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Formação das Monarquias Nacionais e Absolutismo

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Aula mostrando a formação das monarquias francesa, inglesa, portuguesa e espanhola. Material destinado aos alunos e alunas do 1º Ano do Colégio Militar de Brasilia. Pode ser utilizado desde que citada a fonte.

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Formação das Monarquias Nacionais e Absolutismo

  1. 1. 1 FORMAÇÃO DAS MONARQUIAS NACIONAIS ABSOLUTISMO
  2. 2. MONARQUIAS NACIONAIS Formadas na Idade Média: 1. França 2. Inglaterra 3. Espanha 4. Portugal Que tiveram sua unificação prejudicada pelo conflito entre o Papa e o Imperador: 1. Itália 2. Alemanha
  3. 3. CONFLITO DE PODERES PODERES UNIVERSAIS (PAPA/IMPERADOR) PODERES NACIONAIS (REIS) PODERES LOCAIS (SENHORES FEUDAIS)
  4. 4. CRIANDO UM ESTADO NACIONAL •Monopólio da força pelo REI → criação de um exército permanente. •Moeda única. •Estabelecimento de um quadro de funcionários (nobres e burgueses). •Aliança com a burguesia e a pequena nobreza. •Crescimento do comércio e arrecadação de impostos. •Crise dos poderes universais.
  5. 5. E O ABSOLUTISMO? •É um regime político existente entre os séculos XVI-XVIII em que uma pessoa exerce poderes ilimitados, onde só ele manda, geralmente um rei ou uma rainha. Os monarcas podim fazer leis sem aprovação da sociedade, criar impostos e tributos que financiassem seus projetos ou guerras, muitas vezes, um rei absoluto se envolvia em temas religiosos, chegando a controlar o clero nacional. A justificativa desse poder se assentava no Direito Divino. •Nem todos os monarcas absolutos eram tão absolutos assim, o regime só funcionou de forma completa na França.
  6. 6. Luís XIV (1638-1715) , rei da França, representa o auge do Absolutismo em seu país e modelo para todos os monarcas do gênero. Chamado de “rei sol”, ele criou a luxuosa corte de Versalhes, com rígidas regras de etiqueta que marcavam a importância e o lugar de cada um dentro do chamado Antigo Regime.
  7. 7. 7 PORTUGAL ESTADO NACIONAL PIONEIRO •A origem do Estado português está relacionada à Reconquista a partir do século XI, dos territórios da Península ibérica sob o domínio dos mouros (árabes) que haviam se fixado na região, a partir do séc. VIII. • A Reconquista atraiu nobres de toda a Europa e Henrique de Borgonha recebeu como recompensa de Afonso VI, rei de Leão, a mão da princesa D. Teresa e o Condado Portucalense. É este território que dará origem a Portugal.
  8. 8. 8 PORTUGAL ESTADO NACIONAL PIONEIRO •O filho de D. Henrique de Borgonha, Afonso Henriques, declarou independência no ano de 1139, derrotando tropas de Castela e Leão. A independência é reconhecida em 1143. •A Dinastia de Borgonha e Portugal terminou o processo de Reconquista ainda no século XIII. Portugal nasceu de uma cisão do Reino de Leão.
  9. 9. 9 EVOLUÇÃO DA RECONQUISTA PORTUGUESA Com o fim da Ordem dos Templários em 1307, o Rei de Portugal recebe do papa o privilégio de criar uma nova ordem militar que os acolhesse: a Ordem de Cristo.
  10. 10. 10 PORTUGAL ESTADO NACIONAL PIONEIRO •Uma nova rota comercial ligando as cidades italianas, no sul, à Flandres, no norte, com escala em Lisboa impulsionou a economia do país e a burguesia mercantil se fortaleceu. •Lembre-se da Guerra dos Cem Anos e da Peste Negra. Passar por Portugal é mais seguro do que ir por terra.
  11. 11. 11 O PAPA CONFIRMA A INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL Bula Manifestis Probatum do papa Alexandre III (23/05/1179) "Concedemos e confirmamos por autoridade apostólica ao teu excelso domínio o reino de Portugal com inteiras honras de reino e a dignidade que aos reis pertence, bem como todos os lugares que com o auxílio da graça celeste conquistaste das mãos dos sarracenos e nos quais não podem reivindicar direitos os vizinhos príncipes cristãos.” (Fonte)
  12. 12. 12 • Após a morte do último rei da dinastia de Borgonha, D. Fernando I, formaram-se em Portugal dois grupos: o da burguesia mercantil e pequena nobreza, que apoiava a ascensão de D. João, Mestre d’Avis, filho bastardo rei; e outro, liderado pela nobreza que apoiava a anexação de Portugal ao reino de Castela, pois a princesa Beatriz, única filha do falecido rei, era casada com o rei de Castela, essa facção tinha o apoio da grande nobreza e alto clero. • A vitória na Batalha de Aljubarrota marcou o início da Dinastia de Avis, garantiu-se a independência e reforçou-se a centralização do poder nas mãos do rei. REVOLUÇÃO DE AVIS (1383-85)
  13. 13. 13 • A construção do Reino da Espanha foi fruto de um longo processo de Reconquista (711-1492). • A Reconquista somente foi finalizada com a conquista de Granada em 1492, mesmo ano em que Colombo chegou ao novo continente, depois batizado de América. FORMAÇÃO DA ESPANHA: UMA LONGA RECONQUISTA
  14. 14. 14 • No século XV, a Espanha estava partida em dois reinos, a união foi selada com o casamento (1469) de Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela, conhecidos como os “Reis Católicos”. • A criação do reinos espanhol foi dificultado pela co-existência de vários povos, nacionalidades, sistemas jurídicos e de cobrança de impostos diferentes. • Conciliar os vários interesses e grupos, garantindo a unidade duradoura foi uma árdua tarefa. NASCE O REINO DA ESPANHA Isabel I de Castela (1451-1504)
  15. 15. 15 •Isabel herdou o reino de seu irmão, Henrique IV, mas o rei tivera uma filha, a princesa Joana. •“Beltraneja” era o seu apelido, pois muitos a acreditavam filha do nobre Beltrán de La Cueva. •Há outra teoria: o rei era impotente e um médico judeu foi chamado, ele teria executado uma uma inseminação artificial, talvez a primeira da história. JOANA BELTRANEJA: QUASE RAINHA DE CASTELA A princesa Joana foi casada com o rei Afonso V de Portugal, houve guerra civil (1474-1479), vencida por Isabel.
  16. 16. 16 • A união entre Aragão e Castela, oficializada em 1479, era frágil. Cada reino tinha suas próprias leis e era administrado de forma separada por seus monarcas, sem um herdeiro homem, o reino poderia se fragmentar. • Em 1478, a Inquisição se estabeleceu na Espanha à pedido dos reis católicos, seu alvo principal eram os judeus e mouros convertidos. A tolerância para com minorias religiosas chegava ao fim, ser espanhol deveria ser sinônimo de ser católico. NASCE O REINO DA ESPANHA Fernando II (1452- 1516) fez o possível para garantir a união dos reinos após a morte da esposa.
  17. 17. 17 • Em 1492, todos os judeus foram expulsos da Espanha. Para se casar com uma das filhas dos reis católicos, o Rei de Portugal baixou decreto semelhante em 1496. • Os judeus convertidos ao catolicismo eram chamados de cristãos-novos, em oposição aos cristãos-velhos. • Houve conversões genuínas, mas a maioria era fruto da violência, ou da conveniência social. O convertido, no entanto, acabava sendo discriminado (*sangue impuro*) e tornava-se alvo da Inquisição. QUEM ERAM OS CRISTÃOS-NOVOS
  18. 18. 18 • Em Portugal, diante do êxodo dos judeus, que resistiam à conversão, o Rei D. Manuel I deixou somente o porto de Lisboa aberto para a migração e ordenou que todas as crianças menores de 14 anos fossem tomadas de seus pais e educadas como católicas. • Em 1506, a população, instigada pelos dominicanos, promoveu uma grande matança (Pogrom de Lisboa ou Matança da Páscoa). O rei puniu os envolvidos, mas o estrago estava feito. • As leis contra os judeus e casamentos de cristãos novos e velhos só foram suspensas no século XVIII. QUEM ERAM OS CRISTÃOS-NOVOS
  19. 19. 19 O documentário “A Estrela Oculta do Sertão” fala dos descendentes de judeus (cristãos novos) no Nordeste do Brasil. A maioria não tinha ideia de suas origens.
  20. 20. 20 • "Mourisco do reino de Granada, passeando no campo com a esposa e um filho", de Christoph Weiditz (1529)
  21. 21. 21 • Em Castela, em 1502, foi ordenado a conversão forçada dos mouros (mouriscos). • No Reino de Aragão, a mesma ordem só veio em 1525-26. • Apesar da pressão, a maioria dos mouros manteve seus costumes e religião (*em segredo*), ainda que tenham abandonado a língua árabe. • Depois de alguns conflitos, veio a ordem de expulsão de todos os mouriscos em 1609, o norte da África foi seu destino. • A Espanha perdeu 4% da população, a maioria trabalhadores rurais. Parece pouco, mas algumas regiões sofreram grande impacto. E O QUE ACONTECEU COM OS MOUROS?
  22. 22. 22 • Mais tarde, em 1512, a parte sul do Reino de Navarra foi incorporada à Espanha. • A riqueza fruto das terras conquistadas forneceu à Coroa espanhola os meios financeiros não só para garantir a estabilidade do novo estado como para dar à Espanha um lugar de grande relevo na economia europeia. • Em 1519, Carlos V se torna rei da Espanha e Imperador do Sacro Império Romano Germânico, além de possuir territórios na Itália e Países Baixos, criou-se um império no qual o sol nunca se punha. (No slide seguinte quadro de Antonio Arias Fernández, c.1639– 1640, Carlos V e seu filho Felipe II) A ESPANHA SE TORNA UM IMPÉRIO
  23. 23. 23
  24. 24. 24 Todos os territórios em verde pertenciam aos Habsburgos na Europa, concentrados nas mãos de Carlos V (1500-1558).
  25. 25. 25 A Batalha de Lepanto foi travada entre uma esquadra da Santa Liga (República de Veneza, Reino de Espanha, Cavaleiros de Malta e Estados Pontifícios) sob o comando de João da Áustria e o Império Otomano, no dia 7 de outubro de 1571, próximo de Lepanto, na Grécia. Esta batalha representou o fim da expansão islâmica no Mediterrâneo. A Igreja Católica celebra a 5data associada à Nossa Senhora do Rosário.
  26. 26. 26 • Até que Luís XIV pudesse pronunciar a frase “Je suis la Loi, Je suis l'Etat; l'Etat c'est moi” (Eu sou a Lei, eu sou o Estado; o Estado sou eu!), os reis da França tiveram que lutar muito para se impor aos grandes senhores feudais consolidando seu poder em todo o território nacional. • O processo iniciado com Filipe II (1180- 1223), que conseguiu tomar vários feudos dos reis da Inglaterra, e continuado por Luís IX (1214-1270) e Filipe IV (1268-1314) foi interrompido pela Guerra dos Cem Anos (1337-1453). Porém, o enfraquecimento geral da nobreza atuou em favor do rei. FRANÇA: DO FEUDALISMO AO ABSOLUTISMO
  27. 27. • A Guerra dos Cem Anos foi o conflito entre França e Inglaterra por questões dinásticas e pelo controle da região da Flandres. • A França venceu, mas se enfraqueceu, assim como a Inglaterra. • Ambas as nações não tiveram condições de participar das Grandes Navegações de imediato. FRANÇA: DO FEUDALISMO AO ABSOLUTISMO
  28. 28. • O século XIV foi marcado pela Guerra dos Cem Anos, pela Peste Negra e por revoltas camponesas. • O surto de peste bubônica causou uma fratura demográfica. • A Jacquerie ajudou a reforçar o poder do rei francês, pois a nobreza teve que unir forças com o soberano para se impor aos camponeses. • Carlos V recomeçou (1364) a ofensiva contra os ingleses, estabelecendo o que seria o primeiro exército regular do país. •Na Inglaterra, a Rebelião de Wat Tyler (1381) contra os altos impostos, quase tomou Londres, obrigando a nobreza e o rei a se unirem para derrotar um “inimigo” comum, os camponeses rebelados.
  29. 29. • A criação de impostos ajudou a fortalecer o poder dos reis. Um dos primeiros tributos foi a talha real (taille royale) de Carlos VII (1403-1461) em 1439, o rei que Joana D’Arc colocou no trono. • O imposto criado para armar tropas que seriam usadas na expulsão dos ingleses, terminou se tornando permanente. FRANÇA: DO FEUDALISMO AO ABSOLUTISMO A talha real foi autorizada pelos Estados Gerais, assembleia que reunia o clero, a nobreza e a burguesia.
  30. 30. • Com Francisco I o poder dos Estados-Gerais foi reduzido em 1515. • Em 1516, o rei firmou a com o Concordata de Bolonha papa Leão X. A Igreja estaria submetida ao Estado (galicanismo) dando ao rei o direito de indicar os bispos e outras autoridades eclesiásticas. • O rei patrocinou vários artistas do Renascimento, como Leonardo Da Vinci. FRANÇA: DO FEUDALISMO AO ABSOLUTISMO Francisco I (1547) por Jean Clouet, 1525.
  31. 31. Francisco I e Suleimão, o Magnífico de Ticiano. França e o Império turco firmaram uma aliança em 1536. O objetivo era atingir os Habsburgos, mas terminou durando até a Era Napoleônica.
  32. 32. AS GUERRAS DE RELIGIÃO • Entre 1562 e 1598, houve oito guerras motivadas por questões religiosas na França. Considerado o ápice do conflito, o Massacre de São Bartolomeu (23-24 /08/1572) foi somente o maior (*entre 30 mil e 100 mil mortos*) de vários. • O conflito entre nobres católicos e protestantes terminou por retardar início do absolutismo. • Catarina de Médicis, governando através de seus filhos (Francisco II, Carlos IX e Henrique III), não conseguiu conter a carnificina entre a Liga Católica, liderada pelo Duque de Guise, e os Protestantes, apoiados por Henrique, rei de Navarra. 32
  33. 33. A Guerra dos Três Henriques (1587-1589) aconteceu foi disputada por Henrique de Guise (esq.), Henrique de Navarra (cent.) e o rei Henrique III (dir.). O rei encomenda a morte do Duque de Guise e termina sendo assassinado por um fanático católico. Henrique de Bourbon converte-se ao catolicismo e assume o trono dando inicio a Dinastia dos Bourbons. Ele baixa o Edito de Nantes Em 1610, foi morto por um católico que o via como traidor.
  34. 34. A RELIGIÃO DO PRÍNCIPE É A RELIGIÃO DO POVO • O Edito de Nantes, baixado por Henrique IV, pôs fim às guerras de religião, dando aos protestantes liberdade de culto limitada e controle de cidades fortificadas. • Em 1685, Luís XIV revogou o Edito de Nantes com o Edito de Fontainebleau (1685). Os huguenotes voltaram a ser perseguidos e muitos deles saíram do país. A migração dos huguenotes causou problemas econômicos ao país.
  35. 35. OS MINISTROS CARDEAIS • Richelieu, ministro do rei Luís XIII (1601-1643), é considerado o construtor do absolutismo francês, buscou debilitar a nobreza, e tornar a França a maior potência da Europa, derrotando os Habsburgos. Alterou o Edito de Nantes e retirou dos protestantes o direito de possuírem fortalezas, estimulou a produção de manufaturas e envolveu a França na Guerra dos 30 Anos (1618-48) e apoiou a luta de independência de Portugal. Cardeal Richelieu (1585-1642)
  36. 36. • O Cardeal Richelieu no cerco de La Rochelle, cidade fortaleza protestante. Quadro de Henri Motte, 1881.
  37. 37. GUERRA DOS TRINTA ANOS (1618-1648) • Uma das guerras mais destrutivas da História, produziu milhões de mortos, além de fome, miséria e esvaziamento de várias regiões do Império. • Iniciada por motivações religiosas, o Imperador Fernando II (1578-1637) queria impor o catolicismo em todos os seus domínios, degenerou para um conflito internacional com a participação da Espanha, Holanda, Dinamarca, Suécia e França, que mesmo católica, posicionou-se com os protestantes para enfraquecer os Habsburgos. A Inglaterra participou indiretamente, apesar do rei da Boêmia, Frederico V, um calvinista, tenha sido central para o início do conflito.
  38. 38. • Ocorrido em 1618, o episódio da segunda defenestração de Praga foi o estopim da Guerra dos Trinta Anos, quando alguns integrantes da nobreza tcheca atiraram pelas janelas do palácio real de Praga os representantes do sacro imperador romano-germânico Fernando II.
  39. 39. GUERRA DOS TRINTA ANOS (1618-1648) • Durante o conflito, as questões religiosas se tornaram secundárias e muitos líderes mudaram de lado, havia o uso intenso de mercenários. Saques, massacres e abusos eram comuns. • A Paz de Westfália, um conjunto de tratados envolvendo 194 estados, assinada em 30/01/1648, pôs fim ao conflito algumas das decisões foram: a Espanha reconheceu a independência definitiva da Holanda; o Sacro Império reconheceu a independência da Suíça; o Ducado da Prússia (*logo, um reino independente*) ganhou grande autonomia em relação ao imperador; a França recebeu a Alsácia-Lorena. • A Guerra dos 30 anos foi o conflito mais sangrento dentro da Europa antes da I Grande Guerra.
  40. 40. OS MINISTROS CARDEAIS • Tendo servido sob o Cardeal Richelieu, Mazarino tornou-se seu sucessor como principal ministro de Luís XIII e comandou o país durante a menoridade de Luís XIV (1638- 1715). • Enfrentou as duas últimas revoltas da grande nobreza, a Fronda do Parlamento (1648- 1649) e a Fronda dos Príncipes (1650-1653) contra o excesso de centralização política. • Ambas foram motivadas por aumentos de impostos para garantir a ação francesa em várias guerras como a dos 30 Anos e a Franco-Espanhola (1635-1659). Cardeal Mazarino (1602-1661)
  41. 41. Tornou-se rei aos 4 anos de idade e reinou por 72 anos. Governou por tanto tempo que passou o trono para seu bisneto. Nomeou intendentes para governar as províncias. Era chamado de Rei Sol. Colbert, seu ministro das finanças, tentou equilibrar as despesas. Reforçou a marinha para competir com a Inglaterra. Cuidava pessoalmente de todos os negócios de Estado. Colocou fim à liberdade religiosa. Luís XIV (1638-1715)
  42. 42. Palácio construído em várias etapas, Versalhes tornou-se sede da corte em 1682. Lá, instalou- se uma etiqueta rígida e uma série de rituais que obrigavam os nobres a orbitar em torno do rei como uma forma de ter prestígio, cargos e privilégios.
  43. 43. GUERRA DE SUCESSÃO AO TRONO DE ESPANHA • Chamado de “el Hechizado”, o enfeitiçado, Carlos II foi o último Habsburgo espanhol. Em virtude da intensa endogamia, casamentos entre parentes muito próximos, o rei acumulava uma série de deformidades e sua saúde era precária. • Morreu sem deixar herdeiros e iniciou-se uma disputa entre Luís XIV e os Habsburgos austríacos, que governavam o Sacro Império pelo trono espanhol e suas muitas colônias. Carlos II (1665-1700)
  44. 44. GUERRA DE SUCESSÃO AO TRONO DE ESPANHA • Luís XIV, filho de uma princesa espanhola e casado com uma princesa Habsburgo, queria o trono para um de seus netos, Filipe. • A possibilidade de uma futura união das coroas de França e Espanha mobilizou as potências europeias. • A Guerra estendeu-se de 1700 à 1714. A Inglaterra apoiou o Império, mas quando o candidato do Império, o Arquiduque Charles, tornou-se imperador, decidiu-se pela negociação. Rei Filipe V (1683-1746)
  45. 45. GUERRA DE SUCESSÃO AO TRONO DE ESPANHA • Nem França, nem Inglaterra, Holanda, Portugal (que mudou de lado no conflito) além de outros envolvidos desejava um Habsburgo governando a Espanha e o Império. Buscou- se um acordo. • Pelo Tratado de Utrecht I (1713), o neto de Luís XIV ganhou o trono da Espanha, mas teve que abrir mão de qualquer direito de sucessão na França. A Inglaterra ganhava o direito de fornecer escravos (Assiento) para todas as colônias da Espanha O arquiduque Carlos tornou-se imperador em 1711.
  46. 46. INGLATERRA NORMANDA • Os normandos ocuparam a Inglaterra em 1066. Seu líder, o duque Guilherme, tornou-se rei e manteve suas terras na França. • Com os normandos foi trazido para a Inglaterra o modelo feudal com alguns ajustes: o rei guardou muitas terras para si, os grandes barões tinham terras descontínuas, havia um rascunho de sistema de justiça e impostos nas mãos do rei, além de camponeses livres a disposição de suas tropas. • Fragmento da Tapeçaria de Bayeux, que narra a conquista normanda.
  47. 47. O REI SE CURVA • Nos séculos XII-XIII, a má administração e os conflitos com o rei da França, a nobreza, a Igreja e mesmo o povo comum debilitaram os reis ingleses. • Em 1215, a nobreza, com o apoio da Igreja e da burguesia impôs ao rei João Sem Terra (1199-1216) a Magna Carta. • A Magna Carta é uma declaração de direitos feudais em que cada um dos envolvidos (rei, nobreza, clero e o povo comum) tem seus direitos e deveres reconhecidos. Página 1 da Magna Carta, cópia da Biblioteca do Congresso Norte Americano.
  48. 48. O PARLAMENTO • Criado em 1258 para moderar as ações do rei Henrique III (1216- 1272). Inicialmente, tratava-se de um conselho (*imposto*) de nobre e clérigos. No governo de Eduardo I (1272-1307) passou a receber também petições populares, mas somente se reunia a pedido do rei. • Se o rei, ou rainha era forte, pouco convocava e consultava o Parlamento. • No entanto, se o rei desejasse criar novos impostos, deveria convocar o Parlamento que, neste caso, contava com a participação de burgueses e da pequena nobreza. Parlamento de Eduardo I, manuscrito do século XVI.
  49. 49. A GUERRA DAS DUAS ROSAS • O último Plantageneta, Ricardo II, foi deposto em 1399 por uma revolta da nobreza e os Lancaster assumem o trono. Preso na Torre de Londres, ele foi executado no ano seguinte. • Perdida a Guerra dos Cem Anos, os Lancaster e os York passam a lutar pelo trono. Interesses mercantis (Lancaster/rosa vermelha) contra as antigas estruturas feudais (York/rosa branca), estamos na Guerra das Duas Rosas (1455-1485). •
  50. 50. A GUERRA DAS DUAS ROSAS • A guerra enfraqueceu a nobreza senhora de terras, pois muitas famílias foram dizimadas. • Empobrecidos, muitos nobres passaram a arrendar suas terras para burgueses ricos ou membros da pequena nobreza (gentry). A resistência feudal estava morta na Inglaterra. • O fim da guerra colocou no poder Henrique VII que sem grandes entraves para fortalecimento do poder real. • Com os Tudor (Henrique VII, Henrique VIII, Eduardo VI, Mary I e Elizabeth I) temos o breve absolutismo inglês. Ricardo III (1483- 85) foi o último monarca da casa de York e o último rei da Inglaterra a morrer em combate.
  51. 51. HENRIQUE VIII E ELIZABETH I • Dentro da dinastia Tudor, Henrique VIII (1509-1547) foi quem exercitou ao máximo o poder absoluto, rompeu com o catolicismo, tornando-se chefe da nova Igreja Anglicana. • Tomou as terras da igreja e dissolveu os mosteiros. Tais expropriações que lhe deram riqueza suficiente para não se incomodar com o Parlamento. • Eliminou sem piedade todos os que se opunham a ele, ou podiam ameaçar seu poder. A grande nobreza debilitada não tinha como opor grande resistência.
  52. 52. ERA ELISABETANA • O governo de Elizabeth I é chamado de Era ou Período Elisabetano (1558-1603). É o ápice da renascença inglesa, na qual se viu florescer a literatura e a poesia do país sendo William Shakespeare, o grande destaque. Francis Bacon, um dos pais da ciência moderna, viveu na Inglaterra da época. • Foi marcada pela expansão marítima e pela derrota da Invencível Armada lançada sobre a Inglaterra por Felipe II, rei da Espanha, em 1588. “Darnley Portrait”, c. de 1575.
  53. 53. Nascida em 1533, reinou de 1558 até 1603.Apesar de chefe da Igreja Anglicana, permitiu que católicos e outros protestante tivessem liberdade religiosa. Corsários ingleses saqueavam galeões e colônias da Espanha. Virginia, a primeira colônia inglesa na América, recebeu o nome em sua homenagem. Para não ter que recorrer ao Parlamento, vendeu terras pertencentes à Coroa. Convocou o Parlamento apenas 13 vezes em 45 anos de governo. Sua poderosa rede de espiões agia dentro e fora da Inglaterra. Evitou se envolver nos conflitos religiosos do continente.
  54. 54. DINASTIA STUART • Com a morte de Elizabeth I sem deixar herdeiros, seu primo, Jaime VI da Escócia, tornou-se também rei da Inglaterra. • Jaime reforçou o absolutismo baseado na ideia de direito divino dos reis e pela imposição do anglicanismo. Promoveu a caça às bruxas e patrocinou uma tradução oficial da Bíblia conhecida como King James Bible (1611). • Entrou em conflito com o Parlamento, que foi dissolvido (1614), e criou novos impostos. Jaime I (1603-1625)
  55. 55. DINASTIA STUART • Em 1605, foi desmantelada a Conspiração da Pólvora, também chamada de Traição Jesuíta. Um grupo de católicos, insatisfeitos com a perseguição promovida pelo rei, pretendiam explodir o Parlamento na abertura dos trabalhos em 5 de novembro. Guy Fawkes, um soldado católico, foi preso colocando os barris de pólvora no porão do prédio. • Desbaratada a conspiração, o rei tornou ainda mais dura a perseguição aos católicos. • Os puritanos também foram duramente perseguidos, por conta disso, ocorreu em 1620, a viagem do Mayflower levando os chamados de peregrinos ou pais peregrinos (pilgrim fathers). Eles fundaram a colônia de Plymouth, em Massachusetts. • Os puritanos e outras minorias religiosas viam a América como a “terra prometida” e são chamados de “pais fundadores da nação”.
  56. 56. DINASTIA STUART • O sucessor de Jaime I, seu filho Carlos, continuou com o projeto de fortalecimento do poder real. • Obrigado pelo Parlamento a assinar a Petição dos Direitos, que exigia do rei o compromisso de não criar novos impostos de forma irregular, dissolveu a assembleia. O rei reativou velhas taxas medievais e estendeu o “ship money”, cobrado de algumas cidades costeiras, a todo o país. • A tentativa de imposição do anglicanismo na Escócia gerou uma revolta. Carlos I (1625-1649)
  57. 57. DINASTIA STUART • Precisando de recursos, teve que recorrer ao Parlamento que fez uma série de exigências, como o fim do “ship money”. • Atendido, o Parlamento permitiu o aumento de impostos. • Em 1641, houve uma revolta na Irlanda, que tinha sido duramente tratada pelo rei anterior. • Carlos queria recursos do Parlamento, que exigiu que o rei submetesse à assembleia a escolha de seus conselheiros. A recusa do rei e sua tentativa de prender os líderes do Parlamento, conduziu à guerra civil. • Os puritanos, liderados por Oliver Cromwell e chamados de cabeças redondas, ou ironsides, terminaram por vencer o conflito. O rei, capturado, foi condenado à morte e decapitado em 30 de janeiro de 1649.
  58. 58. • Execução de Carlos I, um evento sem precedentes e que colocava em questão a tese do direito divino dos reis.
  59. 59. • É permitido o uso dos slides desde que citada a fonte. • 07 de agosto de 2019. • Contato: shoujofan@gmail.com Henrietta Maria de França (1609-69), esposa católica de Carlos I.

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