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- FOUCAULT, Michael.:
O nascimento da medicina social;
O nascimento do hospital;
A casa dos loucos.
Microfísica do poder. 11ª edição. São Paulo: Paz e Terra, 2021,
p. 171-189
Hipótese central de Foucault:
• Com o capitalismo não se deu a passagem de uma medicina
coletiva para uma medicina privada, mas justamente o contrário;
que o capitalismo, desenvolvendo−se em fins do século XVIII e
início do século XIX, socializou um primeiro objeto que foi o corpo
enquanto força de produção, força de trabalho.
• O controle da sociedade sobre os indivíduos não se opera
simplesmente pela consciência ou pela ideologia, mas começa no
corpo, com o corpo.
• O corpo é uma realidade bio−política. A medicina é uma estratégia
bio−politica.
Questões propostas pelo autor:
• A medicina moderna científica, nascida em fins do século XVIII é ou
não individual.
• Pode-se dizer que a medicina moderna é individual porque penetrou
no interior das relações de mercado?
• Tese central de Foucault: a medicina moderna é uma medicina
social que tem por background uma certa tecnologia do corpo social;
que a medicina é uma prática social que somente em um de seus
aspectos é individualista e valoriza as relações médico−doente.
Como se deu este processo?
• Não foi o corpo que trabalha, o corpo do proletário que
primeiramente foi assumido pela medicina.
• três etapas na formação da medicina social:
• medicina de Estado;
• medicina urbana e, finalmente;
• medicina da força de trabalho
Onde nasceu o Estado Moderno?
• Onde não havia potência política ou desenvolvimento
econômico e precisamente por essas razões negativas.
• A Prússia, o primeiro Estado moderno, nasceu no coração da
Europa mais pobre, menos desenvolvida economicamente e
mais conflituada politicamente.
O mercantilismo e a medicina:
• Desde o final do século XVI e começo do século XVII todas as
nações do mundo europeu se preocuparam com o estado de
saúde de sua população;
• Mercantilismo  não era só uma teoria econômica, mas,
também, uma prática política:
• Majorar a produção da população
• a quantidade de população ativa
• a produção de cada indivíduo ativo
Estratégias: França e Inglaterra:
• Preocupação sanitária do Estado foi o estabelecimento dessas
tabelas de natalidade e mortalidade, índice da saúde da
população e da preocupação em aumentar a população, sem
entretanto, nenhuma intervenção efetiva ou organizada para
elevar o seu nível de saúde.
• Na Alemanha, ao contrário, se desenvolverá uma prática
médica efetivamente centrada na melhoria do nível de saúde
da população.
Política médica da Alemanha: meados do
século XVIII
• 1º - Um sistema muito mais completo de observação da morbidade
do que os simples quadros de nascimento e morte;
• 2º) Um fenômeno importante de normalização da prática e do saber
médicos. A França normalizou seus canhões e seus professores, a
Alemanha normalizou seus médicos.
• 3º) Uma organização administrativa para controlar a atividade dos
médicos.
• 4º) A criação de funcionários médicos nomeados pelo governo com
responsabilidade sobre uma região, seu domínio de poder ou de
exercício da autoridade de seu saber.
Medicina de Estado:
• Essa medicina de Estado que aparece de maneira bastante
precoce, antes mesmo da formação da grande medicina científica;
• Não tem, de modo algum, por objeto a formação de uma força de
trabalho adaptada às necessidades das indústrias que se
desenvolviam neste momento. Não é o corpo que trabalha, o corpo
do proletário que é assumido por essa administração estatal da
saúde, mas o próprio corpo dos indivíduos enquanto constituem
globalmente o Estado: é a força, não do trabalho, mas estatal, a
força do Estado em seus conflitos.
Medicina Urbana: França
• A segunda direção no desenvolvimento da medicina social é
representada pelo exemplo da França, onde, em fins do século
XVIII, aparece uma medicina social que não parece ter por
suporte a estrutura do Estado, como na Alemanha, mas um
fenômeno inteiramente diferente: a urbanização;
Como e porque aconteceu?
• Final do século XVIII, Paris não formava uma unidade territorial,
uma região em que se exercia um único poder;
• Na segunda metade do século XVIII, se colocou o problema da
unificação do poder urbano;
• Em primeiro lugar, por razões econômicos;
• A segunda razão é política. O desenvolvimento das cidades, o
aparecimento de uma população operária pobre que vai tornar−se, no
século XIX, o proletariado, aumentará as tensões políticas no interior
da cidade.
A cidade e o medo:
• Aparece e se desenvolve uma atividade de medo, de angústia
diante da cidade;
• medo das oficinas e fábricas que estão se construindo, do
amontoamento da população, das casas altas demais, da
população numerosa demais; medo, também, das epidemias
urbanas, dos cemitérios que se tornam cada vez mais
numerosos e invadem pouco a pouco a cidade; medo dos
esgotos...
Reação burguesa:
• Qual foi a reação da classe burguesa que, sem exercer o
poder, detido pelas autoridades tradicionais, o reivindicava? Ela
lançou mão de um modelo de intervenção muito bem
estabelecido mas raramente utilizado. Trata−se do modelo
médico e político da quarentena.
Medicar e expulsar:
• Medicalizar alguém era mandá−lo para fora e, por conseguinte,
purificar os outros. A medicina era uma medicina de exclusão. O
próprio internamento dos loucos, malfeitores, etc., em meados do
século XVII, obedece ainda a esse esquema.
• O poder político da medicina consiste em distribuir os indivíduos uns
ao lado dos outros, isolá−los, individualizá−los, vigiá−los um a um,
constatar o estado de saúde de cada um, ver se está vivo ou morto
e fixar, assim, a sociedade em um espaço esquadrinhado,
Medicina Urbana:
• 1º) Analisar os lugares de acúmulo e amontoamento de tudo que, no
espaço urbano, pode provocar doença... , a individualização do cadáver,
do caixão e do túmulo aparece no final do século XVIII por razões não
teológico−religiosas de respeito ao cadáver, mas político−sanitárias de
respeito aos vivos.
• 2º) A medicina urbana tem um novo objeto: o controle da circulação. Não
da circulação dos indivíduos, mas das coisas ou dos elementos,
essencialmente a água e o ar.
• 3º) Outro grande objeto da medicina urbana é a organização do que
chamarei distribuições e seqüências. Onde colocar os diferentes
elementos necessários à vida comum da cidade?
Importância da medicalização da cidade:
• 1º) Por intermédio da medicina social urbana, a prática médica
se põe diretamente em contato com ciências extra−médicas,
fundamentalmente a química. A inserção da medicina no
funcionamento geral do discurso e do saber científico se fez
através da socialização da medicina, devido ao
estabelecimento de uma medicina coletiva, social, urbana.
• 2º) A medicina urbana não é verdadeiramente uma medicina dos homens,
corpos e organismos, mas uma medicina das coisas: ar, água,
decomposições, fermentos; uma medicina das condições de vida e do
meio de existência.
• 3º) Com ela aparece, pouco antes da Revolução Francesa, uma noção
que terá uma importância considerável para a medicina social: a noção de
salubridade. Salubridade e
• insalubridade são o estado das coisas e do meio enquanto afetam a
saúde; a higiene pública − no séc. XIX, a noção essencial da medicina
social francesa − é o controle político−científico deste meio.
Inglaterra: a medicina e os pobres
• A medicina dos pobres, da força de trabalho, do operário não
foi o primeiro alvo da medicina social, mas o último. Em
primeiro lugar o Estado, em seguida a cidade e finalmente os
pobres e trabalhadores foram objetos da medicalização.
Por que os pobres vieram depois?
• Explicações:
• 1- de ordem quantitativa: o amontoamento não era ainda tão
grande para que a pobreza aparecesse como perigo.
• Razão mais importante: o pobre funcionava no interior da
cidade como uma condição da existência urbana. Os pobres da
cidade eram pessoas que realizavam incumbências, levavam
cartas, se encarregavam de despejar o lixo, apanhar móveis
velhos, trapos, panos velhos e retirá−los da cidade,
redistribui−los, vendê−los, etc.
Como os pobres se tornam um perigo?
• Foi somente no segundo terço do século XIX, que o pobre apareceu como
perigo;
• 1º) Razão política. Durante a Revolução Francesa e, na Inglaterra,
durante as grandes agitações sociais do. começo do século XIX, a
população pobre tornou−se uma força política capaz de se revoltar;
• 2º) No século XIX encontrou−se um meio de dispensar, em parte, os
serviços prestados pela população
• 3º) A cólera de 1832, que começou em Paris e se propagou por toda a
Europa, cristalizou em torno da população proletária ou plebeia uma série
de medos políticos e sanitários.
Leis dos pobres:
• A medicina inglesa começa a tornar−se social;
• CONTROLE DAS MASSAS MAIS POBRES
• O pobre se beneficia do sistema de assistência, deve, por isso
mesmo, se submeter a vários controles médicos.
• 1º) Controle da vacinação, obrigando os diferentes elementos da
população a se vacinarem. 2º) Organização do registro das
epidemias e doenças capazes de se tornarem epidêmicas,
obrigando as pessoas à declaração de doenças perigosas. 3º)
Localização de lugares insalubres e eventual destruição desses
focos de insalubridade.
O Nascimento do hospital:
• O hospital como instrumento terapêutico é uma invenção
relativamente nova, que data do final do século XVIII.
História da Loucura:
Navio dos loucos, Hieronymus Bosch, ~1495
Fonte: https://www.ex-isto.com/2020/01/navio-dos-
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• https://www.youtube.com/watch?v=WXA_HwhHJY4

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  • 1. - FOUCAULT, Michael.: O nascimento da medicina social; O nascimento do hospital; A casa dos loucos. Microfísica do poder. 11ª edição. São Paulo: Paz e Terra, 2021, p. 171-189
  • 2. Hipótese central de Foucault: • Com o capitalismo não se deu a passagem de uma medicina coletiva para uma medicina privada, mas justamente o contrário; que o capitalismo, desenvolvendo−se em fins do século XVIII e início do século XIX, socializou um primeiro objeto que foi o corpo enquanto força de produção, força de trabalho. • O controle da sociedade sobre os indivíduos não se opera simplesmente pela consciência ou pela ideologia, mas começa no corpo, com o corpo. • O corpo é uma realidade bio−política. A medicina é uma estratégia bio−politica.
  • 3. Questões propostas pelo autor: • A medicina moderna científica, nascida em fins do século XVIII é ou não individual. • Pode-se dizer que a medicina moderna é individual porque penetrou no interior das relações de mercado? • Tese central de Foucault: a medicina moderna é uma medicina social que tem por background uma certa tecnologia do corpo social; que a medicina é uma prática social que somente em um de seus aspectos é individualista e valoriza as relações médico−doente.
  • 4. Como se deu este processo? • Não foi o corpo que trabalha, o corpo do proletário que primeiramente foi assumido pela medicina. • três etapas na formação da medicina social: • medicina de Estado; • medicina urbana e, finalmente; • medicina da força de trabalho
  • 5. Onde nasceu o Estado Moderno? • Onde não havia potência política ou desenvolvimento econômico e precisamente por essas razões negativas. • A Prússia, o primeiro Estado moderno, nasceu no coração da Europa mais pobre, menos desenvolvida economicamente e mais conflituada politicamente.
  • 6. O mercantilismo e a medicina: • Desde o final do século XVI e começo do século XVII todas as nações do mundo europeu se preocuparam com o estado de saúde de sua população; • Mercantilismo  não era só uma teoria econômica, mas, também, uma prática política: • Majorar a produção da população • a quantidade de população ativa • a produção de cada indivíduo ativo
  • 7. Estratégias: França e Inglaterra: • Preocupação sanitária do Estado foi o estabelecimento dessas tabelas de natalidade e mortalidade, índice da saúde da população e da preocupação em aumentar a população, sem entretanto, nenhuma intervenção efetiva ou organizada para elevar o seu nível de saúde. • Na Alemanha, ao contrário, se desenvolverá uma prática médica efetivamente centrada na melhoria do nível de saúde da população.
  • 8. Política médica da Alemanha: meados do século XVIII • 1º - Um sistema muito mais completo de observação da morbidade do que os simples quadros de nascimento e morte; • 2º) Um fenômeno importante de normalização da prática e do saber médicos. A França normalizou seus canhões e seus professores, a Alemanha normalizou seus médicos. • 3º) Uma organização administrativa para controlar a atividade dos médicos. • 4º) A criação de funcionários médicos nomeados pelo governo com responsabilidade sobre uma região, seu domínio de poder ou de exercício da autoridade de seu saber.
  • 9. Medicina de Estado: • Essa medicina de Estado que aparece de maneira bastante precoce, antes mesmo da formação da grande medicina científica; • Não tem, de modo algum, por objeto a formação de uma força de trabalho adaptada às necessidades das indústrias que se desenvolviam neste momento. Não é o corpo que trabalha, o corpo do proletário que é assumido por essa administração estatal da saúde, mas o próprio corpo dos indivíduos enquanto constituem globalmente o Estado: é a força, não do trabalho, mas estatal, a força do Estado em seus conflitos.
  • 10. Medicina Urbana: França • A segunda direção no desenvolvimento da medicina social é representada pelo exemplo da França, onde, em fins do século XVIII, aparece uma medicina social que não parece ter por suporte a estrutura do Estado, como na Alemanha, mas um fenômeno inteiramente diferente: a urbanização;
  • 11. Como e porque aconteceu? • Final do século XVIII, Paris não formava uma unidade territorial, uma região em que se exercia um único poder; • Na segunda metade do século XVIII, se colocou o problema da unificação do poder urbano; • Em primeiro lugar, por razões econômicos; • A segunda razão é política. O desenvolvimento das cidades, o aparecimento de uma população operária pobre que vai tornar−se, no século XIX, o proletariado, aumentará as tensões políticas no interior da cidade.
  • 12. A cidade e o medo: • Aparece e se desenvolve uma atividade de medo, de angústia diante da cidade; • medo das oficinas e fábricas que estão se construindo, do amontoamento da população, das casas altas demais, da população numerosa demais; medo, também, das epidemias urbanas, dos cemitérios que se tornam cada vez mais numerosos e invadem pouco a pouco a cidade; medo dos esgotos...
  • 13. Reação burguesa: • Qual foi a reação da classe burguesa que, sem exercer o poder, detido pelas autoridades tradicionais, o reivindicava? Ela lançou mão de um modelo de intervenção muito bem estabelecido mas raramente utilizado. Trata−se do modelo médico e político da quarentena.
  • 14. Medicar e expulsar: • Medicalizar alguém era mandá−lo para fora e, por conseguinte, purificar os outros. A medicina era uma medicina de exclusão. O próprio internamento dos loucos, malfeitores, etc., em meados do século XVII, obedece ainda a esse esquema. • O poder político da medicina consiste em distribuir os indivíduos uns ao lado dos outros, isolá−los, individualizá−los, vigiá−los um a um, constatar o estado de saúde de cada um, ver se está vivo ou morto e fixar, assim, a sociedade em um espaço esquadrinhado,
  • 15. Medicina Urbana: • 1º) Analisar os lugares de acúmulo e amontoamento de tudo que, no espaço urbano, pode provocar doença... , a individualização do cadáver, do caixão e do túmulo aparece no final do século XVIII por razões não teológico−religiosas de respeito ao cadáver, mas político−sanitárias de respeito aos vivos. • 2º) A medicina urbana tem um novo objeto: o controle da circulação. Não da circulação dos indivíduos, mas das coisas ou dos elementos, essencialmente a água e o ar. • 3º) Outro grande objeto da medicina urbana é a organização do que chamarei distribuições e seqüências. Onde colocar os diferentes elementos necessários à vida comum da cidade?
  • 16. Importância da medicalização da cidade: • 1º) Por intermédio da medicina social urbana, a prática médica se põe diretamente em contato com ciências extra−médicas, fundamentalmente a química. A inserção da medicina no funcionamento geral do discurso e do saber científico se fez através da socialização da medicina, devido ao estabelecimento de uma medicina coletiva, social, urbana.
  • 17. • 2º) A medicina urbana não é verdadeiramente uma medicina dos homens, corpos e organismos, mas uma medicina das coisas: ar, água, decomposições, fermentos; uma medicina das condições de vida e do meio de existência. • 3º) Com ela aparece, pouco antes da Revolução Francesa, uma noção que terá uma importância considerável para a medicina social: a noção de salubridade. Salubridade e • insalubridade são o estado das coisas e do meio enquanto afetam a saúde; a higiene pública − no séc. XIX, a noção essencial da medicina social francesa − é o controle político−científico deste meio.
  • 18. Inglaterra: a medicina e os pobres • A medicina dos pobres, da força de trabalho, do operário não foi o primeiro alvo da medicina social, mas o último. Em primeiro lugar o Estado, em seguida a cidade e finalmente os pobres e trabalhadores foram objetos da medicalização.
  • 19. Por que os pobres vieram depois? • Explicações: • 1- de ordem quantitativa: o amontoamento não era ainda tão grande para que a pobreza aparecesse como perigo. • Razão mais importante: o pobre funcionava no interior da cidade como uma condição da existência urbana. Os pobres da cidade eram pessoas que realizavam incumbências, levavam cartas, se encarregavam de despejar o lixo, apanhar móveis velhos, trapos, panos velhos e retirá−los da cidade, redistribui−los, vendê−los, etc.
  • 20. Como os pobres se tornam um perigo? • Foi somente no segundo terço do século XIX, que o pobre apareceu como perigo; • 1º) Razão política. Durante a Revolução Francesa e, na Inglaterra, durante as grandes agitações sociais do. começo do século XIX, a população pobre tornou−se uma força política capaz de se revoltar; • 2º) No século XIX encontrou−se um meio de dispensar, em parte, os serviços prestados pela população • 3º) A cólera de 1832, que começou em Paris e se propagou por toda a Europa, cristalizou em torno da população proletária ou plebeia uma série de medos políticos e sanitários.
  • 21. Leis dos pobres: • A medicina inglesa começa a tornar−se social; • CONTROLE DAS MASSAS MAIS POBRES • O pobre se beneficia do sistema de assistência, deve, por isso mesmo, se submeter a vários controles médicos. • 1º) Controle da vacinação, obrigando os diferentes elementos da população a se vacinarem. 2º) Organização do registro das epidemias e doenças capazes de se tornarem epidêmicas, obrigando as pessoas à declaração de doenças perigosas. 3º) Localização de lugares insalubres e eventual destruição desses focos de insalubridade.
  • 22. O Nascimento do hospital: • O hospital como instrumento terapêutico é uma invenção relativamente nova, que data do final do século XVIII.
  • 23. História da Loucura: Navio dos loucos, Hieronymus Bosch, ~1495 Fonte: https://www.ex-isto.com/2020/01/navio-dos- loucos.html