9ºano - As atividades económicas

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Além de abordar as alterações na composição dos setores de atividade económica, este trabalho inclui um número razoável de mapas distorcidos que ajudam a perceber as assimetrias entre os dois principais grupos de países, os desenvolvidos e os em desenvolvimento.

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9ºano - As atividades económicas

  1. 1. A S AT I V IDA DES E C O N ÓM ICAS Tipos de recursos Setores de atividade económica
  2. 2. As atividades económicas: o que são? Resultados da combinação dos fatores produtivos (mão-de-obra, matérias-primas, equipamentos, etc.), com vista à produção de bens e serviços. A produção de bens (tudo o que é próprio para satisfazer uma necessidade) implica a utilização de recursos e, necessariamente, a sua obtenção e transformação. Os recursos são bens que são usados para produzir outros bens. Na maioria dos casos, os recursos são limitados. O acesso à sua aquisição gera interdependência entre Estados e alimenta, muitas vezes, tensões entre os governos.
  3. 3. Como classificar as atividades económicas? • Tradicionalmente, agrupavam-se em Secundário: Indústria transformadora, Produção de energia e água Construção civil e Obras públicas três setores: Primário: Terciário: Agricultura, Pecuária Silvicultura Pesca, Caça Atividades extrativas Comércio, Transportes, Saúde, Educação, Banca, Seguros Prestação de serviços Setores de atividade
  4. 4. Agricultura Criação de gado S e t o r P r i m á r i o Construção civil Obras públicas Silvicultura Produção de papel Indústria têxtil Pesca Produção energética Caça Atividade extrativa Setor Secundário
  5. 5. Comércio Transportes Investigação Ensino Saúde Alta tecnologia - robotização Banca Seguros Prestação serviços S e t o r T e r c i á r i o
  6. 6. Quais as alterações à composição dos setores de atividade? Segundo alguns autores: As atividades extrativas devem ser consideradas como indústrias integrando, por isso, o setor secundário. Porquê? Os minérios e as rochas extraídas das minas ou pedreiras são sujeitos a tratamento à saída das mesmas. Logo, dizem, se há transformação trata-se de um tipo de indústria transformadora. Em Portugal, as estatísticas publicadas pelo INE (Instituto Nacional de Estatística) já considera a atual inclusão da atividade extrativa no setor secundário, como se pode ver nos dois diapositivos seguintes.
  7. 7. Fonte: INE - Estatísticas do Emprego - 3.º Trimestre de 2013 Ano de Edição: 2013
  8. 8. Como podemos constatar na consulta à ”Classificação Portuguesa das Atividades Económicas, Revisão3” publicada pelo INE, as indústrias extrativas já não são incluídas na secção A, secção que corresponde ao setor primário tradicional. No diapositivo anterior, vemos que as atividades incluídas nas secções de B a F, constituem, atualmente, o setor secundário tradicional. De G a U, são classificadas as diversas atividades do setor terciário. Fonte: INE – Tema D Economia e Finanças – Classificação Portuguesa das Atividades Económicas – Rev3
  9. 9. Quais as alterações à composição dos setores de atividade? Outros autores consideram que se deveria criar um novo setor, o setor quaternário. Porquê? Se atendermos às várias atividades incluídas no setor terciário verificaremos que, algumas delas, implicam profissionais altamente qualificados. Com a chamada Era do Conhecimento a gestão e troca de informação, a educação, a pesquisa e desenvolvimento de tecnologias da informação e da comunicação são atividades que se destacam pelas competências específicas que exigem aos profissionais que as desenvolvem. (Um pequeno exemplo: muitos de nós usamos PC´s. Pouquíssimos serão os que têm capacidade para desenvolver software para ser utilizado nos PC´s)
  10. 10. As atividades ditas de “Conhecimento” trabalham com uma matéria-prima específica – a informação – e o processo de produção que desenvolvem depende da capacidade de raciocínio dos profissionais responsáveis. As atividades ligadas ao “Conhecimento” servem para distinguir o grau de desenvolvimento de um país. População ativa por ocupação (%) Lugar IDH Média de anos de estudo EUA 3º 0,937 13,3 43 480 0,7 20,3 79,0 Japão 10º 0,912 11,6 32 545 3,9 26,2 69,8 Canadá 11º 0,911 12,3 35 369 2,0 19,0 79,0 Coreia do Sul 12º 0,909 11,6 28 231 6,2 23,8 70,0 Portugal 43º 0,816 7,7 19 907 11,7 28,5 59,8 Bolívia 108º 0,675 9,2 4 444 32,0 20,0 48,0 Índia 136º 0,554 4,4 3 285 53,0 19,0 28,0 IDH 2013 País Rendimento nacional per capita (em dólares, PPC) Primário Secundário Terciário Fontes: Relatório de Desenvolvimento Humano 2013 e The World Factbook 2013
  11. 11. Como se classificam os recursos naturais e qual a sua utilidade? Recursos não renováveis Recursos renováveis Recursos inesgotáveis • Recursos do subsolo cuja renovação sucede ao fim de milhares de anos • Incluem as rochas, os minerais metálicos e não metálicos • Constituem matérias-primas para a indústria • Alguns constituem fontes energéticas fósseis (carvão, petróleo) • Recursos existentes à superfície da Terra: recursos hídricos, radiação solar, fauna (pesca e guano), vegetação natural. • Recursos com capacidade de regeneração num curto espaço de tempo à escala humana • Alguns são também fontes energéticos: água, madeira, sol • Recursos que, além de renováveis, não correm o risco de se esgotarem mesmo que explorados intensivamente • Recursos com capacidade constante de regeneração constituindo fontes energéticas: energia solar, energia eólica, energia das marés, energia das ondas
  12. 12. Mapas distorcidos Publicados em www.worldmapper.org, os mapas que se seguem permitem verificar os contrastes entre continentes, países e regiões a diversos níveis e entre os dois grupos de países que se opõem quanto ao grau de desenvolvimento económico e social. As assimetrias revelam-se, igualmente, na distribuição geográfica dos recursos naturais. Estas desigualdades justificam a cada vez maior dependência entre os países e as regiões.
  13. 13. Recursos hídricos – apenas é considerada a quantidade de água doce. Onde chove mais, de princípio, existe uma maior quantidade de recursos hídricos. Como podemos ver neste mapa distorcido, é na América do Sul e na região Ásia-Pacífico que se registam as mais elevadas quotas de água disponível. Climaticamente, são as regiões que correspondem aos climas equatorial (Amazónia e Insulíndia) e tropical húmido.
  14. 14. Florestas – As áreas florestais mais extensas no inicio deste milénio encontravam-se na Federação Russa, no Brasil e no Canadá. Em África, destacam-se Angola e a República Democrática do Congo
  15. 15. Exportação de petróleo – neste mapa distorcido é evidente o primeiro lugar ocupado pelos países árabes produtores de petróleo. Noruega, Venezuela, Nigéria e México são outros produtores com destaque. O Japão, o Sul da Ásia e o Sudeste de África não foram contemplados com a existência de quaisquer jazidas petrolíferas.
  16. 16. Exportações químicas – Existe uma enorme variedade de produtos, tais como tintas, perfumes, fertilizantes, pesticidas e sabão. O fabrico destes produtos concentra-se nas regiões mais desenvolvidas tecnologicamente. Não admira, portanto, o papel evidenciado pelos países da Europa Ocidental, do Japão e dos EUA. Pelo contrário, a América Latina, África e a maioria do continente asiático revelam o seu atraso económico e industrial.
  17. 17. Produção de eletricidade – a eletricidade é produzida a partir de variadas fontes: hidroelétrica, carvão, petróleo, gás, nuclear, geotérmica, solar, eólica, das marés e das ondas. Em 2002, foram produzidos 2 584 horas de quilowatts de eletricidade por habitante da Terra. As assimetrias mostram que o Benin e o Togo produziram 10 e 11 quilowatts-hora por pessoa. Noruega e Islândia produziram cerca de 3 000 vezes mais por pessoa e por ano.
  18. 18. Publicação de artigos científicos – Física, biologia, química, matemática, medicina clínica, engenharia, tecnologia e ciências da Terra e do espaço são exemplos de áreas científicas investigadas nos países mais ricos da Europa Ocidental, da América do Norte e do Japão. Os continentes africano e sul americano são insignificantes na produção de artigos científicos relativamente aquelas três áreas geográficas atrás mencionadas.
  19. 19. Pobreza Humana – Expectativa de vida, alfabetização de adultos, qualidade da água e crianças com baixo peso são alguns dos indicadores usados para avaliar o grau de pobreza de um território. Como vemos, os valores mais elevados da pobreza encontram-se na África Central. O menor localiza-se no Japão.
  20. 20. PIB (Produto Interno Bruto) em 2010 – os países estão redimensionados neste planisfério de acordo com as estimativas calculadas para o ano 2010. Uma vez mais, a riqueza está concentrada num número reduzido de países, tais como, EUA, Japão e países da Europa Central e do Norte. Além do Japão, na Ásia começam a evidenciar-se outros países. São os casos da China, Taiwan, Coreia do Sul, Índia. China e Índia fazem parte de um grupo de 4 países chamado BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). China, Taiwan e Coreia do Sul são conhecidos por Tigres Asiáticos. China, Índia e Brasil são, também, conhecidos por países emergentes.
  21. 21. Cartografia com base no espaço real Os mapas que se seguem cartografam indicadores mantendo a configuração mais aproximada do espaço real correspondente a cada continente, país ou região.
  22. 22. Água – principal recurso natural Neste planisfério, retirado do Le Monde Diplomatique, constatam-se as assimetrias na disponibilidade em água doce, em metros cúbicos por pessoa e por ano no início da década de 2000, a nível global. As áreas mais críticas encontram-se em África e na Ásia à latitude dos trópicos.
  23. 23. População rural em % da população total (2009-2013) – nesta publicação do Banco Mundial constata-se que os países mais pobres e atrasados, como são a maioria dos países africanos e os países da Ásia do Sul e de Sudeste, são aqueles onde é maior o peso da população rural.
  24. 24. Utilização de energia (quilo toneladas equivalente a petróleo por habitante). Mais uma oportunidade de verificarmos as assimetrias entre os países. Fonte: La Banque Mondiale
  25. 25. Riqueza por adulto (dólares) Abaixo de 5 000 dól. De 5 000 a 25 000 De 25 000 a 100 000 Acima de 100 000 Sem dados
  26. 26. Os dados dos Censos 2011 revelam que existe uma especialização, à escala regional, em Portugal. Pelo mapa constatase que: O setor primário destaca-se na maior parte das NUTS III; O Algarve evidencia-se no ramo do Comércio, Alojamento, Transporte e Comunicações; A Grande Lisboa, a Península de Setúbal e o Grande Porto destacam-se pelas atividades financeira, imobiliárias e serviços às empresas; Cávado, Ave, Entre Douro e Vouga e Pinhal Litoral revelam a importância da indústria nas suas áreas; Minho-Lima, Tâmega, Pinhal Interior Norte e Médio-Tejo apresentam-se com especialização na construção civil.
  27. 27. Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio - 2011 Ano de Edição: 2013 INE Neste estudo, as assimetrias estão de acordo com as diferenças de crescimento e desenvolvimento dos municípios portugueses. Lisboa representa 11% do poder de compra total. 22 municípios das áreas metropolitanas de Lisboa (Sintra, Oeiras, Cascais, Loures, Almada, Amadora, Seixal, V.F. de Xira, Odivelas e Setúbal) e do Porto (Porto, V.N. de Gaia, Matosinhos, Maia, Gondomar e Stª M.da Feira) bem como de municípios capitais de distrito (Braga, Coimbra e Leiria), os municípios do Funchal, de Guimarães e de V.N. de Famalicão, concentravam individualmente mais de 1% do poder de compra nacional.
  28. 28. Onde predomina a agricultura, de um modo geral no Interior do país e no Alentejo, é onde se verifica o menor poder de compra por NUTS em 2011. Comparando os dois mapas, verifica-se que o poder de compra é mais elevado, a nível de NUTS III, onde se concentram as atividades financeiras, imobiliárias e serviços às empresas.

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