Psicologia Criminal e Psicoterapeutas

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Psicologia Criminal e Psicoterapeutas

  1. 1. Colégio Nossa Senhora da Boavista<br />Psicologia CriminalPsicoterapeutas<br />Aluno: João Daniel de Almeida Gonçalves<br />Turma: 12ºA<br />Número: 10<br />Professor: Sérgio Morais<br />Disciplina: Psicologia<br />Ano lectivo 2009/2010<br />
  2. 2. A partir da década de 70, a psicologia aplicada, designadamente no âmbito da saúde mental e da educação, conhece um importante impulso. Tal como noutras ciências, as componentes teórica e prática passaram a estar intimamente ligadas.<br />O desenvolvimento da psicologia e a complexidade dos problemas da sociedade contemporânea têm conduzido a uma progressiva especialização da psicologia aplicada, que se organiza em várias partes. De entre as várias áreas de intervenção, vou tratar de forma mais aprofundada a área da psicologia criminal/forense, que tem como área de investigação a psico patologia.<br />São vários os técnicos que intervêm ao nível da saúde mental sendo comum a confusão entre psicólogos, psiquiatras, neurologistas, psicoterapeutas e psicanalistas, no qual, concretamente, irei falar dos psicoterapeutas. No caso dos psicólogos, a imagem mais difunda é a do psicólogo clínico, o que reforça a confusão. Contudo, importa fazer uma distinção entre os diferentes técnicos de saúde mental, segundo alguns parâmetros: formação académica, objectivos, práticas e técnicas utilizadas na intervenção.<br />Introdução<br />
  3. 3. A psicologia criminal dedica-se, sobretudo, ao estudo do crime e de todos os protagonistas que estão relacionados com o desvio e a transgressão. Procura identificar as causas que conduzem aos comportamentos desviantes e transgressores, os mecanismos que os desencadeiam e os efeitos sociais desses comportamentos. A presença do psicólogo criminal tem como objectivo modificar as interpretações mais esquemáticas e redutoras dos comportamentos genericamente designados por comportamentos criminosos.<br />A psicologia criminal é uma área que se relaciona com o sistema de justiça e que faz a confluência entre o direito e psicologia. A atitude face ao comportamento humano destas duas áreas é efectivamente distinta: o objecto de estudo da psicologia é o comportamento humano e os estados mentais, enquanto o do direito é a norma jurídica. A psicologia estuda o comportamento humano como ele é e por isso que é uma ciência do “ser”. O direito procura disciplinar o comportamento humano e por isso se diz que é uma área que estabelece o “dever ser”. O direito tem de distinguir o que é lícito e ilícito, o que é “normal” e “anormal”, tendo por referência as normas jurídicas estabelecidas pela sociedade; a psicologia encara o “normal” e “anormal” numa outra perspectiva, pondo inclusivamente reservas a esta classificação no interior da sua própria área de actuação.<br />A psicologia criminal, em particular, tem procurado compreender as relações complexas entre os comportamentos transgressores, as suas causas, os seus contextos, bem como os efeitos que têm sobre a sociedade.<br />Psicologia Criminal<br /> MONTEIRO, Manuela Matos; FERREIRA, Pedro Tavares; (2009); “Ser Humano” – 2ªParte – Psicologia B – 12ºAno, Porto, Porto Editora, p. 226.<br />
  4. 4. Avaliar a forma como os reclusos são tratados no interior dos estabelecimentos prisionais;<br />Testemunhar, se necessário, em tribunal como especialistas;<br />Avaliar, como outros técnicos, as falsas memórias em depoimentos de testemunhas;<br />Avaliar a situação de stress dos agentes da polícia e dos guardas prisionais;<br />Prestar apoio a vítimas de violência doméstica, de abusos sexuais e de outras formas de coacção e violência;<br />Apoiar a polícia na definição de perfis psicológicos que ajudem à identificação e captura de criminosos, bem como na investigação de crimes;<br />Apoiar outros técnicos na selecção e formação de pessoal da policia e guardas prisionais. Ao nível da formação específica, apoiam estes agentes a gerirem incidentes e conflitos no contexto dos estabelecimentos prisionais, bem como a desenvolverem competências que facilitem as interacções com e entre os reclusos;<br />Competências do Psicólogo Criminal<br /> MONTEIRO, Manuela Matos; FERREIRA, Pedro Tavares; (2009); “Ser Humano” – 2ªParte – Psicologia B – 12ºAno, Porto, Porto Editora, p. 227.<br />
  5. 5. Acompanhar os reclusos em situação de liberdade condicional e, quando libertados, no processo de inserção na vida activa; prestar apoio na análise de penas alternativas ao encarceramento (prestação de serviço à comunidade);<br />Participar, com outros agentes de saúde mental, no diagnóstico de imputabilidade de um acusado. Se se provar que uma pessoa que está a ser julgada sofre de uma doença ou perturbação mental que a torne incapaz de compreender o que é um acto ilícito, é considerada criminalmente inimputável e, por isso, isenta de pena.<br />Fazer o diagnóstico de reclusos que apresentem perturbações comportamentais, como agressividade e isolamento, e perturbações psicológicas, como depressão, insónias, crises de identidade, sentimento de culpa, etc. Poderão aplicar terapias individuais ou de grupo adequadas às situações;<br /> MONTEIRO, Manuela Matos; FERREIRA, Pedro Tavares; (2009); “Ser Humano” – 2ªParte – Psicologia B – 12ºAno, Porto, Porto Editora, p. 227.<br />
  6. 6.  Boa observação         <br />Precisão         <br />Objectividade                   <br /> Profissionalismo      <br />Honestidade             <br /> Humildade          <br />Espírito crítico       <br />Perspicácia         <br />Imparcial     <br />Criatividade<br />Características de um Investigador Criminal<br />
  7. 7. Como em Portugal não estão ainda claramente definidos os diferentes perfis de psicólogos, verifica-se alguma sobreposição entre as funções e as organizações em que intervêm psicólogos criminais e forenses. Os psicólogos com formação no domínio da Psicologia Forense e acreditados como peritos junto dos tribunais (uma minoria) intervêm essencialmente junto do Instituto Nacional de Medicina Legal, dos Tribunais e Ministério Público.<br />Psicólogos com formação nos domínios da Psicologia do Comportamento Desviante, Psicologia da Justiça e Psicologia Criminal trabalham também em estabelecimentos prisionais, centros de reeducação de crianças e jovens, Segurança Social e equipas de assessoria a tribunais, comissões de protecção de crianças e jovens, instituições de apoio a vítimas, entre outras. Ou ainda em projectos comunitários que visam a prevenção do uso de drogas e do crime, da agressividade, da antissociabilidade e da delinquência, programas de intervenção junto das crianças em risco, programas de apoio a vítimas, programas de tratamento de agressores, programas de educação parental. <br />Onde intervêm os Psicólogos Criminais?<br /> MONTEIRO, Manuela Matos; FERREIRA, Pedro Tavares; (2009); “Ser Humano” – 2ªParte – Psicologia B – 12ºAno, Porto, Porto Editora, p. 228.<br />
  8. 8. No domínio da Psicologia Forense destacam-se as metodologias e instrumentos de avaliação psicológica e peritagem psicológica forense, recorrendo-se à entrevista clínica, aos testes psicológicos, aos inventários e a outros métodos e instrumentos de avaliação e psicodiagnóstico. Na intervenção junto de ofensores e de vítimas, recorre-se à avaliação psicológica e a diferentes modalidades e programas de intervenção psicológica e/ou de psicoterapia individual, de casal, familiar, de grupo, comunitária. Para tal, desenvolvem-se e utilizam-se programas e estratégias de prevenção, de reeducação e de reinserção social, programas socioeducativos e psicoeducativos e diferentes tipos de psicoterapias, desde as comportamentais e cognitivas, às experiencias, humanistas, terapia pelo jogo (para crianças), narrativas, entre outras.<br />Ao nível da investigação científica, recorre-se a um vasto leque de metodologias de investigação (qualitativas e quantitativas), desde as laboratoriais às de inquérito, entrevista, biográficas ou etnometodologias.<br />Métodos e técnicas utilizadas<br /> MONTEIRO, Manuela Matos; FERREIRA, Pedro Tavares; (2009); “Ser Humano” – 2ªParte – Psicologia B – 12ºAno, Porto, Porto Editora, p. 229.<br />
  9. 9. As principais problemáticas que justifiquem ou, mais que isso, requerem a intervenção do psicólogo forense e da justiça são a delinquência juvenil e a criminalidade, a problemática da vitimação e obviamente as diversas formas de violência social, violência familiar, violência comunitária, o crime organizado, a exclusão social/marginalidade, as toxicodependências. Ou ainda fenómenos mais recentes e pouco estudados no nosso país como o impacto dos mass media no comportamento violento ou desviante, os crimes de motivação racista ou homofóbica.<br />Problemáticas onde actuam os Psicólogos Criminais<br /> MONTEIRO, Manuela Matos; FERREIRA, Pedro Tavares; (2009); “Ser Humano” – 2ªParte – Psicologia B – 12ºAno, Porto, Porto Editora, p. 229.<br />
  10. 10. Por volta de Agosto de 2006 os mass media apresentam a história de NatashaKampusch, que foi sequestrada aos 10 anos quando ia para a escola, vivendo durante 8 anos fechada numa cave por Wolfgang Priklopil, seu raptor. Natasha consegui fugiu do seu raptor, que se suicidou momentos depois de se aperceber da fuga desta. Natasha afirmou que Priklopil fazia parte da sua vida e que a sua morte não era necessária, defendendo, assim, o seu raptor, dos seus actos. À defesa dos actos ilegais do raptor, pela sequestrada é designado o Síndroma de Estocolmo.<br />Casos Concretos<br />Fig.1 NataschaKampusch na sua infância.<br />Fig.2 Wolfgang Priklopil, o raptor de Natascha.<br />
  11. 11. O Síndrome de Estocolmo foi designado em referência ao famoso assalto do Kreditbanken em Norrmalmstorg, Estocolmo, em Agosto de 1973, que durou cerca de seis dias. Nesse assalto, com sequestro, as vítimas defenderam os seus captores mesmo após os dias que estiveram sequestrados terem terminado e mostraram um comportamento reservado nos processos judiciais que se seguiram. O termo Síndrome de Estocolmo foi usado pela primeira vez pelo criminólogo e psiquiatra NilsBejerotque ajudou a polícia durante o período de assalto e sequestro, referindo-se ao síndrome durante uma reportagem, tendo o termo vindo posteriormente a enriquecer o léxico clínico.<br />Fig. 3 Assalto em Norrmalmstorg, Estocolmo.<br />Fig. 4 Uma sequestrada indícios de Síndrome de Estocolmo.<br />
  12. 12. As psicoterapias constituem uma prática que surge da convergência da medicina, da psiquiatria e da psicologia: na história das psicoterapias constam como fundadores médicos, psiquiatras e psicólogos. As psicoterapias visam actuar sobre o comportamento e sobre o psiquismo quando se manifestam conflitos de vária ordem que perturbam as interacções das pessoas com os outros e com o mundo.<br />Actualmente, os psicoterapeutas são procurados por pessoas com conflitos conjugais, nas relações pais-filhos, no trabalho, enfim, no que genericamente se pode chamar problemas da vida. É, portanto, cada vez maior a aceitação e a influência das psicoterapias como forma de compreender e ajudar a atenuar o sofrimento humano.<br />Psicoterapeutas<br /> MONTEIRO, Manuela Matos; FERREIRA, Pedro Tavares; (2009); “Ser Humano” – 2ªParte – Psicologia B – 12ºAno, Porto, Porto Editora, p. 242 e 260.<br />
  13. 13. Terapia Psicanalítica<br />A terapia psicanalítica baseia-se na perspectiva freudiana de psiquismo, que remete para causas inconscientes as razões das perturbações psicológicas. Através de técnicas próprias, o psicanalista vai procurar identificar as causas do conflito.<br />É de referir que a psicanálise se dividiu em várias correntes e dissidências, com especificações e práticas terapêuticas com características próprias. Um dos discípulos de Freud, W. Reich, desenvolveu uma corrente dissidente no interior da psicanálise, que, partindo dos seus princípios básicos, centrava a sua abordagem na linguagem e na expressividade corporal, na manifestação das emoções – são as terapias psicocorporais. <br />Tipos de psicoterapia<br /> MONTEIRO, Manuela Matos; FERREIRA, Pedro Tavares; (2009); “Ser Humano” – 2ªParte – Psicologia B – 12ºAno, Porto, Porto Editora, p. 243 e 260.<br />Fig. 5 Psicanálise e Terapia de Regressão de Memória.<br />
  14. 14. Terapias cognitivo-comportamentais<br />Baseiam-se nos pressupostos teóricos dos behavioristas, com contribuições do cognitivismo. O seu objectivo é a eliminação dos sintomas patológicos, dos comportamentos perturbadores, como, por exemplo, as manifestações depressivas, as fobias, os comportamentos obsessivos e compulsivos, etc. É através da reaprendizagem, através do condicionamento, que as pessoas aprendem novas formas de agir e de pensar. Estas terapias não visam qualquer modificação ao nível da personalidade, mas tão-só do comportamento; a pessoa aprende, com a orientação do psicoterapeuta, a viver as situações de outro modo, a encarar os sintomas de que sofre segundo o princípio geral “cura-te a ti mesmo”.<br /> MONTEIRO, Manuela Matos; FERREIRA, Pedro Tavares; (2009); “Ser Humano” – 2ªParte – Psicologia B – 12ºAno, Porto, Porto Editora, p. 244.<br />
  15. 15. Terapias sistémicas<br />As terapias sistémicas fazem parte do grupo de psicoterapeutas de comunicação. Este tipo de terapias visa agir, sobretudo, na maneira como entramos em relação com os outros e sobre as dificuldades de comunicação. As terapias sistémicas têm origem num modelo teórico que é a teoria sistémica. O principal pressuposto consiste em considerar que o sofrimento, o problema apresentado por uma pessoa, só se pode compreender no contexto dos grupos a que pertence. Defendem que as dificuldades de uma pessoa são, frequentemente, a manifestação de problemas comunicacionais. Os psicoterapeutas analisam e trabalham os problemas de comunicação com vista a ultrapassarem-se as perturbações.<br /> MONTEIRO, Manuela Matos; FERREIRA, Pedro Tavares; (2009); “Ser Humano” – 2ªParte – Psicologia B – 12ºAno, Porto, Porto Editora, p. 244.<br />
  16. 16. Terapias humanistas<br />As terapias humanistas ou terapias centradas na pessoa têm por base as teorias de Carl Rogers e Maslow. Mais do que curar, estas abordagens visam o desenvolvimento das potencialidades pessoais, o que passa por uma grande empatia entre o terapeuta e a pessoa: é a aceitação do outro que conduz à aceitação de si próprio e do mundo.<br /> MONTEIRO, Manuela Matos; FERREIRA, Pedro Tavares; (2009); “Ser Humano” – 2ªParte – Psicologia B – 12ºAno, Porto, Porto Editora, p. 244.<br />
  17. 17. As modalidades práticas variam também. Assim, a psicoterapia pode ser individual, estabelecendo-se, neste caso, numa relação entre o terapeuta e o cliente (pode ser um casal). A terapia de grupo desenrola-se em contexto do grupo: o grupo é a base do trabalho terapêutico.<br />As terapias podem ser terapias longas e breves. No primeiro caso, a duração é indeterminada, podendo durar dois ou três anos; no caso da psicanálise, pode ainda alongar-se por mais tempo. Nestas terapias, o paciente tem iniciativa, sendo, em geral, pouco directivas. As terapias breves desenvolvem-se num número limitado de sessões, sendo mais directivas do que as terapias longas. O terapeuta que desenvolve uma relação face a face tem um papel mais activo e planeia a sua intervenção. Este é o caso das terapias cognitivo-comportamentais.<br />Portanto, a diferença de duração das terapias implica uma diferença nas práticas e nas estratégias terapêuticas.<br />Práticas terapêuticas<br /> MONTEIRO, Manuela Matos; FERREIRA, Pedro Tavares; (2009); “Ser Humano” – 2ªParte – Psicologia B – 12ºAno, Porto, Porto Editora, p. 245 e 260.<br />
  18. 18. Hoje podemos dizer que não há área de actividade onde a psicologia não esteja presente: escolas, empresas, hospitais, fábricas, tribunais, etc. Os níveis de intervenção vão desde o indivíduo à comunidade, passando pelos grupos e organizações.<br />Conclui-se, portanto, que tendo em conta aos objectivos a que se propõe, o psicólogo criminal mantém uma actividade diversificada que vai desde a formação dos vários agentes ao acompanhamento psicológico dos reclusos. O apoio às vitimas de abusos e violência, o acompanhamento do processo de inserção dos reclusos na vida activa, quando libertados, e a intervenção em várias vertentes nos tribunais fazem parte do trabalho do psicólogo criminal. Em geral, os psicólogos têm como objectivo promover o desenvolvimento e o bem-estar das pessoas; prevenir e/ou apoiar as pessoas em situações normais ou patológicas; promover a autonomia das escolhas e das decisões.<br />O grande objectivo da psicologia é a prevenção e remediação da doença mental e das perturbações comportamentais bem como a promoção da autonomia e desenvolvimento pessoal. Para além da prevenção (primária, secundária e terciária) e da remediação, a intervenção dos psicólogos visa a promoção da saúde mental, do bem-estar e do desenvolvimento dos seres humanos, no sentido da sua adaptação e autonomia.<br />Conclusão<br />
  19. 19. MONTEIRO, Manuela Matos; FERREIRA, Pedro Tavares; (2009); “Ser Humano” – 2ªParte – Psicologia B – 12ºAno, Porto, PortoEditora.<br />http://psicologiacriminaleforense.blogspot.com/<br />http://caminhandopsicologia.no.comunidades.net/index.php?pagina=1194181631<br />http://www.slideshare.net/sergiomorais7/psicologia-criminal<br />http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2006/08/060825_austriacadetalhesaw.shtml<br />http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/foto/0,,14528320-EX,00.jpg<br />http://obviousmag.org/archives/2007/09/sindrome_de_est.html<br />http://santoandre.olx.com.br/psicanalise-e-terapia-de-regressao-de-memoria-iid-28198960<br />Bibliografia<br />

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