Tecnologicamente correto (MAM)

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Por Marcelo Alexandre Marchi.

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Tecnologicamente correto (MAM)

  1. 1. Tecnologicamente Correto
  2. 2. É fato que neste segundo milênio, todos somos um pouco escravos da tecnologia. Diariamente somos expostos a inúmeras engenhocas, dispositivos inteligentes e por aí vai. Os nativos digitais que o digam: marcam presença nas redes sociais, muitos tem celular desde a mais tenra idade, outros tantos já fizeram de tudo um pouco no mundo virtual dos games, desde dirigir carros de corrida a entrar no front da guerra.
  3. 3. E esse acostumar com as novidades da ciência é tanto positivo quanto negativo. A primeira possibilidade traz a tecnologia a nosso favor. Máquina de escrever hoje em dia só para os escritores saudosistas da velha guarda. Ou então subir dez, doze andares depois de ficar em pé no ônibus por mais de hora. Dispensamos esse exercício. Todos ficam agradecidos aos seus painéis eletrônicos, luzes e pixels funcionando e muito bem.
  4. 4. Já a outra situação faz da tecnologia nossa inimiga pública número um. Se acabar a energia neste exato momento, fico neutralizado. Não conseguirei terminar de escrever esse texto e se quiser fazer à moda antiga, terei que escrever cartas à luz de velas e enviar pelo correio para os meus conhecidos. Se tudo correr bem e as outras formas de tecnologia ajudarem – o carro do correio, por exemplo - essas correspondências chegarão em dois dias em suas casas.
  5. 5. Acostumamo-nos à tecnologia. Todos somos meio ciborgues. Temos o nosso lado máquina gritando alto dentro de nossos peitos. Por isso, podemos marcar consultas médicas ou chamar um táxi pelo celular inteligente. A tecnologia está cada vez mais banalizada. E quanto menos high tech for o equipamento, tendemos menos a nos preocupar com o uso que fazemos dele.
  6. 6. Pouquíssimas pessoas se preocupam com sua segurança em escadas rolantes, por exemplo. Para a grande maioria é colocar o pé pura e simplesmente. E essa intimidade maior com o equipamento vai sendo transmitida de uma geração a outra. Lembro-me bem quando há cerca de dez anos, uma funcionária do Metrô simpaticamente me chamou a atenção dentro do sistema metroviário, dizendo: “Jovem, o corrimão é para ser usado. Não passe vontade, não”. Aprendi a lição.
  7. 7. Entretanto muitos ainda estão vivendo nessa zona de (in)segurança. Adolescentes que querem mostrar que podem subir pela escada rolante que está descendo; e a pior de todas as situações, as novíssimas gerações que incorporam a naturalidade de seus pais no uso do equipamento. Crianças que correm em direção às escadas rolantes ou entram pulando nelas. Para esses desavisados, sugiro que vejam a foto de uma moeda de R$ 1 que ficou presa na parte superior de uma escada rolante na estação Praça da Árvore (fotos abaixo). Quanto vale a sua segurança?

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