PLANTAS DOENTES PELOUSO DE AGROTÓXICOSNovas bases de uma prevenção contradoenças e parasitas– A teoria da trofobiose –
FRANCIS CHABOUSSOUEDITORAEXPRESSÃO POPULARPLANTAS DOENTES PELOUSO DE AGROTÓXICOSNovas bases de uma prevenção contradoenças...
Copyright © 2006, by Editora Expressão PopularRevisão: Geraldo Martins de Azevedo FilhoProjeto gráfico, capa e diagramação...
SUMÁRIOAPRESENTAÇÃO .............................................................................................9PREFÁCIO...
À minha esposa, Jacqueline Thibault,que, em sua vida e sempre ao longo de minhacarreira, não cessou de me apoiar e de me d...
Os agricultores, estudantes, técnicos, pesquisadores e professo-res brasileiros têm, com esta obra, acesso a um texto fund...
10F R A N C I S C H A B O U S S O UAo longo desta obra, o leitor encontrará uma sólida argumenta-ção científica apoiada em...
P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S11demonstra Chaboussou, provoca uma perturbação na fisi...
12F R A N C I S C H A B O U S S O Usimples incorporação dos elementos que a análise química registracomo carentes – este c...
P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S13trofobiose, conformam o tripé sobre o qual se ergue a...
14F R A N C I S C H A B O U S S O Uuma conduta de produção sem veneno: o professor para levar aos seusalunos uma posição c...
P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S15substantivos resultados experimentais compõem, com a ...
Durante minhas aulas de entomologia e de ecologia, no InstitutNational Agronomique ou no curso superior de especialização ...
18F R A N C I S C H A B O U S S O UQue me seja permitido, antes de mais nada, apresentar o autora seus leitores, apesar de...
P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S19empreender uma tese de doutorado em ciências: por um ...
20F R A N C I S C H A B O U S S O U(particularmente inseticidas, contra larvas do cacho da uva;*oumesmo fungicidas) reperc...
P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S21mente incorporados na proteossíntese: desordem ou des...
22F R A N C I S C H A B O U S S O UEm suma, o autor, preocupado com a proteção das culturas con-tra seus parasitas ou suas...
P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S23sofrem de doenças cujas causas têm sua origem num exc...
24F R A N C I S C H A B O U S S O Uo que diz respeito à nutrição mineral da planta, seus desequilíbrios, suascarências. Ma...
P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S25O autor desta obra não contradiria o fato de que, des...
26F R A N C I S C H A B O U S S O Uvamente, desejar que a pesquisa se debruce, com atenção, sobre es-sas hipóteses emanada...
P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S27O Institut National de la Recherche Agronomique recen...
Uma eminente especialista em ácaros pôde observar: “Até 1945os ácaros fitófagos eram tidos como inimigos menores da agricu...
30F R A N C I S C H A B O U S S O UMais tarde, por outro lado, o DDT seria, de certa forma, subs-tituído em tais processos...
P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S31Em outras palavras: é necessário, daqui para frente, ...
32F R A N C I S C H A B O U S S O UDuas tarefas nos pareceram mais urgentes: primeiro, dar a expli-cação dos perigos que c...
P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S33PRIMEIRA PARTEPLANTAS DOENTES PELA QUÍMICA
1. DEFINIÇÃODa mesma forma que em patologia humana ou animal, enten-demos por “doença iatrogênica”, toda a afecção desenca...
36F R A N C I S C H A B O U S S O Udestruição dos inimigos naturais da nova praga. O freio estandosuprimido, o fitófago po...
P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S37(Panonychus ulmi, Koch), como de ácaros amarelos (Eot...
38F R A N C I S C H A B O U S S O UOutros insetos: essas multiplicações “anormais”, após tratamentosdas folhas com agrotóx...
P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S39B) Desenvolvimento de doenças fúngicasSobre este assu...
40F R A N C I S C H A B O U S S O U(ditiocarbamatos, como Maneb, Zineb e Propineb) tinham provo-cado um desenvolvimento al...
P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S41risco de se ver desenvolver, intensamente, o míldio, ...
42F R A N C I S C H A B O U S S O Uapressadamente qualificadas de “secundárias”. Assim, observávamos:“Ora, todos estes fen...
P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S43Face à mediocridade desses resultados, dos produtos o...
44F R A N C I S C H A B O U S S O Uutilizados mas, também, segundo a idade das folhas. Assim, puderamconstatar, especialme...
P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S45tamente contínuas e que mostram bem o decréscimo da e...
46F R A N C I S C H A B O U S S O UEstes autores parecem admitir, implicitamente, que o agrotóxicopode ter modificado, fav...
P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S47Número de F. Livres hibernantesDe E. carpini vitis Bo...
48F R A N C I S C H A B O U S S O UPopulação do pulgão pretoFig. 2. Multiplicação do pulgão preto da beterraba, Aphis faba...
P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S49Coeficiente de ataqueem 400 cachosFig. 3. Coeficiente...
50F R A N C I S C H A B O U S S O UCepapeso das folhasem gramasFig. 4. Resultados dos experimentos de controle de míldio, ...
P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S51Número médio de manchas por folhasFig. 5. Repercussõe...
52F R A N C I S C H A B O U S S O UPercentual de Eficácia, em comparação às testemunhasFig. 6. Eficácia de Oxicarboxin e d...
P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S53BIBLIOGRAFIAADAMS J.B. et DREW M.E. 1969. Grain aphid...
54F R A N C I S C H A B O U S S O Uen 1966. “Institut du Vin et lnstitut Viticole Oberlin”, Colmar.DUFRENOY J. 1936. Le tr...
P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S55INTRODUÇÃOAcreditamos ter mostrado que a proliferação...
56F R A N C I S C H A B O U S S O U1. AS DUAS CONCEPÇÕES DO DETERMINISMO DARESISTÊNCIAPelo termo “resistência” não entende...
P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S57de MOLOT (1969) – já vimos que em suas pesquisas sobr...
58F R A N C I S C H A B O U S S O UMOLOT (op. cit.) chega à conclusão que “quanto mais elevada fora concentração em glicíd...
P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S59concentração do fator A nos tecidos. Notemos, entreta...
60F R A N C I S C H A B O U S S O UAliás, o próprio BECK parece ter-se dado conta da insuficiência de suateoria da imunida...
P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S61Entretanto, a toxicidade dos fenóis em relação ao fun...
62F R A N C I S C H A B O U S S O USHIGEYASU (op. cit.) realizou com efeito, análises de folhas(sadias e doentes); um a ci...
P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S63Observemos rapidamente este processo que une a sensib...
64F R A N C I S C H A B O U S S O UEste ponto de vista – a priori bastante evidente – encontra-seconfirmado pelos trabalho...
P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S65vem ao nível da 7ª e 8ª folhas, continuando a se este...
66F R A N C I S C H A B O U S S O UMissouri ou Oklahoma, é porque a latitude diminui e, com ela, ocomprimento do dia.Parec...
P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S67te mesmo milho em relação a Diplodia ou da batata à r...
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –
Upcoming SlideShare
Loading in …5
×

PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –

5,230 views

Published on

Os agricultores, estudantes, técnicos, pesquisadores e professores brasileiros têm, com esta obra, acesso a um texto fundamental e pioneiro para se entender o verdadeiro e complexo processo de proteção das plantas da ação deletéria dos agentes parasitários: insetos, fungos, bactérias, vírus, ácaros, nematódeos, coccídeos.
Francis Chaboussou, ao enunciar, na década de 1970, a teoria da trofobiose, lançou um dos pilares da agroecologia. Com o ciclo do gás etileno no solo e com a teoria da transmutação dos elementos de Kervran, a teoria da trofobiose forma a base em que se apóia a produção de alimentos limpos, sadios, dispensando o uso de agrotóxicos* e de fertilizantes solúveis de síntese química.

  • Be the first to comment

PLANTAS DOENTES PELO USO DE AGROTÓXICOS Novas bases de uma prevenção contra doenças e parasitas – A teoria da trofobiose –

  1. 1. PLANTAS DOENTES PELOUSO DE AGROTÓXICOSNovas bases de uma prevenção contradoenças e parasitas– A teoria da trofobiose –
  2. 2. FRANCIS CHABOUSSOUEDITORAEXPRESSÃO POPULARPLANTAS DOENTES PELOUSO DE AGROTÓXICOSNovas bases de uma prevenção contradoenças e parasitas– A teoria da trofobiose –
  3. 3. Copyright © 2006, by Editora Expressão PopularRevisão: Geraldo Martins de Azevedo FilhoProjeto gráfico, capa e diagramação: ZAP DesignImpressão e acabamento: CromoseteTodos os direitos reservados.Nenhuma parte deste livro pode ser utilizadaou reproduzida sem a autorização da editora.1aedição: janeiro de 2006EDITORA EXPRESSÃO POPULARRua Abolição, 266 - Bela VistaCEP 01319-010 – São Paulo-SPFone/Fax: (11) 3112-0941vendas@expressaopopular.com.brwww.expressaopopular.com.brISBN 85-87394-87-8Prefácio: Paul PessonRevisão técnica e apresentação: Luiz Carlos Pinheiro MachadoTradução: Maria José Guazzelli
  4. 4. SUMÁRIOAPRESENTAÇÃO .............................................................................................9PREFÁCIO ...................................................................................................... 11
  5. 5. À minha esposa, Jacqueline Thibault,que, em sua vida e sempre ao longo de minhacarreira, não cessou de me apoiar e de me daro exemplo de coragem e de determinação.AgradecimentosÀ Editora L&PM, de Porto Alegre/RS,pela concessão dos direitos de tradução;À Patrícia Karina Ferraz da Rosa porsua magnífica digitalização;À Ariana Gomide Porro Ferrari pelaajuda na revisão gráfica do texto.
  6. 6. Os agricultores, estudantes, técnicos, pesquisadores e professo-res brasileiros têm, com esta obra, acesso a um texto fundamental epioneiro para se entender o verdadeiro e complexo processo de pro-teção das plantas da ação deletéria dos agentes parasitários: insetos,fungos, bactérias, vírus, ácaros, nematódeos, coccídeos.Francis Chaboussou, ao enunciar, na década de 1970, a teoria datrofobiose, lançou um dos pilares da agroecologia. Com o ciclo do gásetileno no solo e com a teoria da transmutação dos elementos deKervran, a teoria da trofobiose forma a base em que se apóia a pro-dução de alimentos limpos, sadios, dispensando o uso de agrotóxicos*e de fertilizantes solúveis de síntese química.APRESENTAÇÃO*A tradução literal do título deste livro em francês é As plantas doentes pelospesticidas (Les plantes malades des pestícides). Entretanto, no Brasil, a partir dadécada de 1970, os pesticidas agrícolas passaram a ser chamados de agrotóxicos,denominação, sem dúvida, mais apropriada e usada na tradução original, posiçãoseguida nesta revisão. (N. do R.)
  7. 7. 10F R A N C I S C H A B O U S S O UAo longo desta obra, o leitor encontrará uma sólida argumenta-ção científica apoiada em extensa e qualificada bibliografia, demons-trando que os parasitas não atacam as plantas cujos sistemasnutricionais estejam equilibrados. Isto porque, os parasitas têm umaparticularidade fisiológica: seu equipamento enzimático digestivo écarente ou insuficiente em enzimas proteolíticas, isto é, enzimas quedesdobram as proteínas em substâncias mais simples, como osaminoácidos, assimiláveis pelos organismos. Esse fato, simples, e atémesmo primário, explica porque os fertilizantes solúveis e osagrotóxicos atraem os parasitas, gerando, assim, um ciclo de depen-dência. Logo, a questão fundamental na proteção das plantas à açãodos parasitas é desenvolver um processo produtivo que permita à plan-ta chegar a um ótimo de proteossíntese, ou seja, à formação de subs-tâncias mais complexas, como as proteínas, que demandam a ação deenzimas para serem desdobradas e utilizadas. Nós que nos preocu-pávamos com a produção agrícola limpa – animal e vegetal – nãotínhamos, até Chaboussou, as formulação e sustentação teórica deuma prática milenar, conhecida e difundida pelos verdadeirosagroecologistas: as plantas cultivadas em solos ricos em matéria or-gânica, proveniente de esterco, não são atacadas por pragas e doen-ças: este fato é explicado pela teoria da trofobiose, pois a nutrição dasplantas com substâncias complexas gera uma predominância daproteossíntese, circunstância fisiológica adversa aos parasitas.Chaboussou, como Voisin, apresenta suas posições e os resultadosdas pesquisas que deram embasamento à sua teoria e as suas conclusões(e parece ser uma “técnica” francesa...) de forma repetitiva e aparente-mente, “paciente”. Na verdade, é uma forma sutil de “ganhar” o lei-tor para suas posições. Por outro lado, Chaboussou, não só apresentaa sua teoria da trofobiose, como denuncia, comprovadamente, o apa-recimento de novas doenças pelo efeito do emprego de agrotóxicos.O estudo dos desequilíbrios biológicos produzidos pelos diferen-tes tratamentos convencionais, antes de controlar os parasitas, como
  8. 8. P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S11demonstra Chaboussou, provoca uma perturbação na fisiologia dasplantas trazendo, em conseqüência, o agravamento do problemainclusive, transformando em parasitas seres que, antes, mantinhamum convívio harmônico com a plantas. São, como chamou o autor,as doenças iatrogênicas, isto é, doenças provocadas pelo uso de supos-tos remédios.Não é acidental e nem sem causa, que as poucas dezenas de pra-gas e doenças vegetais registradas há pouco mais de meio século, hojechega à casa do milhar. Não é acidental, também, que os alertas deHoward, Russell, Rusch, Voisin, Faulkner e tantos outros têm sido,até mesmo menosprezados, pela ciência convencional: há, nessa área,um poderoso jogo de interesses, cuja conta os produtores agrícolas –pequenos, médios e grandes, todos – estão pagando, com o uso cres-cente dos agrotóxicos e fertilizantes. É bem recente o fracasso da“revolução verde” para confirmar o que está dito e dispensar maiorescomentários sobre o assunto, da mesma forma do que está acontecen-do com o “agronegócio”, apresentado como panacéia e, hoje, sobre-vivendo em crise sobre crise.Chaboussou identificou as causas do problema. Propõe comosolução, essencialmente, a correção das carências de elementos mine-rais no solo, especialmente dos microelementos. Nesse ponto, o ci-entista expôs ao mundo e de maneira inequíosca, que a causa dasinfestações parasitárias é, principalmente, os desequilíbriosnutricionais: é a predominância na fisiologia da planta, da proteólisesobre a proteossíntese. Este cientista, ainda preso a uma condutaconvencional que ele próprio “destrói”, propõe uma solução basea-da na correção em elementos minerais do solo, com ênfase nosmicroelementos, isto é, um caminho convencional.Ora, o equilíbrio da composição mineral do solo é condição sinequa non para a sua fertilidade. Não é esta a questão em discussão. Oproblema é como alcançar esse equilíbrio. O caminho proposto porChaboussou – da correção mecânica das deficiências do solo com a
  9. 9. 12F R A N C I S C H A B O U S S O Usimples incorporação dos elementos que a análise química registracomo carentes – este caminho entra em contradição com sua própriateoria: se o balanço proteossíntese – proteólise, processo fisiológicointerno da planta, é a base da proteção vegetal contra os parasitasquando esse balanço é favorável à proteossíntese, as plantas estãoprotegidas. Entretanto, o mecanismo de proteção é pouco conheci-do mas, seguramente, é desencadeado a partir de fatores bióticos, nosquais os microrganismos do solo desempenham papel preponderante.E, seguramente, é através desse mecanismo que o solo se desintoxica,se equilibra e passa a ser um integrante ativo no processo. Na propo-sição da simples correção das eventuais carências, o solo é apenas umreceptáculo passivo.Em diversas oportunidades, especialmente nos últimos capítu-los, Chaboussou recomenda a aplicação de fertilizantes, com a fina-lidade de corrigir os desequilíbrios do solo, especialmente demicroelementos. Trata-se de uma contradição com sua própria teo-ria da trofobiose. É que, o solo desintoxicado e manejado corretamen-te dispensa o uso de adubos como, aliás, estabelece a nossa lei defertilidade crescente (A fertilidade do solo, quando manejado sem agres-são – aração e procedimentos similares – e com técnicas que estimulem abiocenose é crescente, indo a limites ainda não identificados).Portanto, a partir da teoria da trofobiose, que é a linha mestra doprocesso, devemos pesquisar os meios bióticos de correção dos solosque têm sido agredidos por decênios pela agricultura predatória. Éa partir do equilíbrio biocenótico da fertilidade do solo que se abreo caminho para a produção de alimentos limpos, com a dispensa deagrotóxicos e fertilizantes solúveis. Se o processo for conduzidodialeticamente a partir da participação do animal na desintoxicaçãodo solo e na manutenção e melhoria de sua fertilidade, poder-se-ádispensar o uso de quaisquer produtos químicos externos ao solo,porque, com manejo correto, desencadeiam-se o ciclo etileno e atransmutação dos elementos com baixa energia, os quais, com a
  10. 10. P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S13trofobiose, conformam o tripé sobre o qual se ergue a produçãoagroecológica. Isto, naturalmente, com a sustentação energética daeficiente e gratuita energia solar.Este livro deixa numerosos ensinamentos e aguça a curiosidadepara uma série de questões. Talvez, porém, a questão mais significa-tiva diga respeito à atividade dos pesquisadores – fitopatólogos eentomólogos. Modo geral, nossos cientistas debruçam-se sobre oestudo de determinada praga ou doença, pesquisando profundamen-te aspectos específicos e fazendo um controle com o objetivo da eli-minação do parasita. Talvez fosse aconselhável uma análise maisampla, holística, a começar pelo equilíbrio metabólico e pelas neces-sidades nutricionais da planta.Dou um exemplo. No início do projeto Alegria, em Taquara, RioGrande do Sul, em 1964, a infestação de saúva era extremamenteintensa. Com o decorrer do tempo, graças ao manejo do PastoreioRacional Voisin, com a desintoxicação do solo e ausência completade agrotóxicos e fertilizantes, as saúvas desapareceram, mas as áreasvizinhas continuaram infestadas. Por quê? A ciência convencional nãotem explicação para este fato e, diante do fato, fica-se com o fato edesprezam-se as teorias ainda que esposadas por grandes nomes, comodiria Claude Bernard.O desaparecimento natural das saúvas deve ser pesquisado sobuma ótica inspirada na análise dos fatores externos que, certamente,interferem nas questões internas do inseto. Em outras palavras, atravésde uma análise holística, em que os fatores bióticos e abióticos emsuas interrelações e contradições levam às causas dos problemas e sobreelas recaí a ação humana. Trabalhar sempre sobre as causas e não sobreos efeitos, no caso, as pragas e doenças.Todos devem ler e meditar sobre este texto: os produtores, paraquestionarem seus técnicos quando esses recomendam agrotóxicos eou adubos solúveis; os estudantes, para indagarem a seus professoressobre as posições de Chaboussou; os técnicos, para se capacitarem a
  11. 11. 14F R A N C I S C H A B O U S S O Uuma conduta de produção sem veneno: o professor para levar aos seusalunos uma posição contrária à agronomia convencional e, finalmente,àqueles pesquisadores, que se distanciaram da realidade que desçamde seu frágil pedestal e venham para a planície onde está a vida e,portanto, a verdade.Quanto às pesquisas fitopatológicas e entomológicas cabe umareflexão: a quase totalidade dessas pesquisas concentra-se em elimi-nar (se possível) o parasita. A partir das informações deste texto, seriadesejável que se conhecesse o contexto ambiental – manejo e fertili-dade do solo, clima, vegetação espontânea, uso de agrotóxicos e fer-tilizantes solúveis – e relacionar o aparecimento dos parasitas comesses fatores, como Chaboussou analisa a partir do quarto capítulo.Chaboussou, por sua formação e por seu campo de pesquisa,dedicou-se ao controle de parasitas das plantas. Como pesquisadoreclético, porém, não esqueceu os animais. Para isso, dedicou, sob otítulo de “A agricultura biológica e a saúde dos vertebrados”, parte dooitavo capítulo às repercussões dos desequilíbrios nutricionais à saúdeanimal e seus produtos.A aplicação da teoria da trofobiose – ao dispensar o uso dosagrotóxicos e adubos solúveis – reveste-se de importância singular naproteção ambiental. Essa é, por outro lado, questão transcendentalpara a própria sobrevivência da espécie humana. As conseqüências dadilapidação ambiental são noticiadas cada vez com maior freqüência:recentemente, a redução do tamanho das ostras cultivadas na baía deFlorianópolis motivada pela elevação da temperatura da água do mar,é um exemplo.A biocenose viabiliza o desencadeamento de importantes proces-sos em solos ricos em matéria orgânica, porosos e com limitadacompactação, pois se ativa a “nutrição das plantas, via compostosorgânicos mais complexos, que seriam absorvidos diretamente pelasraízes e serviriam de base à construção, pela planta, de seus consti-tuintes, especialmente das proteínas”. Essa teoria, alicerçada em
  12. 12. P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S15substantivos resultados experimentais compõem, com a teoria datrofobiose de Chaboussou, a base de um novo e instigante paradigma,este livre das perniciosas dependências econômicas, recuperando osentido dialético e, por isso mesmo verdadeiro, da desgastada expres-são “trabalhar com a natureza”. Aí está para os cientistas sem precon-ceitos e para os agricultores pesquisadores, a porta aberta para aconstrução de uma doutrina que ofereça aos produtores a tecnologiada vida, na qual se alcançaria a maravilhosa harmonia da natureza com“sua própria consciência, o humano”. Esta construção estará conclu-ída quando a ciência puder desenvolver um modelo de produçãocapaz de alimentar a humanidade, sem dilapidação dos recursos nãorenováveis, através do maravilhoso trabalho da vida do solo, em har-monia com a máxima captação da energia solar pela fotossíntese.A Editora Expressão Popular a reeditar e a Editora L&PM, a cederos direitos de tradução para a republicação em português, da obra deChaboussou – a quem os leitores devem agradecer – põem à dispo-sição dos agricultores, estudantes, técnicos, pesquisadores e profes-sores, um corpo de doutrina inédito na literatura científicaagronômica nacional, que constitui o primeiro pilar para a produçãolimpa, sem venenos, dispensando agrotóxicos e fertilizantes solúveisde síntese química. É a partir da compreensão da indispensabilidadedo emprego de insumos energéticos de origem solar e da dinâmicada vida do solo, que se constrói a agricultura limpa, rentável e sus-tentável, isto é, que se põe, em prática, a verdadeira agroecologia,caminho seguro para perpetuar a produção de alimentos limpos,como a própria sobrevivência da humanidade está a exigir.Porto Alegre, RS, Verão de 2006.Prof. Dr. Luiz Carlos Pinheiro MachadoPresidente do Instituto André Voisinprvpinheiro@terra.com.brlcpm@cca.ufsc.br
  13. 13. Durante minhas aulas de entomologia e de ecologia, no InstitutNational Agronomique ou no curso superior de especialização doDEA*de entomologia, na Universidade de Paris-VI, freqüentementetive a ocasião de apresentar a meus alunos os trabalhos de meu cole-ga Francis Chaboussou e sua teoria da trofobiose. É um prazer paramim, hoje, apresentar sua obra ao grande público.Ao fazê-lo, desejaria me esforçar para fazer o leitor compreender aextrema importância desta obra, que propõe aos pesquisadores agrôno-mos, e aos agricultores, um conceito original e novos caminhos, queresultam de uma reflexão madura baseada tanto nas pesquisas pesso-ais do autor, como nos múltiplos dados experimentais de origem in-ternacional, oriundos dos laboratórios ou das condições de campo.PREFÁCIO*Diplôme d’Etudes Approfondies (Diploma de Estudos Aprofundados). (N. da T.)
  14. 14. 18F R A N C I S C H A B O U S S O UQue me seja permitido, antes de mais nada, apresentar o autora seus leitores, apesar de ser bem conhecido nos meios da pesquisaagronômica, na França e no exterior.Biólogo de formação, diplomou-se na Universidade de Bordeaux.Ali beneficiou-se dos ensinamentos de entomologia do prof. Feytaud,e de zoologia e biologia dos professores Avel e Bounhiol. Em 1933,entra, como jovem pesquisador, no Institut National de la RechercheAgronomique. Nomeado para a Estação de Zoologia do Centro dePesquisas Agronômicas de Bordeaux, na região de La Grande Ferrade,em Pont-de-la-Maye, aí desenvolverá toda sua carreira, encerrando-a em 1976, como Diretor de Pesquisa e Diretor da Estação de Zo-ologia desse Centro.Nesta função, ele teve, inicialmente, a oportunidade de abordarproblemas entomológicos da época, como a reprodução de umcarabídeo, predador de um coleóptero do gênero Leptinotarsa,*ele-mento potencial de controle dessa praga, de importação recente ou,ainda, a invasão imprevista de gafanhotos migradores em Landes,seguida de incêndios florestais. Após, se veria confrontado com pro-blemas mais complexos e de grande importância econômica, envol-vendo as culturas frutíferas de Agenais, as culturas de milho de Landese, obviamente, as pragas dos vinhedos da região de Bordeaux. Eleformou, nessa época, alunos excelentes e colaboradores que assegu-raram sua sucessão e mantêm, hoje, a reputação do Centro de Pesqui-sas de Zoologia Agrícola do Sudoeste.A diversidade de problemas entomológicos que apareceram e anecessidade de propor soluções práticas de controle não haviam,então, permitido a Francis Chaboussou aprofundar-se no estudo deum assunto especificamente. Em 1960, entretanto, dois novos pro-blemas se lhe apresentaram e, sobre os quais, enfim, ele espera poder*Doryphore no original. Corresponde ao “Colorado potato beetle”. (N. Da T.)
  15. 15. P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S19empreender uma tese de doutorado em ciências: por um lado, oestudo dos atrativos sexuais elaborados por fêmeas virgens delepidópteros (feromônios) e sua aplicação no controle de urna lagartada videira,*por outro, a análise das causas do aparecimento e proli-feração de novas pragas em videiras, os ácaros fitófagos. Após ter bemencaminhado os estudos sobre a lagarta, ele confiou seu prossegui-mento a seus colaboradores e, a partir de então, consagrou-se de 1960a 1969 ao estudo de ácaros da videira. É no curso dessas pesquisas quese elabora o conceito da “trofobiose”, resultando na sua defesa de tese,em 1969, em Paris.A substituição dos arsenicais pelo DDT e por outros inseticidasorgânicos sintéticos, particularmente nos tratamentos dos pomarese vinhedos, teve como conseqüência a aparição, nos Estados Unidose Europa, de uma nova calamidade, os ácaros fitófagos, até entãorelativamente pouco danosos; estes microscópicos picadores e suga-dores de folhas provocam, por sua proliferação, prejuízos importan-tes aos vinhedos e pomares. A primeira explicação geral proposta foide que o DDT e outros inseticidas polivalentes de contato elimina-vam os predadores ou parasitas naturais desses ácaros fitófagos. Mas,esses predadores são, essencialmente, outros ácaros, de diversos gê-neros, e a hipótese não pôde ser confirmada.Para a videira, o problema apresentava-se sob um aspecto muitocomplexo, que Francis Chaboussou soube perfeitamente analisar. Trêsespécies de ácaros intervêm, cada uma podendo proliferar em perí-odos diferentes da estação e em função das datas de aplicação e danatureza dos diversos tratamentos inseticidas ou fitossanitários apli-cados à videira. Foi dissecando experimentalmente estes fenômenosque o autor conseguiu mostrar que a ação dos agrotóxicos utilizados**Po1ycrosis botrana. (N. da T.)*No original não existe a palavra agrotóxico. É usada a palavra pesticida. É,entretanto, correto o uso da palavra agrotóxico, criada por A. Paschoal em 1975.(N. do R).
  16. 16. 20F R A N C I S C H A B O U S S O U(particularmente inseticidas, contra larvas do cacho da uva;*oumesmo fungicidas) repercutia sobre os ácaros, por intermédio daplanta. Estes produtos provocam modificações no metabolismo daplanta, resultando num enriquecimento dos líquidos celulares oucirculantes em açúcares solúveis e aminoácidos livres. Os ácarosfitófagos picadores e sugadores dos tecidos vegetais encontram-se,assim, favorecidos na sua alimentação. Isto se traduz, conforme asespécies, por um aumento de sua fecundidade e de sua fertilidade,da velocidade do desenvolvimento e do número de gerações e mes-mo da longevidade. É, portanto, um fator trófico que está na origemdas proliferações dos ácaros fitófagos da videira. A esta dependênciaestreita entre as qualidades nutricionais da planta e seu parasita,Francis Chaboussou batizou de “trofobiose”. O termo já havia sidoutilizado pelos biologistas para designar as relações tróficas de algu-mas formigas com pulgões, aos quais elas dedicam cuidados particu-lares, mas o novo sentido dado pelo autor reveste-se de um grandeinteresse: é o próprio objeto do livro que ele nos apresenta hoje.Na realidade, lendo o livro de Francis Chaboussou, podemos nossurpreender por encontrarmos apenas citações breves de suas própriaspesquisas. Por isso, me parece justo sublinhar, aqui, sua importânciana origem do conceito de trofobiose, conceito que pesquisadoresposteriores confirmaram e ampliaram. Foi dessa forma que o autorpôde mostrar a ação de fatores edáficos (relação K/Ca) sobre as pro-liferações de certas cochonilhas de citros, no Marrocos; a incidênciada natureza do porta-enxerto sobre as reações de um mesmo enxer-to aos tratamentos fitossanitários (proliferações de ácaros fitófagos);e os efeitos favoráveis não-intencionais de certos acaricidas. Ocorreuma desordem ou desequilíbrio metabólico da planta, que se revelafavorável aos parasitas sempre que os açúcares solúveis e os aminoá-cidos livres dos tecidos vegetais estão em excesso, não estando normal-*Polychrosis botrama S. e Clysia ambiguella Hb. (N. da T.)
  17. 17. P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S21mente incorporados na proteossíntese: desordem ou desequilíbriometabólico da planta, que se revela favorável aos parasitos.As experiências se acumulam pelas pesquisas pessoais, bem comopela revisão bibliográfica. Esta hipótese é confirmada por novas de-monstrações e o autor procura aplicá-la às causas tróficas das doen-ças fúngicas e até de doenças viróticas.Os fungos parasitas são organismos osmotróficos que se nutrem,como os insetos e os ácaros sugadores de seiva, de açúcares eaminoácidos livres dos tecidos vegetais. Nada de surpreendente,portanto, no fato de que todo o enriquecimento dos tecidos comsubstâncias solúveis favoreça o desenvolvimento das micoses. Osnumerosos exemplos citados e analisados pelo autor, neste livro, sãoprovas deste fato.Buscando analisar, segundo os princípios de sua teoria datrofobiose, todos os casos “inexplicados” de proliferação de parasitas,de eclosão de micoses, de aparição de viroses, da ineficiência de cer-tos tratamentos; buscando explicar os efeitos indiretos ou inespera-dos de diversos tipos de agrotóxicos (herbicidas, fungicidas,inseticidas, acaricidas), Francis Chaboussou chama a atenção que sechega, sempre, à existência de desequilíbrio entre dois processosfundamentais da fisiologia vegetal: proteossíntese e proteólise.O autor tem consciência clara que esses dois processos são eminen-temente complexos e que os mecanismos e fatores em jogo são múltiplos.Da mesma maneira, ele põe em evidência os desequilíbrios do meiointerior da planta (teor em açúcares solúveis e em aminoácidos livres),revelando ou suspeitando de causas distantes indiretas, insidiosas: exces-sos de adubações nitrogenadas solúveis, desequilíbrios de correções de K,Ca, Mg; carência ou excesso em determinados oligoelementos,*muitosdos quais são fornecidos à planta pelos agrotóxicos.*O termo oligoelemento é usado nesta obra como sinônimo de microelemento,forma mais empregada no Brasil. Foi respeitada a forma original. (N. do R.)
  18. 18. 22F R A N C I S C H A B O U S S O UEm suma, o autor, preocupado com a proteção das culturas con-tra seus parasitas ou suas doenças, volta-se mais para a planta doenteque para o parasita ou agente infeccioso. Admite-se, de muito bomgrado, que o homem “que nada lhe falta” sofre, hoje, diversas afecções,que têm origem num excesso de bem-estar (excesso de carne, gordu-ras, açúcar, excesso de álcool, de fumo e, mesmo, excesso de medica-mentos), mas também num excesso de estresse ou de estímulos (excessode barulho ou de agitação, excesso de automóvel ou de TV). As plan-tas cultivadas, em particular aquelas culturas industriais, são postas emcompetição permanente, para um crescimento mais rápido, uma pro-dução mais abundante, uma qualidade mais atraente.Nesses jogosolímpicos da agricultura industrial, as plantas cultivadas sãosuperalimentadas, sofrendo algumas vezes até um empanturramentode nitrogênio; elas são bem tratadas, como os campeões antes da pro-va (a colheita!), pulverizadas, banhadas freqüentemente com misturasfungicidas, inseticidas, acaricidas, a título preventivo; suas condiçõesde vida são artificializadas ao extremo (ciclos biogeoquímicos acelera-dos, húmus reduzido, herbicidas, chuva artificial, sob cultura imper-meável ou em estufas). Mas, às vezes, o campeão quebra antes da prova:acamamento dos cereais, secamento do pecíolo do cacho de uva,abortamento de frutos; aparentemente saudável, ele contrai, apesar detodas as medidas preventivas, doenças súbitas e desastrosas (micoses,viroses), ele sofre ataques maciços de parasitos(ácaros, pulgões).Então, se chama à cabeceira destas plantas-campeãs os especialis-tas mais renomados: fitopatologista, virologista, entomologista,imunologista, cada um em sua área, dando seu diagnóstico e sua re-ceita fitofarmacêutica. O próprio agrônomo, que deveria ser o médicogeneralista de sua cultura, consulta o edafólogo, o climatogista, ogeneticista. Como salienta Francis Chaboussou, se estuda muito adoença e não tanto o doente. Ele, médico dos vinhedos de Bordeaux,assusta-se com este excesso de terapêutica e com esta insuficiência dehigiene da planta e de seu meio. Nossas culturas industriais, diz ele,
  19. 19. P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S23sofrem de doenças cujas causas têm sua origem num excesso de cuida-dos fitossanitários; ele fala, então, de doenças “iatrogênicas”.Certamente, não se poderia negar os imensos progressos da agri-cultura industrial, graças, em particular, à seleção, às correções e aostratamentos fitossanitários! Nós temos, na França, belas culturas ebelas colheitas! Mas, voltando a uma comparação, talvez abusiva,porém não desprovida de sentido, podemos também dizer que ohomem moderno vive certamente melhor e mais longamente queaquele da Idade Média, eliminaram-se ou controlaram-se muitas dasgrandes doenças epidêmicas: varíola, tuberculose, peste, malária...Mas ele está, hoje em dia, sujeito a novas e múltiplas doenças orgâ-nicas ou infecciosas (arteriosclerose, câncer, gripe). Do mesmo modo,se é certo que as plantas cultivadas pagaram um pesado tributo acertas calamidades epidêmicas ou certas pragas, bem antes do desen-volvimento do controle químico moderno (requeima da batata quearruinou a Irlanda, Phylloxera que arrasou os vinhedos europeus,bicudo do algodão e cochonilhas dos citros nos Estados Unidos), sóse pode constatar a repetição incessante de afecções ou ataques quesofrem as culturas industriais, o que acarreta, como para o homem,um aumento crítico das despesas fitofarmacêuticas.Tão logo desenvolveram-se os tratamentos fitossanitários na Fran-ça, com a aparição de numerosos inseticidas, fungicidas ou herbicidassintéticos, nasceram duas palavras novas: “fitofarmárcia” e “fitiatria”,a fitofarmácia teve um grande desenvolvimento, conduzindo ao nas-cimento da indústria de agrotóxicos, mas, pode-se dizer que a fitiatria,ou medicina das plantas, manteve-se superficial, aparentemente li-mitada ao universo especializado da parasitologia: estudo de micoses,bacterioses, viroses (fitopatologia) e dos parasitas animais das cultu-ras (especialmente entomologia e nematologia).Certamente os agrônomos, no campo da pesquisa agronômica defisiologia vegetal, preocuparam-se em melhorar o crescimento, a pro-dução, a resistência das plantas cultivadas, e interessaram-se por tudo
  20. 20. 24F R A N C I S C H A B O U S S O Uo que diz respeito à nutrição mineral da planta, seus desequilíbrios, suascarências. Mas falta, incontestavelmente, uma ligação estreita entre afitofarmárcia e a fisiologia vegetal. O estudo das repercussões dosagrotóxicos, de todos os tipos e sob todas as suas formas de aplicaçãosobre a fisiologia da planta, somente foi abordado de forma superfici-al: efeitos tóxicos diretos, mais comuns. Os efeitos indiretos, a longoe curto prazos, tais como Francis Chaboussou apresenta em numero-sos exemplos, foram negligenciados.Já que o agrônomo se tornou o “generalista” para o estudo dasplantas cu1tivadas, não é de se surpreender que tenham sido os agrô-nomos práticos, isto é, os produtores, os primeiros a notar e a tentarcorrigir, empiricamente, os efeitos dos excessos de cuidados tróficose fitossanitários dispensados às plantas cultivadas de forma industrial.Estes produtores quiseram, de alguma forma, desenvolver o que euchamaria, de bom grado, uma agroproteção das culturas, com asubstituição dos métodos de proteção da agricultura de tipo indus-trial, os quais abusam, em particular, dos tratamentos fitossanitários,seja a título curativo ou mesmo preventivo.Assim, nasceu o que se chamou de agricultura biológica. O ter-mo, sem dúvida, se prestaria a discussões, mas o uso generalizou-segraças à imprensa e à mídia. Graças, sobretudo, a um grande públi-co apaixonado pela ecologia e obcecado pelos problemas de poluição.Por razões que não nos cabe analisar agora aqui, razões múltiplase, às vezes, imponderáveis, é lamentável que uma espécie de divórciose tenha estabelecido entre os agrônomos promissores do que chamei,aqui, a agroproteção das culturas, e a maioria dos agrônomos pesqui-sadores ou dos próprios quadros da pesquisa oficial.Uma crítica freqüentemente dirigida às teorias desses pioneirosé dizer-se “que não há nada de novo nisto, pois não passa de umageneralização abusiva de alguns dados insuficientes”, ou ainda “estesmétodos não podem satisfazer as necessidades de uma produçãoindustrial, isto é, competitiva e cobrindo as necessidades”.
  21. 21. P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S25O autor desta obra não contradiria o fato de que, desde há muito,agrônomos, e dos mais renomados, têm chamado a atenção para aimportância do estado fisiológico da planta, como elemento de suaresistência às doenças infecciosas e parasitárias ou, ainda, alertandocontra os riscos potenciais do abandono da adubação orgânica, do usoabusivo dos adubos nitrogenados solúveis, da redução da atividadebiológica dos solos, citando os nomes de A. Demolon, G. Bertrand,J. Dufrénoy, P. Chouard e muitos outros. Sem contar que os traba-lhos de numerosos pesquisadores ou biólogos do INRA*são citadostrazendo um apoio direto ou indireto à teoria da trofobiose ou aosprincípios ecológicos da agroproteção das culturas.Quanto a tratar as pesquisas de Francis Chaboussou uma gene-ralização abusiva, considero, pessoalmente, um julgamento caduco.Este livro, precisamente, aporta muitos fatos em apoio à posição deChaboussou, se tomamos da literatura científica internacional, queurge, a meu ver, não deixar de testar mais adiante, esse conceito datrofobiose.Sem qualquer dúvida, as condições tróficas oferecidas pela plantaa seus parasitas, por mais importantes que sejam, não representam osúnicos fatores em jogo nas explosões populacionais de insetos ou deácaros fitófagos, ou na aparição e expansão de moléstias criptogâmicas,bacterianas ou viróticas. O autor, sem dúvida, em alguns trechos, sedeixa levar na direção de algumas afirmações ou hipóteses, nas quaisnem todos os leitores o seguirão.No entanto, quando ele se apóia nas belas pesquisas de nossocolega C. Vago, da pesquisa agronômica, sobre os processos dedesencadeamento e interligação das doenças infecciosas nos insetos,para tentar explicar (ao menos parcialmente) as eclosões e multipli-cação das afecções viróticas nos cultivos industriais, só se pode, no-*Institut National de Recherches Agronomiques (Instituto Nacional de PesquisasAgronômicas). (N. da T.)
  22. 22. 26F R A N C I S C H A B O U S S O Uvamente, desejar que a pesquisa se debruce, com atenção, sobre es-sas hipóteses emanadas da teoria da trofobiose.Igualmente, quando ele examina as incidências secundárias deuma desordem da proteossíntese nas plantas cultivadas (conseqüên-cias eventuais de desequilíbrios nutricionais ou de tratamentosfitossanitários) sobre a alimentação animal ou humana, mesmo queaí esteja, apenas um aspecto muito parcial do problema, a hipótesenão é gratuita e merece ser levada em consideração.Sem dúvida, os diversos problemas suscitados foram abordadospor um ou outro dos setores da pesquisa agronômica oficial, mas aleitura do livro de Francis Chaboussou, de bom grado, leva a pen-sar que sua idéia diretriz, expressa na sua teoria da trofobiose, po-deria ser, para os diversos pesquisadores, uma linha comum dedireção bastante útil.Quanto à afirmação de que os métodos culturais preconizados nocontexto da agroproteção das culturas não seriam aplicáveis às culturasindustriais, é conveniente sublinhar que o autor , antes de mais nada,deseja que a metodologia geral proposta não seja condenada apenassobre este critério, mas que seja, antes, testada, verificada oudesmentida. Ele tem consciência que o sugerido, em particular asaplicações foliares de oligoelementos, aproxima-se necessariamente,no plano técnico e agronômico, dos métodos de controle químico daagricultura industrial. Ë evidente que os métodos preconizados de-vem ser testados quanto a seus efeitos eventuais a longo prazo, pois,como em todas as coisas, o abuso pode ser a origem de novosdesequilíbrios.O mérito de Francis Chaboussou neste livro é, partindo de umaidéia simples, demasiadamente simples, já que foi negligenciada pormuito tempo por numerosos pesquisadores muito especializados,mostrar que sua teoria da trofobiose pode fornecer uma aproximação,e mesmo uma interpretação de uma quantidade de fatos que perma-nece inexplicados no campo da proteção de culturas.
  23. 23. P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S27O Institut National de la Recherche Agronomique recentementedefiniu suas novas orientações no sentido de uma agricultura “maiseconômica e mais autônoma” (J. Poly), sem reduzir, no entanto, aprodutividade e sua qualidade. Para mim, não há dúvidas de que umapesquisa destinada a melhor definir os fatores de agroproteção dasculturas, em função das espécies vegetais cultivadas e das condiçõesde meio, pode efetivamente ajudar a atingir estes objetivos.Paris, 18 de setembro de 1980.Paul PESSONProfessor honorárioInstitut National AgronomiqueParis-Grignon
  24. 24. Uma eminente especialista em ácaros pôde observar: “Até 1945os ácaros fitófagos eram tidos como inimigos menores da agricultura. Poroutro lado, há quinze anos o desenvolvimento destas espécies predatóriasatinge uma elevada significação econômica, ao mesmo tempo que sua listanão pára de aumentar” (ATHIAS-HENRIOT, 1959).Ora, uma tal ascensão dos ácaros à condição de inimigos maio-res da agricultura, proliferando tanto sobre plantas de grande culti-vo, como o algodão, quanto em videira ou árvores frutíferas, é,concomitante, com o emprego agrícola de um dos primeiros inseti-cidas de síntese e que deu o que falar: nos referimos ao DDT, ouzidane. Efetivamente, as primeiras multiplicações do que, impropri-amente, chamou-se de “aranhas vermelhas” ocorreram em macieiras,em seguida dos tratamentos à base de DDT e dirigidos contra a larvade Carpocapsa sp., ou “bicho das frutas”.PRÓLOGO
  25. 25. 30F R A N C I S C H A B O U S S O UMais tarde, por outro lado, o DDT seria, de certa forma, subs-tituído em tais processos “pró-ácaros” por toda uma série de outrosagrotóxicos sintéticos, como a maior parte de diferentes ésteresfosfóricos, Parathion à frente, os carbamatos como o Carbaryl , osftalimidas, como Captan etc.Assim, devido ao emprego de numerosos inseticidas sintéticos,que haviam destronado os produtos minerais, assistiu-se ao nascimen-to de uma nova indústria: a dos acaricidas.Isto é, impuseram, ao mesmo tempo, aos agricultores novas epesadas coerções. Sobretudo, como teremos a oportunidade de men-cionar neste trabalho, será demonstrado que numerosos acaricidas,em princípio, destinados a exterminar os ácaros, os faziam, parado-xalmente, proliferar, de acordo com o mesmo processo, pouco enten-dido, e cujo estudo será objeto da primeira parte desta obra.Entretanto, dois diferentes fatos, pelo menos, mereceriam aten-ção. Por um lado, estes “desequilíbrios biológicos”, com.o foram chama-dos, não diziam respeito somente às multiplicações de ácaros, mastambém de pulgões aleirodídeos, lepidópteros e até mesmos denematóides. Por outro lado, a utilização de certos agrotóxicos, comoos ditiocarbamatos (Maneb, Zineb, Mezineb), acarretam, também, odesenvolvimento não só de pragas, mas de moléstias criptogâmicascomo Oidium e Botrytis. Certos observadores registravam até a expan-são consecutiva de doenças viróticas. Trata-se de um grave fenôme-no que parece estar bem confirmado, como demonstraremos.Sem dúvida, seria suficiente apenas expor a diversidade destes“desequilíbrios” que dizem respeito tanto a vírus, quanto a fungospatógenos ou a ácaros, para perceber que o determinismo deste pro-cesso não poderia residir, unicamente, na eventual destruição dosinimigos naturais, que habitualmente é colocada como primeiroargumento. Como pensamos mostrar na primeira parte desta obratudo se passa como se, por sua ação nefasta sobre o metabolismo da plan-ta, os agrotóxicos rompessem a sua resistência natural.
  26. 26. P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S31Em outras palavras: é necessário, daqui para frente, se ter consciên-cia de um fato que, em princípio, não é de, outro modo,surpreendentesaber que, o agrotóxico – mesmo não provocando queimaduras ou fenôme-nos de fitotoxicidade aparentes – pode mostrar-se tóxico para a planta, comtodas as conseqüências que isto pode causar sobre a resistência a seus agressores,sejam eles fungos, bactérias, insetos ou mesmo vírus.Assim, esta obra é destinada a todos aqueles que, de perto ou delonge, estão implicados na utilização e recomendação dos agrotóxicos,como técnicos e pesquisadores, mas também aos burocratas, especi-almente os encarregados do registro e da colocação destes produtosnas mãos dos usuários.Nos mais de vinte anos que dedicamos a trabalhos sobre estetema, não faltou oportunidade aos diversos responsáveis para toma-rem conhecimento de nossas pesquisas e de nossas advertências.Contudo, pode ser que assim reunidas numa mesma obra de sínte-se, nossas concepções venham a ser acolhidas de outra forma, além dosacudir de ombros ou da conspiração do silêncio.Compreender-se-á, na sua leitura, que este livro é também umgrito de alarma, um grito destinado, em primeiro lugar, a ajudar osagricultores a se liberarem da alienação na qual se encontram e quereside numa absurda e arruinadora cadeia de intervenções comagrotóxicos, resultante, ela mesma, de uma cadeia de doenças artifici-almente provocadas.Todavia, temos, cada vez mais, confiança no bom senso e na ló-gica dos agricultores. Já são numerosos os que sentem, confusos, quecom o emprego quase desenfreado de agrotóxicos estão na direçãoerrada. Com efeito, os problemas de parasitismo das plantas nãocessam de se multiplicar e, é evidente, que não poderia ser de ou-tra forma no contexto atual dos métodos de controle químico.Assim, esperamos confiantes que, ao dar aos agricultores, causasdessas dificuldades e desventuras, nosso trabalho os ajudará amudar de direção.
  27. 27. 32F R A N C I S C H A B O U S S O UDuas tarefas nos pareceram mais urgentes: primeiro, dar a expli-cação dos perigos que corre a saúde da planta com os agrotóxicos e, espe-cialmente, pelos herbicidas, à fertilidade do solo. Esta responsabilidadeé dividida com os adubos solúveis, como pensamos demonstrar.Fm segundo lugar, destacar a natureza das relações que unem aplanta ao parasita. Assim, seremos conduzidos à segunda parte des-ta obra, consagrada à outra face do problema, ou seja, os meios deestimular a resistência da planta em relação a seus diferentesagressores. Tendo como princípio básico o estímulo da proteossíntese porcorreção de carências, serão consideradas as repercussões benéficas deuma adubação equilibrada e o emprego de oligoelementos.Enfim, julgamos lógico e indispensável expor, num último capí-tulo, aquilo que, atualmente, podemos concluir das conseqüências dediversas técnicas culturais em relação à uma questão que interessa atodos: a saúde do rebanho e do homem chamados a consumir ascolheitas assim obtidas.Não saberíamos concluir este “prólogo” sem expressar toda nossagratidão ao INRA (Institut National de la Recherche Agronomique),ao qual tivemos a honra de pertencer durante mais de quarenta anos,e ao qual ficamos, obviamente, profundamente ligados. Não tantoporque nossos superiores e a maior parte de nossos colegas tenhamtestemunhado um grande entusiasmo em relação a nossas concepçõesum pouco revolucionárias, mas porque tivemos a vantagem de podertrabalhar com toda a independência de espírito. Nunca seremos capa-zes de apreciar suficientemente o preço desta liberdade e, até, destacompreensão dada a um desditoso pesquisador, desgarrado num lamen-tável não-conformismo pela chamada lógica de seus trabalhos.Balizac, 29 de julho de 1980.
  28. 28. P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S33PRIMEIRA PARTEPLANTAS DOENTES PELA QUÍMICA
  29. 29. 1. DEFINIÇÃODa mesma forma que em patologia humana ou animal, enten-demos por “doença iatrogênica”, toda a afecção desencadeada pelo uso– seja moderado ou abusivo – de um medicamento qualquer. Em pa-tologia vegetal trata-se, portanto, do uso de agrotóxicos. Por outrolado, fala-se mais freqüentemente de “desequilíbrio biológico” quandose faz referência a uma proliferação brusca de uma ou outra praga, queocorre em seguida a um tratamento fitossanitário. É, por exemplo,o caso – do qual voltaremos a falar – das proliferações de ácaros, emseguida a numerosos tratamentos, tanto com fungicidas quanto cominseticidas.Assim, se falamos em “desequilíbrio”, foi porque, segundo a teo-ria clássica, implicitamente se imputava tais proliferações apenas àCAPÍTULO IAS DOENÇAS IATROGÊNICAS NAS PLANTAS“Devemos ser curiosos para ver se o que vemos é o que sentimos ver. Devemosanalisá-lo, abri-lo, virá-lo, olha-lo por baixo e olhar atrás. O conformista,simplesmente, não está programado para isso”.James G. HORSFALL (The story of a nonconformist, 1975.)É realmente uma coisa maravilhosa esta faculdade que têm os insetos dedistinguir uma árvore que não está mais em suas condições normais”.Edouard PERRIS (Histoire des insectes du pin maritime.)
  30. 30. 36F R A N C I S C H A B O U S S O Udestruição dos inimigos naturais da nova praga. O freio estandosuprimido, o fitófago podia proliferar sem obstáculos.Entretanto, essa teoria defronta-se com certas dificuldades. As-sim, ela não saberia explicar:– Como um certo número de agrotóxicos, perfeitamente inofen-sivos para os inimigos naturais, podem, entretanto, acarretar multi-plicação de diversos fitófagos – pulgões, por exemplo?– Por que razão, um agrotóxico não acarretando nenhuma reper-cussão deste gênero, em uma época determinada do ciclo da plantaem questão pode, entretanto, desencadear graves proliferações damesma praga em outro momento?– Como pode ocorrer, que um inseticida aplicado em tratamentodo solo possa provocar proliferações de ácaros do gênero Tetranychussobre as folhas da batata cultivada a seguir?– Enfim, no campo da patologia vegetal propriamente dita, éevidente que o desenvolvimento de diversas moléstias, tanto viróticasquanto criptogâmicas, não poderia ser atribuído a uma eventualdestruição de inimigos naturais, e isto pela simples razão de que essesúltimos são praticamente inexistentes!É a razão pela qual, num primeiro momento, julgamos indispen-sável revisar um certo número de casos de “desequilíbrios biológicos”,provocados pelo uso de agrotóxicos.2. DESEQUILÍBRIOS BIOLÓGICOS SEGUIDOS DOSTRATAMENTOS DAS FOLHAS COM AGROTÓXICOSA) Proliferações de pragasÁcaros: é o caso por nós estudado, sobre videiras, seguido aos tra-tamentos da folhagem com agrotóxicos (CHABOUSSOU, 1969). Foipossível mostrar que diversos inseticidas como DDT, Carbaryl e nu-merosos fosforados acarretam proliferações tanto de ácaros vermelhos
  31. 31. P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S37(Panonychus ulmi, Koch), como de ácaros amarelos (Eotetranychuscarpini vitis, Dosse) (fig.1).Atualmente, por outro lado, as proliferações de ácaros fitófagosem árvores frutíferas, plantas de grandes cultivos ou videiras, e con-secutivas à utilização de produtos fosforados ou clorados, aí incluí-dos – paradoxalmente – os próprios acaricidas (CHABOUSSOU,1970), são por demais conhecidos para que continuemos insistindoneste assunto.Entretanto, devemos também chamar a atenção que tais prolife-rações ocorrem não somente com a utilização de inseticidas, isto é,de produtos com princípios tóxicos em relação aos inimigos naturaisdos ácaros (e ainda que o DDT, por exemplo, seja inofensivo paraácaros do gênero Typhlodromus, principais predadores), mas tambémcom os produtos fungicidas, como o Captan, não tóxicos para os para-sitas ou os predadores dos ácaros.Pulgões: diversos produtos podem, igualmente, provocar prolife-rações de pulgões (fig. 2). Por enquanto nos contentaremos em dardois exemplos.MICHEL (1966) demonstrou experimentalmente através decriações que, sobre o fumo, os tratamentos à base de um fosforado,o Mevinphos, desencadeavam em Myzus persicae aumentos defecundidade e redução do ciclo evolutivo. Como resultado, produ-zia-se, no curso da temporada, o aparecimento de uma geração su-plementar (fig. 2).Da mesma forma, estudando a reprodução de Aphis fabae sobreo eixo floral da beterraba, SMIRNOVA (1965) constata um efeitopositivo do tratamento com DDT sobre a fecundidade do pulgão. Opico máximo deste aumento da reprodução ocorre entre oito e quinzedias após a intervenção inseticida. Veremos, adiante, que pode ocorrero mesmo com os herbicidas, ao estudar-se o determinismo destasproliferações (MAXWELL e HARWOOD, 1961, e ADAMS eDREW, 1969).
  32. 32. 38F R A N C I S C H A B O U S S O UOutros insetos: essas multiplicações “anormais”, após tratamentosdas folhas com agrotóxicos, não envolvem somente ácaros e pulgões,mas também os aleirodídeos (van der LANN, 1961) sob influênciado DDT; as cochonilhas (KOZLOVA e KURDYUKOV, 1964)pelos fosforados, e também os lepidópteros, seja por um produtoclorado, o Dieldrin, no tratamento do solo (LUCKMANN, 1960),seja por um fosforado, como o Demeton (SAVESCO e IACOL,1958).Enfim, tais “doenças iatrogênicas” envolvem igualmente osnematódeos, cujos níveis de populações são evidentemente muito maisdifíceis de controlar. Entretanto, certos fungicidas, como o Thiramou TMTD, acarretam, sobre cebola, crescimento de populações deDitylenchus dipsaci (BRESKI e MACIAS, 1967).Da mesma forma, WEBSTER (1967) demonstrou experimental-mente que, tanto em aveia resistente quanto suscetível, os tratamentosherbicidas à base de 2,4-D acarretavam, em comparação às testemunhas,um maior número do mesmo nematóide, Ditylenchus dipsaci. Saliente-se que este tratamento com 2,4-D provoca na aveia hipertrofia das cé-lulas, fenômeno provavelmente relacionado com o da proliferação.Como já se pode suspeitar, tais proliferações de pragas que ocorrempela intermediação da planta, envolvem numerosos outros organismosparasitas, inclusive os vírus, como pensamos mostrar mais adiante.. Se,relativamente, há longo tempo, esses fenômenos foram constatadosenvolvendo ácaros, pulgões e cochonilhas, é porque estes insetos picadoresmantêm-se sobre a planta durante toda a duração de seu ciclo evolutivoe, conseqüentemente, sua multiplicação não poderia passar desaperce-bida. O mesmo não ocorre com certas ordens de insetos como oslepidópteros, por exemplo, submetidos a metamorfoses que exigem oabandono do vegetal. Também é importante, como veremos a propósi-to do tratamento do solo, registrar – graças a observadores perspicazes –proliferações de lagartas endófitas do milho, como Ostrinia nubilalis Hb,após certas desinfecções do solo.
  33. 33. P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S39B) Desenvolvimento de doenças fúngicasSobre este assunto, os trabalhos de JOHNSON (1946), que já ci-tamos (CHABOUSSOU, 1972), parecem-nos exemplares. Desde aquelaépoca o autor chamava a atenção que “a reação da planta hospedeira aoDDT podia abrir um novo rumo no que diz respeito ao estudo da resistênciado trigo à ferrugem”. Como a seqüência desta obra demonstrará abundan-temente, pelo menos esperamos, não é somente a ação do DDT emrelação à ferrugem, mas também a de diferentes agrotóxicos quanto a suasincidências positivas sobre o desenvolvimento de várias doenças nos le-varão a elucidar o determinismo da resistência da planta a seus agressores.JOHNSON (op. cit.) experimentou diversas variedades de trigo,as quais inoculou com esporos de diversas raças de ferrugem (Pucciniagraminis tritici). As plantas foram, a seguir, tratadas com DDT, de-pois de ter sido previamente estabelecido que este inseticida nãoacarretava nenhum efeito direto sobre a virulência do fungo. Comoconseqüência dessas contaminações artificiais, JOHNSON constatouque na variedade de trigo Khapli, todas as ferrugens tinham produ-zido lesões, consideravelmente, mais extensas sobre as plantas trata-das com DDT do que sobre os trigos testemunhas.Por outro lado, nesta variedade mais sensível à ferrugem,JOHNSON observou uma relação marcante entre a clorose e a exten-são da doença. Parece, assim, bem demonstrado que a exacerbação dasuscetibilidade do trigo à ferrugem provocada pelo tratamento com DDTé conseqüência direta das repercussões deste produto clorado sobre a fisi-ologia da planta.Os trabalhos de JOHNSON explicam determinadas dificuldadesde controle de diversas doenças, como daremos exemplos mais adiante,quando as plantas tenham sido tratadas – isto é, “fisiologicamentecondicionadas” – por meio de certos agrotóxicos. É, particularmen-te, o caso do oídio (Uncinula necator, Schw). Efetivamente, pudemosmostrar sobre videira, durante dois anos consecutivos que, em com-paração às testemunhas tratadas com água pura, diversos carbamatos
  34. 34. 40F R A N C I S C H A B O U S S O U(ditiocarbamatos, como Maneb, Zineb e Propineb) tinham provo-cado um desenvolvimento altamente significativo de oídio (CHA-BOUSSOU et alii, 1966) (fig. 3).Da mesma forma, pode-se questionar a responsabilidade destesditiocarbamatos no recrudescimento dos ataques de mofo cinzento(Botrytis cinerea) constatado há uma quinzena de anos – isto é, des-de o emprego destes fungicidas sintéticos – na maior parte dos vinhe-dos do mundo inteiro. Demonstramos isto no desenvolvimento denossos experimentos sobre videiras.Tais resultados, alias, só confirmam os já obtidos sobre tomate,onde o Maneb, usado contra o míldio, provocou um aumento nagravidade dos ataques de Botrytis (COX e HAYSLIP, 1956). Pesqui-sas análogas, conduzidas sobre morangueiros, também mostraram queas parcelas tratadas com zinco ou com Nabam + sulfato de zinco,estavam significativamente mais atacadas por Botrytis (COX eWINFREE, 1957). Veremos, no próximo capítulo, como as análi-ses das folhas realizadas por estes autores permitirão compreender odeterminismo desta suscetibilidade.C) “Dificuldades de controle”, “fracassos de tratamentos” ou, àsvezes, “ineficácia dos produtos”não significam, muitas vezes, se nãouma sensibilização da planta a ser protegida da doença a combater,esta produzida pelo próprio agrotóxico.1 – Fracassos dos ditiocarbamatos contra o míldio da videira, no finalda temporadaA partir da utilização dos novos fungicidas sintéticos, numero-sas decepções e fracassos foram registrados no controle das doençasda videira. Assim, em 1963, AMPHOUX denunciava as insuficiên-cias do Captan, do Phaltan (2 ftalimidas) e do Zineb (2 formulações),no controle do míldio.Parece-nos útil citar: “A utilização de novos fungicidas (ou seja,as quatro formulações supracitadas) não pode ser concebida sem o
  35. 35. P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S41risco de se ver desenvolver, intensamente, o míldio, durante o perío-do de crescimento muito lento da videira: em agosto, setembro e outubro,caso não se tenha o recurso de uma sólida cobertura cúprica, por ocasiãodos últimos tratamentos da estação”.AMPHOUX acrescentava esta observação, que nos parece mui-to importante: “Contudo, continua difícil precisar qual deva ser esta“sólida cobertura indispensável”, já que, em certos casos, no fim dasafra, três tratamentos com calda bordalesa a 2% em videiras tratadas comOrthocide 50 (Captan) mostraram-se insuficientes”. Voltaremos maisadiante, sobre as repercussões, tanto dos produtos dessa síntese, como docobre, que nos esclarecerão sobre a causa desses fenômenos. No momento,daremos um exemplo, dentre outros: Em 1966, DIETRICH eBRECHBUHLER observaram: “em Riesling, o míldio do fim detemporada instalou-se, principalmente, sobre as parcelas tratadascom Euparen (Dichlofuanid) e com F 263-2*(um produto experi-mental) e, em menor grau, sobre aquelas de Phaltan”.Observemos, por enquanto, que nestes dois casos se trata dedificuldades de fim de temporada. No caso que estudaremos agora,veremos a evolução, na eficácia de um mesmo produto no decorrer datemporada, o que nos permitirá, precisamente, explicar a razão dessa“disparidade sazonal” na ação do produto, que também é encontrada nosinseticidas.2 – Evolução da eficácia de diversos fungicidas no decorrer da tem-porada, em relação ao míldio da videiraApós os resultados dos ensaios do Instituto Técnico do Vinho(ITV) contra o míldio, LE NAIL (1965) observou a disparidade daeficácia dos diversos fungicidas testados em relação à doença, em fun-ção da época dos levantamentos. Retomando a questão (CHA-BOUSSOU, 1967), evocávamos, em Videiras e vinhos estas repercussões*Basfungin. (N. da T.)
  36. 36. 42F R A N C I S C H A B O U S S O Uapressadamente qualificadas de “secundárias”. Assim, observávamos:“Ora, todos estes fenômenos só se esclarecerão, a partir do momentoem que conhecermos a natureza profunda das repercussões dosagrotóxicos sobre a planta e que pudermos confrontá-las com as respec-tivas necessidades dos fungos patogênicos e das pragas”. É chegado omomento.No decorrer destes ensaios, sete intervenções antimíldio foramrealizadas, em: 25 de maio; 1º, 8, 13, 22 de junho; 1º, 10, 20 dejulho e 12 de agosto. Constata-se, no curso dos diferentes levanta-mentos efetuados nos dias 17 de julho, 25 e 26 de agosto, 25 e 26de setembro, 16, 17 e 26 de outubro(este último, levantamentoenvolvendo o peso das folhas), uma grande disparidade na ordem deeficácia dos produtos.Veremos, aqui, apenas as disparidades mais salientes encontradascom os produtos utilizados puros, ou seja: Propineb e calda bordalesa,em duas concentrações: 0,5% e 2%.Ora, em 17 de julho, época do primeiro levantamento após as seteprimeiras intervenções, terminadas em 10 de julho, o Propineb (tam-bém chamado Mezineb) – um ditiocarbamato de zinco, é o primei-ro em eficácia. Na mesma época, a calda bordalesa a 2% está emquarto lugar, e a 0,5% em ultimo (fig. 4).Dois outros tratamentos ocorrem nos dias 29 de julho e 12 deagosto. Os levantamentos de 25 e26 de agosto indicam que oMezineb recua ao 8º lugar, e que descerá para o 10º e último lugar,no decorrer das observações de 23 e 24 de setembro e, l6 e l9 deoutubro.Exatamente ao contrário, a calda bordalesa a 5% não cessa deprogredir na ordem de eficácia, à medida que se avança na tempora-da. Do 8º lugar em 13 e 14 de setembro, passa a 3° nos dias 16 a 19de outubro. Definitivamente, ela coloca-se à frente dos produtosorganocúpricos como cupro-Zineb, cupro-Carbatene, e dos produ-tos orgânicos puros como Difolatan, Maneb e Propineb.
  37. 37. P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S43Face à mediocridade desses resultados, dos produtos orgânicosutilizados, seja associados ao cobre seja empregados puros, não fal-tou invocar-se uma eventual ausência de sua persistência, se compa-rada à da calda bordalesa. Contudo, as análises dos produtos quepersistem na superfície das folhas, absolutamente não confirmaramesta hipótese. E mais, com certos produtos “ineficazes” registra-se,entre os levantamentos de 17 de julho e 26 de agosto, 25 a 30 vezesmais manchas de míldio. As parcelas tratadas com Mezineb nãoapresentaram mais que 7,3% de folhas sãs em 23 e 24 de setembro.É evidente que, neste caso, absolutamente, não se trata de umasimples ineficácia dos produtos orgânicos, mas – exatamente comopara oídio e Botrytis – de uma estimulação do potencial biótico do míldioprovocada, indiretamente, pelas repercussões dos tratamentos repetidos comesses “fungicidas” sobre a fisiologia da planta, assunto que estudaremos aolongo do próximo capítulo.3 – Disparidade da eficácia de Oxicarboxin e de Triforine em rela-ção à ferrugem branca do crisântemo (Puccinia horiana, P. HENN)Trata-se de trabalhos realizados por GROVET e HALLAIRE(1973) sobre plantas em casa de vegetação. Os produtos foram uti-lizados em pulverização sobre a folhagem ou por irrigação do solo, àrazão de 10 litros/m2. Os autores consideraram um eventual efeitofungicida por ação sistêmica.Resultados dos tratamentos por pulverização. No momento dapulverização, os pés de crisântemo possuíam 8 a 10 folhas, e tinhamde 14 a 18 na época da inoculação da doença. De modo geral, oOxicarboxin apresenta um efeito persistente: um só tratamento,aplicado durante o período de incubação, impede o desenvolvimentoda ferrugem e protege as plantas durante vários dias, uma contami-nação ulterior.Entretanto, de maneira bastante excepcional, os autores avalia-ram a gravidade da doença não somente em função dos produtos
  38. 38. 44F R A N C I S C H A B O U S S O Uutilizados mas, também, segundo a idade das folhas. Assim, puderamconstatar, especialmente sobre as testemunhas, uma resistência àdoença nas folhas recém-formadas, semelhante à das senescentes. Aocontrário, as folhas de meia-idade (maduras) mostraram-se muitomais sensíveis à doença. Precisemos que tal fenômeno é de ordemgeral, especialmente na videira, tanto para o míldio como para ooídio. Isto demonstra bem, se ainda houvesse necessidade, a impor-tância do estado fisiológico do órgão ou da planta inteira na sensibi-lidade ao que se pode chamar de seus “parasitas” (fig. 5).Por outro lado, no que diz respeito ao determinismo do modo deação dos produtos, nota-se um fenômeno particularmente interessan-te: a eficácia dos dois fungicidas testados revela-se muito diferente,segundo a altura de inserção da folha, isto é, segundo sua idade. Ográfico da fig. 6, montado com base nos dados da fig. 5, mostra quea eficácia da Triforine está inversamente relacionada à idade da folha,a ponto de se tornar estimulação da doença para os níveis 12 e 13, quesão as últimas folhas formadas.Estes resultados, absolutamente, não são isolados: num segun-do ensaio, três tratamentos foram aplicados em 26 de julho e, 5 e 16de agosto. Ora, vinte e seis dias após o último tratamento, o núme-ro de manchas formadas, em função da idade da folha, dá um gráfi-co sensivelmente análogo ao do experimento precedente.Assim, a aplicação de três tratamentos ao invés de um só, à basede Informe, a 30 g/hl, permitiu a proteção da planta até uma alturamais elevada (10 folhas). A curva relativa aos ataques sobre as teste-munhas evidencia a total resistência à ferrugem dos seis níveis maisbaixos das folhas.Quando comparadas às testemunhas, as repercussões dosfungicidas mostram uma modificação na doença que envolve, aomesmo tempo, sua gravidade e a altura das folhas. Se, como para oexperimento precedente, se estabelece, uma comparação à testemu-nha, se a eficácia ocasionada pelos tratamentos produz curvas perfei-
  39. 39. P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S45tamente contínuas e que mostram bem o decréscimo da eficácia dosprodutos em função da juventude crescente dos tecidos foliares (fig. 6).Como no caso precedente, parece que o processo teria por efeitoestimular a suscetibilidade das últimas folhas formadas na planta. Parecebem demonstrado que esta estimulação da doença – e isto tanto comOxicarboxin como com Triforine – não seria explicável senão pelo efeitodestes “fungicidas” sobre a fisiologia do crisântemo.Nessas condições, a ação anticriptogâmica destes produtos con-tra a ferrugem nas outras folhas não seria resultado de um eventualefeito tóxico em relação ao fungo parasita. Necessariamente, seriainterferência das repercussões destes agrotóxicos sobre o estadobioquímico das folhas. Em princípio, tratar-se-ia de uma ação inversaà do DDT sobre o trigo, que estudamos anteriormente. Antecipan-do o próximo capítulo, pode-se presumir que estes produtos ajamestimulando a proteossíntese e, portanto, provocando a regressão dassubstâncias solúveis nos tecidos. Essas substâncias soluveis favorecemnão apenas o desenvolvimento da ferrugem, mas também o de umasérie de outras doenças (DUFRÉNOY, 1936).Ora, fenômenos semelhantes são encontrados constantemente,por menor que seja o cuidado na condução das observações. Vamosdar um último exemplo, que diz respeito ao controle do míldio dotomate.4 – Resultados do Prothiocarb contra o míldio do tomateBEYRIES e MOLOT (1977) concluem, dos seus experimentoscom Prothiocarb contra o míldio do tomate, que, nas fortes dosesutilizadas, entre 1% e 2% as folhas superiores são resistentes, enquantoque as da base são sensíveis. Segundo os autores, isto significa que ouno ápice da planta há maior concentração do produto, admitindo-se que ele seja verdadeiramente fungicida ou, neste nível, “as modi-ficações dos processos naturais de defesa da planta são bem maisintensos que em outras áreas”.
  40. 40. 46F R A N C I S C H A B O U S S O UEstes autores parecem admitir, implicitamente, que o agrotóxicopode ter modificado, favoravelmente, neste caso, a resistência daplanta à doença, quando esta regride. Ou num sentido desfavorável,em caso contrário. BEYRIES e MOLOT (op. cit.) observam igual-mente que: “A aplicação, no solo, do Prothiocarb aumenta a sensibi-lidade das folhas da base – que são as primeiras atacadas – em razãoda forte umidade relativa existente neste nível”.Falaremos novamente dos fracassos propriamente ditos dos tra-tamentos e do desenvolvimento de moléstias fúngicas, bacterianas eviróticas relacionadas ao uso dos agrotóxicos. Poderemos tratar me-lhor destas questões após havermos estudado as repercussões dosagrotóxicos sobre a fisiologia da planta e, através da teoria da trofobiose,as relações que unem a planta e seus predadores.
  41. 41. P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S47Número de F. Livres hibernantesDe E. carpini vitis Boisd., em 800 cmem lenho de 2 anosFig 1. Multiplicação do ácaro amarelo da videira, Eotetranychuscarpini vitis Boisd por Carbaryl e Parathion (Carbaryl = Sévin)(CHABOUSSOU, 1969.)
  42. 42. 48F R A N C I S C H A B O U S S O UPopulação do pulgão pretoFig. 2. Multiplicação do pulgão preto da beterraba, Aphis fabaeScop., consecutiva a diversos tratamentos com agrotóxicos (Dados doServiço da Proteção de Vegetais/experimentos de homologação de1964.) Ordenadas logarítmicas.)
  43. 43. P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S49Coeficiente de ataqueem 400 cachosFig. 3. Coeficientes de ataque de oídio sobre cachos de uva, emfunção dos diferentes fungicidas utilizados contra o míldio. (CepaCabernet-Sauvignon, método de blocos, 4 repetições. Ensaios 1966,em Latresne [INRA].)
  44. 44. 50F R A N C I S C H A B O U S S O UCepapeso das folhasem gramasFig. 4. Resultados dos experimentos de controle de míldio, con-duzidos em 1964 pelo Institut Technique du Vin (ITV). Este esque-ma dá, em diversas datas, a ordem de eficácia dos produtos testados,por ordem decrescente da esquerda para a direita.
  45. 45. P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S51Número médio de manchas por folhasFig. 5. Repercussões de dois fungicidas, Triforine e Oxicarboxin, emrelação à ferrugem branca do crisântemo (Puccinia horiana), em fun-ção da idade da folha. (Segundo dados de GROUET e HALLAIRE,1973.) – Número médio de manchas por folha, em função da sua idadee dos tratamentos aplicados em uma unica pulverização. (observação15 dias após tratamento).
  46. 46. 52F R A N C I S C H A B O U S S O UPercentual de Eficácia, em comparação às testemunhasFig. 6. Eficácia de Oxicarboxin e de Triforine contra a ferrugembranca do crisântemo (Puccinia horiana), e em função da idade dafolha, comparada às testemunhas. (Segundo dados de GROUET eHALLAIRE, 1973.)
  47. 47. P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S53BIBLIOGRAFIAADAMS J.B. et DREW M.E. 1969. Grain aphids in New Brunswick. IV. Effectsof malathion and 2-4 D amine on aphid populations and on yields of oats andbarley. “Cand j. Zool.”, 47, p. 3.AMPHOUX M. 1963. Le Mildiou de laVigne. Publication I.T.V.BEYRIESA.etMOLOTP.M.1976. Relationentrelasystémieduprothiocarbetsonefficacitévis-à-visduPhytophthorainfestansdelaTomate(partraitementdusol).“Phytiatrie-Phytopharfie” 25, pp. 235-249.BREZESKIM. W. et MACIAS W. 1967. The increased attack of Ditylenchusdipsaci on onion caused by fungicides. “Nematologia”, 13, p. 322.CHABOUSSOUF.1966. Nouveauxaspectsdelaphitiatrieetdelaphytopharmacie.Lephénomènedelatrophobiose.“Proc.F.A.O.Symposiumofintegratedcontrol”,1, pp. 36-62.CHABOUSSOU F. 1967. Etude des répercussions de divers ordres entrainées parcertains fongicides utilisés en traitement de laVigne contre le mildiou. “Vignes etVins”, no160 e no 164, 22 p.CHABOUSSOU F., MOUTOUS G. et LAFON R. 1968. Répercussions surl’Oidium de divers produits utilisés en traitement fongicide contre te mildiou de laVigne. “Rev. Zool. Appl.”, pp. 237-249.CHABOUSSOU F. 1969. Recherches sur les facteurs de pullulation des AcariensphytophagesdelaVigneàlasuitedestraitementspesticidesdufeuillage.“ThèseFac.Se”., Paris, 138 p.CHABOUSSOU F. 1970. Sur le processus de multiplication des Acariens par lesacaricides phosphorés. “Rev. Zool. Agric. Path. Veg.”, pp. 33-44.CHABOUSSOU F. 1972. LaTrophobiose et la protection de la Plante. “Revue desQuestions scientifiques”, Bruxelas, t. 143, pp. 27-47 e 175-208.COX R.S. etHAYSLIPN.C.1958. Progress in the control of grey mold and leaf spotand on the chemical composition of strawberry plant tissues. “Plant diseasereporter”, 40, p. 718.COX R.S. et WINFREE J.F. 1957. Observations on the effect of fungicides on greymould and leaf spot and on the chemical composition of strawberry plant tissues.“Plant disease reporter”, 41, pp. 755-759.DIETRICHetBRECHBUHLER1966. RapportsurlesessaisconduitssurlaVigne
  48. 48. 54F R A N C I S C H A B O U S S O Uen 1966. “Institut du Vin et lnstitut Viticole Oberlin”, Colmar.DUFRENOY J. 1936. Le traitement du sol, désinfection, amendements, fumure, envuedecontrôlerchezlesPlantesagricolesdegrandeculturelesaffectionsparasitaireset les maladies de carence. “Ann. Gron. Suisse”, pp. 680-728.GROUETD. etHALLAIREL.1973.Efficacité de l’oxycarboxine et de la triflorinecontre la Rouille blanche du Chrysanthème (“Puccinia Horiana”, P. Hevin).“Phytiatrie Phytopharmacie”, 22, pp. 177-188.JOHNSONT.1946.TheeffectofD.D.T.onthestemrust.ReactionofKhapliwheat.“Canad. J. Res.”, pp. 24-28.KOZLOVA E.N. et KURDYNKOV. 1964. The effect of organophosphorusinsecticides on the developpement on Comstock’s mealybug. “Trudy vsee Inst.zahsch”. 20 pt., pp. 2l-24, Leningrado. (In “Rev. Appl. Ent.”, 1966, p.320)LE NAIL F. 1965. Efficacité comparée de divers fongicides à l’égard du mildiou de laVigne. “La Défense des Végétaux”, no 113, pp. 4-5.LUCKMANNW.H.1960.IncreaseofEuropeancomborerfollowingsoilapplicationof large amounts of dieldrin. “J. Econ. Ent.”, t.59, 4, pp. 582-584.MAXWELLR.C.etHARWOODR.P.1960.Increasereproductionofpea-aphidinbroad beans treated with 2-4D.“Ann.Ent.Soc.Amer.”,53, no2,pp.199-205.MICHELE.1966.ProliférationanormaleduPuceronMyzuspersicaeélevésurTabactraité à la phosdrine. “Rev. Zool. Agric.”, 14,6, pp. 53-62.SAVESCU A. et IACOL N. 1958. Do systemic insecticides stimulate infestations ofPlusia orichalcea Fabr. in potatoes? (“Comm. Acad. Republ. roumaine”, 8, nº6, pp. 593-9.)SMIRNOVAI.M.1965.Therelationofthebeanaphid(AphispomiSe.)tothecontentofsugarsandnitrogenussubstancesinbeetplantstreatedwithD.D.T.“Trudyvsesnonkew. isseld; Inst. Zasheh. Rast.”, Leningrado, 34, pp. 124-129.VanderLAANP.A.1961.StimulationseffectsofD.D.T.treatmentoncottononwhitefiles(BenisiaTabaciGenn.Aleurodidae)intheSudanGezira.“Ent.exp.appl.”,4, pp. 47-55.WEBSTER J.M. 1967.Some effects of 2-4 dichlorophenoxyacetate acid herbicide onnematode-infestedcereals:Ditylenchusdipsaci, “PlantPathol.”,16,1,pp.23-26.
  49. 49. P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S55INTRODUÇÃOAcreditamos ter mostrado que a proliferação de pragas e, com maisforte razão, o desenvolvimento de doenças, desencadeadas pelo uso deagrotóxicos, não poderiam ser explicados somente pela destruição doseventuais inimigos naturais. No quarto capítulo, nos propomos a ex-por suas causas tão profundamente quanto possível. Já sabemos que setrata de fenômenos indiretos, que se atêm à modificação da fisiologiada planta sob a ação dos produtos fitossanitários; quer se tratem deinseticidas, de fungicidas e, com mais forte razão, dos herbicidas. Assim,coloca-se em questão o problema das relações entre a planta e o quepodemos justamente chamar; seus “parasitas”. Estudando-o através deum caso particular compreenderemos melhor toda a importância dasrepercussões dos agrotóxicos sobre a saúde e a resistência do vegetalassim tratado... E, freqüentemente, maltratado!CAPÍTULO IIFISIOLOGIA E RESISTÊNCIA DA PLANTA“O grande erro da terapêutica moderna foi estudar a doença sem se preocuparcom o terreno onde ela evolui”Dr. Albert LEPRINCE (La médicine électronique, 1962).“Este trabalho (seleção de linhagens resistentes dentro das populações) é, aliás,delicado, porque a imunidade, a tolerância e a hipersensibilidade são funçõesdas condições do meio”.P. LIMASSET e E.A. CAIRASCHI (La lutte contre les maladies à vírus desplantes. Monografia INRA, 1941.)
  50. 50. 56F R A N C I S C H A B O U S S O U1. AS DUAS CONCEPÇÕES DO DETERMINISMO DARESISTÊNCIAPelo termo “resistência” não entendemos a capacidade da plantade suportar, sem muitos danos, o ataque deste ou daquele predador,e, pelo termo “tolerância”, a não receptividade ou imunidade (parcialou total).Atualmente, há concordância em se reconhecer neste fenômenouma causa sobretudo, bioquímica, e não mecânica. Contudo, duasconcepções estão presentes para explicar este processo.Segundo a teoria clássica, a resistência da planta procederia dapresença de substâncias antagônicas nos seus tecidos, tóxicas ouapenas repulsivas ao “parasita” em questão.Ao contrário, para nós que destacamos toda a importância danutrição sobre o potencial biótico dos organismos vivos, a imunida-de estaria, antes de mais nada, relacionada com a ausência dos ele-mentos nutritivos necessários ao crescimento e ao desenvolvimentodo parasita – seja vegetal ou animal. É a nossa teoria da trofobiose, quedesenvolveremos no decorrer do próximo capítulo.É possível perguntar-se em que medida essas duas teorias não pode-riam concordar entre si, já que, na presença de substâncias reputadascomo tóxicas ou antagônicas nos tecidos, encontrar-se-iam, na realidade,correlacionadas à ausência de fatores nutricionais. Se isto fosse demons-trado, seria o único critério a ser considerado para a resistência daplanta. Veremos em que medida justifica-se tal posição, pelo estudode um exemplo, o da resistência do milho à helmintosporiose.2. CONDICIONAMENTO FISIOLÓGICO DO MILHO ERESISTÊNCIA À HELMINTOSPORIOSEA) Pesquisa de fatores antagônicosO estudo de um determinado condicionamento da planta comofator de resistência à helmintosporiose foi ilustrado pelos trabalhos
  51. 51. P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S57de MOLOT (1969) – já vimos que em suas pesquisas sobre a eficá-cia de um fungicida, o Prothiocarb questionava o seu modo de ação.Quanto à resistência do milho ao fungo Helminthosporium turcicum,diversos fatores foram revisados: densidade de plantio, emasculação daespiga e duração da luminosidade. O determinismo bioquímico daresistência foi pesquisado pela análise de folhas, que envolveu açúcarese fenóis, elementos provavelmente relacionados ao processo.Na França, frisa MOLOT, esta doença só afeta, raramente, asculturas de Landes e dos Pirineus-Atlânticos.Em condições naturais, a doença jamais é observada sobreplântulas. As primeiras manchas só aparecem em torno do estágio da7ª e 8ª folha, e continuam a se desenvolver após a floração. As folhasatacadas podem se dessecar prematuramente provocando, às vezes,importantes quedas nos rendimentos.Por outro lado, as condições de luminosidade (ou seja, o fotoperíodo),como se sabe, efetivamente, podem modificar a resistência da plantaàs doenças fúngicas e influem sobre a suscetibilidade do milho àhelmintosporiose. Assim, as plantas cultivadas sob fotoperíodos curtos sãomuito mais sensíveis à moléstia. Teremos ocasião de retomar este fenôme-no, que não é específico nem do milho, nem da helmintosporiose.Após ter exposto estes primeiros dados, MOLOT conclui: “Pa-rece ser a composição química da planta que exerce uma influência pre-dominante nos fenômenos de resistência”. Portanto, não se trata dequalquer barreira mecânica no processo de resistência.Por outro lado, refere-se a diversos trabalhos, que estabelecem:a) existe um gradiente de teores em glicídios ao longo do colmo;b) essa concentração de açúcares condiciona a resistência domilho em relação a um outro fungo patógeno, Diplodia zeae.MOLOT orientou seus trabalhos sobre a pesquisa das eventuaisrelações entre o teor em glicídios dos colmos e a resistência a outrasdoenças, as fusarioses. É necessário resumir os resultados desses es-tudos, ainda que saiamos do caso da helmintosporiose.
  52. 52. 58F R A N C I S C H A B O U S S O UMOLOT (op. cit.) chega à conclusão que “quanto mais elevada fora concentração em glicídios dos colmos em fim de período vegetativo,mais baixa será a percentagem de quebra na maturidade”. (Estas con-clusões resultam de observações sobre 17 linhagens, em que os teoresde glicídios foram avaliados em 15 de setembro, enquanto a avaliaçãoda quebra – que se admite estar em estreita relação com a doença – foifeita em meados de outubro, ou seja, um mês mais tarde.)Entretanto, tal conclusão não existe sem levantar certas dificul-dades que não escaparam a seu autor. MOLOT completa: “Ora, osglicídios, compostos importantes da nutrição carbonada dos fungos,favorecem o crescimento miceliano. Portanto, pelo menos nas con-centrações em que eles existem, não é possível atribuir-lhes um pa-pel fungistático. Ao contrário, é permitido pensar que eles variamcorrelativamente com outros fatores bioquímicos capazes de inibir ocrescimento miceliano”.Temos que subscrever esta conclusão, mas devemos confirmar,enfaticamente, que é sob um outro ângulo, bem diferente da ação deeventuais substâncias antagônicas ou tóxicas, que divisamos os pro-blemas do determinismo da resistência. E, os resultados relatadosadiante podem, aliás, conduzir-nos, como no estudo que vamosabordar,aos fatores de resistência do milho à helmintosporiose.B) O “fator A”, de BECK, e a resistência do milho à lagarta e àhelmintosporioseO “fator A”, posto em evidência por BECK, no milho, determi-naria a resistência à lagarta (Ostrinia nubilalis Hb). Trata-se de umproduto quimicamente identificado como 6-metoxibenzoxazolinonae que teria também correlação negativa com o grau de sensibilidadeà helmintosporiose. (Estimativa pelo método das médias das concen-trações logarítmicas).MOLOT (op. cit.) observa: “Do ponto de vista biológico, istosignifica que o comportamento do milho está na dependência da
  53. 53. P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S59concentração do fator A nos tecidos. Notemos, entretanto, que teoresmuito elevados desta substância, principalmente na linhagem B 49 nãotornam a planta imune. Além disto, uma linhagem ainda mais resistenteque a B 49, contém muito pouco de 6-metoxibenzoxazolinona. Conclui-se que, se o fator A pode ser considerado como um fator de resistên-cia à helmintosporiose, ele não intervém sozinho no mecanismo dedefesa da planta”.Parece que com tais observações – cuja honestidade científica deveser louvada – chegamos ao âmago do problema. Isto implica que aexistência de uma resistência elevada do milho, mesmo com um fra-co teor nos tecidos do fator A, não poderia ser considerada como umaexceção, que, em gramática, pareceria confirmar a regra.. Se elevadosteores do fator A não produziriam resistência, e se em outras linha-gens a resistência manifesta-se, a despeito de um baixo teor de 6-metoxibenzoxazolinona (cuidadosamente identificada), é porque esteproduto não provoca nenhuma toxicidade em relação ao fungopatógeno.Voltamos, obrigatoriamente, à nossa concepção de resistênciarelacionada com a ausência ou, pelo menos, a carência dos elemen-tos nutritivos necessários ao desenvolvimento do parasita.Em relação ao processo de resistência do milho a Ostrinia,SCOTT e GUTHRIE (1966) parecem tê-lo demonstrado perfeita-mente. Suplementados com uma dieta artificial adequada, os milhosresistentes foram perfeitamente aceitos pelas lagartas de Ostrinia nubilalis.Este regime alimentar permitiu-lhes completar um ciclo perfeito,absolutamente comparável ao que poderia ter-se desenvolvido àsexpensas de uma linhagem suscetível.Portanto, aí está a demonstração de que, se um inseto não ataca aslinhagens de milho ditas “resistentes”, é porque ele não encontra nostecidos dessas plantas (N. do R.) os elementos nutritivos necessáriospara seu desenvolvimento e sua reprodução. E isto, sem que estejampresentes, obrigatoriamente, eventuais produtos tóxicos nos tecidos.
  54. 54. 60F R A N C I S C H A B O U S S O UAliás, o próprio BECK parece ter-se dado conta da insuficiência de suateoria da imunidade da planta pela existência de substâncias antagô-nicas; ele reconhece que “pesquisas deveriam ser empreendidas envolven-do um melhor conhecimento das relações entre a nutrição do inseto, o estadofenológico da planta e o comportamento do animal”.Bem entendido, é o mesmo processo que deve ser posto em açãono que diz respeito ao estudo das relações entre o fungo patógeno ea planta. Em outros termos, o problema consiste em determinarcomo o fator A pode inibir o desenvolvimento da helmintosporiosese ele não é, realmente, um fungicida (os fitopatologistas têm prefe-rido empregar os termos anticriptogâmico ou fungistático, o que nosparece significativo).Em outras palavras – e toda a questão está aí, em relação a umaplanta ou uma linhagem resistente, no caso, o milho – o fungo para-sita morre envenenado ou perece de inanição? A resposta a esta questãoparece estar na terceira parte do trabalho de MOLOT, que envolveo que ele denomina: “o modo de ação dos compostos fenólicos”.Revisando os trabalhos anteriores referentes à resistência do milhoà helmintosporiose, MOLOT lembra que: “O crescimento micelianoem presença de compostos fenólicos depende da cultura (KIRKHAM,1957) e da presença ou ausência de nitrogênio no meio (KIRKHAM,1954). Assim, um aumento da relação N/fenóis diminui a toxicidadedos compostos fenólicos em relação ao gênero Venturia. Um aporte denitrogênio afeta, não somente a toxicidade dos fenóis, mas também suaconcentração na planta”.Eis aí sobre o que refletir, quanto ao mecanismo da resistênciade compostos fenólicos. Se realmente agem como tóxicos, é neces-sário então, explicar como a adição de certos produtos nitrogenadospode ter a função de contraveneno? Sabe-se – como observa o pró-prio MOLOT – que certos fungos, especialmente os que atacam amadeira, usam os fenóis e seus derivados como substâncias nutri-tivas...
  55. 55. P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S61Entretanto, a toxicidade dos fenóis em relação ao fungo, absolu-tamente não nos parece demonstrada e, o papel nutricional do nitro-gênio nos parece, ao contrário, evidente no desenvolvimento e navirulência de Helminthosporium. Os fatos nos parecem muito fáceisde explicar se os consideramos sob o ângulo do crescimento e dareprodução do agente patógeno. É isto que nos propomos a estudaragora, analisando os resultados obtidos pelo tipo de fertilização so-bre a resistência da planta à helmintosporiose.C) Fertilização e resistência da planta à helmintosporiose.Analisaremos antes o trabalho aprofundado de SHIGEYASUAkai (1962), relativo à influência das repercussões potássicas sobrea helmintosporiose do arroz. Anteriormente, ele observa que, certosautores,como ONO e OKAMOTO, já haviam mostrado que a apli-cação de potássio provoca uma diminuição do número de manchasde Helminthosporium sobre as folhas.Os experimentos de SHIGEYASU (op. cit.) foram desenvolvidosa partir do arroz cultivado em solução nutritiva e tratado de manei-ra a ser submetido a excessos ou carências de N ou de K. Ora, a menorpercentagem de manchas de grandes dimensões foi constatada como tratamento “excesso de K”, enquanto a mais elevada foi encontra-da nos tratamentos para “carência de K” ou “carência de N”.Por outro lado, a natureza da fertilização afeta igualmente ataxa de germinação dos conídeos. De 37,7% nas testemunhas,passa a 25,3% para o “excesso de K”, a 51,0% para a “carência deK”, a 74,3% para “o excesso de N” e, enfim, a 90,4% paraa”carência de N”.Estes dados destacam a importância do condicionamento daplanta pela fertilização, em relação à resistência à doença. Neste caso,evidenciam a influência primordial do nível de potássio sobre a re-sistência, por intermédio – como veremos agora – de suas repercus-sões no teor dos elementos nitrogenados solúveis nos tecidos.
  56. 56. 62F R A N C I S C H A B O U S S O USHIGEYASU (op. cit.) realizou com efeito, análises de folhas(sadias e doentes); um a cinco dias após a inoculação da doença. Essasanálises foram conduzidas, simultaneamente, sobre o teor de K e dediversos aminoácidos livres como glutamina, asparagina e alanina.Ora, de maneira geral, verifica-se que as folhas atingidas contêmnitidamente menos aminoácidos que as folhas sadias. Presume-se queesta deficiência resulta de seu consumo pelo fungo parasita. O autorobserva que:“A taxa de germinação dos conídeos é proporcional à quantida-de de aminoácidos livres contidos nas folhas e, quanto mais elevadofor o teor de aminoácidos livres, mais alta será a taxa de germinação”(dos conídeos, N. do R.).Quanto ao teor de potássio nas folhas, parece ter pouca impor-tância, ao menos a partir de um certo nível. Isto confirmaria o fatode que este elemento não agiria, por si próprio, sobre a resistência,mas por intermédio de suas repercussões sobre o metabolismo daplanta.Por outro lado, registra-se “uma correlação positiva entre o teorde aminoácidos dibásicos das folhas do arroz e o crescimento dasmanchas de helmintosporiose”. O autor acrescenta: “Neste experi-mento, o teor de aminoácidos dibásicos era baixo. Ao contrário, asfolhas de arroz das parcelas com carência de potássio e de nitrogênioapresentavam quantidades importantes de aminoácidos dibásicos eum número elevado de manchas de Helminthosporium, de pequenasdimensões”.Após ter observado que as folhas da parcela com excesso de nitro-gênio apresentavam os teores mais elevados de alanina, SHIGEYASU(op. cit.) conclui: “Se a atividade de síntese das proteínas, a partir deaminoácidos livres, decresce nas plantas deficientes em potássio – comojá foi demonstrado por diversos autores em várias plantas – este fenô-meno pode favorecer o desenvolvimento de manchas sobre as folhas dearroz das parcelas com carência de potássio”.
  57. 57. P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S63Observemos rapidamente este processo que une a sensibilidade daplanta a uma deficiência na proteossíntese. Em resumo e com efeito,devido ao papel fundamental que desempenha no metabolismo da plan-ta e especialmente nos metabolismos glicídico e fosfatado e devido aoparalelismo entre o teor de potássio e a intensidade da fotossíntese, opotássio encontra-se na base de um metabolismo ligado à resistência daplanta, pelo favorecimento da síntese de proteínas e, conseqüentemen-te, pela regressão das substâncias solúveis que acarreta. Encontra-se, pois,na base de um metabolismo ligado à resistência da planta.Torna-se necessário precisar que o potássio não age só, mas simsegundo seu equilíbrio com os outros elementos, especialmentecatiônicos (CHABOUSSOU, 1973). Assim, SHIGEYASU (op. cit.)observa, no arroz, a importância do antagonismo K/Mg. Da mesmaforma deve-se considerar a influência do Mg e do P nas parcelas ondea relação K/N está desequilibrada por um excesso de N.Enfim, o autor também procedeu a ensaios de fertilização comoligoelementos. Os primeiros resultados evidenciaram que: “A sen-sibilidade à helmintosporiose diminui pela aplicação de iodo, zinco emanganês. Além disso, estes tratamentos parecem ter efeito favorável so-bre o desenvolvimento vegetativo”.Um comentário impõe-se imediatamente: não é por acaso queesta terapia com oligoelementos age positivamente sobre o crescimen-to, isto é, sobre a proteossíntese. É este último processo que acarretaa resistência da planta à moléstia, por regressão das substâncias so-lúveis nos tecidos. Voltaremos a este ponto fundamental ao longodeste livro, especialmente no próximo capítulo.Prosseguindo sua análise, SHIGEYASU (op. cit.) precisa que oexcesso de fósforo, a adição de cobalto e a carência de magnésio au-mentam a sensibilidade do arroz ao Helminthosporium. Este fato leva-o a concluir que é absolutamente impossível discutir sobre asensibilidade do arroz em relação a este parasita, apenas sob o ângu-lo da fertilização potássica.
  58. 58. 64F R A N C I S C H A B O U S S O UEste ponto de vista – a priori bastante evidente – encontra-seconfirmado pelos trabalhos de BOGYO (1955), que tratam da in-fluência dos aportes de potássio e cálcio sobre a aparição e a gravida-de de Helminthosporium turcicum em milho. De maneira geral,enquanto o potássio aumenta a resistência, o cálcio agrava a sensibi-lidade. Este fenômeno parece ter relação com o equilíbrio K/Ca naplanta, do que falaremos mais adiante. Um ponto importante subli-nhado pelo autor: “uma vez que a planta disponha de quantidadessuficientes de potássio assimilável, a cal aplicada em doses crescentesnão provoca aumento da doença”.Quer dizer, esta é toda a importância dos fenômenos de troca eassimilação no metabolismo e resistência da planta.Em resumo, dois anos de experimentos permitem a BOGYO con-cluir: “A adubação potássica bem como o uso de esterco permitem uma dimi-nuiçãosignificativadagravidadedosataquesdeHelminthosporiumturcicum”.Retenhamos, por enquanto, este efeito benéfico da fertilizaçãoorgânica sobre a resistência da planta em relação à doença: a isto,igualmente, voltaremos ao longo desta obra.Definitivamente, os resultados de BOGYO e SHIGEYASU en-contram-se para confirmar a ação benéfica da fertilização potássica,quando esta é feita num contexto nutricional da planta, caracterizado porum ótimo de proteossíntese. Ou seja, correlativamente, com a existên-cia nos tecidos de, um mínimo de substâncias solúveis sensibilizadoras.Esta concepção de determinismo bioquímico da resistência seráconfirmada, a seguir, pelo estudo das relações entre determinados fato-res ambientais ou culturais e a resistência do milho à helmintosporiose.D) Determinismo bioquímico das repercussões de diversos fatoressobre a resistência do milho à helmintosporiose1 – Idade da plantaComo assinalado anteriormente, as plantas jovens de milho ja-mais são atacadas: as primeiras manchas, com efeito, só se desenvol-
  59. 59. P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S65vem ao nível da 7ª e 8ª folhas, continuando a se estender após afloração.Ora, sabe-se que em todas as folhas jovens a síntese protéica épredominante, daí ter-se um mínimo de substâncias solúveis nos te-cidos. Aqui, ainda, a resistência também está ligada a um fenômeno decarência em elementos nutricionais em relação às necessidades do fungoparasita. Propomo-nos a mostrar neste trabalho que se trata de umfenômeno de ordem geral. Quanto ao processo inverso, ‘da suscetibili-dade aos ataques de parasitas de diversas ordens, parece que se explicapela existência de um estado bioquímico caracterizado, ao contrário,qualquer que seja o fator em jogo, por uma proteólise dominante e pelaabundância de substâncias solúveis nos tecidos.Assim se explica, notadamente, como veremos adiante, a carac-terística sensibilidade na época da floração, tanto nos cereais como nasárvores frutíferas.Inversamente, a resistência das folhas maduras a doenças e insetossugadores, como os pulgões, parece ligada ao fato de, nestes órgãosmaduros, a maior parte do nitrogênio estar concentrada em proteí-nas e, conseqüente-mente, o teor em compostos solúveis ser relativa-mente baixo.2 – Influência da luminosidadeA energia luminosa apresenta uma influência positiva sobre assínteses. Ao contrário, com luminosidade alterada e em penúria deágua estas são reduzidas. Neste caso, a abundância de aminoácidose ácidos orgânicos é que sensibiliza nutricionalmente a planta emrelação aos organismos patogênicos. A influência da luminosidade éconfirmada pelo do fotoperíodo e, portanto, em condições iguais, à dalatitude. MOLOT lembra que se YOUNG et. alii. (1959) assinalamum crescimento de sensibilidade do milho à Diplodia zeae quando sedesloca um mesmo híbrido de um estado do norte dos EstadosUnidos, como Minnesota, para um estado mais meridional, como o
  60. 60. 66F R A N C I S C H A B O U S S O UMissouri ou Oklahoma, é porque a latitude diminui e, com ela, ocomprimento do dia.Parece se tratar de um fenômeno de ordem geral. Assim,UMAERUS 1959) assinala que a variedade de batata “Sebago”, con-siderada como altamente resistente em dias longos, no Maine, mos-tra-se, ao contrário, uma das variedades mais suscetíveis à requeima(Phytophthora infestans) em dias curtos, na Flórida.3 – Influência da emasculação da espigaEsta operação, segundo MOLOT (op. cit.), tem por objetivoaumentar a sensibilidade do milho em 25% em relação à helmintos-poriose. Ora, o corte deste órgão reprodutor tem por resultado au-mentar o teor de glicídios das folhas, porque sua migração para osórgãos reprodutores não ocorre mais. Todavia, os glicídios não são osúnicos a não mais migrarem; ocorre o mesmo com os compostosnitrogenados solúveis. Como chegamos à conclusão de que, sozinho,oteor de glicídios nos tecidos não afetaria a resistência, somos induzi-dos a pensar que ela possa estar inversamente relacionada ao teor emcompostos nitrogenados solúveis. A operação de emasculação acarreta,provavelmente, uma regressão dessas substâncias.4 – Influência da região de cultivoCom a mudança de região, é evidente que certas condições decultivo encontram-se simultaneamente modificadas. Isto ocorre coma latitude, sendo a energia recebida pela planta diferente. Não éimpossível que esta influência possa interferir na França, apesar dasdiferenças de latitude estarem longe de alcançar a mesma escala quenos Estados Unidos (oito (8) paralelos, em vez de 17 nos EstadosUnidos). Todavia, os departamentos de Landes e Pirineus-Atlânticos,regiões assinaladas por MOLOT como as mais atacadas pelahelmintosporiose, são também as mais meridionais. Este fenômenoconcordaria, portanto, com o fato de uma grande sensibilidade des-
  61. 61. P L A N T A S D O E N T E S P E L O U S O D E A G R O T Ó X I C O S67te mesmo milho em relação a Diplodia ou da batata à requeima, nosestados do sul dos Estados Unidos.Vimos, estudando as repercussões da fertilização potássica ounitrogenada, que a nutrição da planta pode estar igualmente emdiscussão. Vimos também, a importância dos oligoelementos. EmLandes, onde a helmintosporiose ataca com maior intensidade, ossolos – silicosos – são particularmente deficientes em cobre,. carênciaesta que tem por resultado aumentar o teor dos tecidos em produ-tos nitrogenados solúveis e, portanto, em elementos nutricionaissuscetíveis de sensibilizar o milho em relação a diversas moléstias eespecialmente à helmintosporiose.Confirmaremos estas considerações, pelas conseqüências benéficasresultantes das correções do solo e de pulverizações cúpricas ou à basede complexos de oligoelementos, em relação àquilo que se podechamar “estado geral” da planta e sua resistência contra toda umagama de doenças ou pragas.3. DISCUSSÃO GERAL E CONCLUSÕES REFERENTES ÀSRELAÇÕES ENTRE O MILHO E A HELMINTOSPORIOSEA respeito da podridão do colmo, provocada pelos ataques dasfusarioses, MOLOT (op. cit.) evidenciou uma correlação altamentesignificativa entre o teor em glicídios dos colmos em 15 de setembroe as percentagens de quebra em meados de outubro, isto é, corres-pondente aos danos de Fusarium.Entretanto, MOLOT, muito justamente, observa que, como osglicídios são elementos importantes da nutrição carbonada dos fun-gos, não seria possível lhes atribuir qualquer papel fungistático. Aocontrário, diz ele, e sempre com a mesma preocupação de explicar aresistência pela presença de um produto tóxico ao patógeno nos te-cidos (fitoalexina), acrescenta: “Pode-se pensar que eles (os glicídios)variam correlativamente com outros fatores bioquímicos capazes deinibir o crescimento miceliano”.

×