãofemininapreocu­
pa os especialistas, porque a DPOC, aparentemente, tem curso mais grave e é
maissintomáticanasmulheres,commaiorperdadafunçãopulmonar.ADPOC
também está relacionada a outras formas de exposição, como fumaça de fogão
e forno a lenha e queima de biomassa. “A mortalidade pela doença está em
crescimentoesóperdeparaasdoençascardiovasculares.Eanossapreocupação
aumentaporqueaproximadamente15%dosfumantesvãodesenvolverDPOC”,
acentua a médica Regina Maria de Carvalho Pinto.
Apneumologistachamaaatençãoparaofatodequeadoençaésubdiagnos­
ticada,poissomente12%dospacientesrecebemodiagnósticoe,destes,apenas
aproximadamente 18% têm acesso ao tratamento. Entre as razões apontadas
para este problema estão a necessidade de os médicos incluírem a DPOC no rol
dos diagnósticos diferenciais de pacientes com queixa de falta de ar, o fato de
os sintomas aparecerem quando a doença já está instalada e porque o diagnós­
tico é confirmado por meio do exame de espirometria, que mede a capacidade
pulmonar.“Oexameésimples,maspoucoutilizadonapráticaclínicapelafalta
de hábito e pelo difícil acesso ao equipamento que, apesar de não ser de alto
custo, ainda é pouco disponível nos serviços médicos de forma geral, o que di­
ficulta o acesso. O exame também é fundamental para o acompanhamento da
Faculdade de Medicina da Universidade de
São Paulo (Incor-HC-FMUSP) e presidente da
SociedadePaulistadePneumologiaeTisiologia
(SPPT). Há cerca de 30 anos, com a inclusão
do corticoide inalado no tratamento da asma e,
posteriormente, às outras classes terapêuticas,
ocorreumelhoradocontroledadoença,embora
dadosnacionaisemundiaisindiquemquemuito
setemafazer,umavezqueastaxasdecontrole
aindaestãomuitoaquémdoesperado,apesarde
todo o arsenal terapêutico disponível.
Além do difícil acesso ao medicamento,
ainda ocorre baixa adesão ao tratamento, pois,
quando há melhora dos sintomas, muitos pa­
cientes interrompem o uso dos medicamentos.
Entre5%e10%dospacientessãoconsiderados
asmáticosgraveseprecisamutilizaraltasdoses
demedicação,comooscorticoidesinalatóriose
broncodilatadores,ealgunstêmaténecessidade
de corticoide sistêmico, com risco de desenvol­
vercomorbidadescomohipertensão,osteoporo­
seediabetes.Jáexistemalgunsimunobiológicos
disponíveis para o tratamento da asma, entre­
tanto, com indicação para grupos com carac­
terísticas específicas. Outro agravante é que os
imunobiológicos são de alto custo, limitando o
acesso.“Emborarepre­sentemumapequenapro­
porçãonouniversodeasmáticos,essespacientes
são os que mais consomem recursos da saúde,
poissãofrequentementeinternados,necessitam
deconsultasemprontos-socorrosedeconsultas
não agendadas”, pontua a médica.
Uma pesquisa global realizada pela Kantar
Health, que contou com a participação de 200
brasileiros,buscoucompreendermaisprofunda­
mente a influência da asma na produtividade.
Nolevantamento,89%dospacientesasmáticos
afirmaram que a doença afetou seu rendimen­
to no trabalho. Ao serem questionados sobre
o número de horas de trabalho afetadas por
causa dos sintomas, 72% indicaram que quase
sete horas eram perdidas por semana, o que re­
presenta quase um dia útil. “Para a mudança
neste cenário é preciso a obtenção do controle
daasmapormeiodamaiorconscientizaçãodos
pacientes sobre a importância do tratamento,
que pode reduzir os casos de maior gravidade e
amortalidadepeladoença”,sinalizaopneumo­
logistaMauroGomes,daFaculdadedeCiências
Médicas da Santa Casa de São Paulo.
O perigo está nos vírus
ArquivoSuperSaudável
DPOC apresenta alto
capa
As doenças respiratórias mais fre-
quentesnoBrasilsãoagripeeoresfriado,
muitocomunsdemaioaoutubro,quando
Alexandre Naime Barbosa
está mais frio e as pessoas ficam mais
confinadas em ambientes fechados, sem
ventilação e com aglomerados populacio-
nais. Assim como a gripe, a pneumonia
viralpodesermoderadaoudeintensidade
grave, levando à febre alta, dores fortes
pelo corpo e, muitas vezes, à falta de ar
e insuficiência respiratória aguda. Esses
sintomas podem ocasionar a morte,
principalmenteemalgunsgruposderisco,
comomenoresde2anosemaioresde60
anos de idade, grávidas, puérperas e in-
divíduos portadores de doenças crônicas.
Os casos podem aumentar por maior
susceptibilidade da população, pela
mutação dos vírus – especialmente o
Influenza – e pela falta de vacinação nos
anos anteriores. O Influenza­ H1N1, por
exemplo, é intrin­secamente mais patogê-
nico e causa quadros clínicos mais graves
6Super Saudável I julho a setembro 2016
Photographee.eu/stock.adobe.com
doença, permitindo a classificação da gravidade para planejamento
terapêutico. É importante ressaltar que a DPOC é uma doença com
comorbidadesassociadas,comohipertensão,cardiopatias,osteo­
porose, depressão e diabetes”, acentua.
Outra dificuldade é que, em geral, a doença é desconhecida e
negligenciadapelosprópriospacientesque,normalmente,acham
quesintomascomofaltadear,cansaço,tossefrequenteeaumentona
produção de catarro (pigarro crônico) são próprios do hábito de fumar
ou da idade. Porém, esses sintomas podem ser fortes indícios de DPOC e é
importante que um especialista seja prontamente procurado para estabelecer
um diagnóstico. “A cessação do tabagismo é um fator importante para a redução
da incidência da DPOC”, pontua o médico pneumologista Mauro Gomes.
O Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde (PCDT) para
tratamentodeDPOC,queorientaofluxoparadiagnósticoetratamento,trouxeumgrande
avanço na área, mas não contempla todas as classes farmacológicas disponíveis para o
tratamento. O Estado de São Paulo, por meio da Secretaria Estadual da Saúde, tem
um protocolo publicado em 2007 que supre algumas dessas lacunas. Outras cidades
brasileirastambémsupremasnecessidadespormeiodeprotocoloslocaisqueinserem
medicamentosusadosháanosecujosbenefíciosjáestãobemestabelecidosnotrata­
mento.ADPOCtambémpodeserdecorrentedecausagenética,devidoàdeficiência
dealfa1antitripsina,queresultanoaparecimentodadoençaemfaixasetáriasmais
precoces.Aalfa1antitripsinaéumaglicoproteínaproduzidaprincipalmentepelos
hepatócitos,cujaprincipalfunçãoéinibiraelastaseneutrofílica,umaproteasede
serina que tem capacidade de hidrolisar as fibras de elastina no pulmão.
risco
que os outros membros da família Influenza, por ser mais agressivo ao
pulmão, a outras estruturas respiratórias e ao organismo como um todo.
O médico infectologista Alexandre Naime Barbosa, professor doutor da
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), explica
que o vírus está com maior circulação, e também mais precoce do que
nos anos anteriores, por alguns motivos especulativos.
Segundo o especialista, existem três possibilidades possíveis para
essa situação epidemiológica mais agressiva. Uma delas é a falta de
cobertura vacinal adequada em 2013, 2014 e 2015, com o número
de pessoas vacinadas, entre os grupos de risco, inferior à meta de
80% devido à falta de preocupação da população. A segunda
hipótese é que, como o verão deste ano teve um grande
período de chuvas em comparação aos anos anteriores, a
população ficou mais aglomerada e em ambientes com
pouca ventilação. “Há, ainda, a possibilidade de maior
circulação de um vírus ‘importado’, pois, no Hemisfério
Norte, houve muitos casos no fim de 2015 e começo
desteano.Provavelmente,oinfluxodeturistasdesses
locais ao Brasil pode ter contribuído para o cenário
de aumento de casos”, acredita.
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Influenza e Doenças Respiratórias do Inverno 2016

  • 1. Panorama mundial doenças respiratórias afetam indivíduos de todas as idades e são consideradas um grave problema de saúde pública D oençasrespiratóriascrô­­­­­­­­­nicas representamumdosmaiores­ problemas de saúde pública mundial e milhões de pes­ soas, de todas as idades, sofrem dessas enfermidades ao redor do planeta, com aproximadamente 500 milhões vivendo em países em desenvolvimento, como o Brasil. No País, as pneumonias são a principalcausadeinternaçãonoSistema ÚnicodeSaúde(SUS),comaproximada­ mente 700 mil casos por ano. Além dis­ so, cerca de 30 milhões de pessoas são acometidas por asma, 7 milhões têm doença pulmonar obstrutiva crôni­ ca (DPOC) e, apesar de não existir levantamento epidemiológico de precisão da fibrose pulmonar idio­ pática(FPI),estima-sequeadoença atinjade13mila18milbrasileiros. Esses números dão a dimensão do grave quadro de acometimento de doenças respiratórias no Brasil, gerandolimitaçõeseforteim­ pactoeconômicoesocial. Asenfermidadespodemserclassifica­ das como agudas, com maior prevalên­ cia de gripes, resfriados e pneumonias; e crônicas, com destaque para asma e DPOC,ambascomaltaprevalência,par­ ticularmente entre crianças e idosos. As doençasrespiratóriasafetamaqualidade de vida dos pacientes e podem provocar limitações físicas, emocionais e intelec­ tuais, com sérias consequências para a vida pessoal e profissional. O médico pneumologistaMauroGomes,professor da disciplina de Pneumologia da Facul­ dadedeCiênciasMédicasdaSantaCasa deSãoPauloecoordenadordaComissão de Infecções Respiratórias e Micoses da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), alerta que tanto as doenças respiratórias agudas como as crônicas são preocupantes, pois podem levar à limitação respiratória e ao óbito. Cada doença tem uma característi­ ca em especial, com diferentes grupos de risco. As pneumonias, por exemplo, podem­ocorrer em qualquer idade, mas os idosos são os que possuem o maior risco de óbito pela doença. Já a asma tem alta prevalência desde a infância, enquanto a DPOC apresenta maior risco para indivíduos que fumam e têm mais de40anos.Afibrosepulmonaridiopáti­ cacostumaacometerpessoascommais de50anosdeidadeenãopossuiainda uma causa definida. O médico Mauro Gomes lembra que a DPOC custa aos cofres públicos aproximadamente R$ 100 milhões por ano e as inter­ nações por pneumonia consomem, em média, R$ 500 milhões anuais doSUS.“SeaDPOCnãofordevida­ mente tratada, os pacientes podem desenvolverexacerbações,também conhecidas como crises de falta de ar, com a consequente ida ao pronto-­ Elessandra Asevedo AndreyPopov/stock.adobe.com capa
  • 2. preocupantesocorro,­internações e até o óbito”, pon­ tua (leia mais na página 6). A pneumonia, mesmo sendo uma doençacurávelcomantibióticos,éaprin­ cipalcausadehospitalizaçõesnoBrasile a terceira em mortalidade, com cerca de 70milóbitosporano.“Asvacinascontra gripeepneumoniapodemajudararedu­ zir as mortes”, afirma o pneumologista Mauro Gomes. Já a FPI, doença rara, de causa idiopática, progressiva e fatal, ocasiona um tipo de ‘enrijecimento’ dos pulmões, que perdem a capacidade de realizar a captação de oxigênio do am­ biente. A taxa de diagnósticos para a FPI é extremamente baixa, pois os sintomas típicos na fase inicial da doença, como falta de ar e tosse crônica seca, são con­ fundidoscomquestõesprópriasdoenve­ lhecimento,doençascardíacas,enfisema pulmonar, bronquite crônica ou outras enfermidades inflamatórias do pulmão. O especialista afirma que, mesmo sem dados de incidência no Brasil, a doença também preocupa porque, após recebe­ remodiagnóstico,emgeral,ospacientes têmmédiadetrêsanosdevida,sobrevida menordoqueemmuitostiposdecâncer. O câncer de pulmão é outra doença respiratória relacionada ao tabagismo e uma das principais neoplasias malignas no País. Neste ano, de acordo com as es­ timativasdoInstitutoNacionaldeCâncer (INCA), o Brasil deverá registrar 17.330 casosnovosentrehomens–incluindotra­ queia, brônquios e pulmões – e 10.890 entre mulheres. Esses números corres­ pondemaumriscoestimadode17,49ca­ sosnovosacada100milhomense10,54 paracada100milmulheres.Ocâncerde pulmão leva a uma rápida deterioração da função respiratória e possui alta taxa de mortalidade, pois geralmente é diag­ nosticado em estágio avançado e com poucas chances de cura. “Para o suces­ so no tratamento do câncer de pulmão é fundamental o diagnóstico precoce. A únicaprevençãoexistenteéacessaçãodo tabagismo”, ressalta o especialista. Com objetivo de reduzir o núme­ ro de pessoas com câncer, entre outras doenças crônicas não transmissíveis, o Ministério da Saúde tem investido for­ temente no con­trole do tabagismo, com atualização das diretrizes de cuidado à pessoa tabagista e ampliação do acesso aotratamento.Alémdisso,foramcriados Centros de Referência em Abordagem e Tratamento dos Fumantes nas unidades de saúde de maior densidade tecnoló­ gica e nos hospi­tais capacitados segun­ do o modelo do Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT). Os in­ teressadospodemrecebergratuitamente medicamentos,comoadesivos,pastilhas, gomas de mascar (terapia de reposição de nicotina) e bupropiona. Asma Quarta causa de internação hospita­ lar no Brasil, a asma começa a se mani­ festar ainda na infância, sendo mais pre­ Regina Maria de Carvalho Pinto Mauro Gomes valente nos meninos até a adolescência, enquanto na fase adulta o perfil muda e asmulheressãomaisacometidas.Doen­ ça crônica e inflamatória dos brônquios, de causa alérgica, a asma provoca prin­ cipalmente falta de ar e chiado do peito, resultando em sérios impactos na vida cotidiana. A doença pode causar queda naqualidadedosonoesintomasdiurnos, levando ao comprometimento das ativi­ dades de vida diárias, com consequente necessidade de faltar na escola e no tra­ balho.Dadosdeuminquéritoepidemio­ lógicorecentemostramqueaprevalência nainfânciaéde18%a20%,enquantona fase adulta é de 10% a 12%. No Brasil, a prevalência fica acima de 10%, patamar semelhanteaodeEstadosUnidos,Cana­ dá, Austrália e Reino Unido. “A asma é mais frequente em regiões industrializadas e com maior exposição­ ambiental à poluição e aos agentes alergêni­cos, e ainda tem alta taxa de mortalidade, considerando-se a ocor­ rência de 6 a 8 óbitos por dia no Brasil”, informa a médica Regina Maria de Car­ valho Pinto, pneumologista do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da julho a setembro 2016 I Super Saudável5
  • 3. A doença pulmonar obstrutiva crônica, denominação que engloba a bron­ quitecrônicaeoenfisemapulmonar,écausadaprincipalmentepelo tabagismo e acomete as faixas etárias acima dos 40 anos, com taxas de mortalidade muito preocupantes: atualmente, é a terceira causa de morte no mundo e a quinta no Brasil. Historicamente, a enfermidade é mais prevalente nos homens pelo vício dotabagismo,masoaumentodefumantesentreapopulaçãofemininapreocu­ pa os especialistas, porque a DPOC, aparentemente, tem curso mais grave e é maissintomáticanasmulheres,commaiorperdadafunçãopulmonar.ADPOC também está relacionada a outras formas de exposição, como fumaça de fogão e forno a lenha e queima de biomassa. “A mortalidade pela doença está em crescimentoesóperdeparaasdoençascardiovasculares.Eanossapreocupação aumentaporqueaproximadamente15%dosfumantesvãodesenvolverDPOC”, acentua a médica Regina Maria de Carvalho Pinto. Apneumologistachamaaatençãoparaofatodequeadoençaésubdiagnos­ ticada,poissomente12%dospacientesrecebemodiagnósticoe,destes,apenas aproximadamente 18% têm acesso ao tratamento. Entre as razões apontadas para este problema estão a necessidade de os médicos incluírem a DPOC no rol dos diagnósticos diferenciais de pacientes com queixa de falta de ar, o fato de os sintomas aparecerem quando a doença já está instalada e porque o diagnós­ tico é confirmado por meio do exame de espirometria, que mede a capacidade pulmonar.“Oexameésimples,maspoucoutilizadonapráticaclínicapelafalta de hábito e pelo difícil acesso ao equipamento que, apesar de não ser de alto custo, ainda é pouco disponível nos serviços médicos de forma geral, o que di­ ficulta o acesso. O exame também é fundamental para o acompanhamento da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Incor-HC-FMUSP) e presidente da SociedadePaulistadePneumologiaeTisiologia (SPPT). Há cerca de 30 anos, com a inclusão do corticoide inalado no tratamento da asma e, posteriormente, às outras classes terapêuticas, ocorreumelhoradocontroledadoença,embora dadosnacionaisemundiaisindiquemquemuito setemafazer,umavezqueastaxasdecontrole aindaestãomuitoaquémdoesperado,apesarde todo o arsenal terapêutico disponível. Além do difícil acesso ao medicamento, ainda ocorre baixa adesão ao tratamento, pois, quando há melhora dos sintomas, muitos pa­ cientes interrompem o uso dos medicamentos. Entre5%e10%dospacientessãoconsiderados asmáticosgraveseprecisamutilizaraltasdoses demedicação,comooscorticoidesinalatóriose broncodilatadores,ealgunstêmaténecessidade de corticoide sistêmico, com risco de desenvol­ vercomorbidadescomohipertensão,osteoporo­ seediabetes.Jáexistemalgunsimunobiológicos disponíveis para o tratamento da asma, entre­ tanto, com indicação para grupos com carac­ terísticas específicas. Outro agravante é que os imunobiológicos são de alto custo, limitando o acesso.“Emborarepre­sentemumapequenapro­ porçãonouniversodeasmáticos,essespacientes são os que mais consomem recursos da saúde, poissãofrequentementeinternados,necessitam deconsultasemprontos-socorrosedeconsultas não agendadas”, pontua a médica. Uma pesquisa global realizada pela Kantar Health, que contou com a participação de 200 brasileiros,buscoucompreendermaisprofunda­ mente a influência da asma na produtividade. Nolevantamento,89%dospacientesasmáticos afirmaram que a doença afetou seu rendimen­ to no trabalho. Ao serem questionados sobre o número de horas de trabalho afetadas por causa dos sintomas, 72% indicaram que quase sete horas eram perdidas por semana, o que re­ presenta quase um dia útil. “Para a mudança neste cenário é preciso a obtenção do controle daasmapormeiodamaiorconscientizaçãodos pacientes sobre a importância do tratamento, que pode reduzir os casos de maior gravidade e amortalidadepeladoença”,sinalizaopneumo­ logistaMauroGomes,daFaculdadedeCiências Médicas da Santa Casa de São Paulo. O perigo está nos vírus ArquivoSuperSaudável DPOC apresenta alto capa As doenças respiratórias mais fre- quentesnoBrasilsãoagripeeoresfriado, muitocomunsdemaioaoutubro,quando Alexandre Naime Barbosa está mais frio e as pessoas ficam mais confinadas em ambientes fechados, sem ventilação e com aglomerados populacio- nais. Assim como a gripe, a pneumonia viralpodesermoderadaoudeintensidade grave, levando à febre alta, dores fortes pelo corpo e, muitas vezes, à falta de ar e insuficiência respiratória aguda. Esses sintomas podem ocasionar a morte, principalmenteemalgunsgruposderisco, comomenoresde2anosemaioresde60 anos de idade, grávidas, puérperas e in- divíduos portadores de doenças crônicas. Os casos podem aumentar por maior susceptibilidade da população, pela mutação dos vírus – especialmente o Influenza – e pela falta de vacinação nos anos anteriores. O Influenza­ H1N1, por exemplo, é intrin­secamente mais patogê- nico e causa quadros clínicos mais graves 6Super Saudável I julho a setembro 2016
  • 4. Photographee.eu/stock.adobe.com doença, permitindo a classificação da gravidade para planejamento terapêutico. É importante ressaltar que a DPOC é uma doença com comorbidadesassociadas,comohipertensão,cardiopatias,osteo­ porose, depressão e diabetes”, acentua. Outra dificuldade é que, em geral, a doença é desconhecida e negligenciadapelosprópriospacientesque,normalmente,acham quesintomascomofaltadear,cansaço,tossefrequenteeaumentona produção de catarro (pigarro crônico) são próprios do hábito de fumar ou da idade. Porém, esses sintomas podem ser fortes indícios de DPOC e é importante que um especialista seja prontamente procurado para estabelecer um diagnóstico. “A cessação do tabagismo é um fator importante para a redução da incidência da DPOC”, pontua o médico pneumologista Mauro Gomes. O Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde (PCDT) para tratamentodeDPOC,queorientaofluxoparadiagnósticoetratamento,trouxeumgrande avanço na área, mas não contempla todas as classes farmacológicas disponíveis para o tratamento. O Estado de São Paulo, por meio da Secretaria Estadual da Saúde, tem um protocolo publicado em 2007 que supre algumas dessas lacunas. Outras cidades brasileirastambémsupremasnecessidadespormeiodeprotocoloslocaisqueinserem medicamentosusadosháanosecujosbenefíciosjáestãobemestabelecidosnotrata­ mento.ADPOCtambémpodeserdecorrentedecausagenética,devidoàdeficiência dealfa1antitripsina,queresultanoaparecimentodadoençaemfaixasetáriasmais precoces.Aalfa1antitripsinaéumaglicoproteínaproduzidaprincipalmentepelos hepatócitos,cujaprincipalfunçãoéinibiraelastaseneutrofílica,umaproteasede serina que tem capacidade de hidrolisar as fibras de elastina no pulmão. risco que os outros membros da família Influenza, por ser mais agressivo ao pulmão, a outras estruturas respiratórias e ao organismo como um todo. O médico infectologista Alexandre Naime Barbosa, professor doutor da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), explica que o vírus está com maior circulação, e também mais precoce do que nos anos anteriores, por alguns motivos especulativos. Segundo o especialista, existem três possibilidades possíveis para essa situação epidemiológica mais agressiva. Uma delas é a falta de cobertura vacinal adequada em 2013, 2014 e 2015, com o número de pessoas vacinadas, entre os grupos de risco, inferior à meta de 80% devido à falta de preocupação da população. A segunda hipótese é que, como o verão deste ano teve um grande período de chuvas em comparação aos anos anteriores, a população ficou mais aglomerada e em ambientes com pouca ventilação. “Há, ainda, a possibilidade de maior circulação de um vírus ‘importado’, pois, no Hemisfério Norte, houve muitos casos no fim de 2015 e começo desteano.Provavelmente,oinfluxodeturistasdesses locais ao Brasil pode ter contribuído para o cenário de aumento de casos”, acredita.