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Teoria Do Design Aula02 Revisado 2009

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Teoria Do Design Aula02 Revisado 2009

  1. 1. Etapa Um DEFINIÇÕES Sérgio Sudsilowsky - Aula 2
  2. 2. <ul><li>Design (to design) </li></ul><ul><li>do latim designare ( de = signum ) = desenvolver, conceber; </li></ul><ul><li>surge na Inglaterra (séc. XVII), como tradução de “ disegno”, significando genericamente “planejamento”, estando associado a diversas práxis (práticas) ; </li></ul><ul><li>passa a ter significado mais próximo do atual apenas com o progresso da produção industrial – acompanhado de palavras como industrial ou graphic , onde passa a caracterizar uma atividade específica, no processo de planejamento e desenvolvimento de objetos de uso e/ou sistemas de comunicação visual ; </li></ul><ul><li>Hoje, “ Industrial Design ” é a expressão internacional para o Desenho Industrial , ou simplesmente Design. </li></ul>Definições de Design 1. Etimológica
  3. 3. Assim, a palavra &quot; design &quot; pode ser usada contemporaneamente tanto como um substantivo ou como um verbo . Como substantivo, design se refere geralmente a algum objeto ou entidade . Como um verbo se refere normalmente a um processo , ou série de atividades . A finalidade de definirmos a palavra &quot;design&quot; é, antes de mais nada, repertorial: ou seja, ao profissional da área cabe usá-la de forma adequada, sobretudo quando usada na forma de verbo chamando atenção assim para o fato que design é um processo .   Design é, portanto, o processo de pensamento que envolve a criação/configuração de produto, seja ele um objeto de uso e/ou sistema de comunicação visual . Definições de Design 1. Etimológica
  4. 4. <ul><li>Existem diferentes possibilidades para percorrermos a história da configuração dos objetos de uso e dos sistemas de comunicação ; para escolhermos “uma” dessas possibilidades, é necessário adotarmos alguns pontos de apoio. Assim, trabalharemos com dois eixos temáticos: </li></ul><ul><li>as modalidades de fundamentação teórica que regeram – e ainda regem – a criação/planejamento dos objetos (arte, técnica e ciência); e </li></ul><ul><li>os modos de produção destes objetos (artesanal, manufatureiro, industrial mecânico e industrial eletrônico). </li></ul><ul><li>Da junção dos dois eixos surgem exemplos de processos de configuração – seqüenciais e/ou simultâneos, cosmológicos (espaço) e cronológicos (tempo). </li></ul>Definições de Design 2. Possibilidade Histórico-pedagógica Arte Técnica Ciência Fundamentação Teórica Modos de Produção A M IM IE
  5. 5. Definições de Design Histórica – Design Artesanal <ul><li>ausência de divisão entre trabalho intelectual e trabalho manual na produção de objetos; </li></ul><ul><li>o artesão faz tudo: ele detém todas as as informações para a produção do objeto, que vão desde a escolha da matéria-prima, até o acabamento final – e, muitas vezes, a própria comercialização/troca do mesmo; </li></ul><ul><li>Aprende pela prática, observação e/ou pela tradição; </li></ul><ul><li>Predominante no período histórico conhecido como Idade Média , mas se mantém até hoje. </li></ul>
  6. 6. Definições de Design Histórica – Design Manufatureiro O projeto deixa de ser esboço do produto e transforma-se em mercadoria , já que agora pode ser vendido para qualquer corporação de ofício. Curiosidade : na hierarquia das manufaturas, o “ Mestre da Forma ” e o “ Mestre da Figura ” (“avôs” do atual designer ) ocupavam o segundo lugar em poder, ganhando quase o mesmo que o Administrador Geral. Lembre-se : a atividade de projetar precedeu, portanto, a industrialização . O desenvolvimento das manufaturas (séc. XVI) acelerou a separação entre o conhecimento teórico , a arte e o artesanato , gerando a diferenciação entre o trabalho intelectual (acadêmicos – cientistas e artistas) e o trabalho mecânico (artesãos). Tal especialização mostrou a necessidade de uma nova linguagem de comunicação, que funcionasse como um intermediário entre essas duas modalidades de trabalho: o projeto surge com essa finalidade. A necessidade de diferenciação dos produtos, já surgida no período da produção manufatureira , resulta na contratação de acadêmicos (artistas) para que desenvolvessem modelos para serem produzidos em série;
  7. 7. Definições de Design Histórica – Design Industrial <ul><li>A Europa serviu como cenário, durante o séc. XIX, para a conclusão de três fases históricas que foram essenciais para a sua entrada na Modernidade : </li></ul><ul><li>O Humanismo da Renascença; </li></ul><ul><li>O Iluminismo e a Revolução Francesa; </li></ul><ul><li>A Revolução Industrial. </li></ul><ul><li>No Renascimento a ciência triunfou sobre a fé: o homem reafirmou a sua crença na própria capacidade de entender e aperfeiçoar a natureza. </li></ul><ul><li>Galileu Galilei, Copérnico e Giordano Bruno devolveram a Terra à sua órbita – retirada por Aristóteles – e Deus deixou de habitar um mundo paralelo (o “céu”) para tornar-se onipresente, onipotente e onisciente (ele só “sabia” o que era revelado em confissão!). </li></ul><ul><li>No Iluminismo a democracia triunfou sobre o absolutismo; as luzes da ciência , a revolta popular e o fio da guilhotina subverteram a ordem política dos monarcas, vigente até então. </li></ul>
  8. 8. Definições de Design Histórica – Design Industrial E, finalmente, com a Revolução Industrial (iniciada no século XVIII), a racionalidade da técnica triunfou sobre as necessidades materiais; a produção industrial tornou-se majoritária no séc. XIX, momento em que grande parte da população passa a ter acesso à bens de consumo, antes só consumidos pela aristocracia. A burguesia se descobre como detentora do poder político , já que ela era a classe detentora do poder econômico . Como primeira conseqüência da industrialização temos o Historismo (ou Ecletismo ), movimento artístico caracterizado pela utilização de diversos “estilos” históricos simultâneos e descontextualizados em um mesmo produto, formando uma verdadeira miscelânea de formas decorativas. A Exposição de 1900 , acontecida em Paris, ápice cultural do momento histórico que se inicia (a Modernidade ) torna-se um marco para a História da Arte por dois motivos: a exaltação ao ecletismo e o surgimento de um novo estilo artístico, o Art Nouveau.
  9. 9. Definições de Design Histórica – Design Pós-industrial A origem da “Pós-modernidade” é bastante controversa, podendo ser encontradas características estilísticas desse momento em diferentes setores da arquitetura e do design, desde os anos 1960. A única coisa que não se questiona é o seu lugar de origem: iniciou-se nos Estados Unidos da América, espalhando-se pela Europa, repercutindo-se em praticamente todos os países industrializados do mundo atualmente. Assim, sobre as bases teóricas desse momento histórico temos: - para alguns, este movimento é visto como uma continuação das vanguardas artísticas do início do século XX – Futurismo, Dadaísmo, Expressionismo, Construtivismo, Surrealismo, Neo-plasticismo etc. A Europa do pós-guerra ainda estava em caos, executando a sua reconstrução, enquanto os EUA tornavam-se campo fértil para o desenvolvimento de novas experiências culturais – arte cinética, pop-art , op-art , bem como os movimentos pacifista, feminista, hippie, o rock ‘n roll e outras expressões sócio-culturais são considerados como retomada daquelas vanguardas, sobretudo na sua característica principal que é o protesto contra a sociedade burguesa (capitalista);
  10. 10. - para outros teóricos, o pós-moderno seria a expressão contemporânea de uma sociedade decepcionada com as promessas da modernidade, cujo “Projeto” privilegiava a razão como meio principal para a construção de uma sociedade emancipada e igualitária, onde as contradições econômicas e sociais seriam superadas pela industrialização. A 2ª Guerra Mundial, que dividiu o mundo em dois grandes blocos (a favor e contra Hitler) e a sua principal conseqüência, a Guerra Fria, que manteve a divisão – transformada em capitalistas versus os socialistas -, as constantes ameaças de catástrofes nucleares, a crise do petróleo, a grande destruição do meio ambiente, além do crescente abismo entre as nações ricas e as outras miseráveis só vêm a enfatizar tal constatação: a demolição total da crença na razão moderna. Seja qual for a interpretação da origem pós-modernidade, o fato é que este fenômeno influenciou (e continua a influenciar) o campo do design, proporcionando grandes transformações no processo de produção e configuração dos objetos de uso e sistemas de comunicação. Internet, robótica, eletrônica, por exemplo, são algumas das atividades imprescindíveis para o “bom’ design nos dias atuais – todas mediadas por intefaces Definições de Design Histórica – Design Pós-industrial
  11. 11. Definições de Design 3. Possibilidade Formais / de Formalização <ul><li>Definições formais, como o próprio nome diz, são formalizações que são enunciadas dentro de um contexto cronológico (tempo) e cosmológico (espaço), portanto são datadas e localizadas ; </li></ul><ul><li>Pretendem ser válidas universalmente e para todo o sempre, mas não o são, já que basta a mínima mudança nos meios de produção os de comunicação para que deixem de ser aplicadas a contextos particulares; </li></ul><ul><li>Surgem dessas definições expressões do tipo “design funcionalista”, “eco-design”, “design social”, “design vernacular”, “design pós-moderno” e muitas outras; porém todas pretendem enunciar a sua especificidade, abrangendo completamente uma área de atuação do design, o que torna-se impossível pelos motivos já citados; </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Por serem fórmulas estabelecidas, acabam por ultrapassar os contextos onde foram originalmente enunciadas, para pretender legitimidade universal, tornando-se meras convenções. </li></ul><ul><li>Exemplo: </li></ul>“ O Desenho Industrial é uma atividade no extenso campo da inovação tecnológica. Uma disciplina envolvida nos processos de desenvolvimento de produtos, estando ligada a questões de uso, produção, mercado, utilidade e qualidade formal ou estética de produtos industriais.” (International Council of Societies of Industrial Design – ICSID, 1973. In: Design for Industrialization . UNIDO/ITT 353, 1975.) Exercício Definições de Design 3. Possibilidade Formais / de Formalização
  13. 13. <ul><li>Com base no conteúdo visto em aula, elaborar EM DUPLA uma apresentação em 2 partes para entrega na próxima aula – dia 21/08/2009 . </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>1º parte : Definir &quot;O QUE É DESIGN?“ </li></ul><ul><li>a. Entrevistar e transcrever as respostas para essa pergunta de: </li></ul><ul><li>1 dona de casa; </li></ul><ul><li>1 empresário (de qualquer ramo); </li></ul><ul><li>1 designer (pode ser retirado de blogs de design, revistas especializadas, professores universitários que sejam profissionais da área ou livros da bibliografia do curso). </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>2º parte : O QUE É “O BOM DESIGN”? </li></ul><ul><li>Realizar uma pequena pesquisa de mercado ( preferencialmente de Moda ) e escolher 2 produtos: um como exemplo de BOM DESIGN e outro como exemplo de design RUIM. (justificar as escolhas) </li></ul><ul><li>Fazer powerpoint com os resultados das 2 enquetes, mostrando imagens dos produtos. Apresentar BIBLIOGRAFIA. </li></ul>Definições de Design - EXERCÍCIO
  14. 14. Processo   Design é a atividade de criação, ao invés do produto da criação. É uma sucessão, ou seqüência de eventos, pensamentos e procedimentos que conduzem à criação do que está sendo projetado.   Em outras palavras, design não é nenhum produto, mas, o produto é a produção de design. O que que foi criado não é design, (uma casa, um automóvel, um computador, um programa de cuidado de saúde, um pedaço de música, um software, etc.). Design é o processo de criação daquela entidade.   A natureza deste processo que é modelado freqüentemente como uma sucessão linear de eventos é na realidade altamente complexa, uma multi facetada fixação de atividades de pensamento, uma associação descontínua de um aspecto de um problema para outro em busca de soluções. Assim, sistemas globais, subsistemas, e até mesmo detalhes minuciosos precisam freqüentemente serem considerados simultaneamente.   Pensamento de design também é interativo. Protótipos precisam ser construídos, avaliados, e então reformulados para desenvolver a compreensão necessária para o próximo nível mais alto da solução.   Como a pessoa pode ver, este processo chamado &quot;design&quot; pode ser discutido e pode ser descrito em muitas formas. Isto não quer dizer que uma descrição específica de design (linear, interativa, etc.) não possa ser útil. O que é importante é o fato de que o processo de pensamento total de design envolve uma variedade larga de estruturas processuais e assim não pode ser restringido a uma metodologia particular. Definições de Design 4. Possibilidade Processual
  15. 15. Envolvimento   Quer dizer, design inclui, ou contém, todo pensamento e ação exigidos durante a criação. O design inclui todas as partes individuais daquele processo que conduz, envolve, e segue a criação da entidade projetada.   Dependendo do tipo de entidade projetada, este processo pode incluir o seguinte: a identificação de uma lista de necessidades, a concepção inicial de um modo para satisfazer essas necessidades, desenvolvimento adicional daquele conceito inicial, a análise que garantirá a melhor opção, a construção de protótipos, a construção de sua forma final, a implementação de vários procedimentos de controle de qualidade, a valorização do produto junto ao consumidor, sua entrega para o consumidor, acompanhamento do uso, e re-alimentação que considere sua utilidade e valor. Cada um destes passos contribui à geração de forma e é assim parte do processo de design.   Freqüentemente, designers (esses responsável para a criação de uma entidade) limitam a definição de design para as fases iniciais deste processo global e assim transferem a sua responsabilidade como designers para outros. Renunciando assim ao controle da continuidade do processo, levando-os muitas das vezes a um produto fracassado.   Design de qualidade (o processo) e produtos de qualidade (a produção daquele processo) requerem uma definição inclusiva de design que inclui o processo completo e não alguns pontos ou subconjuntos daquele processo. Definições de Design 4. Possibilidade Processual
  16. 16. Criação   Este processo de &quot;pensamento/ação&quot; inclusivo é dirigido para, e culmina em, criação. Quer dizer, conduz à realização tangível de uma conclusão madura da &quot;imagem de possibilidades&quot; que originalmente serviram para iniciar o processo.   Sem esta realização a &quot;imagem original de possibilidades&quot; se torna um sonho que pode desaparecer completamente.   O que é importante é que esta mudança é uma parte natural do processo de maturação e que a conclusão próspera deste processo freqüentemente começa como uma mera invenção de nosso imaginação e culmina como realidade sensata.   A criação desta realidade serve como o ponto central no processo de design global; sem criação o processo está incompleto ou ilusório. Está incompleto quando o processo pára antes da criação, ilusório quando criação é substituída por um de seus impostores.   Freqüentemente o ato de criação é uma cópia dos resultados de algum processo de design prévio. Enquanto os resultados de processos semelhantes podem ser semelhantes, o ato de criação nunca será o mesmo. Cada processo de design tem que incluir seu próprio ato de criação. Definições de Design 4. Possibilidade Processual

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