Guerra do contestado_0002

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Guerra do Contestado - Acontecimento histórico de 1912 a 1916 entre os Estados do Paraná e Santa Catarina - Brasil.

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Guerra do contestado_0002

  1. 1. LUIZ ALVES
  2. 2. Foram inúmeras as causas que acenderam o estopim que levou a “Guerra do Século, o famoso contexto do contestado. Após a queda da monarquia, o país estava completamente falido e sem nenhum recurso financeiro, porque os Imperadores sempre adotaram o regime Feudalista que enforcava mortalmente o panorama de igualdade social, levando os menos favorecidos a terem somente uma opção, trabalhar como escravos com uma mínima bonificação mensal aos protegidos do regime imperialista”. A “lei do ventre livre” foi a primeira grande derrota dos senhores de engenho, que tiraria de suas mãos o filete de ouro, a futura mão-de-obra produtiva. Em 1888 a princesa Isabel legaliza a “lei Áurea”, abolindo todo e qualquer regime de escravidão. E na calada da noite em 1889, os parlamentares, políticos provincianos, empresários e comerciantes, ministros e os marechais das forças armadas compram dos Estados Unidos da América um regime republicano corrompido, corrupto e capitalista, que levaria toda a população brasileira a mais completa miséria social e econômica. Os empresários americanos como sempre, são filantrópicos e humanitários com o resto do mundo, assim como as nuvens de gafanhotos são com as plantações, firmam um contrato com o poder republicano na construção de uma ferrovia do estado de São Paulo ao estado do Rio Grande do Sul, cobrando a simples bagatela de vinte contos de réis por quilômetro construído, depois reajustado por quarenta contos de réis, além de terem a posse de quinze quilômetros em ambos os lados da ferrovia, onde poderiam explorar todos os recursos naturais e povoar com emigrantes europeus.
  3. 3. A opção que lhe restou, foi fechar um acordo com marginais da sociedade de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e os jagunços de Conselheiro na guerra de Canudos, garantindo-lhes que seriam postos em liberdade se cumprissem a sua parte. Mas ao final da ferrovia, deixam um terço jogado a sua própria sorte e na completa miséria num sertão desconhecido, enquanto os parlamentares, republicanos e o grupo Farquhar saem transportando muitos baús abarrotados de ouro. A opção que restou a esses miseráveis, excluídos da sociedade foi adaptar-se nessa terra estranha, trabalhar para os emigrantes europeus ou servir de jagunços a algum coronel. Aos demais, restou ir para a terra que vertia leite e mel, melhor dizendo, o Arraial de Bom Jesus do Taquarucú. Como toda a população do contestado encontrava-se esquecida pela Igreja Católica, há muito tempo, se entregam às crendices populares diante de sua fragilidade espiritual. Nesse momento entram os benzedores e curandeiros, principia com o monge João Maria D’Agostin que peregrinou seis anos após a Revolução Farroupilha, entre os anos de 1851 a 1856. Devido ao abandono da região do rio Iguaçu até os campos de Palmas, o ditador paraguaio Francisco Solano Lopes decide invadir e tomar o território em Novembro de 1864 a 1870. A Argentina em 1895 reinvidica trinta mil quilômetros quadrados dos estados do Paraná e Santa Catarina (Questão de Palmas), sendo resolvido pelo presidente americano Cleveland que confirma ser habitado por brasileiros. Nos anos de 1893 a 1895, acontece a Revolução Federalista, nascida no Rio Grande do Sul, Coronel Gumercindo Saraiva teve apoio do Almirante Custódio de Melo, Rui Barbosa e Euclides da Cunha, como objetivo de derrubar o marechal Floriano Peixoto da presidência da república, também que destituísse do cargo o presidente do estado Júlio de Castilhos, concedendo-lhes o sagrado direito político e financeiro na província, além de estar aliado ao saudosismo Monárquico.
  4. 4. Aparece na área contestada nos anos de 1889 a 1995 o monge de nome Atanás Marcaff, muito idêntico ao monge João Maria, o qual os sertanejos acreditavam ser o mesmo santo. Retirou-se para o morro do Taió, vindo falecer por uma forte pneumonia em 1897. Aproveitando as peregrinações dos monges: João Maria D’Agostin e Atanás Marcaff, ou João Maria de Jesus na área do conflito, inesperadamente surge Miguel Lucena Boaventura, vulgo José Maria, intitulando-se irmão do santo profeta, mas na realidade era um benzedor místico vindo da vila de Campos Novos Meus amigos, para que vocês tenham uma explícita idéia dos fatos, a imprensa dos Estados Unidos e os países da Europa deram muitas manchetes em seus jornais, como uma injustiça imperdoável ao que se estava fazendo com o povo humilde do sertão. Eram políticos corruptos e empresários desumanos que jogavam na lama o verdadeiro sentimento humano. Uns poucos historiadores são merecedores de créditos, se esforçaram ao máximo para reverter à situação, e hoje o Brasil e todo o mundo conhecem a história que anteriormente era: “Os errantes do século” e agora conhecida como: “Os injustiçados do século”.
  5. 5. Irmandade de São Sebastião: Elias de Moraes - Elias de Sousa - Maria Rosa de Sousa - Francisco Alonso de Sousa - Euzébio Ferreira dos Santos - Praxedes Gomes Damasceno - Joaquim Gomes Damasceno - Benedito Pedro de Oliveira (Chato) - Cirino Pedro de Oliveira (Chato) - Elias de Melo - Miguel Lucena Boaventura (José Maria) - Henrique Wolland (Alemãozinho) - Manoel Alves de Assumpção da Rocha - Maria do Carmo - Chica Pelega - Conceição - Margarida - Terezinha - Clementina - Guilherme Helmich - Agostinho Saraíba (Castelhano) - Francisco Paes de Farias (Chico Ventura) - Manoel Teixeira (Maneco) - Joaquim Germano - Gustavo Reinchardt - Irmãos Sampaio - Bonifácio José dos Santos (Bonifácio Papudo) - Antônio Tavares Júnior - Francisco Salvador - Juca Ruivo - os videntes Teodora e Joaquim dos Santos (Neta e filho de Euzébio) - Sebastião Campos - Guilherme Paes de Farias (Guilherme Ventura) - Delfino Pontes - Murilo Gomes - João Paes de Farias (João Ventura) - Tobias Lourenço de Sousa - Adeodato Manoel Ramos - Olegário Ramos (Negro Olegário) - Francisco Maria Camargo (Chico Pitoca) - Benevenuto Alves de Lima (Venuto Baiano) - Conrado Glober - Manoel Lira de Jesus - Manoel Germano - Ignácio Gonçalves de Lima - Aleixo Gonçalves de Lima - Francelísio Sutil de Oliveira - Honório de Albuquerque - Joaquim Gonçalves de Lima - Maria Alves Moreira - Silvério Bastos - Manoel Morais (Pai Velho) - Paulino Pereira da Silva - Paulino Ribeiro - Francisco de Almeida - Cipriano de Almeida - Henrique Hass - Estanislau Schumann - Vacariano Nabor - Carneirinho e pouco mais de vinte mil fanáticos e jagunços. Contou com o apoio dos coronéis, Henrique Paes de Almeida (pai), Henrique Paes de Almeida (filho) e Miguel Fragoso, Domingos Soares e uma dezena de coronéis nas muitas províncias.
  6. 6. Coronéis e Autoridades: Coronel Francisco Ferreira de Albuquerque - Coronel Virgílio Pereira - Coronel Marcos Gonçalves de Farias - Coronel José Rauen - Coronel Domingos de Oliveira Lemos - Coronel Zacarias de Paula Xavier - Juiz de Direito Guilherme Abry - Promotor de Justiça Marcílio da Cruz Maia - os Capitães João Alves Sampaio - João da Cruz Maia - Leogídio Vicente Mello - Major Euclides Ferreira de Albuquerque - Major Altino Gonçalves de Farias - Major João Severo Gomes - Major Simpliciano de Almeida - Major Graciliano T. de Almeida - Major Firmino de Almeida - Major Henrique de Almeida Filho - Major Salvador Calomeno - Coronel Henrique Rupp - Coronel Virgílio Antunes - Coronel Manoel Tomaz Vieira - Coronel Manoel Fabrício Vieira - Coronel Fabrício Vieira das Neves - Coronel Vidal Ramos - Coronel Felippe Schimidt - Dr. Afonso Alves de Camargo - Carlos Cavalcânti - Coronel Emiliano Ramos - Belisário Ramos - Senador Pinheiro Machado - Senador Lauro Müller - Deputado Federal Manoel Correia de Freitas - Antônio Rocha Tico - Deputado Ulbaldino de Amaral - Diocleciano Martyr - Deputado Sidnei Gonçalves - Ministro Rui Barbosa - Virgilio Martinho de Melo - Miguel Francisco Driessen - João Severo de Oliveira - José Knol, José Custódio de Melo - Aristides de Oliveira Lemos - Diogo Alves Ribeiro - Alzerino Waldomiro de Almeida.
  7. 7. Oficiais Republicanos: Tenente Coronel João Gualberto Gomes de Sá Filho - Tenente Coronel Busse - Desembargador Sálvio Gonzaga - Capitão Adalberto de Menezes - Capitão Mauricio Antônio de Melo - Capitão Esperidião de Almeida - Ministro da Justiça Rivadávia da Cunha Corrêa - Capitão Euclides de Castro - Capitão Zaluar - Tenente Coronel Dinarte de Aleluia Pires - Major Trujilo de Melo - Capitão Lebon Régis - os Presidentes: Marechal Deodoro da Fonseca - Marechal Floriano Peixoto - Nilo Peçanha - Rodrigues Alves - Afonso Pena - Hermes da Fonseca - Venceslau Brás - Capitão João Teixeira de Matos Costa - Major Januário Cortes - Tenente Coronel Vidal de Oliveira Ramos - Tenente Coronel Castelo Branco – Tenente Coronel José Carneiro - Tenente Coronel José Capitulino Freire Gameiro - Tenente Coronel Adolpho de Carvalho - General Carlos Frederico de Mesquita - Ministro da guerra Vespasiano de Albuquerque - Ministro da guerra Caetano José de Farias - Tenente Coronel Campos - General Fernando Setembrino de Carvalho - Tenente Coronel Francisco Raul D’Estillac Leal - Capitão Tertuliano Albuquerque Potyguara - Capitão Vieira da Rosa Araújo - Tenente Coronel Henrique Rupp - Major Taurino de Resende - Tenente Coronel Júlio César - Tenente Coronel Onofre Ribeiro - Tenente Coronel Eduardo Sócrates - Major Furtado Paiva - Tenente José Pereira da Rosa - Tenente Joaquim Souza Reis - Tenente Herculano Teixeira de Assumpção - Tenente Walfredo Ermílio - Tenente Antônio Guilhon - Dr. Rabelo Pinto - Tenente Joaquim Ribeiro - Tenente Salvador Pinto Ribeiro -Capitão Francisco Alves Pinto - Sargento Carlos Pinkensleper - Tenente Belizário Caetano Ferreira Leite, comandaram as várias expedições, tendo um total de quase doze mil soldados. Após a saída do General Setembrino, assumiu a inspetoria da décima primeira região militar, o Coronel Sebastião Basílio Pirro. São usados pela primeira vez no mundo, os aviões Parrascal Morone de 50 cavalos e um Morane Saulnier de 90 cavalos no reconhecimento aéreo, com o Coronel alemão Ricardo Kirk, o Tenente italiano Ernesto Dariolli. Os outros três aviões, um Bleriot de 80 cavalos e dois Parrascal Morane de 50 cavalos é destruído pelas fagulhas da locomotiva a vapor.
  8. 8. Piquetes de Vaqueanos Legalistas: Manoel Fabrício Vieira - Fabrício Vieira das Neves - Capitão Vieira da Rosa Araújo - Salvador Pinheiro - Pedro Vieira - Leocádio Camargo - João Alves de Oliveira - Virgílio Pereira - Tobias Ricardo - Antônio Camargo - Francisco A. Bueno - João Correia Sobrinho - Pedro Leão Carvalho (Pedro Ruivo) - David Padeiro - Nicolau Fernandes e muitos outros que formavam mais de três mil Vaqueanos. Outros Personagens: João Maria D’Agostin - Anatás Marcarf (João Maria de Jesus) - Frei Pedro Sinzing - Frei Rogério Neuhaus - Frei Amando Bahlmann - Frei Dimas Wolff - Frei Gaspar Flesch - Frei Candido Spannagel - Frei Menandro kamps - Frei Solano Schimidt - Frei Redento Kullmann - Frei Bruno Heuser - Bispo João Francisco Braga - Bispo Duarte Leopoldo e Silva - Os comerciantes Guilherme Gaertner e Antônio Rossi - os filhos do Coronel Albuquerque, Tiago, Elvira, Iracy e Orival Ferreira de Albuquerque - João Goetten Sobrinho - Os diretores da Lumber Company and Colonization, Brazil Railway Company, Percival Farquhar, Ernesto Bishop, Henry Wismaster e Jaime Bishop - Família Garipuna, Santos e Lima do Quilombo Capão dos Negros - Os Kaigang: cacique Condá, Virí, Cauê e Jáqui - Fortunato Branco - Artur de Paula e Sousa - Francisco Hass - Antônio Lyk - Luís Skyna - Saturnino Maia - Macário Maia - Miguel Valle - Conrado Wagner - Miguel Stocker - Vitorino José Silveira - Inácio Briaveltaki - Antônio Francisco Pasela - Arlindo Bessa - Pedro Schiffer - Roberto Andrés Guilleron - Simpliciano Ferreira Guimarães - Pedro Nicolau Werner - Leopoldo Steffen - Roberto Enlke - Dr. Mileto Tavares – Cunha Barreto - João Nikisch - Joaquim Prudente - João Lourenço - Henrique Ramos.
  9. 9. Região Contestada Redutos dos Fanáticos: Arraial do Taquaruçú I - II e III - São José - Caraguatá - Santo Antônio - Perdizinhas - Campos do Irani - Perdiz Grande - Santa Maria - Pedras Brancas - Paciência - Pinheiros - Pinhalzinho - Timbózinho - Bom Sossego - Tamanduá - Caçador - Caçadorzinho - Poço Preto - Reinchardt - Raiz da Serra - Coruja - Traição - Cemitério - Conrado Glober - Aleixo - Ignácio - Tapera - Perdizes - Butiá Verde - São Pedro - Ferreiros - Colônia Vieira - São Sebastião - Piedade - Passo de João Vargeano - Boliche de João Santos - Sebastião Campos - Estanislau Schumann - Francisco Salvador - Guilherme Helmich - Negro Olegário - Tomazinho - Guarda dos Crespos - São Miguel - São Pedro - Guarda dos Quadros - Rio das Pedras - Irmãos Sampaio - Campos de Palmas - Campos de Monte Alegre - Faxinal e também nas proximidades dos Rios Canoas, Iguaçu e barrancas do Uruguai. Cidades e Vilas Envolvidas no Conflito: Curitibanos - Campos Novos - Anita Garibaldi - Herval Velho - Herval D’Oeste - Joaçaba - Tangará - Videira - Caçador - Xanxerê - Concórdia - Pinheiro Preto - Chapecó - Taió - Palmitos - Água Doce - Pinhalzinho - Rio das Antas - Matos Costa - Três Barras - Timbózinho - Timbó Grande - São Cristóvão do Sul - Ponte Alta do Sul - Ponte Alta do Norte - Nova Galícia - Santa Cecília - Lebon Régis - Papanduva - Monte Alegre - Monte Castelo - Mafra - Porto União - São Bento do Sul - Rio Negro - Canoinhas - Jangada do Sul - Felippe Schimidt - Irati - União da Vitória - Capitão Malet - General Carneiro – São Mateus – Palmas - Irani - Lages - Correia Pinto - Otácilio Costa - São José do Cerrito - Frei Rogério - Fraiburgo - Brunópolis - Monte Carlo e proximidades do Rio Canoas - Lageadinho - Fachinal Paulista - Passa Dois - Perdizinhas - Taquaruçú - Rio Correntes - Cabaçais de Baixo - Cabaçais do Meio - Cabaçais de Cima - Lajeado Raso - Marombinhas - Rio das Pedras - Campo belo - Restinga Seca - Capão Alto - Campos dos Pires - São João - Calmon - Rio Marombas do Caçador - Butiá Verde - Serra da Esperança - Tapera - Rio dos Crespos - Serra do Espigão, expandindo até a divisa da Argentina.
  10. 10. Divisão da Região do Contestado Outubro de 1916, depois de rios se transformarem em sangue, as matas se incendiarem com tantas mortes e injustiças, os humildes sertanejos serem sacrificados por suas superstições, enfim no dia vinte, o Ministro da Justiça, parlamentares, o Presidente Venceslau Brás, governadores Felippe Schimidt de Santa Catarina e Afonso Alves de Camargo do Paraná, chegam a um acordo nas divisas dos dois estados. Mas para que isso se tornasse realidade, foi necessário morrer mais de dez mil caboclos, quase dois mil soldados republicanos e aproximadamente mil e quinhentos vaqueanos legalistas, inclusive mais ou menos três mil civis que habitavam a região do contestado. Esse fato demonstra a incompetência do poder republicano, e revela a constante insanidade bárbara dos coronéis nas províncias. Naquele momento inusitado e fatídico, políticos sobem em palanques para discursar como salvadores da pátria, de uma pátria que extermina milhares de seu próprio povo, e joga outros milhares a sobreviver como andrajos humanos.
  11. 11. GUERRA DO CONTESTADO - LUIZ ALVES DESMORONAMENTO MUNDO JAGUNÇO – PAULO R. DERENGOSKI HOLOCAUSTO NO SERTÃO – LUIZ ALVES CONTESTADO – FUNDAÇÃO ROBERTO MARINHO REVOLTA DOS EXCLUÍDOS – LUIZ ALVES CURITIBANOS NA HISTÓRIA DO CONTESTADO – ZÉLIA A. LEMOS FATOS IMPORTANTES DE CURITIBANOS – ALDAIR GOETEN DE MORAES GUERRA DOS FANÁTICOS – FREI AURÉLIO STULZER MUSEU ANTÔNIO G. DE SOUZA DE CURITIBANOS GOGLE: SITE/BLOG GUERRA DO CONTESTADO EDIÇÃO DE SLIDE: LUIZ ALVES MUSICA: CONQUEST OF PARADISE - SOLARIS

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