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Aplicando pesquisa interdisciplinar_unir_2016

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Aula 11. Aplicando a Pesquisa Interdisciplinar

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Aplicando pesquisa interdisciplinar_unir_2016

  1. 1. APLICANDO E RE-INTEGRANDO O CONHECIMENTO INTERDISCIPLINAR Porto Velho, Junho de 2016 © Prof. Simone Athayde, 2016
  2. 2. Aplicações da Pesquisa Interdisciplinar na Gestão Socioambiental • Academia e ciência– novas teorias, processos, métodos, tecnologias, produtos, etc. • Gestão – programas de uso, manejo e gestão de recursos naturais e sistemas socioambientais, incluindo políticas públicas. • Indústria – designs, produtos, processos, tecnologia. • Sociedade – melhoria da qualidade de vida e acesso à educação, saúde, informação, bens, recursos e serviços. © Prof. Simone Athayde, 2016
  3. 3. PLATAFORMA DE APRENDIZAGEM ATIVA A missão do Programa de Conservação e Desenvolvimento Tropical (TCD) da UF é conectar teoria e prática para avançar bem-estar social e conservação ambiental nos trópicos. Kainer et al. 2006.© Prof. Simone Athayde, 2016
  4. 4. Aprendizagem aplicada em integração com outros grupos e instituições na Amazônia (academia, ONGs, governo, etc) Aprendizagem no grupo do Curso de Especialização Sistema maior: integração entre o grupo de participantes nos grupos setoriais Trabalho em grupos Aprendizagem em grupos setoriais em interação com atores sociais: indígenas, produtores rurais, agricultores familiares Trabalho individual Aprendizagem pessoal Pergunta de pesquisa ou objetivo © Prof. Simone Athayde, 2016
  5. 5. ANTES E DEPOIS © Prof. Simone Athayde, 2016
  6. 6. 1) DEFININDO O PROBLEMA IDENTIFICANDO E DELIMITANDO ÁREAS DISCIPLINARES EXPLORANDO CONCEITOS-CHAVE 2) DEFININDO O DESENHO METODOLOGICO 3) ELABORANDO PRODUTOS E REFLETINDO SOBRE RELEVÂNCIA E POTENCIAIS APLICAÇÕES 1) Definir o problema: por que necessitamos uma abordagem interdisciplinar? - Quais áreas disciplinares sao críticas para abordar o problema? Por quê? - Reduzir o foco e áreas disciplinares (2 a 3 max) - Refletir sobre habilidades para trabalho em grupo 2) Desenho metodológico e Mapa da pesquisa - Identificar métodos relevantes e variáveis para análise integrada - Refletir sobre dinâmica e processo do trabalho em grupo 3) Construção de entendimento abrangente - Refletir sobre o processo – teoria e prática interdisciplinar - Comunicar e aplicar resultados - Compartilhar produtos - Avaliar trabalho em grupo: como podemos melhorar? METODOLOGIA PARA PROJETOS EM GRUPO TRABALHO EM GRUPO © Prof. Simone Athayde, 2016
  7. 7. © Prof. Simone Athayde, 2016
  8. 8. TESTANDO E COMUNICANDO PESQUISA INTERDISCIPLINAR Teste: Validação e avaliação da qualidade do conhecimento produzido. 1) Teste de Newell (2007) - Utilidade e aplicabilidade do conhecimento gerado Perguntas: • Será que o produto da pesquisa permite uma ação mais eficaz? • Ajuda a resolver o problema ou responder a pergunta de pesquisa? • Como pode ser útil para os profissionais, o público, ou os políticos que tem relação com o problema? 2) Teste de Tress et al. (2006) - Comunicando para a comunidade científica • Informação somente se torna pesquisa quando todos os dados e informações coletados são sistematizados, analisados ​​e retornados para as comunidades acadêmicas. • Qualidade científica, robustez e solidez - medida por publicações "peer- reviewed“ (revisadas por pares). • Transformação do conhecimento tácito (não diretamente acessível) em conhecimento explícito (diretamente acessível).© Prof. Simone Athayde, 2016
  9. 9. 3) Teste de Boix Mansilla et al (2009) - Avaliação do trabalho dos estudantes por docentes. 4 critérios:  Qualidade da Proposição - o enquadramento do problema e a justificativa da abordagem interdisciplinar.  Contextualizando o conhecimento disciplinar - desenvolvendo adequação e uma base comum para a integração entre diferentes disciplinas, utilizando conceitos, teorias, perspectivas, métodos.  Qualidade e intensidade da integração - entre idéias, teorias, análises, argumentos, narrativa.  Consciência crítica - reflexão e crítica - reconhecendo as limitações do trabalho produzido. © Prof. Simone Athayde, 2016
  10. 10. INDICADORES DE QUALIDADE EM PESQUISA INTERDISCIPLINAR 1. Utilidade: Aplicabilidade para a resolucao do problema. 2. Contextualização disciplinar: Adequação é alcançada em disciplinas relevantes (definindo problema, explorando teorias, métodos e argumentos). 3. Integração: Síntese de diferentes pontos de vista é explícita. 4. Tradução e alcance: Conhecimentos, metodos, ferramentas e praticas produzidos são explicados em linguagem de fácil entendimento a públicos-alvo de relevância. 5. Comparação: Insights e explicações produzidos sobre o problema são melhores do que quaisquer explicações alternativas. 6. Auto-reflexão: Autor está ciente das limitações (ex. Falta de alguma perspectiva disciplinar relevante) Grupo de reflexão. 7. Comunicação: Sujeito a opinião de revisão por pares (Tress et al 2006). Segundo (Repko 2012)© Prof. Simone Athayde, 2016
  11. 11. Metáforas e analogias - visuais, narrativas, etc. Ajudam-nos a compreender um conceito/palavra através de outro ou por comparação (analogia). Ex: Seus olhos são 2 oceanos; falar pelos cotovelos, etc. Modelos - padrões, arquétipos, protótipos. Os modelos podem ser uma "plataforma" útil para a pesquisa interdisciplinar. EX. Ostrom (2009). Modelos disciplinares podem ser úteis para criar colaborações interdisciplinares (ex: cadeia trófica, corpo humano). Artigos e apresentação em conferências - alimentando o conhecimento de volta para a academia. Narrativas - escritas ou faladas. Materiais educativos e visuais – livros, manuais, pôsters, objetos. Materiais de divulgação on-line: páginas, wikipedia, blogs, mídias sociais, etc. COMUNICANDO A PESQUISA INTERDISCIPLINAR © Prof. Simone Athayde, 2016
  12. 12. Novos processos - novas abordagens ou métodos para resolver problemas particulares, novos modos de análise que geram novos conhecimentos. Novos Produtos - 1) inovação tecnológica; 2) obras de arte (incluindo a mídia). Ex: Exposição Estrutura e Emergência. Críticas de relevância política – mostrando estreiteza conceitual de políticas específicas (por exemplo, custo e benefício, impactos diretos e indiretos das barragens). Pode envolver a proposição de uma nova política, plano ou esquema para resolver o problema. Novas direções para a ciência e pesquisa científica- identificação de lacunas no conhecimento existente e como lidar com elas. Outros? © Prof. Simone Athayde, 2016
  13. 13. PUBLICANDO A PESQUISA INTERDISCIPLINAR O que é peer-review (revisão por pares)? • A revisão por pares é a avaliação do trabalho por uma ou mais pessoas de competência semelhante aos produtores do trabalho (peers). Constitui uma forma de auto-regulação por membros qualificados de uma profissão dentro do campo disciplinar relevante. Métodos de revisão por pares são empregados para manter os padrões de qualidade, melhorar o desempenho e fornecer credibilidade. • Revisores: serviço normalmente não remunerado fornecido pela comunidade acadêmica. Normalmente dois ou mais revisores são convidados a rever um determinado manuscrito. • Tipos de revisão por pares: Duplo-cego: a identidade dos autores é ocultada aos revisores, e vice-versa. Single-cego: o revisor sabe o nome do autor, mas o autor não sabia o nome do revisor. Aberta: autor e revisor (s) são divulgados e a comunicação é incentivada. © Prof. Simone Athayde, 2016
  14. 14. Criticismo do Sistema Peer-review: • Interposição de editores e revisores entre autores e leitores pode ser usada pelos primeiros para controlar (e bloquear) o fluxo de conhecimento. • Os sociólogos da ciência argumentam que a revisão por pares faz com que a capacidade de publicar seja suscetível de controle pelas elites e ciúme pessoal. • O processo de revisão por pares pode suprimir a dissidência contra as teorias amplamente aceitas. • Revisores tendem a ser especialmente críticos de conclusões que contradizem seus próprios pontos de vista, e indulgentes para com aqueles com os quais eles coincidem ou concordam (viés pessoal) . • Isso está de acordo com as observações de Thomas Kuhn sobre as revoluções científicas. Um modelo teórico foi estabelecido cujas simulações sugerem que a revisão por pares fomenta o financiamento de pesquisa, favorecendo o monopólio de opiniões dominantes. © Prof. Simone Athayde, 2016
  15. 15. Como escolher uma revista/ periódico? Selecionando a melhor revista alvo para o seu manuscrito você pode economizar tempo e complicações na publicação do seu artigo. O fator mais importante na escolha de um periódico alvo depende de seus objetivos de publicação: revista com um elevado fator de impacto, tempo de publicação rápido, ou público-alvo específico. Dica: Identificar 3-5 revistas que são um bom ajuste. Rever as políticas de submissão e ler alguns dos artigos para verificar se o seu artigo tem um bom ajuste. Verifique a existência de taxas, limites de texto, tipo de publicações aceitas (por exemplo, artigo de pesquisa, artigo de opinião, crítica, perspectiva, artigo de revisão, relatório). Considere a velocidade típica de publicação e a existência de pré-publicação online. © Prof. Simone Athayde, 2016
  16. 16. O que é o fator de impacto? O fator de impacto (FI) de uma revista acadêmica é uma medida anual que reflete o número médio de citações de artigos recentes publicados na revista durante os dois anos anteriores. O fator de impacto é altamente dependente da disciplina acadêmica, refletindo a velocidade com que artigos são citados em um campo. A porcentagem do total de citações que ocorrem nos dois primeiros anos após a publicação varia muito entre as disciplinas de 1-3% nas ciências matemáticas e físicas para 5-8% em ciências biológicas. Assim, fatores de impacto não podem ser usados para comparar revistas em todas as disciplinas. Se uma revista tem um fator de impacto de 3 em 2008, seus artigos publicados em 2006 e 2007 receberam três citações cada, em média, em 2008. © Prof. Simone Athayde, 2016
  17. 17. CAPES QUALIS http://qualis.capes.gov.br/webqualis/principal.seam Sistema utilizado pela CAPES comparável ao sistema de fator de impacto adotado nos Estados Unidos e internacionalmente. Utiliza estratos A, B e C. Nos estratos A1 e A2 são classificados periódicos de alto fator de impacto. Nos estratos B1 a B5 estão os de médio impacto, e no estrato C de menor impacto. A classificação depende da área disciplinar. Problemas: Para a área de biodiversidade, a maioria das revistas A1 são americanas (problema de poder e acesso). © Prof. Simone Athayde, 2016
  18. 18. DISCUSSÃO Interdisciplinaridade e Carreiras Profissionais • Que carreiras o profissional interdisciplinar pode abraçar? • Quais algumas habilidades do profissional interdisciplinar que oferecem vantagem no mercado de trabalho? • Como você se apresentaria em uma entrevista de trabalho, realçando suas qualidades interdisciplinares? • Como você pode realçar suas habilidades como profissional interdisciplinar em seu curriculum vitae? © Prof. Simone Athayde, 2016

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