Traje Infantil - História Social da Criança e da Família

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Traje Infantil - História Social da Criança e da Família (Autoras: Adriana T.M. Oliveira; Silvana A.Marques; e Sonara Souza)

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Traje Infantil - História Social da Criança e da Família

  1. 1. História Social da Criançae da família
  2. 2. Até o século XIII não havia diferença nos trajes das crianças e dos adultos.Assim que a mesma largava os cueiros(faixa de tecido que era enrolada em torno de seu corpo)ela era vestida como os outros homens e mulheres de sua condição. O Delfim, herdeiro do trono francês ( em óleo 1661).
  3. 3. Gêmeos, pintura do século XVII:túnicas orientais e perucas cacheadas
  4. 4. O príncipe Luís, futuro rei da Espanha,em tela de 1710: faixa e manto de monarca
  5. 5. Algumas pinturas francesas desta época mostram criançasbrincando com calças justas e, por cima, um vestido longo,aberto na frente.Exemplo: tela Brincadeiras Infantis, 1560, Pieter Bruegel.
  6. 6. Os italianos usavam brocados e veludosdrapeados com bom gosto, sem extremarigidez. Os gibões e as estreitas calçasLEGGINGS dos homens não levavamacolchoados e mangas, mesmo amplasnão tinham formas exageradas; nisso osfeitios italianos se diferenciavambastante do resto da europa . Era comumaos homens, como da idade média,trazer seus punhais e bolsas penduradasnos cintos.
  7. 7. Os trajes dos meninos inspiradosno traje adulto.
  8. 8. Maria de Medici, Anna Maria de Medicirainha da França (pintura de 1593) (pintura de 1690)
  9. 9. Os trajes das meninas eram inspiradosnos das mulheres.
  10. 10. Menina do século XVII, com gola de rendae arranjo de pérolas na cabeça: minoria
  11. 11. Também achava-se divertido dar às crianças de boa família algumas característicasdo traje popular, como o barrete dos trabalhadores (touca, chapéu, gorro).
  12. 12. Meninos com trajes inspirados no uniforme militar ou naval:assim se criou o tipo do pequeno marinheiro que persistiudo fim do século XVIII até os nossos dias.
  13. 13. BRASIL“Um país sem crianças” Final século XIX Início século XX
  14. 14. A roupa que Monteiro Lobato(com as irmãs Judite e Ester)veste, em foto da década de 1880 ,é muito parecida com o "costume"da criança do anúncio ao lado... extraído de "jornais brasileiros do fim do século XIX e do começo do XX“. Por sua vez, esse costume é muito semelhante ao da personagem exibida na página seguinte...
  15. 15. ...que ilustra o conto"Um homem", de Olavo Bilac.(Contos Pátrios, 1904).O menino da ilustração é considerado “um homem”no conto porque assume a liderança da família após amorte do pai.
  16. 16. Olavo Bilac aos nove anos. Meninos de terno enfeitam a capa do livro Poesias Infantis, de Olavo Bilac (1904)
  17. 17. Monteiro Lobato "começou a sentir-se gente grande quandoficou decidido que iria prestar os exames em São Paulo.“Estava com treze anos".
  18. 18. Sala de aula da Escola Caetano de Campos, colégiofreqüentado pelas crianças da elite paulistana.
  19. 19. Fotografia de sala de aula feminina que ilustra o livroHistórias da nossa terra, de Julia Lopes de Almeida,publicado em 1907.
  20. 20. Traje infantil dos anos de 1920
  21. 21. Traje infantil dos anos de 1930 Traje infantil dos anos de 1950
  22. 22. Anúncio da "Revista da Semana", de 19/03/1918, que mostra uma criançavestida como se fosse um adulto em miniatura, inclusive fumando. Anúncio da "Revista da Semana", de 19/03/1918, que mostra uma criança vestida como se fosse um adulto em miniatura, inclusive fumando .
  23. 23. Olavo Bilac (1865-1918), intitula uma crônica de 1908,em que recorda seus tempos de criança:(...) nunca fui verdadeiramente menino e nunca fui verdadeiramente moço.A cousa não teria importância, se fosse uma desgraça acontecida a mimsomente: mas foi uma desgraça que aconteceu a toda uma geração.Toda a gente do Rio, que tem hoje a minha idade, deve estar sentindo,ao ler estas linhas, a mesma tristeza.Fomos todos criados para gente macambúzia, e não para gente alegre.Nunca nos deixaram gozar essas duas quadras deliciosas da vidaque em que o existir é um favor divino.Os nossos avós e os nossos pais davam-nos a mesma educação quehaviam recebido: cara amarrada, palmatória dura, estudo forçado e,escravização prematura à estupidez das fórmulas,das regras e das hipocrisias. (...)“É preciso estar quieto! É preciso ser sério, é preciso ser homem!".Tanto nos recomendaram isso, que ficamos homens.E que homens! Céticos, tristes, de um romantismo doentio... (...)
  24. 24. Referências Bibliográficas:http://www2.fateb.br/ftp/professores/Marcia%20Elaine/http://veja.abril.com.br/181000/p_122.htmlhttp://fido.palermo.edu/servicios_dyc/encuentro2007/02_auspicios_publicacionsARIÈS, Philippe. História Social da Criança e da Família .Rio de Janeiro:Guanabara, 1981.Componentes do grupo:Adriana T.M. OliveiraSilvana A.MarquesSonara Souza

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