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Características poéticas de Ricardo Reis

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As Principais características temáticas e estilísticas de Ricardo Reis - Heterónimo de Fernando Pessoa: Trabalho de Grupo desenvolvido no âmbito da disciplina de Português 12ºE/2009-2010 (Escola Básica 2,3/S de Vale de Cambra)

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Características poéticas de Ricardo Reis

  1. 1. Agrupamento Vertical de Escolas do Búzio - 2009/2010 Linhas temáticas de Ricardo Reis Trabalho realizado por: Diana Barreiro nº9 Joana Quental nº12
  2. 2. Quem ‘e Ricardo Reis ? É um poeta clássico , da serenidade epicurista , que aceita com calma lucidez a relatividade e a fugacidade de todas as coisas . No poema “Prefiro rosas, meu amor, à pátria”, mostra-nos ser um discípulo de Caeiro e revela a sua aceitação pela antiga crença nos deuses, enquanto disciplinador das suas emoções e sentimentos. A filosofia de Ricardo Reis é a de um epicurista triste , pois defende o prazer do momento “ carpe diem ” (máxima horaciana) como caminho para a felicidade. Contudo, apesar deste prazer que procura e da felicidade que deseja alcançar, considera que ser se consegue a verdadeira calma e tranquilidade , imposta pela ataraxia. R Reis sente que tem de viver em conformidade com as leis do destino , indiferente à dor numa verdadeira ilusão da felicidade, conseguida pelo esforço estóico lúcido e disciplinado.
  3. 3.   Características temáticas: <ul><li>Paganismo (crença nos deuses e na civilização grega ); </li></ul><ul><li>Fatalismo (passividade, indiferença, ausência de compromisso com o Mundo); </li></ul><ul><li>Consciência da precariedade da vida, medo da morte); </li></ul><ul><li>Epicurismo (busca da felicidade relativa, moderação nos prazeres, fuga à dor; “ carpe diem” - vive o momento); </li></ul><ul><li>Estoicismo (aceitação das leis do destino - a passagem do tempo e a morte - , autodisciplina face às paixões e à dor; intelectualização das emoções); </li></ul><ul><li>Culto do Belo, como forma de superar a efemeridade dos bens e a miséria da vida; </li></ul><ul><li>A interiorização das emoções; </li></ul><ul><li>O autodominio e a contenção dos sentimentos; </li></ul><ul><li>O elogio da vida rústica : a felicidade só é possivel no sossego do campo; </li></ul><ul><li>Classicismo , individualismo, passividade. </li></ul>
  4. 4. Características estilísticas <ul><li>Submissão da expressão ao conteúdo: a uma ideia perfeita corresponde a </li></ul><ul><li>uma expressão perfeita ; </li></ul><ul><li>Estrofes regulares e versos brancos; </li></ul><ul><li>Recusa frequente à assonância, à rima interior e à aliteração; </li></ul><ul><li>Predominância da subordinação; </li></ul><ul><li>Uso frequente do hipérbato; </li></ul><ul><li>Uso frequente do gerúndio e do imperativo; </li></ul><ul><li>O uso de latinismos; </li></ul><ul><li>Metáforas, eufemismos, comparações, apóstrofes ; </li></ul><ul><li>Estilo construído com muito rigor e muito denso; </li></ul><ul><li>Verdadeira sabedoria da vida é viver de forma equilibrada e serena; </li></ul><ul><li>As perífrases que remetem para um contexto religioso e mitológico grego ou latino. </li></ul>
  5. 5. “ Prefiro Rosas, meu Amor, à Pátria” <ul><li>Prefiro rosas, meu amor, à pátria, E antes magnólias amo Que a glória e a virtude. Logo que a vida me não canse, deixo Que a vida por mim passe Logo que eu fique o mesmo. Que importa àquele a quem já nada importa Que um perca e outro vença, Se a aurora raia sempre, </li></ul><ul><li>Se cada ano com a primavera As folhas aparecem E com o Outono cessam? E o resto, as outras coisas que os humanos Acrescentam à vida, Que me aumentam na alma? Nada, salvo o desejo de indiferença E a confiança mole Na hora fugitiva. </li></ul><ul><li>Ricardo Reis, in &quot;Odes&quot; Heterónimo de Fernando Pessoa </li></ul>
  6. 6. “ Prefiro rosas, meu amor, à pátria” <ul><li>Prefiro rosas , meu amor , à pátria, E antes magnólias amo Que a glória e a virtude. Logo que a vida me não canse, deixo Que a vida por mim passe Logo que eu fique o mesmo. Que importa àquele a quem já nada importa Que um perca e outro vença , Se a aurora raia sempre, </li></ul>Apóstrofe Antítese Conjunção Subordinativa condicional Refere-se à natureza Nega o poder Ataraxia Hipérbato Anáfora
  7. 7. <ul><li>Se cada ano com a primavera As folhas aparecem E com o Outono cessam ? E o resto, as outras coisas que os humanos Acrescentam à vida, Que me aumentam na alma ? Nada, salvo o desejo de indiferença E a confiança mole Na hora fugitiva. </li></ul>Revela a indiferença e a ataraxia Fugacidade da vida Eufemismo- Morte Justificam a sua postura. Seguindo a vida de acordo de fenómenos naturais mostrando-se indiferente a tudo o que não é Natureza.

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