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Além disso, há um interesse dos produtores em ampliar            "A demanda foi boa, teve estratégia de custo, com ocompra...
Fonte: Assessoria SRB                                                                                                   Im...
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Cenário Setorial - Fertilizantes

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Cenário Setorial da Agência Safras - Fertilizantes

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Cenário Setorial - Fertilizantes

  1. 1. SETORIAL FERTILIZANTES DEMANDA POR FERTILIZANTES NO de toneladas em 2012, atendendo, especialmente, demandas BRASIL CRESCE 5,6% ATÉ JUNHO nas culturas de milho safrinha, algodão ,plantio de cana de A demanda por fertilizantes no mercado brasileiro vem açúcar, bem como a aceleração nas entregas para safra de crescendo significativamente, seguindo uma tendência que verão de soja/milho. busca um incremento da produtividade sem a necessidade Nos fertilizantes potássicos (K2O), a entidade registrou de incremento nas áreas cultivadas, de modo a atender os um incremento de 1,2% nas entregas, passando de 1,777 interesses econômicos e estratégicos do país. milhão de toneladas de janeiro a junho de 2011 para 1,799 Neste ano, a realidade não vem sendo diferente. Dados milhão de toneladas nos seis primeiros meses de 2012. da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA) indicam que no primeiro semestre de 2012 houve BRASIL REDUZ IMPORTAÇÃO DE um volume recorde de entregas de fertilizantes. O volume FERTILIZANTES DE JANEIRO A JUNHO ficou em 11,726 milhões de toneladas, 5,6% superior ao Levantamento realizado pela ANDA indicou que o Brasil registrado no mesmo período do ano passado, de 11,108 vem diminuindo o ritmo de importações de fertilizantes milhões de toneladas. intermediários ao longo deste ano, fazendo maior uso dos Entre os estados, Mato Grosso registrou o maior volume volumes disponíveis nos estoques de passagem. O país adquiriu de entregas nos seis primeiros meses do ano, de 2,343 milhões 7,832 milhões de toneladas de fertilizantes intermediários de de toneladas, seguido de São Paulo, com 1,733 milhão de janeiro a junho, volume 13,6% menor em relação ao mesmo toneladas, Paraná, com 1,545 milhão de toneladas, e Minas período do ano passado, de 9,067 milhões de toneladas. Gerais, com 1,174 milhão de toneladas. Houve reduções de 14,1% para a entrada no Brasil de Por regiões, levantamento realizado pelo Sindicato da fertilizantes nitrogenados, de 7,3% para os fosfatados e 14,9% Indústria de Adubos do Rio Grande do Sul (Siargs), revela nos fertilizantes potássicos. que o Centro-Oeste liderou o volume de entregas de A diminuição na entrada de fertilizantes no Brasil também fertilizantes no primeiro semestre, com 4,061 milhões de aparece nos resultados de movimentação de dois dos toneladas, seguido pelo Sudeste, com 3,085 milhões de principais portos do país: Paranaguá (PR) e Santos (SP). toneladas. A Região Sul ocupa o terceiro lugar, com entregas Em Paranaguá, dados divulgados pela Administração dos de 2,976 milhões de toneladas. Portos de Paraná e Antonina (Appa) indicam que, entre janeiro e junho, foi registrada a entrada de 4 milhões de ENTREGA DE NUTRIENTES AVANÇA toneladas de fertilizantes pelo porto, o que representa uma 4,4% NO PRIMEIRO SEMESTRE queda de 14% frente ao mesmo período do ano passado. A ANDA sinaliza que o total de entregas de nutrientes (NPK) O recuo é atribuído, segundo a Appa, ao maior volume de evoluiu 4,4% entre janeiro e junho deste ano, alcançando 4,792 estoques disponíveis do setor e a alta do dólar. milhões de toneladas, na comparação com os seis primeiros Já em Santos, dados divulgados pela Companhia Docas meses do ano passado, de 4,592 milhões de toneladas. do Estado de São Paulo (CODESP), que administra o Entre os nutrientes, as entregas de fertilizantes nitro- porto, apontam uma queda de 19,9% nas importações de genados (N) apresentaram evolução de 3,6%, passando de fertilizantes de janeiro a maio frente ao mesmo período de 1,293 milhão de toneladas no período janeiro a junho de 2011, atingindo 971,439 mil toneladas. 2011 para 1,340 milhão de toneladas no mesmo período de A produção nacional de fertilizantes intermediários atingiu 2012. O aumento nas entregas, de acordo com a entidade, 4,489 milhões de toneladas de janeiro a junho, volume 0,2% se deve ao aumento na demanda para as culturas de cana de menor ante as 4,498 milhões de toneladas do primeiro açúcar, algodão, café, milho safrinha e arroz. semestre do ano passado. Foram registrados crescimentos A ANDA informa que as entregas de fertilizantes nas produções dos fertilizantes nitrogenados, de 1,3%, e de fosfatados (P2O5) registraram aumento de 8,6%, passando fosfatados, de 12,6%. A produção de fertilizantes potássicos, de 1,522 milhão de toneladas em 2011 para 1,653 milhão entretanto, teve retração de 9,5%.
  2. 2. Crédito: ANDA PAÍS SOFRE INFLUÊNCIA DE PREÇOS PRATICADOS NO MERCADO INTERNACIONAL De acordo com o diretor executivo da ANDA, David Roquetti Filho, dentro do contexto de consumo de fertilizantes, o Brasil sofre a influência das cotações praticadas internacionalmente por ser um país tomador de preços e não fazedor de preços. "O Brasil atualmente é o 4o maior mercado consumidor de fertilizantes do mundo, mas esse volume representa apenas 6% de todo o consumo global", disse. Os três maiores consumidores do mundo, China (33%), Índia (17%) e EUA (12%), por sua vez, respondem, juntos, por 62% de todo o volume de fertilizantes consumidos no mundo. O dirigente informa que, até 2016, o Brasil receberá investimentos de US$ 13 bilhões, o que representa 15% dos US$ 87 bilhões que serão aplicados globalmente no setor de fertilizantes, de modo a tentar diminuir a dependência do país nas importações. TENDÊNCIAS PARA NOVA SAFRA INDICAM DEMANDA AINDA MAIOR PARA FERTILIZANTES“Participação do Brasil é de 6% no consumomundial de fertilizantes”, afirma David Roquetti Na avaliação do diretor executivo da ANDA, DavidFilho, Diretor Executivo da ANDA. Roquetti Filho, os números de demanda em 2012 estão mais expressivos se comparados aos do ano passado, no qual oTAXA DE CRESCIMENTO DO SETOR setor registrou recorde de entregas. Ele faz questão de frisarDE FERTILIZANTES CHEGOU A 15,5% que a ANDA não faz estimativas ou previsões em termosNOS ÚLTIMOS DOIS ANOS de entrega de fertilizantes. Entretanto, ele informa que O diretor executivo da ANDA, David Roquetti Filho, algumas renomadas empresas de consultoria e bancos estãodestaca que o setor vem crescendo ano a ano. "Em 2011, o estimando que o volume de entregas neste ano, pode oscilarsetor quebrou seu recorde de entregas de fertilizantes, entre 29 milhões e 29,3 milhões de toneladas, superando osatingindo 28,326 milhões de toneladas, superando o maior volumes registrados em 2011.volume entregue até então, em 2010, de 24,516 milhões de "O indicativo é de que os produtores estão interessadostoneladas", afirma. em ampliar a compra de fertilizantes neste ano, muito Os dados da ANDA mostram que o setor vem numa embora essa antecipação só possa ser realmente calculadagrande ascensão nos últimos anos, apresentando uma taxa no término do ano, quando teremos o volume total entreguegeométrica de crescimento, de 2010 a 2011, de 15,5% ao no segundo semestre", alerta.ano, bem acima da média obtida ao longo do período 1950 Para o presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB),a 2011, de 8,2% ao ano. Cesário Ramalho da Silva, a procura de fertilizantes para a nova safra continua em ritmo acelerado nos principais pólos produtores. Ele informa que no Mato Grosso, maior produtor de soja, 90% dos fertilizantes, sementes e defensivos necessários para o cultivo que tem início em outubro já foram comprados. A aquisição antecipada é comum no Estado, mas o movimento neste ano está 10 pontos percentuais à frente de 2011/12, confor me o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). No Paraná, segundo maior produtor da oleaginosa, cerca de 20% da safra futura foi negociada, parte em troca dos insumos. No mesmo período do ano passado, 12% tinham sido negociados, sendo que aFonte: ANDA. média histórica para esta época é de 5%. 2 CENÁRIO SETORIAL Ano 2 • Número 19 • Junho|2012
  3. 3. Além disso, há um interesse dos produtores em ampliar "A demanda foi boa, teve estratégia de custo, com ocompras e demanda por produtos. "O aumento das entregas equilíbrio em relação aos preços das commodities" afirmade fertilizantes para a safra 2012/13 mostra que o produtor ele, acrescentando que a procura teve alta de 20% em relaçãoestá capitalizado e confiante no retorno", afirma Ramalho da ao ano passado por terem antecipado as compras.Silva. Dados da FAO (Organização das Nações Unidas para Segundo previsões de Júnior, os preços do potássioAgricultura e Alimentação) mostram que até meados de 2013, devem se manter no segundo semestre, e os nitrogenadosos preços deverão se estabilizar em um patamar confortável devem baixar devido às grandes importações. "Essapara o agricultor. condição pode levar a Petrobras a reduzir os preços", disse. "O produtor entendeu que o uso de fertilizantes foi Acrescenta que a Vale Fertilizantes subiu os preços nofundamental para o Brasil atingir os níveis atuais de mercado interno, na primeira metade do ano, e a ANDAprodutividade", afirma o presidente da SRB. Entre 1960 e não contribuiu para diminuir a dependência brasileira de2010, a produtividade dos principais grãos (milho, soja, café) produtos importados.aumentou 850%, enquanto que a área plantada, no mesmo Ele afirma que um dos entraves pelos quais passa o setorperíodo, aumentou apenas 12%. "Isso significa investimento de fertilizantes é a logística. "A infraestrutura é o grandeem tecnologia. O produtor sabe que sem fertilizante seria problema do mercado. Os portos não possuem navio paraimpossível alcançarmos o patamar de hoje, sendo o segundo embarque. E para agravar a situação, cada navio custa entremaior exportador de alimentos do mundo", completou. US$ 40 mil e US$ 50 mil". O diretor executivo da CONAGRO - consórcio criadoCOOPERATIVAS TAMBÉM CONFIRMAM por cooperativas no Paraná para a compra de fertilizantes -,FORTE DEMANDA POR FERTILIZANTES Daniel Dias, também confirma a boa demanda no primeiro Conforme o gerente comercial da Cooperativa Agrícola semestre, com negociação de praticamente 100% dosde Serra dos Cristais (Coacris), de Cristalina (GO), Gilberto fertilizantes para a safra nova.Moraes Júnior, a cooperativa vendeu nos dois primeiros "Se não foi 100%, no mínimo foi 85%", uma vez que omeses de 2012, 60% do volume total de fertilizantes previstos preço do fertilizante não subiu, apesar da alta atípica dospara o restante do ano, ou seja, 40 mil toneladas. Houve preços da soja e do milho.sobra de 40% para ser vendida no segundo semestre, não "O produtor fica na espera do preço bom, das variáveis desendo possível negociar mais em função da alta de preços. Chicago e do clima favorável, uma vez que houve um menorFonte: ANDA. Elaboração: DRF. CENÁRIO SETORIAL 3 Ano 2 • Número 19 • Junho|2012
  4. 4. Fonte: Assessoria SRB Importação ainda é entrave para setor, aponta Ramalho, da SRB.investimento com a seca e as geadas no Rio Grande do Sul". NECESSIDADE DE IMPORTAÇÃO DETodavia, ele diz que este está sendo um ano de clima, preço e FERTILIZANTES AINDA É GRANDE ENTRAVEcâmbio bom e espera que as condições meteorológicas Na avaliação do presidente da SRB, Cesário Ramalho dacontinuem positivas. Silva, o setor de fertilizantes ainda enfrenta sérios problemas, entre eles, a importação. Atualmente o Brasil importa 70% deBRASIL AINDA PRECISA SUPERAR Nitrogênio(N), 60% de Fósforo(P) e 90% de Potássio(K). EssesGARGALOS NO SETOR três elementos químicos são a base de toda a formulação de Conforme o diretor executivo da ANDA, David fertilizantes e sofrem com a burocracia e logística portuária.Roquetti Filho, a entidade não vem medindo esforços no "Os nutrientes em sua maioria vêm da América do Norte, África,sentido de refletir sobre fatores externos negativos, como Ásia e Europa, somente por via marítima e levam em média 30a ausência de isonomia tributária perante os fertilizantes dias para chegar aos portos brasileiros, depois disso, levam deimportados, a falta de competitividade de preços em relação 10 a 40 dias para atracar/descarregar. Esses atrasos para oa outros países, como Oriente Médio, Rússia, Estados descarregamento acontecem em função de filas de navios,Unidos e Ásia, a ausência de competitividade quanto aos chuvas, desembaraço portuário ou até mesmo greves portuárias.insumos para fabricação de fertilizantes (como gás natural Com toda essa dependência e entraves é certo que o produtore energia, por exemplo), o baixo investimento em deve ter a preocupação de planejar a compra do fertilizante".infraestrutura e logística (rodoviária, ferroviária e Além disso, o produtor ainda sofre com os preços. Houvehidroviária/portuária), acarretando custos elevados de um aumento de 25% a 30% dos preços dos fertilizantes,demurrage (sobre-estadia paga quando o navio permanece tanto por causa da desvalorização da moeda brasileira, quantopor mais tempo que o acordado no porto, que chegou a dos preços dos insumos, que reagem às elevações dasaproximadamente US$ 200 milhões somente em Paranaguá cotações das commodities, de acordo com Carlos Fávaro,em 2011) e os fretes rodoviários. presidente da Associação dos Produtores de Milho e Soja O dirigente ressalta ainda que é preciso alterar a elevada (Aprosoja), de Mato Grosso.carga tributária enfrentada pelo setor sobre a fase de "Se quisermos uma agricultura cada vez mais forte, nãoconstrução de novas plantas produtoras de fertilizantes. "Tais podemos continuar importando, por exemplo, cerca de 90%condições vem prejudicando a viabilidade econômico- do potássio usado na atividade. Este é um pleito antigo dafinanceira dos projetos, gerando um lead time dos Sociedade Rural Brasileira", aponta o presidente da entidade.licenciamentos e uma baixa proteção da indústria nacional, "No entanto, fomos contra a criação de uma nova estatal para avisto que a TEC para fertilizantes está com alíquotas zero, área. Não há necessidade. O governo tem que criar políticas quedentre outros", sinaliza. incentivem a exploração das jazidas existentes, um marco 4 CENÁRIO SETORIAL Ano 2 • Número 19 • Junho|2012
  5. 5. regulatório que dê segurança jurídica aos investidores", GOVERNO ABANDONA PLANOcompletou. NACIONAL DE FERTILIZANTES Vale apontar o exemplo do potássio de Sergipe, onde as Se depender da atual política de governo os produtores podem esquecernegociações entre a Petrobras e a Vale levaram anos em vista o Plano Nacional de Fertilizantes que o ex-ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, encaminhou para a Presidência da República em 2010. Ada possível existência de petróleo na região. Lá, acabou sentença é de fonte de um dos ministérios envolvidos no estudo - Agriculturaprevalecendo o ponto de vista de que seria mais vantajoso e Minas e Energia. Ninguém mais fala do assunto e as atenções da presidente Dilma Roussef se voltaram apenas à Petrobras e a Vale do Riopara o País a exploração de potássio, abrindo caminho para Doce, ignorando as demais empresas que possuem jazidas.Com isso, oque a Vale possa implementar o seu Projeto Carnalita. agricultor vai continuar dependendo das importações de potássio da Rússia e fosfato da África, sujeitas às oscilações de preço de toda ordem e Além disso, "falta muita pesquisa nesta área no Brasil. incerteza no volume de fornecimento. A longo prazo, o produtor vai ficar refém das indústrias de fertilizantes, enquanto não houver melhoramentoExistem pesquisas da Embrapa para a produção de de plantas, economia destes insumos com aplicação racional, sem excesso,fertilizante organomineral, e o uso de polímeros, que trazem ou perdas por ação da chuva, e, o uso de microorganismos que garantam a retenção dos agroquímicos no solo. Stephanes, hoje deputado federalmais qualidade e menos perdas, mas elas ainda estão em pelo PSD-PR, também é taxativo ao dizer que o Plano Nacional deestágios iniciais. Precisamos apoiar mais as iniciativas de Fertilizantes não saiu do papel, e, em 2010, foi ignorado pelo ex-presidente Lula e a então ministra da Casa Civil, Dilma Roussef. "Isso ocorreu porquepesquisa para melhorar nossa produção", disse Ramalho o Ministério de Minas e Energia (MME) queria continuar detendo o controle sobre toda a legislação mineral do país, numa clara disputa de poder comda Silva. "O Plano Nacional dos Fertilizantes, anunciado o Ministério da Agricultura (Mapa)", disse.em 2009, que deveria definir as modalidades de exploração Na queda de braço, o Mapa perdeu. Em 2009 quando o então ministroescolhidas pelo governo e também datas para licitações da Agricultura, Reinhold Stephanes, negociava a criação de normas específicas para os minerais usados como fertilizantes, para que houvessenos casos da entrada de empresas privadas nas explorações, mais rapidez na elaboração e tramitação das leis, o MME pressionava para a reforma completa do Código Mineral do país, processo lento epouco contribuiu até hoje", concluiu o presidente da SRB. complexo. Isso acabou inviabilizando o Plano dos Fertilizantes, articulado por Stephanes. "O governo não tem interesse na autossuficiência na produção mineral destinada ao agronegócio", completa.Na versão deCENÁRIO PARA SETOR DE FERTILIZANTES fonte do governo, em 2009, quando foi elaborado pelo Ministério da Agricultura (Mapa) e encaminhado ao Ministério das Minas e EnergiaTENDE A SEGUIR POSITIVO (MME), o foco imediato do Plano de Fertilizantes era ampliar a produção dos insumos por meio da extração em minas que estavam inoperantes. O presidente do Sindicato da Indústria de Adubos do Rio O MME avaliou que seria preciso a revisão do Código Mineral, pelaGrande do Sul (Siargs), Torvaldo Antonio Marzolla Filho, necessidade de mudanças nas leis de autorização de pesquisa e concessão para a exploração. O MME sofreu pressões e entendeu quemostra otimismo e acredita em uma expansão do setor de seria "impossível" compatibilizar os interesses das indústrias produtorasfertilizantes no decorrer dos próximos anos, tomando como dos fertilizantes e dos garimpeiros e arquivou o Plano de Fertilizantes. O que restou de projeto mais imediato é o da Vale do Rio Doce, na suabase dados históricos. "Em 1950 a população mundial era de mina de potássio em Sergipe. No local existe uma jazida em operação,2,5 bilhões de pessoas e, em outubro do ano passado, por meio de contrato de arrendamento, renovado em abril de 2012, com a Petrobras. Com o início da operação do projeto Carnalita, achegamos a 7 bilhões de pessoas em todo o planeta Terra. Vale (VALE5) deverá produzir anualmente mais 1,2 milhão de toneladasVeja o quanto essa população já aumentou e quanto alimento do insumo usado na produção de fertilizantes. Mas o projeto entrará em operação apenas entre 2014 e 2015.A Vale do Rio Doce tambémjá foi necessário para atender essa demanda. Com isso o setor comprou minas na Argentina com o objetivo de produzir potássio parade fertilizantes se expandiu também e tende a continuar o mercado brasileiro. O Brasil conta também com reservas potenciais no pré-sal. Mas a extração do elemento na camada superior ao petróleo,crescendo, especialmente porque existe aquela pressão de que entretanto, só se dará a longo prazo. Enquanto isso, a Rússia continuará sendo a grande fornecedora mundial do potássio, junto com o Canadá.é preciso produzir sem aumentar o desmatamento", analisa. Mas no caso do fosfato a dependência seguirá com a África detendo De acordo com Torvaldo, o setor de fertilizantes vem as maiores reservas e a China a maior produção do mineral.contribuindo muito para o aumento da produção de Atualmente, explica o ex-ministro, existem dez minas em exploração, dez não exploradas por razões inexplicáveis, com os processos parados nasalimentos, tanto no mundo quanto no Brasil, trazendo ganhos mãos do Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM) e a grande jazida de potássio na Amazônia, que tem muitas questões ambientaisde produtividade em um mesmo espaço de terra. "Veja o envolvidas. A mina é a terceira do mundo em potássio. Existem ocorrênciasquanto se ampliou a produção de alimentos nos últimos 30 do mineral também no Espírito Santo e Mato Grosso. No caso dos nitrogenados, a Petrobras chegou a escolher três locais para extraçãoanos no Brasil, sem que fosse necessário expandir a área na mas desistiu.Na avaliação de Stephanes, o futuro do setor é preocupante, porque três ou quatro empresas detêm o comércio e mantém elevadosmesma proporção. Isso se deve ao setor de fertilizantes, que os preços dos insumos destinados à formulação dos fertilizantes. Elevem contribuindo consi-deravelmente para a produção de lembra que o potássio dobrou de preço nos últimos anos e alerta que o Brasil é o país mais dependente da importação de fertilizantes, emboraculturas voltadas a outros fins, como a produção de seja um dos maiores produtores mundiais de grãos. "A questão ébiocombustíveis e de roupas", conclui. estratégica e o governo existe para resolvê-la", concluiu. CENÁRIO SETORIAL é uma publicação da Agência SAFRAS, do Grupo SAFRAS & Mercado. Editor responsável: Dylan Della Pasqua Redação: Arno Baasch, Laura Ruschel e Carine Bidone Lopes | Projeto Gráfico: Carlos Soares Av. Independência, 1299 – Sala 403 | CEP 90035-077 | Porto Alegre | RS Telefones: 0(xx) 51 3224.7039 | 0(xx) 41 3323.2155 | 0(xx) 3224.9170 www.safras.com.br | e-mail: safras@safras.com.br Todos os direitos reservados. Reprodução proibida, exceto mediante permissão por escrito e citada a fonte. Circulação reservada e exclusiva para assinantes. CENÁRIO SETORIAL 5 Ano 2 • Número 19 • Junho|2012

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