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Poema Liberdade, de Fernando Pessoa

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Análise do poema Liberdade, de Fernando Pessoa e intertextualidade com Jorge de Sena e José Gomes Ferreira.

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Poema Liberdade, de Fernando Pessoa

  1. 1. Liberdade Fernando Pessoa
  2. 2. <ul><li>Ai que prazer Não cumprir um dever, Ter um livro para ler E não o fazer! Ler é maçada, Estudar é nada. O sol doira Sem literatura. </li></ul><ul><li>O rio corre, bem ou mal, Sem edição original. E a brisa, essa, De tão naturalmente matinal, Como tem tempo não tem pressa... </li></ul><ul><li>Livros são papéis pintados com tinta. Estudar é uma coisa em que está indistinta A distinção entre nada e coisa nenhuma. </li></ul><ul><li>Quanto é melhor, quando há bruma, Esperar por D. Sebastião,  Quer venha ou não! </li></ul><ul><li>Grande é a poesia, a bondade e as danças... Mas o melhor do mundo são as crianças, Flores, música, o luar, e o sol, que peca Só quando, em vez de criar, seca. </li></ul><ul><li>O mais do que isto </li></ul><ul><li>É Jesus Cristo,  Que não sabia nada de finanças Nem consta que tivesse biblioteca... </li></ul><ul><li>Liberdade, Fernando Pessoa </li></ul>Análise do poema
  3. 3. <ul><li>Irregularidade formal (métrica e estrófica) </li></ul><ul><li>não cumprir uma estrutura fixa </li></ul>Relação mancha gráfica/ temática <ul><li>Liberdade </li></ul><ul><li>“ não cumprir um dever” </li></ul>
  4. 4. Campo Semântico Prazer Ouvir música é o meu maior prazer . (gozo espiritual) Tenho muito prazer em conhecê-lo. (agrado) Gozar os prazeres da carne. (satisfação sensual) Ele é um desmancha- prazeres . (aborrecedor) Dever Deves respeito aos teus pais. (obrigação moral) Deves a tua vida ao médico. (gratidão) Estás a dever -me um jantar. (dívida) É teu dever portares-te bem. (imposição) Tens muitos deveres para fazer. (tarefas) A tua nota deve -se à falta de estudo. (causa)
  5. 5. <ul><li>“ Ai que prazer Não cumprir um dever, Ter um livro para ler E não o fazer! Ler é maçada, Estudar é nada. O sol doira Sem literatura.” </li></ul>1ª estrofe Tese defendida Argumentos Exemplo ilustrativo da tese
  6. 6. Exclamações <ul><li>“ Ter um livro para ler/ E não o fazer!” </li></ul><ul><ul><li>Transmite um certo humor e ironia. </li></ul></ul><ul><ul><li>Abordagem leve e divertida da temática. </li></ul></ul><ul><ul><li>Significa a rebeldia própria das crianças. </li></ul></ul><ul><li>“ Esperar por D. Sebastião,/ Quer venha ou não!” </li></ul><ul><ul><li>Referência irónica a uma característica dos portugueses – esperar por um salvador. </li></ul></ul>
  7. 7. Enumerações <ul><li>“Grande é a poesia, a bondade e as danças…/ (…) crianças” </li></ul><ul><li>“Flores, música, o luar, e o sol” </li></ul><ul><ul><li>Apresentam palavras portadoras de grande carga simbólica. </li></ul></ul><ul><ul><li>O poeta enumera várias realidades de forma eufórica. </li></ul></ul>
  8. 8. Última estrofe <ul><li>“ O mais do que isto </li></ul><ul><li>É Jesus Cristo,  Que não sabia nada de finanças Nem consta que tivesse biblioteca...” </li></ul><ul><ul><li>Crítica social aos poderosos que impunham os seus caprichos. </li></ul></ul>
  9. 9. Intertextualidade <ul><li>Intertextualidade com o poema “Liberdade” de Fernando Pessoa </li></ul><ul><li>AH! COMO TE INVEJO </li></ul><ul><li>Ah! Como te invejo, </li></ul><ul><li>__________ que cantas </li></ul><ul><li>o silêncio das plantas </li></ul><ul><li>– alheio à __________. </li></ul><ul><li>Vives sem chão </li></ul><ul><li>ao sol a cantar </li></ul><ul><li>a grande ilusão </li></ul><ul><li>da liberdade... </li></ul><ul><li>(...com __________ de ar.) </li></ul><ul><li>(José Gomes Ferreira, Poesia III ) </li></ul><ul><li>Complete o texto com as palavras que achar mais adequadas. </li></ul><ul><li>Intertextualidade com o poema “Liberdade” de Fernando Pessoa </li></ul><ul><li>QUEM A TEM... </li></ul><ul><li>Não hei-de morrer sem saber </li></ul><ul><li>Qual a cor da liberdade. </li></ul><ul><li>Eu não posso senão ser </li></ul><ul><li>Desta terra em que nasci. </li></ul><ul><li>Embora ao mundo pertença </li></ul><ul><li>E sempre a verdade vença, </li></ul><ul><li>Qual será ser livre aqui, </li></ul><ul><li>Não hei-de morrer sem saber. </li></ul><ul><li>Trocaram tudo em maldade, </li></ul><ul><li>É quase um crime viver. </li></ul><ul><li>Mas embora escondam tudo </li></ul><ul><li>E me queiram cego e mudo, </li></ul><ul><li>Não hei-de morrer sem saber </li></ul><ul><li>Qual a cor da liberdade. </li></ul><ul><li>(Jorge de Sena, Poesia II ) </li></ul><ul><li>Complete o título do poema. </li></ul>
  10. 10. Intertextualidade <ul><li>AH! COMO TE INVEJO </li></ul><ul><li>Ah! Como te invejo, </li></ul><ul><li>pássaro que cantas </li></ul><ul><li>o silêncio das plantas </li></ul><ul><li>– alheio à tempestade. </li></ul><ul><li>Vives sem chão </li></ul><ul><li>ao sol a cantar </li></ul><ul><li>a grande ilusão </li></ul><ul><li>da liberdade... </li></ul><ul><li>(...com algemas de ar.) </li></ul><ul><li>(José Gomes Ferreira, Poesia III ) </li></ul><ul><li>QUEM A TEM... </li></ul><ul><li>Não hei-de morrer sem saber </li></ul><ul><li>Qual a cor da liberdade. </li></ul><ul><li>Eu não posso senão ser </li></ul><ul><li>Desta terra em que nasci. </li></ul><ul><li>Embora ao mundo pertença </li></ul><ul><li>E sempre a verdade vença, </li></ul><ul><li>Qual será ser livre aqui, </li></ul><ul><li>Não hei-de morrer sem saber. </li></ul><ul><li>Trocaram tudo em maldade, </li></ul><ul><li>É quase um crime viver. </li></ul><ul><li>Mas embora escondam tudo </li></ul><ul><li>E me queiram cego e mudo, </li></ul><ul><li>Não hei-de morrer sem saber </li></ul><ul><li>Qual a cor da liberdade. </li></ul><ul><li>(Jorge de Sena, Poesia II ) </li></ul>
  11. 11. José Gomes Ferreira (1900-1985) Símbolo da luta pela liberdade Símbolo da ausência de liberdade Símbolo do espírito de liberdade Liberdade Tempestade Algemas Pássaro
  12. 12. <ul><li>“ (…com algemas de ar.)” </li></ul><ul><ul><li>O uso de parêntesis implica a expressão de um desabafo do sujeito poético. </li></ul></ul><ul><ul><li>A metáfora significa que para os pássaros não existem barreiras à liberdade. </li></ul></ul>
  13. 13. Jorge de Sena (1919-1987) <ul><li>O poema foi publicado em 1978, 4 anos após a conquista da liberdade para Portugal. </li></ul><ul><li>O sujeito poético expressa o desejo de não morrer sem saber “a cor da liberdade”, o que demonstra que o poema terá sido escrito durante a ditadura – “me queiram cego e mudo”. </li></ul>
  14. 14. Bibliografia: <ul><li>Manual Interacções, Português, 12º ano, Texto Editora </li></ul><ul><li>Manual Aula Viva, Português, 12º ano, Porto Editora </li></ul><ul><li>Dicionário Actual de Língua Portuguesa, Edições Asa </li></ul>
  15. 15. Trabalho realizado por: <ul><li>Andreia Dias, nº 5 </li></ul><ul><li>António Soares, nº 6 </li></ul><ul><li>12º D (2009/2010) </li></ul><ul><li>Escola Básica 2,3/ de Vale de Cambra </li></ul><ul><li>Profª Dina Baptista </li></ul>

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