Dicionário de Astronomia

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Dicionário de Astronomia

  1. 1. Dicionário de AstronomiaAaberração1. Deslocamento aparente de um astro na direção em que se move a Terra, provocado pela composição das velocidades daluz e do nosso planeta. A aberração faz com que um astro pareça estar em uma direção diferente da real.2. Defeito da imagem formada por um sistema óptico. As aberrações podem ser causadas pela não convergência dos raiosluminosos (aberração esférica, astigmatismo, coma), pela deformação geométrica da imagem (curvatura de campo,distorção) e pela dispersão produzida pelo vidro das lentes (aberração cromática).aberração ânuaAberração da luz, produzida pelo movimento de revolução da Terra em torno do Sol.aberração cromáticaAberração decorrente das diferenças de comprimento de onda de uma radiação policromática.aberração da luzVeja aberração.aberração das fixasVeja aberração ânua.aberração de esfericidadeVeja Aberração esférica.aberração diurnaAberração da luz, produzida pelo movimento de rotação da Terra em torno de seu eixo.aberração esféricaAberração monocromática em que um feixe de raios paralelos não converge para um mesmo ponto.aberração geométricaVeja Aberração monocromática.aberração monocromáticaAberração de um sistema óptico, determinada fundamentalmente pela forma geométrica dos meios refratores que oconstituem.aberração planetáriaÂngulo entre a direção aparente de um astro do sistema solar e a direção da reta que liga o observador à posição real doastro em um instante dado.aberração secularAberração da luz, produzida pelo movimento de conjunto do sistema solar em direção ao ápex.
  2. 2. aberturaDiâmetro das lentes ou dos espelhos dos telescópios. A abertura é característica principal de um telescópio astronômico,determinando quanta luz um telescópio pode reunir.ablaçãoNome que se dá ao fenômeno de incandescência e som gerado pela entrada de um fragmento de cometa na atmosferaterrestre.absorção intersideralAbsorção por minúsculas partículas de poeira. Estas partículas de poeira, com tamanho aproximado de 0,00001 cm, estãoespalhadas por todo o espaço, mas concentram-se principalmente nas espirais da Galáxia. Como estas partículas absorvemmais luz vermelha do que azul, a quantidade de luz vermelha num corpo celeste visto da Terra pode ser utilizada paracalcular sua distância. Quanto mais distante estiver a fonte de luz, mais luz avermelhada aparecerá. Este fenômeno éconhecido como avermelhamento intersideral.Acamar (Theta Eridani)O Branco, nome de origem árabe. Tal nome foi utilizado pela primeira vez nas Tábuas Afonsinas.Achernar (Alpha Eridani)Última do Rio, nome árabe da estrela que determina, na constelação Erídano, a foz do rio Eridanus.acompanhamentoMovimento, paralelo ao equador celeste, realizado por um instrumento astronômico a velocidade constante, e que permiteacompanhar o movimento diurno dos astros.Acrab (Beta Scorpii)O Escorpião, nome árabe que deu origem à constelação do Escorpião.acreçãoAcúmulo de poeira e gás em grandes corpos estelares, tais como estrelas, planetas e luas.Acrux (Alpha Crucis)Vocábulo formado pela associação da letra A ao nome da constelação em latim.Acubens (Alpha Cancri)As Garras, nome árabe para designar as garras do Caranguejo.Adams, John Couch (1819-1892)Astrônomo e matemático inglês, foi a primeira pessoa a prever a posição de uma massa planetária para além da órbita deUrano. Após Galle confirmar a existência de Netuno com base em cálculos independentes feitos por Le Verrier, os doisenvolveram-se numa disputa pela prioridade de tal previsão.Adhafera (Zeta Leonis)A Juba, nome árabe que designa a juba do Leão.Adhara (Epsilon Canis Majoris)As Virgens, denominação árabe utilizada, originalmente, para definir o grupo de estrelas Omicron, Delta, Epsilon e Eta do CãoMaior.
  3. 3. AdrastéiaAdrastéia (JXV) é um dos menores satélite de Júpiter. Ele foi descoberto em 1979 por D. Jewitt e E.Danielson a partir de dados da Voyager 2. Adrastéia é o segundo satélite mais próximo de Júpiter.afélioPara um corpo em órbita elíptica (em forma de elipse) em torno do Sol, é o ponto da órbita onde um astrotem o maior afastamento do Sol. Oposto de periélio. Veja apside.Agena (Beta Centauri)O Joelho, provém da corruptela Algenu, transcrição árabe do latim para indicar a estrela situada no joelho esquerdo doCentauro.aglomeradoAgrupamento de algumas dezenas até milhares de astros ligados entre si pela gravitação.aglomerado abertoAglomerado assimétrico e cuja quantidade de estrelas varia de poucas até alguns milhares numa regiãolocalizada, geralmente, a muitos anos-luz de distância. Os aglomerados abertos são formados por estrelasjovens, quentes, de brilho intenso, que se deslocam separadamente. Elas estão situadas no disco da galáxia(por isto algumas vezes são chamados de aglomerados galácticos) que se situa nos braços espirais.Exemplos de aglomerados abertos: as Plêiades (M45), a Colméia (M44) e a Caixa de Jóias. Veja Aglomeradogaláctico.aglomerado de galáxiasGrupo de galáxias que é unido pela gravidade. A maior parte das galáxias encontra-se em aglomerados.Os aglomerados de galáxias podem ser compactos, com largura aproximada de 50.000 anos-luz, contendode 10 a 50 galáxias de tipos diferentes. O Grupo Local, a qual pertence nossa galáxia, é um exemplodestes aglomerados. Outros aglomerados são do tipo difuso, com largura entre 10 e 50 milhões de anos-luz, contendo por volta de 1.000 galáxias de vários tipos.aglomerado estelarAglomerado de estrelas. Os tipos são: aglomerado galáctico (ou aglomerado aberto) e aglomerado globular.aglomerado galácticoAglomerado assimétrico e com poucas estrelas, próximo ao plano galáctico. São exemplos típicos as Plêiades.aglomerado globularAglomerado muito denso e rico em estrelas antigas, com forma esférica. Localizam-se longe do plano galácticoe, às vezes, no espaço intergaláctico. Com um tamanho aproximado de 100 anos-luz, eles envolvem o núcleogaláctico. Eles se formaram a quase 13 bilhões de anos. Estes aglomerados contém anãs vermelhas, quepossuem poucos elementos pesados, pois foram formadas antes dos elementos serem gerados nas explosõesdas supernovas. Poucos aglomerados globulares brilhantes, como Omega de Centauro e M13, aparecem comoformas estranhas a olho nu. Se vivêssemos num planeta situado num aglomerado globular não existiria noite.As estrelas nestes aglomerados são tantas que seu brilho equivale ao de 20 luas cheias.Ain (Epsilon Tauri)O Olho, nome árabe que indica a posição desta estrela na constelação do Touro.Aladfar (Xi Lirae)Nome árabe que designa o toque do dedo na harpa.
  4. 4. Alasco (Eta Ursae Minoris).Alazal (Pi Bootis).Al Baldah (Pi Sagittarii)O Povoado, nome de origem árabe.Albali (Epsilon Aquarii)O Sorvedouro, designação de origem árabe da estrela situada no sorvedouro do aguadeiro.albedoRazão entre o fluxo luminoso refletido por um corpo e o fluxo luminoso que ele recebe. Um espelho perfeito reflete toda a luzque recebe, então o seu albedo é 1. Um absorvente perfeito impede que qualquer luz escape, então o seu albedo é 0. A Terrareflete cerca de 40% da luz que recebe do Sol, então o seu albedo é 0,4.Albireo (Beta Cygni)O Bico, em virtude de a estrela ocupar esta posição na imagem representativa do Cisne.Alchiba (Alpha Corvi)A Tenda, nome de origem árabe.Alcor (Zeta Ursae Majoris)A Fraca, designação árabe que indica ser o brilho desta estrela inferior ao de Mizar com que forma um par visível a olho nu.Alcyone (Eta Tauri)Alcione, nome de origem grega de uma das sete filhas de Atlas que formam o aglomerado das Plêiades.Aldebaran (Alpha Tauri)Aquele que vem antes da Estrela da Água, isto é, das Plêiades.Alderamin (Alpha Cephei)O Braço Direito, nome de origem árabe que indica a posição que ocupa esta estrela na figura representativa de Cefeu.Aldhanab (Beta Gruis)A Cauda, nome de origem árabe que designa a cauda do peixe, pois os árabes, dentre eles Al Sufi, colocavam o Peixe Australna atual constelação do Grou.Aldhibain (Eta Draconis)As Duas Hienas, expressão empregada pelos árabes para designar Xi e Eta.Aldrin, Edwin Eugene (1930)Co-piloto da primeira missão de aterrissagem lunar, em 20 de julho de 1969. Como assistente de Neil Armstrong, tornou-se osegundo ser humano a pisar na superfície da Lua, no passeio de duas horas e meia na superfície lunar, durante a missãoApolo 11.alfa do CentauroSistema sideral mais próximo ao Sol. Situada a apenas 4,3 anos-luz, Alfa do Centauro é um sistema sideral triplo compostopor uma anã vermelha e duas estrelas muito semelhantes ao Sol. As três estrelas de Alfa do Centauro, em conjunto,apresentam magnitude aparente de -0,27.Alfirk (Beta Cephei)
  5. 5. O Rebanho, nome árabe do grupo estelar formado pela atual constelação de Cefeu.Algenib (Gamma Pegasi)A Asa do Cavalo, nome árabe da constelação de Pégaso.Algenubi (Epsilon Leonis)A Sulista, a estrela sul na cabeça do Leão, como a designavam os árabes.Alga (Theta Serpentis)Veja Alya.Algieba (Gamma Leonis)A Testa do Leão, nome de origem árabe; apesar desta designação a estrela se situa no ombro do Leão.AlgeibaVeja Algieba.Alginal (Beta Corvi).Algjebbah (Eta Orionis)A Espada do Gigante, nome árabe.Algol (Beta Persei)A Cabeça do Vampiro, nome oriundo da simplificação da expressão árabe ras-al-ghoul. Também chamada de a Estrela doDemônio, Algol representa a cabeça decapitada de Medusa, que foi morta por Perseu. Algol foi classificada como uma estrelabinária eclipsante pelo astrônomo inglês John Goodricke, em 1782. Mais tarde os astrônomos descobriram que, na verdade,Algol é um sistema sideral triplo.Algorab (Delta Corvi)O Corvo, designação árabe deste asterismo.Alhena (Gamma Geminorum)A Marca de Ferro, denominação árabe formada, na realidade, pelas estrelas Gama e Xi dos Gêmeos, indica o estigma feito nopescoço dos camelos.Alifa (Zeta Ursae Minoris)Os Dois Bezerros, designação proveniente da expressão árabe, Alifa al Farkadain.Alioth (Epsilon Ursae Majoris)A Cauda, nome árabe para designar a cauda da Ursa Maior.AlkaffaljidhimaVeja Kaffaljidhma.Alkaid (Eta Ursae Majoris)O Condutor, nome que os antigos árabes davam ao chefe das carpideiras que choravam o morto do esquife, que era paraeles o Carro da Ursa Maior.
  6. 6. Alkalurops (Mu Bootis).Alkes (Alpha Crateris)A Taça, nome de origem árabe.AlmagestoNome de origem árabe de um dos mais antigos catálogos estelares, compilado por Ptolomeu.Almak (Gamma Andromedae)A Cabrinha, nome árabe do qual existem as variantes Almaach e Almach.Alnahar (Delta Eridani)O Rio, nome de origem árabe.Al Nair (Alpha Gruis)A Brilhante, denominação árabe da estrela mais brilhante do Grou, usada às vezes para Zeta Centauri.Al Nash (Gamma Sagittarii)A Ponta, vocábulo que designa a ponta da flecha.Alnilam (Epsilon Orionis)A Pérola, nome árabe para designar a mais bela das três estrelas que formam o cinto do Caçador, Órion (variante: Alnitham).Alnitak (Zeta Orionis)O Cinto, vocábulo árabe que designa a cintura do gigante Órion.Al Niyat (Tau Scorpii)A Aorta, denominação árabe que designa o coração do Escorpião, usada também para Alpha e Sigma Scorpii.alongamento 1. Ângulo, visto da Terra, formado pelo Sol e um planeta (ou a Lua). 2. Ângulo formado entre um planeta inferior e o horizonte ao amanhecer e ao anoitecer.Alphard (Alpha Hydrae)A Solitária, nome árabe que indica a estrela Alpha Hydrae, que está isolada das demais estrelas da constelação.Alpheca (Alpha Coronae Borealis)A Mais Bela da Coroa, nome de origem árabe para designar a estrela mais bela desta constelação. Empregam-se também osnomes Gemma, Margarita e Pérola. Estes dois últimos, tradução de denominações provenientes do chinês.Alpheratz (Alpha Andromedae)O Cavalo, nome árabe da constelação de Andrômeda que passou a designar a estrela mais brilhante desta constelação.Alrai (Gamma Cephei)O Pastor, nome de origem árabe.Al Rischa (Alpha Piscium)A Medula Espinhal, nome de origem árabe.
  7. 7. Alsafi (Sigma Draconis)Tripé, vocábulo árabe empregado pelos nômades para designar o tripé das suas cozinhas ao ar livre.Alshain (Beta Aquilae)A Águia, alguns autores afirmam que este nome designava o travessão da balança.Altair (Alpha Aquilae)O Pássaro Que Voa, nome árabe da antiga constelação formada pelas estrelas Alfa, Beta e Gama da Águia.Al Tais (Epsilon Draconis)A Cabra, designação de origem árabe.Al Tarf (Beta Cancri)O Fim, designação árabe para indicar a extremidade do pé mais ao sul.altazimuteMontagem que permite movimentar um telescópio para cima e para baixo (altitude) e para a esquerda e direita (azimute).Este tipo de montagem é muito utilizada nos telescópios caseiros do tipo Dobsonianos.Alterf (Lambda Leonis)Extremidade, nome árabe do sétimo manzil.AltalimainVeja Althalimain.Althalimain (Lambda Aquilae)Dois Avestruzes, designação empregada para as estrelas Iota e Lambda da Águia.altitudeEm Astronomia, o ângulo de elevação de uma estrela, medido a partir do horizonte.alturaUma das duas coordenadas horizontais. Distância angular entre o horizonte e um ponto da esfera celeste, contada segundo ocírculo vertical que passa por esse ponto. A partir do plano horizontal, de 0 a 90º do lado do zênite e de 0 a 90º do ladooposto. Seu complemento é a distância zenital.Alubra (Eta Canis Majoris)Pata, tal denominação de origem árabe representa a pata dianteira esquerda do Cão Maior.Aludra (Eta Canis Majoris)As Virgens, nome que, segundo a uranografia árabe, designa o asterismo formado por quatro estrelas.Alula Australis (Xi Ursae Majoris)A Primeira do Sul, tal nome provém da expressão árabe AI Kafzah al Ula, que significa o Primeiro Salto. Como esta seencontra mais ao sul, o uso fez com que fosse denominada a Primeira ao Sul em relação a Alula Borealis.Alula Borealis (Nu Ursae Majoris)
  8. 8. A Primeira do Norte. Veja a explicação em Alula Australis.Alya (Theta Serpentis)A Lúcida, denominação árabe do Catálogo de Palermo, às vezes erroneamente escrita sob a forma Alga.AmaltéiaTambém chamado de JV, este é o 3o satélite mais próximo de Júpiter e o maior entre os seus pequenossatélites. Amaltéia foi descoberto em 1892 por Edward Emerson Barnard. É um satélite pequeno, comum diâmetro de 189 km. Amaltéia é o satélite com a maior velocidade entre todos os conhecidos. Eleestá em órbita a uma distância média de 181.300 km de Júpiter e leva aproximadamente 12 horaspara realizar sua órbita em torno deste planeta. Como a maioria dos satélites de Júpiter ele está emórbita síncrona com o planeta.amplitude no ocasoAzimute de um astro no seu ocaso.amplitude ortivaAmplitude de um astro no seu nascer.amplitude térmicaDiferença entre os valores das temperaturas máxima e mínima registradas num mesmo lugar, durante um períododeterminado.anã brancaEstrela densa, quente e de baixa luminosidade depois de ter gasto todo o seu suprimento de combustível nuclear e que seencontra no seu estágio final de evolução. Seu diâmetro equivale a 1/100 do raio do Sol. A densidade das anãs brancas é1.000.000 de vezes superior à da água. Embora geralmente sejam brancas, estas estrelas podem ser de qualquer cor, sendoque esta depende da temperatura de sua superfície. A anã branca mais famosa é Sirius B, companheira da estrela Sirius.anã marromÉ um objeto pequeno e opaco, com uma massa entre 0,013 e 0,080 massas solares (o que equivale de 13 a 80 massas deJúpiter). Isto significa que sua massa não é suficiente para iniciar o processo de reação nuclear que transforma hidrogênio emhélio, no entanto, ele é suficientemente grande para realizar a fusão do deutério. As anãs marrom são maiores do que osplanetas mas menores do que as estrelas.anã negraAnã branca em elevado grau de degeneração, perdendo todo o brilho e tornando-se ainda mais densa. Inacessível àobservação comum. Acredita-se que nossa galáxia ainda seja muito jovem para conter estrelas desse tipo.anã vermelhaMenor estrela da seqüência principal e provavelmente o tipo mais comum de estrela. Os astrônomos acreditam que 80% detodas as estrelas sejam anãs vermelhas. As anãs vermelhas possuem a superfície fria e, como fundem seu combustívelnuclear vagarosamente, elas brilham 50 bilhões de anos. Devido ao seu pequeno tamanho e baixa temperatura (2.000 a3.000 K), sua luminosidade corresponde a apenas 5% a 0,01% da do Sol. Em conseqüência os astrônomos só conseguem veras anãs vermelhas que estão a até 100 anos-luz de distância.analemaProjeção ortogonal da esfera sobre o coluro dos solstícios.analemáticaArte de usar o analema para determinar a posição de um astro.Ananke
  9. 9. Ananke (JXII) é o 13o dos satélites de Júpiter e foi descoberto em 1951 por S. Nicholson. Sabe-se muito pouco sobre Ananke.Ele tem 30 km de diâmetro e está em órbita a 21.200.000 km de Júpiter, realizando seu movimento orbital em 631 diasterrestres. Sua órbita é retrógrada ou seja, está orbitando em um sentido oposto ao sentido de rotação de Júpiter.Anaxagoas (500-429 a.C.)Filósofo e astrônomo grego que acreditava que os objetos na Terra e no Céu eram compostos pelas mesmas substâncias. Eleachava que o Sol era uma grande rocha brilhante, como um pedaço de carvão aceso colocado no céu. Ele disse,acertadamente, que a lua refletia a luz do sol explicando, assim, porque a lua escurece durante um eclipse.Anaximander (610-545 a.C.)Astrônomo e filósofo grego considerado o pai da astronomia. Ele acreditava, corretamente, que a Terra era um corpo celestefrio e sólido. Infelizmente, difundiu a idéia de que as estrelas estavam presas num globo gigante que girava ao redor daTerra, que também seria fixa. Este pensamento só foi corrigido 2.000 anos depois por Kepler e Galileo.Ancha (Theta Aquarii)Quadril, nome árabe que indica a posição da estrela na cintura do Aguadeiro.Andrômeda, Galáxia deObjeto celeste mais distante que pode ser visto a olho nu. A Galáxia de Andrômeda, também chamada de M31, é uma galáxiaespiral similar à Via Láctea. Ela aparece como um mancha ovalada de luz na constelação de Andrômeda. As observaçõesdesta galáxia revelam que ela se situa a aproximadamente 2,1 milhões de anos-luz da Terra e contém 300 bilhões deestrelas. Imagens desta galáxia mostram que nela há faixas claras e escuras, aglomerados e supernovas. A Galáxia deAndrômeda possui diversas galáxias satélites similares às Nuvens de Magalhães. A Galáxia de Andrômeda, a Via Láctea, eoutras galáxias menores pertencem a um aglomerado chamado Grupo Local.anel ou auréola1. Anel observável, em algumas circunstâncias, em torno da imagem de uma estrela numa fotografia. Trata-se simplesmentede um efeito fotográfico.2. Matéria que circula ao redor de um corpo celeste, por exemplo, os anéis de Saturno, os anéis de cometas, etc.anel asteroidal ou asteróidicoVeja anel de asteróides.anel astronômicoInstrumento astronômico antigo usado para se determinar a altura do Sol.anel de asteróidesRegião do espaço percorrida pela maior parte dos asteróides situados entre as órbitas de Marte e Júpiter.anel de BishopHalo lunar ou solar com características especiais, causado por partículas de poeira vulcânica na alta atmosfera, observávelquando o astro está próximo ao horizonte.anel de EinsteinAnel de luz ao redor de um corpo maciço esférico com intenso campo gravitacional, visível em dadas condições deobservação.anel de fogoDelgado anel luminoso que se forma ao redor do disco lunar durante um eclipse anular do Sol.
  10. 10. anel de KuiperReservatório de cometas existente no plano da eclíptica, além da região ocupada pelos planetas; cinturão de Kuiper.anel montanhosoArena circular de dimensões inferiores às planícies cercadas por elevações, na superfície da Lua ou de um planeta.Angetenar (Tau Eridani)O Meandro do Rio, variação usada nas Tábuas Afonsinas, proveniente da expressão árabe Al Hinayat al Nahr, que Riccioliescreveu como Angentenar e Scaligar, Anchenetenar.angstrom (Â)Unidade de comprimento equivalente à centésima milionésima parte do centímetro. O nome angstrom foi da do emhomenagem a Anders Jonas Angstrom (1814-1874) que estudou o espectro das ondas de energia (luz visível, raiosultravioletas, etc.) do Sol. Os angstroms são geralmente usados para expressar o comprimento onda da luz, sendo que a luzvisível classifica-se entre 4.000 e 7.000 angstroms.ângulo de PosiçãoÂngulo formado por duas estrelas binárias em relação ao norte. O ângulo é uma medida em sentido horário da posição dasestrelas mais esmaecidas em relação às mais brilhantes, que pode chegar a 360º.Ankaa (Alpha Phoenicis)Extremidade, termo árabe.anoTempo que a Terra leva para orbitar o Sol. O ano que nós usamos é o tropical que se baseia no tempo entre dois equinóciosde primavera e dura 365,2422 dias. O ano sideral, que é calculado pela posição da Terra em relação a outras estrelas excetoo Sol, é um pouco mais longo devido a precessão e dura 365,3564 dias. O ano anomalístico, que é o período entre um dosperiélios da Terra até o próximo,e, que é afetado pela força gravitacional dos outros planetas, dura 365,2596 dias.ano anomalísticoPeríodo de uma revolução completa da Terra em torno do Sol, referido à passagem pelo periélio, e que equivale a 365 dias, 6horas, 13 minutos e 53 segundos médios.ano grandePeríodo de um ciclo completo dos equinócios em redor da eclíptica, e que é de aproximadamente 25.800 anos.ano-luzUnidade de comprimento igual à distância que a luz percorre em um ano, ou seja, 9,46 trilhões de quilômetros(9.460.000.000.000 km, ou 9,46x1012 km).ano lunarPeríodo que compreende 12 revoluções lunares.ano platônicoVeja ano grande.ano sideralO tempo necessário para que a Terra complete uma revolução na sua órbita, em relação às estrelas fixas, e que equivale a365,25636 dias solares médios.
  11. 11. ano solarPeríodo que compreende um número inteiro de dias e corresponde à revolução da Terra em torno do Sol.anomalia1. Ângulo que define a posição de um astro em sua órbita.2. Qualquer desigualdade periódica no movimento orbital de um planeta.anomalísticoReferente à evolução de um astro, tendo como origem o periastro.AntaresCentro de pesquisa no campo das ciências astronômicas, astrofísicas, física solar, atmosféricas e sensoriamento remotolocalizado na cidade de Feira de Santana - Bahia. Sua sigla é OAA.Antares (Alpha Scorpii)Rival de Marte, nome de origem latina que registra a rivalidade dos dois objetos mais avermelhados do céu.antenaDispositivo destinado a captar ou emitir radiações radioelétricas. Ver radiotelescópio, radioastronomia.anticrepúsculoIluminação difusa do lado oposto ao do Sol, antes do nascer e após o ocaso desse astro.antípodaO ponto que está diretamente no lado oposto do planeta.antinodoUma das interseções de órbita de um astro com a reta perpendicular à linha dos nodos, reta que passa pelo foco e estácontida no plano da órbita.Antoniadi, Eugene M. (1870-1944)Astrônomo francês que produziu ótimos mapas siderais, traçando a localização de Mercúrio e Marte. Antoniadi inventou aescala de Antoniadi, que fornece uma medida da qualidade de observação (chamada visão). O número 1 na escala deAntoniadi significa um céu perfeito enquanto o valor 5 representa exatamente o oposto.apastronPonto na órbita das estrelas duplas onde elas estão mais separadas.apéxDesignação dada ao ponto do céu para onde se dirige o Sol com seu sistema planetário. Também chamado apéx solar,coincide com o eixo da direção do Sol em movimento helicoidal, rumo a um ponto situado entre as constelações de Hérculese Lira, aproximadamente 38° N de declinação e 18 h de ascensão reta.ápice solarVeja apéxapoastroPonto da órbita de um astro no qual este se encontra mais afastado do seu centro de atração.
  12. 12. apocatástaseRevolução periódica de um astro.apofocoApside de uma órbita elíptica, na qual o astro secundário se encontra mais afastado do centro de forças.apogeuPara um corpo em órbita elíptica em torno da Terra (a Lua ou um satélite artificial, por exemplo), é o ponto da órbita ondeum astro tem o maior afastamento da Terra. Oposto de perigeu. Veja apside.ApolloMissões americanas, concluídas em 1972, que levou 12 astronautas americanos na Lua.Equipamento da Apolo: A nave espacial era composta por três partes: o módulo de comando, o módulo de serviço e o módulolunar. O módulo de comando, em forma de cone, abrigava os astronautas durante a viagem. Atrás dele localizava-se omódulo de serviço, em forma de cilindro, contendo energia e combustível para alimentar a nave, bem como comida eoxigênio. As câmeras fotográficas e os filmes, que seriam utilizados durante o passeio espacial, também estavam estocadosno módulo de serviço. E, finalmente, o módulo lunar que pousaria com os astronautas na Lua e os lançaria de volta na órbitalunar. Todos estes módulos foram levados ao espaço pelo foguete Saturno V, porém só o módulo de comando retornou àTerra.As Missões: A NASA testou as naves Apolo nas primeiras missões do programa Apolo. Três astronautas (Virgil I. Grissom,Edward H. White e Robert B. Chaffee) morreram durante um teste num trágico incêndio. Esta tragédia atrasou 18 meses oprograma Apolo. Depois, a Apolo 7 lançou um módulo de comando e um de serviço na órbita da Terra. Foram efetuadostestes que a NASA descreveu como sendo "101 por cento bem sucedidos". Após o triunfo da Apolo 7, a Apolo 8 lançouastronautas na órbita da Lua. Pela primeira vez seres humanos saíram do campo de gravidade da Terra e circundaram ummundo alienígena. As duas missões Apolo que se seguiram testaram o módulo lunar e ensaiaram a aterrissagem na Lua. Emjulho de 1969, a Apolo 11 cumpriu o desafio lançado por Kennedy fazendo aterrissar Neil Armstrong e Edwin Aldrin no Mar deTranqüilidade. Os dois astronautas andaram sobre a superfície lunar durante duas horas e meia, recolhendo pedras e fazendoexperiências. Depois disto, a Apolo 12 aterrissou próxima à sonda espacial Surveyor 3 que havia chegado à Lua 3 anos antes.Em seguida aconteceu a infeliz viagem da Apolo 13. Quando o módulo de comando da Apolo 13 foi lançado em direção à Lua,um tanque de oxigênio do módulo de serviço explodiu. Durante três dias, os astronautas sobreviveram com um mínimo deenergia no módulo lunar. Para alívio do mundo todo, eles conseguiram retornar em segurança à Terra. A Apolo 14 marcou oinício de uma tendência de se efetuar pesquisas científicas mais aprofundadas durante as missões lunares. Durante passeioslunares mais demorados, os astronautas provocaram descargas elétricas para testar as características sísmicas da Lua.Também posicionaram refletores a laser na superfície lunar que permitiram, aos cientistas, determinar a distância da lua. AApolo 15 levou os primeiros jipes lunares. Com este veículo movido à bateria, os astronautas exploraram a superfície lunar amilhas de distância do lugar onde haviam aterrissado. A Apolo 16 foi a única a pousar nas montanhas da Lua. As rochas alícoletadas demonstraram que esta região é muita antiga. A Apolo 17 bateu todos os recordes: os astronautas permaneceram3 dias na Lua, fizeram uma passeio que durou 22 horas e coletaram mais de 400 kgs de amostras de rochas. O programaApolo foi cancelado pela NASA após a Apolo 17. Os cortes no orçamento e a falta de competição com a União Soviéticaprovocaram a falta de incentivo para que ele continuasse.apsideNome genérico dos pontos de maior afastamento ou de menor afastamento de um corpo que está em órbita de outro.Quando nos referimos ao Sol ou à Terra, existem nomes específicos (apogeu e perigeu para a Terra, e afélio e periélio para oSol).apulsoConfiguração celeste em que dois astros se encontram a uma distância aparente muito pequena.arco coronalArco solar que se estende até a coroa.arco crepuscularSegmento de arco diurno de um astro, que vai da interseção com o horizonte racional até uma distância zenital de 108°.arco diurnoArco de paralelo celeste, descrito por um astro, em seu movimento diurno, acima do horizonte.
  13. 13. arco eruptivoProeminência solar com a forma de arco.arco protuberancialArco solar que se forma associado a uma protuberância.Arcturus (Alpha Bootis)A Guarda da Ursa Maior, nome de origem grega, segundo o qual Arcturus dá guarda à Ursa Maior, que lhe fica acima.Arecibo, Observatório deMaior radiotelescópio do mundo, localizado na montanhas de Porto Rico. Construído numa cratera natural em 1963, esteradiotelescópio de 305 metros não pode ser movimentado, mas recebe sinais do céu desde 43 graus ao norte até 6 graus aosul.argumento da latitudeÂngulo medido sobre a órbita de um astro, na direção de seu movimento, a partir do nodo ascendente. É a soma doargumento do periastro com a anomalia verdadeira.argumento de periélioArco de círculo máximo, da esfera celeste, contado no sentido positivo, do nodo ascendente até o periélio.argumento do periastroDistância angular medida sobre o plano da órbita, entre a linha dos nodos e a linha das apsides.ArielAriel (UI) é o mais brilhante e um dos maiores satélites de Urano. Descoberto em 1851 pelo astrônomoamador inglês William Lassell, ele tem um diâmetro de 1.158 km e está em órbita a uma distancia médiade 190.930 km de Urano, completando uma revolução em torno do planeta a cada 50,5 horas terrestres.Supõe-se que Ariel seja composta por água congelada misturada com metano congelado.Aristarcos de Samos (280-264 a.C.)Astrônomo grego que propôs um modelo heliocêntrico para o Sistema Solar. Aristarcos notou que a Terraroda em torno do seu eixo e tem um movimento de revolução em torno do Sol. Ele estimou quão longe oSol e a Lua estão da Terra e qual o tamanho do Sol e da Lua. Arquimedes e Plutarco escreveram os trabalhos de Aristarcos.Ele também calculou um valor relativamente preciso para o comprimento do ano solar.Aristóteles (384-322 a.C.)Considerava o círculo e a esfera como formas perfeitas e imutáveis. Sua idéia de um universo geocêntrico dominou aAstronomia por mais de 1.500 anos. Para Aristóteles, as estrelas estariam engastadas como pedras preciosas no interior deuma esfera oca, em cujo centro residia, imóvel, a Terra.Arkab (Beta Sagittarii)O Tendão, tal vocábulo, assim como a sua variante Urkab, provém da expressão árabe Al Urkub.Armstrong, Neil Alden (1930)Astronauta americano que iniciou sua carreira como piloto de testes e cuja primeira missão espacial foi no comando da naveGemini 8 em 1962. Durante este vôo, um problema nos propulsores fez com que a cápsula ficasse fora de controle, forçando-o a fazer um pouso de emergência. Como comandante da missão Apolo 11 em julho de 1969, Armstrong tornou-se a primeirapessoa a andar na Lua. Após uma aterrissagem bem sucedida, ele e Edwin Aldrin exploraram o Mar de Tranqüilidade duranteduas horas e meia, coletando rochas e fazendo experiências.
  14. 14. Arneb (Alpha Leporis)A Lebre, designação árabe oriunda de Al Arnab. Existe a variação Arnab, assim como a corruptela Arsh.arqueoastronomiaCiência que tem por objetivo estudar os conhecimentos astronômicos dos povos antigos, em especial os do período pré-histórico.Ascella (Zeta Sagittarii)Axila, designação proveniente da versão latina do Almagesto de 1515.ascenção retaUma das duas coordenadas equatoriais. É o ângulo de um astro no sentido leste-oeste, medido a partir do ponto gama, nosentido direto. Exprime-se em horas e frações hexadecimais. Equivale à longitude na esfera celeste.ascensão reta geocêntricaAscensão reta de um ponto da esfera celeste, referida ao centro da Terra.ascensão reta heliocêntricaAscensão reta de um ponto da esfera celeste, referida do centro do Sol.ascensão reta selenocêntricaAscensão reta de um ponto da esfera celeste, referida ao centro da Lua.ascensão reta topocêntricaAscensão reta de um ponto da esfera celeste, referida ao ponto de observação.Asellus (Theta Bootis)O Pequeno Asno, vocábulo de origem latina, usado por Bayer, para designar as estrelas Alfa, Iota e Chi do Boieiro,respectivamente, como Primus, Secundus e Tertius.Asellus Australis (Delta Cancri)O Pequeno Asno do Sul, denominação latina empregada no Almagesto Latino de 1515.Asellus Borealis (Gamma Cancri)O Pequeno Asno do Norte, vocábulo de origem latina em oposição ao Asellus Australis.Aspidiske (Iota Carinae)Aplustre, vocábulo de origem grega que designa o escudo ornamental utilizado na popa dos navios. Veja Scutulum.As Rabis (Mu Draconis)O Dançador, nome árabe utilizado no catálogo de Ulug Beg. Existem as formas Arrakis e Errakis, entretanto de pouco uso.associação estelarExpressão criada pelo astrônomo russo V. Ambarzumian para designar grupo de dezenas de estrelas jovens de característicasfísicas análogas, de fraca densidade de distribuição no espaço e de origem comum, geralmente, mergulhadas na matériainterestelar da qual parecem ter surgido. Tais grupos, por serem pouco densos, devem ter uma vida relativamente curta,constituindo-se de estrelas muito jovens. Admite-se que todas as estrelas de uma associação provêm de uma concentraçãolocal de matéria interestelar. O diâmetro das associações são de 50 a 400 anos-luz.
  15. 15. asterismoGrupo de estrelas que se destacam dentro de uma constelação. São estrelas reconhecidas por formarem figuras no céu. OCruzeiro do Sul (Crux) é um asterismo e existem muitas outras estrelas na constelação que não fazem parte do desenhocaracterístico da cruz.asteróidePequeno corpo que orbita em torno do Sol. Também são chamados de planetóides. Caso o corpo sejamuito pequeno, passa a se chamar meteoróide, em vez de asteróide. A maioria dos asteróidesconhecidos têm órbita entre Marte e Júpiter, formando o cinturão de asteróides, mas existem muitosasteróides com órbitas fora do cinturão. Existe outro grande anel de asteróides, chamado cinturão deKuiper, que inicia nas proximidades da órbita do planeta Netuno (a cerca de 40 A) e se estende até cercade 100 A. Alguns asteróides possuem órbitas com características semelhantes, por isso são agrupadosem famílias ou grupos (como os asteróides Amor ou os asteróides Apolo). O maior asteróide conhecido,Ceres, tem o diâmetro de 1.003 km. Muitos, bem menores, não possuem forma esférica, podendo suaforma lembrar uma pedra ou uma batata. Em torno do asteróide Ida foi descoberto um satélite deapenas 1,6 km, o menor satélite natural conhecido, batizado de Dactyl. Atualmente, os astrônomosconseguem visualizar mais de 2.500 asteróides.Astérope (21 Tauri)Astérope, nome latino que designa acima das estrelas do aglomerado aberto das Plêiades, significa tão brilhante quanto umastro, era uma das filhas de Atlas.astroDesignação genérica de qualquer corpo celeste, exceto meteoros.astro acrônicoAstro que nasce quando o Sol se põe, ou que se põe quando o Sol nasce.astro fictícioPlaneta fictício, com um período idêntico ao de um planeta real, mas que descreve o seu movimento a uma velocidadeconstante, imaginado pelos astrônomos para se estudar o movimento orbital dos planetas.astro fixoAstro cuja posição na esfera celeste varia muito lentamente (as estrelas, as nebulosas, os cúmulos e as galáxias).astro móvelAstro cuja posição na esfera celeste varia rapidamente (os componentes do sistema solar).astrobotânicaRamo da astrobiologia que estuda a probabilidade de vida vegetal própria e a possibilidade de vida dos vegetais terrestres emoutros astros.AstrofísicaRamo da astronomia que trata da constituição das propriedades físicas e evolução dos objetos celestes e dos diversos meiosque os compõem.astrofotografiaAplicação da técnica fotográfica à astronomia.astrofotometriaParte da astronomia que tem por fim a medição da intensidade luminosa de um astro.astrofotômetro
  16. 16. Fotômetro que serve para medir a luminosidade de um astro.astrogeologiaCiência de aplicação da geologia ao estudo do solo dos astros, e particularmente da Lua.astrógrafoInstrumento astronômico destinado a determinar a posição dos astros pela fotografia.astrolábioInstrumento astronômico inventado por Hiparco, astrônomo e matemático (séc. II a.C.), para medir altura dos astro acima dohorizonte. Modernamente foi aperfeiçoado, e é um dos instrumentos fundamentais da astrometria.astrolábio de prismaInstrumento astronômico capaz de determinar simultaneamente a latitude e a hora pela observação do instante em quevárias estrelas atingem determinada altura fixa acima do horizonte, antes ou depois da passagem meridiana, dependendo doprisma utilizado (de 45° ou de 90°).astrolábio impessoalAstrolábio de prisma dotado de aperfeiçoamentos que diminuem consideravelmente o efeito dos erros acidentais deobservação.astrometriaRamo da astronomia que trata da medição da posição, dimensões e movimentos dos corpos celestes; astronomia métrica,astronomia de posição.astrônimoNome próprio de astros em geral (estrelas, planetas, constelações, etc.). Ex.: Vênus, Terra, Lua.Astronomia1. Ciência dos astros. Genericamente, ciência de todos os objetos e fenômenos celestes.2. Nome de uma das quatorze constelações estabelecidas por Lacaille no hemisfério austral, como referência à ciência daastronomia. Esta constelação estaria situada entre Hydra (Hidra) e o Navio (Argo), próximo ao Trópico de Capricórnio, comestrelas de quarta à sexta magnitudes, sendo a mais brilhante de magnitude 4,5.3. Asteróide 1154, descoberto em 8 de fevereiro de 1927 pelo astrônomo alemão Karl Reinmuth (1892-1979) noObservatório de Heidelberg.Astronomia arqueológicaVeja arqueoastronomia.Astronomia de campoRamo da astronomia que trata da determinação precisa das coordenadas geográficas de um ponto sobre a superfície daTerra.Astronomia de posição ou métricaVeja astrometria.Astronomia descritivaRamo da astronomia que cuida da descrição do Universo.Astronomia dos Raios GamaEstudo do espaço através do exame das radiações com comprimentos de onda inferiores a um angstrom.
  17. 17. Astronomia dos Raios XEstudo do espaço utilizando radiações eletromagnéticas com comprimentos de onda entre 0,1 e 300 angstrons (raios X).Astronomia elementarDenominação correta do estudo da astronomia em nível inicial.Astronomia estelarRamo da astronomia que estuda as estrelas.Astronomia fundamental ou geralRamo da astronomia que estuda os aspectos básicos dessa ciência.Astronomia InfravermelhaEstudo do espaço utilizando radiações com comprimentos de onda que variam de 7.800 angstroms (luz vermelha) até 1milímetro (microonda).Astronomia instrumental ou práticaRamo da astronomia que trata dos instrumentos e de sua utilização.Astronomia meteóricaVeja meteorografia.Astronomia UltravioletaEstudo dos corpos celestes do universo que irradiam, basicamente, energia ultravioleta, que se situa entre a luz visível e osraios X, e cujo comprimento de onda varia entre 300 e 3000.astroscópioInstrumento inventado, no fim do séc. XVII, para facilitar a pesquisa dos astros, composto de dois cones sobre cuja superfícieas constelações com as estrelas são delineadas. Foi inicialmente utilizado para substituir o globo celeste.astrostáticaParte da astronomia que estuda o volume dos astros e das respectivas distâncias.Atik (Omicron Persei)A Praia, vocábulo grego relacionado com akte, praia.atividade solarConjunto de fenômenos físicos localizados no Sol, e que caracterizam o estado desse astro.AtlasAtlas (SXV) é um dos menores satélites de Saturno tendo sido descoberto por R. Terrile, em 1980, a partir de dados obtidospela sonda espacial Voyager 1. Atlas está em órbita a aproximadamente 137.670 km de Saturno e seu período orbital é de0,6019 dias terrestres.Atlas (27 Tauri)Pai das Plêiades; segundo a lenda, o gigante Atlas suportava na nuca o globo terrestre.
  18. 18. atmosferaCamada gasosa que têm as estrelas, quase todos os planetas e muitos satélites do Sistema Solar. É uma camada gasosa quecircunda um planeta ou outros corpos celestes. Não costuma ter um limite definido mas debilita-se gradualmente, até quesua densidade não seja maior que a do espaço circundante.átomoBloco de matéria. O átomo é formado por três partes principais: prótons e nêutrons,que formam o núcleo, e elétrons quecircundam o núcleo. O átomo possui uma quantidade igual de elétrons e prótons e é classificado de acordo com o número deprótons que há em seu núcleo.Atria (Alpha Trianguli Australis)Vocábulo formado pela associação da letra A e a abreviatura do nome da constelação.AUAntiga sigla em inglês para unidade astronômica (de "astronomical unit"). A sigla atualmente adotada é A.auroraBrilho na Ionosfera de um planeta causado pela interação entre o campo magnético do planeta e partículas solares com cargaelétrica.aurora borealDenominada de "Luzes do Hemisfério Norte"; fenômeno causado pela interação entre o vento solar, ocampo magnético da Terra e a camada superior da atmosfera. Efeito similar ocorre no hemisfério sul, e éconhecido como aurora australis.australRelativo ou pertencente ao sul.Avior (Epsilon Carinae).Azelfafage (Pi Cygni)Pata do Cavalo, corruptela da forma Adelfalferes, que provém do árabe Al Thilf al Faras.Azha (Eta Eridani)Ninho de Avestruz, vocábulo usado por Al Sufi para o equivalente Ashiyane dos persas.azimuteUmas das duas coordenadas horizontais. Distância angular, medida sobre o horizonte, a partir de um ponto origem,geralmente o Sul, no sentido dos ponteiros do relógio ou no sentido inverso ou retrógrado, até o círculo vertical que passapor um dado ponto da esfera celeste. Em astronomia é sempre contado de 0º a 360º, a partir do Sul no sentido SWNE,enquanto em outras disciplinas é contado a partir do Norte.BBaade Walter (1893-1960)Nos anos 40, através da utilização do telescópio de 254 cm do Monte Wilson Baade descobriu que a distância até a Galáxia deAndrômeda era duas vezes maior do que se pensava. Isto fez com que os astrônomos duplicassem a escala que usavam paramedir as distâncias intergalácticas (a distância entre galáxias), efetivamente dobrando o tamanho do universo. Baade tornou-se a primeira pessoa a tirar fotos de estrelas isoladas da Galáxia de Andrômeda. Também descobriu a existência de dois tiposde Estrelas, População 1 e População 2, cuja diferença está na quantidade de metais pesados que elas contém. As estrelas daPopulação 2 são mais antigas e possuem poucos metais pesados,enquanto as da População 1 são mais jovens e contém umaquantidade maior de metais pesados.
  19. 19. Baham (Theta Pegasus)Bestas, nome usado por Al Sufi que provém da expressão árabe Sad al Bahaim, ou seja, as boas sortes de duas bestas.baricentroCentro de massas elementares de um corpo. Centro de massa. O termo baricentro geralmente é aplicado ao sistema Terra-Lua.Barnard, Edwar Emerson (1857-1923)Astrônomo norte-americano, um dos pioneiros da fotografia astronômica. Identificou a nebulosa dereflexão que rodeia as estrelas do aglomerado das Plêiades, em fotografia de 1883, e compilou umimportante catálogo sobre nebulosas escuras em 1919. Depois de Galileu foi o primeiro observador adescobrir Amaltéia, uma lua de Júpiter. Ele também descobriu 16 cometas e, em 1916, a estrela deBarnard, o segundo sistema estelar mais próximo do Sol.Barreira do InfernoToponômio pelo qual é conhecida a primeira base brasileira de lançamentos de foguetes, situadapróximo as parais do município de Parnamirim, no Rio Grande do Norte. Em operação desde 1965, ocupa uma área de 18Km2, proporcionado apoio técnico e operacional aos lançamentos de veículos de sondagem de pequeno porte.Baten Kaitos (Zeta Ceti)Barriga da Baleia, vocábulo proveniente da expressão árabe Al Batn al Kaitos.Bayer, Johann (1572-1625)Astrônomo alemão que criou um sistema, utilizado até hoje, de nomear as estrelas com letras do alfabeto grego e latino porordem de luminosidade na constelação onde se encontram. Por exemplo, a estrela mais brilhante da constelação de Dragãoseria Alfa de Dragão, a segunda Beta de Dragão, e assim por diante. Em 1603, publicou o primeiro atlas sideral, contendomais de 2.000 estrelas, chamado "Uranometria".Bean, Alan Lavern (1932)Astronauta americano que pousou na Lua com a missão Apolo 12 e comandou a segunda estação espacial Skylab.Beid (Omicron Eridani)Ovo, provém do árabe Al Bais, ou seja, o ovo do ninho de avestruz. Veja Azha.BelindaSatélite de Urano descoberto em 1986 pela sonda espacial Voyager 2.Bellatrix (Gamma Orionis)A Guerreira, termo latino.bendegóMeteorito siderito octaedrito grosso e policristalino de 4.500 kg encontrado no sertão baiano em 1784 junto ao rio bendegó a35 km da cidade de Monte Santo e 250 km do litoral da Bahia. Em 1888 foi exposto no Museu Nacional do Rio de Janeiroonde se encontra até hoje. Significa vindo do céu na língua quiriri dos índios da Bahia.Bessel, Friedrich Wilhelm (1784-1846)Publicou a primeira medida de paralaxe, referente à estrela 61 Cygni. Astrônomo e matemático alemão,catalogou aproximadamente 50.000 estrelas e previu em 1840, matematicamente, a existência de umplaneta depois de Urano. Bessel realizou muitas outras contribuições para a ciência entre elas ter imaginadoque existiam estrelas escuras e, principalmente, ter inventado uma famosa função matemática, a funçãode Bessel.
  20. 20. Bethe, Hans Albrecht (1906)Nascido em Estrasburgo, Alemanha, deu início ao moderno estudo da evolução estelar, ao sustentar que haveria um modo deas estrelas transformarem hidrogênio em hélio com liberação de grande quantidade de energia. Contribuiu para elaboraçãoda teoria do Big-Bang e estudou a formação dos elementos químicos nos primeiros instantes do universo, além de conduzirdiversos estudos sobre os raios cósmicos.Betelgeuse (Alpha Orionis)A Mão dos Gêmeos, nome que faz alusão à constelação dos Gêmeos e provém da expressão árabe iad-al-Gaouza que, poruma leitura incorreta, foi transcrita no ocidente como Betelgeuse.BiancaSatélite de Urano descoberto em 1986 pela sonda espacial Voyager 2.Big BangExplicação mais plausível para a criação do Universo. Esta teoria, desenvolvida por Friedmann e Lemaitre no anos 20 eadaptada por Gamow nos anos 40, diz que o Universo foi criado a 15 bilhões de anos atrás quando a bola de fogo originalcontendo todo o espaço, tempo e matéria começou a se expandir. Esta teoria, é baseada na hipótese do Universo serhomogêneo (ou igual em toda parte) e nas teorias da gravidade de Einstein estarem corretas; ela é também referendada pelapresença de radiação cósmica de fundo. Antes do Big Bang o Universo era insuportavelmente quente. A medida que elecomeçou a se expandir iniciou-se um processo de resfriamento. Atualmente a temperatura do Universo, medida peloExplorador Cósmico de Fundo é de 2,276K.bináriasDiz-se das estrelas que giram uma em torno da outra. Um sistema binário, em geral, é aquele em que dois corpos mantêm-se unidos pela força da gravidade, que os faz orbitar em torno de um centro comum. Terra e Lua, a rigor, é um sistemabinário. Ver estrela dupla.binária eclipsanteSistema de estrelas duplas no qual, visto da Terra, uma estrela passa em frente à outra. Durante a órbita o fluxo de luz destesistema sideral varia de maneira uniforme. O eclipse primário acontece quando a estrela de brilho menos intenso passa emfrente da mais brilhante, fazendo com que a luminosidade seja drasticamente reduzida. O eclipse secundário ocorre quando aestrela mais brilhante passa em frente da outra, reduzindo pouco a luminosidade. O tamanho destas estrelas pode serdeterminado calculando-se quanto tempo uma estrela leva para passar em frente à outra. A estrela Algol, descoberta porGoodricke em 1782, foi a primeira a ser classificada como uma binária eclipsante.binárias espectroscópicasEstrela dupla cuja órbita é tão próxima à da companheira que não podem ser vistas em separado, mesmo com o auxílio deum telescópio. Quando uma das estrelas aproxima-se de nós, a outra se afasta, e, isto faz com que um dos espectros fiqueazulado enquanto o outro se avermelha. Em 1889, E.C. Pickering descobriu a primeira estrela binária espectroscópica: Mizar.Quando duas estrelas possuem brilho quase igual elas são chamadas de binárias de linha dupla.Bode, Johann Elert (1747-1826)Astrônomo alemão conhecido pela "Lei de Bode", que procura explicar os tamanhos das órbitas planetárias. Em 1801 criou oprimeiro mapa acurado de todas as estrelas que podem ser vistas a olho nu.Bok, Bart J. (1906-1983)Astrônomo americano, nascido na Holanda, conhecido pelos seus estudos sobre os glóbulos de Bok (pequenos glóbulosescuros de gás que se sobressaem num fundo claro) e a Via Láctea. Ele e Priscilla Bok popularizaram a astronomia quandoescreveram "A Via Láctea", em 1941.bólidoMeteoro muito brilhante. Algumas vezes um bólido pode se fragmentar ou explodir, e o som da explosão pode ser ouvido nasproximidades.
  21. 21. Bond, William Cranch (1789-1859)Um dos primeiros astrônomos americanos de renome; superou a pobreza e a falta de uma educação formal para tornar-se oprimeiro diretor do Observatório de Harvard College, onde estudou Saturno e (com Lassell) descobriu Hiperion.Bonner-Durchmusterung KatalogUm dos primeiros importantes catálogos de estrelas foi produzido na Alemanha em meados do século XIX. O BonnerDurchmusterung foi constituído por F. W. Argelander, do observatório de Bonn. Este catálogo lista as posições de 320.000estrelas. Quando usam este catálogo, os astrônomos se referem às estrelas pelos seus números "BD".borealRelativo ou pertencente ao norte.Borman, Frank (1928)Comandante da missão Apolo 8, que orbitou a lua 10 vezes entre os dias 24 e 25 de dezembro de 1968.Bradley, James (1693-1762)Astrônomo inglês descobridor da nutação e da aberração da luz das estrelas.Brahe, Tycho (1546-1601)Astrônomo dinamarquês, excelente observador, sustentou que todos os planetas, exceto a Terra, giravam em torno do Sol,que por sua vez orbitava ao redor da Terra.brilho da TerraIluminação sutil da parte escura da lua crescente pela reflexão da luz do Sol na Terra. É a nossa própria luz refletida de voltapela superfície da Lua.buraco de minhocaConexão no espaço-tempo entre dois pontos de um mesmo universo ou entre dois universos distintos, unidos por umasingularidade. O mesmo que ponte de Einstein-Posen.buraco negro1- Região do espaço-tempo intensamente curva que consiste em uma singularidade cercada por um horizonte de eventos.2- Estado que a matéria atinge ao sofrer um colapso gravitacional na qual nem a luz nem a matéria ou qualquer outro tipo desinal podem escapar. Esta região é formada quando o campo gravitacional se torna tão intenso que a velocidade de escapedo campo aproxima-se da velocidade da luz.buraco negro estelarEnvelhecimento de uma estrela que sofreu o esgotamento do seu combustível nuclear.Burbidge, Eleanor Margaret (1922) e Geoffrey (1925)Astrofísicos britânicos que em 1956, em conjunto com William Fowler e Fred Hoyle, descobriram que há a formação, atravésde fusão, de elementos mais pesados do que o hidrogênio nas estrelas. Esta afirmação contradizia a teoria anterior de que todos os elementos teriam sido criados durante o Big Bang. Os Burbidge também notaram que os Quasares apresentamnuances vermelhas nas linhas de seus espectros, demonstrando que eles estão perdendo matéria. Além disso, EleanorBurbidge utilizou a rotação das galáxias para calcular suas massas.Ccadeia próton-prótonFusão nuclear que produz hélio a partir do hidrogênio. São necessários quatro núcleos de hidrogênio, que também sãoprótons, para fundir um átomo de hélio. O Sol transforma quase 600 milhões de toneladas de hidrogênio em hélio, através
  22. 22. deste processo, a cada segundo. Sete por cento, ou aproximadamente 4 milhões de toneladas, deste material é convertidoem energia.calagemAto de colocar um instrumento em posição conveniente para a observação de um astro.calendário gregorianoCalendário resultante da reforma introduzida pelo Papa Gregório XIII (1502-1585), e no qual em cada quatro anos há um anobissexto, com exceção dos anos seculares em que o número formado pelos algarismos das centenas e dos milhares não édivisível por 400.calendário julianoCalendário resultante da reforma introduzida por Júlio César no ano 45 a.C., na qual em cada 4 anos há um ano bissexto, de366 dias.CalibanSatélite de Urano descoberto em 1997 por Gladman, Nicholson, Burns e Kavelaars.CalipsoCalipso (SXIV) é um dos satélites de Saturno e foi descoberto em 1980 por B.Smith, H. Reitsema, S. Larson e J. Fountain. Calipso tem a mesma órbita de Telesto, estando a294.660 km do centro de Saturno. Tanto Calipso como Telesto orbitam em torno de Saturno na órbita deTetis. Telesto está 60o à frente de Tetis enquanto que Calipso está 60o atrás.CalistoCalisto (JIV) é um satélite de Júpiter descoberto em 1610 independentemente por Galileu e Simon Marius.Calisto é um dos satélites mais externos de Júpiter. Ele é grande, gelado, de cor escura, baixa densidade ecoberto de "cicatrizes" que são crateras de impacto e matéria ejetada. Com um diâmetro de aproximadamente 4.800 km é osegundo maior satélite de Júpiter sendo, aproximadamente, do tamanho de Mercúrio. Está em órbita em torno de Júpiter auma distância média de 1.883.000 km e leva 400,5 horas para completá-la. Em Calisto existe uma cratera formada por ummeteoro gigante, com extensão de 2.600 km, chamada Valhalla.Câncer, Trópico dePonto mais distante ao norte do Equador onde a luz do Sol pode incidir perpendicularmente. O Sol fica sobre esta latitude(23,5º) durante o solstício de verão.canibalismo galácticoFenômeno que ocorre quando uma galáxia colide com outra, de massa muito menor, de modo que esta é praticamenteabsorvida por aquela.Canopus (Alpha Carinae)A Guia, nome grego vocábulo em homenagem ao piloto Menelau, timoneiro do Navio Argus, dos argonautas, na constelaçãoda Carena.Capella (Alpha Aurigae)A Cabra, nome latino que significa pequena cabra, homenagem à cabra que, segundo a lenda, amamentou Júpiter.Caph (Beta Cassiopeiae)A Palma da Mão, nome árabe que designava antigamente este asterismo.
  23. 23. Capricórnio, Trópico deLatitude mais distante ao sul (-23,5º) onde o Sol pode incidir perpendicularmente. Este fato ocorre no solstício de inverno.CarmeCarme (JXI) é o 14o satélite de Júpiter e foi descoberto em 1938 por S. Nicholson. Muito pouco é conhecido sobre estesatélite. Carme tem cerca de 30 km de diâmetro e está em órbita acerca de 22.600.000 km de Júpiter, levando 692 diasterrestres para completá-la. Carme tem um movimento orbital retrógrado, ou seja, sua órbita tem o sentido oposto aosentido de rotação de Júpiter.Carpenter, Malcolm Scott (1925)Em 24 de maio de 1962 tornou-se o segundo homem a percorrer a órbita da Terra, circundando-a três vezes.CARJSigla de Clube de Astronomia do Rio de Janeiro.CaronteCaronte é o único satélite de Plutão. Ele foi descoberto em 1978 por Jim W. Christy. Caronte é um satélitepequeno com aproximadamente 1.172 km de diâmetro. Sua órbita está, em média, 19.640 km de Plutão e éuma órbita síncrona em torno do planeta. Conseqüentemente, a órbita de Caronte dura exatamente um diade Plutão.carta celesteO mesmo que mapa celeste. Representação da esfera celeste numa superfície plana. Denomina-se atlas celeste ao conjuntode cartas de várias regiões do céu.Cassini, divisão deLacuna elíptica com extensão de 2.700 km entre os anéis A e B de Saturno detectada por Giovanni Cassini. Embora esteespaço não esteja totalmente vazio, suas partículas são removidas pelo efeito gravitacional da lua Mimas de Saturno.Cassini, Giovanni Domenico (1625-1712)Organizou o Observatório de Paris, descobriu a luz zodiacal e estudou sua maior contribuição à astronomia:os anéis de Saturno. Também foi o descobridor de quatro satélites de Saturno, respectivamente Tetis,Dione, Réia, Iapetus.Castor (Alpha Geminorum)Castor, nome latino de um dos filhos gêmeos de Leda, esposa de Tindarus, rei de Esparta, para designar aestrela mais brilhante da constelação dos Gêmeos.Catálogo MessierLista de 103 objetos celestes (aglomerados estelares e nebulosas) compilados pelo astrônomo francês Charles Messier. Osobjetos são identificados pela letra M que antecede o número do objeto no catálogo. Hoje o Catálogo Messier tem 110objetos.catenaCadeia de crateras.caudaParte de um cometa, com a forma de longa faixa luminosa, que se estende na direção oposta à do Sol, e que é produzidapela ação da radiação e dos corpúsculos solares sobre os gases rarefeitos que envolvem o núcleo do astro.
  24. 24. CCD (Charge-coupled Device)Este equipamento é um circuito eletrônico de estado sólido altamente sensível capaz de converter sinais luminososextremamente fracos em sinais digitais que são então reunidos e arquivados em computadores para análise posterior. Emrazão de sua altíssima sensibilidade este equipamento funciona como se fosse uma fotografia eletrônica. Ele, praticamente,substituiu a fotografia tradicional na Astronomia profissional.CEAALSigla do Centro de Estudos Astronômicos de Alagoas, associação de Astrônomos amadores do Estado de Alagoas.Cebalrai (Beta Ophiuchi)Cão do Pastor, vocábulo oriundo da expressão árabe Kalb al Rai. Existem as formas Celbalrai e Chaleb.CeresCom diâmetro de 913 km, Ceres, o maior asteróide conhecido, possui um terço da massa de todos os asteróides. Localizado a257.120.000 milhas do Sol, sua órbita é de 1.682 dias. Ceres, cuja magnitude é 6,9 e não consegue ser visto a olho nu. Elefoi o primeiro asteróide a ser descoberto.Cernan, Eugen Andrew (1934)Além de ter sido o comandante da Apolo 17, última missão Apolo à lua, detém, em conjunto com Jack Schmitt, o recorde damaior exploração lunar: passou 22 horas na superfície da lua durante uma visita de três dias, em 1972.Chaleb (Kappa Ophiuchi)Cão do Pastor. Veja Cebalrai.Chandrasekhar, Subrahmanyan (1910-1995)Uma das personalidades mais importantes no campo da física estelar. É lembrado também pela suagrande contribuição ao ensino da Astronomia. Foi diretor do Astrophysical Journal durante 20 anos.Recebeu o prêmio Nobel de Física em 1983. Chandrasekhar descobriu que as estrelas que chegam ao fimde sua existência com massa superior a 1,44 vezes a do Sol, conhecido como o limite de Chandrasekhar,não conseguem suportar seu peso como anãs brancas transformando-se então em estrelas de nêutrons.Chara (Beta Canum Venaticorum)Deleite, denominação de origem grega.Chort (Theta Leonis)Quadril, nome de origem árabe.chuva de meteorosFenômeno atmosférico produzido por um conjunto de meteoros que parecem surgir de uma mesma região do céu (neste casochamada de radiante). Muitas vezes uma chuva de meteoros ocorre quando a Terra intercepta a órbita de um cometa. Nestecaso, os meteoros são pedaços desprendidos dos cometas, e as datas em que estas chuvas de meteoros ocorrem tornam-seprevisíveis. Em uma chuva de meteoros, é medida a taxa horária de meteoros, que é o número de meteoros por hora.Geralmente uma chuva dura mais de um dia. Nas efemérides, normalmente se registra apenas o dia do máximo (o dia emque ocorrem mais meteoros).ciclo solarA variação quase periódica de aproximadamente 11 anos na freqüência ou número de eventos solares ativos.cintiladorInstrumento de análise de fotografias astronômicas, que utiliza cintilação alternada de duas lâmpadas sobre duas fotografiasna mesma região celeste, tomadas em épocas diferentes, e permite assim, identificar qualquer mutação ocorrida em umastro.
  25. 25. cinturão de asteróidesRegião do espaço entre as órbitas dos planetas Marte e Júpiter (entre 1,5 A a 5,2 A) onde a maior parte dos asteróidesconhecidos estão localizados.cinturão de KuiperRegião do espaço que inicia nas proximidades da órbita do planeta Netuno (a cerca de 40 A) e se estende até cerca de 100 A,onde devem existir um grande número de asteróides, embora até hoje não tenham sido identificados mais que dezenas deasteróides nesta região, por causa da grande distância entre eles e a Terra e também por causa do pequeno tamanho dosasteróides.círculo de declinação ou horárioCírculo máximo da esfera celeste, perpendicular ao equador.círculo de latitude1. No sistema de coordenadas eclípticas, círculo menor da esfera celeste, paralelo à eclíptica.2. No sistema de coordenadas geográficas, círculo menor da esfera terrestre, paralelo ao equador.círculo de longitude1. No sistema de coordenadas eclípticas, semicírculo máximo que passa pelos pólos da eclíptica e pelo zênite do observador.2. No sistema de coordenadas geográficas, semicírculo máximo da esfera terrestre que passa pelos pólos e pelo observador.círculo fundamentalCírculo máximo da esfera celeste, de plano perpendicular à linha dos pólos de um dado sistema de referência.círculo galácticoInterseção do plano galáctico com a esfera celeste.círculo meridiano ou de trânsitoInstrumento astronômico fundamental, que dispõe de um círculo graduado de alta precisão, situado no plano do meridiano.circumpolarRelativo aos astros que, para um dado lugar na superfície da Terra, ou nunca se põem, ou nunca nascem.circunterrestreDiz-se de astro, nave ou veículo espacial que gira ao redor da Terra.Clark, Alvan (1804-1887)Fabricou lunetas de refração tão grandes que quebrou cinco vezes o recorde mundial. Uma destas lunetas, com refrator de101 cm (40 polegadas) é até hoje a maior do mundo. Seu filho George descobriu a estrela Canícula (Sirius B), a anã brancacompanheira da estrela Sirius, quando testava uma luneta.classificação de Harvard-DraperClassificação das estrelas baseada no tipo espectral proposta pelo astrônomo norte-americano Henry Draper, que trabalhavano Observatório de Harvard. Também é chamada apenas de classificação de Harvard. As principais classes espectrais sãodesignadas pelas letras O, B, A, F, G, K e M, cada uma subdividida em dez grupos decimais, representados pelos algarismos0 a 9 (por exemplo, B0, A1, G3, F10). Quando se usa o número 10, ele corresponde ao primeiro subtipo da letra seguinte(por exemplo, B10 corresponde a A0): Tipo Temperatura Descrição espectral da superfície O Estrelas azuis 30.000 K B Estrelas branco azuladas 21.000 K
  26. 26. A Estrelas brancas 10.000 K F Estrelas amarelas 7.200 K G Estrelas amarelas 6.000 K K Estrelas vermelhas 4.700 K M Estrelas vermelhas 3.000 KExistem outros tipos espectrais menos freqüentemente, representados pelas letras W (estrelas do tipo novas), R e N (estrelasde ambos tipos espectrais são chamadas de estrelas carbonadas, porque possuem Carbono e Cianogênio), C (pararepresentar em conjunto os tipos espectrais R e N) e S (estrelas com grande abundância de Zircônio). Algumas notaçõesespeciais especiais (acrescentadas como sufixo) acrescentam informações sobre o espectro, representadas pelas letrasminúsculas: Letra Informação e Existência de raias de emissões k Presença de raias interestelares m Presença de raias metálicas p Espectro peculiar s Raias nítidas n Raias nebulosasÀ vezes acrescenta-se mais uma letra, relativa à classe de luminosidade: Letra Classe de luminosidade d Anã (do inglês, dwarf) g Gigante c SupergigantePor exemplo, o Sol é uma estrela G6, portanto, sua temperatura superficial é de cerca de 6 mil kelvin e sua cor é amarela.CNES (Centre National dÉtudes Spatiales)Centro Nacional de Estudos Espaciais da França. Foi criada em dezembro de 1961 com o objetivo dedesenvolver as atividades espaciais.colapso gravitacionalEvolução cataclísmica de um astro, após esgotamento das suas reservas centrais de combustível nuclear,quando então ocorre uma queda de temperatura. A pressão de radiação que até então contrabalançava normalmente agravidade produz um desequilíbrio no qual a matéria começa a se condensar em virtude do efeito gravitacionalpredominante. O colapso gravitacional pode parar no estágio de anã branca ou, se a massa inicial é muito grande, no estágiode estrela nêutron. Para valores ainda maiores de massa primordial, o colapso pode conduzir o astro até ao seudesaparecimento atrás do horizonte dos fenômenos do espaço-tempo, o que vai dar origem a um buraco negro.Collins, Michael (1930)Piloto do módulo de comando da Apolo 11 em julho de 1969; ele permaneceu na nave Columbia enquanto Neil Armstrong eEdwin Aldrin aterrissavam na Lua.coluroUma das duas interseções do equador com a eclíptica.coluro equinocialCírculo horário que passa pelo ponto vernal.coluro solsticialCada um dos meridianos que passam pelos pontos solsticiais.
  27. 27. coma 1. Imperfeição num telescópio que distorce as estrelas mais distantes dando-lhes a aparência de um cometa ou de um objeto em forma de pêra. 2. Parte de um cometa, com o aspecto de um envoltório gasoso, que rodeia o núcleo do astro; cabeleira.cometaAstro de luminosidade fraca, formado por um grupo de pequenas partículas sólidas, com envoltóriogasoso, e que gira em torno do Sol em órbitas elípticas muito alongadas, algumas das quaispraticamente parabólicas, e nalguns casos aparentemente hiperbólicas. Na proximidade do Sol, porefeito da pressão de radiação, forma-se em grande número de cometas uma longa cauda, que seestende a milhões de quilômetros. Os cometas levam o nome de seus descobridores.cometa de curto períodoCometa elíptico, cujo período é inferior a 10 anos.cometa de eclipseO que é descoberto por ocasião de um eclipse total do Sol.Cometa de HalleyO cometa periódico mais conhecido, visível a cada 76 anos, e cuja última aparição ocorreu em 1986.cometa de longo períodoAquele cuja órbita é praticamente uma parábola.cometa de período intermediárioAquele cujo período é compreendido entre 10 e 100 anos, e cuja órbita é uma elipse alongada.cometa elípticoAquele cuja órbita é elíptica. O cometa de curto período e o cometa de período intermediário são elípticos.cometa hiperbólicoAquele que tem a peculiaridade de o cálculo da sua órbita conduzir a uma hipérbole, o que indica a possibilidade de não serele um membro próprio do sistema solar.cometa não-periódico ou cometa parabólicoVeja cometa de longo período.cometa periódicoAquele cujo retorno é previsível e pode ser observado. São periódicos o cometa de curto período e o cometa de períodointermediário.cometa telescópicoO que só é visível através de um telescópio.cometografiaRamo da astronomia que estuda os cometas.comprimento de ondaDistância entre os picos das ondas eletromagnéticas. Freqüentemente medido em angstrons, o comprimento de onda é igualà velocidade da onda dividida por sua freqüência.
  28. 28. condritaMeteoritos rochosos que carregam consigo pequenos pedaços de pedra, chamados côndrulos. Quarenta e oito por cento detodos os meteoritos são condritas.conjunçãoConfiguração apresentada por dois astros no instante em que as suas longitudes geocêntricas (ascenções retas) atingem ummesmo valor.conjunção inferiorConjunção de um planeta com o Sol, quando o planeta está entre a Terra e o Sol, portanto só ocorre com Mercúrio e Vênus.conjunção superiorConjunção de um planeta, nave ou sonda espacial com o Sol, quando o Sol está entre a Terra e o planeta, a nave ou a sondaespacial.Conrad, Charles (1930)Astronauta americano que comandou a segunda Missão Apolo que aterrissou na Lua e a primeira tripulação do Skylab.constante cosmológicaA constante cosmológica, representada pela letra grega maiúscula Λ, foi um termo constante que Einstein adicionou à suaequação da teoria da relatividade geral por acreditar, erroneamente, que o Universo estava em um estado estacionário.constante de HubbleH o Formulada por E. P. Hubble em 1925, a chamada "constante" de Hubble, Ho, determina a relação entre a distância de umagaláxia e sua velocidade de recessão devido à expansão do Universo. Em outras palavras ela faz uma relação de quanto umagaláxia está longe de nós e a velocidade que ela está se afastando por causa da expansão do Universo. É um número quemostra a taxa na qual o Universo está se expandindo. O valor de Ho é 70 km/seg/Mpc ± 7 km/seg/Mpc. A "constante" deHubble pode ser usada para estimar o tamanho e a idade do Universo, o chamado tempo de Hubble. Recentes avanços naCosmologia mostraram que, uma vez que o Universo é autogravitante, na verdade Ho não é verdadeiramente constante.constante gravitacional (ou constante da gravitação universal)A constante gravitacional, representada pela letra "G", é a constante de proporcionalidade que aparece na equação quedescreve a atração gravitacional entre objetos, a Lei de Newton da Gravitação Universal formulada por ele em 1666. <big><> Seu valor é G = 6,6726 x 10-11 m3/seg2.kg = 6,6726 x 10-11 N.m2/kg2 , onde N significa Newtons, que equivale akg.m/seg2.constante solarQuantidade de calor que incide sobre uma superfície teórica perpendicular aos raios solares e fora da atmosfera terrestre. Oastrofísico americano Charles Greeley Abbot (1872-1973) foi a primeira pessoa a calcular a constante solar. Quando a Terraestá a uma distância média do Sol, o valor aceito é de 2 calorias por minuto por centímetro quadrado, o que equivale a 1,3quilowatt por metro quadrado. A constante solar apresenta uma variação de 1 a 2% devido à atividade solar variável.constelação1. Região do Céu ocupada por uma configuração idealizada de um conjunto de estrelas batizadas com um nome tradicional. Otermo constelação como grupo de estrelas ainda hoje existe na linguagem vulgar, mas para o astrônomo deixou de ser ocoletivo de estrelas para designar uma região da esfera celeste. Essa nova definição começou a ser usado em 1925, quando aUnião Astronômica Internacional (veja IAU) regulamentou as denominações (latinas) e as suas abreviaturas, assim como oslimites das 88 constelações.2. Grupo de estrelas.constelação zodiacalUma das treze constelações atravessadas pela eclíptica e ao longo das quais o Sol e os planetas parecem se deslocaranualmente. As constelações zodiacais são: Aries (Carneiro), Taurus (Touro), Gemini (Gêmeos), Cancer (Caranguejo), Leo(Leão), Virgo (Virgem), Libra (Balança) Scorpius (Escorpião), Sagittarius (Sagitário), Capricornus (Capricórnio), Aquarius(Aquário), Pisces (Peixes) e Ophiuchus (Ofiúco). O termo zodíaco vem do grego e quer dizer "caminho dos animais", porque amaioria das constelações zodiacais são animais.
  29. 29. convecçãoMovimento que produz o calor na matéria fluida.coordenadas areográficasCoordenadas esféricas de um ponto da superfície do planeta Marte, em relação ao seu disco aparente.coordenadas geocêntricasCoordenadas esféricas de um ponto da esfera celeste, referidas ao centro da Terra.coordenadas heliográficasCoordenadas esféricas de um astro ou de um ponto na superfície do Sol, em relação ao seu disco aparente.coordenadas planetográficasCoordenadas esféricas de um ponto da superfície de um planeta em relação ao seu disco aparente.coordenadas selenográficasCoordenadas esféricas de um ponto da superfície lunar em relação ao disco aparente da Lua.coordenada tangencialCoordenada da projeção cônica de um astro sobre o plano tangente à esfera celeste.coordenadas topocêntricasCoordenadas esféricas de um ponto da esfera celeste, referidas ao local da observação.Copérnico (1473-1543)Nicolaus Copernicus - Astrônomo polonês, autor da teoria heliocêntrica segundo a qual a Terra e os outros planetas gravitamem torno do Sol. Apesar dos antigos filósofos Ecphantus, Heraclides, Hicetas e Philolaus acreditarem que o universo eraheliocêntrico, a visão predominante na época de Copérnico era a do universo geocêntrico. Em 1543, Copérnico publicou suasidéias sobre o universo heliocêntrico em seu livro De Revolutionibus Orbium Coelestium (Sobre as Revoluções das EsferasCelestiais). Ele acreditava que a Terra e outros planetas descreviam órbitas circulares em volta do Sol.Cor Caroli (Alpha Canum Venaticorum)Coração de Carlos, expressão latina em homenagem a Carlos II, rei da Inglaterra, proposta por Flamsteed para substituir aconstelação dos Cães de Caça. Tal designação não permaneceu para a constelação mas para a estrela.CordéliaSatélite de Urano descoberto em 1986 pela sonda espacial Voyager 2.coroa solarCamada exterior da atmosfera do Sol, que se sobrepõe a cromosfera. Estende-se em todas as direções eatinge distâncias maiores que o diâmetro solar. Visível por ocasião dos eclipses - ou por meio do coronógrafo -apresenta uma temperatura não uniforme e superior a da superfície do Sol, devido ao transporte magnético da energia donúcleo.coronógrafoAparelho introduzido na Astronomia em 1931 a fim de criar, artificialmente, um eclipse total do Sol, e assim permitir o estudopermanente da coroa solar, que de outro modo só seria visível por ocasião desse fenômeno.corpo perturbadorAstro cuja atração modifica a órbita de outro em torno de um terceiro.
  30. 30. corpo pré-estelarMassa de matéria de grande volume e pequena densidade, a qual, segundo as hipóteses cosmogônicas, se transformaránuma estrela pelo efeito de contração e ativação de reações nucleares.cosmografiaVeja astronomia descritiva.cosmologiaDo grego kosmos, universo e logos, discurso. Tratado das leis gerais ou princípios que regem o mundo físico e que estuda aconstituição e estrutura da matéria do universo, sua evolução e propriedades.cosmologia Alfvén-KleinModelo cosmológico em que o Universo inicial é descrito como gigantesca nuvem esférica colapsante de matéria eantimatéria. Quando a densidade crítica é alcançada, a matéria e a antimatéria começam a se aniquilar, e a resultanteliberação de radiação e energia provoca o Universo em expansão. Dentro do atual conhecimento observacional do Universo,em especial considerando a pequena quantidade de radiação gama registrada, é muito difícil aceitar esse modelo como omais provável.cosmologia newtonianaModelo cosmológico muito simples, que inclui modelos comuns de big-bang, que podem derivar da teoria clássica dagravitação de Newton.cosmologia relativistaCosmologia desenvolvida com base na teoria geral da relatividade de Einstein.cosmonomiaParte da astronomia que se relaciona com as leis cósmicas.cosmosDo grego kosmos, universo. Significa o universo concebido como sistema ordenado e harmônico.crateraDo grego krater, vaso em forma de taça. Formação típica do solo lunar, abundante também em outros planetas e satélites decomposição rochosa, devendo-se tanto a vulcanismo quanto a impactos de meteoritos.cratera de impactoO buraco que fica na superfície de um astro, por exemplo um planeta ou um satélite, devido a colisão de um meteorito.CressidaSatélite de Urano descoberto em 1986 pela sonda espacial Voyager 2.cromosferaNível inferior da atmosfera solar entre a fotosfera e a coroa. É visível durante os eclipses solares totais. Tão pálida que éofuscada pelas demais, a cromosfera é composta por uma camada de gás, de aproximadamente 16.000 km de espessura,cuja temperatura oscila entre 5.000º K a mais de 10.000º K. Sendo a cromosfera tão fina, quando comparada às outrascamadas do Sol, parece que ela não gera muita luz. A cromosfera expele jatos de gás quente chamados espículas, quepodem atingir 16.000 km de altura. Graças a essas espículas, a cromosfera consegue enviar material para a coroa solar.Cujam (Omega Herculis)Caia, palavra latina empregada por Horácio para o clube de Hércules. A forma Cujam provém de Caiam, acusativo de Caia. Oclube de Hércules foi uma constelação proposta por Plínio.
  31. 31. culminação 1. Ponto mais alto alcançado por uma estrela. A culminação de um objeto celeste acontece quando ele cruza o meridiano. 2. Focar as partes de um telescópio para obter uma imagem clara.cúmuloVer aglomerado.cúmulo galácticoVer aglomerado galáctico.cúmulo globularVer aglomerado globular.Cursa (Beta Eridani)Cadeira, vocábulo oriundo da expressão árabe Al Kursiyy al Jauzah, que significa supedâneo ou escabelo.curvatura do espaçoOndulação no espaço provocada pela força gravitacional de um corpo celeste. Antigamente os cientistas avaliavam o espaçoutilizando a teoria da geometria Euclidiana, onde a menor distância entre dois pontos é uma linha reta. Contudo, a superfícieda Terra não é assim, como também não é o espaço. De acordo com a teoria da relatividade de Einstein, o espaço pode sertão alterado por corpos de grande massa que não pode ser avaliado pela teoria Euclidiana. Se o espaço fosse um grandetrampolim, as massas, tais como a da Terra, do Sol e dos buracos negros , seriam as bolas de basquete. Se fossem colocadasno trampolim, elas formariam uma depressão em forma de curva e a menor distância entre dois pontos na curva seria umacurva e não uma linha reta. Conseqüentemente, embora o espaço não seja tão simples quanto uma estrutura Euclidiana, suareal natureza é ainda desconhecida.DDabih (Beta Capricorni)Carniceiro, vocábulo proveniente da expressão árabe Al Sad al Dhabih, a Sorte do Carniceiro.dArrest, Heinrich Louis (1822-1875)Astrônomo dinamarquês e o co-descobridor de Netuno em 1846, juntamente com Galle. Ele auxiliou Galle nas primeirasobservações de Netuno.data julianaSistema de datas, iniciado por Scaliger em 1582, usado para assinalar os acontecimentos históricos e prever os eclipses.Cada dia começa ao meio-dia e não a meses ou anos: os dias são numerados em seqüência.declinaçãoUma das duas coordenadas equatoriais. Distância angular entre o equador celeste e o corpo que está sendo observado. Se ocorpo estiver no hemisfério celeste norte, a declinação é positiva, se estiver no hemisfério celeste sul, é negativa. Como sópodemos medir do equador a um pólo, as declinações expressam-se em graus e seus divisores e variam de 0° (zero graus,quando no equador celeste) até 90° (ou +90°, quando se trata do hemisfério norte) ou a -90° (quando se trata do hemisfériosul). Equivale à latitude na esfera celeste.declinação magnéticaMedida do ângulo formado pela direção do meridiano geográfico e pela agulha magnética de uma bússola, indispensável paraa correta orientação desta.
  32. 32. DeimosDeimos (MII) é um satélite de Marte e foi descoberto em 1877 por A. Hall. Deimos, nome que significa"terror", é o menor dos dois pequenos satélites de Marte. Deimos tem somente 12,6 km de lado a lado.Sua órbita está a uma distância média de 23.000 km do planeta. Não é descartada a possibilidade deque Deimos seja um asteróide capturado por Marte.Deneb (Alpha Cygni)A Cauda, vocábulo árabe que designa inúmeras estrelas, das quais a mais notável é a Alfa do Cisne.Deneb Algiedi (Delta Capricorni)A Cauda da Cabra, segundo Ulug Beg, este provém da expressão árabe Al Dhanab al Jady, ou seja, a cauda da cabra. Estaestrela é, às vezes, denominada de Scheddi, designação habitual de Gamma Capricorni.Deneb Kaitos (Beta Ceti)A Cauda da Baleia, nome árabe.Denebola (Beta Leonis)A Cauda do Leão, nome árabe.densidadeRelação entre a massa e o volume dos corpos. Também chamado massa específica. Medida em gramas por centímetro cúbico(ou quilogramas por litro).DesdemonaSatélite de Urano descoberto em 1986 pela sonda espacial Voyager 2.DespinaDespina é um satélite de Netuno que foi descoberto em 1989 pela sonda espacial Voyager 2. Despina éum satélite muito pequeno, com cerca de 148 km de diâmetro. Ele está em órbita a cerca de 52.530 kmdo centro de Netuno.Dheneb (Zeta Aquilae)A Cauda, vocábulo oriundo da locução árabe Al Dhanab al Okab, isto é, a cauda da Águia.diaDenomina-se assim o tempo que a Terra utiliza para completar cada rotação. Um dia sideral é o período de rotação comreferência às estrelas (23h 56m 4,091s de tempo solar médio). Um dia solar é o intervalo entre dois meio-dias sucessivos(24h 4m 56,555s de tempo sideral médio). É um pouco mais longo que o dia sideral, porque o Sol se move para o Leste aolongo da trajetória eclíptica.Diadem (Alpha Comae Berenicis)O Diadema, nome de origem latina empregada por Plínio em sua História Natural.diagrama de Hertzprung-RusselRepresentação das estrelas segundo seus tipos espectrais e sua magnitude, obtido em 1905 por Hertzprung e por Russel em1915. Através dele nota-se que as estrelas agrupam-se em certas zonas, indicativo de suas características e estruturainterna, o que permite o estudo das teorias sobre a evolução estelar.diâmetro angularMedida, em graus, de quão grande um objeto aparece no céu. Uma coincidência interessante é que o Sol e a Lua apresentamo mesmo diâmetro angular (aproximadamente meio grau).
  33. 33. diâmetro aparente1. Diâmetro aparente de um astro é o ângulo ao vértice de um cone circunscrito ao astro, sendo esse vértice o ponto deobservação.2. Diâmetro aparente de um objeto deduzido de uma medida, na hipótese de uma distribuição uniforme da sualuminescência. Esse valor é, às vezes, denominado de diâmetro aparente observado ou equivalente.Dicke, Robert Henry (1916)Físico americano que, nos anos 60, demonstrou experimentalmente o princípio da equivalência, que diz que todos os objetoscaem na mesma velocidade quando sujeitos à força da gravidade. Em 1964, ele se propôs a procurar a radiação cósmica defundo (que aliás já foi encontrada) que teria sido deixada pelo Big Bang.dicotomiaO ponto em que a Lua, Mercúrio ou Vênus estão exatamente à meia fase.difraçãoDesvio da radiação eletromagnética (luz, ondas ultra-violetas, etc) à medida que ela passa ao redor dos objetos. A radiaçãocom ondas mais longas se curva mais. A difração cria discos de ar ou círculos de luz, com falsos anéis à sua volta, nostelescópios que não possuem boa resolução. A difração é um dos fatores que fazem com que as sombras não tenhamcontornos na ponta.digressãoAfastamento angular de um astro em relação a um ponto fixo, que tanto pode ser o pólo para as estrelas circumpolares comoo Sol para os planetas inferiores. Veja elongação.DioneDione (SIV) é um satélite de Saturno e foi descoberto, em 1684, por G. D. Cassini. Ele tem um diâmetro de1.120 km, aproximadamente. Sua superfície é gelada com crateras, planícies e faixas de material brilhante.Algumas de suas crateras tem mais de 100 km de largura. Dione está em órbita a uma distância média de378.115 km de Saturno, e gira em torno do planeta em aproximadamente, 65,75 horas, sempre com omesmo lado de voltado para Saturno.dioptraVeja quadrante solar.Diphda (Beta Ceti)A Rã, nome árabe.Dirac, Paul (1902-1984)Físico inglês ganhador do Nobel de Física em 1933. Previu a existência do pósitron, antipartícula do elétron, e suas pesquisaslevaram a formulação do princípio antrópico, segundo o qual o universo está estruturado de tal forma que produz forças epartículas compatíveis com o surgimento de formas de vida inteligentes.discoSuperfície visível do Sol (ou de qualquer corpo celeste) projetada sobre o céu.disco de acreaçãoDisco de matéria que orbita ao redor de um buraco negro.disco planetárioProjeção de um planeta sobre a esfera celeste, a qual constitui a imagem observável através de um telescópio.
  34. 34. dispersãoDivisão da radiação em seus componentes de comprimento de onda através de refração. Um exemplo conhecido é autilização de um prisma para formar um espectro a partir de luz branca ou um arco-íris quando a luz do sol passa através dasgotas d’água na atmosfera.distância angularMedida, em graus, da distância aparente entre os corpos celestes no céu.distância cosmológicaDistância estabelecida por intermédio de processos em que se aceita a validade da relação de Hubble (veja lei de Hubble)entre os desvios para o vermelho e as distâncias.distância focalDistância entre a lente ou o espelho de um telescópio e a imagem formada.distância médiaVeja semi-eixo maior.distância periéliaDistância de um astro do sistema solar ao Sol no instante da passagem desse astro pelo periélio.distância polarArco de círculo horário de um dado astro, a começar do pólo celeste norte, ou do pólo celeste sul, até o astro, o que faz queseja o complemento da declinação. Conta-se também a distância polar só a partir do pólo celeste norte, de 0° a 180°.distância zenitalDistância angular de um ponto do zênite.Dobson, JohnLegendário astrônomo amador que popularizou a astronomia nos anos 60. Ele e seus amigos, que formavam a associação dos"Astrônomos das Calçadas de São Francisco", visitaram diversos parques na costa oeste dos Estados Unidos, ensinandoastronomia a milhões de visitantes. Sendo um incrível construtor de telescópios, Todos seus telescópios foram construídos àpartir de sucata. A montagem simples e eficiente que Dobson inventou se popularizou entre os astrônomos amadores comomontagem dobsoniana.Dobsoniana, montagemMontagem de telescópio que, normalmente é feita com telescópios newtonianos, apoia-se em uma estrutura em formato decaixa, que permitem a movimentação altazimutal. Esta montagem é muito apreciada pelos astrônomos amadores devido aoseu baixo custo e praticidade.Dollfus, Audouin Charles (1924)Astrônomo francês que descobriu Janus, a décima lua de Saturno, em 15 de dezembro de 1966.doppler (efeito)Mudança aparente no comprimento de onda do som ou da luz causada pelo movimento da fonte, do observador ou de ambos.draconíticoRelativo aos nodos da órbita de um astro.
  35. 35. Drake, Frank Donald (1930)Astrônomo americano que, durante o Projeto Ozma em 1960, focou com um telescópio de 26 m as estrelas Tau Ceti e Épsilonde Erídano à procura de sinais alienígenas. Ele também desenvolveu uma equação para calcular a probabilidade de encontraralienígenas. A equação diz que o número de civilizações avançadas na Via Láctea é igual à taxa média em que se formam asestrelas na Via Láctea, multiplicada pela fração de estrelas com sistemas planetários, pelo número de planetas que poderiam(por razões ecológicas) conter vida, pela fração de planeta onde existe vida, pela fração de planetas onde a vida sedesenvolve de forma inteligente, pela fração de planetas onde a vida inteligente cria sistemas de comunicação com outrosplanetas, pela média de vida das civilizações avançadas. Utilizando premissas e aproximações para todas estas variáveis,Drake deduziu que a aproximadamente 1.000.000 de civilizações avançadas na Via Láctea.Draper, Henry (1837-1882)Americano que, em 1872, fotografou pela primeira vez o espectro de uma estrela: Vega. Mais tarde fotografou o espectro daNebulosa de Órion.Dreyer, Johan Ludwig Emil (1852-1926)Americano que editou o Novo Catálogo Geral de Nebulosas e Aglomerados Siderais (NGC). Este catálogo foi publicado em1888, incluindo 7.840 corpos celestes.Dschubba (Delta Scorpii)A Fronte, nome árabe que designa a fronte do Escorpião.Dsiban (Phi Draconis)As Hienas, provém da expressão árabe Al Dhibain.Dubhe (Alpha Ursae Majoris)O Dorso do Urso, nome que provém da expressão árabe Dhahr-al-Doubb, e que indica a posição da estrela no dorso da Ursa.dupla-distânciaMétodo utilizado pela primeira vez pelo astrônomo russo F. G. W. von Struve (1793-1864) na determinação precisa dadistância entre dois astros muito próximos.Dyson, Sir Frank Watson (1868-1939)Astrônomo inglês que estudou a cromosfera e a coroa solar durante os eclipses. Em 1919, durante um eclipse , ajudou aconfirmar a teoria da relatividade de Einstein confirmando que a luz se curva devido à gravidade do sol.EeclipsesExistem dois tipos de eclipses: solares e lunares. Os eclipses solares ou do Sol ocorrem quando a Lua passa pela frente domesmo. Aparentemente, os dois corpos apresentam quase o mesmo tamanho. Quando estão exatamente alinhados, a Luacobre o brilhante disco solar durante um curto período, seja total ou parcial (nunca mais de 8 minutos, aproximadamente efreqüentemente muito menos). Quando o eclipse é total, a atmosfera solar (cromosfera, coroa e protuberâncias solares) podeser observada a olho nu. Quando o sol não fica totalmente coberto, o eclipse é parcial, e então não se aprecia o espetacularfenômeno em sua totalidade. Se a Lua encontrar-se perto do ponto mais distante possível da Terra (apogeu), apresenta umtamanho ligeiramente menor que o do Sol. Além disso, se há um perfeito alinhamento central, observa-se um aro do disco
  36. 36. solar em torno da Lua, constituindo o que se denomina eclipse anular que, naturalmente, impede o aparecimento dofenômeno em sua totalidade. O eclipse da Lua se produz quando esta passa através da sombra produzida pela Terra etambém pode ser total ou parcial. Geralmente, a Lua não desaparece totalmente, já que recebe uma leve luminosidade solargraças à difração da atmosfera que rodeia a Terra.eclíptica1. Plano da órbita terrestre. O plano da eclíptica é inclinado de 23º 27 em relação ao do equador.2. Círculo máximo da esfera celeste, que é a interseção do plano da eclíptica com a esfera celeste. Seu nome provém do fatode os eclipses só serem possíveis quando a Lua está muito próxima desse círculo.3. Trajetória aparente do Sol entre as estrelas.Ed Asich (Iota Draconis)A Hiena macho, provêm da expressão árabe Al Dhih, que deu origem às transliterações Ed Asich e Eddsich.Eddington, Sir Arthur Stanley (1882-1944)Astrofísico britânico, que durante o eclipse total de 1919 liderou uma equipe de cientistas que calculou a curvatura da luzprovocada pelo efeito gravitacional do Sol, o que ajudou a confirmar a Teoria da Relatividade de Einstein. Em 1924, eledescreveu a relação entre a massa e a luminosidade das estrelas, que diz que a massa de uma estrela determina a sualuminosidade. Ele também calculou a densidade da estrela Sirius B.efeito DopplerÉ o efeito que se revela como um deslocamento no espectro de um objeto devido a uma variação no comprimento de onda daluz emitida por ele. Este efeito ocorre quando o objeto que emite a radiação luminosa está ou se movendo na direção de umobservador (no caso a Terra) ou se afastando deste mesmo observador.efeito estufaEfeito que alguns gases da atmosfera produzem na superfície de um planeta. Consiste em reter parte do calor que chega àsuperfície, impedindo que seja refletido ao espaço. Este efeito regula a temperatura. Quanto maior é a quantidade de gasesque provocam esse fenômeno na atmosfera, maior é a temperatura na superfície do astro. Se a Terra não possuísseatmosfera, sua temperatura média seria de aproximadamente -30º C (-22º F) ao invés dos agradáveis 16º C (60,8º F). Poroutro lado, Vênus apresenta uma temperatura de superfície de 730 K devido ao efeito estufa.efeito ZeemanDivisão das linhas do espectro em seus componentes que ocorre quando uma fonte de luz encontra-se num campomagnético. Geralmente a emissão de luz ocorre quando os elétrons se movimentam dentro do átomo. Os campos magnéticosalteram o movimento dos elétrons e sua geração de luz. Este efeito foi descoberto por Pieter Zeeman em 1896; ele é muitoútil na identificação da presença e na determinação da força dos campos magnéticos ao redor das manchas solares, dasestrelas e de outros objetos celestes.efeméride1. Tabela que fornece, em intervalos regulares, as coordenadas de um astro.2. Livro publicado anualmente contendo várias efemérides e outras informações astronômicas.Einstein, Albert (1879-1955)Físico germano-americano. Desenvolveu as Teorias Especial e Geral da Relatividade, que, juntamente coma Mecânica Quântica, são o fundamento da física moderna.eixoUma linha reta imaginária na qual um objeto executa uma rotação.ElaraElara (JVII) é o 12o satélite de Júpiter, e foi descoberto em 1905, por C. Perrine. Muito pouco se sabe sobre ele. Com umdiâmetro de 80 km, Elara está em órbita a 11.737.000 km de Júpiter. Ele realiza uma volta completa em torno de Júpiter acada 259,6528 dias terrestres.Electra (17 Tauri)

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