Queridos(as) leitores(as)A Secretaria de Educação de Olinda apresenta mais um número da revista“Troca-Troca: experiências ...
Ação                                        REAlizAçãO                              PREFEiTURA MUNiCiPAl DE OliNDA        ...
A ideia inicial era propor uma ação que estimulasse os(as) professores(as) a registrarem e socializaremexperiências vivida...
Eis a quarta edição da Revista Troca-Troca: experiências    educacionais!    Isso significa, primeiramente, que a rede mun...
O número crescente de projetos didáticos realizados pelosprofessores e divulgados, ao longo de nove anos, traz a certezade...
Sumário08       A vida desabrocha na horta e no jardim!   10 Minhas raízes estão na África13       Aprendendo com as difer...
40       o xadrez na escola, ou melhor, nas escolas: exposição itinerante do xadrez     42 Viajando nos contos de fadas, l...
Escola Municipal CaIC Norma Coelho    prOfa. aNa rEIS    A vida desabrocha na horta e no jardim!    A   temática do projet...
Arquivo de Ana Reis                                                                                                       ...
Escola Municipal alto do Sol Nascente     prOfa. CrISTIaNE BELCHIOr dE MELO     Minhas raízes estão na África             ...
desenhos infantis, percebe-se                                         este projeto, a sua culminância      Souza, poetisa;...
Arquivo de Christiane Belchior12     como a fauna, flora, hidrografia e                 GRAFSET, 2004.     relevo pernambu...
Escola Municipal Claudino leal                                                                                          pr...
A música também esteve presente     Adriana que deixaram o recado:                                               BRUNO, Ma...
Escola Municipal alto do Sol Nascente                                                                                     ...
Escola Municipal Monte Castelo     prOfa. Lyza GENNIfEr MOrEIra dE BarrOS SOuSa     Leão do Norte     N   o início do segu...
Arquivo de lyza SousaVida Severina”, de João Cabral deMelo Neto, comentou: “Eu já vi aestátua desse homem perto do rioquan...
Núcleo de Tecnologia educacional, Comunicação e Idiomas – NTECI      prOfaS.: rOSINEIdE pESSOa, ÁurEa MarIa CarLOS E      ...
chamadas comunidades dinâmicasde aprendizagem (Campos, Roquee Amaral, 2007). Entretanto, cabeao tutor adquirir uma constan...
Arquivo de rosineide pessoa     se então, formadores de opinião.                 br/web/interna.asp?id_canais=4&id_subcana...
Escola Municipal Monsenhor fabrício                                                                             prOfa. rOS...
Escola Municipal dona Brites de albuquerque     prOfaS.: CrISTIaNE HOLaNda, MarIa MadaLENa BarBOSa da fONSÊCa,     CarLa C...
sobre os valores das pessoas        Realizamos a nossa Vi Feira de       construção de conhecimentos,humanas. No segundo m...
Escola alexandre José Barbosa Lima     prOf. EdSON GOMES da SILVa fILHO       Bantos e Nagôs:       a presença da África n...
composição dessa comida típica       da turma era de cristãose sua história, comparando-a         evangélicos.a outras com...
Escola Municipal Monsenhor fabrício     prOf. rICardO LuIz dOS SaNTOS       Ensinando através das diversas leituras       ...
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4
Upcoming SlideShare
Loading in …5
×

Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4

7,051 views

Published on

O projeto Troca-Troca Experiências Educacionais foi criado em 2001, pela Secretaria de Educação de Olinda, com a intenção de incentivar e valorizar os projetos pedagógicos dos professores da rede.

Os docentes podem publicar e socializar as experiências na Revista “Troca-Troca”, que traz também as propostas vencedoras no Concurso “Anita Paes Barreto”, outro incentivo criado pela Prefeitura de Olinda e que premia os três melhores projetos a cada ano.

Published in: Education
1 Comment
2 Likes
Statistics
Notes
  • O projeto Troca-Troca Experiências Educacionais foi criado em 2001, pela Secretaria de Educação de Olinda, com a intenção de incentivar e valorizar os projetos pedagógicos dos professores da rede.

    Os docentes podem publicar e socializar as experiências na Revista “Troca-Troca”, que traz também as propostas vencedoras no Concurso “Anita Paes Barreto”, outro incentivo criado pela Prefeitura de Olinda e que premia os três melhores projetos a cada ano.
       Reply 
    Are you sure you want to  Yes  No
    Your message goes here
No Downloads
Views
Total views
7,051
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
3
Actions
Shares
0
Downloads
116
Comments
1
Likes
2
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Revista Troca-Troca: experiências educacionais Nº 4

  1. 1. Queridos(as) leitores(as)A Secretaria de Educação de Olinda apresenta mais um número da revista“Troca-Troca: experiências educacionais”, resultado de um esforço coletivode traduzir experiências da vivência pedagógica do chão da Escola emuma publicação, a partir do debate, da reflexão, da troca, reafirmando opensamento de Paulo Freire, cantado por Raul Seixas e profetizado por D.Hélder: “Sonho que se sonha só é só um sonho; mas sonho que se sonhajunto é realidade”.E como produção coletiva a Revista “Troca-Troca: experiências educacionais”vem marcada por toda diversidade, esperança e criatividade presentes noprocesso de aprendizagem da Rede, constituindo-se, assim, numa espéciede mural da prática pedagógica de Olinda: para uns(umas) gratificante, paraoutros(as) desafiante e para todos(as), o reconhecimento de que, apesar dasdificuldades, “uma outra educação é possível”, lembrando mais uma vez osaudoso mestre Paulo Freire.O compromisso do governo municipal com o fortalecimento da condição deOlinda “Cidade Educadora” tem, hoje, na Revista “Troca-Troca: experiênciaseducacionais” um instrumento importantíssimo de promoção da agenda daeducação para além dos muros da Escola.Parabéns a todos(as) que vêm contribuindo para o êxito desse processo.Contem sempre conosco!Leocádia da HoraSecretária de Educação de Olinda
  2. 2. Ação REAlizAçãO PREFEiTURA MUNiCiPAl DE OliNDA Renildo Calheiros PREFEiTO Horácio Reis ViCE-PREFEiTO SECRETARiA DE EDUCAçãO DE OliNDA leocádia Maria da Hora Neta SECRETáRiA Maria dos Prazeres Advíncula SECRETáRiA EXECUTiVA DiRETORiA DE ENSiNO Edineide César DiRETORA leila loureiro ASSESSORA TÉCNiCO-PEDAGÓGiCA Ana Cristina Fonseca ASSESSORA TÉCNiCA DEPARTAMENTO DE EDUCAçãO BáSiCA Fátima Guerra CHEFE DO DEPARTAMENTO DE EDUCAçãO BáSiCA COMiSSãO ORGANizADORA Adaneusa Alves do Nascimento – Coordenadora – Ensino Fundamental Ana Maria Galvão Brito – Departamento de Gestão Francisca Nascimento - Departamento de Acompanhamento e Registro Escolar leilza Ferrer – Divisão de Educação infantil leonardo Renné – Departamento de Tecnologia Educacional, Comunicação e idiomas Maria Amélia Feitosa Ferraz – Divisão de Educação de Jovens e Adultos Rosa Raposo – Divisão de inclusão Cristiane Goulart – Chefe da Divisão de Ensino Fundamental ASSESSORiA Elma Bezerra Marques da Silva Jeanne Amália de Andrade Tavares REViSãO Jeanne Amália de Andrade Tavares PROJETO GRáFiCO E DiAGRAMAçãO NúClEO DE PRODUçãO Oi KABUM!-RECiFE Camilo Maia Lívia Damares luiz Alberto Rodrigo Gomes TRATAMENTO DE iMAGENS & FOTOGRAFiA COMPlEMENTAR Daniela Pinheiro Denison lima Capa Rodrigo Gomes sobre fotos e desenhos dos projetos
  3. 3. A ideia inicial era propor uma ação que estimulasse os(as) professores(as) a registrarem e socializaremexperiências vividas em sala de aula. Na primeira versão, em 2001, os(as) professores(as) traziam o esboço doseu projeto e, através do acompanhamento da equipe técnica do Ensino Fundamental e assessoria, discutiame vislumbravam possíveis (re)direcionamentos às ações pedagógicas. Após esses encontros de elaboração ereelaboração, os projetos concluídos eram apresentados a professores, em encontros bimestrais, ao longo dosegundo semestre.A partir da iniciativa de promover encontros para socializar as experiências em 2002/2003, nasceu uma novaideia: a criação de uma revista para a publicação dos textos com relatos de experiências dos professores.A nova idéia foi tomando forma e materializou-se, em 2005, no lançamento do primeiro número da revista“Troca-Troca, Experiências Educacionais”. Em 2007, houve a publicação do segundo número e, em 2009, aconsolidação dessa iniciativa com o lançamento do terceiro número da Revista.Ao longo de 2009, com a determinação de dar continuidade a essa ação como Política de Incentivo àvalorização do desempenho do(a) professor(a) da rede municipal, a secretária de Educação, leocádia daHora, na perspectiva de ampliar a participação docente e discente, solicitou a formação de uma equipecomposta por duas assessoras e sete técnicos da Diretoria de Ensino para compor uma comissão queorganizasse todo o processo, dos encontros ao lançamento do quarto número em 2010.A partir da cooperação dessa comissão, o apoio da Diretoria de Ensino e participação da assessoria, a “AçãoTroca-Troca: experiências educacionais” – 2009/2010 foi possível acompanhar os projetos desenvolvidos emsala de aula por estudantes e professores(as) da Educação Básica nas seguintes etapas e modalidades deensino: Educação infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos. 3Foram realizados cinco encontros, de setembro a dezembro de 2009, com apresentações de práticaspedagógicas de diferentes áreas do conhecimento, constituindo-se, assim, numa verdadeira dinâmica deformação de professores(as) desenvolvida com a interação de todos(as) participantes.Nesse quarto número da revista, estão contemplados 34 projetos, apresentados em forma de relatos escritose registros fotográficos, dos quais três se classificaram no Prêmio Anita Paes Barreto 2009. Esse prêmio éconcedido, anualmente, pela Secretaria de Educação de Olinda a professores que desenvolveram projetospedagógicos em escolas da rede municipal de Olinda e, assim, contribuíram para a melhoria da aprendizagemdos estudantes.A “Ação Troca-Troca: experiências educacionais” vem se consolidando como uma política educacional daSecretaria de Educação de Olinda, na medida em que estimula a organização e dinamização de projetosdidáticos nas salas de aulas, contribuindo para o sucesso dos processos de ensino e aprendizagem, elevando aqualidade da Educação Básica das escolas públicas municipais.Comissão OrganizadoraAdaneusa Alves do Nascimento – Coordenadora – Ensino FundamentalAna Maria Galvão Brito – Departamento de GestãoFrancisca Nascimento - Departamento de Acompanhamento e Registro Escolarleilza Ferrer – Divisão de Educação infantilleonardo Renné – DTECiMaria Amélia Feitosa Ferraz – Divisão de Educação de Jovens e AdultosRosa Raposo – Divisão de inclusãoCristiane Goulart – Chefe da Divisão de Ensino Fundamental
  4. 4. Eis a quarta edição da Revista Troca-Troca: experiências educacionais! Isso significa, primeiramente, que a rede municipal de Olinda incentiva e divulga o trabalho de professores(as) que (re)criaram uma prática educativa que visa à promoção do desejo de ensinar e aprender, baseada na igualdade de oportunidades, na crença de que todos podem aprender, no respeito ao tempo de aprendizagem individual. Segundo, que aponta os professores que têm buscado a melhoria do ensino nas escolas públicas de forma coletiva, quebrando a grande barreira do individualismo, da competição. Esta revista traz a experiência de professores que não ficaram isolados, fazendo seu trabalho sozinho. São professores, professores-multiplicadores, professores responsáveis por biblioteca, coordenadores pedagógicos que expuseram o que ocorre no seu dia-a-dia pedagógico, acreditando que cumpriram de forma competente a tarefa de levar4 o outro a se encontrar com o conhecimento. E, por fim, que estamos cumprindo o grande desafio do séc. XXI que é tornar a escola pública brasileira um locus de produção de conhecimento, de pesquisa, de reflexão-ação. Digo isso porque o mundo se movimenta por quem escreve, divulga conhecimento, contesta, questiona, propõe, enfim, sai da condição de mero receptor passivo. Nas próximas páginas você, meu caro leitor, minha cara leitora, vai conhecer o trabalho de mestres que dignificam a profissão de professor ao trabalhar com seriedade, responsabilidade e, principalmente, com amor, enfrentando as situações adversas da sala de aula com sabedoria e criatividade. Jeanne amália de andrade Tavares Assessora da Ação Troca-troca
  5. 5. O número crescente de projetos didáticos realizados pelosprofessores e divulgados, ao longo de nove anos, traz a certezade que o estímulo, o acompanhamento e o crédito que se dá aatividade de cada educador, provocam a coragem e paixão para arealização e registro de um formato de vivência pedagógica quecontribui para que o estudante permaneça com prazer na escola eque, principalmente, melhore a sua aprendizagem.Nisso reside o valor cultural e pedagógico da revista “TROCA-TROCA:experiências educacionais” para a rede municipal de Olinda”, hoje,resultado de uma ação permanente da Secretaria de Educação,desenvolvida pela Diretoria de Ensino.Nessa 4ª edição, a revista divulga projetos didáticos, vivenciadostanto dentro quanto fora de salas de aulas e, socializados nosencontros mensais da ação TROCA-TROCA.Você, leitor(a), certamente, irá se deliciar com esses relatos queabordam temas variados. Assim, vai conhecer, por exemplo, algumaspossibilidades pedagógicas de um jogo milenar no relato “O xadrez 5na escola, ou melhor, nas escolas”; sentir a força de um cientistasocial que ousou enfrentar a fome, em suas várias dimensões, no“Você tem fome de quê, Josué?”; observar a beleza da arte e dascores no “Colorindo e brincando com Cândido Portinari”; reconhecerque o simples também pode ser belo em “Vitalino: vida e obravitalina”; compreender a importância de introduzir as crianças natemática da diversidade das pessoas humanas no “Aprendendo comdiferenças”; e o cuidado que a escola deve ter com a nutrição dascrianças no relato “Alimentação Saudável: uma (re)construção devalores”, além de muitos outros.Dizem que uma ação só acontece se é feita com paixão. Mas apaixão precisa de uma ocasião e lugar para se materializar. EmOlinda, ela contou com a participação dos professores, diretores,técnicos, estudantes e pais, das escolas onde esses trabalhos sedesenvolveram. Atualmente, a minha paixão pela ação TROCA-TROCA se expressa na forma de assessoria.Sinto uma paixão alegre e renovadora a cada nova revista, comotambém espero que a leitura possa estimular a realização de açõespedagógicas que promovam aprendizagem dos estudantes.Boa leitura!Elma Bezerra Marques da SilvaAssessora da ação TROCA-TROCA
  6. 6. Sumário08 A vida desabrocha na horta e no jardim! 10 Minhas raízes estão na África13 Aprendendo com as diferenças 15 Heitor Villa Lobos visitando nosso folclore16 Leão do Norte 18 Mídias Sociais: mecanismos de apoio e comunicação em curso EAD21 Prêmio leitor de ouro 22 Alimentação saudável: uma (re) construção de valores24 Bantos e Nagôs: a presença da África no meu bairro 26 Ensinando através das diversas leituras da cultura popular28 Escola Ministro Marcos Freire no combate à desnutrição 30 Meu Bairro, minha vida: resgatando a noção de pertencimento32 o teatro e os recursos recicláveis: o lado lúdico do lixo 34 Construção de objetos de aprendizagem: da imaginação ao virtual36 o uso da água: abordagem interdisciplinar de uma experiência extraclasse 38 Vivendo o folcore e formando leitores e escritores
  7. 7. 40 o xadrez na escola, ou melhor, nas escolas: exposição itinerante do xadrez 42 Viajando nos contos de fadas, levando a leitura e a escrita na bagagem44 Prevenir é melhor que remediar 46 Respeitem os meus cabelos brancos!48 Tutoria virtual e os futuros caminhos da formação continuada de professores 50 “Se essa rua fosse minha...”52 Salvem o Beberibe! o rio não pode morrer 54 Colorindo e brincando com as cores de Cândido Portinari56 Lendas, canções, contos e encantos no caminho da alfabetização 58 Um olhar sobre a obra do mestre Vitalino61 Villa Lobos um mimo de multiculturalidade 62 “Você tem fome de quê”, Josué?64 Vitalino, vida e obra vitalina 66 Raízes da minha cidade68 Pequenos leitores e escritores de olinda registrando histórias em vídeo 70 Amigos do verde72 Hoje é dia de... ole (oficina de leitura e escrita)! 74 Horta: plantando e colhendo saberes
  8. 8. Escola Municipal CaIC Norma Coelho prOfa. aNa rEIS A vida desabrocha na horta e no jardim! A temática do projeto surgiu da necessidade de refletir junto com as crianças a importância de Norma Coelho pelos professores e coordenadora com as turmas dos Grupos: iii (3 Anos), iV (4 Anos) e ambiente e os materiais que seriam utilizados para o plantio na horta. uma alimentação mais saudável V (5 Anos). e a necessidade de reeducar os O segundo passo foi preparar os hábitos alimentares para atingir As atividades pedagógicas canteiros e mostrar as sementes esse objetivo. Além disso, o permitiram a integração dos que seriam plantadas, como trabalho proporcionou às crianças temas educação, alimentação também a forma de cultivá-las. a oportunidade de um contato saudável, nutrição e meio Atrelada a essa atividade, foi com a natureza, ao serem ambiente, tornando a discussão confeccionado um mostruário realizadas atividades de plantio desses elementos fundamentais com as crianças. e a colheita de variadas espécies para a exploração da leitura e da diretamente da horta da escola. escrita. O terceiro passo durou um pouco mais de tempo, pois consistia em O projeto foi realizado no Centro O primeiro passo foi apresentar, visitar a horta diariamente para de Educação infantil Professora numa roda de conversa, o alguns cuidados como regar as8
  9. 9. Arquivo de Ana Reis 9 plantas e limpar os canteiros e flores explorando diversas Acreditamos que a aprendizagem e observar o desenvolvimento técnicas artísticas explorando tornou-se significativa e prazerosa das culturas plantadas (coentro, a criatividade das crianças para todos os envolvidos no couve, quiabo e tomate), (desenho com sementes, pintura projeto, pois a satisfação na aguardando o tempo da vazada, pintura surpresa e execução de cada atividade colheita. colagem); leitura dos livros “A era visível nos olhinhos de cada horta”, textos da coleção “Os criança. Eis um pouco das atividades vegetais”, “A cesta de Dona que realizamos ao longo das Maricota”; experiências culinárias três etapas de desenvolvimento com execução de receitas e do projeto: observação das degustação de frutas, legumes, características e classificação chá, lambedor e sucos. dos vegetais existentes na horta da escola (ornamentais O referido projeto realizou sua medicinais e as que servem culminância através da colheita como alimentos); confecção das hortaliças e frutas (coentro, de um livro sobre os vegetais tomate, couve e quiabo). Arquivo de Ana Reis
  10. 10. Escola Municipal alto do Sol Nascente prOfa. CrISTIaNE BELCHIOr dE MELO Minhas raízes estão na África e formação da etnia brasileira, mediante fatos protagonizados por este povo, além de provocar a reflexão crítica da história, cultura e realidade social afro brasileira. Era necessário rever com os estudantes a ideia de que a nossa cultura é influenciada transversal pelo eurocentrismo. Pluralidade Cultural O projeto despertou nos e outros estudantes orgulho pela possíveis formação étnica e cultural de assuntos. todos os brasileiros e a alegria em conhecer, cada vez mais, a Na sociedade verdadeira História do Brasil, atual, depois identificando suas negras raízes. de 120 anos10 de abolição da O racismo no Brasil é grave e escravidão dos perigoso, pois se concretiza negros no Brasil, através de atitudes e linguagens é lamentável nos implícitas, ninguém assume ser depararmos ainda preconceituoso ou racista. Essa com o preconceito e negação alimenta a existência discriminação com os desse mal na sociedade porque, afros descendentes, a partir do momento que o pois o preconceito racismo for assumido, torna- provém da ignorância, se notório e imprescindível à da falta de conhecimentos tomada de atitudes e políticas e intolerância com as sociais e educacionais contra o diferenças. mesmo. Segundo Orlandi, “Dizer e silenciar andam juntos... Há, Este projeto levou os estudantes pois uma declinação política a conhecerem a história da de significados que resulta no áfrica, pois é preciso conhecer a silenciamento como forma não E ste projeto idealizado para os estudantes do Nível i da Educação de Jovens e história daquele continente para melhor fundamentar o ensino de calar mas de fazer dizer ‘uma’ coisa, para não deixar de dizer e a aprendizagem da cultura ‘outras’. Ou seja, o silêncio Adultos da Escola Alto do Sol africana e afro brasileira que recorta o dizer. Esta é a sua Nascente – Olinda - PE, amplia fazem parte, obrigatoriamente, dimensão política” (In: Construir as oportunidades de trabalho do currículo escolar. Almejamos Notícias, 1995: 55). em sala de aula ao envolver com este trabalho proporcionar Componentes Curriculares de aos estudantes da EJA a aquisição Ao observar alguns Geografia, História, Matemática, de conhecimentos sobre comportamentos de estudantes, Linguagem, Ciências, Filosofia, diversos aspectos desta cultura, materiais pedagógicos, livros Artes. Além disso, o tema resgatando as contribuições didáticos, currículos, filmes e dos povos africanos na história
  11. 11. desenhos infantis, percebe-se este projeto, a sua culminância Souza, poetisa; Carolina Mariao quanto o sistema educacional deu-se com uma aula passeio, de Jesus, escritora; Cartola ebrasileiro é omisso e, muitas recurso difundido por Freinet, Jamelão, sambistas.vezes, incentivador do racismo. A onde os estudantes visitaram odiscriminação racial na sociedade Museu do Estado de Pernambuco, O fechamento deste projeto e dobrasileira acarreta conseqüências no bairro das Graças - Recife, ano letivo de 2008 aconteceu comque se intensificam no âmbito observaram vários elementos da outra aula passeio, desta vez paraescolar, causando aos indivíduos cultura africana e afro-brasileira o Engenho Canoas, localizado nonegros sentimentos de auto- e se aproximaram, de forma município de Ipojuca - PE. Esserejeição, rejeição ao colega mais concreta da história, das engenho foi palco de várias cenasda mesma cor, introversão, artes e da religiosidade. Utilizar durante o período escravistapouca participação em sala os sentidos faz com que a e continua em funcionamentode aula, falta de auto-estima, aprendizagem se efetive, quando produzindo vários produtosdificuldade de aprendizagem e, vamos ao museu sentimos a regionais.consequentemente, a repetência história reviver em nós, não see evasão escolar. inicialmente trata mais de palavras e figuras Após a visita ao engenho, fomoseste trabalho abordou a geografia abstratas dos livros didáticos, o à Porto de Galinhas. Essa praia,do continente africano, para isso que vemos, sentimos e tocamos há tempo atrás, era chamadaos estudantes assistiram ao filme se fixa mais profundamente em Porto Rico, devido à extração do“lugar nenhum na áfrica”. nossa mente. Pau Brasil. Após a abolição dosEsse filme, além de mostrar escravos, os negros continuavamas belezas e diversidades do No dia da Consciência Negra, sendo trazidos clandestinamentecontinente africano, trata de 20 de novembro, a Diretoria de para Pernambuco. Desviados dequestões culturais que foram Ensino de Olinda, através da Recife, onde havia fiscalização,enfatizadas e debatidas após a Divisão da EJA, enviou grupos os negros desembarcavam nessaexibição. de capoeira e afoxé às escolas praia, escondidos em engradados 11 para que os estudantes tivessem de galinhas d’Angola. A chegadaApós o término de todas as mais aproximação com nossa dos escravos na beira mar eraatividades, foram realizados cultura. Na fase final do projeto anunciada pela senha “temcírculos de cultura para trocar destacamos personalidades negras galinha nova no porto!”. Poridéias e discutir o assunto lido, importantes em vários setores da causa disso, Porto Rico ficououvido, assistido. sociedade, como: Mestre Vitalino, conhecida como Porto das artista plástico; luiz Gonzaga, Galinhas. Nessa aula passeio,O passo seguinte foi debater compositor e cantor; Auta de ainda foram observados aspectossobre a luta dos africanos pelaliberdade no solo brasileiro,os movimentos de resistênciae libertação, as rebeliões, os Arquivo de Christiane Belchiorquilombos. Como estímulo paraessa etapa, utilizamos outrofilme que oferece aos estudantesconhecimentos acerca dahistória do Brasil e do seu povo:“Quilombo”. O filme aborda todasas questões acima e proporcionoua oportunidade de chamara atenção para as questõesgeográficas e culturais da regiãoNordeste, já que esta foi ícone naluta pela liberdade, rota de fugae de tráfico de escravos.Para dinamizar e enriquecer
  12. 12. Arquivo de Christiane Belchior12 como a fauna, flora, hidrografia e GRAFSET, 2004. relevo pernambucanos. CORRÊA, Marlene. Caminhando Nordeste. São Paulo: FTD, 1994. BRASil. Educação anti-racista: caminhos aber- Assim, concluimos o Projeto tos pela lei Federal nº 10.639/03/ Secretaria de Minhas Raízes Estão na África e Educação Continuada, Alfabetização e Diversida- o ano letivo de 2008 com uma de. - Brasília: Ministério da Educação, Secretaria imensa, rica e nova bagagem de Educação Continuada, Alfabetização e Diversi- cultural e étnica, além de um dade, 2005. Texto disponível em http://unesdoc. novo olhar sobre a participação unesco.org/images/0014/001432/143283por.pdf dos negros na construção do Acesso em 17/07/2009. Brasil. revista Construir Notícias, nº 29, ano 05, julho/ agosto de 2006. rEEfErÊNCIaS BIBLIOGrÁfICaS E WEBIBLIOGrÁfICaS BRASil. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Texto disponível em http://portal. mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/tvescola/leis/ lein9394.pdf. Acesso em 07/07/09. BENJAMiM, Roberto. a África está em nós: his- tória e cultura afro-brasileira. João Pessoa-PB:
  13. 13. Escola Municipal Claudino leal prOfa. adrIaNa MarIa dE aLMEIda araúJOAprendendo com as diferençasP ara viver democraticamente em uma sociedade, é precisorespeitar os diferentes grupos elemento enriquecedor pessoal e social. tem pontinhos”? “Ah! Tem esses pontinhos na caixa dos perfumes da Natura” foram alguns dose culturas que a constituem. comentários das crianças. Durante o projeto foramBaseado nesse pressuposto, trabalhados, na hora do conto,o Ministério de Educação livros como “Menina bonita do Foi a partir desses comentáriosimplementou a política de laço de fita” que apresenta a que iniciamos a discussão einclusão educacional, pautada busca da identidade étnica de apresentação dos livros didáticosnos princípios éticos do respeito uma menina, “O grande dia” e paradidáticos em Braille,aos direitos humanos, na proposta cujo tema é a deficiência física, levando-os a refletir que o fatopedagógica que propõe ensinar a “O patinho feio”, entre outros. de uma pessoa possuir umatodos os estudantes, valorizando Fazíamos a leitura e, em seguida, deficiência não deve ser motivoas diferenças de cada um no os estudantes liam o mesmo livro para impedi-la de ter acessoprocesso educacional e na para a turma. às mesmas oportunidades queconcepção política de construção as pessoas sem deficiênciasde sistemas educacionais com têm, mesmo que para isso sejaescolas abertas para todos. Outro momento enriquecedor necessária a utilização de umA ideia de realizar o projeto foi o de uma mostra de filmes na recurso específico.surgiu, a partir das observações escola, onde as crianças tiveramdiárias da relação entre a oportunidade de assistir aestudantes com deficiência clássicos infantis contados na No caso do deficiente visual, 13e os colegas de sala, e da Língua Brasileira de Sinais – um recurso indispensável parapossibilidade de reflexão sobre LIBRAS. Neste momento, fizemos apropriação da escrita e leituraas deficiências e diversidades um levantamento sobre o que em Braille é a reglete e o punção.presentes na sociedade de forma eles sabiam sobre liBRAS e quem Mostramos estes recursos e comolúdica e respeitosa. a usava. Timidamente algumas são usados, mostramos também o crianças diziam: “É o mudo que alfabeto em Braille, comparando- fala assim.”, “Eu conheço uma os com o alfabeto dactológicoO projeto foi apresentado às pessoa que fala assim.”. (alfabeto do surdo), levando-oscolegas professoras em uma à conclusão de que são alfabetosreunião pedagógica e, nessa específicos, para pessoas queconversa, resolvemos que cada Ao visitar a biblioteca, têm necessidades e maneirasuma iria pesquisar materiais sobre apresentamos os livros em Braille diferentes de aprender.o tema para compor o projeto. e como desafio pedimos que todosOs materiais foram entregues a lessem. “Tia, como vou ler sócoordenadora que os agrupou,formando um pequeno acervopara empréstimo, garantindo, Arquivo de Adriana Araújodessa forma, acesso de todas asprofessoras ao material.Assim, procuramos através dediversas atividades, respeitandoas especificidades, faixa etária eo seu nível de desenvolvimento,proporcionar aos estudantes, oconhecimento, o respeito e avalorização das diferenças como
  14. 14. A música também esteve presente Adriana que deixaram o recado: BRUNO, Marilda Moraes Garcia. Deficiência “cada um com as suas diferenças visual: reflexão sobre a prática pedagógica. SP: como estimuladora da linguagem laramara, 1997. verbal e corporal, além de contribuem para harmonia do MARTiNS, lúcia de Araújo Ramos et al. inclusão: contribuir como instrumento de universo.”. A diversidade esteve compartilhando saberes. Petrópolis, RJ: Vozes, conscientização, uma vez que, presente no jogral apresentado 2006. através da exploração do texto pelos estudantes da professora SOUZA, Eloysa Godinho. Surdez e significado escrito da música constituíamos Maria do Carmo, os estudantes da social. São Paulo: Cortez, 1982. um momento de debate e professora léa também deram o STAiNBACK S. e STAiNBACK w. inclusão: Um guia reflexão. seu recado cantando: “(...) VOCÊ para educadores. Trad. Magda França lopes. É ESPECiAl NãO EXiSTE OUTRO Porto Alegre: Artmed, 1999. iGUAl, DEUS CRiOU VOCÊ ASSiM BElARMiNO, Joana. A valorização do Braille na Um trabalho tão bonito merecia DiFERENTE DE MiM.”. educação. Texto disponível em www.intervvox. um “dia especial”. No final do nce.ufrj.br. Acessado em 18/03/07. mês de agosto, de forma coletiva, MACHADO. Ana Maria. Menina bonita do laço de fizemos a culminância do projeto, Com este projeto percebemos fita. São Paulo: Ática, 2004. onde cada turma apresentou que as crianças das turmas do SECCO, Patrícia Engel. O grande dia. São Paulo: aos colegas e professores uma 1º e 2º ciclo do turno matutino Melhoramentos, 2003. atividade relacionada ao tema. conseguiram mudar suas ANDERSEN, Hans Christian. O patinho feio. ziT atitudes, compreendendo que é Editora, 2005. essencial respeitar o outro, para CURVELO, Gisélia. O diálogo das cores. Edições Ah! Foi um momento mágico! Bagaço, 2004. se construir uma convivência Ficamos parados, dominados harmoniosa. pela emoção ao ver um grupo de estudantes trazerem as bênçãos Para nós, educadores, ficou ainda do criador através do “PAi NOSSO” mais evidente que precisamos em liBRAS, acompanhados pela refletir sobre as diferenças, professora Ana Paula; a história construindo uma prática mais do patinho feio também esteve humanitária e consciente que presente na dramatização leve em conta as capacidades14 realizada pelos estudantes da e limitações individuais, professora Verônica, até a menina assegurando, dessa forma, um bonita do laço de fita esteve exercício de cidadania para presente com coelhinho e tudo o todos. que tinha direito através de uma dramatização realizada pelos REFERÊNCiAS BiBliOGRáFiCAS estudantes da professora Miriam. E wEBiBliOGRáFiCAS Vocês já pensaram numa revolta das cores? Pois, isso também foi BRASil, Ministério da Educação. Diretrizes possível através da dramatização Nacionais para a Educação Especial na Escola do livro “O diálogo das cores” Básica/Secretária de Educação Especial na Escola Básica/Secretaria de Educação Especial. MEC. pelos estudantes da professora Arquivo de Adriana Araújo
  15. 15. Escola Municipal alto do Sol Nascente prOfa. EdNa MENdESHeitor Villa Lobos visitando nosso folcloreD urante uma conversa em uma reunião no início do2º semestre, a coordenadora pelas crianças e produção de textos; em Artes, exploramos os elementos da música e da dança; pesquisadas, montamos um mural. Esse momento foi muito rico, pois íamos organizando empedagógica nos convidou a em Ciências, apresentamos categorias o que representavapensar como iríamos trabalhar o origem e a diversidade de o nosso folclore, ou seja, o quetema folclore com os estudantes alimentos da nossa cultura; em nos representava. A nossa riquezadurante o mês de agosto. História e Geografia, focamos cultural é tanta que causoulembrou-nos também que o os elementos e manifestações espanto em alguns estudantesmunicípio de Olinda estava culturais, o espaço geográfico em como Renato que exclamou:recebendo a Mostra internacional que ocorrem essas manifestações; “Puxa! isso tudo é o nossode Música Olinda – MiMO que e, em Matemática, construímos folclore?”. Seus colegas tambémprestava homenagem a Heitor algumas situações em que fossem ratificaram suas palavras.Villa Lobos, logo poderíamos desenvolvidas as habilidades dosunir os dois assuntos, pois esse eixos números e operações e Propusemos atividades decompositor contempla, em suas grandezas e medidas. desenho, pintura, quebra-cabeça,obras, muitos elementos da recorte e colagem e confecção decultura pernambucana. iniciamos o trabalho com os bonecos e enfeites com materiais estudantes apresentando Heitor recicláveis. A cada trabalho, osAssim, nasceu este projeto que Villa lobos através de fotos, estudantes se empolgavam mais,teve como objetivos: explorar músicas e história de sua vida. participando coletivamente daa vida e a obra de Villa lobos, Durante essa roda de conversa atividade proposta.apresentando a importância do luciano, estudante do 1º ano 15seu trabalho no contexto nacional do 1º Ciclo perguntou como ele Para a culminância do projeto,e internacional e conhecer as conseguiu fazer tanta música e montamos uma dramatização emobras desse autor que trazem seu amiguinho da mesma série, que um estudante representariaem sua composição a diversidade Renato, perguntou o que era o maestro Villa lobos interagindodas manifestações folclóricas do reger uma orquestra. com os elementos do folclorenosso estado. A ideia subjacente do nosso estado. Estudantesa esse trabalho era “conhecer Trouxemos na aula seguinte das turmas A e B do 1º ano docaracterísticas fundamentais um CD com músicas de Villa 1º ciclo apresentaram a músicado Brasil nas dimensões sociais, lobos. Ao ouvir as músicas, as “Carneirinho, carneirão” sob amateriais e culturais como meio crianças ficaram surpresas, pois regência do personagem-maestro.para construir progressivamente reconheciam algumas daquelas Uns estudantes recitarama noção de identidade nacional músicas. provérbios, outros contarame pessoal e o sentimento de piadas, parlendas para o pequenopertinência ao país”, como afirma Essa audição provocou um Villa. E, para encerrar, dançamoso PCN de Língua Portuguesa. debate sobre as brincadeiras, ao som de vários frevos de rua. cantigas de rodas e festividadesAssim sendo, elaborei uma que os estudantes conheciam e REFERÊNCiAS BiBliOGRáFiCASversão preliminar do projeto, participavam. wallace, estudanteapresentei-o, em reunião, aos do 1º ano do 1º Ciclo disse que SANTA ROSA, NEREiDE SCHilARO. Villa lobos. São Paulo: Callis, 2009. (Coleção Crianças famosas)professores que concordaram ia ver o carnaval de Olinda, Cante comigo - cantigas de rodas – v.4. Ultraem desenvolvê-lo. inicialmente, para ver os bonecos gigantes e Comunicação.elaboramos um cronograma para suas amigas, luana e Jennifer, Revista Nova Escola, março e abril de 2001.realizar as atividades. Essas disseram que gostavam mais de Coleção lendas do folclore brasileiro (Bumba-atividades contemplaram os São João e de cantigas de rodas. meu-boi, lobisomem, Boitatá, Saci-pererê econteúdos de várias áreas de Bicho-papão).conhecimento, por exemplo, Em seguida, solicitamos que BRASil. Parâmetros Curriculares Nacionais -em Língua Portuguesa houve fizessem uma pesquisa na Língua Portuguesa, MEC, Secretaria de Educaçãoa leitura de histórias, análise família sobre o folclore. Com Fundamental, 1998.fonológica de palavras escolhidas a produção das informações Material de apoio enviado pela secretaria de Educação de Olinda.
  16. 16. Escola Municipal Monte Castelo prOfa. Lyza GENNIfEr MOrEIra dE BarrOS SOuSa Leão do Norte N o início do segundo semestre de 2008, numa roda de conversa com os estudantes Diante dessas indagações vislumbrei a possibilidade de ampliar o conhecimento sobre a cultura pernambucana acompanhado de visitas a centros de divulgação do tema em do 2º ano do 2º Ciclo sobre a da nossa cultura, a partir da questão (Museu do Mamulengo, cultura popular pernambucana análise dessa música. Assim, Mercado da Ribeira, Alto da Sé, e, ao ouvir a musica de lenine acordamos vivenciar o projeto entre outros) e entrevistas a “Leão do Norte”, vieram à tona leão do Norte, numa perspectiva profissionais envolvidos nessa alguns questionamentos sobre interdisciplinar que viesse divulgação. Foram realizadas elementos da música, até então aprofundar alguns nomes também entrevistas com desconhecidos pelos estudantes, e manifestações populares os familiares e vizinhos dos como por exemplo, “O que é desconhecidas pelos estudantes. educandos, no intuito de resgatar calunga? O que é o auto de Ariano a cultura popular de épocas Suassuna? Quem foi João Cabral? Para realização do trabalho passadas. O que é macambira?”. de pesquisa foi feito um levantamento bibliográfico As palavras–chave de cada estrofe da música formaram um eixo para pesquisa, com o total de seis eixos temáticos. intercaladas a cada eixo aconteceram as16 visitas ou oficinas de artes. Ao todo foram três oficinas: bonecos de barro, mamulengo e dança. Montamos uma coreografia na qual cada personagem da cultura popular pernambucana foi representado por um estudante, como se fosse um boneco de barro que ganhava vida na medida em que a música falava seu nome. As palavras-chave de cada eixo provocavam rodas de conversa e, no dia seguinte, os estudantes traziam para escola o que encontravam sobre o assunto e, em grupo, o material pesquisado era analisado. Eles trouxeram livros, textos da internet, textos de jornais e até um cartaz da campanha de vacinação, no qual havia bonecos de barro. Quando um dos estudantes viu num jornal, trazido para a sala, a reportagem sobre a obra “Morte e Arquivo de lyza Sousa
  17. 17. Arquivo de lyza SousaVida Severina”, de João Cabral deMelo Neto, comentou: “Eu já vi aestátua desse homem perto do rioquando fui à cidade com a minhamãe!”.Trouxe o livro “Morte e VidaSeverina” para lermos algunstrechos do primeiro capítulona sala. Ao final da leitura, umestudante questionou dizendo:“Severino é nome de pobre,não é?” Essa pergunta, quaseafirmação, nos proporcionouuma discussão sobre a vida dosretirantes pernambucanos epercebemos que havia alguns 1995.Severinos entre as famílias,inclusive na minha. Nessa 2ª apresentação, estavam Leão do Norte. Disponível em<http://quinteto- violado.musicas.mus.br/letras/350871>Acesso presentes alguns representantes em 02/08/09.Esta foi apenas uma das situações da Secretaria de Educação e SUASSUNA, Ariano. Auto da compadecida – 22ªde aprendizagem ocorridas toda comunidade escolar. Parecia edição- São Paulo: Agir, 1986.durante a pesquisa bibliográfica. que um filme de todas as etapas CABRAl, João de Melo Neto. Morte e vidaFormamos um glossário da música do projeto passavam em minha Severina - 28ª Edição. Rio de Janeiro: Josécom os significados das palavras cabeça e acredito que o mesmo Olímpio, 1990.construídos pela turma. ocorreu para os estudantes. BARROS, weydson leal. Centenário do Frevo – 1. Meu coração batia no compasso Edição, Olinda, 2008.No final do mês de agosto, do caboclinho. TEiXEiRA, Francisco. História Pernambuco. São 17aconteceu na escola a gincana Naquele momento tive a sensação Paulo: ática, 2004.do folclore e uma das tarefas foi de dever cumprido, pois a turmaapresentar um ritmo da cultura apresentou com segurança olocal. conceito de que cultura é tudo que é produzido pelo ser humano.Como a música leão do Norte Partimos da literatura,tem o ritmo do caboclinho, percorremos a História, chegamosconseguimos cumprir a tarefa à Geografia, observamos ascom êxito e apresentamos Ciências e culminamos nasnossas descobertas para todos Artes. Foi uma viagem prazerosaos colegas. Na ocasião, tivemos que fortaleceu nossa propostaa presença dos pais que se pedagógica na perspectiva deperceberam como parte daquela construção da cidadania.apresentação, inclusive uma mãevestiu-se como caboclo de lança E, para concluir este propósito,e dançou após a apresentação. estamos na 4ª edição da revistaA participação da família traz Troca-troca, contando-lhes um pouco da vivência neste projeto.uma contribuição significativaao processo de ensino eaprendizagem. REFERÊNCiAS BiBliOGRáFiCAS E wEBiBliOGRáFiCASO grupo ficou orgulhoso de suaapresentação e fomos convidados SIEBERT, Célia. Geografia de Pernambuco. 4ªpara apresentar esta oficina na série, 2a Edição Renovada. São Paulo: FTD,reinauguração da escola, antes 2005.em reforma. JORNAl DO COMÉRCiO. Coleção Pernambuco imortal - Agamenon e o Estado Novo. Recife,
  18. 18. Núcleo de Tecnologia educacional, Comunicação e Idiomas – NTECI prOfaS.: rOSINEIdE pESSOa, ÁurEa MarIa CarLOS E SIMONE rOdrIGuES dE MELO Mídias Sociais: mecanismos de apoio e comunicação em curso EAD A presente investigação busca passíveis de serem usados no entre organização e os diversos analisar o uso das mídias cotidiano escolar. Seu emprego públicos que a constituem e com sociais como ferramentas também objetivou a promoção ela interagem. Devido a essa comunicacionais em um curso de trocas intelectuais, sociais expansão, as redes sociais se de formação na modalidade e afetivas. Nesta análise foi tornam cada dia um canal mais Educação a Distância - EAD, considerado a concepção de importante, que possibilita a no município de Olinda. Nessa Mídias Sociais e seu emprego interação e manifestação dos investigação, as autoras e na educação. Por conseguinte, mais diversos tipos de públicos. também tutoras do Curso de identificar a prática de três As redes sociais Tecnologias na Educação – tutoras e suas respectivas turmas virtuais funcionariam CTE/120h -, analisaram tais no uso de mídias, como: Youtube, por meio da interação ferramentas como promotoras Orkut, e Google Docs e outras. social. Onde se busca da interação entre os cursistas. Segundo Castells (2002), as redes conectar pessoas No caso do curso de tecnologias mundiais atribuem uma nova e proporcionar sua na educação, as adoções dessas morfologia social às sociedades comunicação e, mídias sociais justificaram- e a difusão da lógica de redes portanto, podem se diante das dificuldades modifica, de certo modo, os ser utilizadas para comunicacionais ocorridas no processos produtivos e de forjar laços sociais18 ambiente E-proinfo. Esta adoção experiência, poder e cultura. (DAMBRÓES e REiS, teve como objetivos didáticos Deste modo, a internet, segundo 2008). Fica então integrar os estudantes dentro Pinho (2003), permite uma evidente o vasto destas novas lógicas de escritas comunicação aberta e dialógica, uso da internet no e leitura destes recursos, além onde há o estabelecimento de processo ensino de apresentar estas ferramentas relacionamentos mais próximos, aprendizagem e a integradoras como instrumentos permanentes e duradouros realização de cursos na modalidade EAD. Por sua vez, dentreArquivo de rosineide pessoa as inúmeras mídias contidas na web 2.0 e sua integração midiática nas diversas modalidades de ensino presenciais e semipresencias. Mídias sociais chegaram como instrumentos de comunicação necessários para o desenvolvimento de um novo tipo de relação entre educadores e educandos. Fazer uso dessas mídias permite a formação das
  19. 19. chamadas comunidades dinâmicasde aprendizagem (Campos, Roquee Amaral, 2007). Entretanto, cabeao tutor adquirir uma constantepredisposição a aprender epermitir que seus colaboradoresassumam o protagonismo desua aprendizagem. As diversasmudanças de paradigmaseducacionais veem para atendero atual perfil dos estudantes(Oliveira, lima, Novaes & Pessoa,2007) inclusive dos estudantesdos cursos EAD.Foram aplicados questionários aoscursistas durante os encontros Arquivo de rosineide pessoa durante as oficinas realizadas no cursistas, ou seja, 8%. Oito primeiro módulo do curso de CTE cursistas abriram uma página no por um período de dois meses. Orkut, após iniciarem o curso, e A pesquisa de natureza qualitativa seis deles, ou seja, 24%, passaram obteve os dados através das a fazer uso do MSN. entrevistas e do acesso de suas Na análise dos depoimentos do páginas pessoais e blogs. As uso das redes sociais pesquisadas, entrevistas objetivaram investigar constatou-se que essas redes têm os tipos de aplicações das Mídias sido usadas como ferramentas Sociais na aprendizagem e seu para a realização de estratégias 19 emprego na comunicação entre de comunicação. As ferramentas os envolvidos. Os depoimentos mais utilizadas são os blogs, os colhidos das três tutoras e dos microblogs, os fóruns, os grupos cursistas se deram nos encontros de discussão das comunidades presenciais, contatos via AVA/e- online e as ferramentas wiki. proinfo, nas mensagens dos blogs, Neste estudo observou-se que nas páginas pessoais e durante as redes sociais estão sendo as oficinas realizadas no primeiro utilizadas como um novopresenciais no NTECi. Também módulo do curso de CTE por um instrumento para a realizaçãoforam registrados as entrevistas período de dois meses. de comunicação no cursopessoais, conversas informais, Participaram da pesquisa 24 de CTE-120. Entretanto, éalém do registro dos acessos cursistas, ou seja, 59% do número necessária uma constanteas páginas pessoais e blogs dos dos estudantes matriculados no avaliação quanto ao seu uso noscursistas. Estas ferramentas curso de CTE-120. Destes, 22 cursos semipresenciais visandometodológicas objetivaram cursistas, ou seja, 92% faz uso aprimorar seu desenvolvimentoinvestigar como poderiam de alguma mídia social. Dentre como ferramenta de comunicaçãoser aplicados pedagogicamente as as mídias, o MSN é a mais usada, social.Mídias Sociais e como os cursistas perfazendo o percentual de No caso pontual da introduçãoestabelecem a comunicação entre 88% dos cursistas, seguidos por dessas mídias, observou-se quesi. Também foram utilizados 75% que utilizam o Orkut e 67% estas serviram para aproximaro registro dos depoimentos que faz uso do Google docs. Já cursistas e tutores na tentativacolhidos das três tutoras, dos o percentual de 50% faz uso de de facilitar o aprendizado. Seucursistas - durante os encontros outras mídias sociais (Sonico, uso foi estabelecer a interaçãopresenciais - nos contatos via Hi5, Flickr, Tagged, entre outras). entre pessoas diferentes queAVA/E-proinfo (Ambiente virtual O número de cursistas que não nem sempre tinham os mesmosde Aprendizagem), nas mensagens possuíam a mídia mais relatada, conceitos e ideias, mas quedos blogs, nas páginas pessoais e no caso do MSN foram de dois passam a ter voz ativa, tornando-
  20. 20. Arquivo de rosineide pessoa se então, formadores de opinião. br/web/interna.asp?id_canais=4&id_subcanais=1 Observou-se nos encontros 3&id_noticia=18565&colunista=1> Acessado em presenciais uma interação 10/06/2009.20 crescente entre os envolvidos na DAMBRÓS, J. e Reis, C. a marca nas redes pesquisa, quando da discussão sociais virtuais: uma proposta de gestão quanto à natureza das interações colaborativa. Anais do XXXi Congresso de entre eles, uso das linguagens Ciências da Comunicação, intercom/UFRN/ e opiniões positivas sobre o Uem/UnP/Fatern, 02 a 06 de Setembro de emprego das mídias em suas salas 2008/ organizado por Maria do Carmo Barbosa e Moacir Barbosa de Souza – São Paulo: de aula presencial. intercom, 2008. iSBN 978-85-88537-42-2. Texto disponível em <http://www.intercom.org.br/ rEfErÊNCIaS BIBLIOGrÁfICaS E papers/nacionais/2008/resumos/R3-0519-1. WEBIBLIOGrÁfICaS pdf>Acessado em 04/03/09. CAMPOS, G., H. B.; Roque, G. O.; Amaral, S. B. dialética da Educação à distância. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio, 2007. OliVEiRA, A. G. O., lima, l. F., Novaes, R. A. G. e Pessoa, R. S. professor-Multiplicador: propostas de ação e atuação profissional – Trabalho de Conclusão de Curso de Tecnologia em Educação. PUC/Rio, 2007. CASTEllS, M. a sociedade em rede: a era da informação. São Paulo: Paz e Terra, 2002. PiNHO, J. B. relações públicas na Internet: ÁurEa MarIa Técnicas e Estratégias para informar e CarLOS E SIMONE influenciar públicos de interesse. São Paulo: rOdrIGuES dE Summus, 2003. MELO POMERANz, Ricardo. difícil de decolar. Disponível em <http://www.b2bmagazine.com.
  21. 21. Escola Municipal Monsenhor fabrício prOfa. rOSaNa LIra MadurEIraPrêmio leitor de ouroO bairro de Peixinhos tem literatura, entre outros. O número de leitores cresceu uma realidade precária cada vez mais e a bibliotecaem termos de infraestrutura, Os objetivos do projeto permaneceu lotada.saneamento básico e sistema foram atingidos: aumentamosde transportes. A população a circulação de livros O que não podemos deixar deé, preponderantemente, de proporcionando mais comemorar é o fato de que cadabaixa renda e convive com conhecimento, colaborando, leitor de Ouro passou a ler emuma realidade que interfere dessa forma, para elevar o nível torno de cinco a quinze livros porna vida escolar dos estudantes: intelectual dos estudantes da mês, através de empréstimos,altos índices de contaminação escola; auxiliamos o processo além de realizar consultas napor epidemias, proliferação da de aprendizagem dos conteúdos própria biblioteca.violência, homicídios e tráfico de programáticos ao despertar A premiação propriamente dita:drogas. o interesse pela pesquisa em certificados, medalhas e livros, todas as áreas de conhecimento, não foi o mais importante, oA experiência com o Prêmio leitor através da prática da leitura. que verdadeiramente importoude Ouro, dentro da nossa escola, foi o fato desse prêmiomostrou que a prática da leitura Para exemplificar citamos mobilizar quinhentos e vintepode ser uma grande aliada uma atividade de pesquisa e dois estudantes, universo depara promover aprendizagem. desenvolvida pelos estudantes sob estudantes do turno da tardeAs palavras de uma professora o comando do professor Edvaldo, para se inserirem num espaçoda escola confirmam essa ideia: de História, sobre o brasão do importante do mundo letrado que“Os estudantes com acesso a nome de família. Essa pesquisa do é a biblioteca.livros de sua preferência, ao brasão teve o papel desenvolver Esses números refletem umaserem estimulados e orientados nos estudantes o respeito e o conquista que se resume em:pela professora coordenadora da orgulho de fazer parte de uma conhecimento e cidadania para 21biblioteca e por seus professores, família tradicional ao resgatar a estes pequenos jovens queobtiveram um aproveitamento história do nome de família. despontam de sua realidade comoem sala de aula muito acima do cactos nas rochas, ao elevar seusesperado”. Com o estímulo do prêmio, os sonhos e ampliar horizontes, estudantes passaram a ler cada através da leitura.Criamos o prêmio confiantes vez mais e assim, descobriramno conceito de Paulo Freire de que, através da leitura, rEfErÊNCIaS BIBLIOGrÁfICaS Eque “Estudar é importante, conseguiam fazer o que mais WEBIBLIOGrÁfICaSler é muito mais!”, pois a gostavam: viajar para os quatro WEISz, TELMa. O dIÁLOGO ENTrE O ENSINO Eprática da leitura favorece cantos do mundo e entrar no a aprENdIzaGEM. SãO pauLO: EdITOra ÁTICa,não só a aquisição de túnel do tempo. isso me remete 2002.conteúdos programáticos, mas, a Francis de Croisset quando ele MOrIN, EdGar. La TÊTE BIEN faITE. a CaBEçaprincipalmente, enriquece o diz que “A leitura é a viagem de BEM fEITa. rIO dE JaNEIrO: BErTraNdcrescimento pessoal de cada quem não pode pegar um trem!” BraSIL, 2008.estudante. (in: Cabral, 2009:7). SOLÉ, ISaBEL. ESTraTÉGIaS dE LEITura. pOrTO aLEGrE: arTMEd, 1998.Assumimos a coordenação da Premiação dos leitores de Ourobiblioteca, antes fechada, em trouxe muitos ganhos para todos, TOLEdO, LESLIE. fLOrES, LuIza rOdrIGuES.julho de 2008 e informamos sobre inclusive para meu universo CONzaTTI, MarLI (OrGaNIzadOraS). CIdadEo prêmio. Após a divulgação particular, mas, sem dúvida, o EduCadOra. SãO pauLO: COrTEz: INSTITuTO maior presente foi a elevação pauLO frEIrE; BuENOS aIrES: CIudadESdo Prêmio leitor de Ouro, a EduCadOraS. aMÉrICa LaTINa, 2004.biblioteca passou a receber da autoestima das crianças etodas as tardes, em média, entre adolescentes. SEVErINO, aNTôNIO JOaquIM. METOdOLOGIasessenta e cem estudantes das dO TraBaLHO CIENTífICO. SãO pauLO:turmas de 2º ano do 2º Ciclo, Outro fato que não podemos COrTEz, 2009.dos 1º e 2º anos do 3º Ciclo e 1º deixar de ressaltar foi a CaBraL, MarIa uMBELINa SaNTOS dE SOuzae 2º anos do 4º Ciclo. O objetivo surpresa do momento seguinte à ET aLL. dESpErTar O prazEr pELa LEITura.dessa visita era variado: pesquisar premiação: não houve redução TExTO dISpONíVEL EM HTTp://NEad.CTI.furG.trabalhos escolares, fazer de empréstimos de livros, nem Br/MIdIaS/pdfS/dESpErTar.pdf aCESSO EMempréstimos de livros de nossa esvaziamento da biblioteca. 15/05/2009.
  22. 22. Escola Municipal dona Brites de albuquerque prOfaS.: CrISTIaNE HOLaNda, MarIa MadaLENa BarBOSa da fONSÊCa, CarLa CONCEIçãO LayME da SILVa Alimentação saudável: Uma (re) construção de valores A equipe de professores e funcionários da Escola Dona Brites observaram que havia um decidiu participar do projeto Nutrir, oferecido pela Nestlé com a parceria da Secretaria dezembro foram trabalhados cinco temáticas abordando a alimentação e o modo de vida desperdício da merenda por parte de Educação de Olinda. O saudável: A importância do uso das crianças do 1º e 2º Ciclos. projeto teve inicio a partir de sustentável dos recursos naturais, Elas jogavam fora determinados indagações das crianças em sala reaproveitamento de alimentos, alimentos que não eram da sua de aula sobre questões relativas à mudança de hábitos alimentares, aceitação, muitas vezes faziam natureza e sua preservação. propriedade e receitas com a soja “guerra” com os biscoitos, As professoras e funcionários(as) e frutas e mudança de hábitos quando não eram recheados. observaram as dificuldades e alimentares. Além disso, também se percebeu as deficiências na alimentação Nesses meses, as crianças o consumo de um grande número das crianças, isso gerou uma demonstraram muito entusiasmo de alimentos industrializados inquietação, levando o grupo a nas aulas coletivas que como: salgadinhos, pipocas, abraçar o projeto, priorizando aconteciam em dois momentos: refrigerantes, confeitos etc. a integração e orientação da no primeiro momento, Diante dessa realidade, em comunidade escolar como um abordávamos a temática do abril de 2008, a unidade escolar todo. Nos meses de abril a mês, cantávamos e refletíamos22 Arquivo de Cristiane Holanda
  23. 23. sobre os valores das pessoas Realizamos a nossa Vi Feira de construção de conhecimentos,humanas. No segundo momento, conhecimentos e o projeto foi tanto por parte das crianças,executávamos uma receita divulgado para a comunidade, como também pelos adultos,prática onde os estudantes atingido, dessa forma, um dos demonstrando que a escola,participavam ativamente, principais objetivos do Projeto ao abordar conteúdos epreparando e degustando os Político Pedagógico da escola vivências significativas, torna-sealimentos. que é trabalhar com projetos verdadeiramente, um ambienteCom este trabalho começamos científicos a partir da educação de aprendizagem e de promoçãoa notar mudanças em relação à infantil e divulgar sua produção de mudanças.alimentação e ao comportamento para a comunidade. Outrosdos educandos que passaram resultados que podemos pontuar,a valorizar a merenda escolar, encontram-se registrados nas REFERÊNCiAS BiBliOGRáFiCASdiminuindo o desperdício e fotos, vídeos e relatos do projeto VIDAL, Eunice Leme. Saúde com sabor. Tatuí,reduzindo gradativamente que são: aumento da freqüência São Paulo: Editora Casa Publicadora Brasileira,o consumo dos lanches e permanência do estudante em 2003.industrializados na escola. sala de aula; merenda escolar Serviço Social da indústria - DepartamentoO entusiasmo, a alegria e as consumida com mais prazer; Regional de São Paulo. Alimente-se bem. 2ªmotivações em contribuir para a sensibilização e envolvimento edição. São Paulo, 2006.mudança de hábitos alimentares das professoras, gerando novas Fundação Nestlé Brasil. Kit Nutrir (Guisadinho,se destacaram de tal forma que a práticas educativas; socialização Receituário 1, Manual Antropométrico). Ed.escola foi convidada a apresentar das receitas desenvolvidas na Estudo Elias Andreato. São Paulo, 2008.o projeto em outros espaços, tais escola; resgate dos valores 23como: na formação dos auxiliares básicos humanos por parteda ação educativa da Secretaria dos estudantes e funcionários,de Educação de Olinda, no melhorando a relaçãoencontro da família com os pais interpessoal do grupo.e responsáveis da Escola Brites e Finalizando, ressaltamos queanexos e na igreja Presbiteriana a alimentação foi o ponto deem Aldeia. partida para muitas reflexões e Arquivo de Cristiane Holanda
  24. 24. Escola alexandre José Barbosa Lima prOf. EdSON GOMES da SILVa fILHO Bantos e Nagôs: a presença da África no meu bairro O território pernambucano, em especial, as Terras da Nova Roma, Olinda, foram, são em torno da religião de matriz africana e afrobrasileira, por não haver, de minha parte, a essa finalidade, utilizamos a leitura de contos africanos. Essas leituras trouxeram à tona e serão o palco de paradigmas compreensão de minha negritude questionamentos de como construtores da nossa que aflorou, realmente, quando a História excluía o nacionalidade. Não se podem um dos estudantes estava sendo protagonismo do povo descartar, nessa instituição humilhado em relação à cor da africano e como os sócio-cultural, os aspectos sua pele por um colega de sala e fatos vividos pelos étnicos dos diferentes povos que por alguns vizinhos da escola. negros eram ocuparam o lócus olindense, e contados a partir brasileiro. Essas etnias que, desde A angústia de ver tamanha do olhar do a restauração pernambucana, discriminação levou-me a indagar colonizador caminham lado a lado em nossa aos estudantes como eles se branco. isso pôde sociedade presenciam-se nas percebiam em relação à sua cor. ser percebido, comidas, no artesanato, nas As respostas oriundas de tal através da danças, entre tantos outros indagação geraram maior análise elementos culturalmente desconforto, pois mesmo dos livros difundidos em nossa população. aqueles que, nitidamente didáticos que24 apresentavam características Tal contexto socioeconômico predominantemente da etnia e cultural esconde em seu negra, não se consideravam seio um caráter desagregador, assim. Isso me desafiou a oriundo de parâmetros histórico- resgatar, juntamente com eles, a possuíamos. sociais difundidos desde a identidade africana, perdida O debate colônia e estipuladores de um ao longo do tempo. gerado pelas processo discriminatório, não descobertas visível, contudo perceptível, e O primeiro passo para o contribuiu preconceituoso em relação ao desenvolvimento deste projeto para que alguns africano, seus descendentes e foi a escolha do nome e da estudantes simpatizantes de sua religiosidade temática. Para isso, professor começassem a se perceber e de sua cultura. e estudantes do 2º ano do como afrodescendentes 2º Ciclo embrenharam-se na ou afrobrasileiros, ou Em face disto, foi aprovada a lei pesquisa na busca das etnias simplesmente negros. Também nº 10.639/03 que altera o artigo africanas que foram trazidas identificamos os heróis negros 36º da lDBN 9394/96 no que diz ao Brasil como escravas, entre pernambucanos, elucidando o respeito ao ensino de História da as quais, encontramos: Bantos, conteúdo subjacente nas leis áfrica e dos Afrodescendentes Nagôs, iorubás, Jêjês. Dentre abolicionistas do Brasil. (alterada em 2008 pela lei essas, selecionamos as nações 11.645/08 que acrescenta o Bantas e Nagôs por percebermos Para finalizar, socializamos os ensino de História Indígena na claramente elementos residuais conteúdos aprendidos em sala escola). destes povos na nossa sociedade de aula em eventos onde a na atualidade. escola toda pôde participar. Apesar do conhecimento da legislação vigente, havia uma O segundo passo constituiu- O primeiro evento foi fazer dificuldade em transpor o se no resgate da identidade uma feijoada onde os preconceito, principalmente africana de cada um. Para estudantes apresentassem a
  25. 25. composição dessa comida típica da turma era de cristãose sua história, comparando-a evangélicos.a outras comidas oriundas dassenzalas pernambucanas e Chegamos ao fim de nossonacionais. O segundo evento projeto com a grande lição defoi participar de uma roda de que para termos um convíviocapoeira, discutindo os aspectos social isento de preconceitos,religiosos presentes nessa arte. devemos aceitar o outro não importando qual seja o seuPor fim, a realização de uma credo religioso, sua cor defeira de conhecimentos onde pele, seu aspecto físico, poisos estudantes expuseram seus todos somos cidadão de direitostrabalhos individuais e coletivos. e a lei suprema nos colocaCom este trabalho pudemos num patamar de igualdade. Astrabalhar a cultura africana e diferenças existem porque temosafrodescendente, resgatar a origens em povos diversos, masidentidade afrodescendente isso não significa que devamperdida do professor e dos ser usadas para que uns seestudantes e compreender que sobreponham aos outros. 25a lei de combate ao racismoprecisa ser duramente aplicada àqueles que ainda hoje se rEfErÊNCIaS BIBLIOGrÁfICaS comportam como COll, Cesar et alii. O construtivismo em sala se vivêssemos de aula. São Paulo: Ed. Atica, 2006. numa sociedade FREiRE, Paulo. pedagogia do oprimido.São escravocrata. Paulo : Paz e Terra. 1996. ____________. pedagogia da autonomia. São Outro ganho deste Paulo : Paz e Terra, 1995.projeto foi a compreensão, ____________. pedagogia da Esperança. Sãopor parte dos estudantes Paulo : Paz e Terra, 1996.evangélicos, que ninguém pode CURY, Carlos Roberto Jamil. Lei de diretrizesser preconceituoso em relação às e Bases da Educaçao - Lei 9394/96. Rio dereligiões africanas. Janeiro: DP&A, 2002. PERRENOUD, Philippe. dez novasEssa compreensão se deu, tanto competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2000.pelo conhecimento adquirido TORRES, Carlos Alberto. democracia,nas leituras e debates, como educação e multiculturalismo: dilemastambém pela observação do da cidadania em um mundo globalizado.meu comportamento, pois Petrópolis: Vozes, 2001.mesmo sendo cristão evangélico TRiNDADE, Azoilda l. da. (org).valorizei o conhecimento e a Multiculturalismo: mil e uma faces da escola.vivência dos estudantes que Rio de janeiro: DP&A, 2002.praticavam cultos de religiõesde matrizes africanas e quese sentiam discriminados numuniverso onde a grande maioria
  26. 26. Escola Municipal Monsenhor fabrício prOf. rICardO LuIz dOS SaNTOS Ensinando através das diversas leituras da cultura popular representantes do PROCON- C omo situação real, tínhamos eu, um professor de Arte, um grupo formado por estudantes Estado de Pernambuco, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANViSA, entre outros, PE, mas sem que despertasse o interesse dos estudantes por do 2º ano do 3º Ciclo, 1º e para que se realizasse, assim, o causa da forma como o assunto 2º anos do 4º Ciclo da escola desenvolvimento de um trabalho, foi apresentado. indagado por municipal de Olinda, Monsenhor possivelmente, até de utilidade esses representantes sobre como Fabrício, o Serviço de Proteção pública. o código poderia ser apresentado ao Consumidor - PROCON do de forma atrativa, sugeri que Para que esse trabalho se a linguagem teatral. Aceitei o realizasse, fez-se necessário mais desafio de escrever o texto e do que metas, foi necessário formar um grupo para representá- acreditar que podíamos realizar lo. uma educação para fora das quatro paredes da sala de aula, Assim, nasceu a primeira peça que fosse sedutora e se fizesse que, a pedido do PROCON-PE, elemento utilitário em si mesmo. foi filmada, “por acaso”, e reproduzida no dia seguinte em isto aconteceu, a partir da televisão local.26 apresentação de uma peça de mamulengo, na Escola Monsenhor O efeito de se ver na televisão foi Fabrício. Essa peça foi montada tão positivo entre os estudantes para traduzir na linguagem do que a partir de então, começamos teatro de bonecos, o Código a vislumbrar outras possibilidades de Defesa do Consumidor como, por exemplo, a formação que havia sido debatido, de um grupo capaz de elaborar anteriormente, e executar um projeto que na escola por trouxesse como objetivo comunicar temas de utilidade pública, através da cultura popular. Esse corajoso grupo foi batizado de Troupiart. Partimos então para a pesquisa sobre teatro, mais especificamente teatro de bonecos, principalmente, o teatro mambembe, o teatro de arena, entre outros. Para sistematizar as etapas do projeto, chegamos à conclusão da necessidade de fazer encontros regulares com o grupo para estudos, ensaios. Nesses encontros, os estudantes foram estimulados a ler textos que trouxessem informações sobre Arquivo de Ricardo luiz

×